27.2.13

O Rei dos afundanços?


Os afundanços de LeBron James nos aquecimentos tornaram-se famosos nas últimas semanas. Depois deste vídeo feito por um espectador ter corrido mundo, ...


... muitos fãs dos Heat (conhecidos por não serem pontuais e muitas vezes chegarem já durante o jogo) começaram a chegar mais cedo ao pavilhão só para ver (e, de telemóvel em punho, registar) as exibições de atleticismo de James durante o aquecimento. Começaram a multiplicar-se os vídeos das mesmas e até a própria NBA, antes do jogo de ontem com os Kings, tinha as câmaras a postos:



Mas com a fama vieram também as críticas. "Como é que ele não participa no Concurso de Afundanços?", "É uma vergonha ele não participar!", "Com afundanços deste devia ser obrigado a participar!". E agora James pondera deixar de os fazer por causa dessas críticas. "Se calhar devia parar, porque parece que está a deixar muita gente chateada", disse o extremo dos Heat depois da vitória sobre os Kings.

No passado, já tive o meu quinhão de críticas a LeBron, mas desta vez tenho de ficar do lado do homem. Eu também gostava de o ver participar num Concurso de Afundanços, mas se ele não quer, está no direito dele. Vale a pena criticá-lo por isso? Se isso significar deixar de ter afundanços destes, então não vale. Era bom vê-los num Concurso de Afundanços? Era, mas entre não os ver de todo e vê-los num aquecimento, prefiro, de longe, a segunda. Deixemos o homem em paz e disfrutemos dos seus afundanços espectaculares, seja no All Star, no aquecimento ou num playground qualquer no meio da rua.

26.2.13

Both teams win


"When you play this game with this much sportsmanship, both teams win." Se é para abrir excepções e publicar algo que não está directamente relacionado com a NBA, que seja com coisas extraordinárias como esta:

(via coach Fernando Joia)

25.2.13

E o Óscar vai para...


Ontem foi noite de Óscares e Daniel Day Lewis levou para casa o de Melhor Actor. Mas isso foi porque a Academia não deve ter visto estas extraordinárias actuações de David Lee e Tony Allen:




23.2.13

Está encerrado o mercado


Kevin Garnett, Paul Pierce, Rajon Rondo, Josh Smith, Brandon Jennings, Dwight Howard, Carlos Boozer, Andrea Bargnani, Gerald Henderson, Ben Gordon, Al Jefferson, Paul Milsap. Como habitualmente, eram muitos os nomes grandes envolvidos em rumores e possíveis trocas. Mas a data limite para transferências chegou e passou sem nenhum destes nomes mudar de ares. E quando os maiores nomes envolvidos são JJ Redick, Jordan Crawford ou Thomas Robinson é sinal que não foi um dia muito animado. Não houve nenhuma troca bombástica nem nenhuma grande mudança e a maioria das equipas preferiu manter-se como está ou fazer apenas pequenos ajustes. Aqui fica a lista e o balanço de todos eles:


JJ Redick, Gustavo Ayon e Ish Smith para os Bucks
Tobias Harris, Beno Udrih e Doron Lamb para os Magic
Os Magic estão em modo "reconstrução total" e decidiram transformar o último ano de contrato de Redick em peças para o futuro. Quando não estão a lutar por nada no presente e a prioridade é preparar para o futuro, enviar o shooting guard que será free agent este Verão para Milwaukee em troca de dois jogadores promissores (Harris e Lamb) é uma jogada que faz todo o sentido.

Thomas Robinson, Francisco Garcia e Tyler Honeycutt para os Rockets
Patrick Patterson, Cole Aldrich e Toney Douglas para os Kings
Este foi provavelmente o maior negócio deste trade deadline e também o mais incompreensível. Desistir tão cedo dum jogador que foi a 5ª escolha no draft deste ano só para poupar uns trocos e levar em troca três jogadores que nunca serão mais que role players parece um tiro no pé de todo o tamanho. Levam um bom jogador de equipa em Patrick Patterson e um jogador que actualmente até pode ser melhor que Robinson, mas o potencial deste é muito maior que qualquer um dos que recebem em troca e daqui a uns anos será melhor jogador que qualquer um deles. A menos que Patterson seja o melhor amigo de DeMarcus Cousins (eles foram colegas de equipa em Kentucky) e o tenham trazido para controlar o volátil poste dos Kings, é um péssimo negócio para os Kings.
Quanto aos Rockets, Patterson era o quarto melhor marcador da equipa (11.6 pts/jogo) e podem ter ficado a perder nesse aspecto no imediato, mas Robinson pode vir a ser muito melhor jogador que Patterson (e jogará mais e será melhor nos Rockets do que era nos Kings). Para além disso, Patterson tinha apenas 4.7 ressaltos por jogo, o que para um power forward é manifestamente pouco. Com Robinson ficam a ganhar nos ressaltos e marcar pontos também não é um problema para esta equipa. 
E com o contrato de Francisco Garcia a terminar no final desta temporada, os Rockets ficam com mais 6 milhões para usar na free agency de 2013.


Marcus Morris para os Suns
Uma segunda ronda para os Rockets
Os Rockets continuaram as suas movimentações de última hora, enviando Morris para a equipa onde joga o seu irmão gémeo e libertando ainda mais espaço salarial pra o próximo Verão. Foi um bom dia para os Rockets.

Jordan Crawford para os Celtics
Leandro Barbosa e Jason Collins para os Wizards
E este foi o roubo do dia. Em vez de desmembrarem e começarem a reconstruir, os Celtics decidiram dar mais uma hipótese a este grupo. Apesar de não acreditarmos que esta equipa possa chegar ao título e que o melhor seria começar já a pensar no futuro, se era para dar uma última hipótese a Garnett e Pierce, então este foi dos melhores negócios possíveis. Sem Rondo, precisavam de reforçar a posição de base e de arranjar um ball handler e conseguiram isso mesmo dando praticamente nada em troca (um Barbosa que está lesionado até ao fim da época e se calhar nunca vestirá o equipamento dos Wizards e um Collins que era muito pouco utilizado e ocupará o fundo do banco em Washington). Crawford tinha perdido o lugar na rotação dos Wizards (andava de castigo no banco) e é um facto que tem de melhorar a selecção de lançamento e a defesa, mas é um jogador capaz de facilmente fazer 15/20 pontos por noite. E numa equipa como a de Boston, é um sítio perfeito para melhorar aquelas duas fraquezas.
Já as razões para os Wizards aceitarem este negócio só eles sabem. Talvez devessem um favor a Danny Ainge.

Eric Maynor para os Blazers
Uma trade exception de 2.2 milhões para os Thunder
Um excelente base suplente para Damian Lillard. Maynor tinha perdido o lugar na rotação e era muito pouco utilizado nos Thunder e será uma bela adição para os Blazers. Em Oklahoma, Reggie Jackson tem sido um base suplente satisfatório e libertaram espaço para contratar um jogador para uma posição mais necessitada de profundidade: a de small forward, onde não tinham suplente para Durant.

Ronnie Brewer para os Thunder
Uma segunda ronda para os Knicks
E aqui está o small forward suplente que precisavam. Um bom defensor que lhes dá mais opções no perímetro e uma rotação mais equilibrada. Para além de poder jogar como suplente de Durant e dar-lhe uns minutos de descanso, pode também jogar num cinco com Durant (small ball e um cinco mais defensivo, com Westbrook, Sefolosha, Brewer, Durant a power forward e Ibaka)

Anthony Morrow para os Mavs
Dahntay Jones para os Hawks
Os Mavs trocam um jogador mediano que não é particularmente bom em nada, por um mediano que é bom numa coisa: lançar. Não vai revolucionar a equipa, mas também não é um mau negócio. 
Os Hawks já tinham um lançador que não é bom defensor (Kyle Korver), por isso preferiram um que defende qualquer coisinha. Também não vai revolucionar a equipa, mas também não é mau negócio.

Charles Jenkins para os Sixers - uma escolha no draft para os Warriors
Jeremy Tyler para os Hawks - uma escolha no draft para os Warriors
Os Warriors trocam dois jogadores secundários para ficar abaixo da luxury tax esta temporada.

Dexter Pittman e uma segunda ronda para os Grizzlies
Os direitos de Ricky Sanchez para os Heat
Os Grizzlies preenchem a 13ª vaga da equipa (só tinham 12 jogadores e têm de ter 13 no mínimo) e ficam com um poste suplente (que não tinham depois da saída de Haddadi).
Os Heat dispensam um jogador que nunca jogava e libertam uma vaga no plantel para poderem contratar algum jogador (algum jogador livre ou algum veterano que esteja disponível).

Josh McRoberts para os Bobcats
Hakim Warrick para os Magic
Os Bobcats precisam de profundidade no frontcourt e reforços para os ressaltos e marcação de pontos no interior. McRoberts está no último ano de contrato e se os convencer pode ganhar um lugar na equipa da próxima época. Os Magic devem dispensar Warrick para libertar espaço salarial.

Sebastian Telfair para os Raptors
Hamed Haddadi e uma segunda ronda para os Suns
Com a saída de Jose Calderon, os Raptors precisavam de mais um base e Telfair tem a milésima tentativa de conquistar um lugar numa equipa. Os Suns estão em modo "reconstrução total" e ficam com mais uma escolha no draft (Haddadi, se fizer parte dos planos da equipa, será apenas para preencher o banco).

Guerreiros de manga curta


Os Warriors não precisaram de tirar as camisolas de aquecimento para ganhar aos Spurs?





21.2.13

Candidato ou não?


Estamos divididos, por isso ajudem-nos lá: este entra nos candidatos a afundanço do ano? Ou é bom, mas não exageremos? Que vos parece?


20.2.13

As melhores linhas de 2012


Ainda no rescaldo do All Star (e a propósito do que fazemos aqui no SeteVinteCinco: escrever umas linhas sobre basquetebol): a Associação de Escritores Profissionais de Basquetebol (dos Estados Unidos) anunciou durante o fim de semana em Houston os vencedores do seu prémio anual. Foram premiados os melhores textos de 2012 em três categorias: crónica de jogo, coluna/crónica e reportagem. Escusado será dizer que são nove exemplos de excelência na escrita desportiva e são todos grandes textos e grandes leituras para qualquer fã: 


Crónica de Jogo


2º - Benjamin Hochman, do Denver Post, pela história do primeiro jogo de Carmelo contra os Nuggets



Coluna / Crónica

1º - Ian Thomsen, da Sports Illustrated, pela crónica sobre LeBron James e a conquista do seu primeiro título

2º - Kevin Ding, do Orange County Register, pela crónica sobre Jeremy Lin e a Linsanity vista pelos olhos de uma criança

3º - Flan Flinebury, do NBA.com, pela crónica sobre Yao Ming e o seu regresso a Houston depois da retirada


Reportagem

1º - Jonhathan Abrams, do Grantland, pela arrepiante recordação da Malice in The Palace

2º - Kevin Arnovitz, da ESPN, pela história da vida do (ex-) general manager dos Clippers, Neil Olshey

3º - Marc Stein, da ESPN, pela história de como Steve Nash se tornou um Laker

18.2.13

O fim de semana de Irving e Paul


Em dia de ressaca da festa do All Star (e um dia em que a NBA, infelizmente, recebeu a notícia do falecimento do histórico dono dos Lakers, Jerry Buss), vamos então ao resumo do fim de semana e a um balanço da acção em Houston:


Shooting Stars e Skills Challenge
Estes dois são sempre para aquecer e são dois concursos que valem mais pela diversão do que pela competição. São, e foram este ano também, um aquecimento para os dois concursos principais da noite.

Concurso de Triplos
Este era um dos que prometia este ano e não desiludiu. Era um dos melhores elencos de participantes dos últimos anos e foi um dos melhores concursos dos últimos tempos. E num elenco de especialistas (Bonner, Anderson, Novak e Curry estão no top 5 de atiradores da liga), foi um dos menos especialistas que dominou e ficou a uma money ball (que quase entrou) de igualar o recorde do concurso. Kyrie Irving fez uma das melhores prestações de sempre no concurso (4ª melhor pontuação de sempre na final) e não deu hipótese à concorrência (e o mérito do base dos Cavs é maior quando ganhou frente a um Matt Bonner que esteve muito bem também). Para além disso, este concurso tem uma vantagem em relação ao de afundanços: enquanto o de afundanços tem sempre uma margem de subjectividade, este é uma competição pura. Quem marcar mais, ganha. E isso nunca fica ultrapassado. Uma grande noite para Kyrie Irving e mais um grande ano para os triplos do fim de semana All Star.


Concurso de Afundanços
Este era o que mais prometia este ano, mas, infelizmente, ficou aquém. Foi apenas assim assim. As expectativas estavam mais altas que nunca, mas ficaram pela metade. Aliás, tudo neste concurso ficou pela metade. Gerald Green e James White tiveram dois grandes afundanços para abrir, mas depois nem conseguiram completar o segundo. Faried e Bledsoe fizeram dois primeiros afundanços fraquinhos, mas depois fizeram dois grandes afundanços na segunda tentativa. Terrence Ross fez um espectacular afundanço a abrir (o melhor da noite!), mas depois fez um segundo afundanço seguro e só para passar à final. E dois afundanços assim assim de Jeremy Evans foram suficientes para se juntar a Ross na final.
E com os quatro nomes mais esperados de fora da final, Ross e Evans protagonizaram uma final assim assim. Evans fez basicamente o mesmo afundanço nas duas tentativas (saltou por cima dum obstáculo com as pernas abertas; na 1ª saltou de frente e na 2ª saltou a partir do lado do campo) e Ross fez no primeiro afundanço da final um afundanço semelhante ao seu segundo da 1ª ronda. Acabou por vencer o jogador que fez o melhor afundanço da noite, mas foi tudo muito assim assim. E no fim, ficámos apenas meio saciados.

All Star Game
Este foi a surpresa do fim de semana. Estes jogos All Star normalmente são um jogo de highlights e afundanços até aos 5 minutos finais quando as equipas decidem defender e lutar pela vitória. Mas este ano as equipas mostraram desde o início vontade de defender um bocadinho. O que deu um jogo All Star mais a sério do que o habitual. Não sei quanto a vocês, mas nós gostávamos de ver mais jogos All Star assim. 
E no fim, um merecido prémio de MVP para Chris Paul, que, com 20 pontos e 15 assistências (e 4 roubos de bola; Paul foi um dos que entrou com vontade de defender), foi responsável por mais de um terço dos pontos da selecção do Oeste.


Um Concurso de Triplos memorável, (mais) um Concurso de Afundanços que não fica para a história e um All Star Game dos melhores dos últimos tempos. Apesar da desilusão nos afundanços, entre o óptimo concurso de triplos e o bom All Star Game foi um belo fim de semana de basquetebol.

17.2.13

Hoje é dia de festa


Hoje é um dia em cheio. É dia de encerramento da festa em Houston com o All Star Game, a partir da 1:00:



E dia de celebração do 50º aniversário de Michael Jordan. É verdade, His Royal Airness, com quem tantos de nós crescemos e cujas jogadas que nos deixavam boquiabertos parece que foram ontem, já tem 50 anos. Por isso, até à 1:00 e enquanto LeBron, Durant, Kobe e companhia não entam em campo para fazer os seus números, este é um dia para recordar o melhor de sempre. É o dia de todas-as-coisas-Jordan:


- na ESPN podem ver uma galeria especial de fotos com os 50 melhores momentos do melhor de sempre (de 50 ao 11 votado pela ESPN; top 10 votado pelo público).


- a SI também fez capa com Jordan no seu último número, a 50ª vez que o ex-Bull é capa da revista. Podem ver aqui as 50 vezes que ele apareceu na capa da SI.


- e no site da NBA têm todos os tops e mais alguns de Mike: melhores jogadas das Finais, melhores jogadas dos playoffs, melhores momentos, jogadas especiais ou os melhores afundanços da carreira:


Para o menino Michael, uma salva de palmas!


16.2.13

Hoje é dia de Afundanços


Se o All Star Game já é um jogo a brincar, então o jogo de rookies e sophomores é um All Star Game a brincar, por isso não há muito a dizer da partida de ontem. É um jogo-pastilha elástica, para consumir e deitar fora. O aperitivo para os pratos principais do Fim de Semana All Star. E hoje temos os primeiros: o Concurso de Triplos e o Concurso de Afundanços. Este último é sempre um dos momentos altos do fim de semana e este ano, se estiver à altura das expectativas, pode mesmo ser o ponto alto das festividades. 

E se os afundanços vencedores ficam para sempre na memória colectiva dos fãs, há muitos outros que ficam, muitos deles injustamente, esquecidos. Por isso, enquanto não entram em campo os artistas deste ano, e para abrir o apetite para logo à noite, fiquem com este documentário da TNT sobre esses Afundanços Perdidos:


15.2.13

Intervalo para balanço


Hoje, no arranque da acção neste All Star Weekend, temos Team Shaq contra Team Barkley, a partir das 02:00:



Mas, para já e enquanto não começam as festividades em Houston, vamos aproveitar esta pausa a meio da temporada regular para fazer um balanço da acção que tivemos até agora na temporada 2012-13. Uma temporada que tem sido até agora marcada pelas exibições históricas de LeBron James. O MVP da temporada passada continua a quebrar recordes (ontem ficou a 2% de estender a série histórica de jogos com mais de 30 pontos e mais de 60% nos lançamentos) e a mostrar que é o melhor jogador da actualidade. 

Uma temporada marcada até agora também pela contínua evolução de Kevin Durant, que não fosse a produção estratosférica de LeBron e seria o melhor jogador do planeta. Só um LeBron fora de série o impede de aspirar ao MVP e o segundo melhor  jogador da liga merece, por isso, uma palavra de reconhecimento por mais uma temporada de excepção. 


Esta é uma temporada marcada também, inevitavelmente, pela desilusão que têm sido os Lakers. Depois da expectativa criada pela contratação de Dwight Howard e Steve Nash, ninguém esperava que a equipa de Los Angeles estivesse neste momento com um medíocre 25-29 e perante a possibilidade real de falhar os playoffs. Tem sido uma temporada marcada pela instabilidade e polémica para os lados (para um dos lados) do Staples Center.

Já do outro lado do Staples Center, tem sido uma temporada histórica pela positiva. Os Clippers, pela primeira vez em 20 anos, ganharam a série de jogos frente aos vizinhos Lakers (e podem pela primeira vez na história fazer um sweep na temporada regular aos Lakers) e, a precisarem apenas de mais 11  vitórias para igualar o máximo de vitórias na sua história, preparam-se fazer a melhor temporada regular de sempre. E ter os Clippers como candidatos ao título é inédito e desde já uma das histórias do ano.

As lesões também já deixaram, infelizmente, a sua marca nesta temporada. As lesões naqueles mesmos Lakers (que, justiça seja feita, têm tido muito azar nesse departamento e parte da desilusão que tem sido a equipa também é explicada por isso. Ainda não tiveram, e não vão ter, Dwight Howard a 100%, Steve Nash começou a temporada lesionado, Pau Gasol nunca teve a 100% também e agora só deve voltar em Abril), nos Celtics (que em três semanas perderam três jogadores para o resto da temporada) e nos Wolves (que passaram de uma equipa de playoff para, mais uma vez, equipa que não consegue sair do fosso do fundo da tabela).

A temporada tem sido marcada também pela ascensão de jovens talentos como Jrue Holiday, Paul George, Kenneth Faried, Damian Lillard, Greivis Vasques e James Harden, pela ascensão dos Warriors e pela sólida performance dos Pacers e Grizzlies, que mordem os calcanhares às equipas de topo das respectivas conferências e serão um osso duro de roer para quem lhes aparecer pela frente nos playoffs.

Acrescente-se ainda o coração dos Bulls-sem-Rose e a eterna consistência dos Spurs, o bom desempenho dos Nuggets depois de um mau começo, o surpreendente bom desempenho dos Rockets e dos Blazers e o desempenho sólido dos Knicks e mal podemos esperar pela segunda parte desta temporada.

Alterações aos comentários


A liberdade anda de mãos dadas com a responsabilidade. Ter liberdade significa ter a responsabilidade de a saber usar e não abusar dela. Infelizmente, algumas pessoas têm abusado dessa liberdade nos comentários e nos dois últimos posts os insultos pessoais e o nível da discussão ultrapassaram os limites. E isso é algo que não podemos, nem vamos permitir.

Como já disse em ocasiões anteriores e a propósito deste assunto, a grande maioria de vocês está aqui para falar de basquetebol e da NBA, comenta de forma correcta e mantém uma discussão saudável. Infelizmente, a ínfima minoria que insiste em provocações, quezílias, insultos pessoais e discussões estéreis está a afastar muitas das outras pessoas, pois muitos de vocês já não comentam por não querem participar nessas discussões. E isso também é algo que não podemos, nem vamos permitir. Uma ínfima minoria não pode inquinar e estragar o espaço a todos os outros.

Por isso, vamos alterar a política de comentários e estes vão passar a ter moderação. Ou seja, vão ser aprovados antes de serem publicados.


Gostava que não fosse necessário recorrer a isso, mas acredito que isso só vai melhorar o espaço de comentários e devolvê-lo a quem quer discutir basquetebol e NBA. Espero que quem deixou de comentar volte a fazê-lo, com a garantia que a discussão será sempre saudável, que as vossas contribuições nunca serão desrespeitadas e que os comentários que não respeitem a política de comentários nunca serão publicados.

Quer isto dizer que só poderão comentar sobre o assunto do post? Claro que não, se quiserem destacar algum outro tema que considerem relevante ou fazer pontes para outros assuntos, podem e devem fazê-lo. Tudo o que é basquetebol e NBA é bem vindo.

E quer isto dizer que se criticarem o post não será publicado? Claro que não. As opiniões contrárias são sempre bem vindas. Podem e devem manifestar as vossas posições e se forem contrárias às minhas, isso só enriquece o debate. 

As únicas restrições e os únicos motivos que impedirão um comentário de ser publicado são os insultos pessoais, as provocações e as questões extra-basquetebol. Essas não têm lugar aqui.

14.2.13

13.2.13

A história de Jay Williams


"Imaginem o pior dia da vossa vida. Agora imaginem serem confrontados com esse dia todos os dias.
Imaginem estarem deitados nos cuidados intensivos, a ver na televisão a vossa equipa a seleccionar no draft o vosso substituto. Imaginem passarem meses numa cama, sem saber se vão voltar a andar, com 100 agrafos e muitos parafusos a unir a vossa perna.
(...)
"Esta não é uma história de pena". Jay Williams, 31 anos, pode dizer isso agora, nove anos depois do acidente que quase lhe tirou a vida e a alterou irrevogavelmente. Foi esse o tempo que demorou a aceitar e estar em paz com a sua história: All-American no liceu, Jogador do Ano e campeão nacional em Duke, nº 2 no draft da NBA e tudo o mais antes do acidente, antes do hospital, antes da lesão que terminou a sua carreira ao fim de uma temporada e o obrigou a retirar-se aos 21 anos.

Ao longo duma série de entrevistas durante os últimos três meses, Williams fala detalhadamente, pela primeira vez, de tudo aquilo por que passou."



9.2.13

Guia do All Star Weekend


O Fim de Semana All Star deste ano está cheio de novidades. Novos formatos, novas regras, uma noite de sábado completamente renovada e a maior remodelação de sempre nos concursos de triplos e afundanços. Por isso, para não se perderem no meio de tantas mudanças e para não perder o fio à meada de tudo o que vai acontecer em Houston no próximo fim de semana, aqui fica um Guia do All Star Weekend:



SEXTA FEIRA
A abrir as festividades, temos o Rising Stars Challenge. Este evento é um dos que não sofreu alterações (o outro é o All Star Game) e continua a ser um jogo entre duas equipas de rookies e sophomores (jogadores de segundo ano), com duas partes de 20 minutos. Tal como no ano passado, Shaquille O'Neal e Charles Barkley são os general managers das equipas e cada um escolheu 10 jogadores (de entre 20 rookies e sophomores seleccionados pelos treinadores adjuntos da NBA) para a sua respectiva equipa. E assim, na madrugada de sexta para sábado, a partir das 2:00, vamos ter frente a frente:

Team Shaq
Damian Lillard (Portland) 
Kyrie Irving (Cleveland) 
Andre Drummond (Detroit) 
Klay Thompson (Golden State) 
Harrison Barnes (Golden State) 
Chandler Parsons (Houston) 
Dion Waiters (Cleveland) 
Michael Kidd-Gilchrist (Charlotte) 
Tyler Zeller (Cleveland) 
Kemba Walker (Charlotte)

Team Barkley
Anthony Davis (New Orleans) 
Kenneth Faried (Denver) 
Kawhi Leonard (San Antonio) 
Bradley Beal (Washington) 
Ricky Rubio (Minnesota) 
Tristan Thompson (Cleveland) 
Nikola Vucevic (Orlando) 
Brandon Knight (Detroit) 
Isaiah Thomas (Sacramento) 
Alexey Shved (Minnesota) 



SÁBADO
A acção continua no sábado e aqui é que nada é como dantes. Este ano, a All Star Saturday Night será uma competição entre conferências, com equipas de Este e Oeste a enfrentarem-se nos quatro concursos da noite e com a soma dos resultados de todos os concursos a apurarem a conferência vencedora. Cada conferência representará duas instituições de caridades, com as intituições da conferência vencedora a receberem 350.000 dólares e as outras duas 150.000.

Assim, todos os concursos da noite terão duas rondas: uma Team Round, onde os pontos (ou tempos) dos jogadores de cada conferência serão somados para encontrar a conferência vencedora dessa ronda. E essa conferência receberá pontos pela vitória nessa ronda.

Depois, os dois jogadores (ou equipa, no caso do Shooting Stars) com mais pontos (ou melhor tempo) de cada conferência avançam para a Championship Round, onde se encontrará o vencedor do concurso (e a conferência do vencedor também recebe pontos pela vitória nessa ronda). Podem ver o sistema completo de pontuação aqui.

Com Chris Paul como capitão do Oeste e Dwyane Wade como capitão do Este, as festividades arrancam na madrugada de sábado para domingo, à 1:30, e começam com o Shooting Stars, com James Harden, Russell Westbrook, Maya Moore (Minnesota Linx), Tina Thompson (Seattle Storm), Sam Cassell e Robert Horry em representação do Oeste e Chris Bosh, Brook Lopez, Swin Cash (Chicago Sky), Tamika Catchings (Indiana Fever), Muggsy Bogues e Dominique Wilkins em representação do Este.

As festividades continuam com o Skills Challenge, com Jrue Holiday, Brandon Knight e Jeff Teague do lado do Este e Tony Parker (o vencedor do ano passado), Jeremy Lin e Damian Lillard do lado do Oeste.

Depois, num dos dois concursos mais aguardados da noite, o Concurso de Triplos, Kyrie Irving, Steve Novak e Paul George defendem as cores do Este e Matt Bonner, Ryan Anderson e Stephen Curry defendem as cores do Oeste. E, com Kevin Love lesionado e impedido de defender o seu título do ano passado, vamos ter um vencedor novo este ano.


E naquele que é sempre o concurso mais esperado da noite (e que este ano conta com um elenco que promete!), o Concurso de Afundanços, vamos ter Gerald Green (vencedor em 2007), James White e Terrence Ross a representar o Este e Jeremy Evans (o vencedor do ano passado), Kenneth Faried e Eric Bledsoe a representar o Oeste. Tal como nas últimas edições, o vencedor será escolhido pelo público, que pode votar por sms (esta é para o público americano apenas), pelo Twitter (twittem #SpriteSlam e o último nome do jogador), na aplicação para telemóvel NBA All Star ou no site da NBA.


DOMINGO
E para encerrar as festividades, o evento principal, o All Star Game, na madrugada de domingo para segunda, à 1:00.


(todas as horas são de Portugal Continental e todos os eventos terão transmissão em directo na Sport TV. Podem ainda ver o All Star Game da D-League, no sábado, às 20:00, na NBA TV.)