24.6.11

O que é internacional é bom


Ou pelo menos foi isso que pensaram os general managers no draft deste ano. Com cinco jogadores não nascidos nos Estados Unidos nas sete primeiras posições (seis se contarmos com Kyrie Irving, que tem dupla nacionalidade, australiana e americana; nasceu na Austrália quando o seu pai jogava lá, mas cresceu nos Estados Unidos), este foi o draft mais internacional de que há memória. Thompson (nascido no Canadá), Kanter, Valanciunas, Vesely e Byombo (e, mais abaixo, Vucevic, Motiejunas e Mirotic) deixaram bem clara a dimensão cada vez mais global do basquetebol e da NBA.

Foi um draft com uma boa dose de surpresas também. Tristan Thompson na 4º posição foi uma surpresa total, Iman Shumpert foi uma surpresa para todos os fãs dos Knicks que estavam no pavilhão (quem? Pois, foi o que todos pensaram. Nem Spike Lee o conseguiu esconder), Fredette e Markieff Morris escolhidos tão cedo foram meias surpresas e foi com alguma surpresa que jogadores como Kawhi Leonard e Kenneth Faried não foram escolhidos mais cedo.

E também não faltaram as trocas e negócios típicos de noite de draft. Os Mavs começaram a defesa do seu título e adquiriram Rudy Fernandez, os Blazers e Nuggets trocaram de bases e Stephen Jackson vai melhorar o ataque dos Bucks. Feitas as contas, no final da noite, 60 novos jogadores foram escolhidos e 12 jogadores já na NBA mudaram de equipa. Ao longo dos próximos tempos vamos analisar o impacto que alguns destes novos jogadores e estas trocas vão ter nas respectivas equipas. Mas para já, fiquem com duas das histórias da noite.

Phoenix Twins
Os Suns têm história com os gémeos. E normalmente com o gémeo menos talentoso. Robin Lopez (gémeo de Brook Lopez), Jarron Collins (gémeo de Jason Collins), Taylor Griffin (este não é gémeo, mas é quase igual ao irmão, Blake, e, mais uma vez, o menos talentoso dos dois) e agora Markieff Morris. O seu irmão Marcus é apontado por todos como o mais talentoso e com mais potencial, mas os Suns preferiram Markieff. Desta vez o outro ainda estava disponível e tinham escolha, por isso não têm desculpa se voltarem a ficar com o gémeo errado.

O primeiro contrato
Ainda não sabemos como Jimmer Fredette se vai adaptar ao nível de jogo da NBA e se vai ser tudo aquilo que promete, mas a história do contrato que o seu irmão o fez assinar há 4 anos, quando estava no liceu, foi a melhor da noite. Jimmer mostrou a folha de papel quando foi seleccionado e o seu sonho foi cumprido.


6 comentários:

  1. Parece-me que os grandes vencedores dos drafts foram os Cavaliers....1.Irving,4.Thompson,32. Harper e o 54.Macvan...parece terem feito escolhas muito interessantes e só resta saber se vão trocar algum destes de forma a dar maior experiencia à equipa ou se preferem conservar estes miudos cheios de talento e aguardar 2/3 para poderem ir aos play-off´s...

    Depois de LeBron vêm o Irving em quem se deposita grandes esperanças...can he handle?

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  2. Que tem de especial o Iman Shumpert?

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  3. Pelo que percebi pelos analistas é um jogador para defender, é alto é confiante...mas não é jogador para a NBA muito menos ...
    O treinador dele acabou por ser despedido esta época é pessimo lançador...
    o que não se percebe é que para a posição de base depois dele havia boas alternativas como o como o singleton para defender ou o Faried...daí a desilusao...

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  4. *muito menos para os Knicks

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  5. Márcio, sem querer ser mesquinho tens aí um erro porque o jogador que nasceu no canadá foi o tristan thompson, não o derrick williams

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  6. Qual mesquinho, qual quê, tens toda a razão e já corrigi o lapso. Eu é que agadeço pelo olho atento!

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