3.8.11

Quando pensávamos que não podia piorar


As negociações do novo CBA acabam de ter uma reviravolta. Para pior. A NBA entrou com um processo em tribunal e outro no Conselho Nacional de Relações Laborais (algo como o Tribunal do Trabalho lá do sítio) contra o Sindicato de Jogadores e as negociações parecem agora encaminhadas para uma fase azeda. As previsões dos que diziam que as coisas iam piorar antes de melhorar acabam de se concretizar.

À saida da reunião de ontem (2ªfeira), as declarações não auguravam muito de bom. O comissário David Stern estava pessimista e afirmou que estavam exactamente no mesmo ponto onde estavam há um mês. Derek Fisher também dizia que não havia nenhum progresso. Também ninguém esperava realmente que saísse algum progresso da reunião e já sabíamos que era apenas uma reunião preliminar para definir os próximos passos e uma possível estratégia para uma aproximação das partes. Mas também não esperavamos que hoje (3ªfeira) as coisas piorassem.

O objectivo da NBA com estes processos é, acima de tudo, preventivo. Como os jogadores andavam a ameaçar desertar do sindicato e interpôr uma acção nos tribunais contra a NBA, alegando que o lockout é ilegal, a liga antecipou-se e procura uma decisão do tribunal que diga que o lockout não viola nenhuma antitrust law (as leis americanas para a concorrência e para a justiça laboral). E quer também que o próprio tribunal reconheça que não pode intervir numa disputa laboral desta natureza. Basicamente a NBA quer retirar a possibilidade aos jogadores de usar essa jogada. Antes que eles o tentem, a NBA quer que o tribunal lhes diga já que eles não podem fazê-lo.


Em 98-99, no anterior lockout, a negociação foi sempre entre donos e jogadores e só chegaram a acordo em Janeiro. Nunca saiu da esfera das partes interessadas e demorou 6 meses. Agora que, entre acusações mútuas de má fé nas negociações, vai para os tribunais, promete não ter uma solução tão cedo. É claro que os tribunais nos Estados Unidos não são tão lentos como os portugueses, mas mesmo assim não eram as notícias que queríamos ouvir. Já temos a faixa de luto, mas se calhar vamos ter de acender uma velinha também.

1 comentário:

  1. "É claro que os tribunais nos Estados Unidos não são tão lentos como os portugueses"

    Pensei que isso era só aqui no Brasil.... O mundo está perdido mesmo!!!...

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