31.12.11

Um Grande Final


Mais um grande final de jogo, para um grande final de ano na NBA:



(e Lebron cumpriu a sua tradição de fazer grandes jogos no dia do seu aniversário. A última vez que tinha jogado no dia de anos foi em 2009, frente aos Hawks, e acabou com 48 pontos, 10 ressaltos e 6 assistências. Ontem foram 34 pontos, 8 ressaltos, 10 assistências, 4 roubos de bola e 1 desarme de lançamento)

Terminamos assim o ano (e começamos a época) da melhor maneira e resta-me desejar a todos os leitores do SeteVinteCinco um Grande Final de Ano e um Bom 2012! Vemo-nos para o ano que vem! Ate já!

30.12.11

Hoje é dia de festa


...para este senhor:



Já lhe deram os parabéns? Se quiserem, podem deixá-los aqui ou aqui.

Há esperança para os Mavs e trabalho de casa para os Thunder


Vamos começar pelo fim:



E a primeira coisa que nos vem à cabeça? Sim, é um lançamento impressionante de Durant e um buzzer beater para os anais da temporada, mas os Mavs podiam (e deviam) ter defendido muito melhor esta última posse de bola. Durant era o último jogador que podia receber aquela bola, podiam deixar qualquer jogador livre menos KD; para além disso, se alguém duvidava que a bola ia para ele, isso ficou óbvio quando James Harden faz o primeiro bloqueio e Perkins se prepara para um segundo bloqueio. Brendan Haywwod, que era o defensor de Perkins, era o jogador em melhor posição para reconhecer isso e assim que Perkins se posicionava para o bloqueio, Haywood tinha de reagir e sair a Durant (Perkins estava de costas para a bola e não era uma ameaça; e mesmo que recebesse a bola ali seria uma muito melhor alternativa que deixar Durant receber nos 3 pts).

Mas, Brendan Haywood não é propriamente nem o jogador mais rápido da NBA nem o melhor defensor. O que nos leva à segunda coisa que nos vem à cabeça: Porque Rick Carlisle não meteu Ian Mahinmi, mais rápido e mais atlético, para defender esta última posse de bola? 
E a terceira coisa que nos vem à cabeça: Nowitzki podia virar as costas ao jogador que estava a repôr a bola, ficando os Mavs com 5 jogadores dentro de campo para defender 4. Ok, a estratégia dos Mavs não foi essa, mas antes preferiram pressionar Sefolosha e dificultar o passe ao máximo. Mas mesmo nessa opção, o alemão não devia virar completamente as costas ao campo e tinha de estar pronto para  sair a algum jogador que cortasse para aquela zona. Nowitzki tinha de ver o corte de Durant mais cedo (quando reagiu foi já muito tarde) e, mais uma vez, Jason Terry (ao sofrer o primeiro bloqueio de Harden) ou Brendan Haywood (ao reconhecer o segundo bloqueio de Perkins) tinham de avisar o alemão que Durant se dirigia para ali. Falta de comunicação e falta de reacção dos Mavs custaram-lhes este jogo.

Mas, e isto leva-nos até à quarta coisa que nos vem à cabeça, as notícias sobre a morte dos Mavs podem ter sido ligeiramente exageradas. Ontem jogaram bem melhor que nos primeiros dois jogos e, lapso final à parte, defenderam muito melhor (38-38 nos ressaltos, 14 roubos de bola e 26 turnovers de OKC). Estiveram mais agressivos, mais determinados e não foram a equipa mole dos jogos anteriores. Como disse Rick Carlisle ontem, no fim do jogo, "estamos a fazer progressos, mas ainda não estamos onde precisamos." Mas há esperança que lá consigam chegar. Ainda há esperança para os Mavs.

E, para terminar, a quinta e última coisa que nos vem à cabeça: os Thunder não vão ganhar um título enquanto Westbrook não passar bem a bola, não fizer menos turnovers e não dirigir melhor a equipa. E esta última é a mais importante de todas. A marcar pontos é bom, os passes podiam ser melhores, tem de tomar melhor conta da bola, mas onde precisa mesmo de melhorar é na gestão do ritmo de jogo e na gestão do ataque da equipa. Kenny Smith dizia hoje na NBA TV que "o que faz um grande base não são os pontos ou mesmo os passes, é o controlo do ritmo (control of the tempo), meter a tua equipa a jogar da maneira que queres e da maneira que a equipa precisa."

Leitura de jogo, reconhecer quando é preciso acelerar, quando é preciso acalmar, quando deve jogar 1x1 ou quando deve colocar a bola no interior, quando é preciso explorar um mismatch na defesa ou então reconhecer a melhor posição em campo para servir um companheiro e criar essa situação. É isso que fazem os grandes como Paul, Kidd ou Rondo e é isso o que separa Westbrook de ser um dos melhores bases da liga. E o que separa os Thunder de serem verdadeiros candidatos ao título.

29.12.11

Boletim de Avaliação - Southwest Division


Como sabem temos analisado aqui a offseason das 30 equipas da NBA e as movimentações que cada uma fez para se preparar para esta temporada. Já analisámos cinco divisões e se perderam algum dos boletins anteriores, ficam aqui os links para todos eles:

ESTE

OESTE

E hoje, para terminar a avaliação, viajamos até àquela que foi a melhor divisão da temporada passada.  A divisão que teve a melhor percentagem de vitórias e mais equipas apuradas para os playoffs em 2010-11. Todas as cinco equipas terminaram a época passada acima dos 50% de vitórias e quatro delas apuraram-se para a segunda fase da temporada. E uma delas foi até ao fim do percurso e ganhou o título, por isso, terminamos a avaliação com a divisão dos actuais campeões:


SOUTHWEST DIVISION


Dallas Mavericks

Saídas: Tyson Chandler, J.J. Barea, Caron Butler, Corey Brewer, Peja Stojakovic (retirado), DeShawn Stevenson
Entradas: Lamar Odom, Vince Carter, Delonte West, Brandan Wright, Andy Rautins
(e Rudy Fernandez, que entrou e saiu)
Cinco Inicial: Jason Kidd - Delonte West - Shawn Marion - Dirk Nowitzki - Brendan Haywood
No banco: Jason Terry - Vince Carter - Rodrigue Beaubois - Lamar Odom - Ian Mahinmi
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Não é comum uma equipa que acabou de ganhar o título mexer tanto na sua estrutura. Mas as opções em cima da mesa para os Mavs não eram as melhores: renovar com Chandler (e Butler e Barea) era a melhor opção a curto prazo e a melhor forma de os colocar em posição de lutar pelo título de novo. Mas isso ia atar-lhes as mãos durante vários anos e impedir uma reconstrução da equipa no futuro mais próximo. Tinham portanto de optar entre apostar tudo no presente (e arriscarem-se depois a passar por uma longa reconstrução e passarem muitos anos até terem de novo uma equipa no topo) ou tentar manter a competitividade no presente, mas colocando-se em melhor posição para o futuro também. E foi esta segunda que escolheram. Deixaram sair Butler, Chandler e Barea e procuraram reforços mais baratos e com contratos mais curtos. Com Vince Carter e Delonte West, compensam perfeitamente a saída do porto-riquenho, mas com Odom compensam apenas uma parte do que Chandler trazia à equipa. E com isso, podem ter hipotecado as chances duma renovação do título. Mas ficaram em melhor posição não só para a free agency de 2012, como também para os anos seguintes. Por isso, temos de lhes dar duas notas: uma para o que fizeram para atingir os objectivos desta temporada e outra para aquilo que fizeram para continuar a ser melhores no futuro.
Nota (curto prazo): 9
Nota (futuro): 12

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Houston Rockets

Saídas: Chuck Hayes, Brad Miller, Yao Ming (retirado)
Entradas: Marcus Morris (draft, nº 14), Donatas Motiejunas (draft, nº 20, mas ainda não vem este ano), Chandler Parsons (draft, nº 38), Jonny Flynn, Samuel Dalembert
Cinco Inicial: Kyle Lowry - Kevin Martin - Chase Budinger - Luis Scola - Samuel Dalembert
No banco: Goran Dragic - Courtney Lee - Terence Williams - Patrick Patterson - Marcus Morris - Jordan Hill
Treinador: Kevin McHale

Balanço: São, juntamente com os Blazers, a equipa que mais azar tem tido nos últimos anos. Mas são também a equipa mais dura e mais resistente da liga nesses anos, que mesmo com lesões recorrentes nos principais jogadores (Yao e McGrady) conseguiu sempre superar-se e manter-se competitiva e nos playoffs. Mas este ano não ter o homem que os guiou nesses anos. Essa foi a primeira decisão incompreensível desta offseason: não renovar com Rick Adelman, que sempre conseguiu colocar a equipa a render acima do que era possível. Depois, porque ficaram sem quase todos os seus postes (Yao, Hayes e Miller) perseguiram os dois Gasol e Nene. O que nos leva à segunda decisão discutível da offseason: a troca por Gasol. Pau Gasol é um grande jogador e precisavam dum poste (onde Pau pode jogar, mas também não é a sua melhor posição), mas dar Scola, Martin e Dragic em troca era muito. Mas esta troca falhou (o que pode ter sido um mal que veio por bem para os Rockets) e no fim, conseguiram o seu poste com a contratação de Dalembert. Foi uma offseason que começou mal (com a não renovação de Adelman), ameaçou tornar-se pior (com a troca de Gasol) e acabou por ter uma saída airosa (Dalembert). Mas não foi a melhor offseason para os Rockets.
Nota: 10

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Memphis Grizzlies

Saídas: Shane Battier, Greivis Vasquez
Entradas: Josh Selby (draft, nº 49), Jeremy Pargo, Dante Cunningham, Quincy Pondexter
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Rudy Gay - Zach Randolph - Marc Gasol
No banco: Jeremy Pargo - Josh Selby - OJ Mayo - Sam Young - Dante Cunningham
Treinador: Lionel Hollins

Balanço: Marc Gasol era um dos free agents mais cobiçados desta offseason e o objectivo dos Grizzlies era claro: renovar com o espanhol. Conseguiram-no e mantiveram junto um grupo que tão bem jogou na temporada passada. Não conseguiram no entanto evitar a saída de Battier, um veterano importante em campo e no balneário, e essa é a única mancha na offseason.
Tiveram depois azar, já na pré-temporada, com a lesão de Darrell Arthur (está de fora a época toda, com uma ruptura no tendão de Aquiles), mas conseguiram compensar com a contratação do free agent Dante Cunningham e com a troca de Vasquez (duma posição onde tinham mais soluções, com os rookies Jeremy Pargo e Josh Selby) por Quincy Pondexter. Fizeram o que lhes competia com Gasol e, quando tiveram de improvisar devido à lesão de Arthur, saíram-se bem.
Nota: 13

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New Orleans Hornets

Saídas: Chris Paul, David West, Aaron Gray, David Andersen, Quincy Pondexter
Entradas: Eric Gordon, Chris Kaman, Al-Farouq Aminu, DaJuan Summers, Gustavo Ayon, Greivis Vasquez
Cinco Inicial: Jarrett Jack - Eric Gordon - Trevor Ariza - Carl Landry - Emeka Okafor
No banco: Greivis Vasquez - Marco Belinelli - Al-Farouq Aminu - Jason Smith - Chris Kaman
Treinador: Monty Williams

Balanço: Nenhuma equipa tinha tanta pressão sobre si nesta offseason como os Hornets. À procura de comprador e com a sua maior estrela a terminar o contrato no fim desta temporada e a anunciar que não ia continuar, o general manager Dell Demps tinha muito trabalho para fazer. Tinha de resolver a situação de Paul e conseguir o máximo em troca dele e, ao mesmo tempo, tornar a equipa atractiva para possíveis compradores. E saiu-se muito bem nesse duplo objectivo. Eric Gordon, Chris Kaman (e o seu contrato que expira esta temporada), Al-Farouq Aminu e uma escolha previsivelmente alta no draft de 2012 são não só uma boa compensação por Paul como também um bom pacote para a reconstrução. Saem-se bem para o futuro e acabam ainda por conseguir ficar com uma equipa nada má para o presente. Uma nota tão alta pode parecer estranho para uma equipa que perdeu os seus dois melhores jogadores, mas essas saídas eram inevitáveis e, perante esse cenário, não só evitaram o desastre eminente, como saíram com boas perspectivas para o futuro.
Nota: 15

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San Antonio Spurs

Saídas: George Hill, Da'Sean Butler, Steve Novak, Antonio McDyess (retirado)
Entradas: Kawhi Leonard (draft, nº 15), Cory Joseph (draft, nº 29), TJ Ford
Cinco Inicial: Tony Parker - Manu Ginobili - Richard Jefferson - Tim Duncan - DeJuan Blair
No banco: TJ Ford - Gary Neal - Kawhi Leonard - Matt Bonner - Tiago Splitter
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: Os Spurs habituaram-nos a ser uma das equipas mais estáveis e melhor geridas da liga. E esta offseason não foi diferente. O objectivo era continuar a rodear o seu núcleo veterano de peças que lhes permitam chegar frescos aos playoffs e que dêem a ajuda necessária para uma última corrida de Duncan e Ginobili ao título. E com Kawhi Leonard e TJ Ford é isso que conseguem. Já tinham uma equipa profunda e experiente, mas com Leonard ganham umas pernas frescas para render Richard Jefferson e com Ford ainda ficam com mais profundidade no backcourt. Para além disso, resistiram à tentação de gastar a amnistia com Jefferson. Não só tradicionalmente os jogadores jogam melhor depois duma ou duas épocas no sistema de Popovich (e Jefferson está a jogar melhor este ano), como ele pode ser importante nessa última corrida ao título. Vale a pena dar mais um ano de hipótese (e podem guardar essa decisão para uma free agency mais atractiva, como a de 2012). Foi uma offseason competente em San Antonio, como sempre.
Nota: 12


Esta vai continuar a ser uma divisão muito forte, embora não tão forte como no ano passado. Spurs, Mavs e Grizzlies vão aos playoffs e vão lutar pelos primeiros lugares e Rockets e Hornets estão num degrau abaixo, em reconstrução, mas com equipas suficientemente boas para poder sonhar com os playoffs. Se alguma delas se superar, pode mesmo conseguir infiltrar-se entre os oito primeiros da conferência. Senão, ficam perto e com boas perspectivas para o futuro.

E estão assim analisadas todas as equipas. Entretanto a bola já rola nos pavilhões e agora é tempo de pôr tudo o que foi planeado na offseason em campo. Agora é tempo de jogar.

28.12.11

Miami Heat: Um campeão em construção?


Dois jogos ainda é muito pouco para fazer grandes balanços e para arriscar prognósticos, mas para já os Heat estão a impressionar neste início de temporada. Depois de atropelarem os campeões Mavs em Dallas, ontem venceram, em casa, os seus maiores rivais no Este, com mais uma demonstração de força que deixa os fãs de Miami entusiasmados e os fãs alheios preocupados.

As qualidades do ano passado continuam lá. A defesa exterior mantém-se excelente, a pressionar o portador da bola e a pressionar ainda mais as linhas de passe (ontem, com Rondo pela frente, foi nesta segunda parte que apostaram; deram espaço ao portador da bola Rondo - que não é uma ameaça no lançamento exterior - e pressionaram intensamente as linhas de passe e os jogadores sem bola, conseguindo muitas intercepções) e a defesa interior tem dado boa conta de si. 

Como no ano passado, sempre que defendem a este nível, conseguem provocar muitos turnovers e fazer muitos contra-ataques. E aí, no campo aberto, são imparáveis. Com espaço para correr, Lebron e Wade são duas locomotivas direccionadas ao cesto. Depois, no ataque em meio campo, o enorme talento individual que têm torna-os muito difíceis de defender no 1x1.

Mas para além destas coisas que já faziam bem antes, houve neste dois jogos uma grande diferença em relação aos Heat da temporada passada: Lebron James a jogar de costas para o cesto. 
Frente aos Mavs e Celtics vimos James a receber várias vezes a bola a poste alto e poste baixo e a jogar a partir dessa posição. E com isto o ataque dos Heat fica duplamente a ganhar, pois isso não só resolve a incompatibilidade no perímetro de Wade e James, como lhes dá uma presença ofensiva interior.


Na temporada passada, com Wade e James a jogar no exterior, os dois jogadores ocupavam os mesmos espaços ofensivos e acabavam por atacar à vez, anulando-se mutuamente. E isso tornava o ataque dos Heat mais previsível e menos eficaz. Mas com James a jogar de costas para o cesto, os dois jogadores ocupam espaços diferentes e desempenham funções complementares. E James a jogar de costas para o cesto provoca muitos desequilibrios na defesa, pois se fôr defendido nessa posição por um small forward, tem superioridade física (mais altura e mais força). E se colocam um jogador interior a defendê-lo nessa posição, ele tem superioridade técnica e também mais velocidade. É um mismatch de pesadelo para as outras equipas.

Para além disso, ainda ganham uma presença ofensiva interior, abrindo mais opções para o ataque e tornando-o mais equilibrado e mais imprevisível. Os Heat são uma equipa completamente diferente com Lebron a jogar de costas para o cesto, como vimos ontem na primeira parte do jogo. Lebron marcou 18 pts nessa metade e os Heat 69, para uma vantagem de 15 pontos ao intervalo.

Mas, como a segunda parte mostrou, este ainda é um projecto em construção. Frente a uma defesa "homem a homem", os Heat estão melhores e Lebron, Wade e Bosh estão a jogar muito melhor juntos. Mas frente a uma defesa zona como a que Doc Rivers lhes atirou ontem, regrediram para os Heat de antes, com James e Wade a deambularem pelo perímetro (no 4º, entre os dois, apenas 7 pts, com 3-8 de 2pts) e um ataque mais estático e previsível. 

Os Celtics ganharam a segunda metade por 7 pontos e no 4º período conseguiram mesmo reduzir a diferença de 15 pontos para apenas 3. Erik Spoelstra atacou a zona com Bosh a jogar a poste alto, na cabeça do garrafão, mas foi uma opção que, claramente, não resultou bem. Salvou-os (aos Heat e a Spoelstra) o rookie Norris Cole, que marcou 14 pontos no último período e, perante o ataque passivo dos Heat, assumiu alguns lançamentos decisivos.

No fim do jogo, Spoelstra disse que os Heat "vão ser melhores contra a zona". Pois uma forma de o conseguir é manter-se fiel ao plano de ataque contra "homem a homem": com Lebron de costas para o cesto. James a poste alto (como pilar do ataque e a atacar a zona vulnerável da defesa 2-3) e Bosh a poste baixo (a explorar os espaços que se abrirem) poderá ser uma boa solução frente às defesas zonas que as equipas, previsivelmente (depois do sucesso da zona dos Mavs nas Finais), vão atirar mais vezes contra eles. Os Heat e Lebron já descobriram uma maneira de atacar melhor contra defesas individuais. Se o fizerem também frente a zona, temos equipa.

27.12.11

Boletim de Avaliação - Northwest Division


Com a acção já a todo o gás nos campos da NBA (e está a ser um grande começo de temporada!), vamos lá terminar a nossa análise da offseason das equipas. No anterior Boletim de Avaliação ficámos na Pacific e hoje vamos para a penúltima divisão:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - NORTHWEST DIVISION


Denver Nuggets

Saídas: Raymond Felton, Gary Forbes, Melvin Ely, JR Smith (na China), Wilson Chandler (na China)
Entradas: Kenneth Faried (draft, nº 22), Jordan Hamilton (draft, nº 26), DeMarre Carroll, Andre Miller, Corey Brewer, Rudy Fernandez 
Cinco Inicial: Ty Lawson - Arron Afflalo - Danilo Gallinari - Kenyon Martin - Nené Hilário
No banco: Andre Miller - Rudy Fernandez - Al Harrington - Kenneth Faried - Chris Andersen - Timofey Mosgov
Treinador: George Karl

Balanço: Esta foi a equipa mais afectada pelo lockout, com três dos seus jogadores a assinarem contratos com equipas chinesas que os impediam de voltar esta temporada à NBA. Entretanto, recuperaram pelo menos um. Kenyon Martin chegou a acordo com os patrões chineses e já está de novo ao serviço dos Nuggets. Apesar desse revés (que esteve fora do seu controlo), cumpriram os principais objectivos para a offseason, nomeadamente renovar com os seus cobiçados free agents Nené e Afflalo. Ninguém acreditava que conseguissem manter os dois, mas foi o que fizeram. Só por isso, a offseason já foi muito boa. Afinal, esta era uma equipa que todos acreditavam que ia por ali abaixo com a saída de Carmelo, mas têm-se aguentado muito bem sem ele. E esta offseason voltaram a bater as probabilidades e mantiveram dois dos seus melhores jogadores (e 2/5 do seu cinco inicial). E ainda conseguiram compensar a ausência de Smith e Chandler e reforçar o backcourt com a contratação de Fernandez e Brewer (a troco de quase nada). Face a tantos contratempos, o general manager Masai Ujiri conseguiu fazer melhor do que alguém pensava possível. Não estão entre os favoritos do Oeste, mas vão chegar aos playoffs e dar trabalho a muitas equipas.
Nota: 15

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Minnesota Timberwolves

Saídas: Sebastian Telfair, Lazar Hayward
Entradas: Derrick Williams (draft, nº 2), Malcolm Lee (draft, nº 43), Ricky Rubio (draft 2009, nº 5), J.J. Barea, Brad Miller
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Wesley Johnson - Michael Beasley - Kevin Love - Darko Milicic
No Banco: Luke Ridnour - JJ Barea - Martell Webster - Derrick Williams - Anthony Tolliver - Anthony Randolph - Nikola Pekovic 
Treinador: Rick Adelman

Balanço: A melhor contratação dos Timberwolves nesta offseason não foi nenhum jogador, mas sim Rick Adelman. Como já escrevemos anteriormente neste artigo, David Kahn teve uma (rara) decisão acertada. Adelman era o melhor treinador disponível no mercado e possivelmente o melhor treinador possível para tentar tranformar este grupo disfuncional e inexperiente numa equipa. Depois de anos de gestão a oscilar entre o incompreensível e o desastroso (mais sobre isso no artigo), basta esta decisão para esta ser uma offseason positiva. Para além dos jogadores seleccionados no draft, ainda acrescentaram alguma presença veterana e experiente (Barea e Miller), algo que os Wolves precisavam urgentemente. Os Timberwolves têm talento e potencial para dar e vender e este ano só podem subir.
Nota: 13

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Oklahoma City Thunder

Saídas: BJ Mullens
Entradas: Reggie Jackson (draft, n º 24), Lazar Hayward
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Thabo Sefolosha - Kevin Durant - Serge Ibaka - Kendrick Perkins
No banco: Eric Maynor - James Harden - Daequan Cook - Nick Collison - Nazr Mohammed
Treinador: Scott Brooks

Balanço: Os Thunder não tinham grandes objectivos nem planeavam mexidas nesta offseason (a jogada arriscada para tentar dar o salto já foi feita na temporada passada com a troca de Jeff Green por Perkins). Renovaram o seu único free agent (Cook) e mantiveram intocada a equipa do ano passado. O plano é continuar a desenvolver este grupo e com Perkins já recuperado do choque da troca (o ano passado nunca rendeu o seu máximo e pareceu não ter digerido bem a troca dos Celtics), motivado e comprometido com esta equipa, vão continuar o seu percurso ascendente. Foi, previsivelmente, uma offseason calma em Oklahoma City e o trabalho a sério começa agora.
Nota: 10

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Portland Trail Blazers

Saídas: Andre Miller, Patty Mills (na China), Brandon Roy (retirado)
Entradas: Nolan Smith (draft, nº 21), Raymond Felton, Jamal Crawford, Craig Smith, Kurt Thomas
Cinco Inicial: Raymond Felton - Wesley Matthews - Gerald Wallace - LaMarcus Aldridge - Marcus Camby
No banco: Armon Johnson - Nolan Smith - Jamal Crawford - Nicolas Batum - Chris Johnson - Kurt Thomas
Treinador: Nate McMillan

Balanço: Não há equipa mais azarada que os Blazers. A falta de sorte parece continuar a assombrá-los ano após ano e esta temporada não podia começar sem más notícias no departamento médico: Oden teve um retrocesso na recuperação e não deve recuperar a tempo de jogar esta época. E Brandon Roy, a sua maior estrela dos últimos anos, foi forçado a uma retirada precoce. Mas também não há equipa mais resistente e lutadora em toda a liga. Porque, apesar de todos os percalços, conseguem sempre superar-se e manter a equipa competitiva. Esta offseason fica inevitavelmente marcada pela retirada de Roy, mas, como habitualmente, os Blazers reerguem-se das cinzas das más notícias e dão a volta por cima. E com a contratação de Jamal Crawford e Kurt Thomas assim o fizeram. Reforçam o backcourt e o jogo interior e compensam a falta de Roy e Oden. Uma offseason forçada pelas cirscuntâncias, mas onde se saíram bem.
Nota: 13

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Utah Jazz

Saídas: Ronnie Price, Andrei Kirilenko, Mehmet Okur
Entradas: Enes Kanter (draft, nº 3), Alec Burks (draft, nº 12), Jamal Tinsley, Josh Howard
Cinco Inicial: Devin Harris - Raja Bell - CJ Miles - Paul Millsap - Al Jefferson
No banco: Earl Watson - Gordon Hayward - Josh Howard - Jeremy Evans - Derrick Favors - Enes Kanter 
Treinador: Tyrone Corbin

Balanço: Esta é uma equipa em transição e reconstrução. Não começam do zero e têm boas peças para reconstruir, mas de qualquer forma depois do fim da era de Jerry Sloan (e de Deron Williams) têm muito trabalho pela frente. Com a saída de Okur (a troco duma trade exception) libertam espaço salarial e também tempo de jogo para desenvolver jovens como Kanter e Favors. Idem com a saída de Kirilenko. É tempo de estabilizar a equipa e, sem grandes expectativas para esta temporada e com muito espaço salarial, ver quais os jogadores que vale a pena manter no futuro e prepararem-se para o resto da reconstrução. Esta offseason foi só o começo.
Nota: 11


Esta foi uma divisão onde, sem o destaque e mediatismo dado a outras e sem se dar muito por isso, as equipas fizeram movimentações seguras e acertadas. Não há de facto nenhuma equipa daqui que tenha mexido mal na equipa ou que possamos considerar que teve uma má offseason. Embora com objectivos diferentes (umas a pensar no presente, outras a pensar mais no futuro), todas estiveram bem. É claro que umas estiveram melhor que outras, mas esperem melhorias de todas as equipas desta divisão e, à excepção dos Wolves, esperem que todas estejam na luta pelos playoffs.


(a seguir, a divisão que falta para completar esta edição de 2011-12: Boletim de Avaliação - Southwest Division)


26.12.11

Mudança na guarda (mas não sem luta)


Que jornada espectacular para abrir a temporada! Dois jogos renhidos até ao último segundo, um com os pretendentes a demolir os campeões e outros dois com duas equipas que prometem causar estragos este ano à altura das expectativas criadas. E foi uma jornada simbólica e demonstrativa do que pode acontecer esta ano na NBA: uma nova geração de jogadores e equipas em ascensão pronta para tomar de assalto o topo da liga, mas a geração anterior a prometer dar luta até ao fim.

Foi essa a nota dominante do dia de ontem e pode ser essa a nota dominante de toda a temporada. Dum lado tivemos quatro equipas que têm sido as melhores a Este e Oeste nos últimos anos (e três delas, Celtics, Lakers e Mavs, ganharam os últimos quatro títulos) e do outro quatro (cinco, com os Clippers) equipas que querem subir (ou regressar, para algumas delas) a esse patamar. 


Em Nova Iorque, Carmelo começou em grande forma (37 pts, 8 res, 3 ast e 2 rb), mas os Celtics também mostraram que a luta pela Atlantic Division vai ser renhida. Para além dos destaques habituais (Stoudamire, Garnett, Allen e Rondo), Chandler já começou a fazer diferença na protecção do cesto (6 dl) e Brandon Bass (20 pts e 11 res) deixou a promessa que pode dar uma ajuda importante.

Em Dallas, tivemos uma equipa a andar e outra a correr desenfreadamente. Os Heat pressionaram na defesa e contra atacaram sem piedade e mostraram que este plantel com mais um ano de experiência a jogar junto vai ser ainda melhor que o ano passado. E com Lebron a jogar assim (37 pts, 10 res, 6 ast, 2 rb, 2 dl) os Heat são imparáveis. Uma nota de destaque para o base rookie Norris Cole, a mostrar que pode ser uma boa solução para o problema de point guard dos Heat.

Em Los Angeles, foi o MVP Derrick Rose a mostrar que está pronto para defender o seu título e liderar os seus Bulls a mais uma temporada de sucesso, mas Kobe e os Lakers mostraram que ainda não estão mortos, como muitos os declararam. Boa defesa dos Bulls (e foi uma grande jogada defensiva que lhes deu a vitória) e boa defesa dos Lakers (e ficará melhor quando Bynum regressar depois de cumprir os seus 4 jogos de castigo), com um ataque melhor do que se previa, boa estreia do rookie Andrew Goudelock (6 pts, com 2-3 dos 3pts) e da surpresa a titular Devin Ebanks (8 pts, 4-5 2pts) e uma preciosa ajuda de McRoberts, Blake e Murphy (nenhum deles é Lamar Odom, mas entre os três podem facilmente compensar a produção dele; ontem tiveram, no total, 27 pts, 19 res, 5 ast e 3 dl).

Em Oklahoma, os Thunder despacharam sem grandes dificuldades os Magic, mostrando que o trabalho e a construção paciente compensam e que este ano podem contar com eles para lutar pelos primeiros lugares.

E em Oakland, o showtime dos Clippers arrancou com uma vitória folgada sobre os Warriors e uma impressionante demonstração de jogo colectivo (20 pts e 9 ast para Paul, 21 pts para Billups, 22 para Griffin, mais 11 pts e 10 res de Butler e 8 desarmes de lançamento de Jordan).

Foi um dia de frente a frente entre a velha guarda e os aspirantes. E um dia que promete uma temporada muito interessante de seguir. Dum lado equipas jovens e ainda em construção, com estrelas em ascensão e a tentar reclamar o seu lugar no topo. E do outro equipas veteranas, com uma geração de estrelas já na fase descendente das suas carreiras, que tentam gastar os seus últimos cartuchos e aproveitar as suas últimas hipóteses de ganhar alguma coisa com os plantéis actuais (antes de iniciarem uma necessária reconstrução). Esta vai ser uma temporada de transição. Mas não vai ser uma transição pacífica. Os novos querem tomar o seu lugar, mas os velhotes não vão sair sem luta. Temos temporada.

25.12.11

NBA Forever


Se a dose de hoje de basquetebol ainda não é suficiente para os vossos corpos e corações em ressaca de NBA desde Junho então temos mais para vocês. Depois de só uma equipa ter aparecido para jogar em Dallas (os anfitriões só deram sinais de vida no 4º período, mas por essa altura já vinham muito atrasados) e os Heat terem estragado a comemoração do título aos Mavs, fiquem com o vídeo de promoção da TNT para a temporada:


(via All Ball)

Lindo! Qual é o vosso momento preferido? O meu é provavelmente Wilt Chamberlain a abafar Dwight Howard e depois a dar-lhe a palmadinha de consolo. Delicioso.

Bola ao ar na temporada


Já fizeram as vossas apostas? Porque a bola já rola nos pavilhões da NBA! E hoje é dia de basquete, basquete e mais basquete! Depois dos Knicks e Celtics terem dado um emocionante arranque à temporada e enquanto os Heat (ao intervalo) dominam em Dallas, fiquem também com as melhores jogadas da pré-temporada:



Vamos ver o que nos reserva o resto deste primeiro dia de acção e cá estaremos para dissecar as  primeiras impressões da temporada.

24.12.11

Ho Ho Hoops


O SeteVinteCinco deseja a todos os seus leitores um Feliz Natal!
Boas Festas e bons cestos, pessoal! 



23.12.11

Entra em campo com a Dhoze


Amanhã é véspera de Natal. E o que é que vem no sapatinho este ano? O início da temporada regular e uma maratona de cinco jogos espectaculares. Não podíamos pedir melhor prenda e melhor jornada para arrancar esta época: Knicks x Celtics, Mavs x Heat (com os Três Super Amigos a assistir à entrega dos anéis de campeões a Nowitzki e companhia), Lakers x Bulls, Magic x Thunder e Clippers x Warriors.*

E para acrescentar algo ainda mais especial a este arranque da temporada, anunciamos o início duma parceria com a Dhoze. A Dhoze é uma casa de apostas especialmente vocacionada para o mercado português e escolheu-nos como parceiro para apresentar as apostas de basquetebol disponíveis. Este site  começou já a ganhar expressão junto dos fãs de basquetebol pela atenção que tem dado aos jogos da Euroleague (e devem reconhecer o seu embaixador, o jornalista e comentador Luis Freitas Lobo).

Pois na Dhoze os prognósticos não são feitos só no fim e as odds para os jogos de amanhã estão lançadas. Vejam lá se concordam: os Knicks levam o favoritismo e são apontados como os mais prováveis vencedores frente aos Celtics (1.65 para a vitória dos Knicks, 2.24 para uma vitória dos Celtics); os Heat frente aos Mavs idem (1.63 para Miami e 2.30 para Dallas); e parece que na Dhoze ninguém acredita que os Magic ganhem em OKC (1.33 para a vitória dos Thunder e 3.40 para uma dos Magic), mas acreditam na vitória dos Clippers (1.50 para LA e 2.60 para os Warriors). Que vos parece?

Pois bem, se quiserem usar o vosso conhecimento da NBA para ganhar uns trocos, é so ir até aqui ao site da Dhoze, registarem-se e fazer as vossas apostas. E eles ainda oferecem um bónus de 50% no primeiro depósito, por isso aproveitem. É Natal, a NBA vai começar e vocês podem também começar... a ganhar.





*Os três primeiros jogos têm transmissão em directo na SportTV (a partir das 17:00) e a estreia de Chris Paul com a camisola dos Clippers pode ser vista na NBA TV, às 3:30 da manhã (ah, que saudades de noitadas a ver jogos!)

22.12.11

Boletim de Avaliação - Pacific Division


Viajamos agora até à conferência Oeste para continuar a nossa análise à offseason das 30 equipas da NBA. Hoje olhamos para a divisão que protagonizou a maior troca do ano e onde poderemos assistir a uma mudança da guarda:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - PACIFIC DIVISION


Golden State Warriors

Saídas: Vladimir Radmanovic, Louis Amundson, Reggie Williams, Acie Law, Jeremy Lin, Charlie Bell (amnistia)
Entradas: Klay Thompson (draft, nº 11), Jeremy Tyler (draft, nº 39), Charles Jenkins (draft, nº 44), Dominic McGuire, Kwame Brown, Brandon Rush
Cinco Inicial: Stephen Curry - Monta Ellis - Dorell Wright - David Lee - Andris Biedrins
No banco: Klay Thompson - Brandon Rush - Ekpe Udoh - Kwame Brown
Treinador: Mark Jackson

Balanço: Os Warriors tinham o plano bem definido para esta offseason: reforçar a defesa, especificamente a defesa interior e os ressaltos. E ninguém pode dizer que não tentaram tudo para o conseguir. Foram das equipas mais activas na offseason e foram atrás de todos os postes disponíveis. Cortejaram Chandler e Nené, fizeram uma oferta a DeAndre Jordan que foi igualada pelos Clippers e, no fim, tiveram de se contentar com Kwame Brown. Não é a contratação que desejavam e não vai fazer tanta diferença na tabela defensiva como algum dos outros, mas Brown vai cumprir parte do objectivo e reforçar a zona perto do cesto. E com um treinador novo que promete uma mudança na direcção da equipa e um renovado esforço na defesa, podem melhorar bastante desse lado do campo. Depois, perderam Reggie Williams, que era o melhor marcador de pontos que tinham no banco, mas marcar pontos nunca foi um problema nesta equipa (e para esse lugar de shooting guard suplente seleccionaram Klay Thompson no draft; se este render o esperado, essa saída fica compensada). E fizeram uma boa troca com os Pacers, enviando um jogador duma posição onde tinham mais soluções (power forward) por um que pode jogar a small forward e como suplente de Dorell Wright. Feitas as contas, entre as selecções no draft e as contratações realizadas, foi uma offseason bastante positiva para os Warriors.
Nota: 12

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Los Angeles Clippers

Saídas: Eric Gordon, Chris Kaman, Al-Farouq Aminu, Jamario Moon, Craig Smith, Ike Diogu
Entradas: Trey Thompkins (draft, nº 37), Travis Leslie (draft, nº 47), Chris Paul, Chauncey Billups, Caron Butler, Reggie Evans
Cinco Inicial: Chris Paul - Chauncey Billups - Caron Butler - Blake Griffin - DeAndre Jordan
No banco: Mo Williams - Eric Bledsoe - Randy Foye - Ryan Gomes - Reggie Evans
Treinador: Vinnie Del Negro

Balanço: Quem diria há algumas semanas que veríamos jogadores a aceitar receber menos pela oportunidade de jogar nos Clippers? Isso é o que acontecia com os Heat, os Lakers, os Celtics ou até os Knicks. Mas foi isso mesmo que sucedeu com Reggie Evans. Aquele que é provavelmente o melhor ressaltador da liga assinou por um ano pelo mínimo de veterano e vem reforçar o jogo interior e fazer o trabalho sujo para Griffin e Jordan. E é mais uma excelente adição numa offseason que transformou os eternos parentes pobres dos Lakers em candidatos aos primeiros lugares da conferência. É claro que tiveram de abdicar de muito para conseguir Paul, mas CP3 é daqueles jogadores que quando se tem a oportunidade de contratar não se pode desperdiçar. Com ele em campo todos os jogadores dos Clippers vão ser melhores (estamos a falar  do responsável pela melhor temporada ofensiva de Tyson Chandler, por exemplo). E não lhe falta talento à sua volta por quem distribuir a bola. O ponto fraco é a falta de profundidade no frontcourt (a poste, principalmente, onde só têm Jordan), mas, como dissemos a propósito dos Knicks, não se pode fazer tudo duma vez. Para já, fizeram a maior (e melhor) contratação do ano e deram um passo gigante a caminho do topo. Uma offseason em cheio para o general manager Neil Olshey.
Nota: 17

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Los Angeles Lakers

Saídas: Lamar Odom, Shannon Brown
Entradas: Darius Morris (draft, nº 41), Andrew Goudelock (draft, nº 46), Ater Majok (draft, nº 58), Jason Kapono, Troy Murphy, Josh McRoberts
Cinco Inicial: Derek Fisher - Kobe Bryant - Metta World Peace - Pau Gasol - Andrew Bynum
No banco: Steve Blake - Matt Barnes - Jason Kapono - Troy Murphy - Josh McRoberts
Treinador: Mike Brown

Balanço: Os Lakers foram batidos pelos seus vizinhos duma forma a que não estão habituados. Descontando o papel de David Stern em toda a novela de Chris Paul (que já analisámos anteriormente), o facto é que ficaram sem o jogador que desejavam e isso ainda precipitou a saída de Lamar Odom. Acabou por ser uma tentativa de negócio que prejudicou os Lakers e vamos ver os danos que poderá ter causado na sua estrutura e na química da equipa. No entanto, conseguiram compensar de alguma forma a saída de Odom com a entrada de Murphy e McRoberts. Junte-se a isso a adição de Jason Kapono (que preenche a necessidade dum spot up shooter) e a offseason fica, em grande parte, salva. Vai ser uma temporada de adaptação a um novo treinador e um novo sistema de jogo, o que não é bom para uma equipa que já joga junta (e noutro sistema) há tanto tempo e pretende ganhar no presente (e não construir para ofuturo). Como (e a rapidez com que) se vão adaptar ao novo sistema e, à semelhança dos Celtics, a forma em que esta equipa veterana vai chegar aos playoffs vai ser fundamental, mas conseguiram reforçar o banco e manter-se como uma das equipas mais profundas da liga. Não foi uma má offseason. Apenas não foi tão boa como esperavam.
Nota: 11

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Phoenix Suns


Saídas: Aaron Brooks (para a China), Vince Carter, Gani Lawal
Entradas: Markieff Morris (draft, nº 13), Shannon Brown, Ronnie Price, Sebastian Telfair
Cinco Inicial: Steve Nash - Jared Dudley - Grant Hill - Channing Frey - Marcin Gortat
No banco: Sebastian Telfair - Shannon Brown - Mickael Pietrus - Hakim Warrick - Robin Lopez - Josh Childress - Markieff Morris
Treinador: Alvin Gentry

Balanço: A maior perda que tiveram (Aaron Brooks ficar na China até ao fim da temporada) foi compensada pela entrada de dois bases para revesar Steve Nash. E a saída de Vince Carter (que promove Dudley para titular) é compensada pela entrada de Brown. Renovaram ainda o seu principal (e muito pretendido) free agent, Grant Hill, e assim, os Suns conseguem manter o nível da equipa do ano passado. O que não é necessariamente bom. Porque está não é uma equipa para lutar pelo título, nem sequer para ir até fases avançadas dos playoffs. E desperdiçar os últimos anos de Steve Nash (pode mesmo ser o último em Phoenix, pois Nash é free agent no fim da temporada) com uma equipa mediana não leva os Suns a lado nenhum. Esta vai ser uma temporada para cumprir e adiaram apenas as grandes decisões um ano. Para o ano é tempo de decidir: ou fazer all in ou começar de novo.
Nota: 10

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Sacramento Kings

Saídas: Samuel Dalembert, Omri Casspi, Beno Udrih, Marquis Daniels, Darnell Jackson, Pooh Jeter
Entradas: Jimmer Fredette (draft, nº 10), Tyler Honeycutt (draft, nº 35), Isaiah Thomas (draft, nº 60), JJ Hickson, John Salmons, Travis Outlaw (e Chucky Hayes entrou, mas voltou a sair, depois de descobrirem um problema no coração)
Cinco Inicial: Tyreke Evans - Marcus Thornton - John Salmons - JJ Hickson - DeMarcus Cousins
No banco: Jimmer Fredette - Francisco Garcia - Travis Outlaw - Donte Greene - Jason Thompson 
Treinador: Paul Westphal

Balanço: A reconstrução continua em Sacramento. O objectivo dos playoffs ainda não é realisticamente possível e sucesso nesta temporada será ganhar mais jogos e ver sinais de desenvolvimento (e de maior maturidade) em Evans e Cousins. Foi azar o problema com Hayes, um profissional exemplar e altruísta que lhes daria uma presença veterana e uma influência positiva no balneário. Era esse tipo de jogadores que os Kings precisavam para orientar e desenvolver todos os rookies e jovens que têm e deveriam ter procurado mais desses (Salmons e Outlaw nunca foram os melhores exemplos de jogadores de jogadores que sacrificam os números individuais pelos objectivos colectivos da equipa). Foi uma offseason positiva pelo talento que continuaram a acrescentar à equipa. Podem estar no bom caminho, mas vão precisar de mentores para tantos jogadores jovens e inexperientes. 
Nota: 10


Vai ser uma divisão muito interessante de seguir. Os Clippers prometem roubar o showtime aos seus vizinhos e bater-se com eles pelo primeiro lugar da divisão. Os Suns vão continuar a ser uma equipa excitante de ver e tanto os Warriors como os Kings querem subir na hierarquia da conferência e têm condições para fazer melhor que o ano passado. Vai ser, sem dúvida, divertido.


(a seguir: Boletim de Avaliação - Northwest Division)

20.12.11

Boletim de Avaliação - Atlantic Division


Continuando a nossa avaliação da offseason das equipas, hoje terminamos a análise da conferência Este com uma das divisões que mais animou esta free agency e, das três deste lado dos Estados Unidos, aquela que mais manchetes produziu:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - ATLANTIC DIVISION


Boston Celtics

Saídas: Nenad Krstic (para a Russia), Delonte West, Troy Murphy, Glen Davis, Von Wafer
Entradas: JaJuan Johnson (draft, nº 27), E'Twaun Moore (draft, nº 55), Chris Wilcox, Keyon Dooling, Brandon Bass 
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Ray Allen - Paul Pierce - Kevin Garnett - Jermaine O'Neal
No banco: Avery Bradley - Keyon Dooling - Sasha Pavlovic - Brandon Bass - Chris Wilcox
Treinador: Glen "Doc" Rivers

Balanço: Com o mesmo (e excelente) cinco inicial, mas todos um ano mais velhos, a questão para os Celtics continua a ser quão frescos esses jogadores vão chegar aos playoffs. Este ano, com a temporada regular mais curta e com 66 jogos condensados em 4 meses, essa questão é ainda mais importante. Allen, Pierce, Garnett e O'Neal já passaram todos os 33 anos e Doc Rivers terá de gerir o seu esforço ao longo da temporada regular para chegarem a Abril no seu melhor. Por isso, o maior objectivo em Boston nesta offseason era (ou deveria ter sido) reforçar o banco e encontrar jogadores que lhes permitissem poupar os seus veteranos All Star. Mas não foram muito bem sucedidos nisso. Perder Jeff Green por toda a temporada devido a um problema no coração foi um azar que ninguém previa (e Green era um elemento fundamental para este ano, pois seria o seu sexto homem, o melhor jogador da segunda unidade e que teria de certeza muitos minutos com a primeira unidade), mas independentemente disso precisavam mais ajuda no banco. E o percurso a que se assistiu em Boston foi o inverso: saíram bons suplentes (West, Krstic, Glen Davis) e não entraram substitutos à altura (Bass é um bom reforço - embora tenhamos dúvidas que seja melhor que Davis - e Dooling pode dar minutos de descanso a Rondo - mas este é o jogador do cinco que menos precisa desse gestão de esforço - mas para além disso não há muitas mais opções fiáveis no banco e o frontcourt, especialmente a poste, está muito desfalcado). Não foi uma boa offseason para os lados do TD Garden.
Nota: 9

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New Jersey Nets

Saídas: Brandan Wright, Sasha Vujacic (para a Turquia), Travis Outlaw (amnistia)
Entradas: Marshon Brooks (draft, nº 25), Bojan Bogdanovic (draft, nº 31), Jordan Williams (draft, nº 36), Shelden Williams, Shawne Williams, Ime Udoka
Cinco Inicial: Deron Williams - Anthony Morrow - Shawne Williams - Kris Humphries - Brook Lopez
No banco: Jordan Farmar - Damion James - Shelden Williams - Johan Petro
Treinador: Avery Johnson

Balanço: A quatro dias do início da temporada, os Nets são ainda uma incógnita e qualquer avaliação da sua offseason arrisca-se a ficar desactualizada rapidamente. Isto porque os rumores sobre uma troca por Dwight Howard continuam e se isso acontecer esta equipa e esta offseason vão ser totalmente diferentes. Desde a offseason passada (ou desde que Mikhail Prokorov comprou a equipa) que o objectivo foi libertar o máximo de espaço salarial para ir atrás de super estrelas. E desde aí que os Nets têm presença garantida em todos os rumores de trocas e em todos os posíveis destinos para qualquer free agent de topo. Foi assim com Lebron e com Carmelo o ano passado e é assim com Howard este ano. Até agora o único que conseguiram, Deron Williams, é free agent no final desta temporada e obejctivo é conseguir mais uma estrela para juntar a ele (e para o convencer a ficar). Até agora, pouco mais têm que isso. Têm o potencial para fazer algo grandioso, mas isso ainda não saiu do papel e a equipa está apenas marginalmente melhor. Se conseguirem Howard, a nota terá de ser muito melhor que esta, mas para já não podem levar mais que:
Nota: 10

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New York Knicks

Saídas: Derrick Brown, Anthony Carter, Roger Mason, Shawne Williams, Shelden Williams, Andy Rautins, Ronny Turiaf, Chauncey Billups (amnistia)
Entradas: Iman Shumpert (draft, nº 17), Josh Harrelson (draft, nº 45), Jerome Jordan (draft 2010, nº 44), Tyson Chandler, Baron Davis, Mike Bibby, 
Cinco Inicial: Baron Davis - Landry Fields - Carmelo Anthony - Amare Stoudamire - Tyson Chandler
No banco: Mike Bibby - Iman Shumpert - Bill Walker - Jared Jeffries
Treinador: Mike D'Antoni

Balanço: Se houve equipa activa nesta offseason e que mexeu e remexeu na equipa foram os Knicks. Os inquilinos do Madison Square Garden são, junto com os Nets, outra das equipas que adoptou a estratégia de libertar o máximo de espaço salarial para ir atrás de super estrelas. E até agora tiveram mais sucesso que os seus vizinhos. Depois de adicionarem Stoudamire e Carmelo no ano passado, este ano voltaram a conseguir um dos maiores nomes disponíveis nesta free agency. Com Tyson Chandler melhoram um dos seus pontos mais fracos, a defesa. Tiveram de abdicar de Billups para o conseguir, mas conseguiram (de certa forma) compensar a sua saída com a contratação de Baron Davis e Mike Bibby. Têm dois bases experientes, dois jovens promissores a shooting guard (Fields e Shumpert) e um dos melhores frontcourts da liga (senão o melhor). Falta-lhes alguma profundidade (e isso é ainda o que os separa de lutar pelo título), mas não dá para fazer tudo duma vez. Foi sem dúvida, mais uma boa offseason para os Knicks.
Nota: 14

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Philadelphia 76ers

Saídas: Jason Kapono
Entradas: Nikola Vucevic (draft, nº 16), Lavoy Allen (draft, nº 50)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Evan Turner - Andre Iguodala - Elton Brand - Spencer Hawes
No banco: Lou Williams - Jodie Meeks - Andres Nocioni - Thaddeus Young - Nikola Vucevic
Treinador: Doug Collins

Balanço: Não foi uma offseason muito activa para os Sixers. O seu principal objectivo era renovar com Thaddeus Young, o que conseguiram. Renovaram também com os outros dois free agents da equipa, Spencer Hawes e Toni Battie, e o único jogador que saiu foi Kapono, que era pouco utilizado na rotação. E no draft seleccionaram Vucevic, um poste à europeia (com boa técnica individual e bom lançamento) que pode ganhar o lugar a Hawes com o decorrer da temporada. Mas para além disso, não fizeram mais nada. Foram conservadores e mantiveram praticamente o mesmo plantel, o que no caso duma equipa mediana como esta, não é necessariamente uma coisa boa.
Nota: 10

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Toronto Raptors

Saídas: Sonny Weems (para a Lituânia)
Entradas: Jonas Valanciunas (draft, nº 5), Gary Forbes, Rasual Butler, Anthony Carter, Aaron Gray, Jamal Magloire
Cinco Inicial: Jose Calderon - DeMar DeRozan - James Johnson - Amir Johnson - Andrea Bargnani
No banco: Jerrid Bayless - Leandro Barbosa - Linas Kleiza - Ed Davis - Jamal Magloire
Treinador: Dwane Casey

Balanço: Nesta divisão, parece que os Celtics, Knicks e Nets ficaram com todo o espaço disponível nas manchetes, pois tanto os Sixers como os Raptors andaram muito quietos e silenciosos nesta offseason. No caso dos canadianos, para já, não vão a mais lado nenhum que não a reconstrução. Continuam a recrutar jogadores no draft e a juntar jogadores jovens para desenvolver (embora o deste ano, Valanciunas, vá  continuar na Lituânia para já, só deve vir para o ano), por isso não tinham grandes objectivos nesta free agency. A sua offseason ficou pelo draft e por algumas contratações de jogadores entre o "mediano" e o "fundo do banco" para completar a equipa. A melhor delas pode ter sido Gary Forbes, um extremo ainda jovem (26 anos) que na temporada passada nos Nuggets mostrou algum potencial. Vão continuar pelo fundo da divisão e para o ano têm mais uma escolha alta e mais recrutamento para fazer no draft. E vão guardar o espaço salarial que têm para quando tiverem esta equipa já mais desenvolvida e precisarem dumas peças para a complementar. Até lá é esperar.
Nota: 10


Uma equipa muito veterana já na fase descendente com a sua última oportunidade de lutar por um título (Boston), outra, pelo contrário, na fase ascendente e que tenta formar uma equipa para lutar por esse título (Knicks), uma outra que vamos ver o que dá (Nets), outra ainda que vai aos playoffs, mas vai continuar pela mediania da primeira ronda (Sixers) e uma última que, para já, é carne para canhão. 
É uma divisão com os lugares bem definidos, com duas equipas para lutar pelo primeiro lugar, duas a meio da tabela e outra condenada ao último lugar.


(a seguir viajamos para a costa oposta e para uma divisão que animou ainda mais esta free agency: Boletim de Avaliação - Pacific Division)

Zbogom, Peja


Depois de Brandon Roy, mais um dos melhores jogadores da última década que se despede. Peja Stojakovic anunciou hoje a sua retirada aos 34 anos. Para a história ficam 1760 triplos (4º melhor de sempre), 3 All Star Games (2002, 2003, 2004), dois títulos no Concurso de Triplos (2002 e 2003) e um título de campeão (na temporada passada, com os Mavs). E, já agora, este jogo em 2007 frente aos Lakers:



18.12.11

Boletim de Avaliação - Central Division


Depois da análise da Southeast, vamos continuar pela conferência Este acima. Hoje avaliamos as equipas daquela que foi a divisão mais fraca na temporada passada (à excepção dos Bulls, as outras quatro equipas juntas tiveram uma percentagem de vitórias de 36.9 e o segundo classificado, os Pacers, ficou a 25 jogos dos Bulls!):


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - CENTRAL DIVISION


Chicago Bulls

Saídas: Rasual Butler, Kurt Thomas, Keith Bogans (dispensado)
Entradas: Jimmy Butler (draft, nº 30), Richard Hamilton; (seleccionaram também Nikola Mirotic no nº 23 do draft, mas vai continuar no Real Madrid, para já)
Cinco Inicial: Derrick Rose - Richard Hamilton - Luol Deng - Carlos Boozer - Joakim Noah
No banco: CJ Watson - Ronnie Brewer -  Kyle Korver - Taj Gibson - Omer Asik
Treinador: Tom Thibodeau

Balanço: Não deixa de ser surpreendente que os Bulls, com o MVP da temporada, o Treinador do Ano e 62 vitórias, não tenham entrado nos planos dos principais free agents. Tinham tudo para ser uma equipa atractiva para quem se queria juntar a um candidato, mas nenhum dos maiores nomes falou deles como possível destino. E assim, os Bulls não fizeram grandes mudanças ou contratações. Também, na verdade, não precisavam. Cumpriram o maior objectivo que tinham nesta offseason e reforçaram a sua posição mais fraca do cinco inicial, a de shooting guard, com a contratação de Hamilton. Foi, por isso, uma offseason positiva, mas não brilhante. Um pouco mais de profundidade no banco (principalmente a small forward) era bem vinda (se tivessem conseguido um Caron Butler ou um Shane Battier, tinha sido perfeito), mas de qualquer forma, a equipa de Chicago, com este grupo com mais um ano de experiência, vai estar na luta pela coroa da conferência Este (e da NBA).
Nota: 12

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Cleveland Cavaliers

Saídas: JJ Hickson, Joey Graham, Baron Davis (amnistia)
Entradas: Kyrie Irving (draft, nº 1), Tristan Thompson (draft, nº 4), Omri Casspi
Cinco Inicial: Kyrie Irving - Anthony Parker - Omri Casspi - Antawn Jamison - Anderson Varejão
No banco: Ramon Sessions - Daniel Gibson - Tristan Thompson - Ryan Hollins - Semih Erden
Treinador: Byron Scott

Balanço: Reconstrução, reconstrução, reconstrução. A offseason dos Cavs resume-se essencialmente ao draft, onde tinham a 1ª e a 4ª escolha e escolheram Irving (sem surpresas) e Thompson (este surpreendentemente). Depois disso, (porque escolheram um power forward) ainda enviaram Hickson para os Kings em troca de Casspi. Não tinham nenhum objectivo na free agency e o plano é acumular jogadores jovens e desenvolvê-los. E como este ano vão continuar pelo fundo da tabela, no próximo ano devem ter mais uma escolha alta no draft e continuar o plano. Quanto à nota desta offseason, depende da forma como acertaram (ou não) no draft. Com Irving a aposta parece segura, com Thompson menos. Por isso, quando olharmos para trás, vamos ver se esta nota devia ser mais alta ou mais baixa, mas para já:
Nota: 13

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Detroit Pistons

Saídas: Richard Hamilton, Tracy McGrady, Chris Wilcox, Terrico White
Entradas: Brandon Knight (draft, nº 8), Vernon Macklin (draft, nº 52), Damien Wilkins (e escolheram também Kyle Singler no nº 33 do draft, mas este vai ficar até ao fim da época no Real Madrid)
Cinco Inicial: Rodney Stuckey - Ben Gordon - Tayshaun Prince - Charlie Villanueva - Greg Monroe
No banco: Brandon Knight - Will Bynum - Austin Daye - Jason Maxiell - Ben Wallace - Jonas Jerebko
Treinador: Lawrence Frank

Balanço: A parte boa para os Pistons, ao prepararem-se para esta temporada, é que pior do que o ano passado não podia ser. Depois duma temporada para esquecer a todos os níveis (desportivos, disciplinares e executivos), os Pistons sofreram muitas mudanças. Mas não dentro de campo. Mudaram de dono, mudaram de treinador, mas no plantel não foram grandes as mudanças. No backcourt, perderam McGrady e dispensaram Hamilton, mas adicionaram Knight através do draft. Para além disso, o maior objectivo deste offseason foi renovar com todos os seus jogadores que eram free agents (Stuckey, Prince, Jerebko) e esse foi plenamente conseguido. Mas isso não é necessariamente bom. Porque com esta equipa nem vão lutar por alguma coisa no futuro mais próximo nem reconstroem duma vez por todas. E assim esta equipa continua no mesmo limbo do ano passado, algures entre tentar ser competitivos no presente e a reconstrução. E com estas movimentações não fizeram nada para sair daí.
Nota: 9

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Indiana Pacers

Saídas: Mike Dunleavy, TJ Ford, Josh McRoberts, James Posey (amnistia), Brandon Rush
Entradas: David West, George Hill, Jeff Pendergraph, Louis Amundson
Cinco Inicial: Darren Collison - Paul George - Danny Granger - David West - Roy Hibbert
No banco: George Hill - Dahntay Jones - Tyler Hansbrough - Jeff Foster 
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Aqui está um bom exemplo duma construção paciente, adquirindo e acumulando jovens promissores através de drafts e trocas, libertando espaço salarial e, quando já têm a equipa à beira dum salto qualitativo, ir atrás da peça (ou peças) que falta na free agency. Foi o que os Pacers fizeram este ano, onde foram das equipas mais activas e agressivas na procura de jogadores. E acabaram por conseguir um dos melhores big men disponíveis: David West. Até aqui tudo perfeito e uma offseason muito positiva para a equipa de Indiana. Mas hoje surgiu a notícia que trocaram Brandon Rush por Louis Amundson, dos Warriors. E duma equipa equilibrada com boas soluções em todas as posições (3 bases, 3 shooting guards, 3 power forwards, 2 small forwards e 2 postes), passam a uma equipa com menos um shooting guard da rotação regular e com quatro power forwards. De qualquer forma, esta é uma equipa melhor que o ano passado, que irá lutar pelos playoffs e pode causar muitas dificuldades a quem os apanhar aí. Mas este negócio de hoje mancha a offseason (até aqui) imaculada dos Pacers e não permite que a nota final seja ainda melhor. 
Nota: 13

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Milwaukee Bucks


Saídas: Corey Maggette, John Salmons, Keyon Dooling
Entradas: Tobias Harris (draft, nº 19), Jon Leuer (draft, nº 40), Mike Dunleavy, Stephen Jackson, Shaun Livingston, Beno Udrih
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Stephen Jackson - Luc Mbah a Moute - Ersan Ilyasova - Andrew Bogut
No banco: Beno Udrih - Shaun Livingston - Mike Dunleavy - Carlos Delfino - Drew Gooden - Jon Brockman
Treinador: Scott Skiles

Balanço: Esta é outra equipa que promete melhor que o ano passado. Salmons (que foi um fracasso na temporada passada) e Maggette (que é um fução) já lá vão e Stephen Jackson e Mike Dunleavy vão ajudar no calcanhar de Aquiles da equipa, o ataque. E, depois de em 2010-11 ter jogado limitado, Bogut está completamente recuperado da lesão no cotovelo. Para além disso, com Udrih e Livingston  conseguem bons suplentes para render Jennings. E ainda renovaram com o seu excelente defensor, Mbah a Moute. Por isso, tudo razões para acreditar que a defesa pode continuar tão boa como antes e o ataque pode melhorar. Uma boa offseason a que se pode seguir (e em Milwaukee assim se espera) uma boa temporada. 
Nota: 13


Esta vai ser uma divisão mais forte que o ano passado, com uma equipa que luta pelo título e vai ganhar novamente a divisão (Bulls) e duas equipas que se preveem melhores e vão lutar pelos playoffs (Pacers e Bucks). Depois temos as outras duas que vão continuar pelo fundo da tabela (uma para quem isso está dentro do plano - Cavaliers - e outra - Pistons - que, embora não o desejando, não o deve conseguir evitar).


(a seguir: Boletim de Avaliação - Atlantic Division)