31.7.11

Os 50 melhores afundanços de 2010-11


Iiiiiiiihhh... 13:25?! Vão ver que vale a pena! Ou têm alguma coisa melhor para fazer nos próximos 13 minutos do que ver 50 afundanços espectaculares?


30.7.11

Ver a NBA em casa, mas bem sentado


Obrigado pelas vossas questões e sugestões, pessoal. Continuem a mandar vir, vamos dar mais um dia para as enviarem e na 2ª feira vamos começar a responder e a fazer posts sobre alguns dos temas sugeridos.

Enquanto não começamos, vamos até Nova Iorque, onde não são só os Knicks que levam uma volta. A sua histórica casa, o Madison Square Garden, também está a levar uma remodelação:



E já imaginaram passar a próxima temporada de basquetebol na televisão (ou no computador) sentados num destes:


Se quiserem acompanhar as emoções da NBA sentados num lugar original do Madison Square Garden, agora podem comprar um (ou dois) Piece of the Garden.

28.7.11

A bola está no vosso campo


Bem, parece que finalmente os jogadores e os donos vão começar (ou tentar começar) a fazer alguma coisa para chegar a um acordo e acabar com o lockout. Seja pelo fim do lockout na NFL, seja pela pressão da opinião pública, ambas as partes acordaram fazer uma reunião na próxima semana em Nova Iorque. É ainda muito pouco para avivar as esperanças dos fãs, mas já é melhor do que fizeram da última vez. Em 98, donos e jogadores tiveram 46 dias sem se reunirem. Desta vez, tínhamos esperança que não cometessem os mesmos erros, mas já passou todo o mês de Julho e nem sinal de progresso. No entanto, parece que vamos ficar "apenas" pelos 30 dias sem reuniões. Vamos agora ver o que esta nos reserva.

Mas enquanto esperamos boas novas, e como não se passa nada na NBA por estes dias, vamos aproveitar o tempo livre para falar de outros assuntos. Como temos uma offseason em suspenso, não temos notícias para comentar nem transferências para analisar, vamos aproveitar a oportunidade para discutir a NBA.


E para isso passo a bola a vocês. Mandem as vosssas perguntas, as vossas sugestões, temas que gostavam de ver discutidos, questões que gostavam de ver respondidas, dúvidas que gostavam de ver esclarecidas, o que quiserem. Vale tudo. Passado, presente ou futuro. Jogadores e equipas antigas ou previsões para os tempos mais próximos. Mandem as vossas bolas aqui para a caixa de comentários ou para o mail (setevintecinco@gmail.com) e eu vou seleccionar algumas para responder durante a próxima semana (que estou de férias! ah, férias!). Mandem vir!

27.7.11

Quem se portou melhor contra as melhores defesas


Como já dissemos aqui antes, as estatísticas tradicionais (pontos, ressaltos, assistências, etc) não são suficientes para avaliar o real rendimento dum jogador. Os números tradicionais, quando analisados de forma isolada, podem enganar. Muitas vezes, um jogador pode ter uma média de pontos alta, mas isso ser fruto de muitos jogos bons contra defesas mais fracas. Muitos jogadores conseguem grandes números contra equipas mais fracas e números menos bons contra as melhores equipas e as melhores defesas da liga. No fim, a sua média pode ser boa, mas é preciso ir mais fundo e ver como e em que circunstâncias essa média foi atingida.

Foi o que fez Neil Paine. Num artigo no Basketball Reference, Paine analisou os jogadores que jogaram melhor contra as melhores defesas, os que jogaram melhor contra defesas piores e aqueles que jogaram bem contra ambos os tipos de defesa.

Paine dividiu as 30 equipas da NBA em duas metades, as 15 melhores defesas e as 15 piores. Depois não listou apenas os pontos marcados contra cada uma dessas defesas, mas sim toda a produção ofensiva de cada jogador contra elas (Off Rtg, % lançamento, +/-, etc). E chegou por fim a uma lista dos melhores e piores jogadores contra as melhores defesas e os melhores e piores jogadores contra as piores defesas.

Derrick Rose foi o melhor de todos contra as melhores defesas. Nowitzki foi segundo e Deron Williams terceiro. O top 5 fica completo com Lebron James em quarto e Kevin Durant em quinto.
Do outro lado, o top 5 dos que tiveram melhor produção ofensiva contra as 15 defesas da segunda metade tem Steve Nash em primeiro lugar, Dwayne Wade em segundo e Kobe em terceiro. James é quarto nesta lista também e Derrick Rose é o quinto.

Algumas conclusões:
Rose e James jogaram bem contra todas as defesas. Fossem melhores ou piores, a sua produção ofensiva foi sempre boa. Já Kobe e Wade tiveram melhor produção ofensiva contra as defesas piores e contra as defesas melhores sentiram mais dificuldades (apenas 11º e 12º, respectivamente).

Nowitzki é um caso dum jogador que está no seu melhor quando mais é preciso, pois teve melhor produção contra as melhores defesas (2º) do que contra as piores (apenas 18º).

E uma nota positiva para jogadores como Kevin Martin, Kevin Love, Kevin Durant (eh pá, é o domínio dos Kevins!) e Chris Paul, que estão no top 10 contra ambos os tipos de defesa e revelam uma regularidade assinalável.

E Rose ter sido o melhor de todos contra as melhores defesas tira muitas das dúvidas sobre a justiça do seu MVP (e eu fui um dos que tive dúvidas, por isso esta foi uma estatística que me fez pensar).


24.7.11

Os melhores free agents de 2011 - Point Guards


E chegamos ao fim das apresentações dos free agents, com aquele que é o lote mais fraco de todas as posições: os point guards. Se este é o ano dos big men, não é definitivamente o ano dos little men. Para além do lote ser reduzido, alguns dos melhores disponíveis são restricted free agents e é mais difícil para uma equipa que não a sua conseguir contratá-los. As equipas que precisem de reforçar a posição de base (os Lakers, por exemplo) não têm muito por onde escolher e vão ter de procurar uma troca ou esperar por um ano melhor. Ou então podem tentar um destes (e mesmo assim poderá ser apenas para reforçar o banco e não para o cinco inicial):

Jose Juan Barea
A cotação do porto-riquenho subiu em flecha depois das Finais. A sua passagem para titular foi uma das jogadas certeiras de Rick Carlisle e uma das que desequilibrou as Finais para o lado dos Mavs. Há que dar mérito ao pequeno Barea (1,83m) por estar no seu melhor no palco mais importante de todos. Quando tanto se falava de bloquear ou nao bloquear com a pressão do momento, a Barea não faltou confiança. Não sei se será suficiente para ser titular numa equipa de topo, mas é uma arma valiosa para qualquer banco.

Mario Chalmers (restricted)
Este foi outro jogador que não tremeu nas Finais e não teve medo de assumir o jogo. Mostrou nesses jogos que é o melhor base no plantel dos Heat e estes têm todo o interesse em renovar com ele. É claro que vão ter de o aumentar (Chalmers ainda estava no contrato de rookie e ganhou 850.000 dólares este ano) e esperar que nenhuma equipa lhe faça uma oferta mais alta.



Rodney Stuckey (restricted)
E este é outro que interessa à equipa actual e que esta não quer deixar escapar. Os Pistons apostaram nele como o seu base titular para o futuro quando trocaram Billups em 2009 e vão, com certeza, fazer-lhe uma boa oferta. Para além disso, não sei se haverá alguma equipa disposta a pagar mais do que os Pistons lhe vão oferecer, pelo que dificilmente muda de ares.




Aaron Brooks (restricted)
Já o caso de Aaron Brooks não é tão claro. Depois de ser o Jogador Que Mais Evoluiu em 2009-10, lesionou-se esta época, foi trocado para os Suns, relegado para suplente de Steve Nash e nunca mais mostrou a forma que tinha mostrado nos Rockets. Ainda não se percebeu se os Suns apostam nele como sucessor de Nash (Dragic era visto como tal e foi trocado), se querem comprometer-se com ele a longo prazo ou se o deixam sair se alguém fizer uma oferta. Mas depois desta temporada muitas equipas vão ter dúvidas também e vamos ver se alguém faz uma.

T.J. Ford
E por último um caso que desperta alguma curiosidade. Ford teve, nos Bucks, uma época de rookie nada má em 03-04 (7.1 pts e 6.5 ast) e na época seguinte jogou ainda melhor (12.2 pts e 6.6 ast). Foi para os Raptors na sua 3º temporada e continuou a evolução (14 pts e 7.9 ast). Depois começaram os altos e baixos. Chegou Jose Calderon e Ford dividiu a titularidade com ele na época seguinte (12.1 pts e 6.1 ast, com 26 jogos no cinco). Foi depois trocado para os Pacers, onde teve duas épocas sempre a oscilar entre o banco e a titularidade (em 08-09: 14.9 pts e 5.3 ast, com 49 jogos no cinco; em 09-10: 10.3 pts e 3.8 ast, com 32 jogos no cinco). Este ano foi ainda pior: caiu na rotação e andou esquecido pelo banco (5.4 pts e 3.4 ast, apenas 18 min/jogo).
Saiu do radar e toda a gente parece ter-se esquecido dele, mas no entanto, ainda é um jogador jovem (28 anos) e que já mostrou que sabe jogar. Será que alguma equipa está disposta a dar-lhe uma oportunidade?


Temos depois uma mão cheia (Bibby com muito boa vontade) que podemos incluir num lote de jogadores que podem dar uma contribuição positiva:

Carlos Arroyo
Mike Bibby
Earl Boykins
Ronnie Price
Earl Watson

E o lote final, de jogadores que ficarão satisfeitos por renovar com as suas equipas actuais ou encontrar um contrato com outra e continuar na NBA:

Garrett Temple
Acie Law
Sebastian Telfair
Ben Uzoh
Marcus Bank
Anthony Carter
Antonio Daniels
Pat Mills (r)
Pooh Jeter
Chris Quinn
Mustafa Shakur

23.7.11

Os melhores free agents de 2011 - Shooting Guards


E seguimos para o backcourt na apresentação dos free agents disponíveis este ano. Para shooting guards e point guards temos um lote mais reduzido que nas posições que vimos anteriormente, mas se a point guard as opções são mesmo curtas (em número e em qualidade, mas já lá iremos amanhã), para shooting guard temos um lote pequeno, mas com vários jogadores interessantes. Estes são alguns dos mais:

Jamal Crawford
O Sexto Homem do Ano em 2010 e o melhor marcador de pontos a partir do banco a seguir a Jason Terry, vai ser um dos shooting guards mais cobiçados. Vamos ver se com o novo CBA, os Hawks vão conseguir renovar com ele (ou se ele lá quer continuar), mas quem o conseguir leva um jogador valioso para o banco ou mesmo um possível titular.




J.R. Smith
O explosivo Smith tanto é capaz de fazer jogadas espectaculares como esta, como fazer selecções de lançamento de deixar os treinadores à beira de um ataque de nervos. E esse é o denominador comum da sua carreira: capaz do melhor e do pior e com um potencial enorme que, ora por razões de comportamento, ora por razões de má leitura de jogo, nunca foi totalmente aproveitado. Mas é um dos maiores talentos deste lote e talvez numa equipa veterana o consigam manter controlado e aproveitar apenas a sua parte boa.

Jason Richardson
O mais experiente do lote e um jogador que traz lançamento exterior de topo. Tem 18 pts de média na carreira (em Phoenix, antes da troca, teve 19.3 e baixou depois em Orlando para 13.9) e quase 20 pontos por jogo é um luxo para qualquer equipa. É um jogador de topo que nunca teve a oportunidade de estar num candidato ao título. Se o conseguir (numa equipa como os Bulls, por exemplo), pode fazer uma diferença enorme e mostrar o bom jogador que é num nível onde ainda não teve oportunidade de o fazer.

Marcus Thornton
O mais jovem deste lote (24 anos) já mostrou que sabe marcar pontos. No ano de rookie, nos Hornets, teve 14.5 em 25 min/jogo, mas este ano não era uma opção regular para Monty Williams, jogou menos (7.8 pts em 16.2 min) e acabou trocado para os Kings. E aí explodiu nessa fase final da temporada: 21.3 pts em 38.1 min. Thornton pode tornar-se num marcador de pontos tão bom ou melhor que qualquer um dos anteriores, haja uma equipa que lhe dê a oportunidade.


Há depois um caso intrigante, o de Michael Redd.
Redd é o Greg Oden dos shooting guards. Nos últimos 3 anos coleccionou duas lesões graves no joelho e apenas 61 jogos (de 253 possíveis). Antes das lesões era um All Star com mais de 24 pts de média. Agora, aos 31 anos (32 quando a época começar), ninguém sabe o que esperar. Os Bucks têm Stephen Jackson e não devem estar entre os interessados. Mas algumas equipas vão arriscar e ver o que Redd ainda pode dar.



Temos depois vários jogadores que podem ser bastante úteis. Alguns com um papel mais importante que outros, mas todos eles jogam regularmente nas suas equipas e todos eles podem dar um contributo importante para qualquer equipa que os contrate: Seja a defender, a lançar ou a atacar o cesto, são todos jogadores que dariam (ou dão) jeito a muitas equipas:

Delonte West
Anthony Parker
DeShawn Stevenson
Arron Afflalo (r)
Tracy McGrady
Nick Young
Reggie Williams (r)
Mike Dunleavy
Shannon Brown
Sasha Vujacic
Marco Belinelli (r)
Willie Green
Daequan Cook (r)

É um lote reduzido, mas é o lote mais equilibrado das cinco posições. Neste não há realmente jogadores para o fundo do banco, à excepção dos dois que restam (e mesmo estes são dois que podem dar uns minutos de qualidade em muitas equipas):

Von Wafer
Roger Mason

21.7.11

Os melhores free agents de 2011 - Forwards


Continuando a nossa apresentação dos melhores jogadores disponíveis no mercado deste ano, hoje é a vez dos extremos. Como dissemos anteriormente, este é o ano dos grandes e os melhores free agents disponíveis são postes e power forwards. Equipas que precisem de reforçar o perímetro e as posições exteriores não estão com tanta sorte este ano. Mas, apesar de não ter muitos nomes mais sonantes ou mesmo qualquer estrela, há vários jogadores neste lote que podem contribuir para mudar a sorte duma equipa. Nenhum deles é uma estrela ou vai mudar o destino duma equipa por si só, mas pode dar uma ajuda valiosa. E a estes não vão faltar pretendentes:

Caron Butler
Os Mavs foram campeões mesmo sem ele e muita gente diz que não precisam assim tanto dele. Se Cuban e Donnie Nelson acreditarem nisso, Butler vai reforçar outra equipa. Mas também há a outra teoria, que diz que se sem Butler foram fortes, com ele ainda podem ser melhores. Se Cuban e Nelson acreditarem antes nesta vão tentar mantê-lo. Sejam os Mavs ou outra equipa, uma certeza: alguém vai ficar mais forte.


Tayshaun Prince
Esta pode ser a última oportunidade de Prince voltar à relevância. A reconstrução em Detroit vai demorar tempo e Prince não deve querer passar os seus últimos anos na NBA numa equipa que não vai ser candidata a nada nos tempos mais próximos. Prince já não é um jovem (31 anos), nem tem a velocidade de antes, mas ainda é um excelente defensor, um bom contribuinte no ataque e um jogador com lugar no cinco inicial de muitos candidatos. Por isso, mais outra equipa que vai ficar mais forte.


Shane Battier
O No Stats All Star é um dos jogadores mais subvalorizados da liga (embora cada vez menos) e um jogador que contribui muito mais do que aquilo que as estatísticas tradicionais mostram (veja-se, por exemplo, a evolução dos Grizzlies desde que ele chegou). Grande defensor e um líder em campo e no balneário a que qualquer equipa daria as boas vindas de muito bom grado.



Grant Hill
À beira dos 40 anos (faz 39 em Outubro) parece mais fresco que nunca e é ainda um jogador que pode dar uma contribuição importante numa equipa de topo. Um defensor versátil que pode defender 4 posições e um jogador que ainda marca muitos pontos (13.2 em 2010-11). Esta sua segunda vida na NBA parece ainda para durar e vai ser um free agent cobiçado.




Andrei Kirilenko
Mais um veterano que pode contribuir numa variedade de áreas e fazer um pouco de tudo. AK47 já não é um All Star, mas é um dos jogadores mais versáteis da liga e 11.7 pts, 5.1 res, 3 ast, 1.3 rb e 1.2dl dão um jeitão a qualquer equipa.





Luc Mbah a Moute (restricted)
Mais um excelente defensor (e essa parece ser a maior oferta deste lote de forwards), este ainda jovem (24 anos) e ainda com margem de progressão. É, junto com Andrew Bogut, um dos maiores responsáveis pela boa defesa dos Bucks e uma prioridade para a equipa de Milwaukee nesta offseason.





Thaddeus Young (restricted)
O mais jovem do lote (23 anos) e aquele que tem mais margem de progressão. Em 2008-09, com 20 anos, (e com as lesões de Elton Brand) teve muito tempo de jogo (34.4 min/jogo) e foi uma das revelações da liga (15.3 pts e 5 res). Quando Brand voltou, o tempo de jogo diminuiu, mas a produção não mudou muito (12.7 pts, 5.3 res e 54.1% nos lançamentos, em 26 min/jogo). Os Sixers não devem deixar escapar, mas alguém que o consiga desviar pode levar uma pérola.



Depois temos aqueles que não são excepcionais em nada, mas fazem um bocadinho de tudo e podem ser úteis para o banco ou aqueles que são especialistas numa área e podem ser úteis para o banco:

Peja Stojakovic
Wilson Chandler (r)
Jonas Jerebko (r)
Sonny Weems (r)
Maurice Evans
Josh Howard
Gary Forbes (r)
Jamario Moon
James Jones
Marquis Daniels


E, por último, aqueles que vão continuar a preencher o banco da equipa onde estão ou vão tentar encontrar outro banco para ocupar:

Damien Wilkins
Sasha Pavlovic
Dante Cunningham (r)
Dominic McGuire
Rasual Butler
DaJuan Summers
Reggie Williams (r)
Al Thornton
Vladimir Radmanovic
Chris Douglas-Roberts
Derrick Brown (r)
Shawne Williams
Earl Clark
Jason Kapono
Steve Novak
Julian Wright

20.7.11

Calendário 2011-12


A NBA revelou ontem ao final da noite (tarde de 3ª feira nos Estados Unidos), o calendário para a próxima temporada. Estes são os destaques:


Podem ver o calendário completo aqui e ir marcando as datas que não querem perder. Agora é só esperar que haja acordo, que os jogos comecem mesmo no dia 1 de Novembro e que a previsão do Arenas não se concretize:





19.7.11

Os melhores free agents de 2011 - Power Forwards


Como dizíamos ontem, este é o ano dos big men. Porque se alguns dos free agents mais desejados desta offseason são postes, a outra posição onde também há um lote grande de jogadores que fariam as delícias de muitas equipas é a extremo-poste. Este ano power forwards e centers vão estar em alta no mercado deste ano. E estes vão ser os power forwards mais assediados:

David West
O duas vezes All Star e jogador de 18.9 pts e 7.6 res na última temporada vai ser um dos mais requisitados. Tinha mais um ano de opção, mas preferiu testar as águas da free agency. West tem 30 anos e uma ruptura dos ligamentos do joelho no final da época passada, pelo que vamos ter de esperar para ver como recuperou, mas, se voltar ao nível habitual, é um dos melhores jogadores disponíveis esta offseason.


Kenyon Martin
É o melhor defensor interior deste lote e um jogador útil para qualquer equipa. É bom ressaltador, bom defensor e ainda consegue fazer uns pontos no ataque. É um veterano (33 anos) que já passou o auge da sua carreira, mas ainda é um dos melhores power forwards disponíveis. Para além disso, é um jogador lutador e com garra e desses fazem falta a qualquer equipa.



Glen Davis
Elemento fundamental do banco dos Celtics, é uma prioridade para a equipa de Boston. Com Garnett já com milhares de quilómetros nas pernas e a precisar de se poupar para os playoffs, Big Baby pode ter muitos minutos na temporada regular e um papel mais predominante. Mas o front office de Boston não vai ser o único a fazer-lhe uma proposta, certamente.



Kris Humphries
O Incrível Hump foi uma das boas surpresas desta época e um dos jogadores que mais progrediu. Foi quinto da NBA em ressaltos, com 10.4, e conseguiu 23 duplos-duplos. Mikhail Prokhorov quer com certeza mantê-lo em New Jersey. Vamos ver se alguém o tenta levar.





Carl Landry
Nas quatro temporadas que leva na NBA, Landry ainda não conseguiu encontrar um poiso fixo e afirmar todo o potencial que tem evidenciado. Depois dum excelente começo na terceira época em Houston (16.8 pts em 52 jogos), foi trocado para os Kings. Aí parecia destinado a ser o power forward titular (18.o pts em 28 jogos no cinco inicial), mas perdeu espaço e tempo de jogo na época seguinte com a chegada de DeMarcus Cousins e acabou trocado para os Hornets. Aí voltou a sair do banco, atrás de David West. Se West sair, pode ter finalmente a sua oportunidade, se este ficar pode mudar mais uma vez.

Jeff Green (restricted)
É o único restricted free agent do lote e o mais provável é continuar em Boston. Os Celtics contam com o jovem Green para o futuro e não trocaram Kendrik Perkins por ele para agora ficarem sem nada. Pode sempre aparecer alguém e tentar estragar os planos do general manager Danny Ainge, mas a menos que surja uma proposta elevada (improvável no cenário do novo CBA), os Celtics vão igualar.


Depois destes, temos mais uns quantos que podem dar uma preciosa ajuda a alguma equipa:

Reggie Evans
Yi Jianlian
Brian Cardinal
Troy Murphy
Josh McRoberts
Jason Smith
Jared Jeffries


E por último temos aqueles que já se darão por satisfeitos por conseguir um contrato, seja para jogar, jogar pouco ou bater palmas. São os restantes power forwards disponíveis:

Josh Powell
Brian Scalabrine
Craig Smith
Joe Smith
Leon Powe
Juwan Howard
Brandan Wright
Shelden Williams
Malik Allen
Tony Battie
Darnell Jackson

Jordan ainda tem Air


Não está mal para um "velhote" de 48 anos:


E de outro ângulo:


18.7.11

Os melhores free agents de 2011 - Centers


A free agency deste ano não vai ter o mesmo mediatismo da do ano passado. Depois da free agency mais badalada de sempre, este ano não há nenhuma super-estrela disponível, nem nenhum jogador do calibre de um Lebron, Stoudamire, Wade ou Bosh. Mas ainda assim vai ter vários jogadores que podem ter um grande impacto e transformar uma equipa boa numa muito boa. E muitos dos principais nomes que estão no mercado este ano são postes. Embora haja alguns bons jogadores livres noutras posições, é a poste que estão alguns dos maiores alvos desta offseason. Este é um ano para os big men. E quando a free agency deste ano começar (seja lá isso quando fôr), estes vão ser os mais procurados:

Tyson Chandler
Depois do título dos Mavs e da sua importância nessa conquista, a cotação de Chandler aumentou bastante. Teve uma das melhores temporadas da sua carreira (10.1 pts, 9.4 res e 1.1 dl) e foi a âncora da defesa dos campeões. Um poste que defende, protege o cesto e ressalta é algo que todas as equipas da NBA procuram. Os Mavs querem renovar com ele e mantê-lo na equipa, mas não vão faltar pretendentes aos seus serviços.


Nene Hilário
Talvez o maior alvo das equipas nesta offseason, até mais que Chandler. O poste brasileiro é um dos jogadores mais subvalorizados da liga e que, nos Nuggets, sempre jogou à sombra de outros jogadores. Para além de bom defensor (embora não tão bom como Chandler) e bom ressaltador, é muito melhor e mais eficaz no ataque (14.5 pts, com 61.5% nos lançamentos, o melhor na NBA este ano). Quem ficar com ele leva um jogador que ainda não atingiu o seu máximo, pode ter um papel mais predominante numa equipa e é um possível All Star.

Samuel Dalembert
Outro alvo para quem precisar de um poste que eleva a defesa duma equipa a outro nível (e depois do impacto de Chandler este ano, essa vai ser uma espécie muito procurada). Embora limitado no ataque, é um excelente ressaltador, defensor e protector do cesto. É mais barato que os dois anteriores e pode ser a peça que falta numa equipa com lacunas interiores (como os Heat, por exemplo).



Marc Gasol (restricted)
Mais novo que os três anteriores e com maior margem de progressão. Foi uma das revelações de 2010-11 e é uma prioridade para os Grizzlies, que podem igualar qualquer oferta que lhe façam. É a outra metade do temível jogo interior da equipa de Memphis e renovar com eles é a hipótese mais provável, mas alguém vai tentar desviá-lo, com certeza.




DeAndre Jordan (restricted)
O mais fraco destes cinco, mas também o mais novo (22 anos). Este ano dividiu o tempo de jogo com Chris Kaman, mas os Clippers parecem dispostos a usar Kaman como moeda de troca para reforçar outra posição e apostar em Jordan como o seu poste titular para os próximos anos. Irregular, mas com um potencial físico impressionante, o seu destino mais provável é continuar em Los Angeles, mas pode haver alguma equipa que queira arriscar e apostar nele.


Estes são os melhores postes disponíveis este Verão (ou Outono ou Inverno) e aqueles que a quem não vão faltar ofertas, mas há outros que podem ser bons jogadores para a rotação e dar um contributo menor, mas importante. As equipas que não conseguirem (ou não puderem) contratar o poste desejado da lista de cima, vão com certeza contentar-se com um destes:

Joel Przybilla Spencer Hawes (r)
Hamed Haddadi (r) Greg Oden (r)
Kwame Brown Kurt Thomas
Chuck Hayes

Outros ainda vão ficar pelo fundo do banco (por onde já andam alguns deles) e alguns podem mesmo não encontrar interessados. São os restantes postes disponíveis esta offseason:

Jason Collins Etan Thomas
Hilton Armstrong Theo Ratliff
Erick Dampier Jamal Magloire
Dan Gadzuric Aaron Gray
D.J. Mbenga Alexis Ajinca
Francisco Elson Kyrylo Fesenko
Hamadi Ndiaye Jeff Foster

17.7.11

Jogadores-a-dias


Se o lockout se prolongar para lá da data de início da temporada muitos jogadores já afirmaram que vêm jogar para a Europa. Mas Kevin Love e Blake Griffin parecem ter encontrado uma alternativa:


16.7.11

Leituras NBAianas para este Verão


Verão é tempo de férias. Para muitos de vocês elas já chegaram e para outros devem estar aí mesmo a chegar. E férias é tempo de leitura. Por isso, deixamos aqui quatro sugestões de leitura para as tardes de praia, campo ou qualquer outro espaço predilecto para se esticarem:

A primeira é um livro que já é um clássico. Jack McCallum, um dos melhores escritores desportivos americanos, acompanhou a equipa dos Phoenix Suns durante a temporada de 2005-06 e o resultado é este 7 Seconds or Less - My Season on the Bench with the Runnin' and Gunnin' Phoenix Suns. McCallum tinha total acesso à equipa, aos treinos e ao balneário, como se fosse mais um membro da equipa técnica, e o livro é um relato fascinante dos bastidores e do dia-a-dia duma equipa da NBA.



Depois, do mestre do Zen, do melhor treinador de todos os tempos, do inigualável Phil Jackson, temos uma dupla sugestão:
Sacred Hoops - Spiritual Lessons of a Hardwood Warrior é o seu primeiro livro (como treinador) e aquele onde Jackson deu a conhecer os fundamentos da sua filosofia de treino e da sua filosofia perante o basquetebol (e a vida). Imperdível para todos os fãs do Zen Master.



E Last Season - A Team in Search of Its Soul é o diário de Jackson da temporada 2003-04, a turbulenta época dos Lakers de Kobe, Shaq, Payton e Malone. Jackson conta-nos como foi tentar construir uma equipa com tantas individualidades e tantos egos e dá-nos uma vista privilegiada para uma temporada inesquecível.





Para terminar, um livro de um treinador que nunca treinou uma equipa da NBA, mas que ao longo da sua carreira produziu muitos jogadores para lá e em 2008 liderou as maiores estrelas da liga ao ouro olímpico. Mike Krzyzewski fala-nos do poder das palavras em Beyond Basketball - Coach K's Keywords For Sucess. O histórico treinador de Duke escolheu 40 palavras que simbolizam valores e competências indispensáveis para atingir o sucesso no basquetebol (e na vida) e ilustra cada uma com exemplos e histórias dos seus muitos anos de basquetebol.


(infelizmente estes livros ainda não estão publicados em Portugal e não conheço nenhuma edição em português - amigos do outro lado do Atlântico, conhecem alguma edição brasileira de algum deles? -, por isso só os podem ler nas edições originais, em inglês)

14.7.11

Quem gostava de ser um seven footer?


Num campo de basquetebol ser um seven footer é normalmente uma vantagem. Mas fora de campo é outra história. O mundo não foi feito para pessoas tão grandes e encontrar umas calças que sirvam, uns sapatos que caibam nos pés ou fazer algo tão simples como estender-se numa banheira a tomar um banho de imersão pode ser uma tarefa impossível.

Mas, por outro lado, se tiveres 2,13m ou mais tens 17% de hipóteses de jogar na NBA. Porque, como diz Harry Stanback (pai de Trevor Stanback, um jovem jogador da Summit Intermediate School, na California, que aos 13 anos tem já 2,03m e será com certeza um futuro membro do clube dos seven footers), só há duas coisas que podes fazer quando tens uma altura dessas: jogar basquetebol ou limpar o rabo a elefantes.


Mas mesmo que acabes por ser jogador de basquetebol, essa carreira acaba um dia. E continuas a ter 2,13m (ou bem mais, em alguns casos) e uma vida onde vai ser difícil passar despercebido. Que o digam alguns seven footers ex-NBA, como Mark Eaton e Shawn Bradley, que nesta reportagem da Sports Illustrated nos contam como é viver com tal tamanho.

E não deixem o tamanho do texto (também ele grande) desencorajar-vos, porque vale a pena ler. Se não tiverem tempo (ou vontade) de o ler agora, guardem-no nos favoritos para uma outra ocasião. E não se esqueçam: quando quiserem tirar uma fotografia ao lado de um seven footer, peçam primeiro.

12.7.11

O fim do Big Three que nunca foi?


Os Miami Heat passaram toda a temporada de 2010-11 nas bocas do mundo. Desde o dia 1 de Julho de 2010, quando Lebron anunciou que levaria os seus talentos para South Beach, as atenções de todo o universo basquetebolístico (e não só) concentraram-se naquela pontinha da Florida. E ao longo da época, a atenção nunca diminuiu. Se os Heat ganhavam, eram notícia. Se perdiam, eram notícia. Se Dwayne Wade tinha dores de cabeça, era notícia. Se Lebron espirrava, notícia era. Nunca uma equipa foi tão noticiada, analisada, dissecada, comentada, amada e odiada, tudo ao mesmo tempo. Porque é que, mesmo em pleno lockout, seria diferente?

Desde que a temporada terminou que começaram as análises, os rumores, as sugestões, as previsões e tudo o mais em torno dos Heat. Os Três Super-Amigos falharam este ano no que se propunham: dominar a NBA e vencer o título. E agora podem não ter outra oportunidade de o fazer. Não os três, pelo menos.

Uma das questões mais prementes no futuro dos Heat prende-se com o salary cap que vai sair do novo CBA. É previsivelmente mais baixo. Quão mais baixo será é o que todos em Miami querem saber. Porque disso depende a continuação do seu Big Three. Porque com um tecto salarial mais baixo vai ser difícil (ou mesmo impossível) manter Wade, James e Bosh.

Qual é a opção nº 1 para despachar?

Se os donos conseguissem implementar o hard cap desejado, este andaria por volta dos 50 milhões de doláres. Ora, Wade, James e Bosh ganham cada um 15 milhões, pelo que só eles três representam 45 milhões em salários. Seria impossível manter os três e mesmo dois deles consumiriam 3/5 do dinheiro disponível, restando apenas 20 milhões para dividir por 13 jogadores. Mas o sindicato dos jogadores rejeita completamente esse hard cap e parece algo improvável de acontecer.
Um cenário mais provável é um tecto salarial mais flexível ou mais elevado. Nesse caso, o valor que se fala e que foi discutido nas últimas reuniões é 62 milhões. Neste cenário, restariam aos Heat, depois daqueles três salários, 17 milhões para 12 jogadores. 17 a dividir por 12 dá 1,4. Isso significa que os restantes jogadores teriam de ganhar 1.4 milhões cada um. Ora, só Mike Miller, por exemplo, ganha 5 milhões. E Udonis Haslem e Joel Anthony, ganham 3,5 milhões. E Mario Chalmers, que este ano ganhava 854.000 dólares, é free agent e vão precisar de mais que isso para continuar com ele.

Mesmo no cenário impensável de ficarem com os Três Super-Amigos, despacharem o resto da equipa e contratarem 12 jogadores a ganhar 1,4 milhões, que equipa teriam com isso? Este ano, por exemplo, para além de Miller, Haslem e Anthony, os restantes eram jogadores a ganhar o mínimo de veterano (1,3 milhões) e Chalmers ainda no contracto de rookie. E vimos como isso não funcionou. Com uma equipa inteira assim fariam pior certamente.

Pelo que, a confirmar-se esse tecto salarial (ou algo parecido), não parece restar outra hipótese senão trocar um dos três. E Wade e Lebron são intocáveis. Por isso.... Chris Bosh, se sair a notícia que o tecto salarial é qualquer número abaixo dos 65 milhões (e já estou a ser optimista com este número), é melhor começares a fazer as malas. A era dos Três Super-Amigos pode acabar mesmo antes de ter começado. Em Miami suspendem a respiração à espera.

11.7.11

Em cheio, Ray-Ray!


Se há coisa a que Ray Allen nos habituou foi a fazer tiros certeiros para o cesto. E o melhor triplista da história da NBA acertou mais uma vez. Não no cesto desta vez, mas nas declarações que fez sobre o lockout.


Em entrevista ao Boston Globe, Allen disse que, com a quantidade de dinheiro que os jogadores e os donos ganham, é embaraçoso não chegarem a acordo. E, para além de embaraçoso, é uma falta de respeito pelo legado da NBA e pelos que vieram antes deles. O shooting guard dos Celtics disse que pensa "em Larry Bird, Michael Jordan, Dr J e sinto-me... com o dinheiro que fazemos, não só como jogadores, mas também como proprietários, o dinheiro que está em causa é tão extraordinário que é quase embaraçoso que consigamos fazer todo este dinheiro e depois andemos a regatear o que andamos a regatear".

Allen sabe qual é o seu lugar (e o lugar de todos os actuais jogadores e donos) na história da liga e o legado que herdaram e que devem agora continuar. Para ele, "é importante que o jogo esteja num máximo histórico e eu acredito que aqueles jogadores dos anos 70 e 80, eles construiram a liga e trouxeram-nos até este ponto em que podemos ter estes salários e temos que nos lembrar disso. Temos que levar este desporto para o próximo nível e ter a noção que isto é mais importante que nós."

É bom ver um jogador que não está preocupado apenas com contratos e salários e números e que consegue ter uma perspectiva maior das coisas. Alguém que não pensa só no próprio bem, mas também no bem do basquetebol. Infelizmente, acho que não há muitos como eles. E do lado dos donos então, haverá algum?

9.7.11

Mais memórias da NBA


A onda de nostalgia do post de anteontem parece ter contagiado alguns dos nossos leitores, que nos sugeriram outros anúncios que lhes trazem boas recordações. Aqui ficam as suas sugestões.

Gimboe, "You are so beautiful" (não tu, estava apenas a apresentar o anúncio):



Arthur, não conhecia esta série da School of Truth, mas é muito divertida! Este do Shaq que falas é bom,...


...mas adoro este:


8.7.11

Vai Yao, vem Deron


Dias e dias sem se passar nada, os sites da NBA e das equipas, como dissemos ontem, transformados em museus, as negociações entre o sindicato dos jogadores e os proprietários paradas e hoje, de repente, temos logo duas grandes novidades. É, ao mesmo tempo, um dia mau e um dia bom para o basquetebol.


Mau porque a primeira novidade é triste. Parece que Yao Ming vai retirar-se. A notícia ainda não foi confirmada pelo próprio e ainda não é oficial, mas todos os sites dão como certa a retirada do ex-Rockets. A confirmar-se, as sucessivas lesões no pé levam a melhor sobre o gigante chinês e é a despedida duma das figuras mais reconhecíveis da NBA. Depois das despedidas de Jerry Sloan, Phil Jackson e Shaquille O'Neal, esta temporada pode ficar marcada pelo adeus de mais um grande nome. E, ao contrário dos outros três, a de Yao não é por sua vontade, mas antes um adeus forçado por circunstâncias menos boas. Um dia triste, portanto. É sempre um dia triste quando um jogador (e neste caso, um grande jogador) tem de abandonar precocemente a modalidade por razões médicas.

Mas é também um dia bom, porque a segunda novidade é que Deron Williams chegou a acordo com o Besiktas para representar a equipa turca (a mesma que contratou Allen Iverson esta época) na próxima temporada (se o lockout durar e não houver temporada regular na NBA).
E porque é um dia bom? Primeiro porque Deron pode ser o primeiro de muitos jogadores da NBA a vir jogar para a Europa se não houver temporada. Já mais jogadores manifestaram essa vontade, se não houver basquetebol na NBA este Outono (e Inverno).

Significa isso que se não houver acordo na NBA vamos ter oportunidade de continuar a ver os melhores jogadores do mundo (ou alguns deles, pelo menos) a jogar. E significa também que podemos tê-los a jogar bem mais perto de nós que habitualmente. Porque Deron pode ter assinado pelo Besiktas, mas se mais jogadores da NBA vierem para a Europa, a liga espanhola (a mais forte do nosso continente) é um dos destinos possíveis (e Espanha é o mais perto que podemos aspirar para ver um jogador da NBA em acção, pois não parece que algum venha jogar para Portugal).


E há ainda outra consequência desta decisão de Deron: vai pressionar os donos das equipas da NBA a chegar a um acordo, se não querem ver alguns dos seus melhores jogadores a jogar numa outra liga e a arriscar uma lesão. Os Nets pagam muitos milhões a Deron Williams e vê-lo a jogar na liga turca não deve ser uma boa perspectiva. Por isso, já temos pelo menos um dono pressionado para fazer tudo para salvar a temporada. Se outros jogadores fizerem o mesmo, vamos ter mais donos pressionados. E mais hipóteses de não perdermos um dia da temporada regular.

Por isso, aconteça o que acontecer, a decisão de Deron significa um dia bom para o basquetebol. Se não houver temporada na NBA podemos mesmo assim ver os seus jogadores e mais perto de nós, e se a possibilidade disso acontecer levar a uma maior urgência para um acordo, podemos ter a temporada salva. De qualquer das formas, parece que vamos ter estrelas da NBA em acção este Outono-Inverno. E essas não podiam ser melhores notícias.

7.7.11

Recordar é viver


A única coisa boa deste lockout é que nos dá a oportunidade de recordar a história da NBA. Com a impossibilidade de utilizar imagens dos jogadores ou sequer fazer referência aos seus nomes, o site da NBA, os sites das equipas e a NBA TV estão transformados em museus. A única actividade a registar por estes dias nesses sítios, para além de castings de cheerleaders e vídeos de mascotes, é a recordação de jogadores do passado, equipas do passado e drafts e all stars de tempos idos. Tanta imagem antiga despertou o nosso lado nostálgico e trouxe-nos memórias de quando a NBA tinha anúncios como este (ah, as saudosas tardes de NBA na RTP 2!):


6.7.11

O filho pródigo tornou a casa (e falou)


Depois da festa do título em Dallas, Dirk Nowitzki regressou a casa. E depois desta recepção de herói na sua cidade natal de Wurzburg...


...o alemão deu uma honesta entrevista ao Der Spiegel que foi publicada ontem. É um Nowitzki sincero que afirma que não jogou assim tão bem nas Finais e que se não fosse o grande jogo colectivo dos Mavs ele não teria um anel. E um Nowitzki com os pés assentes na terra que diz que não está interessado na fama e nas dezenas de ofertas publicitárias que recebeu depois das Finais e que o que lhe interessa mesmo é jogar basquetebol. Ou ainda um Nowitzki emocionado que confessa que, quando se retirou para o balneário assim que o jogo acabou, desfez-se em lágimas e não sabia se ia conseguir voltar ao campo para receber o troféu. Vale a pena ler. E podem lê-la na sua totalidade aqui.

5.7.11

Tudo o que precisas saber sobre o lockout


Há umas semanas, quando o fim do Acordo Colectivo de Trabalho em vigor se aproximava e o lockout parecia cada vez mais inevitável, fizemos aqui um artigo com o bê-à-bá do que estava em causa. O lockout chegou mesmo e ninguém arrisca previsões sobre quando poderá terminar. Muitos dizem que esta paragem está aí para durar e alguns dizem até que poderá durar mais que a de 1999. Uma coisa parece certa: a diplomacia que reinou até ao lockout vai diminuir e as posições vão extremar-se.


Até ao dia 30 de Junho, tanto os jogadores como os donos queriam (ou pelo menos queriam mostrar que estavam a fazer tudo para) evitar o lockout. Essa era a data que os pressionava, o prazo que tinham para chegar a algum entendimento. Agora que essa pressão já passou, a próxima data-limite para um entendimento só chega em Outubro. Um acordo até ao início do mês de Outubro é o prazo-limite para a temporada começar a tempo e horas. Se a meio de Outubro não houver acordo, jogos em Novembro são para esquecer.

Por isso, até lá, ambas as partes vão aproveitar para extremar as suas posições e só quando se aproximar esse prazo-limite é que vão começar a sentir (se sentirem) alguma urgência em resolver a questão. Até lá vamos assistir a um Verão de troca de galhardetes, troca de acusações e desinformação. Os jogadores culpam os donos, os donos culpam os jogadores. Os donos querem fazer-nos pensar que estão a perder dinheiro e só cortando nos salários dos jogadores é que podem inverter essa situação. Os jogadores querem fazer-nos pensar que eles já estão a ceder bastante e que os esforços não podem ser só dos jogadores, os donos deviam também fazer a parte deles e negociar um sistema de partilha das receitas entre todas as equipas (à semelhança do que acontece na NFL).

Se quiserem conhecer mais profundamente tudo que o que está em causa neste lockout, deixo-vos aqui uma selecção de artigos que dissecam a questão e também contrariam algumas das ideias feitas:



- E Andrew Sharp, da SB Nation, a propósito do legado de David Stern, faz uma análise interessante do erro que é para os donos das equipas avançarem para este lockout.

3.7.11

Os 10 melhores jogadores estrangeiros de sempre



Dizíamos ontem que Nowitzki é o melhor jogador europeu de sempre, mas ele pode ser mais que isso, pode mesmo ser o melhor jogador estrangeiro de sempre na NBA. De facto, só nos lembramos de mais um jogador que entra nessa luta com ele. Para descobrir de quem falamos procurem no topo desta lista dos melhores jogadores da história da NBA que não nasceram nos Estados Unidos.


Menções Honrosas

Drazen Petrovic - Arvidas Sabonis - Tony Kukoc

Três dos melhores jogadores europeus de sempre. Petrovic foi um dos pioneiros, um dos primeiros jogadores europeus a jogar na NBA. Entrou na liga em 89 e, depois dum começo difícil, estabeleceu-se como um dos seus melhores atiradores. Teve uma média de 21.4 pts e 44.7% nos 3pts nas suas duas últimas épocas e era uma questão de tempo até se tornar All Star, mas um acidente de viação pôs fim à sua carreira e à sua vida.
Sabonis foi o Jogador Europeu do Ano por 8 vezes e foi para a NBA apenas aos 31 anos. Era ainda um dos melhores postes da liga, mas fica por saber o que poderia ter feito se tivesse jogado na NBA no seu auge.
Kukoc também só foi para a NBA depois duma carreira bem sucedida na Europa, mas foi ainda no seu auge. Foi o Sexto Homem do Ano em 96 e um elemento fundamental no segundo threepeat dos Bulls.


10- Vlade Divac
Divac foi outro dos pioneiros europeus na NBA. Foi o primeiro jogador estrangeiro seleccionado pelos Lakers na sua história e tornou-se um dos melhores postes da liga. Foi seleccionado para a All-Rookie First Team em 90 e para o All Star em 2001. É um de seis jogadores na história com mais de 13000 pts, 9000 res, 3000 ast e 1500 dl.

9- Detlef Schrempf
Antes de Nowitzki houve Schrempf. O alemão com ar de Ivan Drago estreou-se na NBA em 85 e aí jogou até 2001. Excelente atirador (51.4% 3pts em 94-95!), foi o Sexto Homem do Ano por duas vezes, All Star por 3 vezes e foi às Finais com os SuperSonics em 96.

8- Yao Ming
O gigante chinês (2,29m) revolucionou a NBA quando lá chegou e abriu as portas do gigantesco mercado chinês. Cortesia de milhões de chineses a votar em massa, foi All Star desde a sua primeira época e leva 8 selecções na sua carreira. Justiça seja feita, apesar do lugar cativo no All Star por via dos votos dos seus compatriotas, foi sempre um dos melhores postes da liga nessas épocas e jogador de mais de 20 pts e 10 res. Infelizmente as lesões recorrentes no pé podem obrigar a uma retirada precoce.

7- Manu Ginobili
Três vezes campeão da NBA, duas vezes All Star e Sexto Homem do Ano em 2008. Os Spurs são uma das equipas da década e Ginobili é um dos maiores responsáveis por isso. Atira, penetra, assiste, defende, luta, faz de tudo em campo e fá-lo bem.

6- Tony Parker
O primeiro europeu a ganhar o MVP das Finais, em 2007. Três vezes campeão da NBA e três vezes All Star. Le Blur leva já 10 temporadas na NBA e por isso esquecemo-nos que só tem ainda 28 anos. Quando acabar a carreira poderá estar um lugar ou dois acima nesta lista.

5- Pau Gasol
Um dos melhores power forwards actualmente na liga e um dos mais versáteis na posição. Marca, ressalta, assiste e defende. É o outro MVP dos Lakers e um dos maiores responsáveis pelo sucesso da equipa nas últimas temporadas. Rookie do ano em 2002, 4 vezes All Star e duas vezes campeão da NBA.

4- Dikembe Mutombo
Um dos melhores defensores interiores e protectores do cesto de sempre. O seu gesto com o dedo sempre que negava um cesto a um adversário tornou-se mítico. Quatro vezes Defensor do Ano, 8 vezes All Star, 2 vezes Melhor Ressaltador, 5 vezes líder nos desarmes de lançamento e o segundo jogador com mais desarmes de lançamento na NBA.

3- Steve Nash
O melhor base não-americano de sempre. Sete Vezes All Star, 3 vezes All NBA First Team e, algo que nenhum não-americano alguma vez conseguiu, 2 vezes MVP da NBA. Liderou a NBA em assistências/jogo 5 vezes (desde 2004 que tem uma média acima das 11/jogo) e é o melhor de sempre em percentagem de lances livres. Faltam-lhe os títulos para disputar o primeiro lugar com os dois jogadores que se seguem.

2- Dirk Nowitzki
O alemão lançou a sua candidatura a melhor estrangeiro de sempre com o título e a performance deste ano. Provavelmente o melhor atirador de sempre entre os jogadores com a sua altura e um jogador de 2.13m com um tipo de jogo nunca antes visto, o que o torna tão difícil de defender. Nove vezes All Star, 4 vezes All NBA First Team, MVP da NBA em 2007, campeão e MVP das Finais em 2011. E com algumas temporadas ainda para jogar este currículo ainda pode aumentar.

1- Hakeem Olajuwon
Mas o melhor estrangeiro de sempre ainda é este senhor. Hakeem The Dream, um dos melhores postes que já jogou na NBA e provavelmente o mais ágil e com melhor trabalho de pés de todos. All Rookie Team em 85, 12 vezes All Star, 6 vezes All NBA First Team, 2 vezes Melhor Defensor, MVP da NBA em 94 e duas vezes campeão (em 94 e 95). É ainda o jogador com mais desarmes na história da NBA, 11º em ressaltos, 9º em pontos e 8º em roubos de bola (o único poste no top 10).


2.7.11

O campo de basquetebol mais louco do mundo


Pois é, a Alemanha não tem apenas o melhor jogador europeu de sempre e o MVP das Finais de 2011, tem também o campo mais louco do mundo:




É um trabalho da autoria do colectivo de artistas Inges Idee e se quiserem experimentar bater umas bolas aqui é só ir até ao Berufsschulzentrum, na cidade de Munique. Mas cuidado com os entorses.

1.7.11

Mais um passo para os Cavs


Afinal os Cavaliers tinham um plano. Depois de anteontem nos perguntarmos qual ele seria quando seleccionaram Tristan Thompson no draft e o que iam fazer agora com J.J. Hickson, os Cavs não demoraram a responder. Não esperaram para saber o que vai acontecer com o CBA e deram mais um passo na reconstrução antes que o lockout fosse declarado. Foi o último negócio antes da NBA entrar em lockout (e agora só quando houver novo Acordo é que pode haver mais movimentações).

E assim, mandaram Hickson para Sacramento em troca de Omri Casspi e uma primeira ronda. Tristan Thompson é então a aposta para power forward a tempo inteiro, com Antawn Jamison como power forward suplente. E com Casspi preenchem mais uma posição onde tinham carências.

O jovem (e grande, 2,06m) small forward israelita é o tipo de jogador que agrada a Byron Scott: lutador, agressivo, com garra. Foi escolhido na 23ª posição do draft de 2009 e fez uma boa temporada rookie (10.3 pts, 4.5 res, em 25.1 min/jogo e 31 jogos como titular). Esta temporada, depois de começar como titular, caiu na rotação e viu o seu tempo de jogo diminuir gradualmente até acabar no fundo do banco (8.6 pts, 4.3 res, em 24 min/jogo e 27 jogos como titular). Os Cavaliers parecem acreditar no seu potencial e escolheram-no para fazer parte do jovem núcleo para o futuro.

E uma das estatísticas que mais agradou à equipa de Cleveland foram os seus 49% nos lançamentos de 3 pontos do canto do campo. O objectivo dos Cavs é ter uma ameaça exterior e um jogador que abra espaços e espalhe a equipa ofensivamente, para Irving penetrar e para Thompson operar no interior. E mais um jogador bom defensivamente e que dê tudo nesse lado do campo, algo que Byron Scott muito aprecia (e algo que Hickson deixava a desejar).

Foi, basicamente, a troca de uma promessa por outra promessa e ainda uma escolha na primeira ronda. E essa pode ser a diferença entre este ser um bom negócio ou um excelente negócio. Vai depender de como usarem essa escolha e quem seleccionarem com ela. Vão certamente tentar preencher mais uma posição e se conseguirem um bom jogador pode ter sido uma excelente troca. Pode, portanto, transformar-se na troca duma promessa por duas promessas (ou dois bons jogadores).

Mesmo agora, sem saber o que vai acontecer com essa escolha, trocar uma promessa por outra e mais uma primeira ronda parece um bom negócio. Escrevemos que, no dia do draft, os Cavs deram um passo em frente e outro para o lado. Agora transformaram esse passo para o lado em mais um pequeno passo para a frente. O caminho até ao topo continua a ser longo, mas parece que os Cavs têm um plano.