30.10.12

League Pass Grátis


Como alguns de vocês já referiram (aqui e na nossa página no Facebook), o League Pass é gratuito até ao dia 7 de Novembro. Até à próxima semana, podem ver todos os jogos (em directo ou em diferido, completos ou em versão resumida), em óptima qualidade e de borla. Só têm de se registar aqui. É aproveitar!



(e entretanto, também já temos boas novas da Sport TV e confirma-se a transmissão de mais uma temporada da NBA no canal português. Para começar, o apetitosíssimo Heat x Celtics, a partir das 00:00)

Bola ao ar para mais uma temporada


É hoje! Eles estão preparados. E vocês?



28.10.12

Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder


Acordámos hoje com grandes novidades na NBA: os Thunder, incapazes de chegar a acordo com James Harden para a renovação de contrato, decidiram enviá-lo para Houston (junto com Cole Aldrich, Daequan Cook e Lazar Hayward) em troca de Kevin Martin, Jeremy Lamb, duas primeiras rondas e uma segunda ronda. É uma movimentação surpreendente da equipa de OKC que nos faz antecipar a análise da sua offseason. A equipa que se seguia nos Boletins de Avaliação eram os Wolves, mas com esta notícia vamos saltar já para os Thunder (e rever também a nota dos Rockets).

Por isso, já a seguir: análise desta troca e Boletim de Avaliação - OKC Thunder.



(e vamos lá a aceitar os convites que faltam na Fantasy League, pessoal!)

______


Escrevemos na análise da offseason dos Rockets que, apesar de terem tentado bastante, não tinham ficado nem um bocadinho mais perto de sair do limbo de meio da tabela onde andavam há várias épocas. Não conseguiram a estrela que procuravam e tiveram de se contentar com dois jogadores medianos e que não serão as estrelas à volta das quais podem construir uma equipa.

Pelo meio conseguiram boas peças secundárias (Shaun Livingston, Carlos Delfino, Gary Forbes) e conseguiram montar um bom banco. Só lhes faltava um cinco de topo. E uma estrela. Pois bem, podem ter conseguido uma esta noite. James Harden é um jogador ainda muito jovem (23 anos), que já é um shooting guard de topo e tem ainda margem de progressão e potencial para se tornar um dos melhores da liga.

Conseguiram-no em troca de um shooting guard veterano no seu último ano de contrato e que não fazia parte dos planos da equipa para o futuro e outro shooting guard jovem, mas que não tem metade do potencial de Harden. Harden era o Sexto Homem em OKC e apenas a terceira arma ofensiva da equipa. Mas já tinhamos dito aqui (quando se falou no interesse dos Magic) que ele seria uma estrela noutra equipa. E como titular e primeira arma ofensiva em Houston pode confirmar isso mesmo.

Os Rockets conseguem uma peça central para a sua reconstrução (e parecem dispostos a oferecer-lhe o contrato máximo que ele queria para renovar) e ainda ficam com espaço salarial na próxima offseason para outro contrato grande. Ainda têm muito caminho até sair daquele meio da tabela, mas, ao contrário de há um mês atrás, estão um bocado mais perto.

Nota depois desta troca: 10


E para os lados de OKC, onde os deixa esta troca?

BOLETIM DE AVALIAÇÃO - OKC THUNDER



Saídas: James Harden, Derek Fisher, Nazr Mohammed, Royal Ivey, Daequan Cook e Lazar Hayward
Entradas: Kevin Martin, Jeremy Lamb, Hasheem Thabeet, DeAndre Liggins e Perry Jones III (28ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Thabo Sefolosha - Kevin Durant - Serge Ibaka - Kendrick Perkins
Banco: Eric Maynor - Kevin Martin - Perry Jones III - Nick Collison - Hasheem Thabeet
Treinador: Scott Brooks

Balanço: O objectivo dos vice-campeões nesta offseason era óbvio: manter intacto o núcleo do seu plantel. Porque já tinham uma das melhores equipas da liga e porque essa equipa era também ainda uma das mais jovens. Com este grupo estavam orientados por vários anos e só precisavam de continuar a polir as arestas à volta. 
Por isso, com as opções de extensão dos contratos de Serge Ibaka e James Harden a terminar no final de Outubro (se não os renovassem até lá, seriam free agents com restrições no próximo ano), conseguir manter os dois na equipa era o objectivo número um. 

Mas antes disso, ainda vinha o draft e os Thunder podem ter conseguido um dos roubos deste ano. Perry Jones III é um talento do top 5, mas preocupações com um problema no joelho e com a sua motivação e disciplina de treino fizeram-no cair até ao fim da primeira ronda. Não é uma aposta certa, mas a possibilidade de conseguir um jogador tão bom numa posição tão baixa era boa depois para desperdiçar. E é uma aposta onde têm muito mais a ganhar do que a perder.

Na free agency, começaram por deixar sair os free agents que estavam na equipa: Fisher, Mohammed e Ivey. Fisher e Ivey porque este ano já tinham Eric Maynor disponível (e Maynor é um dos melhores bases suplentes da NBA) e Mohammed porque preferiram uma opção mais barata para poste suplente.

Tudo para o grande objectivo do Verão: renovar com Ibaka e Harden. Começaram por Ibaka (que era o mais barato dos dois e com essa questão resolvida, sabiam quanto podiam oferecer a Harden) e por lhe oferecer 48 milhões por 5 anos (e cerca de 9 milhões por um dos melhores defesas da liga e um jogador que continua a evoluir bastante todos os anos, pode daqui a uns anos ser uma pechincha).

Faltava Harden. E foi quando as coisas se complicaram. O Sexto Homem do Ano pretendia um contrato máximo, os Thunder não queriam pagar tanto pelo terceiro jogador da equipa e, na impossibilidade de um acordo, recorreram a um (surpreendente) plano de recurso.

E trocaram-no por Kevin Martin. Que é uma solução de curto prazo e lhes garante esta época, mas não mais do que isso. Martin consegue garantir os 16.8 pontos a partir do banco que Harden lhes dava, mas é um jogador no último ano de contrato, já no pico da carreira e sem margem de progressão, e que não fará parte dos planos dos Thunder a longo prazo.

Ficaram piores? No imediato talvez não, mas vão ter de ir às compras no próximo ano. Se mantivessem Harden, tinham o trabalho feito por muitos anos. Assim, têm trabalho para fazer para compensar a sua saída. Trocaram a certeza de um núcleo para vários anos pela incerteza do mercado. Para já, contêm as perdas e a nota não é negativa, mas só no próximo ano vamos saber se essa nota sobe ou desce.

Nota: 10


(a seguir, voltando à ordem alfabética: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

27.10.12

Drafts Fantasy League


URGENTE:
Pessoal, alguns de vocês ainda não aceitaram o convite para a Fantasy League. Relembro que uma liga tem de estar completa para se realizar o draft, por isso a quem ainda não aceitou o convite e ainda não criou a equipa, peço que o façam urgentemente. 


Preciso que, quem ainda não o fez, confirme a inscrição o mais rápido possível. Se até amanhã de manhã não o tiverem feito, terei de vos substituir por outro participante. Quem quiser entrar no lugar de alguém que não confirme a inscrição até amanhã de manhã deixe aí o email nos comentários (mas preciso que estejam preparados para confirmar a participação e aceitar o convite assim que o enviar. Por isso, só deixem aí o email se quiserem mesmo participar, porque precisamos de fazer o resto dos drafts amanhã e segunda).

25.10.12

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


Enquanto nos aproximamos rapidamente do início da temporada regular (6 dias! Já só faltam 6 dias!) e enquanto as equipas continuam a olear as suas máquinas nos jogos de pré-temporada, vamos continuar a analisar como equiparam essas mesmas máquinas para a época que aí vem. E hoje, para iniciar a ronda pela Northwest Division, vamos até ao Colorado:


Denver Nuggets

Saídas: Arron Afflalo, Al Harrington, Chris Andersen e Rudy Fernandez
Entradas: Andre Iguodala, Anthony Randolph, Evan Fournier (20ª escolha no draft) e Quincy Miller (38ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - Andre Iguodala - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - JaVale McGee
Banco: Andre Miller - Corey Brewer - Wilson Chandler - Anthony Randolph - Timofey Mosgov
Treinador: George Karl

Balanço: Os Denver Nuggets são um caso atípico nesta liga. Não só deram um exemplo de como sobreviver à saída da maior estrela da equipa, como dão um exemplo de como, nesta liga de super-estrelas, construir um plantel de topo sem uma única super-estrela. Se eram bons com Carmelo Anthony, (estranhamente, ou não) ficaram ainda melhores sem ele.

Enquanto o modelo que todas as outras equipas seguem é o de uma dupla ou tripla de estrelas (a moda agora são os Big Threes) rodeada de jogadores secundários e complementares, o modelo dos Nuggets é por comité. Nenhuma super-estrela, mas vários jogadores acima da média a contribuir para o mesmo. No ano passado, não tiveram ninguém que marcasse mais de 16 pontos por jogo, mas tiveram sete jogadores com mais de dez pontos de média e mais quatro com mais de oito pontos.

E se no ano passado conseguiram montar uma equipa muito competitiva que levou os Lakers até ao sétimo jogo na 1ª ronda dos playoffs, que poderão fazer este ano?

Para começar a offseason, escolheram no draft Evan Fournier e Quincy Miller. Nada de espectacular e nenhum que, provavelmente, vá contribuir imediatamente. O francês foi uma surpresa ao ser escolhido tão cedo, mas dá-lhes uma opção de shooting guard mais tradicional (e quando perderam Afflalo não tinham mais nenhum).

Na free agency, renovaram com Andre Miller (um jogador, como muitos desta equipa, subvalorizado, mas um dos playmakers mais regulares da última década e um suplente de luxo) e contrataram Anthony Randolph (um cabeça oca e uma desilusão por todos os lados onde passou até agora, mas mais um big atlético e perfeito esta equipa e uma aposta barata que pode ter um grande retorno). 

Renovaram também com JaVale McGee, oferecendo-lhe um contrato exagerado se pensarmos no que McGee é, mas que pode não ser se pensarmos no que ele pode ser. Para além disso, nesta liga, os postes pagam-se caro e recebem sempre mais do que produzem e este é um big perfeito para esta equipa. Não é fácil encontrar um poste com velocidade e atleticismo para acompanhar o sistema de jogo rápido e de transição de George Karl e não encontram melhor que McGee para correr com estes Nuggets.

Até aqui era uma offseason competente, mas nada de espectacular. E depois veio a troca por Iguodala. Em troca de um shooting guard mediano e um veterano em fase descendente (e que, para além dos pontos, em pouco ou nada contribuía), conseguem mais um um jogador subvalorizado, mas com talento All Star e que é mais uma adição perfeita para esta equipa. É uma estrela que não é estrela, que marca, ressalta, assiste, defende e faz um pouco de tudo dos dois lados do campo. Vai melhorar muito a área onde mais precisavam, a defesa (e Iguodala pode defender desde bases a power forwards exteriores - o stretch four) e vai contribuir também no ataque. 

Foi uma offseason certeira e à imagem da equipa: com movimentações subvalorizadas, mas que encaixam que nem uma luva neste sistema.

Nota: 13


(a seguir: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

24.10.12

Pontuação Fantasy League


Depois de escutadas as vossas sugestões e de reflexão sobre o assunto, aqui fica então o sistema de pontuação que decidimos usar na Fantasy League: vamos manter o sistema de pontos totais (Total Season Points; é mais simples que o Rotisserie e, na nossa opinião, mais fiel ao jogo real, pois não estamos a jogar por categorias, mas sim por jogadores), mas com algumas alterações para não beneficiar em demasia categorias estatísticas como pontos ou ressaltos. 

Vamos então dar mais pontos pelas assistências, roubos de bola e desarmes e vamos também dar pontos extra pelos duplos-duplos e pelos triplos-duplos. Assim, jogaremos em Total Season Points, com os seguintes parâmetros:



23.10.12

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


Para terminar a ronda pela Southwest Division voltamos ao Texas e vamos ver como foi o Verão dos veteranos Spurs:


San Antonio Spurs

Saídas: James Anderson
Entradas: Derrick Brown, Nando de Colo, Josh Powell e Eddy Curry
Cinco Inicial: Tony Parker - Manu Ginobili - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Boris Diaw
Banco: Patty Mills - Gary Neal - Danny Green - Stephen Jackson - DeJuan Blair - Tiago Splitter - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: O momento mais animado da offseason da equipa de Gregg Popovich foi provavelmente a apresentação dos novos equipamentos. Basta olhar para as entradas e saídas para perceber que não aconteceu muito este Verão para os lados de San Antonio. E se pensarmos que dos quatro nomes na lista das entradas apenas dois vão ficar no plantel deste ano, a lista de nomes é ainda mais pequena (Nando de Colo é um deles e a outra e última vaga está, como Popovich já afirmou publicamente, entre Eddy Curry e Derrick Brown).

Apenas saiu um jogador do fundo do banco e entram dois que vão também para lá. E os Spurs ficaram com praticamente/exactamente a mesma equipa do ano passado. E esse foi o único objectivo para esta offseason: manter essa equipa. O que, obviamente, não é mau, pois já tinham um dos melhores e mais profundos plantéis da liga. 

Tinham apenas uma escolha na segunda ronda do draft (a 59ª e penúltima, que usaram em Marcus Denmon - que não ficou na equipa) e na free agency limitaram-se a segurar os seus free agents. Renovaram com Tim Duncan e asseguraram que ele termina a carreira em San Antonio, renovaram com Danny Green, Boris Diaw e Patty Mills e contrataram a sua escolha no draft de 2009, Nando de Colo.

E é isso. O que não torna fácil a missão de lhes dar uma nota pela offseason. Não melhoraram nada a equipa do ano passado, mas devemos dar-lhes uma nota negativa por isso? Ou devemos dar-lhes uma nota positiva por se terem mantido firmes e decidido dar mais uma oportunidade a um já excelente grupo (que sim, está um ano mais velho, mas foram, até àquelas quatro derrotas seguidas com os Thunder, a melhor equipa da temporada passada)? 

Os quatro últimos jogos da temporada foram uma excepção e uma anormalidade que não se vai repetir e os Spurs vão lutar pelo título mais uma vez (e aí a nota deste plano será muito positiva) ou este grupo já nao consegue ir mais longe e deviam começar a fazer mudanças (e aí a nota deste plano será negativa)? Deixo a resposta (e a nota) para vocês. Digam-me de vossa justiça.

Nota: ?


(a seguir: Northwest Division - Denver Nuggets)

22.10.12

Inscrições Fantasy League


Pessoal, a adesão tem sido espectacular e temos já 10 (!) ligas completas. Infelizmente vamos ter de encerrar as inscrições, pois o site da ESPN tem um limite de 10 ligas por utilizador. Por isso, não posso criar mais ligas e vamos ter de fechar a Fantasy League SeteVinteCinco com o bonito número de uma dezena de ligas e 191 equipas participantes.

A menos que alguém queira criar mais...


21.10.12

Boletim de Avaliação - New Orleans Hornets


Da terra do rei do rock and roll para a terra do jazz. Hoje vamos até à Big Easy fazer o balanço de um Verão muito animado:


New Orleans Hornets

Saídas: Emeka Okafor, Trevor Ariza, Chris Kaman, Marco Belinelli, Jarret Jack, Carl Landry e Gustavo Ayon
Entradas: Ryan Anderson, Robin Lopez, Hakim Warrick, Roger Mason, Solomon Alabi, Anthony Davis (1ª escolha no draft), Austin Rivers (10ª escolha no draft), Darius Miller (46ª escolha no draft) e Brian Roberts (undrafted)
Cinco Inicial: Greivis Vasques - Eric Gordon - Ryan Anderson - Anthony Davis - Robin Lopez
Banco: Austin Rivers - Xavier Henry - Al-Farouq Aminu - Hakim Warrick - Jason Smith - Solomon Alabi
Treinador: Monty Williams

Balanço: Depois duma muito atribulada temporada de 2011-12, depois de terem perdido o dono e serem detidos a título provisório (que se estendeu por todo o ano) pela NBA e depois de terem perdido as suas duas estrelas (Chris Paul e David West), do que é que estes Hornets não precisavam? 

Estavam num limbo de incerteza, com a construção da equipa congelada e precisavam urgentemente de definir a situação da propriedade da equipa. Essa parte ficou tratada antes mesmo da offseason começar quando o dono da equipa de futebol americano da cidade, os Saints, chegou a acordo com a liga e tornou-se também dono dos Hornets. A partir daí, era tempo de começar a construção do zero (ou perto disso).

E o que é que qualquer equipa precisa quando começa do zero? Uma estrela à volta da qual construir a equipa. Essa parte ficou também tratada quando ganharam a lotaria do draft e ficaram com a primeira escolha. E a decisão foi fácil: Anthony Davis é um daqueles talentos que aparece uma vez em cada geração e a estrela que precisavam.

No mesmo dia juntaram-lhe um companheiro para o exterior, Austin Rivers, e se o filho de Doc Rivers aprender a passar a bola e a jogar como point guard, podem ter aqui outra peça central para o futuro. Porque a meter a bola no cesto e a marcar pontos não parece ter problemas. A sua posição natural é a de shooting guard, mas os Hornets seleccionaram-no para ser o seu base por muitos e bons anos, porque o lugar de segundo base já estava reservado para Eric Gordon. Não é, por isso, uma escolha tão certa ou segura como a de Anthony Davis e é uma que vamos ter de esperar para ver.

Já tinham dono, já tinham uma estrela e um futuro escudeiro, do que precisavam mais a caminho da free agency? Segurar a outra estrela que já tinham na equipa.  Por isso, o passo seguinte era livrarem-se de todos os veteranos e todos os contratos grandes que tinham para ter o máximo de espaço salarial e a máxima flexibilidade para renovar com Eric Gordon e rodear de ajuda a futura espinha dorsal da equipa. 

Mandaram Okafor e Ariza para Washington em troca de Rashard Lewis e dispensaram Lewis (e o seu gigantesco contrato) imediatamente. E continuaram a razia na folha de ordenados ao mandarem Jarret Jack para os Warriors.

Embora com alguma atribulação (Gordon queria ir para Phoenix), a parte de segurar a outra estrela da equipa ficou tratada com a renovação do shooting guard por 5 anos. Era tempo de ir procurar ajuda para os pilares da equipa e continuar a formar um núcleo. E assim contrataram o Most Improved Player da temporada passada, Ryan Anderson. 

Rivers-Gordon-Anderson-Davis já é qualquer coisa apresentável, embora vá ser precisa alguma ginástica de Monty Williams para encaixar estas peças. Anderson e Davis são originalmente power forwards e apesar de Davis poder fazer minutos a poste e Anderson fazer minutos a small forward, nenhum deles será o melhor-que-podem-ser nessas adaptações. 

Fazendo um resumo muito rápido da offseason dos Hornets: encontraram um dono, conseguiram uma estrela, renovaram com a outra estrela, adicionaram uma possível estrela (Rivers), adicionaram mais uma peça segura para o núcleo (Anderson), livraram-se de todos os contratos grandes que tinham e têm espaço salarial para gastar. Ainda há muito trabalho a fazer (a equipa é ainda muito curta e algumas das principais peças ainda precisam de desenvolvimento) e este foi apenas o primeiro ano da reconstrução. Mas para quem começou do zero, não é um começo nada mau.

Nota: 12


(a seguir: Southwest Division - San Antonio Spurs)

Draft Fantasy League SeteVinteCinco


E já seguiram 158 convites para a Fantasy League SeteVinteCinco! Até agora já temos 8 ligas completas e temos mais 14 vagas por preencher na nona (quem ainda quiser participar pode clicar aqui em cima no ícone da liga e deixar o email na caixa de comentários do post).

Já podem criar as vossas equipas e ver o horário do draft da vossa liga. Um pedido apenas quando criarem as equipas: podem dar asas à criatividade no nome da equipa, mas agradecia que, no nome do dono da equipa, não usassem pseudónimos e colocassem o nome verdadeiro (primeiro e último). Obrigado e boa sorte a todos!

19.10.12

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


Enquanto continuam as inscrições para a nossa Fantasy League (em menos de 24 horas já dobrámos as 60 participações do ano passado e durante o fim de semana e o início da próxima semana vamos enviar os emails para criarem as equipas), vamos regressar aos Boletins de Avaliação, seguindo pela Southwest Division e indo hoje até à terra do rei do rock and roll:


Memphis Grizzlies

Saídas: OJ Mayo e Dante Cunningham
Entradas: Jerryd Bayless, Wayne Ellington, Jerome Jordan, Tony Wroten (25ª escolha no draft) e Michael Dunigan (undrafted)
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Rudy Gay - Zach Randolph - Marc Gasol
Banco: Jerryd Bayless - Tony Wroten - Wayne Ellington - Quincy Pondexter - Marreese Speights - Darrell Arthur - Hamed Haddadi
Treinador: Lionel Hollins

Balanço: Os Grizzlies já tinham uma boa equipa montada e as grandes decisões (renovar com Rudy Gay, Zach Randolph e Marc Gasol) já tinham sido tomadas em offseasons anteriores. Como acontece com qualquer equipa nesta posição, com um núcleo sólido e estabelecido e um bom cinco inicial, o objectivo nesta offseason era limar as arestas. Reforçar o banco e melhorar a profundidade da equipa e encontrar um ou outro especialista para áreas específicas. 

Mas não tinham grande margem de manobra para conseguir fazer isso. Com uma grande fatia do  espaço salarial já tomada pelos seus principais jogadores, não lhes restava muito para irem atrás de grandes free agents. E não tinham também muito espaço de manobra para manter o seu principal free agent, OJ Mayo. A proposta que Mayo recebeu dos Mavs era demais para os Grizzlies pagarem por um jogador suplente e que nunca se tornou no jogador que eles esperavam. E deixaram-no ir.

Não foram, portanto, grandes pretendentes na free agency e as movimentações ficaram-se pela contratação baratinha de Jerryd Bayless e pela troca de Dante Cunningham (um jogador de uma posição onde já têm várias soluções) por Wayne Ellington. 

Nenhuma das movimentações vai revolucionar a equipa, mas foram duas movimentações seguras (e necessárias depois da saída de Mayo) e que dão mais profundidade ao backcourt.

Sem espaço de manobra na free agency, a melhor oportunidade que tinham de melhorar a equipa era no draft. Aí escolheram, mais uma vez, para a área onde tinham mais necessidade, o backcourt, e com uma escolha baixa (25ª) podem ter conseguido um bom jogador. Tony Wroten deu boas indicações durante o Verão e embora isso valha o que vale, parece ser um bom jogador que tanto pode ser utilizado como shooting guard ao lado de Mike Conley, como pode jogar a point guard e render este. 

Para além das movimentações no exterior, também renovaram os contratos de Hamed Haddadi, Darrell Arthur e Marreese Speights. Mais uma vez, nenhuma movimentação que vá revolucionar a equipa, mas movimentações seguras e que mantém a profundidade do frontcourt.

Apesar de terem reforçado o backcourt e compensado a saída de OJ Mayo, continuam a faltar bons atiradores. Essa era uma das maiores lacunas da equipa na temporada passada e este ano assim vai continuar (e pode ainda piorar, pois isso era uma das coisas que Mayo fazia melhor). Era a área onde precisavam mais urgentemente de um especialista e não conseguiram nenhum.

No fim de contas, não foi a melhor nem a mais animada offseason. Mas também, sem mexer no núcleo da equipa, não tinham muito por onde se virar. Limaram (ou tentaram limar) um pouco as arestas, mas, mais coisa menos coisa, ficaram mais ou menos na mesma.

Nota: 10


(a seguir: Southwest Division - New Orleans Hornets)

18.10.12

Fantasy League SeteVinteCinco 2012-13


Estamos de volta! E antes de voltarmos aos Boletins de Avaliação, vamos à edição desta temporada da Fantasy League SeteVinteCinco. À semelhança do ano passado, vamos fazer a nossa liga no Fantasy Basketball da ESPN, mas este ano ficarei pessoalmente responsável pela gestão da(s) liga(s). 

E participar é muito fácil: é só deixarem o vosso email aqui em baixo nos comentários e enviarei os convites para criarem a vossa equipa. Como sabem o número máximo de equipas por liga é de 20, por isso as inscrições serão feitas por ordem de chegada. Quando a primeira liga estiver preenchida, criarei outra e assim sucessivamente.


Os drafts serão realizados a partir do próximo Sábado, dia 27 (Sábado para a primeira liga, Domingo para a segunda e assim sucessivamente) e a ordem de escolha será aleatória e sorteada automaticamente uma hora antes do draft.

Ao longo da temporada vou divulgando a classificação (de todas as ligas e a geral) e tal como no ano passado, quem, de todas as ligas, tiver mais pontos no final da época será o grande vencedor e levará para casa uma destas:



Mas este ano vamos também tornar as coisas mais interessantes. Para além da luta pelo primeiro lugar, e para manter a competição não só no topo, mas também no fundo da tabela, a classificação final deste ano conta para o próximo ano. Assim, os 20 participantes com mais pontos este ano ficarão na primeira liga no próximo ano, os 20 seguintes na segunda liga e assim sucessivamente.

Agora é enviarem os vossos emails e fazerem as vossas equipas. E boa sorte!


NOTA:
Para administrar uma liga temos obrigatoriamente de ter uma equipa, mas não ficarei com uma em cada liga. Criarei uma equipa para mim na primeira liga e depois nas ligas seguintes escolherei jogadores fracos (daqueles que ninguém escolhe) só para preencher o plantel. Por isso, na prática e como as minhas equipas nas ligas seguintes não contarão para a classificação, a primeira liga terá 20 equipas e cada uma das ligas seguintes terá 19 equipas.

9.10.12

Timeout


Pessoal, vamos fazer uns dias de pausa aqui no SeteVinteCinco para umas mini-férias. É o nosso estágio de pré-temporada, para descansar e carregar as baterias para a temporada que está quase quase aí!


Continuamos com os Boletins de Avaliação na próxima semana, no dia 17, e vamos também arrancar com a nossa Fantasy League para 2012-13. E depois só paramos em Junho, quando tivermos um novo campeão na NBA (e na Fantasy League!)! Por isso, encontramo-nos aqui daqui a uns dias! Até já!

8.10.12

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Continuamos pelo Texas e vamos hoje até Houston, casa de uma das equipas mais activas desta offseason:


Houston Rockets

Saídas: Kyle Lowry, Goran Dragic, Luis Scola, Courtney Lee, Samuel Dalembert, Marcus Camby, Chase Budinger, Jonny Flynn e Terrence Williams
Entradas: Jeremy Lin, Omer Asik, Carlos Delfino, Shaun Livingston, Jon Brockman, Toney Douglas, Gary Forbes, JaJuan Johnson, Donatas Motiejunas (20ª escolha no draft de 2011), Jeremy Lamb (12ª escolha no draft), Royce White (16ª escolha), Terrence Jones (18ª escolha) e Scott Machado (undrafted)
Cinco Inicial: Jeremy Lin - Kevin Martin - Chandler Parsons - Patrick Patterson - Omer Asik
Banco: Shaun Livingston - Carlos Delfino - Royce White - Gary Forbes - Marcus Morris - Donatas Motiejunas
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Bem, por onde começar? Os Rockets decidiram que estavam fartos de ficar à beira dos playoffs e de andar eternamente por aquele ingrato lugar que é o meio da tabela e decidiram denotar completamente a equipa. Mas, ao contrário de outras equipas que fizeram o mesmo, o plano não era ficarem miseráveis esta temporada e reconstruirem através dos drafts futuros. Não, o general manager Daryl Morey queria reconstruir a equipa (ou, pelo menos, encontrar peças centrais para essa reconstrução) já nesta offseason.

O primeiro objectivo era subir no draft deste ano. Para isso, acumularam todas as primeiras rondas que conseguiram para fazer um pacote que pudessem trocar por uma escolha alta. Trocaram Dalembert por Jon Brockman, Shaun Livingston e a primeira ronda dos Bucks, mandaram Chase Budinger para Minnesota em troca de outra primeira ronda e trocaram o veteraníssimo Marcus Camby por Toney Douglas e mais umas escolhas futuras no draft. Ficaram com três escolhas a meio do draft deste ano e esperavam trocar essas 12ª, 16ª e 18ª escolhas por uma alta. Mas não houve interessados e tiveram de mesmo de as usar.

Com elas conseguiram três jogadores medianos que podem (ou não) dar bons jogadores e tornarem-se jogadores produtivos, mas nenhum será a estrela que procuravam para a equipa. Porque esse era o grande objectivo dos Rockets: conseguir a sua estrela e a peça central à volta da qual construir uma equipa. Não conseguiram no draft e continuaram a tentar na free agency.

Aí o seu grande alvo era Dwight Howard. E os Rockets fizeram tudo para consegui-lo. Mais uma vez tentaram reunir o máximo de peças possíveis (entre rookies, jogadores adquiridos e mais escolhas no draft que foram juntando) para fazer um pacote atractivo para os Magic e mandaram Courtney Lee para os Celtics por alguns jogadores para encher (JaJuan Johnson, E'Twaun Moore e Sean Williams) e mais uma escolha no draft.

Para além disso, deixaram sair Dragic, trocaram Lowry por mais uma escolha no draft e amnistiaram Luis Scola (provavelmente o melhor jogador da equipa) para libertar ainda mais espaço salarial. Todos sabemos como essa perseguição a Dwight Howard terminou. Também não foi dessa que conseguiram a sua estrela.

Sem nada para mostrar por todo o trabalho que tiveram até aqui, para terminar a offseason ofereceram contratos de estrela (ou perto. De All Star no mínimo) a dois jogadores medianos (Lin e Asik) e que dificilmente serão as futuras estrelas à volta das quais construir. São bons jogadores (e Lin é uma estrela para a equipa, mas do ponto de vista financeiro e de exposição mediática), mas não são as estrelas que procuravam. E não são propriamente um upgrade em relação ao que já tinham. Basicamente deixaram sair dois bases tão bons ou melhores para depois pagar mais por Lin e deixaram sair dois excelentes postes defensivos para pagar mais por um. Sim, Asik é mais novo, mas pagaram demais por um jogador como ele.

A parte mais positiva da offseason foi mesmo conseguirem alguns bons jogadores secundários para melhorar a rotação. Shaun Livingston, Carlos Delfino e Gary Forbes são boas peças para qualquer banco e até ficaram com um bom banco. Só lhes falta um cinco de topo.
Continuar eternamente pelo meio da tabela parece ser exactamente a única coisa que conseguiram com esta offseason. Não ficaram nem um bocadinho mais perto de sairem daí.

Nota: 8


(a seguir - Southwest Division - Memphis Grizzlies)

7.10.12

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Já vão 15, faltam mais 15. Já resumimos e avaliámos a offseason de todas as equipas da conferência Este, é tempo de ir até ao Oeste. Começamos pela Southwest Division e vamos até ao Texas, onde Mark Cuban e Donnie Nelson não desiludiram e tiveram, mais uma vez, um Verão muito animado:


Dallas Mavericks

Saídas: Jason Terry, Jason Kidd, Lamar Odom, Brendan Haywood, Ian Mahinmi, Yi Jianlian, Brian Cardinal e Sean Williams
Entradas: Darren Collison, OJ Mayo, Elton Brand, Chris Kaman, Danhtay Jones, Jared Cunningham (24ª escolha no draft), Bernard James (33ª escolha) e Jae Crowder (34ª escolha)
Cinco Inicial: Darren Collison - OJ Mayo - Shawn Marion - Dirk Nowitzki - Chris Kaman
Banco: Delonte West - Rodrigue Beaubois - Danhtay Jones - Vince Carter - Elton Brand - Brandan Wright - Bernard James
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Depois de, em 2011-12, apenas se terem comprometido com contratos de um ano e terem guardado o máximo de espaço salarial para esta offseason, os Mavs tinham um plano claro: recrutar Deron Williams e, com o base a bordo, tentar recrutar também Dwight Howard. E colocaram as fichas todas nesse plano. Amnistiaram Brendan Haywood para libertar ainda mais espaço salarial, deixaram sair o desapontante Lamar Odom e não fizeram nada para manter Jason Terry.

Esse plano, como sabem, saiu furado. Deron Williams renovou com os Nets e, sem Williams em Dallas, Howard ficou também mais longe. O plano saiu ainda mais furado quando também não conseguiram o base seguinte da lista, Steve Nash. E piorou quando Jason Kidd preferiu assinar pelos Knicks. Parecia que a offseason tinha ido toda por água abaixo. Mas os Mavs tinham um plano B.

E, quase de um dia para o outro, montaram uma equipa. E uma boa, ainda por cima. Trocaram Ian Mahinmi por Darren Collison (e Danhtay Jones) e ficam com um base jovem que, apesar de ter desiludido um pouco nas duas temporadas em Indiana, tem potencial para ser o base titular dos Mavs por muitos anos e dá-lhes algo que já não tinham há muito tempo: velocidade no perímetro.

Ganharam também o leilão por Elton Brand, o que lhes dá um veterano a preço de saldo para sair do banco e render Dirk Nowitzki. E quando juntaram Chris Kaman (num contrato de apenas um ano), ficaram com um frontcourt sólido e uma boa rotação de três bigs (quatro se Brandan Wright continuar a boa progressão que mostrou na temporada passada). E por último, a completar o cinco e dando-lhes um bom substituto para Jason Terry, contrataram OJ Mayo. E, de repente, tinham uma equipa.

No draft, trocaram a 17ª escolha que tinham por três escolhas mais baixas e apesar de nenhum dos três jogadores escolhidos ser tão bom como Tyler Zeller (o jogador escolhido nessa 17ª posição), Bernard James é um rookie atípico (chega à NBA aos 27 anos, depois de 6 anos na Força Aérea e três tours no Iraque e no Afeganistão) e pode ser um suplente útil para Kaman. No entanto, Zeller podia ser uma boa peça para o futuro da equipa e, a menos que Crowder ou Cunningham surpreendam e se tornem jogadores melhores do que esperado, o draft dos Mavs não foi o melhor.

Pode não ter sido a offseason que desejavam, mas para plano B improvisado não saiu nada mal. Conseguiram recuperar do mau começo de offseason e montar uma boa equipa sem oferecerem contratos longos e/ou exagerados a jogadores de menor talento (o que acontece muitas vezes nos planos B). Não conseguiram o Big Three com que sonhavam (e que os tornaria imediatamente candidatos ao título), mas conseguiram montar uma equipa competitiva para ir aos playoffs, começar ao mesmo tempo a renovação e adquirir umas peças para o futuro e ainda manter flexibilidade para esse futuro.

Nota: 11


(a seguir: Southwest Division - Houston Rockets)

6.10.12

Boletim de Avaliação - Washington Wizards


Para encerrar a digressão pela Southeast Division (e pela conferência Este) vamos até à capital dos Estados Unidos ver que tal correu a continuação do plano dos Wizards para sair do fundo da tabela:


Washington Wizards

Saídas: Andray Blatche, Rashard Lewis, Brian Cook, Maurice Evans, Morris Almond e James Singleton
Entradas: Emeka Okafor, Trevor Ariza, Martell Webster, Jannero Pargo, AJ Price e Bradley Beal (3ª escolha no draft)
Cinco Inicial: John Wall - Bradley Beal - Trevor Ariza - Nenê - Emeka Okafor
Banco: AJ Price - Jannero Pargo - Jordan Crawford - Jan Vesely - Trevor Booker - Kevin Seraphin
Treinador: Randy Wittman

Balanço: Os dirigentes dos Wizards perceberam que com a equipa que tinham não só não iam a lado nenhum, como estavam também a comprometer o desenvolvimento do seu maior talento, John Wall.  Eram cabeças ocas a mais no mesmo balneário. E se um cabeça oca numa equipa veterana e com jogadores que o orientem pode dar um bom jogador (não duvido que JaVale McGee vá ser muito bom nos Nuggets, por exemplo), muitos cabeças ocas juntos na mesma equipa nunca dá bom resultado.

E assim nasceu o plano dos Wizards para limpar o balneário dos cabeças ocas e rodear John Wall com jogadores mais veteranos. Um plano que começou no trade deadline da época passada, quando trocaram McGee por Nenê, e continuou nesta offseason, com a amnistia de Andray Blatche (e dos 23 milhões restantes do seu contrato). 

O plano continuou com a troca de Rashard Lewis por Emeka Okafor e Trevor Ariza. São dois veteranos úteis pelo preço de um que não fazia parte dos planos da equipa. Com Nenê e Okafor ficam com um frontcourt a sério, com uma boa defesa interior e uma ameaça a poste baixo para o ataque. E Ariza preenche outra posição do cinco inicial com mais um veterano (e mais um bom defensor). E são dois veteranos que vão melhorar a equipa no presente, sem atar as mãos do front office no futuro (têm apenas 2 anos de contrato, com player option em 2013-14, por isso mantém as opções dos Wizards em aberto).

No draft escolheram um jogador para a posição que mais precisavam. Já tinham Okafor e Nenê para o interior, já tinham Wall a base e Ariza para small forward. Faltava-lhes um shooting guard. A escolha óbvia para os Wizards era Bradley Beal. E com Beal e Wall têm um excelente backcourt para o futuro, com dois jogadores com potencial All-Star e dois jogadores que se devem complementar bem (Wall, mais penetrador e Beal, mais lançador).

A completar a offseason, ainda adicionaram dois bons suplentes para Wall (AJ Price e Jannero Pargo), para completar e solidificar a rotação.

Não está a correr mal o plano para sair do fundo da tabela. Foi uma offseason bastante positiva e os Wizards ficaram muito melhores. Agora já têm uma equipa. Ainda não é equipa para aspirar a muito (embora os playoffs no Este não estejam fora de questão), mas já é qualquer coisa. E conseguiram isso sem hipotecar a flexibilidade futura. Foi um bom trabalho e os Wizards são uma das equipas que vão dar um salto maior esta temporada.

Nota: 13


(e assim encerramos a conferência Este. A seguir vamos para Oeste e começamos por baixo, pela Southwest Division e pelos Dallas Mavericks)

4.10.12

Dois anos depois


E, num instante, já passaram dois anos desde que começou esta aventura do SeteVinteCinco!


Se nos querem dar uma prenda, é só continuarem a aparecer por cá e trazerem mais amigos!

2.10.12

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Esta viagem pela Southeast Division tem sido uma de extremos. Passámos da pior equipa da temporada passada para a melhor e hoje continuamos a montanha-russa com a equipa que conseguiu passar, em tempo recorde, de um extremo para o outro. Do topo da liga e de vice-campeões em 2009 para o fundo da tabela na próxima temporada:

Este deve ter sido o ponto alto da offseason dos Magic

Orlando Magic

Saídas: Dwight Howard, Ryan Anderson, Jason Richardson, Chris Duhon, Daniel Orton e Earl Clark 
Entradas: Arron Afflalo, Al Harrington, Nikola Vucevic, Gustavo Ayon, Josh McRoberts, Christian Eyenga, E'Twaun Moore, Moe Harkless (15ª escolha no draft), Andrew Nicholson (19ª escolha no draft) e Kyle O'Quinn (49ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jameer Nelson - Arron Afflalo - Hedo Turkoglu - Glen Davis - Gustavo Ayon
Banco: Ish Smith - JJ Redick - Quentin Richardson - Al Harrington - Nikola Vucevic
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: Este também não é difícil de fazer. Este foi o ano do Dwightmare, uma temporada que vai ficar para sempre nos anais da história da equipa de Orlando. Se achavam que a saída de Shaquille O'Neal tinha sido um ponto baixo nessa história, que a novela de Carmelo Anthony tinha sido  dramática e que a saída de LeBron de Cleveland tinha sido um exemplo de como não gerir uma free agency, então a novela de Dwight Howard bateu essas todas juntas aos pontos. 

Já escrevemos aqui sobre essa história e todos já a sabem de cor e salteado: passaram o ano a tentar convencer Howard a ficar, depois Howard accionou o ano de opção para ficar, pelo menos, mais um ano e despediram o treinador e o general manager para o agradar e convencer a renovar, depois Howard decidiu que não queria ficar e exigiu ser trocado e o pesadelo prolongou-se pela offseason até, finalmente, trocarem-no num negócio onde os Magic foram os grandes perdedores.
Perderam o melhor jogador da equipa, o melhor poste da NBA e um dos melhores jogadores do mundo e o melhor que ganharam em troca foi um shooting guard mediano. 

Como se isso não bastasse para uma offseason terrível, ainda deixaram sair Ryan Anderson, um dos seus jogadores mais jovens e promissores e o Most Improved Player de 2012. Uma decisão incompreensível para quem quer reconstruir e uma decisão ainda mais incompreensível quando, depois de recusarem igualar essa proposta dos Hornets de 36 milhões/4 anos (o que dá 9 milhões por ano), oferecem um contrato de 8 milhões por ano (por 3 anos) a Jameer Nelson, que tem 30 anos e não será, certamente, um peça para o futuro da equipa.

No draft também não tinham nenhuma escolha alta e não adicionaram nenhum jogador que se preveja que venha a fazer alguma diferença na equipa.

Foi uma péssima offseason e estão destinados ao maior tombo da época. É esse o plano dos Magic? Bater no fundo para depois reconstruir pelo draft? Afinal, o novo general manager, Rob Henningan, trabalhou durante 4 anos no front office dos Thunder e sabe bem como começar uma equipa do zero. Pode ser, mas esse é um plano sempre arriscado e que depende muito da sorte. Aos Thunder correu muito bem, mas saiu-lhes a lotaria. E isso não acontece muitas vezes.

De qualquer forma, independentemente do plano e do seu resultado, este foi o ano da demolição. Propositado ou não, o facto é que nesta offseason a equipa ficou incomparavelmente pior. E o trabalho dos Magic começa a partir de agora. Porque esta offseason foi mesmo para esquecer. Ou para não esquecer e nunca mais repetir.

Nota: 5


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)