2.10.12

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Esta viagem pela Southeast Division tem sido uma de extremos. Passámos da pior equipa da temporada passada para a melhor e hoje continuamos a montanha-russa com a equipa que conseguiu passar, em tempo recorde, de um extremo para o outro. Do topo da liga e de vice-campeões em 2009 para o fundo da tabela na próxima temporada:

Este deve ter sido o ponto alto da offseason dos Magic

Orlando Magic

Saídas: Dwight Howard, Ryan Anderson, Jason Richardson, Chris Duhon, Daniel Orton e Earl Clark 
Entradas: Arron Afflalo, Al Harrington, Nikola Vucevic, Gustavo Ayon, Josh McRoberts, Christian Eyenga, E'Twaun Moore, Moe Harkless (15ª escolha no draft), Andrew Nicholson (19ª escolha no draft) e Kyle O'Quinn (49ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jameer Nelson - Arron Afflalo - Hedo Turkoglu - Glen Davis - Gustavo Ayon
Banco: Ish Smith - JJ Redick - Quentin Richardson - Al Harrington - Nikola Vucevic
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: Este também não é difícil de fazer. Este foi o ano do Dwightmare, uma temporada que vai ficar para sempre nos anais da história da equipa de Orlando. Se achavam que a saída de Shaquille O'Neal tinha sido um ponto baixo nessa história, que a novela de Carmelo Anthony tinha sido  dramática e que a saída de LeBron de Cleveland tinha sido um exemplo de como não gerir uma free agency, então a novela de Dwight Howard bateu essas todas juntas aos pontos. 

Já escrevemos aqui sobre essa história e todos já a sabem de cor e salteado: passaram o ano a tentar convencer Howard a ficar, depois Howard accionou o ano de opção para ficar, pelo menos, mais um ano e despediram o treinador e o general manager para o agradar e convencer a renovar, depois Howard decidiu que não queria ficar e exigiu ser trocado e o pesadelo prolongou-se pela offseason até, finalmente, trocarem-no num negócio onde os Magic foram os grandes perdedores.
Perderam o melhor jogador da equipa, o melhor poste da NBA e um dos melhores jogadores do mundo e o melhor que ganharam em troca foi um shooting guard mediano. 

Como se isso não bastasse para uma offseason terrível, ainda deixaram sair Ryan Anderson, um dos seus jogadores mais jovens e promissores e o Most Improved Player de 2012. Uma decisão incompreensível para quem quer reconstruir e uma decisão ainda mais incompreensível quando, depois de recusarem igualar essa proposta dos Hornets de 36 milhões/4 anos (o que dá 9 milhões por ano), oferecem um contrato de 8 milhões por ano (por 3 anos) a Jameer Nelson, que tem 30 anos e não será, certamente, um peça para o futuro da equipa.

No draft também não tinham nenhuma escolha alta e não adicionaram nenhum jogador que se preveja que venha a fazer alguma diferença na equipa.

Foi uma péssima offseason e estão destinados ao maior tombo da época. É esse o plano dos Magic? Bater no fundo para depois reconstruir pelo draft? Afinal, o novo general manager, Rob Henningan, trabalhou durante 4 anos no front office dos Thunder e sabe bem como começar uma equipa do zero. Pode ser, mas esse é um plano sempre arriscado e que depende muito da sorte. Aos Thunder correu muito bem, mas saiu-lhes a lotaria. E isso não acontece muitas vezes.

De qualquer forma, independentemente do plano e do seu resultado, este foi o ano da demolição. Propositado ou não, o facto é que nesta offseason a equipa ficou incomparavelmente pior. E o trabalho dos Magic começa a partir de agora. Porque esta offseason foi mesmo para esquecer. Ou para não esquecer e nunca mais repetir.

Nota: 5


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)

25 comentários:

  1. Sorte a de Anderson, que se pirou a tempo.

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  2. Já tive para dizer isto nos Bobcats mas digo agora que se aplica igual. Para fazer o que os Seattle/Thunder fizeram é preciso três coisas: Paciência, Coerência e - desculpem o termo - tomates.

    Paciência para ver a equipa no fundo do poço uns anos.
    Coerência e tomates porque estas equipas que "destroem" para construir no draft têm uma mania incrível de ficar a meio termo. Ou seja, os Bobcats este ano devem ter como objectivo melhorar mas deviam continuar a ser os piores. As adições de Sessions ou Ben Gordon e Haywood dão a equipa mais 5/7 vitórias o que só vai fazer perder lugares no draft, nada mais. Além disso tira tempo de jogo ao Kemba Walker ou ao Bismack Biyombo.

    Os Seattle "deram" o Allen e o Lewis para perderem qualidade!

    Por último o factor sorte. Não é fácil sacar Durant num ano, Westbrook no outro e ainda continuarem fracos o suficiente para terem pick para no outro ano sacar Harden. Já Ibaka foi um achado no draft.

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  3. Ricardo Silva03/10/12, 03:56

    Sim, a ideia dos Magic é bater no fundo esta época e com isso coleccionar boas escolhas no draft. É um plano arriscado é certo, mas também depois da saída de D12 ficariam sempre numa terra de ninguém ir ao play-off ou ficar perto dele e nesse caso ainda pior, nem objetivos desportivos nem outros. Eu faria o mesmo que o GM dos Magic fez, uma coisa é certa a magia da vitória é coisa que não vai abundar esta época em Orlando.

    Concordo com o comentário do Diogo M. Este ano Bobcats deveriam lutar pelos últimos lugares se quiserem ter uma equipa minimamente competitiva no médio prazo e isso dependerá também sempre do factor sorte na escolha de jogadores.

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  4. Papa Valdemares03/10/12, 13:23

    Há equipas fadadas para a eterna derrota, pelos vistos.

    Eu gostaria que a NBA funcionasse mais ao jeito da NFL ou NHL. Ninguém consegue apontar com um grau de certeza elevado um favorito e quase todos os anos há um vencedor diferente.

    Ora, se a NBA seguiu esse caminho nalguns anos, atualmente o caminho está a inverter-se. Isto é, é quase impossível um oitavo classificado numa das conferências ser campeão. Nas outras competições, é o pão nosso de cada época.

    Quanto aos Magic, é o pesadelo II. Tiveram uma boa equipa nos tempos de Shaq, Penny e Nick, estiveram a um par de lances-livres do título. Depois foi a derrocada. Agora, andaram lá perto. Nova derrocada.

    Não há magia de Disney que salve o basquetebol de Orlando.

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    1. Bem, eu não seria tão radical. Os Magic são uma equipa que tem pouco mais de 20 anos de existência, enquanto, por exemplo, os Denver Nugets têm quase o dobro de anos de competição, e também nunca ganharam um campeonato. Os New York, há quase 40 anos que também não o ganham, e há outras na mesma situação.
      Além disso, é uma organização que tem tido alguma sorte nos drafts: foi buscar o Shaquille pouco tempo depois de entrarem na liga, e, tal como referes, nessa altura com Penny chegaram às finais.
      Alguns anos depois, tocou-lhes o Howard...
      Pode ser que agora se repita, e que em breve lhes toque uma truta das grandes.
      Agora, quando um jogador não quer jogar numa equipa, é que não há muito a fazer. E se o caso Howard foi mal gerido, a verdade é que não se consegue obrigar ninguém a assinar.
      Já agora uma curiosidade: Shaquille, que era a jóia da coroa na altura, saiu para os Lakers. Howard agora, seguiu o mesmo caminho.
      Não há dúvida que Los Angeles tem mel.

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    2. Hidrologic03/10/12, 20:15

      Off topic - Rasheed Wallace nos New York Knicks.

      Que saudades que tinha da sua irreverência a jogar :)

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    3. rasheed wallace tem 38 anos, mesmo assim não entra no pódio dos mais velhos dos knicks

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    4. Os Knicks agora devem ser a equipa mais "velha" da liga, com 4 jogadores acima dos 38 anos.
      Há vinte anos, um jogador com 34/35 anos já estava a arrumar as botas, era considerado velho...

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    5. Hidrologic03/10/12, 21:31

      Sim ,são a mais velha da liga com uma média de 32 anos.

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    6. Paulo Dias03/10/12, 21:46

      Mais um «maluco» em Nova Iorque? Eh! Eh! Eh!

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    7. O Rasheed penso que servia bem aos Miami. Apesar de não ser exatamente o tipo de jogador interior que precisam (mais físico, alto e dominador), servia para a rotação com o Haslem e o Bosh (mais sujeito a lesões), já que considero o Joel Anthony muito fraco para Miami e assim as probabilidades de sacrificar LeBron a PF diminuem, principalmente a defender, porque se apanhar adversários como apanhou o Garnett na época passada nos playoff é obrigado à falta muitas vezes.

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  5. João Tavares03/10/12, 22:35

    Márcio quando puderes gostava que fizesses um artigo a explicar as novas regras do flopping. Obrigado.

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    1. pelo que eu percebi, os árbitros vão apitar da mesma maneira que nos anos anteriores, mas haverá observadores na liga que depois dos jogos podem castigar os jogadores, através das imagens, mas com multas e não com jogos de castigo.

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    2. Hidrologic04/10/12, 00:39

      Isso não serve de nada porque multas é o que menos custa para os jogadores. Já se houvesse jogos de castigo aí os jogadores pensavam duas vezes antes de fazer flopping, mas acho que essas novas regras não têm sentido. Um árbitro é que tem que estar atento ao jogo e ser mais esperto que o jogador e caso se deixe enganar alguma vez e só repare nas imagens após os jogos, vai aprendendo e nos jogos seguintes já vai menos vezes.

      O que podem fazer é meter as imagens durante o jogo para esclarecer algum lance duvidoso numa fase importante do jogo, mas acho que isso já está porque se serve para decidir pontos, reposições de bola, entre outras decisões, também serve para isso.

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    3. Depende muito do montante das multas, Hidrologic. Viste em quanto é que o John Terry foi multado em Inglaterra por causa dos comentários racistas? 276.000€. Ora se as multas forem em montantes semelhantes, não acredito que não façam mossa, até porque há um número razoável de jogadores a ganharem os mínimos.
      Mas concordo que, associado às multas deveriam haver suspensões dos jogos seguintes. De qualquer forma, é uma boa medida pedagógica e pode ser dissuadora.

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    4. Paulo Dias04/10/12, 13:19

      Multas? Os grandes fingidores são atletas que ganham uns valentes milhões, logo as multas acabam por ser amendoins.

      Por mim, levavam jogos de castigo, cumulativos à medida que os mergulhos fossem assinalados.

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    5. Paulo, eu sei que para os grandes ordenados isso são peanuts.
      Agora, também sei que os jogadores mais dados a essas jogadas, tendem a reincidir uma e outra vez. E se uma multa é uma brincadeira, duas ou três seguidas, ainda por cima agravadas por reincidência, já não acho que os deixe muito satisfeitos.
      Mesmo um jogador que ganhe $10M numa época, isso dá há volta de 800.000 por mês. Se tem o azar de apanhar 2 multas desse género no mesmo mês, vai-se mais de meio ordenado ao ar. Acho que deviam ser multados e suspensos, até porque a suspensão equivale também a perca de ordenado.

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    6. Como disse o LBJ, os jogos continuarão a ser arbitrados como até aqui e não haverá revisão das jogadas durante a partida. As jogadas onde tenham havido possíveis flops serão analisadas depois dos jogos por observadores da liga e os jogadores serão castigados, primeiro com multas e depois, a partir da quinta multa, com jogos de castigo.
      Aqui fica a tabela de penalizações:

      Violation 1: Warning
      Violation 2: $5,000 fine
      Violation 3: $10,000 fine
      Violation 4: $15,000 fine
      Violation 5: $30,000 fine
      After violation 5: Suspension

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    7. mto leve... e ao fim da época volta tudo ao zero certo? quer dizer q podem fazer 5 por época.. o que eu acho q é mto..

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    8. É leve, mas mesmo assim a associação de jogadores está a contestar.

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    9. Rui Ratão05/10/12, 23:59

      Sim, as multas são uma brincadeira.

      Mas os árbitros também têm muitas culpas no cartório, pois «protegem» os maiores jogadores da liga.

      Eu ainda me lembro do que sucedeu na primeira final entre Miami e Dallas. Não pondo em causa a monstruosidade que foram as exibições de Wade, também não é menos verdade que, se um jogador do Texas respirasse a menos de cinco metros do DW, os árbitros apitavam logo falta.

      A associação de jogadores, como representante dos floppers, naturalmente em vez de estar preocupada com a integridade do jogo, quer é proteger os mergulhadores. Porquê? Por causa da influência que os «floppers», alguns deles as estrelas maiores, têm na associação.

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    10. Stoudemire06/10/12, 01:47

      Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

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    11. É claro, Rui. Provavelmente, se as regras forem para a frente, isso não lhes facilitará tanto a tarefa. É como no futebol, onde já arranjaram uma regra para as "batotas" que tivessem influência no resultado. Só que à posteriori, a coisa não funciona muito bem. Um tipo que simula um penalty e este é marcado, depois, mesmo que seja castigado, o que é certo é que o clube já foi beneficiado, e nada volta atrás.
      Na NBA, principalmente nos PO, penso que as penalizações deveriam ser bem mais pesadas, e aplicadas na alr«tura. Se analisam outras jogadas duvidosas no momento (ou no intervalo), não entendo porque não se procede neste caso, da mesma maneira.
      É como dizes, algumas estrelas estarão a pressionar para poderem jogar a seu belo prazer.

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  6. Hidrologic04/10/12, 23:43

    Ainda bem que o Divac já não joga, senão...não ganhava para as despesas de flopping lol.

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    1. Mas ao Wade também não irá ficar barato, apesar de não o sentir muito, dado o ordenado milionário.

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