8.11.12

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Já que estamos pela Pacific Division (e já que só faltam duas equipas) vamos continuar por lá e, depois dos Warriors, vamos para os lados do Arizona ver se a offseason em que os Suns finalmente trocaram Steve Nash os deixou com uma travessia no deserto para fazer ou com algum oásis à vista:


Phoenix Suns

Saídas: Steve Nash, Grant Hill, Robin Lopez, Josh Childress e Ronnie Price 
Entradas: Goran Dragic, Luis Scola, Michael Beasley, Wesley Johnson, Jermaine O'Neal, PJ Tucker , Luke Zeller e Kendall Marshall (13ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Jared Dudley - Michael Beasley - Luis Scola - Marcin Gortat
Banco: Kendall Marshall - Sebastian Telfair - Shannon Brown - Wesley Johnson - Markieff Morris - Jermaine O'Neal
Treinador: Alvin Gentry

Balanço: Esta era a offseason mais importante dos últimos anos para a equipa do Arizona. Steve Nash era free agent e tinham de decidir a direcção da equipa para o futuro. Insistir no mesmo caminho, renovar com Nash e adiar, ainda mais, a reconstrução ou romper finalmente com a sua maior estrela da última década (e uma das maiores de sempre na história da equipa) e virar a página para um capítulo novo? Os Suns estavam decididos pela primeira hipótese e pretendiam manter o canadiano.

Mas primeiro, o draft. Como acabaram a temporada passada naquele limbo de não serem bons o suficiente para ir aos playoffs, nem maus o suficiente para (salvo uma grande, grande sorte) ganhar uma das primeiras escolhas, ficaram com uma escolha a meio da primeira ronda, a 13ª. Que usaram em Kendall Marshall. Uma escolha decente e um jogador para desenvolver a pensar na sucessão de Nash (que não desejavam que fosse já, mas apenas daqui a dois anos), mas que não vai acrescentar muito valor à equipa para já.

E então, a free agency. Como dissemos, não queriam romper com Nash e começar já a reconstrução, mas o Captain Canada tomou a decisão por eles. Ele queria mesmo sair e, depois de recusar os Knicks e Raptors e como queria ficar perto dos seus filhos, arranjaram aquela solução de sign and trade com os Lakers. Trocaram-no por trocos (quatro escolhas no draft), mas ele ia sair de qualquer forma e sempre é melhor que perdê-lo por nada.

Embora contra a sua vontade, estava escolhido o caminho da equipa. Era tempo de reconstruir. E agora tinham duas hipóteses: guardar o espaço salarial, serem péssimos este ano e começar a reconstruir pelo draft ou tentar montar uma equipa competitiva.

E foram pela segunda. Com a saída de Nash e Hill, ficaram com algum espaço salarial e usaram-no imediatamente numa oferta ao restricted free agent Eric Gordon. Depois da saída de Nash, era a grande jogada da offseason e o jogador em que apostavam para ser uma peça central para a reconstrução. Mas os Hornets igualaram a oferta e Gordon ficou mesmo por New Orleans. Mais um tiro ao lado para os Suns.

E mais uma vez obrigados, tiveram então de recorrer a outro plano. Contrataram Goran Dragic (depois de o terem trocado há 2 anos) e Michael Beasley (um tiro - quase - no escuro?) e depois saiu-lhes um tiro de sorte com Luis Scola (amnistiado pelos Rockets). Trocaram ainda Robin Lopez (numa troca entre 4 equipas) por Wesley Johnson e, para terminar, contrataram o veterano Jermaine O'Neal.

Para plano C não está mal. Ficaram decentemente competitivos e mantiveram alguma flexibilidade salarial para usar no futuro. Mas não ficaram no mesmo limbo em que estavam? Não vão lutar pelos primeiros lugares com esta equipa, nem vão ser suficientemente maus para ter escolhas altas no draft. E  todas as mudanças acabaram por ser feitas não por estarem planeadas assim, mas porque foram obrigados a improvisar. Em vez de dominarem os acontecimentos na sua offseason, foram dominados pelos acontecimentos. No fim, até não está mal para improviso, mas para montar uma equipa campeã é preciso mais do que improviso.

Nota: 9

2 comentários:

  1. Por muito que goste e concorde com grande parte das avaliações feitas pelo Márcio, com a nota 9 dada aos Phoenix Suns não posso concordar.
    1º) Já se sabia á muito tempo que por muito que o Steve Nash tivesse á equipa nestes últimos anos, era impensável renovar com ele. O próprio manager da equipa referiu isso numa conferência de imprensa, restando ganhar o mais possível com a sua saída (sign and trade com os Lakers) do que ficar com as mãos a abanar.
    2º) Embora seja o meu jogador preferido desde á muitos anos e me custe imenso ve-lo com aquele uniforme, a equipa sobrepoe-se sempre a um jogador e não nos podemos esquecer que Nash está quase com 39 anos. Dragic é e será ainda um grande base e uma aposta certo para o futuro.
    Se a adição de Scola, Dragic e o própio Beasley (que se ultrapassar certos problemas off-court) não chegam para tornar esta equipa mais competitiva do que o ano passado....
    Posso estar enganado mas com o avançar da temporada penso que a performance desta equipa só tende e melhorar e uma presença nos playoffs não poderá ser considerada surpresa.

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  2. Estão dependentes do que o Beasley fizer, eu estou confiante que ele vai marcar um statement e mostrar-se um jogador acima da média e ter uns 3-4 anitos de bom nível... Espero que comece já esta época porque o tenho no meu miserável roster da fantasy league.

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