31.1.13

O fim chegou mais cedo


Depois da troca com os Cavs que lhes poupou 6 milhões em ordenado e mais 4 milhões em luxury tax, parecia que o cinco inicial dos Grizzlies ia continuar junto até ao fim da temporada. Como escrevemos na altura, enviar Marreese Speights, Wayne Ellington, Josh Selby e uma 1ª ronda para Cleveland em troca de Jon Leuer parecia uma alternativa a trocar Rudy Gay ou Zach Randolph e parecia significar que Conley-Allen-Gay-Randolph-Gasol iam ter uma (última) oportunidade de tentar chegar ao lugar mais alto da NBA.

Mas afinal o fim desse núcleo chegou bem mais cedo do que esperavam. Depois dessa troca com os Cavs, em vez do esperado passo seguinte de reforçar o jogo exterior com contratos mínimos (os falados Delonte West, Bill Walker ou Sasha Vujacic), decidiram continuar com o plano de cortar salários e, como foi ontem anunciado, enviaram Rudy Gay e Hamed Haddadi para os Raptors em troca de Jose Calderon e Ed Davis. E enviaram depois Calderon para Detroit em troca de Tayshaun Prince e Austin Daye. Resumindo:

Grizzlies recebem: Ed Davis, Tayshaun Prince e Austin Daye
Raptors recebem: Rudy Gay e Hamed Haddadi
Pistons recebem: Jose Calderon


Foi uma troca surpreendente, não só por ter acontecido tão cedo, como também pelo que receberam em troca. Mesmo que quisessem trocar Gay, ninguém esperaria que o fizessem tão longe da data limite. O normal seria esperarem pelo melhor negócio possível e que esgotassem todas as possibilidades (e quando a data limite se aproxima abrem-se sempre mais oportunidades de negócio). Podia-se também compreender a troca tão cedo se fosse um negócio irrecusável. Mas este não é.

Não quer isso dizer que este tenha sido um mau negócio, apenas que podiam ter procurado um melhor. Do ponto de vista financeiro, foi bom, claro. Gay tem 16 milhões de dólares a receber esta temporada e mais 37 nas duas seguintes. Com esta troca e com a de Speights, vão poupar cerca de 40 milhões nos próximos 3 anos. Mas desportivamente, onde os deixam estas trocas? 

Ed Davis estava a fazer uma boa temporada em Toronto (9.7 pts e 6.7 res em 24 mins/jogo; 14.5 pts e 10 res por cada 36 mins) e não só será um bom suplente para Randolph, como lhes dá um jogador promissor e que pode ser uma opção para o futuro na posição de power forward. Austin Daye tem sido uma desilusão e é o tiro-no-escuro desta troca. Se jogar ao nível do que prometeu na temporada rookie pode ser um jogador útil para o futuro, mas é uma grande incógnita como se vai portar em Memphis. E Tayshaun Prince é um veterano já longe do auge, que vai ser o small forward titular e pode compensar uma grande parte da produção de Rudy Gay, mas não vai render o mesmo. 

Prince vai ajudar tanto como (ou mais que) Gay na metade defensiva, mas não tem a mesma capacidade ofensiva. Prince é capaz de lançar de fora e fazer uns triplos, mas não tem a mesma capacidade de Gay para jogar 1x1 e penetrar em drible. O que significa que o ataque de Memphis fica (ainda) mais dependente do seu jogo interior e que Randolph e Gasol terão ainda de produzir mais. A maior lacuna da equipa (o jogo no perímetro e o lançamento exterior) não melhora.

A competitividade no presente podia sair-lhes cara no futuro e, aparentemente, era insustentável manter todas as estrelas da equipa, por isso sacrificaram alguma da produção no presente. Em troca duma certeza cara de mais (Gay) ficaram com uma certeza mais barata, mas menos produtiva e para menos anos (Prince), um bom suplente no presente e um projecto de futuro (Davis) e um tiro-no-escuro (Daye).

Se calhar estas movimentações não os deixam muito piores do que antes e em termos financeiros ficam em muito melhor posição para o futuro. Continuam com uma equipa para lutar pelos primeiros lugares esta temporada e em melhor posição de continuarem nesses lugares no futuro. Fica a sensação que por Rudy Gay podiam ter conseguido melhor, mas não é um negócio de todo mau. Se calhar foi o negócio possível. O que é certo é que o fim do núcleo que tinham chegou. Vamos ver como corre este plano daqui para a frente.


(quanto às outras equipas envolvidas, os Raptors tiveram de se desfazer do promissor Ed Davis, mas levam o jogador que queriam, um com talento All Star, melhor que Davis e que será uma das peças à volta das quais vão reconstruir. Isso em troca de Davis e dum base em final de contrato é bem bom.

Os Pistons ficam com o apetecível contrato-a-expirar de Calderon, que podem - e pode ser esse o seu plano - usar para outra troca. Austin Daye tem sido uma desilusão e o veterano Prince não é uma peça para o futuro, por isso, para uma equipa em reconstrução, é um bom negócio.)

28.1.13

A irmandade da NBA e o futuro dos Celtics


Rajon Rondo acordou ontem com algumas dores. Nada de mais, apenas um ligeiro incómodo. O base dos Celtics tinha-se lesionado na sexta feira, no 4º período do jogo frente aos Hawks, mas não só jogou os dois prolongamentos e terminou esse jogo, como estava  disponível para o jogo de ontem. O diagnóstico era uma hiperextensão do joelho, nada de grave e nada que o impedisse de jogar. Mas quando chegou ao pavilhão para o jogo frente aos Heat, o incómodo continuava e o médico da equipa observou-lhe a perna. E foi aí que a temporada dos Celtics sofreu uma reviravolta.

O Dr. McKeon suspeitou de uma ruptura do ligamento anterior cruzado do joelho e Rondo seguiu imediatamente para o hospital, para realizar exames. Doc Rivers foi informado da situação, mas não contou a nenhum dos seus jogadores antes do jogo. E enquanto os Celtics enfrentavam os Heat no TD Garden, Rondo recebia o temido diagnóstico: ruptura do ligamento do joelho e a temporada estava acabada para ele. Segue-se a inevitável cirurgia e 8 a 12 meses de recuperação pela frente. No fim do jogo, Rondo estava no balneário para ser ele próprio a dar a notícia aos companheiros de equipa.


O que nos leva à primeira parte do nosso título. No fim do jogo, a palavra já se tinha espalhado e tanto os fãs no pavilhão como os jogadores dos Heat já sabiam a má notícia. LeBron James e Dwyane Wade foram dos primeiros a reagir à mesma. E ambos disseram o mesmo: por muito duras que tenham sido as batalhas entre eles e Rondo (e Wade e Rondo nunca morreram de amores um pelo outro e tiveram as suas batalhas bem quentes), por muito grande que seja a rivalidade com os Celtics e por muito que a lesão de Rondo beneficie os rivais, é  um momento triste para todos.

"É uma porcaria", disse James, "É terrível, não só para a equipa deles, mas também para a liga". Wade acrescentou: "Uma coisa que esta liga tem é que é uma irmandade. Nunca queremos ver ninguém a lesionar-se, muito menos com uma lesão destas, para toda a temporada."

E as reacções um pouco por todo o lado, em todas as equipas e de todos os jogadores, tem sido semelhante. Por muito que se lute dentro de campo, há valores mais importantes. Por muito duras que sejam as batalhas, fora do campo ninguém deseja mal aos adversários. Quando uma lesão assim assola um jogador, os outros estão com ele. Chamem-me lamechas, mas isso é sempre bonito de ver. 

Quanto à segunda parte do nosso título: o que vai ser destes Celtics agora? Será desta o fim desta era? Há duas ou três temporadas que lhes vaticinam o fim, que são velhos, que já acabou o tempo deles e é tempo de começar a reconstrução. Mas eles conseguiam sempre arranjar forças para ir longe e montar caminhadas improváveis. Em 2010 até às Finais e no ano passado até às finais de conferência.  Escrevemos aqui nessa altura, quando foram eliminados em Junho pelos Heat, que era o fim duma era. Mas os Celtics decidiram ainda dar mais uma hipótese a este núcleo. Uma última tentativa. Infelizmente, essa tentativa terminou mais cedo do que esperavam.


Porque, já com Rondo, esta era uma equipa que andava pelos 50% e a lutar pelo apuramento para os playoffs. Mas também no ano passado isso aconteceu. Medianos na temporada regular, pelos 50%, mas depois transfiguraram-se nos playoffs. Mas se antes ainda podiam acreditar que este ano podiam repetir a proeza, agora é tempo de encararem a dura realidade: sem Rondo, só o apuramento para os playoffs não vai ser fácil, quanto mais irem longe nos mesmos.

Por isso, não lhes resta outra hipótese. É altura de começar a pensar no futuro. Rondo só volta na próxima temporada e mesmo nessa vai precisar de tempo para voltar ao seu nível. Portanto, realisticamente, não são candidatos nos próximos dois anos. E Garnett e Pierce não duram até lá. Por isso, é altura de os trocar e começar a pensar no futuro. 

Garnett e Pierce ainda têm bastante valor a curto prazo e podem ser a peça que falta para muitas equipas à beira da candidatura ao título (Grizzlies? Nets? Indiana?). Devem tentar conseguir uns jogadores mais novos em troca (Rudy Gay? Brook Lopez?) e começar a construir um núcleo para quando Rondo voltar. Esta temporada acabou para os Celtics. E esta era não deve passar do próximo dia 21 de Fevereiro.

Rápidas melhoras, Rajon!


São as notícias que nenhum fã quer ouvir: um dos melhores jogadores da liga lesionado gravemente e de fora o resto da temporada. Get well soon, Rajon!



(agora tenho obrigações profissionais a atender, mas logo à noite faremos um artigo sobre as reacções à lesão de Rondo e o futuro dos Celtics depois deste duro golpe)

27.1.13

Blogs do Ano - Obrigado a todos!


Não deu para ganhar, mas conseguimos ao menos ficar no pódio (o que, como únicos representantes de um desporto que não o futebol, não foi mau):


Parabéns ao Gordo e obrigado a todos os que votaram em nós. Obrigado pelos vossos votos e pelas visitas com que nos continuam a presentear diariamente!

25.1.13

All Star Game - as escolhas dos treinadores


Ontem à noite, para além da chegada dos Pelicanos, foram também anunciados os suplentes para o All Star Game:



No Oeste, os treinadores concordaram com 6 das nossas escolhas e LaMarcus Aldridge é o único nome  que não tínhamos entre as mesmas. Infelizmente, essa é, na nossa opinião, provavelmente a maior injustiça desta selecção. Os números individuais de Aldridge e Stephen Curry (a nossa escolha) são semelhantes (20.9 pts, 6.6 ast, 4.1 res, 1.7 rb e um PER de 19.8 para Curry; 20.7 pts, 8.8 res, 2.5 ast, 1.3 dl e um PER de 19.6 para Aldridge), mas o base da equipa de Golden State leva vantagem na liderança da equipa e na responsabilidade pelo sucesso da equipa. Apesar de dois jogadores dos Warriors poder parecer exagerado para muitos (e esse facto pode ter pesado contra ele), Curry está a fazer uma grande temporada e merecia estar em Houston no próximo dia 17.  Não só os Warriors estão acima dos Blazers na classificação (um bom 8º lugar para os Blazers, mas um surpreendente 5º lugar para os Warriors), como a importância de Curry para os Warriors, e logo a sua quota-parte no sucesso destes, é maior. Por isso, mantemos a nossa escolha: era Curry em vez de Aldridge.

Já no Este, acertámos apenas em 4 das escolhas dos treinadores. Duas dessas escolhas divergentes das nossas são aceitáveis e nós próprios ficámos indecisos entre os nossos escolhidos e os dois nomes escolhidos pelos treinadores. Estivemos indecisos entre Kyrie Irving e Brandon Jennings e optámos por Jennings devido ao recorde dos Bucks, mas Irving é um justo seleccionado também. E verdade seja dita, depois de termos escolhido Jennings, Irving fez grandes jogos e merece a sua estreia no All Star.

Estivemos também indecisos entre Luol Deng e Carlos Boozer, pois se Deng tinha sido melhor nos primeiros 20 jogos da temporada, Boozer tinha sido melhor nos últimos 20. Decidimo-nos por Boozer pois estava a jogar ao melhor nível que vimos desde que chegou aos Bulls e achámos que o líder da conferência em duplos-duplos merecia um lugar no All Star. Mas os treinadores, aparentemente, preferiram recompensar a defesa de Deng e um jogador que, como tem sido também bom ofensivamente, tem um impacto nos dois lados do campo. Embora aqui continuemos a preferir Bozer, aceitamos o prémio para o outro Bull.

Mas a terceira escolha divergente da nossa é que não concordamos nada e é a maior injustiça desta selecção do Este. Chris Bosh está a fazer a pior temporada desde que está em Miami (e a pior desde a sua segunda temporada na liga, em 2004-05) e os seus números nos ressaltos (7.2/jogo) estão no mínimo de carreira (e essa tem sido, justamente, a maior fragilidade dos Heat este ano). Boozer (e Jennings) merecia mais a selecção que o extremo-poste dos Heat e até Josh Smith merecia ser seleccionado antes dele.

Curry e Boozer são, por isso, na nossa opinião, os maiores injustiçados deste ano no All Star Game.



E amanhã terminam as votações para Blog do Ano. Ao primeiro lugar já não chegamos, mas estamos numa luta renhida com o Futebol Feminino pelo terceiro lugar. Vamos lá dar um empurrão final, um último esforço para ficar no pódio?


24.1.13

Os Pelicanos aterram na NBA


Dêem as boas vindas aos New Orleans Pelicans:


Como já era esperado, a equipa de New Orleans vai mudar de nome na próxima temporada e revelaram hoje o novo nome e a nova imagem. Desde que comprou os Hornets no ano passado que Tom Benson, natural de New Orleans e também dono da equipa de futebol americano da cidade (os New Orleans Saints), tinha expressado o desejo de mudar o nome da equipa para um que fosse representativo da cidade e da região (pois os Hornets, como sabem, são originalmente de Charlotte). O pelicano é o símbolo do estado de Louisiana (conhecido também como Pelican State) e a nova cor principal da equipa, o azul, a cor da bandeira estatal. E assim, a partir de 2013-14, vamos ter Pelicanos a voar nos pavilhões da NBA.

(quanto ao nome "Hornets", pode voltar para Charlotte se a equipa da cidade assim o quiser  - e se pagarem os 3 milhões de dólares pelos direitos do nome)

João "Vince Carter" Gomes


Já viram o momento vince carteriano do nosso Betinho? Não temos muitos momentos destes na Liga Portuguesa, por isso, enjoy:


(via António Raminhos)

23.1.13

Grizzlies até ao fim?


Até ao fim desta temporada, pelo menos, parece que o núcleo duro da equipa de Memphis vai continuar junto. Algo que até ontem parecia difícil de acontecer. Só entre Rudy Gay, Zach Randolph e Marc Gasol os Grizzlies têm 56 milhões de dólares para pagar em ordenados em 2012-13 e, com uma folha de pagamentos a ultrapassar os 74 milhões de dólares, estavam condenados a pagar cerca de 4 milhões de luxury tax. Para uma equipa de um mercado pequeno era uma conta insuportável e tinham que fazer algo para a baixar.


Uma das soluções possíveis (e a que era apontada como mais provável de acontecer) era trocar um dos seus dois jogadores mais caros, Rudy Gay ou Zach Randolph. E destes, Gay era a hipótese mais provável (já tinham feito uma incursão até à segunda ronda dos playoffs sem ele e havia quem acreditasse que podiam conseguir em troca um jogador mais barato e suficientemente bom para manter o nível da equipa). E não duvidem: os dirigentes dos Grizzlies ponderaram essa hipótese e discutiram possíveis negócios com outras equipas.

Mas, ou porque não encontraram nenhum negócio que lhes agradasse ou porque decidiram dar uma oportunidade a este grupo, encontraram, para já, outra solução: mandar Marreese Speights, Wayne Ellington, Josh Selby e uma 1ª ronda para Cleveland em troca de Jon Leuer (e uma trade exception de 4 milhões, que podem usar durante o próximo ano).

E embora pareça que os Grizzlies não ganham nada com a troca (Leuer estava no fundo do banco dos Cavs e deve ir para o fundo do dos Grizzlies), o objectivo foi baixar a fasquia salarial e evitar a luxury tax. E com esta troca poupam mais de 6 milhões em ordenados e, mais importante, coloca-os abaixo da luxury tax (o que lhes poupa mais 4 milhões). Por isso, ganharam financeiramente. E isso, indirectamente, fá-los também ganhar desportivamente. Porque permite-lhes manter o núcleo intacto e não ter de trocar Gay ou Randolph.

E desportivamente podem ganhar mais ainda. Depende dos próximos passos, mas fala-se que podem aproveitar as posições vagas para reforçar algumas das áreas mais debéis da equipa (o jogo exterior e os triplos) e contratar, em salários mínimos, Delonte West, Bill Walker e Sasha Vujacic.

Vamos ver o que vão fazer a seguir e até onde irão chegar esta temporada, mas para já Conley-Allen-Gay-Randolph-Gasol vão ter uma oportunidade de tentar ir até ao lugar mais alto da NBA. Mas pode ser a última.


(Para os Cavs, já agora, a troca é óptima. Com bastante espaço salarial, podiam receber  contratos mais elevados e manterem-se longe da luxury tax na mesma. E com Anderson Varejão de fora o resto da temporada precisavam de um poste. Assim não só ganham um que os pode ajudar esta temporada, como um que tem um contrato que termina em 2014 e não os prende nem compromete a flexibilidade salarial a longo prazo. Ganham também dois jogadores que podem aumentar a profundidade no backcourt e, o mais aliciante do negócio para eles, uma futura ronda no draft que lhes dá mais uma peça para a reconstrução. Tudo isso sem comprometer o espaço salarial. E dando em troca apenas um jogador do fundo do banco. Para uma equipa em reconstrução é um excelente negócio.)

Esclarecimento


Um leitor chamou-nos a atenção para um artigo do Bleacher Report muito parecido, para não dizer igual, ao texto enviado pelo José Borges, e publicado aqui ontem, sobre o coração desta equipa dos Bulls. Como podem imaginar, desconhecíamos o artigo original e nunca teríamos permitido a publicação se soubéssemos que não era um texto original.

O texto em questão já foi, por isso, retirado e resta-nos agradecer a quem nos alertou para a situação e pedir desculpas a todos os nossos leitores pelo sucedido.

21.1.13

Finalistas Blog do Ano


Estamos nos cinco finalistas para Blog do Ano - Desporto, pessoal. E, como era de esperar, os outro quatro finalistas são blogues de... futebol, claro. Por isso, num país de futebol não vai ser fácil vencer o prémio, mas tinha a sua piada um blogue de basquetebol em primeiro lugar. Vamos lá tentar?

Podem votar aqui, até dia 26 (e como sabem, podem votar todos os dias):


E obrigado a todos mais uma vez, pelos votos que já fizeram e pelos que fizerem!

20.1.13

League Pass de borla


Para quem ainda não sabe, como destacou o Hugo nos comentários do post anterior, o League Pass está disponível gratuitamente até dia 27. É aproveitar.


All Stars 2013 - os nossos suplentes


Ora então, quem merece ser suplente em Houston no próximo dia 17? Para as sete vagas disponíveis de cada lado, os treinadores têm de escolher dois bases (backcourt players), três extremos ou postes (frontcourt players) e mais dois jogadores de qualquer posição (wild card players). Aqui ficam então as nossas escolhas para esses lugares:



ESTE

Backcourt

Jrue Holiday / Brandon Jennings
Como já dissemos antes, Jrue Holiday é um dos jogadores que mais evoluiu este temporada, tem sido o melhor jogador dos Sixers, o maior responsável por se manterem na luta pelos playoffs, o melhor base do Este a seguir a Rondo e merece claramente a primeira eleição para um All Star. E Jennings tem sido o melhor jogador destes Bucks que estão num lugar de playoff.
(de fora ficam Deron Williams e Kyrie Irving. Williams não tem jogado como um All Star e Irving tem números ligeiramente melhores que Jenings, mas numa equipa que não luta por coisa alguma)

Frontcourt

Joakim Noah / Tyson Chandler / Paul Pierce
Noah é o líder dos Bulls na ausência de Rose, o melhor defensor da temporada e está a fazer a sua melhor temporada da carreira. Tyson Chandler é o equivalente de Noah nos Knicks, a âncora da sua defesa e o jogador que faz a diferença nessa metade do campo. 
Já para a terceira vaga no frontcourt, a luta é renhida entre Paul Pierce e Josh Smith. Mas, apesar de três All Stars poder ser exagerado para esta equipa dos Celtics, Pierce tem números ligeiramente melhores que Smith (19.3 pts, 5.6 res e 3.8 ast, em 33 mins/jogo, com um PER de 19.6, contra 16.5 pts, 8.3 res e 3.7 ast, em 35 mins/jogo, com um PER de 17.2), tem sido muito mais regular e ganha essa luta. Por pouco, mas ganha.

Wild Card


Paul George / Carlos Boozer
George é outro dos jogadores que mais evoluiu esta temporada e um jogador de que não se tem falado muito, mas está a fazer uma excelente época. Num equipa sem super-estrelas, George tem sido um dos maiores responsáveis pelo sucesso da mesma. E merece este prémio pela época que está a fazer.
E Boozer tem sido uma máquina de duplos-duplos (21, 1º no Este e 3ª na liga) e o segundo melhor jogador destes Bulls que se mantém nos lugares de topo da conferência mesmo sem Rose.


OESTE

Backcourt

Tony Parker / James Harden
Não há muita discussão aqui. São o segundo melhor base o segundo melhor shooting guard da conferência.

Frontcourt

Tim Duncan / Zach Randolph / David Lee
Aqui a luta é grande e renhida e temos vários candidatos para os lugares: Marc Gasol, Zach Randolph, David Lee, Serge Ibaka, Kenneth Faried, LaMarcus Aldridge, Al Jefferson e Tim Duncan (Nowitzki, Pau Gasol e Kevin Love não entram nesta luta este ano).
Com a temporada que está a fazer aos 36 anos (17.3 pts, 9.6 res, 2.7 ast e 2.8 dl, em apenas 30 mins/jogo) um desses lugares é de Tim Duncan. Nos outros dois, a luta aperta-se ainda mais, mas a nossa escolha vai para duas máquinas de duplos-duplos e dois dos jogadores mais regulares da temporada. Cada vez que estes homens entram em campo podem contar com mais de dez pontos e dez ressaltos. Randolph lidera a NBA nesse departamento e é uma das pedras basilares de um dos melhores jogos interiores da NBA (e entre ele e a outra pedra basilar, Marc Gasol, Randolph leva ligeira vantagem). E Lee é o segundo melhor jogador de uma surpreendente equipa dos Warriors e um dos responsáveis por esse sucesso.

Wild Card

Russell Westbrook / Stephen Curry
E Curry é o melhor jogador dos surpreendentes Warriors e o maior responsável por esse sucesso, por isso merece a sua primeira selecção. David Lee pode ser uma máquina de duplos-duplos, mas Curry é o  capitão do barco e o orquestrador da equipa (e pode-se ver a sua importância na organização da equipa pela falta que fez quando esteve de fora alguns jogos).
O outro lugar é uma escolha óbvia, para o terceiro melhor base da conferência e o segundo melhor jogador da melhor equipa do Oeste.

18.1.13

All Stars 2013 - os titulares


Sem grandes surpresas e sem alterações em relação aos últimos resultados das votações anunciados, foram ontem à noite revelados os titulares do All Star Game:



Uma vez que é votada pelo público, a eleição dos titulares é um concurso de popularidade e não vale muito a pena discutir a justiça ou injustiça da mesma (embora sejam quase todas justas e as únicas discutíveis sejam Garnett e Griffin; e Howard talvez...). Já o que vale a pena discutir (uma vez que são votadas por especialistas, os treinadores) é quem merece ocupar as vagas que restam.

Com cinco lugares já preenchidos a Este e Oeste, restam sete vagas de cada lado. Por isso, digam-nos da vossa justiça: quem merece ser suplente em Houston no próximo dia 17 de Fevereiro? Deixem aí as vossas escolhas para os restantes All Stars e, como habitualmente, nós diremos depois as nossas.


(e a propósito de votações, não se esqueçam dos votos para o Blog do Ano)

17.1.13

Uma noite Real


Ontem foi (mais) uma noite histórica para LeBron James. Com este cesto, não só se tornou o jogador mais jovem a chegar aos 20000 pontos na carreira (o recorde anterior era de Kobe Bryant, que atingiu a marca aos 29 anos e 122 dias; James atinge-a aos 28 anos e 17 dias) ...


... como chegou também às 5000 assistências, com este passe para Dwyane Wade:


James é o 38º jogador na história da NBA a chegar aos 20000 pontos e apenas o 13º jogador na história com mais de 20000 pontos e 5000 assistências. Para além de ser o mais jovem de sempre a atingir esta marca de pontos, só um jogador chegou aos 20000 e 5000 em menos jogos: Oscar Robertson (The Big O fê-lo em 671 jogos, James conseguiu-o no seu 726º jogo da carreira).

E, a pergunta que todos começam a fazer, com mais de duas dezenas de milhar já no saco aos 28 anos, será possível James ultrapassar o recorde de Kareem Abdul-Jabbar?

Para o fazer precisa "apenas" de 10 temporadas com uma média de 25 pontos/jogos e atingiria essa marca aos 38 anos. Díficil, sim. Mas com os jogadores a jogar cada vez até mais tarde, jogar até aos 38 anos não é inconcebível. E marcar 25 pontos por jogo até essa idade também não o é. E um recorde antes  considerado inatingível poderá não o ser.

16.1.13

Honey Nut Carmelo's


Era uma questão de tempo até alguém fazer merchandising da novela Carmelo-Garnett. Já temos a t-shirt:


E podem comprá-la aqui.


15.1.13

O caminho até e a vida na NBA


Hoje deixo-vos aqui duas sugestões de leitura, uma sobre um jovem que dá os primeiros passos na liga e outra sobre dois veteranos de muitas batalhas:

- Candace Buckner, no The Columbian, recorda o percurso do rookie revelação da temporada, Damian Lillard, desde miúdo dos bairros pobres dos subúrbios de Oakland que aos Domingos às 9 da manhã já estava à porta do Centro Recreativo à espera que abrissem o pavilhão para ir lançar até jogador que promete ser estrela em Portland. Uma história de esforço, perseverança e carregamento de tijolos.



- E Jonathan Abrams, no Grantland, faz uma extensa reportagem sobre as carreiras de duas das maiores personagens da NBA das últimas duas décadas, Rasheed Wallace e Jerry Stackhouse. Com episódios tão deliciosos como aquele (bem a propósito do recente incidente entre Carmelo e Garnett) em que Stackhouse nem tomou banho depois de um jogo, pediu um equipamento de aquecimento e foi esperar pelo jogador dos Jazz Kirk Snyder à saída do balneário (e ao contrário de Carmelo, conseguiu chegar ao seu alvo) ou aquele em que Sheed levou a sua primeira (e única!) falta técnica na equipa do liceu.


14.1.13

Lançamento de meio campo inacreditável


Este fã dos Hawks ganhava 1000 dólares se acertasse um cesto de meio campo, mas se calhar deviam dar-lhe umas 100 vezes mais, porque o que conseguiu fazer é 100 vezes mais difícil:




(enquanto isso, as votações para Blog do Ano estiveram suspensas durante o fim de semana, mas já recomeçaram hoje. Como antes, podem votar para Blog do Ano aqui:

http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-14/

E para Blogger do Ano aqui:

http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-44/ )

13.1.13

Três jogadores abaixo do radar


Todos os anos acontecem casos destes, jogadores que fazem boas temporadas, mas, por uma razão ou outra, vêem essas boas temporadas passar um pouco despercebidas. Ou porque não jogam em equipas tão mediáticas, ou porque são ofuscados por outros colegas de equipa ou simplesmente porque numa liga com tantas boas equipas, com tantas estrelas e tantos bons jogadores, não é fácil dar destaque a todos, por vezes, há jogadores que vêem as suas boas temporadas passar ao lado do radar mediático.

Por isso, hoje destacamos três jogadores de que não se tem falado muito, mas que estão a fazer um óptimo 2012-13:

Omer Asik
O poste turco foi notícia em toda a parte na offseason pelo contrato milionário (e, segundo a opinião quase unânime na altura, muito exagerado) que assinou com os Rockets, mas, poucos deram seguimento à história quando a temporada começou. Mas a sua utilidade está a ser provada não só pela falta que tem feito em Chicago, como também pelo que tem produzido em Houston. Sem grande alarido, Asik vai com com um sólido duplo-duplo de média (10.4 pts e 11.1 res, em apenas 29.8 mins/jogo), é o quarto na liga em ressaltos por jogo e o primeiro em ressaltos totais (422). E tem limpado a tabela defensiva dos Rockets, com uma Percentagem de Ressaltos Defensivos de 30.5% (de todos os lançamentos falhados pelos adversários, Asik apanha quase um terço; são números a roçar níveis de Dennis Rodman).
A contratação de James Harden (e a temporada extraordinária que este está a fazer) e a expectativa em volta de Jeremy Lin deixaram Asik fora do radar, mas a verdade é que o contrato milionário que lhe ofereceram não parece agora tão exagerado. 

Paul George
Depois de um mau começo de temporada, os Pacers vão, silenciosamente, subindo na classificação e são já os 3ºs no Este (a 3 jogos dos Heat e apenas um jogo atrás dos Knicks). E o seu shooting guard vai também, silenciosamente, fazendo a melhor temporada da jovem carreira. George progrediu bastante esta temporada e, na ausência de Danny Granger, elevou o seu jogo e é o melhor marcador da equipa, com 17 pts/jogo. Para além disso, ajuda ainda em vários outros aspectos do jogo e contribui tanto no ataque como na defesa: 7.5 res, 3.7 ast e 1.6 rb.
Numa equipa sem super-estrelas e com uma abordagem colectiva, não há só um ou dois responsáveis pelo sucesso da equipa, mas Paul George tem sido um dos maiores.

Greg Monroe
Os Pistons andam há várias temporadas longe dos primeiros lugares e só por isso se explica a pouca atenção dada ao desenvolvimento do seu poste. Já no ano passado, Monroe mostrou uma grande progressão, continuou a melhorar os movimentos a poste baixo, adicionou mais armas ao seu arsenal ofensivo (um lançamento de meia distância que não tinha na época de rookie) e fez uma boa temporada. E este ano está a fazer outra. 15.5 pts, 9.2 res, 3.2 ast e 1.3 rb em 32 mins/jogo (uns excelentes 17.2 pts, 10.2 res e 3.5 ast por cada 36 mins) são números que não passariam despercebidos se estes Pistons estivessem mais acima na classificação. E se Monroe (e outros jovens da equipa, como Brandon Knight e Andre Drummond) continuar a progredir como tem feito até aqui, poderão lá estar no futuro.


E vocês, quem acrescentariam a esta lista de jogadores que, de fininho, sem ninguém dar por eles, estão a fazer uma óptima temporada de 2012-13?

11.1.13

Um grupo de fãs quer salvar Pau Gasol


Não tem sido fácil a vida de Pau Gasol nos últimos tempos. Alvo de constantes rumores na offseason e sempre a ser apontado como "trocado" e "fora dos Lakers". Depois começou a temporada com tendinites nos joelhos que o obrigaram a ficar de fora nos primeiros jogos da temporada. Depois, obrigado a jogar fora de posição no ataque de Mike D'Antoni, muitas vezes perdido a deambular pelo perímetro, longe da zona onde é mais eficaz, reduzido a um jump shooter. E agora está de fora de novo, com uma concussão. E durante tudo isto, claro, sempre alvo de rumores e sempre apontado como "jogador a trocar".

Tudo isto contribui para o que está a ser a pior temporada da carreira do espanhol, com mínimos de carreira em pontos (ele que nunca teve menos de 17.4, tem este ano 12.2), em lançamentos tentados, em percentagem de lançamento e em percentagem de utilização (nunca teve abaixo dos 20%).

Mas um grupo de fãs de Gasol quer salvá-lo e encontrar uma nova casa para ele, uma casa onde ele volte a ser feliz. É um dos melhores virais sobre a NBA dos últimos tempos:


10.1.13

O regresso de Shaq


Shaquille O'Neal regressa aos jogos, não aos de basquetebol, mas aos de vídeo. 18 anos depois de Shaq Fu, o ex-Magic/Lakers/Heat/Suns/Cavs/Celtics e futuro Hall of Famer regressa para libertar a Humanidade dos maléficos zombies mutantes que a escravizaram:




9.1.13

Onde o inacreditável acontece


Nem de propósito, dois dos Grandes do Clube das 10000 Assistências juntam-se a outro ainda-não-tão-mas-futuro-Grande no novo anúncio da NBA:


10005 and counting


Um dos Grandes junta-se a John Stockton, Jason Kidd, Mark Jackson e Magic Jonhson no Clube das 10000 Assistências:



E recordamos as 10 melhores das suas, até agora, 10005 assistências na carreira:


8.1.13

Blogs do Ano 2012


Agora sim, com a lista de concorrentes já actualizada e já com o SeteVinteCinco lá, podem começar a votar. As votações começaram ontem, por isso partimos com quase dois dias de atraso, mas vamos lá começar a clicar e compensar esse atraso. E lembrem-se que podem votar todos os dias. Podem votar no Blog do Ano aqui:


E no Blogger do Ano aqui:


E obrigado desde já a todos pelo apoio!


Black Mamba Vs D12


Drama e dores de cabeça é o que não tem faltado na temporada dos Lakers. E como se ter estar três jogos abaixo dos 50% (15-18), ter Dwight Howard e Pau Gasol lesionados e de fora por tempo indeterminado e começar a correr o sério risco de falhar os playoffs não fosse suficiente para aumentar as preocupações e dores da equipa, ontem saiu a notícia que Kobe e Dwight não se estão a dar bem e quase chegaram a vias de facto depois da derrota frente aos Sixers.

Mas Bryant e Howard (e D'Antoni) não só negaram a notícia, como ainda brincaram com a situação. E a julgar pela foto, o ambiente na equipa não parece estar assim tão mal:


Se ainda vão a tempo de salvar a temporada, vamos ver, mas, no meio desta montanha-russa que tem sido a temporada dos Lakers, pelo menos não perderam o sentido de humor (e se calhar os problemas dos Lakers são mesmo apenas dentro de campo).

7.1.13

Votação Blogs do Ano 2012


Aventar está a organizar pela segunda vez o concurso Blogs do Ano e aqui o vosso SeteVinteCinco é um dos concorrentes na categoria de Desporto. A primeira fase de votações começou hoje e decorre até ao próximo dia 19. E é aqui que vocês entram e que eu venho recrutar a vossa ajuda.

Se acharem que somos dignos da eleição, vão até à página das votações (é só clicar aqui e procurar o nosso nome na categoria Desporto) e ajudem-nos a passar aos finalistas. Até dia 19, podem votar todos os dias (uma vez por dia - ou mais vezes, se for de computadores/ips diferentes), por isso, comecem a clicar (e partilhem com os amigos, conhecidos, familiares, desconhecidos e todos os mais que se lembrarem). E muito obrigado!


Para além do SeteVinteCinco na categoria Desporto, também podem votar em mim na categoria Blogger do Ano. A página dessa votação é aqui. E obrigado mais uma vez! Fico a dever-vos uma!


(nota: como a inscrição foi feita agora mesmo, o nome do SeteVinteCinco ainda não está na lista, mas será adicionado a qualquer momento, por isso, fiquem atentos e podem começar a votar assim que estiver)

6.1.13

Na Lob City, CP3 faz um passe dos subúrbios


Chris Paul é um dos mais letais e eficazes distribuidores de jogo do mundo. Se o deixarem manobrar à vontade no meio campo ofensivo e penetrar para o cesto é quase certo que Paul vai reconhecer a ajuda, encontrar o companheiro livre e entregar a bola na perfeição para um cesto fácil. E se não o deixarem manobrar à vontade e tentarem fazer 2x1 logo no meio campo? Bem, o resultado não é muito diferente:


5.1.13

As nossas previsões para 2013


Já ouvimos as vossas (e obrigado desde já por todas elas), agora é a nossa vez. Por isso, sem mais demoras, aqui ficam as nossas previsões para esta temporada:



MVP: LeBron James
Já não é novidade, a NBA até pode desejar um vencedor diferente, mas a verdade é que, mais uma vez, ninguém está a jogar tão bem como LeBron. Durant está cada vez melhor jogador e é a maior concorrência (a única concorrência real?) de James, mas ainda está um degrau abaixo dele (na defesa e no passe, LeBron ainda é melhor). Kobe tem grandes números totais, mas nem sempre com a melhor eficácia e esses números não se estão a traduzir em vitórias para a sua equipa. Chris Paul é o maestro dos Clippers, um grande responsável pelo seu sucesso e se não fosse a responsabilidade também do banco e da profundidade da equipa nesse sucesso seria o maior concorrente de James, mas a verdade é que fica também um degrau atrás de James. Tal como Carmelo, que melhorou na metade defensiva e está contribuir mais para o sucesso da equipa que antes e merece, por isso, entrar na discussão, mas não está no mesmo patamar de James.
Independentemente das vezes que LeBron já ganhou o prémio, se continuar a jogar assim até ao fim da temporada, não há como ignorar o quase triplo-duplo de média (26.6 pts, 8.5 res, 7 ast) e não lhe dar o prémio mais uma vez.

Rookie do Ano: Damian Lillard
Independentemente do que Anthony Davis fizer até ao fim da temporada, ao base dos Blazers basta-lhe continuar a jogar como tem jogado até agora (18.2 pts, 6.4 ast, 3.4 res e uma maturidade invulgar para um rookie) para levar o troféu para casa. Porque para perder a vantagem que ganhou nestes meses seria preciso que Davis fizesse um resto de temporada extraordinário e Lillard baixasse bastante a sua produção. Se dissessem em Outubro que seria ele o vencedor poucos acreditariam, mas agora parece mais do que natural.

Defensor do Ano: Joakim Noah
Este é sempre um dos prémios mais difíceis de avaliar, pois muitas das coisas que fazem um bom defensor não aparecem nos números e muitas das acções dos melhores defensores não se vêem na folha de estatísticas. Talvez por isso, esta é também a corrida mais em aberto. O vencedor habitual, Dwight Howard, está longe da forma defensiva de anos anteriores e o não-unânime vencedor do ano passado, Tyson Chandler, não só tem muito mais ajuda este ano e não é tão responsável pelo sucesso defensivo da equipa como antes, como a sua própria produção defensiva caiu um pouco. Por isso temos vários candidatos ao lugar: Tony Allen, Omer Asik, Serge Ibaka, Marc Gasol, Kevin Garnett, Joakim Noah, Chris Paul, LeBron James e o próprio Chandler. Mas um leva até agora vantagem: Noah.
Os Bulls continuam com uma das melhores defesas da liga (1ºs em pontos sofridos por jogo e 2ºs no Rating Defensivo) e Noah é o maior responsável por isso. Se nos anos anteriores, em que os Bulls tiveram a melhor defesa da liga, a falta de Noah não era tão sentida porque tinham Asik na segunda unidade, este ano nenhum jogador faz mais diferença na defesa da sua equipa do que Noah: os Bulls sofrem mais 10 pontos em cada 100 posses de bola quando o francês está no banco.

Most Improved Player: Jrue Holiday
Está a dobrar este ano a sua média de assistências (de 4.5 para 9), subiu a marcação de pontos mais de cinco pontos (de 13.4 para 18.5) e passou de segundo ou terceiro melhor jogador da equipa para o melhor e de base mediano para um dos melhores bases do Este. Já defendemos que é um dos jogadores que merece a sua primeira selecção para o All Star e é até agora o jogador que mais evoluiu da temporada passada para esta.

Melhor Sexto Homem: J.R. Smith
Não é por acado que os melhores Sextos Homens são habitualmente marcadores de pontos, pois normalmente as equipas precisam de alguém que tome conta desse departamento quando as estrelas da equipa estão a descansar. E ninguém tem feito melhor esse papel que Smith. É o melhor marcador de todos os suplentes da liga (16.5 pts, máximo de carreira) e, para além, disso este ano tem dado uma ajuda maior nas tabelas (5.2 res, também máximo de carreira). E como acontece também muitas vezes com os melhores Sextos Homens, continua muitas vezes em campo com os titulares e termina os jogos com a primeira unidade, o que é sempre um sinal da sua importância para a equipa.
No entanto, à semelhança do Defensor do Ano, esta é uma corrida muito em aberto e jogadores como Jamal Crawford, Kevin Martin e Jarrett Jack seguem bastante perto.

MVP Finais: LeBron James
Este é o prémio mais difícil de prever, pois está inevitavelmente ligado à equipa campeã (apenas uma vez o MVP das Finais foi da equipa derrotada - Jerry West, em 1969) mas se os Heat chegarem às Finais (e no Este não vemos ninguém capaz de os impedir de fazer isso) e ganharem (aqui já há mais concorrentes, mas podem ver o que pensamos sobre isso na previsão seguinte), nem há discussão sobre quem ganhará o prémio.

Campeões: Miami Heat
Como dizíamos, no Este não vemos nenhuma equipa a impedir os Heat de voltar às Finais (os Knicks são a maior ameaça, mas não deve chegar, e os Bulls são a outra se Rose regressar a tempo, mas isso é um grande "se"). No Oeste, há pelo menos três ameaças ao repeat da equipa de Miami (Thunder, Clippers e Spurs), mas o caminho de qualquer uma dessas equipas até às Finais será muito mais difícil do que o dos Heat e chegarão às Finais em pior forma. Isso não garante a vitória dos Heat, mas pode fazer a diferença. E mesmo sem essa diferença, a melhor equipa do ano passado está ainda melhor este ano. Podem não estar a mostrá-lo em todos os jogos e de forma consistente e dominante, mas isso, provavelmente, deve-se mais a alguma velocidade de cruzeiro na temporada regular do que a falta de capacidade para isso. Daqui até Junho tudo pode acontecer, mas para já a nossa aposta vai para um repeat.

3.1.13

Previsões para 2013


Por muitos anos novos e vidas novas que venham, o que nunca muda e não pode faltar são as previsões  para o novo ano. E em 2013 a bola começa do vosso lado. Digam-me as vossas previsões para esta temporada e direi depois as minhas. Por isso, digam-me da vossa justiça. Quem vai ser o...


MVP: ?
Rookie do Ano: ?
Defensor do Ano: ?
Most Improved Player: ?
Melhor Sexto Homem: ?
MVP das Finais: ?
Equipa Campeã: ?

2.1.13

Um grande 2013


Estamos de volta! E um ano que começa com o primeiro triplo da carreira de JaVale McGee...


... é um ano onde tudo pode acontecer. Até mesmo os Clippers serem campeões. 
É um ano que promete ser memorável. Com cinco equipas com hipóteses realistas de lutar pelo título (Heat, Knicks, Thunder, Spurs e Clippers), mais uma que neste momento não parece, mas pode chegar aos playoffs como candidata (Lakers) e mais umas quantas que podem fazer a vida muito difícil a qualquer uma das anteriores (Celtics, Bulls com Rose, Indiana, Milwaukee, Grizzlies, Nuggets, Warriors e Wolves), os playoffs de 2013 podem ser épicos. Já para não falar da epicidade que será a luta pelos playoffs no Oeste, com pelo menos 11 equipas a lutar pelos oito lugares disponíveis.
2013 promete. Venha ele.