20.12.14

Presents, we're talking bout presents?


Bela campanha para a jornada natalícia da NBA, esta da ESPN. Temos o anúncio da decisão do Pai Natal:



O Pai Natal a mostrar o Gregg Popovich que há em si:



E neste, quem é que o Pai Natal vos lembra?



Boa, ESPN.

(no canal da estação no Youtube podem ver mais vídeos da conferência de imprensa do Pai Natal)

Mavs rondam o título?


Vamos lá aos bitaites sobre a troca de Rajon Rondo e a um balanço do negócio para cada um dos lados:


Para o lado dos Mavs, alguém tem dúvidas que é uma boa troca? Arriscada, sim, mas uma oportunidade que não podiam desperdiçar e que os pode catapultar para o topo da conferência. Há dúvidas? Comecemos por elas.

Fazer mudanças na equipa durante a temporada (e numa equipa que está a jogar bem) é arriscado? Sim, é sempre arriscado e nunca se sabe se se vai perturbar a química da equipa. Mas numa equipa veterana esse risco é menor. E estes Mavs têm jogadores (e treinadores) que já viram de tudo e já passaram por tudo nesta liga, por isso não é um balneário perturbável como o de equipas mais jovens e inexperientes. E, de qualquer forma, com aquilo que pode compensar, vale o risco. 

Não têm nenhuma garantia que Rondo renove com eles no final desta temporada? Sim, mas Mark Cuban não é conhecido por ser conservador ou por não correr riscos. É um all in nesta temporada e uma aposta em que esta corra bem e convença Rondo a continuar. Têm 6 meses para o converter a Dallas. E Mark Cuban também não é conhecido por ser forreta e não terá problemas em abrir os cordões à bolsa para o manter.

Rondo não é o jogador mais fácil de gerir? E encaixá-lo neste ataque traz alguns desafios? Sim a ambas, mas se há treinador capaz de fazer ambas é Rick Carlisle. O timoneiro dos Mavs é um dos melhores treinadores da liga (provavelmente, o mais sub-valorizado), o seu ataque é um dos mais criativos, versáteis e eficazes da liga e Carlisle é um génio dos Xs e Os. Pode ser um desafio integrar Rondo neste ataque (particularmente, nas adaptações que terão de fazer no espaçamento, pois Rondo não é um atirador), mas desconfio que Carlisle o consegue fazer.
E na parte da gestão de personalidades? Carlisle treinou (com sucesso) os Pistons de Ben Wallace e os Pacers de Ron Artest, Stephen Jackson e Jamaal Tinsley. Ao pé dessas personagens todas, gerir Rondo deve ser brincadeira de criança.

Perderam um jogador importante do banco? Sim, mas esses são muito mais fáceis de substituir (já se fala de Jermaine O'Neal para esse lugar, por exemplo).

Agora as certezas: 
os Mavs fazem um enorme upgrade naquela que era a posição claramente mais fraca do cinco inicial. Rondo traz aquilo que mais precisavam: um base que defende e ajuda nos ressaltos.
Numa conferência Oeste recheada de excelentes bases, os Mavs entravam em todos os jogos com um grande mismatch e em desvantagem nessa posição. Com Jameer Nelson, ia ser um desafio parar os fortíssimos backcourts do Oeste nos playoffs e teriam de compensar esse ponto fraco individual através do colectivo e do sistema defensivo. Agora já não precisam. Agora já têm alguém para defender os bases adversários. Com Rondo na primeira linha de defesa e Chandler lá atrás, a defesa dos Mavs vai ser muito melhor.

No ataque, Rondo não terá de marcar pontos ou ser o ponto fulcral da equipa (como lhe era exigido nos Celtics pós-Big Three). Nos Mavs regressará ao papel que sempre desempenhou melhor: assistir, abastecer as armas ofensivas da equipa e, pelo meio, aproveitar os espaços que estes abrem na defesa para penetrar e marcar uns pontos. Era isso que Rondo fazia com Allen, Pierce e Garnett (onde era a 4ª opção do ataque) e é como facilitador que ele está no seu melhor. 

Dissemos em Outubro, no Boletim de Avaliação da equipa, que os Mavs não tinham um base de topo. Entre os três que tinham (Nelson, Harris e Felton, na altura; depois, juntou-se Barea), nenhum era muito bom, mas todos juntos podiam dar um decente. Tinham uma espécie de base por comité, mas faltava um base bom. Agora já têm um.

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Para o lado dos Celtics, foi o negócio inevitável e possível. Este não era o plano A da equipa e foi algo a que resistiram até ao fim, mas acabaram por não ter alternativa. E para plano B, não foi mau. 

Como sabemos, Rondo é free agent no fim da temporada, e perante a incapacidade de o rodear com jogadores estabelecidos e reconstruir a equipa com ele (era esse o plano A; neste Verão, tentaram contratar, por exemplo, Kevin Love), e perante a possibilidade de o perder sem receber nada em troca, não lhes restava outra hipótese senão tentar conseguir o máximo possível por ele. 

Ora, nessas circunstâncias, já sabemos que uma equipa nunca consegue o mesmo valor em troca. Os Celtics conseguiram dois jogadores promissores e mais um par de escolhas no draft (Jameer Nelson não faz, obviamente, parte dos planos para o futuro). As escolhas não são especialmente boas (uma 2ª ronda e uma 1ª ronda em 2015, mas que não será uma escolha alta), mas são mais peças (para manter na equipa ou para usar em negócios futuros) e mais alternativas para a reconstrução que têm pela frente. Podiam ter conseguido melhor? De certeza que Danny Ainge tentou e gostava de ter conseguido, mas isto deve ter sido o melhor que lhe ofereceram.

Os Celtics ainda tinham uma ténue esperança de reconstruir (mais rapidamente) pela via de trocas e/ou free agency e montar uma equipa com Rondo. Agora, com esta troca, desistiram desse plano e viram-se para o plano da reconstrução (mais lenta) pelo draft e pelo desenvolvimento dos jovens. E esse é um plano que ainda agora começou.

19.12.14

Triplo Duplo - Episódio 8 (2ª temporada)


No TRIPLO DUPLO desta semana:

- o despedimento surpreendente de Mike Malone 
- a atenção que estes Atlanta Hawks merecem
- o marco histórico de Kobe Bryant
- as nossas escolhas para os titulares do All Star
- e, como habitualmente, o Wow da Semana


18.12.14

CONTRA-ATAQUE - Mais achas para a fogueira do All Star



No Contra-Ataque de hoje, o Ricardo Brito Reis deita mais achas para a fogueira da votação para o All Star:




Mais achas para a fogueira do All-Star

por Ricardo Brito Reis

As votações para o All-Star Game de 2015 abriram na semana passada e, apesar de faltar mais de um mês para o fecho das «urnas», o Márcio apresentou aqui as suas escolhas, tendo em consideração o que já se jogou esta época. O mote estava lançado e ficou escolhido, desde logo, o tema da minha crónica desta semana: identificar quem serão os grandes ausentes do jogo das estrelas. Sim, já é possível fazê-lo, até porque, ao contrário de anos anteriores, não deve haver grandes surpresas nas convocatórias deste ano.

Não vou tentar antecipar quem serão os titulares e os suplentes das equipas de Este e do Oeste. Isso tem uma importância muito relativa. A definição dos «cincos» é um concurso de popularidade e, por isso, sabemos de antemão que, mesmo estando lesionados durante grande parte da temporada ou a render menos do que o esperado, nomes como os de Derrick Rose, Kobe Bryant e Kevin Durant vão constar dos 24 privilegiados que farão parte da festa.

Os que estão garantidos
Os nomes mais consensuais são fáceis de listar. No Este, o backcourt vai contar com John Wall, Kyrie Irving, Derrick Rose e Dwayne Wade, enquanto as posições mais interiores serão ocupadas, entre outros, por LeBron James, Chris Bosh, Pau Gasol e Carmelo Anthony. A representar a formação do Oeste, ainda mais certezas. Os bases Steph Curry, Chris Paul, Russell Westbrook, James Harden e Kobe Bryant estarão no All-Star, juntando-se a um frontcourt com Kevin Durant, Anthony Davis, LaMarcus Aldridge, Blake Griffin e Marc Gasol. Contas feitas, oito atletas confirmados no Este e dez no Oeste.

Os que têm boas hipóteses
Depois das certezas, sobram quatro vagas a Este e apenas duas a Oeste e, como não há regras que definam quantos jogadores de backcourt e frontcourt devem incluir as convocatórias, podemos dar início à especulação. Ainda assim, com um certo grau de certeza.
Não há dúvidas que Kyle Lowry deve estrear-se como All-Star. Os Raptors estão na liderança da Conferência Este – e isso é um factor a ter em conta nas escolhas dos suplentes - e, com a lesão de DeRozan, o point guard assume o protagonismo na formação canadiana. Para fechar os bases do Este, a minha aposta vai para Jimmy Butler. O shooting guard tem feito por merecer a chamada, depois de se assumir como a principal ameaça ofensiva dos Chicago Bulls, quando já era um dos melhores defensores da liga. Para as restantes vagas, dois atletas que já jogaram melhor em temporadas anteriores, mas que continuam a ser dos melhores do mundo nas respectivas posições: Kevin Love e Joakim Noah.
No Oeste, há muito talento ainda disponível para os dois espaços em branco na lista definitiva. No backcourt, o lugar deve ser de Damian Lillard. O base não parece afectado por ter sido um dos últimos nomes cortados da convocatória da Team USA que venceu o Campeonato do Mundo, em Espanha, e continua a «brilhar» ao serviço dos Portland Trailblazers. Para as posições mais próximas do cesto e, apesar de já ter falhado vários jogos dos Houston Rockets, Dwight Howard deve agarrar a vaga.

Os que vão ficar de fora (por pouco)
Chegamos, finalmente, à categoria dos injustiçados. São atletas que estão a fazer, em alguns casos, as melhores épocas da carreira e, mesmo assim, são excluídos das contas finais.
O maior exemplo disso está na Conferência Este e dá pelo nome de Jeff Teague. O base dos Hawks está um senhor jogador e tem melhores números (16.8 pts e 7.0 ast, com 37% de lançamentos de 3pts) do que na época passada, mesmo com o regresso de Al Horford. Teague acaba por sair prejudicado pelo excesso de point guards na convocatória (Wall, Irving, Rose e Lowry) e foi isso que me levou a optar por Jimmy Butler. Outro que deverá falhar a presença no Madison Square Garden é Al Jefferson (18.8 pts e 8.0 rst). O poste tem sido a única coisa boa dos Hornets e se a equipa de Charlotte tivesse, como se esperava, um registo bem mais positivo, talvez o “Big Al” pudesse atirar Joakim Noah para a lista dos preteridos.
No Oeste são, pelo menos, três «estrelas» a falhar o All-Star «por uma unha negra». Mike Conley, dos Grizzlies, pelo que escrevi aqui na semana passada, é um deles, mas Klay Thompson (21.7 pts, 3.7 rst, 3.3 ast e 43.8% nos lançamentos de 3 pts) e DeMarcus Cousins (23.5 pts, 12.6 rst e 51.2% de lançamentos de campo) são nomes pelos quais apetece pedir a Adam Silver que alargue as convocatórias do All-Star Game. O «Splash Brother» de Steph Curry já não é só um (ou o mais?) temível lançador de 3 pontos da NBA. Penetra para o cesto com assertividade e defende cada vez melhor. Merece ser All-Star? Sim. Há lugar para ele? Pois, parece que não... Quanto a Cousins, está a fazer a melhor época da carreira e vinha mostrando inúmeros progressos, sobretudo ao nível do controlo emocional. Pena a meningite viral e o despedimento do treinador dos Kings, Michael Malone, o único técnico que pareceu capaz de fazer o poste concentrar-se exclusivamente em jogar basquetebol.

Os que só devem ver pela TV (e não se importam)
Não é habitual, mas os campeões da NBA devem mesmo ficar sem qualquer representante no All-Star Game, a não ser que Tim Duncan ou Tony Parker consigam ser eleitos para o «cinco» pelos adeptos, o que parece muito pouco provável. E até aposto que o Gregg Popovich está a fazer figas… para que isso não aconteça.

15.12.14

O feito de Kobe


Depois de um recorde que pode não ser o mais positivo ou aquele que um jogador mais ambicione ter no currículo, ontem Kobe Bryant atingiu um marco que quem dera a qualquer jogador alcançar. Com este lance livre...


... Kobe ultrapassou Michael Jordan na lista dos melhores marcadores de sempre e é agora o terceiro melhor marcador da história da liga.


Seja pelas suas carreiras, seja por jogarem na mesma posição, seja pelas semelhanças no seu jogo e pelo jogo de Kobe dever obviamente ao jogo de Jordan, as comparações entre ambos são inevitáveis e já todas e mais algumas foram feitas nos últimos dias.





E podemos fazer todas as comparações que quisermos, podemos falar de eras e da possibilidade ou impossibilidade de as comparar, podemos falar de recordes absolutos e recordes relativos, podemos dizer que estes últimos é que importam, podemos discutir eternamente sobre tudo isto e muito mais, mas há duas coisas em que pensamos que todos podemos concordar.

A primeira é na dimensão do feito. Goste-se de Kobe ou não, prefira-se o jogador dos Lakers ou a lenda dos Bulls, este é um feito extraordinário e possível apenas a jogadores que foram muito bons durante muitos anos. Tal como dissemos na altura do recorde de mais lançamentos falhados (e tal como nesse recorde), atingir uma marca como a que Kobe atingiu ontem é sinal de que se teve uma longa carreira ao mais alto nível, que se foi o melhor jogador da equipa (ou um dos melhores) e a primeira opção ofensiva (ou uma das primeiras) durante muitas, muitas temporadas. E isso, só por si, já é um feito estratosférico e raríssimo. Só jogar na NBA durante 19 anos é extraordinário e para muito poucos. Fazê-lo a este nível é incrível.

A segunda, e mais importante, é na sorte que temos de ter assistido a este feito e, também, termos visto jogar dois dos melhores marcadores e melhores jogadores de sempre.

E isso é aquilo que para nós mais importa destacar neste momento. Tal como a exibição dos Spurs nas Finais de 2014, este é daqueles feitos que vamos contar aos nossos netos e dizer-lhes que vimos em directo. Este é daqueles que não vamos esquecer. Este é daqueles para guardar. Por isso, aí fica para a posteridade o momento histórico e que vamos contar daqui a 20, 30 ou 40 anos:


14.12.14

Os nossos All Stars (até agora)


Começou na sexta-feira a votação para o All Star Game. Podem votar no site da NBA para o efeito (e também na aplicação Game Time, no Facebook, Twitter e Instagram; no site têm lá as instruções todas) e este ano, como já devem saber, podem escolher entre todos os jogadores da liga e não apenas entre um lote de pré-seleccionados. E eu escolhi estes:

(ainda vamos com pouco mais de um mês e meio de temporada e as votações só fecham daqui a 36 dias - 19 de Janeiro -, por isso, até lá, ainda posso mudar de ideias. Mas para já, os meus votos vão para estes dez)


Do lado do Oeste, Curry, Gasol e Davis acho que não precisam de explicação. Depois, Russell Westbrook? Sim, Russell Westbrook. Apesar dos poucos jogos que fez, está com números excelentes (25.6 pts, 6.7 ast e 5.6 res), tem feito exibições assombrosas e em 9 jogos já nos deu mais highlights que qualquer outro jogador este ano. E alguém duvida que ele vai continuar a fazer isto até ao All Star e que em Fevereiro ninguém se vai lembrar que ele esteve de fora no primeiro mês e questionar a sua titularidade? Por isso, All Star com ele.

E All Star com LaMarcus Aldridge também, que está com mais de 20-10 de média, está a fazer uma (mais uma) excelente temporada ((22.2 pts, 10 res, 2 ast e 1.3 dl) e tem sido o melhor power forward a seguir a Anthony Davis.

Do lado do Este, James, Gasol e Wall também não precisam de explicação, pois não? Depois, Dwyane Wade? Sim, Dwyane Wade. Mas e Jimmy Butler? E Kyle Lowry? E Kyrie Irving? Considerei todos esses, mas a verdade é que todos perdem na comparação com o jogador dos Heat. O único que tem números semelhantes a Wade é Butler (21.3 pts, 5.9 ast, 3.5 res e 1.1 rb, com 52.5% em lançamentos para Wade; 21 pts, 3.3 ast, 5.7 res e 1.5 rb, com 48.7% em lançamentos para Butler) mas o jogador dos Bulls está a jogar bastante mais minutos (40 mins/jogo para Butler - máximo na NBA - e 32 para Wade) e quando comparamos os números por cada 36 minutos, Wade leva vantagem (23.7 pts, 6.5 ast, 3.9 res e 1.2 rb, contra 19 pts, 2.9 ast, 5.2 res 3 1.3 rb).
A verdade é que, sem se dar muito por isso, Wade está a fazer uma óptima temporada e tem sido, até agora, o melhor shooting guard no Este.

E, a seguir a Gasol, Bosh tem sido o melhor power forward deste lado dos Estados Unidos (21.6 pts, 8.2 res, 2.1 ast, com 50.7% em lançamentos de 2pts e 38.6% nos 3pts). E vá lá, depois de terem ficado sem LeBron, a equipa de Miami precisa de uma alegria. Por isso, dois jogadores dos Heat para o All Star.

Como disse lá em cima, as votações decorrem até 19 de Janeiro e até lá ainda posso mudar de ideias em alguma destas posições. Mais perto do All Star e antes de encerrar o escrutínio, farei uma nova votação e deixarei aí as minhas escolhas dessa altura. Mas para já, são estes os meus dez titulares.

12.12.14

Triplo Duplo - Episódio 7 (2ª temporada)


No TRIPLO DUPLO desta semana:

- o desmembramento dos Nets, que, aparentemente, estão disponíveis para trocar Deron Williams, Joe Johnson e Brook Lopez
- trocas possíveis para Rajon Rondo
- as séries de vitórias consecutivas de Warriors, Clippers e Cavs (a dos Cavs acabou ontem à noite, depois de gravarmos) e qual delas (se é que alguma) é maior candidata ao título
- a defesa melhorada (ou não) de James Harden
- e, como habitualmente, para terminar, o Wow da Semana