21.5.13

Muggsy Bogues faz uma visita a Lisboa


Já temos nome para o NBA3X de Lisboa. Muggsy Bogues é o jogador que vai estar em Lisboa este fim de semana. Quem vai lá dizer um olá ao jogador mais baixo que já jogou na NBA (1,60m)?


(nós vamos lá estar, claro!)

O Senhor dos Anéis


Um livro de Phil Jackson é sempre uma leitura obrigatória. O Zen Master teve o privilégio de treinar alguns dos melhores jogadores de sempre e cada livro seu, para além de preciosos ensinamentos sobre basquetebol, liderança e afins, está sempre recheado de episódios e histórias sobre jogadores que fizeram a história da NBA. Cada livro de Phil Jackson é um tratado de História da liga. O novo não é excepção e já está disponível:


Por esta altura já todos devem ter lido os excertos que foram divulgados e as comparações que Jackson faz entre Jordan e Kobe, e em full mode de promoção do livro, o Zen Master foi ao programa de Jay Leno falar sobre alguns daqueles episódios:


20.5.13

CONTRA-ATAQUE - Amanhã anda a roda


É já amanhã que as equipas que não se apuraram para estes playoffs vão saber a sua sorte no draft deste ano. Enquanto a roda não começa a andar (amanhã, a partir das 20:30 - hora dos EUA, 01:30 em Portugal), no CONTRA-ATAQUE de hoje o Pedro Silva fala-nos um pouco sobre:


O Euro-Milhões da NBA

Concorde-se ou não, o sistema da NBA premeia a incompetência em nome do equilíbrio, com as piores equipas a serem recompensadas com escolhas elevadas no draft do ano seguinte (o que não me parece um sistema pior que, por exemplo, o do futebol, onde os ricos compram e comem com fartura e os pobres lutam pelas migalhas da manutenção). 

Esta semana (amanhã, terça, dia 21) realiza-se o sempre popular e intrigante sorteio da lottery, onde os incompetentes se juntam para ver o que a sorte dita no que ao futuro draft diz respeito. 
No entanto, ocorre-me que os dois potenciais favoritos - os Orlando Magic e os Charlotte Bobcats - fizeram épocas bem distintas na sua mediocridade: 

Orlando desenvolveu alguns jogadores muito interessantes - Vucevic (candidato legítimo a Most-Improved Player esta época), Maurice Harkless, Andrew Nicholson ou o reforço Tobias Harris - conseguiu incriminar Turkoglu pelo uso de drogas, que já valeu uns trocados poupados no salário chorudo deste ano e quem sabe se não pode resultar num término por justa causa do mesmo, foi somando algumas vitórias pontuais em alguns jogos e mantendo-se relativamente competitiva em outros vários de modo a mostrar que até estavam interessados em ganhar e, no fim, acabaram com o pior registo da liga e consequentemente com a probabilidade mais alta de ficar com a cobiçada primeira pick no draft. - "Tanking" bem feito. 

Já Charlotte, começou a época demasiado bem (7 vitórias nos primeiros 12 jogos da temporada), foi absolutamente medíocre todo o ano, ao ponto de a maior história da temporada ter sido Michael Jordan, dono da equipa, ter participado num treino e supostamente dado baile a Kidd-Gilchrist, conseguiram o pior diferencial de pontos da liga (-9.2 pontos por jogo - Orlando teve -7), não desenvolveu absolutamente ninguém a não ser um sentimento de pena geral da parte do mundo e, quando tudo esperava que voltassem a terminar com o pior registo... eis que os Bobcats decidem ganhar os últimos 3 jogos da época, por razão absolutamente nenhuma, e diminuir um pouco mais as suas hipóteses de voltarem um dia a prestarem sequer mais ou menos. Tanking mal feito. 

Ainda que o draft deste ano não seja tido como grande coisa (ao contrário do próximo, que se diz poder vir a ser épico e será comandado pela cobiça ao canadiano Andrew Wiggins, que a imprensa americana, com a hipérbole que lhe conhecemos, já apelidou de "o próximo Lebron"), há ainda assim uma série de jogadores interessantes que podem, sem dúvida, ajudar sobretudo aquelas equipas "a meio caminho" de prestarem na próxima época - de entre os presentes no sorteio (equipas que não foram aos playoffs) que podem com um toque de sorte passarem de novo à relevância no panorama da NBA, destaco Minnesota (com todos saudáveis e mais um jogador decente, podem ser muito perigosos) no Oeste e os Detroit Pistons e Washington Wizards, que mostraram pinceladas de alguma qualidade e jogadores prestáveis e podem perfeitamente lutar pelos playoffs na fraquinha conferência Este, onde este ano até os Bucks, com registo negativo conseguiram lá chegar. 

Nerlens Noel, Ben McLemore, Otto Porter Jr, Trey Burke, Anthony Bennett, Victor Oladipo ou o base alemão Dennis Schroeder são alguns dos nomes de projectos muito interessantes para as equipas que este ano não foram grande coisa. 

Com 25%, Orlando é a equipa com mais hipóteses de ser presenteada com a primeira escolha (ainda que apenas em duas das 22 últimas edições, o favorito tenha sido o contemplado), sendo certo que não pode ficar abaixo da quarta escolha. Charlotte segue-se com 19.9% e as probabilidades a desceram até aos 0.5% dos Jazz, a "melhor" equipa das que não atingiu os playoffs. Como fã de um bom sorteio, é o tipo de coisa que me deixa intrigado.

Pedro Silva
Autor do Na Desportiva
Escreve aqui às segundas


(podem ver a lista completa de jogadores que se declararam elegíveis para o draft e as probabilidades de cada equipa nesta lotaria, aqui)

Mais uma aula de Popovich


E eis, senhoras e senhores, porque nunca podemos descontar estes Spurs e porque nunca se deve apostar contra uma equipa de Gregg Popovich.

À entrada para esta série esperavam-se (e esperam-se) jogos com uma pontuação baixa e muita defesa. No confronto entre a primeira e a terceira melhores defesas do ano, esperava-se (e espera-se) que a série fosse decidida nessa metade do campo e que cada jogo fosse uma batalha renhida e recheada de jogo a poste baixo, luta no jogo interior, muitas ajudas na defesa, engarrafamentos na área restritiva e luta por cada centímetro de campo. Com os respectivos planos A de cada equipa a série previa-se (e prevê-se) muito equilibrada. Mas isso era se Gregg Popovich não fosse um mestre estratega e não tivesse um plano B (e C e D e ...).


O timoneiro dos Spurs deu mais uma aula de táctica e de como desmantelar uma equipa adversária.

Lição nº1:
Preparar e afinar o plano A até à perfeição.
Os Spurs sabiam que, contra a melhor defesa do ano, teriam de mover muito (e bem) a bola no ataque. Penetrar e assistir para fora, rodar a bola e mudá-la de lado, atrair os defesas, tirá-los de posição e obrigá-los a correr atrás da bola. E assim fizeram. Variaram sempre o jogo ofensivo, os jogadores sem bola estiveram sempre em movimento e a abrir linhas de passe para o jogador com bola e obrigaram os Grizzlies a preocuparem-se não só com o jogador com bola (como fizeram com os Thunder), mas também com todos os jogadores sem bola. Ora com cortes para o cesto, ora com linhas de passe no perímetro, os Spurs conseguiam sempre encontrar jogadores sozinhos e criar boas situações de lançamento.
O único momento em que não fizeram isso (a meio do 3º período), foi o momento em que os Grizzlies recuperaram para 6 pontos. Popovich pediu desconto de tempo, relembrou o plano A aos jogadores, disse-lhes que não podiam ficar parados no ataque e os Spurs voltaram a descolar.

Lição nº2:
Baralhar o plano A da outra equipa
Os Spurs sabiam que o ponto forte dos Grizzlies é o jogo interior e que a chave para emperrar o ataque destes é parar Randolph e Gasol. Mas em vez de procurar defendê-los bem quando estes tivessem a bola, Popovich foi preventivo. Em vez duma defesa reactiva, a ajudar e a ajustar em função do que o adversário faz, foi a defesa dos Spurs a ditar o que os Grizzlies faziam no ataque. Defenderam Randolph (e Gasol) pela frente e impediram inúmeras vezes a bola de sequer entrar no poste baixo.
Em vez de simplesmente defender o plano A dos Grizzlies, Popovich conseguiu repetidamente impedir os Grizzlies de usarem esse plano.

Lição nº3:
Se o plano A está a correr bem, recorrer ao plano B para correr ainda melhor.
Os cincos iniciais das equipas são emparelhamentos equilibrados (embora, como vimos, a superior movimentação de bola dos Spurs possa desequilibrar para o seu lado), mas foi quando Popovich mexeu e baralhou o cinco que os Spurs ganharam uma vantagem ainda maior.

Porque a defesa dos Spurs emparelha muito melhor com qualquer ataque dos Grizzlies do que a defesa dos Grizzlies com qualquer ataque dos Spurs. Com Splitter e Duncan em campo, Gasol e Randolph encaixam bem tanto na defesa como no ataque. E aí trata-se de quem executa e joga melhor. 
Mas quando os Spurs jogam com Bonner ou Diaw ao lado de Duncan, o emparelhamento é claramente favorável aos Spurs. Com os Spurs a jogarem com apenas um jogador interior e com o outro poste (ou power forward, depende de como queiram classificar Duncan) a jogar no perímetro, os Grizzlies tiveram (e vão ter) grandes dificuldades em jogar com Gasol e Randolph. Pois se um deles fica a defender Duncan no interior, o outro não consegue defender longe do cesto e andar atrás de Bonner e Diaw no perímetro.

E neste jogo 1 vimos como Bonner pode castigar os Grizzlies se estes mantiverem Randolph em campo a defendê-lo. Por isso ontem tivemos Bonner em campo mais cedo e mais tempo do que temos visto nestes playoffs (uma tendência que se deve manter nesta série) e Lionel Hollins foi obrigado a jogar durante grandes bocados do jogo apenas com Gasol. O treinador dos Grizzlies teve até de recorrer ao pouco utilizado Ed Davis para ter um jogador interior mais móvel que conseguisse defender cá fora (Darrell Arthur tentou, mas não teve melhor sorte que Randolph).

O plano A dos Spurs correu bem e conseguiram ganhar vantagem, mas o plano B foi ainda melhor e foi quando recorreram a ele que os Spurs descolaram para os 20 pontos de vantagem.

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Os Grizzlies, obviamente, vão fazer ajustamentos no próximo jogo. No ataque, vamos ver mais bloqueios no interior e formas diferentes de tentar libertar Randolph e Gasol. E embora na defesa  vão continuar a ter problemas com o plano B dos Spurs, vão também fazer ajustamentos e melhorar. Não vai ser uma série tão fácil como este primeiro jogo faz crer. Não descontem já os resilientes Grizzlies. Mas estes Spurs (eliminados pelos Grizzlies na primeira ronda em 2011) parecem ter aprendido a lição. E têm aquele grande professor no banco. Eis porque a nossa previsão para esta série é Spurs em 6.

19.5.13

Hibbert manda Carmelo para casa


Esta imagem da noite resume bem a série entre os Knicks e os Pacers. Uma jogada de isolamento, Carmelo a jogar 1x1 e a defesa dos Pacers a levar a melhor:


18.5.13

Mais batalhas virão


Stephen Curry dirigiu-se ao público que não arredava pé da Oracle Arena no fim do jogo 6 e disse que "temos de estar felizes por quão longe chegámos e pelo quanto lutámos." Mark Jackson disse aos jornalistas que estes Warriors "batalharam, deram-me tudo o que tinham e lutámos. E não podia estar mais orgulhoso deste grupo. Mesmo que ganhe campeonatos no futuro, não estarei mais orgulhoso de nenhum grupo que eu treine."

Os Warriors caíram para os Spurs nas semifinais de conferência e foram eliminados dos playoffs. A sua temporada terminou. Mas foi a melhor temporada da equipa nos últimos (mais de) 20 anos. Desde os tempos do Run TMC de Hardaway, Richmond e Mullin que os fãs dos Warriors não festejavam tantas vitórias na temporada regular e nos playoffs e não tinham uma equipa tão competitiva.


David Lee fez mais uma época a rondar os 20-10 (18.5 pts e 11.2 res) e foi All Star. Stephen Curry, numa temporada regular em que se manteve livre de lesões e jogou em 78 jogos, explodiu para a melhor época da sua (ainda curta) carreira (22.9 pts, 6.9 ast e 4 res), não foi All Star, mas devia ter sido e foi um dos melhores jogadores nestes playoffs (23.4 pts, 8.1 ast, 3.4 res e 1.7 rb). Klay Thompson, na sua segunda época, deu um salto na produção (16.6 pts, 3.7 res e 2.2 ast, com 40% nos 3pts) e afirmou-se como um dos shooting guards mais promissores da liga. Andrew Bogut teve uma época difícil e problemas com lesões, mas mostrou, no fim da temporada e nos playoffs, a importância que pode ter na defesa e nos ressaltos. Harrison Barnes mostrou potencial, fez uma decente temporada de rookie e subiu a produção quando mais contava (9.2 pts e 4.1 res na temporada regular, 16.1 pts e 6.4 res nos playoffs). E Jarrett Jack e Carl Landry foram dos melhores suplentes que uma equipa podia desejar.

Com um ataque recheado de atiradores temíveis e uma defesa que melhorou bastante, chegaram às 47 vitórias (uma marca já de topo, que seria suficiente para um 4º lugar no Este) e ao 6º lugar da conferência. E nos playoffs surpreenderam a surpresa da temporada, os Nuggets, e deram séria luta aos Spurs. Não fosse a infeliz lesão de David Lee e Curry ter torcido o pé naquele jogo 3 das semifinais (e Bogut estar também limitado fisicamente) e teriam dado ainda mais que fazer a San Antonio. Não sei se seria suficiente para ganhar (acho que não era), mas seriam um osso ainda mais duro de roer.

De qualquer forma, foi uma aprendizagem para estes Warriors e uma lição para uma equipa estreante em fases tão avançadas da época. A caminhada deste grupo apenas começou. E o futuro nunca pareceu tão promissor.

Têm algumas decisões importantes e escolhas a fazer nesta offseason (Jarrett Jack é free agent e com as boas exibições desta temporada vai ter de certeza pretendentes; Carl Landry tem um ano de opção do jogador e pode escolher ser free agent também; Andris Briedins tem um ano de opção da equipa e podem não ficar com ele e usar esse espaço para contratar alguém), mas têm sem dúvida um núcleo de jovens com bastante talento à volta do qual construir. Para além das afinações ao plantel e dos role palyers que conseguirem adicionar a esse núcleo, o sucesso destes Warriors continuará a depender de Curry e Bogut se conseguirem manter livres de lesões. Mas se isso acontecer, contem com eles.

Para a história desta temporada fica a eliminação dos Warriors na segunda ronda. Mas fica também a época de Curry, a evolução de Thompson, a boa estreia de Barnes e o contributo fundamental de Jack e Landry. Na memória fica o progresso que os Warriors fizeram. Foi uma temporada de sucesso em Golden State. E há um futuro para continuar a construir.

17.5.13

O tendão de Kobe


Desde que descobriu as redes sociais, Kobe Bryant tem sido um dos mais ávidos e prolíficos utilizadores das mesmas. Na última temporada tem-nos entretido com tweets, posts no Facebook e dado um acesso privilegiado aos seus pensamentos e estados de espírito. E desde que aderiu ao Instagram (há 5 semanas) que tem partilhado em pormenor todo o processo de recuperação da lesão no tendão de Aquiles. Mesmo em pormenor: