27.3.15

Triplo Duplo - Episódio 19 (2ª temporada)


Depois da semana de interregno, estou de volta ao TRIPLO DUPLO. E no episódio desta semana falamos:

- da retirada de Steve Nash e o lugar do canadiano na história da NBA (02:44)
- de candidatos em queda (Blazers, Mavs e Hawks) (23:20)
- de candidatos em alta (Rockets e Cavs) (47:12)
- e, para terminar, como sempre, do Wow da Semana (01:20:00)


25.3.15

"It's for the kids"


Penny Hardaway ganhou mais de 120 milhões de dólares ao longo da carreira na NBA. E agora treina a equipa do liceu da sua terra natal. Não porque esteja falido e precise de dinheiro, mas porque o seu amigo de infância, que era o treinador da equipa e foi diagnosticado com cancro, lhe pediu.

Penny Hardaway, um talento incrível que nos presenteou com tantos momentos espectaculares dentro de campo e viu as lesões roubarem-lhe a hipótese de ser recordado como um dos melhores bases de sempre, dá-nos agora um exemplo incrível fora de campo (e se forem como eu, é melhor irem buscar uns lenços de papel antes de começar a ver):


23.3.15

Thank you, Steve



Quais eram as probabilidades de um miúdo canadiano, magrinho e não particularmente atlético, que fez o liceu num colégio privado na província da Columbia Britânica e jogou basquetebol universitário na pequena Universidade de Santa Clara, se tornar uma estrela da NBA? Uma em 500 milhões?
E quais as probabilidades desse miúdo se tornar não apenas uma estrela, mas um dos melhores distribuidores e atiradores de sempre e alguém que mudou a forma como se joga na NBA? Uma em mil milhões? Menos ainda?

Mas foi isso mesmo que Stephen John Nash conseguiu. Não foi um percurso fácil até lá, mas, contrariando todas as probabilidades, o miúdo canadiano que foi assobiado pelos fãs dos Suns quando a equipa o escolheu na 15ª posição do draft de 1996 retirou-se este fim de semana como um dos melhores bases de sempre e um jogador que ficará eternamente na memória dos fãs e na história da liga.

Depois de um começo de carreira em Phoenix em que, num plantel com vários bases e atrás de Kevin Johnson, Sam Cassell e depois Jason Kidd, nunca foi muito utilizado, Steve Nash foi trocado para os Mavs em 1998.
Em Dallas, começou a desenvolver e a mostrar todo o seu talento para lançar, passar e orquestrar um ataque. Ao lado de Dirk Nowitzki e Michael Finley, tornou-se o maestro de um dos melhores ataques da liga e, em 2002, foi escolhido pela primeira vez para o All Star.
Em 2004, depois dos Mavs não igualarem a proposta dos Suns, voltou para Phoenix como free agent. E o basquetebol nunca mais foi o mesmo.

Nash juntou-se a Amare Stoudemire, Shawn Marion e Joe Johnson para formar o ataque mais prolífico da liga (e o melhor da década, com uma média de 110.4 pts/jogo) e a equipa mais excitante de seguir do mundo. Os Suns, que na época anterior ganharam 29 jogos, acabaram com um recorde de 62-20 nessa temporada de 2004-05, foram até às Finais de Conferência (onde perderam com os eventuais campeões Spurs em cinco jogos) e Nash foi eleito o MVP da temporada.

Steve Nash e esses Suns dos "Sete Segundos Ou Menos" revolucionaram os ataques na NBA e mudaram a forma como se joga desse lado do campo. O pick and roll alto e os jogadores abertos foram popularizados por essa equipa e Nash (sob a batuta de Mike D'Antoni, justiça seja feita ao homem) foi o precursor desse ataque que hoje está generalizado na liga.

Actualmente, não há nenhuma equipa na liga que não incorpore o pick and roll alto no seu ataque e a maioria delas fazem desse movimento a base do seu ataque. Todos os grandes bases desta geração fazem desse pick and roll o seu pão nosso de cada dia. E todos eles aprenderam com Nash.

Muitos irão sempre apontar que faltou o título para coroar o legado do canadiano. Ou destacar a sua fraqueza do outro lado do campo. Mas isso não retira Nash do seu lugar na história. E não lhe diminui nenhum dos feitos alcançados:

- 2 vezes MVP da temporada (2005 e 2006; o único jogador com menos de 1,98m a ganhar o prémio por mais de uma vez)

- 8 vezes All Star

- 7 vezes All-NBA (3 vezes First Team; 2 vezes Second Team; 2 vezes Third Team)

- 3º jogador com mais assistências de sempre (10335)

- 7 temporadas com mais de 10 ast/jogo (3ª melhor marca de sempre, só atrás de John Stockton e Magic Johnson)

- Melhor percentagem de lançamento livre na carreira de sempre (90.4%; são mais de 90%, não numa temporada, mas na carreira! Só mais um jogador conseguiu isso em toda a história da NBA: Mark Price, com 90.3%)

- 4 temporadas com 40-50-90 (lançar 40% de 3pts, 50% de 2pts e 90% de LL é um feito que só foi conseguido 10 vezes até agora; 4 dessas vezes são de Nash)

Qualquer um destes feitos por si só já lhe valeria um lugar no Olimpo da NBA. Junte-se a isso a marca que, como dissemos em cima, ele deixou no jogo e na forma como ele é jogado e só podemos dizer "Obrigado por tudo, Steve. Nunca te esqueceremos."

22.3.15

Estudo de Mercado NBA



Olá, pessoal! Cá estou de volta, já me sinto muito melhor e estou pronto para regressar às lides. Mas antes de retomar a escrita, preciso da vossa ajuda. 

Preciso dum par de minutos da vossa atenção e que respondam a um pequeno questionário (são 9 perguntas que demoram dois minutos a responder) para um estudo de mercado que estou a fazer sobre a NBA. É só clicar aqui e submeter as respostas.

Muito obrigado a todos pela atenção e muito obrigado desde já a todos os que responderem.

20.3.15

Triplo Duplo - Episódio 18 (2ª temporada)


Esta semana já houve Triplo Duplo, mas ainda sem mim (ainda estou em convalescença). Para compensar, como prometido, tivemos o primeiro convidado seleccionado entre os espectadores do programa, o Luís Lucas. E ele e o resto do painel habitual falaram:

- da questão das equipas descansarem jogadores (02:19)
- dos Washington Wizards (15:39)
- da corrida pelos playoffs no Oeste (32:28)
- da corrida pelos playoffs no Este (51:17)
- e do Wow da Semana (01:12:38)


18.3.15

CONTRA-ATAQUE - Uma espécie de tanking


Olá, pessoal! Já estou quase bom e quase-quase de volta à escrita. Até lá e enquanto não regresso aos textos, fiquem com o mais recente Contra-Ataque do Ricardo Brito Reis, esta semana sobre as equipas em lugar de playoffs que poderão ter interesse em perder um ou outro jogo:

Uma espécie de «tanking»

por Ricardo Brito Reis

Todos estamos familiarizados com o conceito de tanking. A ideia, não assumida pelas equipas que utilizam esta estratégia, é perder jogos de propósito para garantir uma maior probabilidade de uma escolha elevada no draft da época seguinte. Veja-se o caso dos New York Knicks. A formação da Big Apple era apontada aos playoffs no início da temporada e exibe, actualmente, o rótulo de pior equipa de toda a NBA. Tudo porque cedo se percebeu que a época seria um fracasso e, assim sendo, os responsáveis dos Knicks decidiram fazer descansar a «estrela» da companhia (bem como levá-lo à mesa das operações) e trocar os atletas com contratos mais dispendiosos. O objectivo é apostar no mercado de free agents, já com os olhos em 2015/16.

Mas desengane-se quem pensa que isto de perder propositadamente é exclusivo das equipas mais fracas da liga norte-americana. Agora que nos aproximamos dos playoffs, há conjuntos com lugar assegurado nessa fase que poderão, aqui e ali, perder alguns jogos a bem de um interesse maior. E, numa altura em que faltam pouco mais de dez partidas para o final da fase regular da época e se dissipam (quase) todas as dúvidas sobre que equipas vão marcar presença nos playoffs, teremos oportunidade de perceber se, à semelhança de anos anteriores, também esta época há quem sofra derrotas estranhas. É que, pelo menos no plano teórico, há lugares na classificação mais desejados do que outros e os mais desejados nem sempre são os de topo...

No Este, não há dúvidas que os Atlanta Hawks vão ficar no primeiro lugar da conferência e os Cleveland Cavaliers devem ocupar o segundo posto. No entanto, parece evidente que, nesta altura, os Cavs estão em melhor forma que os Hawks e, se tivessem a possibilidade de escolher, seria natural que as restantes equipas prefiram defrontar os comandados por Mike Budenholzer. Logo, o lugar mais apetecível da classificação do Este não é o 3º, mas sim o 4º, uma vez que garante vantagem-casa na primeira ronda e colocaria essa equipa diante do vencedor do confronto entre os Hawks e o 8º classificado na segunda ronda, adiando um eventual frente a frente com LeBron James e companhia para as Finais de conferência.

Nos lugares imediatamente atrás de Hawks e Cavaliers estão três equipas que até têm acumulado algumas derrotas surpreendentes nos tempos mais recentes. Os Toronto Raptors perderam dez dos últimos 13 jogos, os Chicago Bulls apenas ganharam um dos últimos seis encontros, enquanto os Washington Wizards somaram oito derrotas nas últimas 14 partidas. Para já, o 4º lugar está nas mãos dos Bulls, mas, com tantos jogos por disputar, ainda haverá mudanças.

Por outro lado, no Oeste, é impossível fazer quaisquer previsões sobre a classificação até bem mais perto do fim da regular season. A única garantia, ainda que por confirmar de forma matemática, é o primeiro lugar dos Golden State Warriors. De resto, tudo pode acontecer daí para baixo. Entre os Memphis Grizzlies (actual 2º classificado) e os Los Angeles Clippers (7º) há apenas cinco jogos de distância e, obviamente, todos os cenários são possíveis.

E se os Cavs são o adversário a evitar no Este, sobre que equipas se poderá dizer o mesmo no Oeste? Os Warriors, claro. Mas, na minha opinião, também os San Antonio Spurs e os Oklahoma City Thunder. Os actuais campeões estão saudáveis e em evidente subida de produção, pelo que – já se sabe – são sempre uma força a ter em conta. Já os Thunder, se conseguirem assegurar um lugar nos oito primeiros, têm que ser considerados uma equipa candidata a ir longe, até porque, para além dos reforços que chegaram via-troca e de um Russell Westbrook a jogar ao nível de um verdadeiro MVP, já deverão contar com o regresso do MVP da última temporada, Kevin Durant.

Será, por isso, interessante perceber se, nos últimos jogos da época alguma equipa faz descansar as suas «estrelas» e acaba por perder um ou dois jogos ou se, por outro lado, “mete toda a carne no assador” para tentar subir um ou dois lugares na classificação da respectiva conferência, com o objectivo de procurar os matchups mais favoráveis na primeira ronda dos playoffs. Ainda assim, independentemente da estratégia, estou convencido que estes playoffs serão os mais imprevisíveis dos últimos anos.

15.3.15

Leituras de Jogo


Pessoal, desculpem a ausência dos últimos dias, mas tive/tenho uma gastroenterite, ando a vomitar há dias (desculpem os pormenores) e não tenho tido energia para escrever. Lá para meio/final desta semana já espero estar recuperado e de volta. Obrigado pela compreensão e até já, pessoal.

Enquanto não têm nada meu para ler, fiquem aí com as sugestões de leitura desta semana:


- Pat Riley é umas das figuras mais importantes dos últimos 30 anos na NBA. Campeão com os Showtime Lakers dos anos 80, treinador dos inesquecíveis Knicks dos anos 90, campeão com os Heat em 2006 e, desde então, presidente da equipa, não há nada que ele já não tenha visto ou vivido nesta liga. Por isso uma longa entrevista com ele é sempre imperdível

- Os Atlanta Hawks são a maior e mais agradável surpresa da temporada e os-candidatos-ao-título-sem-super-estrelas são o tema da excelente reportagem de Lee Jenkins na Sports Illustrated.