30.11.12

29.11.12

Três em alta


Já destacámos aqui três equipas que estão a surpreender pela positiva neste início de temporada. Hoje é a vez de três destaques individuais para três jogadores que estão a fazer um grande começo de época:


Jrue Holiday
O base dos Sixers evoluiu de forma regular ao longo das suas três primeiras temporadas e mostrou pontecial para ser um dos melhores bases da liga. E este ano está a ser isso mesmo. Subiu a sua média dos 13.5 para uns já-de-topo 18.5 e mais do que dobrou a média de assistências (de 4.5 para 9.1). Quão de topo está a ser este começo de época para Holiday? Bem, ele e Russell Westbrook são os únicos jogadores na liga com mais de 250 pontos e 100 assistências. Holiday está a ser o melhor jogador destes Sixers orfãos de Andrew Bynum e o maior responsável pelo começo positivo da equipa.



Kenneth Faried
O homem que entrou na NBA com uma missão passou pelas provações a que George Karl gosta de submeter os seus rookies e está a afirmar-se como um dos melhores elementos destes Nuggets de 2013. Depois de ter sido pouco ou nada utilizado no início de 2011-12 (George Karl gosta de fazer os rookies e jogadores novos merecerem as oportunidades - JaVale McGee está a a passar pelo mesmo este ano), entrou aos poucos na equipa com o decorrer da temporada, conquistou o seu lugar no cinco inicial e este ano é um dos jogadores que melhor está a jogar nesta equipa.
Depois de números promissores em 2011-12 (10.2 pts, 7.7 res e 1 dl em 22.5 mins/jogo), explodiu em 2012-13 para um excelente duplo-duplo de média (13.5 pts e 11.3 res em 30 mins/jogo). O Manimal pode não estar entre os jogadores com mais técnica da liga, mas poucos jogadores trabalham e se esforçam tanto como ele dentro de campo. Um esforço que está a ser recompensado.


Damian Lillard
E por falar em esforços recompensados, o que dizer do rookie dos Blazers? Passou de jogador quase desconhecido duma universidade pequena (Weber State University) para jogador no radar das equipas da NBA, depois para base mais promissor da colheita deste ano, depois para escolha no top 10 do draft, depois para sensação da Summer League (co-MVP, com médias de 26.5 pts, 5.3 ast e 4 res) e finalmente para concorrência de Anthony Davis ao Rookie do Ano.
Teve uma estreia de sonho na NBA (23 pontos e 11 assistências, juntando-se a Oscar Robertson e Isiah Thomas como os únicos jogadores a conseguirem mais de 20 pontos e 10 assistências no 1º jogo na NBA) e tem tido uma produção surpreendente neste primeiro mês: 19.1 pts, 6.1 ast e 3.2 res.
Um começo de carreira em que já conseguiu algo que parecia impossível: haver  concorrência para Anthony Davis no prémio de Rookie do Ano.

27.11.12

Air Jordan Threepeat


Só para terminar o ciclo Air Jordan: o nosso amigo André Simões fez um verdadeiro serviço público e compilou os anúncios de lançamento de todos os modelos, de 1984 a 2011. Uma playlist imperdível para todos os fãs. Podem vê-la aqui:


26.11.12

Air Jordan I


E a propósito de Air Jordans, aqui fica o anúncio da Nike para o primeiro (e banido pela NBA) modelo de todos:


(as Air Jordan I foram censuradas pela liga porque, na altura, era obrigatório as botas serem brancas ou, pelo menos, terem branco em alguma parte. A Nike - na altura, uma marca ainda pouco conhecida e longe do gigante que conhecemos hoje -, é claro, virou isso a seu favor e usou-o como forma de promoção. Assim, Michael Jordan usou-as à mesma durante a sua temporada de rookie, pagando 500 dólares de multa sempre que jogava com elas.)

History of Flight


Tudo o que precisam (e sempre quiseram) saber sobre todas as Air Jordans está aqui:

(via André Simões)

24.11.12

Carmelo, o Defensor?


Primeiro, tivemos isto:




E agora temos Rick Carlisle a dizer isto: "Neste momento, ele é provavelmente o melhor jogador do jogo. Se olharmos para as estatísticas que tem e para as coisas todas que está a fazer e isso". E Tyson Chandler a dizer isto: "Estamos a jogar o melhor basquetebol e ele está a fazer de tudo nos dois lados do campo". E toda a gente (jornalistas, comentadores, treinadores, outros jogadores) a elogiar o desempenho defensivo de Carmelo Anthony.

Ora aí está algo que nunca ouvimos antes. Carmelo a fazer mais do que marcar pontos e a jogar em ambos os lados do campo? Carmelo como um jogador completo e a defender? Não imaginávamos que esse dia chegasse.

Mas a verdade é que esta temporada o jogador dos Knicks tem mostrado uma vontade de defender que raramente (ou nunca) tinhamos visto. "Eu sei que consigo defender. Não é uma questão de não ser capaz. Foi apenas eu a dizer para mim próprio: 'ok, vou fazê-lo'", disse Anthony. E não está a ficar pelas palavras. 

Com a lesão de Stoudemire, Mike Woodson tem utilizado Anthony como power forward. E se o objectivo era explorar a sua velocidade no ataque contra jogadores mais pesados, a verdade é que também na outra metade do campo, Anthony tem estado bem nos matchups com os power forwards adversários. A sua defesa a poste baixo tem sido de topo: nessas situações, os adversários estão apenas com 33% nos lançamentos e estão a perder a bola em 30% das vezes. 

É claro que o mérito não é todo de Carmelo e algum dele é também para as ajudas defensivas e para o sistema defensivo dos Knicks. Mas o recém-descoberto esforço de Carmelo nas tarefas defensivas está a contribuir para isso e está  a tornar os Knicks numa equipa melhor.

Será que Mike Woodson conseguiu convencê-lo? Será do tempo que passou com Kobe e LeBron nos Jogos Olímpicos? Será maturidade? Ou será que Carmelo apenas se cansou de perder na primeira ronda dos playoffs? Seja o que for, são boas notícias para os Knicks.


(Agora só faltava Stoudemire regressar da lesão e tornar-se também um defensor decente. Se isso acontecer, o fim do mundo deve estar mesmo a chegar.)

22.11.12

Big Color


Hoje não há jogos, mas a propósito de merchandising das equipas e de anúncios, que vos parecem as versões de cor única dos equipamentos que as equipas vão usar no dia de Natal?



(algumas delas já estão disponíveis na NBA Store)

20.11.12

Clash of the Boroughs


O título de Melhor T-shirt da temporada, para já, é dos Nets:


(t-shirt que a equipa de Brooklyn está a distribuir, no Barclays Center, para o derby de dia 26)

Fundamentos


Homem a homem, 2-3, 2-1-2, 1-2-2, 1-3-1, mista, box and one, triangle and two, com ajudas do lado da bola, com ajudas do lado contrário, com trocas, sem trocas. Defesas há muitas, mas todas começam com uma boa defesa individual. Como Jrue Holiday nos demonstra na perfeição aqui:



Posição básica defensiva, pernas flectidas, deslizamentos defensivos, os pés sempre em movimento, manter o peito à frente do atacante e tentar manter-se sempre entre ele e o cesto. Fundamentos que muitos jogadores, muitas vezes, se esquecem.

Duas abaixo


E duas equipas que estão a desiludir e a render abaixo das expectativas neste início de temporada:


Indiana Pacers (4-7)
Os Pacers estão a fazer a temporada passada parecer um acidente. Depois de várias temporadas encalhados na mediania e depois de uma temporada de 2011-12 que nos fez crer que estavam encaminhados para subir na hierarquia do Este, estão a fazer um arranque de temporada que nos deixa a pensar se o que aconteceu no ano passado não foi apenas uma excepção e isto é que é o normal para eles. Até agora estão com um medíocre 4-7 (com um 1-6 fora de casa digno de equipa do fundo da tabela) e longe de mostrar a solidez e regularidade anteriores.


É um facto que estão a jogar sem Danny Granger (o melhor marcador e o segundo melhor nos roubos de bola em 2011-12), mas, numa equipa que não tem nenhuma super-estrela, que vale mais pelo colectivo do que pelas individualidades e que ficou mais profunda e mais equilibrada nesta offseason, só isso não justifica o arranque tão mau.

A defesa continua lá (e ainda melhor que no ano passado; são a melhor defesa da liga até agora, com 98.2 pontos sofridos por cada 100 posses de bola), mas o ataque está miserável (são o segundo pior ataque, apenas atrás dos Wizards, com apenas 96 pontos marcados por cada 100 posses de bola). Estão no fundo em tudo: 29ºs nos 2pts, com 40.5%, 23ºs nos 3pts, com 31.4%, 26ºs nos lances livres, com 71.7% e 29ºs nos turnovers, com 182 (quase 17 por jogo!). Uma velocidade e ritmo de jogo muito baixos para uma equipa tão atlética (também aqui estão no fundo da tabela, com uma média de apenas 90 posses de bola em cada 48 minutos - 28ºs na liga) e um ataque muito estático, com pouca movimentação de bola.

E sem super-estrelas na equipa e com o melhor marcador lesionado, essa rotação de bola no ataque e essa procura de soluções colectivas é ainda mais necessária. E os Pacers vão precisar disso se querem corrigir o caminho que fizeram até agora.


Denver Nuggets (4-6)
E por falar em dificuldades ofensivas, o que se passa também com os Nuggets? Marcar pontos nunca foi um problema para esta equipa e a questão que se colocava para esta temporada era se conseguiam finalmente melhorar a defesa. Se o conseguissem (e têm peças para isso) podiam ser uma das equipas mais perigosas do Oeste. No entanto, não só a defesa não tem estado grande coisa (apenas a 21ª defesa da liga, com um Def Rtg de 106.1), como o ataque tem estado muito abaixo do habitual.


Na temporada passada tiveram o 3º melhor Rating Ofensivo (109.2), jogavam ao segundo ritmo mais rápido da liga (com mais de 94 posses de bola por jogo) e foram a equipa que marcou mais pontos por jogo (104.1). Este ano são apenas o 15º ataque da liga (com um Off Rtg de 103.8 e 98.6 pontos por jogo).

A percentagem de 2pts não está grande coisa (16ºs, com 44.1%), a de 3pts está pelas ruas da amargura (27ºs, com 30.3%) e os turnovers andam descontrolados (22ºs, com 166 - quase 17 por jogo). Gallinari não acerta com o cesto (34% nos 2pts e 21% nos 3pts!), Ty Lawson idem (38% nos 2pts e 23% nos 3pts!) e se não fossem os ressaltos ofensivos (onde são a melhor equipa da liga, com mais de 16 por jogo) a dar-lhes muitas segundas oportunidades, os números ofensivos seriam ainda piores.

Começam mal os Nuggets e começam muito mal Gallinari e Lawson.

18.11.12

Três acima


Com três semanas de temporada decorridas é ainda muito cedo para fazer balanços definitivos. Equipas que começaram mal têm ainda muito tempo para corrigir o seu percurso e equipas que começaram bem têm ainda muitos jogos pela frente para o manter. Até Abril ainda tudo pode mudar, mas, para já, há três equipas que estão a surpreender e a render acima das expectativas neste início de temporada:


New York Knicks (6-1)
Depois de uma offseason em que adicionaram Jason Kidd, Pablo Prigioni, Marcus Camby, Kurt Thomas e Ronnie Brewer, já sabiámos que os Knicks tinham peças para ser uma das melhores equipas do Este. Mas ninguém esperava que fossem a melhor até ao momento. E que estivessem a jogar um basquetebol tão colectivo. A questão para estes Knicks nunca foi a falta de talento (já no ano passado não era), mas sim conseguir colocar todos esses talentos individuais a jogar como uma equipa. E este ano estão a fazê-lo. 


Estão com o melhor ataque da liga (113.2 pontos marcados em cada 100 posses de bola), estão a movimentar melhor a bola no ataque, são a equipa com menos turnovers (74) e estão a lançar bem (46.7% nos 2pts - 6ºs na NBA - e 41.1% nos 3pts - 2ºs na NBA).

Como dissemos no Boletim de Avaliação, ter Kidd era (e está a ser) uma grande ajuda para reforçar o jogo colectivo e a organização ofensiva (assim como Prigioni, que está a ter um papel mais importante do que pensávamos que teria). E ter o Raymond Felton dos melhores tempos também. Depois duma temporada para esquecer em Portland, Felton está de volta às suas médias de carreira, é o terceiro melhor marcador da equipa e o primeiro nas assistências ((16.1 pts e 6.3 ast).

A grande questão para os Knickerbockers vai ser integrar Stoudemire, quando ele regressar da lesão. No ano passado, a incompatiblidade no ataque entre ele e Anthony foi o maior problema da equipa. Mas, para já, com este novo sentido colectivo, os Knicks arrancaram com um surpreendente 6-1 (que inclui vitórias sobre os Heat e os Spurs) para a liderança na conferência e são uma das equipas que melhor está a jogar neste começo de época.


Milwaukee Bucks (6-2)
E se ninguém esperava ver os Knicks no primeiro lugar da conferência, muito menos esperavam ver os Bucks no segundo lugar. Foram uma das desilusões da temporada passada e, depois duma offseason assim-assim, vê-los no topo é a maior surpresa da temporada até agora. Não sabemos se vão ficar por lá muito tempo, mas, para já, merecem um elogio pelo excelente início.


Era previsível que aquele que foi um dos piores ataques em 2011-12 melhorasse com Monta Ellis, mas temia-se que a defesa sofresse com isso e que um backcourt com Ellis e Jennings fosse muito fraco defensivamente. O ataque, como se previa, está melhor (estão num respeitável 12º lugar, com um Ofensive Rating de 105.3), mas a defesa não está pior. Antes pelo contrário. Está também melhor que na temporada passada e estão no top 10 (8ª melhor defesa, com um Defensive Rating de 101.5).

É claro que Jennings/Ellis continuam a ser um problema defensivamente, mas os bons defensores que têm nas restantes posições (e os bons defensores interiores e protectores do cesto que têm) têm compensado bem isso. E no ataque, aquela dupla tem estado on fire (20.3 pts, 5.9 ast, 3.4 res e 1.4 rb para Ellis e 17.5 pts, 8 ast, 3 res e 3.3 rb para Jennings). E se assim continuarem, os Bucks podem passar de uma das desilusões de 2011-12 para uma das surpresas de 2012-13.


Memphis Grizzlies (8-1)
E por falar em "on fire", o que dizer dos Grizzlies? Depois de perderem o primeiro jogo da época (com os Clippers), ganharam os oito seguintes (com excelentes vitórias sobre os Heat, os Thunder e os Knicks - a 1º derrota dos Knicks) e saltaram para o primeiro lugar do Oeste e da NBA.

Estão no top 4 tanto na defesa como no ataque (em 4º lugar em ambos, com 109.3 de Off Rtg e 99.5 de Def Rtg) e o cinco inicial desta equipa, que já leva umas quantas temporadas junto, parece cada vez mais sólido. 


O problema para estes Grizzlies, numa longa temporada, pode ser a falta de um banco à altura e a dependência em demasia desse cinco inicial. Mas para já, seguem sobre rodas e, se pensarmos que não têm um banco tão forte como muitas das outras equipas de topo, este tem sido até agora o melhor cinco inicial da liga.

16.11.12

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves


Nestas duas primeiras semanas de temporada, os Wolves já tiveram azar que chegue para uma temporada inteira. E, apesar disso, estão com um recorde positivo (5-3). Por isso já merecem uma palavra de elogio. Não vamos, portanto, adiar mais a sua avaliação e hoje vamos até Minnesota para fazer o balanço dum Verão positivo:


Minnesota Timberwolves

Saídas: Michael Beasley, Darko Milicic, Wesley Johnson, Wayne Ellington, Anthony Randolph, Anthony Tolliver, Martell Webster e Brad Miller
Entradas: Andrei Kirilenko, Brandon Roy, Alexei Shved, Chase Budinger, Dante Cunningham, Greg Stiemsma, Louis Amundson e Will Conroy
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Brandon Roy - Andrei Kirilenko - Kevin Love - Nikola Pekovic
Banco: JJ Barea - Luke Ridnour - Alexei Shved - Chase Budinger - Derrick Williams - Dante Cunningham - Greg Stiemsma
Treinador: Rick Adelman

Balanço: Uma equipa cheia de jovens talentosos e que até à lesão de Rubio levava um recorde positivo (21-20) e estava na luta pelos playoffs, não precisava de mudanças drásticas nem de grandes revoluções no plantel. Precisava apenas de continuar a limar as arestas. E para esta equipa isso significava  continuar a desenvolver o seu núcleo, juntar-lhe um pouco de experiência e mais uns suplentes fiáveis.

No draft tinham uma escolha na segunda metade da primeira ronda (18ª) e outra lá bem para o fim (a 58ª). A primeira trocaram por Chase Budinger (um negócio sub-valorizado, que lhes estava a render bastante neste início de temporada) e a segunda usaram em Robbie Hummel, que não ficou na equipa.

Mas as maiores apostas eram na free agency. E apostaram forte: abdicaram de renovar com Beasley, Randolph e Tolliver, dispensaram Webster e amnistiaram a eterna desilusão Milicic para perseguir um free agent de topo. O alvo era o agente livre com restrições Nicolas Batum, a quem ofereceram 46 milhões por 4 anos.

Infelizmente para os Wolves, os Blazers igualaram a oferta e o francês continuou por Portland. Viraram-se então para o plano B e contrataram Andrei Kirilenko e Alexei Shved. Depois de conseguirem o regresso do russo à NBA (e a estreia de outro), viraram-se para outro regresso, o de Brandon Roy.

Kirilenko é uma aposta segura e um excelente reforço para a posição de small forward e Shved é uma aposta para o backcourt que pode render muitos frutos (já está a render). É um bom organizador e passador que pode jogar a primeiro base, mas também um bom atirador para jogar a segundo base. O backcourt Rubio/Shved é o backcourt do futuro para estes Wolves (e que futuro!).
Já a aposta em Roy é arriscada, mas pelo valor e duração do contrato (10 milhões por 2 anos) valia a pena o risco. Se os joelhos de Roy aguentarem (até agora não estão a aguentar muito bem...), a recompensa pode ser grande.

Para terminar, reforçaram a rotação interior com Stiemsma, Amundson e Cunningham (este último por troca com os Grizzlies, por Wayne Ellington).

Foi uma offseason onde os Wolves ficaram melhores e prometiam para esta temporada. No papel, tinham equipa para dar um passo em frente e lutar pelos playoffs. Por isso, a nota só pode ser positiva.

Nota: 13

Infelizmente, têm sido a equipa mais azarada da temporada e as lesões acumulam-se a um ritmo inacreditável. Rubio, como sabemos, já estava (e está) de fora até Dezembro. Love partiu a mão na pré-temporada. E a cada jogo que faziam parecia que alguém se lesionava. Primeiro Barea, depois Roy, depois Budinger (3 a 4 meses de fora, com uma ruptura no menisco) e, por último, Pekovic.
Neste momento, 6 dos seus 9 melhores jogadores estão de fora (Rubio, Love, Barea, Roy, Budinger e Pekovic. Ninguém merece tanto azar. Foi uma óptima offseason que merecia melhor sorte.

13.11.12

All Star Game 2013


Já estão abertas as votações para o All Star Game desta temporada (dia 17 de Fevereiro, no Toyota Center, em Houston). Podem votar nos vossos eleitos aqui.


E agora, D'Antoni.


Mitch Kupchak e Jerry Buss continuam com o dedo leve no gatilho. Depois da demissão relâmpago de Mike Brown e quando tudo parecia encaminhado para o regresso do desejado-pelos-fãs Phil Jackson, eis que os dirigentes dos Lakers nos presenteiam com uma rápida e surpreendente reviravolta nos acontecimentos e anunciam o ex-treinador dos Suns e Knicks como o novo timoneiro dos angelinos:


É então Mike D'Antoni o homem incumbido da missão de levar estes Lakers ao título (sim, porque para esta equipa é, assumidamente, título ou nada). E agora a pergunta obrigatória: será D'Antoni capaz de levar a cabo tal missão?

A julgar pelas reacções imediatas, muitos duvidam que seja. Nós próprios não o apontámos como a melhor solução. Mas dizer que D'Antoni não é homem para esta missão pode ser um veredicto precipitado.

Comecemos por recapitular o que os Lakers precisavam:
- um treinador que tivesse o respeito das estrelas da equipa (e de Kobe em particular) e uma boa relação com estas
- um sistema ofensivo que fosse o mais rápido de aprender possível
- um sistema ofensivo que tirasse o melhor partido possível dos jogadores (nomeada e especialmente de Nash e Howard)

Pois bem, como sabem, Kobe cresceu em Itália (o seu pai, Joe Bryant, jogava lá). E quem era uma das maiores estrelas do basquetebol italiano nessa altura? Mike D'Antoni. Kobe cresceu a idolatrar D'Antoni e sempre o admirou. E, para além disso, já trabalharam juntos também na selecção americana. E quanto à relação com Nash nem precisamos falar. O base canadiano teve os melhores anos da sua carreira sob o comando de D'Antoni. Por isso, respeito das estrelas e de Kobe em particular? Check.

O sistema ofensivo de D'Antoni é muito mais simples que o ataque Princeton e que o triângulo ofensivo, Nash conhece-o de trás para a frente e o tempo necessário para os outros o aprenderem será significativamente menor que para qualquer um dos outros dois sistemas. Um sistema ofensivo que reduza ao máximo o tempo necessário de aprendizagem? Check.

E é um sistema ofensivo onde não vão faltar os desejados pick and rolls para Nash e Howard (e Gasol). Portanto, um sistema ofensivo mais adequado a estes jogadores? Check.

Até aqui, parece uma escolha acertada. Mas nem tudo são rosas e há duas questões fundamentais que se colocam com D'Antoni. A primeira é aquela que é apontada imediatamente como a principal falha deste treinador e das suas equipas: a defesa (ou falta dela). Mas também aqui o veredicto pode ser precipitado.

É um facto que as equipas de D'Antoni nunca foram conhecidas pela sua defesa, mas, como dissemos na análise dos possíveis sucessores de Mike Brown, ele também nunca teve defensores interiores como os que tem nesta equipa e nunca teve um como Howard. Teve Tyson Chandler durante meia temporada nos Knicks e a defesa da equipa deu um salto enorme nesse período (foi mesmo a equipa que mais evoluiu nesse departamento). 
Para além disso, o mito que as equipas de D'Antoni sempre foram más defensoras é exagerado. Nunca foram das melhores da liga, mas também nunca foram das piores. Eram apenas medianas (os Suns, entre 2004 e 2008, foram a 14ª equipa em Defensive Rating). E isto sem defensores interiores de topo. É, por isso, seguro que a defesa de D'Antoni e dos Lakers vai ser boa? Não, mas com estas peças pode ser.

A outra questão, e provavelmente o maior desafio de D'Antoni (talvez até maior do que colocar a equipa a defender bem), é a melhor forma de utilizar Kobe, Artest e Gasol no seu sistema ofensivo. O ataque com 4 jogadores abertos e um poste alto que D'Antoni utiliza (podem ver uma análise mais pormenorizada desse sistema neste artigo que escrevemos sobre os seus Knicks), começa normalmente com um pick and roll alto, acima do garrafão, entre o base e o poste e os outros 3 jogadores abertos. Ora Gasol não é um jogador exterior e terá de ocupar uma posição mais interior do que este ataque habitualmente prevê. E nem Bryant nem Artest são atiradores puros (embora não sejam jogadores que se possam deixar sozinhos).

Bryant pode fazer uma posição semelhante à que Shawn Marion fazia nesse sistema e vaguear pelo ataque à procura dos espaços e buracos na defesa adversária, mas aí deixa menos espaço para Gasol fazer o mesmo. Apenas Artest parece claro para ocupar uma posição aberto na linha de 3 pontos (o que pode ser bom ou mau) e D'Antoni terá de encontrar a melhor forma de arrumar Kobe e Gasol. Kobe terá de jogar mais sem bola, Kobe e Gasol terão de alternar essas movimentações sem bola e quando fôr Gasol a fazê-lo, Kobe pode jogar aberto na linha de 3 pontos. Um desafio, sim, mas longe de impossível.

Como longe de impossível é a missão de Mike D'Antoni. Um grande desafio, sim (o maior da sua carreira), e uma escolha dos dirigentes dos Lakers que, à primeira vista, levanta muitas dúvidas, mas, após uma análise mais atenta, uma que pode ser acertada.

10.11.12

E agora, Lakers?


Mais rápido que o despedimento de Mike Brown, só as reacções de regojizo dos fãs dos Lakers. Assim que foi anunciada a saída, muitos fãs (a maioria dos fãs?) manifestaram a sua alegria e satisfação com a decisão dos dirigentes angelinos. E também não demoraram muito a mostrar quem gostavam de ver como substituto de Brown:



Mas, apesar de celebrada pela maioria, terá sido justa a decisão de despedir Brown ao fim de apenas 5 jogos? E, apesar do desejo dos fãs, será Phil Jackson a melhor solução para substituir Brown?

Para ambas, a resposta é: não. 

Se foi uma decisão acertada e se foi o melhor para a equipa só o tempo o dirá, mas a demissão neste momento da temporada é injusta para Brown. Se os dirigentes dos Lakers não acreditavam nele e pensavam que ele não estava à altura deste desafio, não o deixavam sequer começar a época e contratavam outro treinador na offseason. Se acreditavam nele, davam-lhe tempo para fazer o seu trabalho. Não fizeram nem uma, nem outra e agora têm de recomeçar esse trabalho do zero já com a temporada a decorrer.

Para Brown, pessoalmente, foi uma decisão injusta. Para os Lakers, como organização, foi um passo atrás no processo de construção desta equipa. Poderá até ser um passo atrás necessário e que lhes permita dar dois passos para a frente (como dissemos, só o tempo o dirá), mas foi, inegavelmente e para já, um passo atrás.

Porque há uma coisa que quem quer que seja que vá treinar os Lakers vai precisar: tempo. Tempo para construir a equipa, tempo para os jogadores se conhecerem, tempo para aprenderem os ataques e as defesas, tempo para olear a máquina. E os Lakers só adiaram esse processo. Não deram esse tempo a Brown, mas quem o substituir vai precisar desse tempo na mesma.


O que nos leva à segunda pergunta: é Phil Jackson a melhor solução? Pode o Zen Master, qual Dom Sebastião no nevoeiro, regressar do seu exílio e levar os Lakers às glórias passadas?

Bem, como dizíamos, se for ele o escolhido, vai precisar de tempo, pois o triângulo ofensivo é tão ou mais difícil de aprender que o ataque Princeton. Muitos dos jogadores dos Lakers (por exemplo, as duas maiores contratações, Nash e Howard) nunca jogaram nesse sistema e precisariam de tempo para o aprender (e muito tempo para o dominar). 
Para além disso, à semelhança do ataque Princeton, duvidamos que seja um bom sistema para eles. Tal como o ataque Princeton, o triângulo baseia-se no passe e na movimentação sem bola, pelo que Nash não ia ter muitas vezes a bola na mão e também não iamos ver muitos dos desejados pick and rolls entre Nash e Howard.

Com quem iriamos ver muito disso seguramente era com Mike D'Antoni. Com o ex-treinador de Nash nos melhores anos dos Suns, os Lakers iam ser divertidos de ver, mas como seria na defesa? As equipas de D'Antoni nunca foram conhecidas pela sua defesa, mas D'Antoni também nunca teve um defensor interior e um protector do cesto como Howard (teve Chandler durante meia época nos Knicks e a defesa da equipa melhorou bastante nesse período). Portanto, se atacassem tão bem como as suas equipas habituamente atacam (e as peças para isso estão lá) e defendessem melhor do que habitualmente, podia ser uma boa solução. Mas é um grande se. E se os Lakers estão em modo "ganhar já", nao podem arriscar num "se". 

A margem de erro é curta, os Lakers precisam de certezas e de alguém com que saibam exactamente o que esperar. E precisam de reduzir ao máximo o tempo de aprendizagem e construção da equipa. Ou seja, precisam de alguém cujo sistema de jogo possa ser mais rapidamente aprendido.

Por isso, a melhor solução para o banco dos Lakers? Jerry Sloan. Querem melhor combinação? O melhor treinador nos pick and rolls com os dois melhores executantes desse movimento. O ex-treinador dos Jazz podia fazer de Nash&Howard outros Stockton&Malone. E nenhuma equipa de Jerry Sloan defende mal ou não deixa tudo em campo. Sloan tem currículo no ataque e na defesa, retira sempre o máximo dos seus jogadores e teve sempre equipas que superam as suas possibilidades.

Sloan conseguiu sempre fazer milagres com as equipas que teve, retirar delas mais do que parecia possível. Fez muitas vezes omoletes sem ovos. E nestes Lakers não lhe faltam ovos. Por isso imaginem a omolete que podia fazer.

9.11.12

Bye Bye Brown


Uma pessoa sai do trabalho e Mike Brown é o treinador dos Lakers, chega a casa e Mike Brown já não é o treinador dos Lakers. A notícia do dia já é oficial e já foi anunciada no site da equipa. Foi uma curta estadia, a de Brown em Los Angeles e foi muita curta a paciência dos dirigentes dos Lakers com este mau início de temporada.


Vamos deixar a poeira assentar e amanhã fazemos o nosso comentário sobre a curta passagem de Brown pelo banco dos angelinos e sobre os possíveis candidatos ao lugar. Até lá, podem deixar aí as vossas reacções. Que vos parece? É justo o despedimento ao fim de cinco jogos ou deviam ter-lhe dado mais tempo? E quem gostavam de ver como próximo treinador dos Lakers?

8.11.12

The Last Shot à lupa



A Marca chama-lhe o lançamento mais famoso da história. Não sei se vamos tão longe, mas é sem dúvida um dos lançamentos mais famosos da carreira de Michael Jordan e um dos momentos mais icónicos da NBA. E agora podem vê-lo como nunca o viram: até ao mais ínfimo pormenor e até às caras e reacções de cada um dos adeptos que estava na bancada por trás daquele cesto. 

Desde as caras de terror dos fãs dos Jazz à antecipação de festejo de alguns fãs dos Bulls infiltrados, podem ver todos os detalhes desse momento, à lupa, neste gráfico muito divertido que o jornal espanhol fez.

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Já que estamos pela Pacific Division (e já que só faltam duas equipas) vamos continuar por lá e, depois dos Warriors, vamos para os lados do Arizona ver se a offseason em que os Suns finalmente trocaram Steve Nash os deixou com uma travessia no deserto para fazer ou com algum oásis à vista:


Phoenix Suns

Saídas: Steve Nash, Grant Hill, Robin Lopez, Josh Childress e Ronnie Price 
Entradas: Goran Dragic, Luis Scola, Michael Beasley, Wesley Johnson, Jermaine O'Neal, PJ Tucker , Luke Zeller e Kendall Marshall (13ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Jared Dudley - Michael Beasley - Luis Scola - Marcin Gortat
Banco: Kendall Marshall - Sebastian Telfair - Shannon Brown - Wesley Johnson - Markieff Morris - Jermaine O'Neal
Treinador: Alvin Gentry

Balanço: Esta era a offseason mais importante dos últimos anos para a equipa do Arizona. Steve Nash era free agent e tinham de decidir a direcção da equipa para o futuro. Insistir no mesmo caminho, renovar com Nash e adiar, ainda mais, a reconstrução ou romper finalmente com a sua maior estrela da última década (e uma das maiores de sempre na história da equipa) e virar a página para um capítulo novo? Os Suns estavam decididos pela primeira hipótese e pretendiam manter o canadiano.

Mas primeiro, o draft. Como acabaram a temporada passada naquele limbo de não serem bons o suficiente para ir aos playoffs, nem maus o suficiente para (salvo uma grande, grande sorte) ganhar uma das primeiras escolhas, ficaram com uma escolha a meio da primeira ronda, a 13ª. Que usaram em Kendall Marshall. Uma escolha decente e um jogador para desenvolver a pensar na sucessão de Nash (que não desejavam que fosse já, mas apenas daqui a dois anos), mas que não vai acrescentar muito valor à equipa para já.

E então, a free agency. Como dissemos, não queriam romper com Nash e começar já a reconstrução, mas o Captain Canada tomou a decisão por eles. Ele queria mesmo sair e, depois de recusar os Knicks e Raptors e como queria ficar perto dos seus filhos, arranjaram aquela solução de sign and trade com os Lakers. Trocaram-no por trocos (quatro escolhas no draft), mas ele ia sair de qualquer forma e sempre é melhor que perdê-lo por nada.

Embora contra a sua vontade, estava escolhido o caminho da equipa. Era tempo de reconstruir. E agora tinham duas hipóteses: guardar o espaço salarial, serem péssimos este ano e começar a reconstruir pelo draft ou tentar montar uma equipa competitiva.

E foram pela segunda. Com a saída de Nash e Hill, ficaram com algum espaço salarial e usaram-no imediatamente numa oferta ao restricted free agent Eric Gordon. Depois da saída de Nash, era a grande jogada da offseason e o jogador em que apostavam para ser uma peça central para a reconstrução. Mas os Hornets igualaram a oferta e Gordon ficou mesmo por New Orleans. Mais um tiro ao lado para os Suns.

E mais uma vez obrigados, tiveram então de recorrer a outro plano. Contrataram Goran Dragic (depois de o terem trocado há 2 anos) e Michael Beasley (um tiro - quase - no escuro?) e depois saiu-lhes um tiro de sorte com Luis Scola (amnistiado pelos Rockets). Trocaram ainda Robin Lopez (numa troca entre 4 equipas) por Wesley Johnson e, para terminar, contrataram o veterano Jermaine O'Neal.

Para plano C não está mal. Ficaram decentemente competitivos e mantiveram alguma flexibilidade salarial para usar no futuro. Mas não ficaram no mesmo limbo em que estavam? Não vão lutar pelos primeiros lugares com esta equipa, nem vão ser suficientemente maus para ter escolhas altas no draft. E  todas as mudanças acabaram por ser feitas não por estarem planeadas assim, mas porque foram obrigados a improvisar. Em vez de dominarem os acontecimentos na sua offseason, foram dominados pelos acontecimentos. No fim, até não está mal para improviso, mas para montar uma equipa campeã é preciso mais do que improviso.

Nota: 9

4.11.12

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Continuando com os Boletins de Avaliação, depois dos Clippers, vamos manter-nos pela Pacific Division e vamos até à equipa que ontem lhes ganhou:


Golden State Warriors

Saídas: Dorrell Wright, Nate Robinson, Mikki Moore, Chris Wright e Dominic McGuire
Entradas: Jarrett Jack, Carl Landry, Harrison Barnes (7ª escolha no draft), Festus Ezeli (30ª escolha no draft), Draymond Green (35ª escolha no draft) e Kent Bazemore (undrafted)
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Harrison Barnes - David Lee - Andrew Bogut
Banco: Jarrett Jack - Brandon Rush - Richard Jefferson - Carl Landry - Festus Ezeli - Andris Biedrins
Treinador: Mark Jackson

Balanço: Podemos dizer que a verdadeira offseason dos Warriors começou antes da offseason. As principais movimentações da equipa foram feitas durante a temporada passada quando trocaram Monta Ellis (e Ekpe Udoh) por Andrew Bogut e, sem poder contar com o poste australiano e com Stephen Curry até ao fim da temporada, entraram em modo tanking total.

Conseguiram o objectivo pretendido, que era não cair abaixo da 7ª escolha no draft (se o fizessem, a escolha ia para os Jazz). E conseguiram também começar a mudar a identidade da equipa. Mark Jackson andava a pregar a importância da defesa desde o início da época, mas para isso, mais do que de palavras, precisavam de mudar jogadores.

E começaram com Bogut. Como, quando o contrataram, estava a recuperar da lesão e não ia jogar mais nessa temporada, foi na verdade um reforço para 2012-13. E um que reforçou as áreas onde eram claramente mais débeis: defesa e ressaltos. Com essa grande mudança, ficaram com um interessante (e muito mais equilibrado) núcleo de Curry-Thompson-Lee-Bogut e afirmaram uma inversão na filosofia da equipa.

Na offseason, não só se mantiveram fiéis a esse caminho, como reforçaram bastante a profundidade da equipa. Completaram o núcleo com uma acertada escolha no draft para a posição que faltava. Já tinham um base, já tinham um shooting guard, já tinham um power forward e já tinham um poste, só lhes faltava um small forward, pois Richard Jefferson não é uma solução de longo prazo (e Dorrell Wright estava a caminho de Philadelphia). E escolheram um bom. Harrison Barnes é um bom lançador e tem o atleticismo para ser um bom defensor e um bom penetrador.

Na free agency, conseguiram duas excelentes peças para o banco. Carl Landry para revesar David Lee e Jarrett Jack para revesar Stephen Curry. Landry é mais um jogador lutador que encaixa nesta nova filosofia e um bom reforço para o interior. E com o historial de lesões de Curry, ter um jogador como Jack (que tem talento para ser titular em muitas equipas) é um seguro valioso.

A renovação de Brandon Rush foi mais uma escolha acertada e uma que lhes dava mais uma boa alternativa no banco. Infelizmente lesionou-se gravemente no jogo de ontem e vai estar de fora o resto da época. No entanto, a escolha, quando a tomaram, foi acertada.

Apenas tiveram azar. Um que esperam que não aconteça mais, porque a saúde vai ser a chave da temporada para estes Warriors. As movimentações que fizeram foram acertadas e, no papel, ficaram com uma equipa melhor e muito mais equilibrada. Mas agora é preciso que se mantenham livres de (mais) lesões. O que Curry e Bogut não têm conseguido nas últimas temporadas. Mas essa é a parte que os dirigentes de Golden State não podem controlar. Na parte que podiam, estiveram bastante bem.

Nota: 13

Visita de estudo


Hoje viemos até à Sport TV assistir em directo ao Heat x Nuggets com o professor Carlos Barroca e o Luís Avelãs:


2.11.12

Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers


Hoje é dia de derby na cidade dos anjos, por isso é por lá que vamos continuar. E enquanto não começa a acção no Staples Center, vamos ao balanço dos ex-parentes pobres dos Lakers, que começaram a temporada no sentido inverso destes, com uma vitória sobre os Grizzlies:


Los Angeles Clippers

Saídas: Kenyon Martin, Nick Young, Mo Williams, Reggie Evans, Randy Foye, Ryan Gomes e Bobby Simmons
Entradas: Jamal Crawford, Lamar Odom, Grant Hill, Matt Barnes, Ryan Hollins, Ronny Turiaf e Willie Green
Cinco Inicial: Chris Paul - Chauncey Billups - Caron Butler - Blake Griffin - DeAndre Jordan
Banco: Eric Bledsoe - Jamal Crawford - Grant Hill - Matt Barnes - Lamar Odom - Ryan Hollins - Ronny Turiaf
Treinador: Vinnie Del Negro


Para além dos jogadores que tinham contratado até à data desse artigo (Odom, Hill, Crawford e Hollins), ainda reforçaram a rotação interior com Ronny Turiaf e a exterior com Matt Barnes e Willie Green. E ficaram com o melhor banco da liga. 

O balanço da offseason é por isso fácil de fazer. Mantiveram o forte cinco inicial que já tinham e acrescentaram-lhe o banco mais profundo da NBA (podem rodar até 13 jogadores e, à excepção do power forward Trey Thompkins - que está destinado ao último lugar do banco -, qualquer um dos outros jogadores da equipa pode jogar e dar uma contribuição importante). A offseason foi, portanto, um enorme sucesso.

E um banco que não só pode render em conjunto numa poderosa segunda unidade, como pode também ser combinado com os titulares e trazer mais versatilidade ao cinco dos Clippers. Têm mais soluções (e soluções diferentes) para o interior e para o exterior, têm veteranos reconhecidos como grandes líderes e criadores de bom ambiente no balneário e têm postes suplentes (que não tinham no ano passado).

Na temporada passada começaram a abandonar a pele de patinhos feios e nesta offseason colocaram-se em posição de a deixar definitivamente para trás.

Nota: 16

1.11.12

Uma estreia estratosférica


37 pontos, 12 assistências, 6 ressaltos, 4 roubos de bola e 80 milhões de dólares. Nada mau para a estreia pela sua nova equipa:



(os Rockets devem estar bastante satisfeitos com a troca, tão satisfeitos que ofereceram-lhe 80 milhões por 5 anos)

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Os fãs dos Wolves que me desculpem, mas ainda não é desta que vamos à análise da offseason deles. Como a temporada regular já começou, vamos ignorar a ordem alfabética que estávamos a seguir nos Boletins de Avaliação e vamos fazer o balanço das oito equipas que faltam à medida que forem entrando em acção ou conforme as circunstâncias o ditem. E um dos destaques do primeiro dia foi a estreia (e derrota) dos Lakers, por isso, é até à cidade dos anjos que vamos hoje:


Los Angeles Lakers

Saídas: Andrew Bynum, Matt Barnes, Ramon Sessions, Josh McRoberts e Troy Murphy
Entradas: Dwight Howard, Steve Nash, Antawn Jamison, Jodie Meeks, Chris Duhon, Earl Clark, Darius Johnson-Odom (55ª escolha no draft) e Robert Sacre (60ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Steve Nash - Kobe Bryant - Metta World Peace - Pau Gasol - Dwight Howard
Banco: Steve Blake - Jodie Meeks - Devin Ebanks - Antawn Jamison - Jordan Hill
Treinador: Mike Brown

Balanço: Um Verão em que se contrata Steve Nash e Dwight Howard em troca de Andrew Bynum, umas peças secundárias e umas escolhas no draft só pode ser um grande Verão. Por isso, não há outra forma possível de rotular a offseason dos Lakers (e é da offseason que estamos a falar aqui, já lá vamos ao início de temporada) para além de "um enorme sucesso". Se o sucesso dos dirigentes a reforçar a equipa se vai traduzir em sucesso dentro de campo é outra história, mas Mitch Kupchak fez tudo para os colocar na melhor posição possível para tal.

Não só montou um candidato ao título imediato, como preparou a sucessão de Kobe Bryant e trouxe para Los Angeles o próximo franchise player da equipa. Para além disso, ainda reforçou um dos pontos mais fracos da equipa no ano passado, o banco de suplentes, com as contratações de Jodie Meeks e Antawn Jamison (e a renovação de Jordan Hill). Não há muito a apontar ao trabalho de Kupchak (talvez apenas a saída de Barnes, que podia ser útil para render World Peace - a posição onde têm menos soluções -, mas também não há espaço salarial para todos), que cumpriu a sua parte na perfeição.

É verdade que a janela de oportunidade deste grupo é pequena (Nash tem 38 anos, Bryant, 34 e Gasol, 32), mas são claros candidatos ao título nas próximas duas temporadas, têm um franchise player para depois disso e muito espaço salarial para ir buscar mais estrelas. Era difícil fazer melhor.

Nota: 18


Isto foi a offseason, agora vem a temporada. Que não começou da melhor maneira. Depois dum 0-8 na pré-temporada (mas a pré-temporada vale o que vale; era tempo de experiências e de treino), anteontem perderam em casa frente a uns Mavs sem Nowitzki e Kaman (e esta noite voltaram a perder em Portland) e pairam muitas dúvidas sobre a equipa. Há dúvidas se o ataque Princeton (que depende muito de movimentações sem bola e cortes nas costas e coloca os postes muitas vezes na posição de poste alto e mais longe do cesto) que Mike Brown quer implementar é o melhor sistema para estes jogadores. Há dúvidas se Nash e Howard, que são mais produtivos no pick and roll, podem ser produtivos nesse sistema. Há duvidas se Bryant consegue jogar mais sem bola. Há dúvidas se Mike Brown consegue encaixar todas estas peças. Há muitas dúvidas e apenas uma certeza: uma equipa não se monta num dia e os Lakers vão precisar de tempo para colocar esta máquina a carburar. Resta saber se uma temporada vai ser suficiente.