Continuando a nossa avaliação da offseason das equipas, hoje terminamos a análise da conferência Este com uma das divisões que mais animou esta free agency e, das três deste lado dos Estados Unidos, aquela que mais manchetes produziu:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - ATLANTIC DIVISION
Boston Celtics
Saídas: Nenad Krstic (para a Russia), Delonte West, Troy Murphy, Glen Davis, Von Wafer
Entradas: JaJuan Johnson (draft, nº 27), E'Twaun Moore (draft, nº 55), Chris Wilcox, Keyon Dooling, Brandon Bass
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Ray Allen - Paul Pierce - Kevin Garnett - Jermaine O'Neal
No banco: Avery Bradley - Keyon Dooling - Sasha Pavlovic - Brandon Bass - Chris Wilcox
Treinador: Glen "Doc" Rivers
Balanço: Com o mesmo (e excelente) cinco inicial, mas todos um ano mais velhos, a questão para os Celtics continua a ser quão frescos esses jogadores vão chegar aos playoffs. Este ano, com a temporada regular mais curta e com 66 jogos condensados em 4 meses, essa questão é ainda mais importante. Allen, Pierce, Garnett e O'Neal já passaram todos os 33 anos e Doc Rivers terá de gerir o seu esforço ao longo da temporada regular para chegarem a Abril no seu melhor. Por isso, o maior objectivo em Boston nesta offseason era (ou deveria ter sido) reforçar o banco e encontrar jogadores que lhes permitissem poupar os seus veteranos All Star. Mas não foram muito bem sucedidos nisso. Perder Jeff Green por toda a temporada devido a um problema no coração foi um azar que ninguém previa (e Green era um elemento fundamental para este ano, pois seria o seu sexto homem, o melhor jogador da segunda unidade e que teria de certeza muitos minutos com a primeira unidade), mas independentemente disso precisavam mais ajuda no banco. E o percurso a que se assistiu em Boston foi o inverso: saíram bons suplentes (West, Krstic, Glen Davis) e não entraram substitutos à altura (Bass é um bom reforço - embora tenhamos dúvidas que seja melhor que Davis - e Dooling pode dar minutos de descanso a Rondo - mas este é o jogador do cinco que menos precisa desse gestão de esforço - mas para além disso não há muitas mais opções fiáveis no banco e o frontcourt, especialmente a poste, está muito desfalcado). Não foi uma boa offseason para os lados do TD Garden.
Nota: 9
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New Jersey Nets
Saídas: Brandan Wright, Sasha Vujacic (para a Turquia), Travis Outlaw (amnistia)
Entradas: Marshon Brooks (draft, nº 25), Bojan Bogdanovic (draft, nº 31), Jordan Williams (draft, nº 36), Shelden Williams, Shawne Williams, Ime Udoka
Cinco Inicial: Deron Williams - Anthony Morrow - Shawne Williams - Kris Humphries - Brook Lopez
No banco: Jordan Farmar - Damion James - Shelden Williams - Johan Petro
Treinador: Avery Johnson
Balanço: A quatro dias do início da temporada, os Nets são ainda uma incógnita e qualquer avaliação da sua offseason arrisca-se a ficar desactualizada rapidamente. Isto porque os rumores sobre uma troca por Dwight Howard continuam e se isso acontecer esta equipa e esta offseason vão ser totalmente diferentes. Desde a offseason passada (ou desde que Mikhail Prokorov comprou a equipa) que o objectivo foi libertar o máximo de espaço salarial para ir atrás de super estrelas. E desde aí que os Nets têm presença garantida em todos os rumores de trocas e em todos os posíveis destinos para qualquer free agent de topo. Foi assim com Lebron e com Carmelo o ano passado e é assim com Howard este ano. Até agora o único que conseguiram, Deron Williams, é free agent no final desta temporada e obejctivo é conseguir mais uma estrela para juntar a ele (e para o convencer a ficar). Até agora, pouco mais têm que isso. Têm o potencial para fazer algo grandioso, mas isso ainda não saiu do papel e a equipa está apenas marginalmente melhor. Se conseguirem Howard, a nota terá de ser muito melhor que esta, mas para já não podem levar mais que:
Nota: 10
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New York Knicks
Saídas: Derrick Brown, Anthony Carter, Roger Mason, Shawne Williams, Shelden Williams, Andy Rautins, Ronny Turiaf, Chauncey Billups (amnistia)
Entradas: Iman Shumpert (draft, nº 17), Josh Harrelson (draft, nº 45), Jerome Jordan (draft 2010, nº 44), Tyson Chandler, Baron Davis, Mike Bibby,
Cinco Inicial: Baron Davis - Landry Fields - Carmelo Anthony - Amare Stoudamire - Tyson Chandler
No banco: Mike Bibby - Iman Shumpert - Bill Walker - Jared Jeffries
Treinador: Mike D'Antoni
Balanço: Se houve equipa activa nesta offseason e que mexeu e remexeu na equipa foram os Knicks. Os inquilinos do Madison Square Garden são, junto com os Nets, outra das equipas que adoptou a estratégia de libertar o máximo de espaço salarial para ir atrás de super estrelas. E até agora tiveram mais sucesso que os seus vizinhos. Depois de adicionarem Stoudamire e Carmelo no ano passado, este ano voltaram a conseguir um dos maiores nomes disponíveis nesta free agency. Com Tyson Chandler melhoram um dos seus pontos mais fracos, a defesa. Tiveram de abdicar de Billups para o conseguir, mas conseguiram (de certa forma) compensar a sua saída com a contratação de Baron Davis e Mike Bibby. Têm dois bases experientes, dois jovens promissores a shooting guard (Fields e Shumpert) e um dos melhores frontcourts da liga (senão o melhor). Falta-lhes alguma profundidade (e isso é ainda o que os separa de lutar pelo título), mas não dá para fazer tudo duma vez. Foi sem dúvida, mais uma boa offseason para os Knicks.
Nota: 14
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Philadelphia 76ers
Saídas: Jason Kapono
Entradas: Nikola Vucevic (draft, nº 16), Lavoy Allen (draft, nº 50)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Evan Turner - Andre Iguodala - Elton Brand - Spencer Hawes
No banco: Lou Williams - Jodie Meeks - Andres Nocioni - Thaddeus Young - Nikola Vucevic
Treinador: Doug Collins
Balanço: Não foi uma offseason muito activa para os Sixers. O seu principal objectivo era renovar com Thaddeus Young, o que conseguiram. Renovaram também com os outros dois free agents da equipa, Spencer Hawes e Toni Battie, e o único jogador que saiu foi Kapono, que era pouco utilizado na rotação. E no draft seleccionaram Vucevic, um poste à europeia (com boa técnica individual e bom lançamento) que pode ganhar o lugar a Hawes com o decorrer da temporada. Mas para além disso, não fizeram mais nada. Foram conservadores e mantiveram praticamente o mesmo plantel, o que no caso duma equipa mediana como esta, não é necessariamente uma coisa boa.
Nota: 10
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Toronto Raptors
Saídas: Sonny Weems (para a Lituânia)
Entradas: Jonas Valanciunas (draft, nº 5), Gary Forbes, Rasual Butler, Anthony Carter, Aaron Gray, Jamal Magloire
Cinco Inicial: Jose Calderon - DeMar DeRozan - James Johnson - Amir Johnson - Andrea Bargnani
No banco: Jerrid Bayless - Leandro Barbosa - Linas Kleiza - Ed Davis - Jamal Magloire
Treinador: Dwane Casey
Balanço: Nesta divisão, parece que os Celtics, Knicks e Nets ficaram com todo o espaço disponível nas manchetes, pois tanto os Sixers como os Raptors andaram muito quietos e silenciosos nesta offseason. No caso dos canadianos, para já, não vão a mais lado nenhum que não a reconstrução. Continuam a recrutar jogadores no draft e a juntar jogadores jovens para desenvolver (embora o deste ano, Valanciunas, vá continuar na Lituânia para já, só deve vir para o ano), por isso não tinham grandes objectivos nesta free agency. A sua offseason ficou pelo draft e por algumas contratações de jogadores entre o "mediano" e o "fundo do banco" para completar a equipa. A melhor delas pode ter sido Gary Forbes, um extremo ainda jovem (26 anos) que na temporada passada nos Nuggets mostrou algum potencial. Vão continuar pelo fundo da divisão e para o ano têm mais uma escolha alta e mais recrutamento para fazer no draft. E vão guardar o espaço salarial que têm para quando tiverem esta equipa já mais desenvolvida e precisarem dumas peças para a complementar. Até lá é esperar.
Nota: 10
Uma equipa muito veterana já na fase descendente com a sua última oportunidade de lutar por um título (Boston), outra, pelo contrário, na fase ascendente e que tenta formar uma equipa para lutar por esse título (Knicks), uma outra que vamos ver o que dá (Nets), outra ainda que vai aos playoffs, mas vai continuar pela mediania da primeira ronda (Sixers) e uma última que, para já, é carne para canhão.
É uma divisão com os lugares bem definidos, com duas equipas para lutar pelo primeiro lugar, duas a meio da tabela e outra condenada ao último lugar.
(a seguir viajamos para a costa oposta e para uma divisão que animou ainda mais esta free agency: Boletim de Avaliação - Pacific Division)