25.1.15

Leituras de Jogo


Domingo, dia de ficar no sofá a ver filmes e séries de enfiada a pôr a leitura em dia. Aí ficam as nossas sugestões para hoje:

- No Grantland, Jonathan Abrams pede para deixarmos de chamar subvalorizado a Mike Conley e recorda o percurso do base dos Grizzlies até à elite de bases da NBA. Uma óptima reportagem sobre um dos jogadores menos reconhecidos da liga.

- Será que os Lakers não cuidaram de Kobe como deviam? Será que podiam ter feito mais para evitar esta lesão? Baxter Holmes tenta responder as essas questões neste artigo para a ESPN.



22.1.15

CONTRA-ATAQUE - Quem quer tocar no Larry?


A presença do troféu Larry O'Brien em Portugal (hoje, na Sport TV) serve de mote ao Contra-Ataque do Ricardo Brito Reis desta semana:


Quem quer tocar no Larry?

por Ricardo Brito Reis

A iniciativa da SportTV de permitir que, esta quinta-feira, os adeptos portugueses da NBA possam tirar fotografias com o troféu Larry O’Brien serviu de mote para a crónica desta semana. Afinal, o que falta às melhores equipas da liga norte-americana para se tornarem verdadeiros candidatos a marcar presença nas Finais e poderem, elas também, ter a oportunidade de tocar no troféu de campeão? Será que estas equipas vão retocar os respectivos plantéis, através de trocas ou da contratação de free agents, por forma a eliminar os problemas que têm revelado nesta primeira metade da época? Esta semana, debruço-me sobre os cinco conjuntos do Este que se destacam dos demais e que, na minha opinião, são as únicas formações desta conferência com hipóteses de lutar pelo título.

Atlanta Hawks (35-8)
Há dias escrevi aqui sobre as razões do sucesso dos Hawks. Na altura, sublinhei também algumas das suas lacunas. A formação de Atlanta precisa de uma maior presença nas zonas interiores e, sobretudo, quando a luta é na tabela atacante. O treinador Mike Budenholzer privilegia uma boa transição defensiva a uma segunda oportunidade no ataque e, talvez por isso, os Hawks são a pior equipa da NBA no ranking dos ressaltos ofensivos (8.4) e nos pontos após ressalto ofensivo (10.5), para além de ocuparem a 23ª posição nos pontos marcados na área restrictiva (41.0). Como referi na crónica sobre os Hawks, este factor poderá ser importante nos playoffs, frente a equipas com atletas grandes nas áreas próximas do cesto.

Washington Wizards (29-14)
O que dizer de uma equipa que parece ter tudo, pelo menos no papel? Que é preciso melhorar a eficácia da linha de lance livre. Os Wizards são uma das equipas mais completas do Este, com um backcourt de excepção e jogadores interiores dominadores. É verdade que o número de perdas de bola preocupa – são a 12ª equipa da liga com mais turnovers, com 14.8/jogo -, mas este número vai baixar nos playoffs, quando tudo abranda e se joga mais em meio-campo. Mas, para serem candidatos ao que quer que seja, não podem lançar apenas 73.9% da linha de lance livre. E talvez precisem de mais um atirador para a rotação, pelo que não é de estranhar o alegado interesse em contratar Ray Allen e em voltar a juntá-lo ao seu amigo de longa data Paul Pierce.

Toronto Raptors (27-15)
Os canadianos são um daqueles casos de uma equipa cujo foco é ganhar jogos a marcar mais pontos do que os adversários. De facto, não são uma grande equipa defensiva e a ausência de um poste que proteja o cesto é evidente. O lituano Jonas Valanciunas não é um grande defensor e isso ajuda a explicar que os Raptors sejam a 20ª equipa da NBA no ranking do rácio defensivo (104.5 pontos sofridos por cada 100 posses de bola dos adversários), para além de que estão no top-10 das equipas que mais pontos permitem na área restrictiva (43.2) e no top-5 das formações que mais pontos permitem após ressalto ofensivo dos adversários (14.3). E, no ataque, não podem estar tão dependentes do base Kyle Lowry.

Chicago Bulls (27-16)
Tal como os Wizards, os Bulls têm todas as peças. Na teoria. Os comandados por Tom Thibodeau não têm maus registos em todas as áreas do jogo, mas também já não são a força defensiva que foram nos últimos anos. Nas épocas mais recentes, os Bulls têm estado no top-3 dos vários rankings defensivos e, este ano, estão a meio dessas tabelas. De facto, nota-se uma diminuição da intensidade defensiva dos jogadores de Chicago, o que os leva a ser a 3ª equipa da NBA que menos roubos de bola faz (6.2) e, consequentemente, uma das que menos pontos marca após turnovers dos adversários. No entanto, o factor mais importante para estes Bulls serem um verdadeiro candidato é a saúde das suas «estrelas», como Derrick Rose e Joakim Noah. Sem lesões, os Bulls podem sonhar.

Cleveland Cavaliers (23-20)
Os responsáveis dos Cavaliers identificaram bem cedo que os maiores problemas da equipa estavam no meio-campo defensivo. Os Cavs apresentam vários indicadores negativos, no que diz respeito ao desempenho defensivo da equipa, e as recentes chegadas de Iman Shumpert e Timofey Mozgov servem para colmatar essas fraquezas. O poste russo está a assentar que nem uma luva e Shumpert, quando recuperar da lesão no ombro, também deverá ser um upgrade à defesa do perímetro. Assim que o base entrar no cinco inicial, J.R. Smith regressa ao banco e, nessa altura, veremos se tudo bate certo ou se a rotação do técnico David Blatt ainda precisa de mais alguém.
  

Na próxima semana, farei o mesmo exercício no Oeste. Terei trabalho a dobrar, portanto.

21.1.15

Os nossos All Stars


Terminaram ontem as votações para o All Star e serão anunciados amanhã os eleitos pelos fãs para o cinco inicial de cada conferência. Mas antes de saírem as escolhas oficiais, deixamos aí as nossas, como prometido.

Em Dezembro, quando abriu a votação, deixámos aí as nossas primeiras escolhas. Íamos com pouco mais de mês e meio de temporada, ainda faltavam 36 dias para fechar as votações, e estes eram os nossos All Stars até àquele momento:


"Do lado do Oeste, Curry, Gasol e Davis acho que não precisam de explicação. Depois, Russell Westbrook? Sim, Russell Westbrook. Apesar dos poucos jogos que fez, está com números excelentes (25.6 pts, 6.7 ast e 5.6 res), tem feito exibições assombrosas e em 9 jogos já nos deu mais highlights que qualquer outro jogador este ano. E alguém duvida que ele vai continuar a fazer isto até ao All Star e que em Fevereiro ninguém se vai lembrar que ele esteve de fora no primeiro mês e questionar a sua titularidade? Por isso, All Star com ele.

E All Star com LaMarcus Aldridge também, que está com mais de 20-10 de média, está a fazer uma (mais uma) excelente temporada (22.2 pts, 10 res, 2 ast e 1.3 dl) e tem sido o melhor power forward a seguir a Anthony Davis.

Do lado do Este, James, Gasol e Wall também não precisam de explicação, pois não? Depois, Dwyane Wade? Sim, Dwyane Wade. Mas e Jimmy Butler? E Kyle Lowry? E Kyrie Irving? Considerei todos esses, mas a verdade é que todos perdem na comparação com o jogador dos Heat. O único que tem números semelhantes a Wade é Butler (21.3 pts, 5.9 ast, 3.5 res e 1.1 rb, com 52.5% em lançamentos para Wade; 21 pts, 3.3 ast, 5.7 res e 1.5 rb, com 48.7% em lançamentos para Butler) mas o jogador dos Bulls está a jogar bastante mais minutos (40 mins/jogo para Butler - máximo na NBA - e 32 para Wade) e quando comparamos os números por cada 36 minutos, Wade leva vantagem (23.7 pts, 6.5 ast, 3.9 res e 1.2 rb, contra 19 pts, 2.9 ast, 5.2 res 3 1.3 rb).
A verdade é que, sem se dar muito por isso, Wade está a fazer uma óptima temporada e tem sido, até agora, o melhor shooting guard no Este.

E, a seguir a Gasol, Bosh tem sido o melhor power forward deste lado dos Estados Unidos (21.6 pts, 8.2 res, 2.1 ast, com 50.7% em lançamentos de 2pts e 38.6% nos 3pts). E vá lá, depois de terem ficado sem LeBron, a equipa de Miami precisa de uma alegria. Por isso, dois jogadores dos Heat para o All Star.

Como disse lá em cima, as votações decorrem até 19 de Janeiro e até lá ainda posso mudar de ideias em alguma destas posições. Mais perto do All Star e antes de encerrar o escrutínio, farei uma nova votação e deixarei aí as minhas escolhas dessa altura. Mas para já, são estes os meus dez titulares."


Entretanto, 36 dias depois, fizemos a nova votação. E os nossos eleitos finais foram estes:



Sim, são os mesmos da primeira votação. Vamos lá às justificações:

Do lado do Oeste, Curry, Davis e Gasol continuam a não merecer contestação. São o melhor base, o melhor power forward e o melhor poste da época até agora. 
Depois, se em Dezembro havia dúvidas entre LaMarcus Aldridge e Blake Griffin, continuamos a pensar que Aldridge leva vantagem, tem sido o melhor power forward a seguir a Davis, continua a liderar os Blazers na boa temporada que estão a fazer e merece a titularidade.

Para terminar, Westbrook e não Harden? Sim, o base de OKC tem números tão bons ou melhores que os de Harden (25 pts, 6 res, 7.4 ast, 2.4 rb para RW; 27.1 pts, 5.6 res, 6.7 ast, 1.9 rb para JH) e na defesa é muito melhor (e, portanto, no impacto total e na produção total para a equipa leva vantagem). No All Star Game não se defende? Sim, mas não estamos aqui a escolher os melhores jogadores ofensivos. Estamos a escolher os melhores jogadores. 
E tudo aquilo que dissemos em Dezembro só foi reforçado entretanto. Westbrook continua com números excelentes, continua a fazer exibições assombrosas e continua a oferecer-nos mais highlights que qualquer outro jogador. Por isso, All Star com ele, sem dúvida.

Do lado do Este, James e Gasol continuam a não merecer contestação.
Depois, John Wall. A escolha do base dos Wizards não é unânime e muitos preferem Kyle Lowry. Também hesitámos entre os dois. Mas apesar da excelente temporada que Lowry está a fazer (merece sem dúvida ser All Star; e será, com certeza, escolhido para suplente), Wall leva vantagem nas assistências e continuamos a pensar que é melhor condutor e distribuidor que Lowry. Para além disso, Lowry beneficia um pouco do "efeito surpresa" (Wall está a fazer o que se espera dele; Lowry está a superar as expectativas). E não conseguimos encontrar argumentos suficientes para desalojar Wall do lugar.

E porque não Lowry e Wall no backcourt? Porque Lowry também perde no duelo individual para Wade. Sem se dar por isso, o jogador dos Heat continua a fazer a sua melhor temporada desde 2011 e não tem havido melhor shooting guard no Este (Jimmy Butler, que já perdia na comparação em Dezembro, baixou um pouco os números e o rendimento desde aí).

E Bosh continua a fazer a sua melhor temporada desde os tempos em que jogava nos Raptors e continua a ser o melhor power forward deste lado dos Estados Unidos a seguir a Gasol. Dois jogadores dos Heat pode parecer exagerado, mas que podemos fazer? É verdade que outras equipas estão melhor que os Heat, mas nenhum dos seus jogadores ultrapassa Wade e Bosh em rendimento individual. Eles têm sido individualmente melhores que os outros e não conseguimos retirar nenhum deles daqui.

E, pronto, foram estes os nossos votos. Concordam, discordam, escolheram os mesmos ou acham que estamos loucos e nem por sombras escolhiam estes? Deixem aí os vossos bitaites.

20.1.15

Quem quer posar com o Larry?


Pessoal, quem quer tirar uma foto com o troféu Larry O'Brien? A Sport TV está a oferecer essa oportunidade única aos fãs portugueses (ou de Lisboa e arredores, pelo menos):


O troféu anda em tournée pelo mundo e vai estar em exposição na Sport TV esta quinta-feira, das 17h às 19h. Para ver o troféu e tirarem uma fotografia junto do mesmo, só precisam de se inscrever (enviar um email para passatempos@sporttv.pt, com o nome completo e a idade). O email é o dos passatempos, mas as visitas não são por sorteio, são para todos os que se inscreverem.

Por isso, vamos lá encher a Sport TV de fãs da NBA e mostrar que Portugal não é um país só de futebol. Digam que vão da minha parte e perguntem-lhes quando é que me contratam. :)

18.1.15

Leituras de Jogo



Sugestões de hoje para leituras domingueiras:

- O Curioso Caso de Josh Smith, um excelente artigo de Howard Beck sobre o ex-Piston e actual Rocket e sobre todos os lados dessa história.

- e a propósito de Josh Smith: Detroit Basketball is Back!

- O Homem Por Trás do Swag, outra excelente reportagem, de Lee Jenkins, sobre uma das personagens mais coloridas da NBA, o extremo dos Lakers Nick Young.

- O que é que os jogadores canhotos têm de especial? Jack Maloney, do Hardwood Paroxysm, tenta explicar.

17.1.15

Poster Night


Ontem foi noite de posters (e candidatos a afundanços do ano). Foram tantos e tão bons que decidimos compilá-los aqui para a posteridade.

Em Dallas, Chandler passou por Chandler e afundou na cara de Chandler:


Em Toronto, Amir Johnson foi atacado pelo falcão Horford:


Na Florida, tivemos um ataque de Greenzly:


E em OKC, Russell Westbrook pode ter feito o afundanço da noite e o "circus shot" da noite na mesma jogada:




P.S.:
Russell Westbrook, que, para além desta jogada muito pouco usual, fez também uma exibição rara e juntou-se a uma restrita lista de jogadores com mais de 15 pontos, 15 ressaltos e 15 assistências num jogo nos últimos 30 anos: