3.12.11

Os maiores candidatos à amnistia


Uma das novidades do novo Acordo Colectivo (CBA) é a cláusula de amnistia, que vai dar a cada equipa a possibilidade de dispensar um jogador e ver o respectivo salário descontado no salary cap. A equipa terá na mesma de pagar o resto do contrato ao jogador, mas esse salário não vai contar para o tecto salarial da equipa.

Cada equipa poderá usar esta cláusula apenas uma vez durante a duração deste CBA (que vai ser assinado por 10 anos com a possibilidade de qualquer uma das partes poder denunciá-lo ao fim de 6 anos; sim, daqui a 6 anos podemos ter outra novela de CBA's e lockouts) e após a activação da cláusula, duas coisas podem acontecer: o jogador pode ser leiloado entre as outras equipas ou pode tornar-se free agent.

No primeiro cenário, quando a equipa activa a cláusula, o contrato do jogador mantém-se activo e as outras equipas podem oferecer-se para pagar uma parte desse contrato. Como num leilão, cada equipa faz a sua oferta e a que fizer a melhor fica com o jogador. Por exemplo, se a amnistia for usada num jogador que ganha 15 milhões/ano e uma equipa se oferecer para pagar metade desse valor, então a equipa onde ele jogava terá de lhe pagar 7.5 milhões (que não vão contar para o salary cap da equipa) e a sua nova equipa terá de lhe pagar os outros 7.5 milhões (que contarão para o salary cap dessa equipa).

Se não existirem ofertas, então o jogador torna-se free agent e é livre de assinar outro contrato com outra equipa. Ora desde que esta nova regra foi anunciada que surgiram logo candidatos. É preciso recordar que a cláusula não tem de ser usada este ano e a maioria das equipas não a irão usar já. Mas há uns jogadores com contratos bem gordos e produção bem magra que as equipas respectivas devem estar mortinhas por se livrar e libertar esse espaço salarial. E estes são os maiores candidatos:



Brandon Roy
O nome que vem logo à cabeça quando falamos de amnistia (bem, este e o próximo). O salário de super-estrela (31m nos próximos 2 anos) e a quase certeza de que nunca mais será uma parecem não deixar outra alternativa aos Blazers. 15 milhões/ano dá para contratar um All Star e, seja já este ano ou no próximo, o destino de Roy está traçado.

Gilbert Arenas
Este, claro, é o outro nome que vem logo à cabeça. Ainda lhe restam dois anos do contrato gigantesco que assinou com os Wizards (100m por 6 anos) antes das lesões no joelho. Depois nunca mais foi o mesmo jogador e 20 milhões de dólares por temporada dá para os Magic arranjarem muita ajuda para Dwight Howard. E se querem que ele fique em Orlando, vão ter de lhe arranjar ajuda. O destino de Arenas também está traçado.

Mike Miller
Os Heat querem ir à pesca nesta free agency e o único isco que têm neste momento é a mid level exception, que pode ser curta para conseguirem o(s) jogador(es) que precisam. Por isso, os mais de 5m/ano (nos próximos 3 anos) de Miller podem dar um jeitão. O caso de Miller não está traçado como os anteriores, mas não nos parece que Pat Riley deixe passar a oportunidade de ganhar esse espaço salarial e ir atrás dum jogador melhor.

Brendan Haywood
O contrato de Haywood (33m nos próximos 4 anos) tornam-no num candidato perfeito, mas com a incerteza do regresso de Tyson Chandler, os Mavs não vão arriscar ficar sem os dois postes. Por isso, epara já, Haywood não vai ser amnistiado. Mas se Chandler renovar, o contrato de Haywood não deve sobreviver na próxima época. Oito, nove milhões não é muito por um poste titular, mas por um suplente é de certeza.

Rashard Lewis
Outro dos contratos que simbolizam os erros que os general managers querem apagar com a criação desta cláusula. Lewis é o segundo jogador mais bem pago (!) da NBA, com 22m este ano e 23m no próximo. Mas, apesar disso, este ano os Wizards não activam a cáusula de certeza. Mesmo com este contrato gigantesco estão abaixo do salary cap e estão em processo de reconstrução com os seus jovens jogadores. Lewis pode ser uma presença veterana importante no balneário. E vão guardar o espaço salarial para a free agency de 2012, onde estão os grandes peixes.

Baron Davis
Idem para o base dos Cavs. Mesmo com o seu contrato (27m/2 anos) estão abaixo do salary cap e não estão com pressa para ir a lado nenhum. Davis pode ensinar qualquer coisa a Kyrie Irving e, para além disso,  os Cavs preferem tentar uma troca e ganhar alguma coisa em troca. A equipa está em reconstrução e não precisam de espaço salarial. Precisam sim, de escolhas no draft e jogadores novos. Por isso, este ano não vão amnistiá-lo de certeza. Se não o conseguirem trocar até ao próximo ano, aí então devem fazê-lo.

4 comentários:

  1. Ótimo post. Também estão bem cotados o DeSagana Diop, Ryan Gomes, Travis Outloaw, Andres Nocioni e o Josh Childress. Além da situação dos Lakers, que falam em usar a cláusula no Luke Walton ou no Metta World Peace (?!?!).

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  2. usarem no Artest (ou agora Metta World Peace como disseste) parece-me extremamente improvável, impensável até.

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  3. Sim, eu apenas destaquei os maiores candidatos, mas há mais jogadores que podem ser amnistiados. Quase todas as equipas têm algum jogador que não se importavam de retirar do salary cap. Mas a cláusula pode ser usada apenas uma vez na duração deste CBA e a maioria delas vai esperar pela melhor oportunidade para a usar.

    Em relação aos Lakers em particular, não será impensável usarem no Ron Artest/Metta World Peace, até porque os Lakers estão a esgotar os cartuchos deste grupo e são uma equipa que tem de apostar a curto prazo neste grupo de jogadores já veteranos.
    E libertar os 20m/3 anos do Artest/World Peace ou os 11m/2 anos do Luke Walton para conseguir contratar um Tayshaun Prince, um Shane Battier, um Caron Butler, um Kirilenko ou mesmo um Grant Hill pode ser algo que lhes passe pela cabeça.

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  4. Pois, realmente. O Luke Walton parece-me fazer todo o sentido. E o Ron Artest a sair tem que ser bem compensado, e naquilo que é (ou pelo menos era) o modelo dos Lakers, parece-me que o Battier encaixaria muito bem no seu lugar. O Kirilenko também, mas esse encaixa bem em todas as equipas na minha opinião, só que também é extremamente bem pago.

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