23.8.13

Fechados para balanço


E por "para balanço" entenda-se "deitado numa rede a baloiçar"! :) Porque estamos fechados para férias até ao final do mês.


Em Setembro regressamos com os nossos (já habituais) Boletins de Avaliação das 30 equipas e com uma surpresa.

Boas férias para quem estiver de férias (e bom trabalho para quem estiver a trabalhar!) e até já!

22.8.13

E a melhor equipa de sempre é...


Depois dos 4 dias de NBA no nosso país, é hora de regressarmos ao outro lado do Atlântico. Mas antes de irmos ao que tem acontecido por lá nos últimos tempos (não tem acontecido muito), vamos só terminar a recordação da História da liga. 

Depois de na semana passada termos percorrido, década a década, os (já mais de) 60 anos de existência da liga profissional americana na nossa série Era Uma Vez a NBA, fechamos hoje com a discussão sobre qual, de todas as que pisaram os campos da NBA nesses mais de 60 anos, foi a melhor equipa que a liga já conheceu:


E a melhor de sempre é...


Os Celtics dos anos 60? Os Sixers de 67? Os Lakers de 72? Os Celtics de 86? Os Lakers de 87? Os Bulls de 96? Qual foi afinal a melhor equipa de sempre? Todas elas foram dominadoras e excepcionais nas suas respectivas épocas e os números de cada uma delas dão argumentos para defender as suas candidaturas. 

Os Celtics dos anos 60, liderados por Bill Russel, ganharam 8 títulos consecutivos e foram dominadores como nenhuma equipa alguma vez foi. Os Sixers de 67, de Wilt Chamberlain, tiveram a segunda melhor marca de sempre na temporada regular (69-13) e foram a única equipa que bateu os Celtics nessa década. Os Lakers de 72 (Jerry West, Gail Goodrich e Wilt Chamberlain) detêm o recorde de mais vitórias consecutivas (33) numa temporada. Os Celtics de 86 ganharam 67 jogos e tinham 5 Hall of Famers (Bird, McHale, Parish, Dennis Johnson e Bill Walton). Os Lakers de 87 ganharam 65 jogos, tinham, para além de 3 Hall of Famers (Magic, Kareem e Worthy), um dos plantéis mais profundos de sempre (7 jogadores com mais de 10 pts de média) e em 100 jogos (incluindo os playoffs) só não chegaram aos 100 pontos em 7 deles (e em 3 desses marcaram 99). E os Bulls de 96 dominaram completamente aquele ano e são a única equipa que atingiu a marca das 70 vitórias (72-10). 

É sempre difícil comparar equipas de diferentes épocas e diferentes eras. Os números são a medida mais exacta e objectiva que temos para o fazer, mas será sempre uma medida imperfeita. Porque os números carecem sempre de interpretação e contextualização. 

As 70 vitórias dos Bulls, por exemplo, foram conseguidas numa era em que a NBA se expandiu e teve 6 novas equipas em 8 anos. Seria uma época em o talento estava mais disperso e a concorrência mais fraca? Os títulos dos Celtics nos anos 60 foram numa era em que a NBA tinha apenas 10 equipas e o talento estava mais concentrado. Mas também havia menos talento e o jogo estava ainda menos desenvolvido (em todos os desportos temos exemplos de recordes inatingíveis e resultados desnivelados em fases embrionárias da respectiva modalidade, i.e, quando todos ainda são mais ou menos basta ser bom para dominar). 

Por esta última razão, os Celtics e os Sixers dos anos 60 ficam de fora da corrida pelo primeiro lugar. Foram duas equipas excepcionais e vamos eternamente interrogar-nos como seriam se jogassem agora, mas o facto é que jogaram num tempo em que o basquetebol estava ainda a tornar-se no que é hoje.

Os Lakers de 72 já competiram numa era em que o basquetebol estava bastante desenvolvido e conseguir ganhar 33 jogos seguidos é um feito que lhes reserva um lugar na história. Mas foi ainda antes da fusão NBA-ABA e os maiores talentos do mundo estavam divididos pelas duas ligas.

Os Celtics e os Lakers dos anos 80 jogaram já na era moderna da NBA e numa liga onde estavam todos os melhores jogadores americanos (e logo, do mundo, pois os europeus e estrangeiros estavam a melhorar, mas ainda não eram do mesmo nível). E o facto de terem sido  contemporâneas foi o que impediu qualquer uma delas de dominar toda a década. Se os Lakers dos anos 80 não tivessem a concorrência dos Celtics (e vice-versa), quem sabe quantos títulos teriam ganho.

Os Celtics de 86 foram segundos na %Lançamento, primeiros na %Lançamentos sofridos, melhor equipa em ressaltos e segunda melhor nas assistências. E os Lakers de 87, depois do 65-17 na temporada regular, venceram os adversários nos playoffs por uma média de 11.4 pts. Duas equipas excepcionais na mesma era e duas equipas que ficam, respectivamente, com o terceiro e o segundo lugar no pódio das melhores de sempre. 


Mas o lugar mais alto do pódio terá de ir para os Bulls de 96. Com Harper, Jordan, Pippen, Rodman e Longley no cinco e Kukoc como sexto homem, dominaram nos dois lados do campo. Nessa temporada, tiveram a melhor defesa e o melhor ataque (primeiros em Off Rtg e Def Rtg), tiveram a melhor % Lançamento (50.8%), ganharam os jogos por uma média de 12.2 pts, ganharam a luta nas tabelas por uma média de 6.6 res, tiveram mais 5.4 ast e forçaram mais 2.8 to por jogo que os adversários. E claro, ganharam 72 jogos. E foram campeões. Foi uma época inigualável em termos estatísticos e memorável em qualquer termo.

A interpretação e contextualização dos números é a parte subjectiva que vai sempre dar horas e horas de discussão (o que é bom!). Mas é difícil argumentar contra estes números.

20.8.13

Muito prazer!



Nestes quatro dias de Basketball Without Borders tivemos também a oportunidade de conhecer alguns leitores do SeteVinteCinco, como o Jorge Duarte, o vencedor do nosso passatempo NBA Playoffs 2013, que posou para a foto comigo e com o seu prémio, o The Undisputed Guide to Pro Basketball History:


Parabéns mais uma vez, Jorge, e prazer em conhecer-te! E prazer em conhecer todos os seguidores do SeteVinteCinco com quem me cruzei nestes dias!

19.8.13

Basketball Without Borders - 4 dias totais de Basquetebol e de NBA


A nossa viagem aos Estados Unidos em Abril, na sequência da vitória no passatempo da Sport TV, e a oportunidade de assistir ao vivo a três jogos da NBA foi vivida como fã.
Como escrevemos na altura, "o jogador, o treinador e o comentador ficaram em casa e em Nova Iorque esteve o fã. Não estava a ver vídeo, não estava a parar o jogo à procura de como um jogador se libertou para um lançamento, não estava a pensar no sistema que a equipa x estava a usar no ataque ou como a equipa y estava a defender, não estava a dissecar a movimentação de um jogador, não estava a analisar o jogo (pronto, o máximo que é possível desligar isso e não pensar nisso quando vemos um jogo), estava apenas a desfrutar de cada momento passado naqueles pavilhões."


Aqui, nestes quatro dias de NBA em Portugal, foi diferente. Esteve o fã, claro, mas esteve também o profissional, o comentador e o treinador. Foram quatro dias de basquetebol vividos a todos os níveis. Esteve o profissional, porque estavámos lá com um trabalho para fazer e foram quatro dias de filmagens e entrevistas:



Esteve também o treinador, a assistir ao clinic de Jim Boylen e Patrick Hunt (que teve uma assistência extraordinária, com mais de 100 treinadores portugueses presentes! E não tenho fotos do dito porque estava a assistir, atento a todas as palavras e a tomar notas; estava numa aula e não tive tempo - nem preocupação - para fotos) e a aproveitar ao máximo a oportunidade de observar de perto, ao longo de todos estes dias, os treinadores (e jogadores) da NBA a dirigir treinos e a ensinar estes jovens jogadores:

(Fotos de Pedro Quedas)




(podem ver mais vídeos na minha página no YouTube)

E esteve também o comentador/repórter/blogger, que foi tentando partilhar com vocês a acção destes dias e tentando mostrar um bocadinho de como foi a quem não pôde estar presente. Para esses, aqui ficam mais algumas imagens dos dois últimos dias de BWB (podem algumas imagens dos dois primeiros dias aqui e aqui).

Depois do Sábado ter sido preenchido com jogos entre as equipas e com o clinic de treinadores ao final da tarde (como dissemos, não temos fotos, mas a nossa incansável equipa de reportagem - o André Simões e o Pedro Quedas - filmou e podem depois ver imagens do dito na reportagem do evento), o Domingo arrancou com jogos de 3x3 e com as eliminatórias do concurso de lançamentos de três pontos:


(foto Pedro Quedas)


E depois duma visita de Nate Robinson ao Youth Camp, ...




... tivemos, à tarde, o All Star Game, com os 20 melhores entre os 49 participantes no campo (e com uma bancada com bastante público):
(foto pedro Quedas)
E a final do concurso de três pontos, entre o italiano Federico Mussini e o macedónio Andrej Magdevski:

(foto pedro Quedas)
Final que foi ganha pelo italiano Federico Mussini, que com uma ronda quase perfeita de 10 em 12:


O dia terminou com a entrega de prémios, com o poste turco Akif Guven (16 anos e 2,11m!) a vencer o prémio de MVP do All Star Game e o base italiano a ganhar a distinção de MVP do campo:


E é claro que nestes quatro dias esteve também o fã, pois não só tive a oportunidade de conhecer os jogadores e trocar umas palavras com eles (alguns ídolos de infância, alguns jogadores que cresci a ver jogar e outros que têm feito as delícias dos fãs nos tempos recentes), ...



... como passei quatro dias a ver de perto todos estes treinadores e jogadores e ainda tive o privilégio de estar um bocado à conversa com Sam Perkins no barbecue de despedida e recordar com ele as Finais de 91 entre os seus (nossos) Lakers e os Bulls de Michael Jordan. Foram quatro dias inesquecíveis de basquetebol e de NBA, quatro dias de aprendizagem para este treinador e comentador e quatro dias de sonho para este fã incondicional!



(depois poderão ver o vídeo de todo o evento e todas as entrevistas que realizámos. Temos algumas horas de filmagens para seleccionar e editar, mas colocaremos tudo isso online brevemente)

16.8.13

Basketball Without Borders - dia 2


Mais algumas imagens do segundo dia de BWB em Almada:

na verdade, antes das imagens deste segundo dia, começamos pelo fim do primeiro, com umas imagens do draft. Depois do treino de observação durante o dia, os treinadores - os da NBA e os treinadores portugueses que também estão a participar no evento - juntaram-se no hotel ao final do dia de ontem para realizar um draft e escolher, entre os 50 jovens sub-18 de toda a Europa, as suas equipas (com  nomes de equipas da NBA, claro):

(o senhor a conduzir o draft é o director do campo, Marin Sedlacek, e podem ver, entre os presentes, Nate Robinson, Jack Sikma e Terry Porter, entre outros)


E agora sim, umas imagens do segundo dia:

O dia começou com palestra de Nate Robinson, a partilhar um pouco da sua experiência e dar alguns conselhos aos miúdos.



Nate falou-lhes da importância da liderança (seja pelas palavras, seja pelo exemplo) e da confiança entre colegas de equipa. E não se ficou só pelas palavras e participou na demonstração dum exercício de confiança:

(Nate, vendado, a ser guiado através dos obstáculos por um dos miúdos russos, enquanto todos os outros os tentam distrair)

Enquanto no pavilhão de Almada começavam os jogos entre as equipas formadas no draft do dia anterior, Nate e Boozer fizeram uma surpresa às meninas portuguesas e visitaram, ao final da manhã, o campo feminino:



E durante a tarde, enquanto continuavam os jogos entre Cavs, Bulls, Spurs e Wolves, tivemos a oportunidade de entrevistar o grande Sam Perkins:



E o senhor Carlos Boozer:


(vão poder ver depois as entrevistas na reportagem que estamos fazer de todo o evento)

No fim do dia, e quando todos abandonaram o pavilhão, Nate Robinson e Carlos Boozer ficaram lá, a treinar (no days off!):

(desculpem lá, só conseguimos filmar este bocadinho, mas o segurança já estava a correr com toda a gente, como podem ver)

E amanhã há mais! :)

15.8.13

Basketball Without Borders - dia 1


Algumas imagens do primeiro dia de BWB:

Dia que começou com Sam Perkins a partilhar a sua experiência de 17 anos na NBA e a dar conselhos aos 50 jovens de toda a Europa


E hoje foi dia para os meios de comunicação social, primeiro com a sessão de apresentação do evento...
... depois com entrevistas aos jogadores e treinadores. O grande canhoto dos Lakers, Mavs, Supersonics e Pacers, Sam Perkins, mais uma vez (a falar para A BolaTV).
E o pequeno grande Nate Robinson, a dar uma entrevista para O Jogo.
E a nossa equipa de reportagem, o Pedro Quedas e o André Simões, a entrevistar a vice-presidente da NBA,  Kim Bohuny.
Ainda houve tempo para terminar a manhã com jogos para observação dos 50 jogadores...

... e para Nate Robinson treinar o seu lançamento (com as duas mãos) antes de ir almoçar:


14.8.13

Ready, set, go!


Entre a preparação da reportagem do Basketball Without Borders e o meu trabalho (o oficial e que me paga as contas), não sobrou ontem tempo (nem hoje também) para o prometido artigo sobre os melhores canhotos de sempre na NBA. Não fica esquecido, mas vai ter de ficar para depois da visita das estrelas da NBA ao nosso país.

Porque a partir de hoje, e até Domingo, estamos em Almada, onde já está tudo pronto para os quatro dias de treino com os jogadores e treinadores da NBA:



Já sabem, até Domingo, podem acompanhar a acção diária do Basketball Without Borders aqui e na nossa página no Facebook

12.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 00


E terminamos a nossa viagem pela história da liga, recordando a dezena de anos que falta, a década passada:


Era Uma Vez a NBA: os anos 00


E chegamos ao fim da nossa viagem pela história da NBA com a primeira década do novo milénio. E se a NBA já terminou o século XX como uma liga global só reforçou essa posição no início do século XXI. Para isso muito contribuiu a entrada dum gigante que levou a fama da NBA até um país (e um mercado) gigante. Yao Ming abriu as portas da China e ajudou a NBA a conquistar mil milhões de fãs e o espaço que faltava para se tornar verdadeiramente universal.

Para além do fenómeno Yao, uma nova geração de jogadores veio substituir o vazio deixado pela retirada de Michael Jordan e dos outros grandes nomes dos anos 80 e 90. Jogadores como Allen Iverson, Kevin Garnett, Dirk Nowitzki, Vince Carter, Tim Duncan, Shaquille O'Neal, Jason Kidd ou Kobe Bryant (que se estrearam ainda no final dos anos 90, mas atingiram o seu auge nos anos 00) e a primeira geração de estrelas do novo milénio, com Carmelo Anthony, LeBron James, Dwight Howard, Chris Paul, Amare Stoudamire ou Dwyane Wade.

  

A nível colectivo, a década começou como acabou: sob o reinado dos Lakers. Com Shaq e Kobe, de 2000 a 2002, e Kobe e Gasol, em 2009 e 2010. E sempre com Phil Jackson. E estas duas encarnações da equipa do Zen Master foram duas das equipas da década. A escolher entre uma delas, a vantagem vai para a primeira. Shaq e Kobe foram uma das melhores duplas interior-exterior de sempre e o Diesel era, no seu auge, um jogador imparável. A única forma de o impedir de marcar era atirar dois ou mesmo três defesas contra ele. Ou então fazer falta e metê-lo na linha de lance livre (o Hack-a-Shaq que Popovich e os Spurs celebrizaram).

E a única coisa que os impediu de dominar toda a década foi o choque de egos entre Shaq e Kobe. Aquele balneário era pequeno para os dois e um, Shaq, acabou por ser trocado. Não fosse isso e quem sabe quantos títulos podiam ter ganho.


Quem ganhou com isso foram as outras duas equipas da década: os Spurs e os Pistons.

Em 2004, a equipa de Detroit aproveitou da melhor maneira a guerra civil que consumia o balneário dos Lakers na última temporada em que Kobe e Shaq jogaram juntos e protagonizou a maior surpresa da década: 4-1 nas Finais frente aos favoritíssimos Lakers de Kobe, Shaq, Payton e Malone. Para além do título desse ano e mais uma ida às Finais no ano seguinte, o núcleo de Chauncey Billups, Richard Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Ben Wallace foi um candidato eterno no Este, com seis finais de conferência seguidas entre 2003 e 2008, e um exemplo ímpar de jogo colectivo e de sucesso sem uma super-estrela.

A equipa de San Antonio era já uma das maiores ameaças ao reinado Shaq/Kobe (venceram-nos mesmo e foram campeões em 2003) e aproveitou o fim da sua dinastia para ganhar mais dois, em 2005 e 2007. Foram os campeões dos anos ímpares.

Um destaque ainda para os Celtics de 2008, que criaram muita expectativa com a reunião do seu Big Three de Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce e dominaram a temporada seguinte. Tivessem-se eles reunido no auge das suas carreiras e quem sabe o que podia ter acontecido. É mais uma dinastia-que-podia-ter-sido. Mas pelo que foi (ainda que curto) e pela amostra que deram do que podia ter sido, terão sempre um lugar em qualquer história desta década. E o nome deles lá estará na lista de campeões da década:


(se bem se lembram, os campeões estão a amarelo e as cruzes indicam as equipas com o melhor recorde da temporada)

Década esta que termina com a ascensão de uma nova geração de jogadores. Derrick Rose, Kevin Durant, Russell Westbrook, Blake Griffin, Rajon Rondo, Stephen Curry ou Kevin Love são nomes que vamos ouvir bastante nos próximos anos. Mas nos dez anos que ficaram para trás, foram estes os melhores:

Steve Nash - guard
Kobe Bryant - shooting guard
Lebron James - forward
Tim Duncan - power forward
Shaquille O'Neal - center

(esta posição de base não foi nada fácil de escolher. Nash foi o eleito porque 2 MVPs consecutivos é coisa para muito poucos e um feito reservado aos melhores, mas Jason Kidd, que liderou os Nets a duas Finais e é um melhores organizadores e distribuidores de sempre, e Allen Iverson, que foi MVP em 2001 e melhor marcador em 2001, 2002 e 2005, estão taco a taco com ele)

Guia para o Basketball Without Borders em Portugal


É já daqui a três dias que vamos receber a visita dos jogadores e treinadores da NBA. E como muitos de vocês não querem perder a oportunidade de ver ao vivo as estrelas (e ex-estrelas), aqui fica um pequeno guia com todas as informações sobre o evento:


Como sabem, vamos ter a visita de três jogadores. Ronny Turiaf e Vladimir Radmanovic não vão poder estar presentes e no seu lugar vem o ex-Nugget e actual-Timberwolf Corey Brewer. Vamos ter por isso, a presença de Carlos Boozer, Nate Robinson e Corey Brewer. Nos treinadores, vamos ter o treinador adjuntos dos Cavs, Jamahl Mosley, o treinador adjunto dos Spurs, Jim Boylen, e os ex-jogadores e treinadores adjuntos dos Wolves, Terry Porter e Jack Sikma.

O campo principal, com 40 dos melhores sub-18 da Europa, e dirigido pelos treinadores e jogadores da NBA, realiza-se no Complexo dos Desportos de Almada. Para não se perderem, aqui ficam as coordenadas GPS e o link para o pavilhão no Google Maps:

Coordenadas GPS:
38º 39.411' N   9º 09.636' W

Google Maps:


O evento será aberto ao público e poderão assistir às sessões de treino e aos jogos durante os quatro dias do evento (de 5ª a Dom), das 9:00 às 16:00. 

Para além disso, temos, nos dias 15 e 16, o Campo Feminino, com a Ticha Penicheiro (no pavilhão da Escola Secundária Daniel Sampaio, na Sobreda) e, nos dias 16, 17 e 18, o Youth Camp, para rapazes e raparigas entre os 8 e os 18 anos (no pavilhão da Escola EB 2,3 da Costa da Caparica):


Eu vou lá estar a trabalhar e a fazer a reportagem do evento, por isso, quem não se puder deslocar até Almada, pode acompanhar tudo aqui e na nossa página no Facebook. Não percam!

11.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 90


Continuamos a avançar na História e entramos em território moderno. Hoje, no sexto capítulo da série Era Uma Vez a NBA, a década de 90:


Era Uma Vez a NBA: os anos 90


Depois de anos 80 a NBA ter chegado aos telespectadores e fãs de todo o mundo, na década de 90 continuou a sua globalização com a chegada de dezenas de jogadores internacionais. Depois de pioneiros como Drazen Petrovic, Vlade Divac ou Detlef Schrempf nos anos 80, a década de 90 assistiu à chegada de jogadores de todo o mundo e a NBA tornou-se uma verdadeira liga mundial, com os melhores jogadores do mundo a actuar nas suas equipas.

Foi também a década em que os jogadores profissionais americanos foram autorizados a jogar nas competições internacionais e em que a melhor equipa que já pisou um campo de basquetebol foi formada: o primeiro Dream Team.


Foi mais um passo na globalização do jogo e da NBA. A passagem do Dream Team pelos Jogos Olímpicos de Barcelona 92 despertou mais entusiasmo e atenção mediática que qualquer equipa alguma vez tinha despertado. Foram embaixadores do jogo e a melhor promoção que o basquetebol podia ter. Depois do Dream Team assistimos a uma explosão de popularidade da modalidade em todo o mundo e o nível de jogo (no mundo e, por consequência, na NBA) tem vindo a subir desde aí. (podem ler este artigo que escrevi no Planeta Basket sobre o Dream Team, para uma história mais pormenorizada desta selecção histórica)

E foi, claro, a década de Michael Jordan (considerado, por quase todos, o melhor jogador de sempre) e dos Bulls. A equipa de Chicago ganhou 6 títulos nestes 10 anos e se Michael Jordan não se tivesse retirado e ficado fora da NBA durante quase duas temporadas, podiam mesmo ter igualado aquele recorde dos Celtics, que se pensava impossível de atingir, de oito títulos consecutivos.
Não igualaram esse, mas bateram outro que também durava há quase tanto tempo. Na temporada de 95-96 (com Jordan, Pippen, Rodman e Kukoc) bateram o recorde de vitórias na temporada regular (que pertencia aos Lakers de 72, com 69-13) e fizeram a melhor temporada de sempre na história da NBA: 72-10.


É claro que tivemos outras grandes equipas nesta década. Apenas tiveram o azar de ser contemporâneas destes Bulls. Os Blazers de 92 (com Clyde Drexler, Terry Porter, Jerome Kersey e Cliff Robinson), os Suns de 93 (com Charles Barkley, Kevin Johnson, Dan Majerle e Cedric Ceballos), os Sonics de 96 (com Gary Payton, Hersey Hawkins, Detlef Schrempf e Shawn Kemp). Todas elas fizeram grandes temporadas e chegaram às Finais, mas nunca conseguiram ultrapassar o último obstáculo de Jordan e companhia. E nenhuma equipa representa isso melhor que os Jazz.

Dois anos seguidos, em 97 e 98, tiveram temporadas acima das 60 vitórias (64-18 e 62-20) e perderam nas Finais para os Bulls. Jerry Sloan fez verdadeiros milagres com os jogadores que tinha e, com uma equipa com menos talento e atleticamente inferior, lutaram com tudo o que tinham e levaram os Bulls ao limite. Mas nunca os conseguiram derrotar. E Malone e Stockton, os mestres do pick and roll e dois dos melhores jogadores de sempre nas suas posições, nunca ganharam o anel que mereciam.

Quem aproveitou da melhor forma as duas temporadas sem Jordan foi outra das equipas da década, os Rockets de 94 e 95. O melhor poste da década liderou-os até dois títulos consecutivos. Um frente a outro candidato a melhor poste da década, Patrick Ewing, e outro frente a outro poste que viria a dominar a NBA uns anos mais tarde, Shaquille O'Neal. E Olajuwon dominou-os aos dois. Como na finais de conferência dominou outro candidato a poste da década, David Robinson. Por isso, nesses dois anos, eliminou as dúvidas que podiam existir e afirmou-se como o melhor.

Robinson teve a sua oportunidade de conquistar o anel em 99, já com a ajuda de Tim Duncan, o que completa a lista dos campeões destes 10 anos:


Nesta década, a NBA continuou a crescer no número de equipas também. Depois da expansão de 88 (quando entraram os Heat e os Hornets), em 89-90 a NBA acolheu mais duas equipas: os Magic e os Wolves. E em 95-96, a liga deu as boas-vindas aos Raptors e os Grizzlies. Assim, quando a década terminou, eram já 29 as equipas que competiam na NBA (faltava apenas uma para as 30 que temos hoje).
O número de jogadores internacionais cresceu progressivamente também. De 20 jogadores não-nascidos nos Estados Unidos que jogavam na NBA em 1989, passámos para mais de 70 em 99. E o mediatismo da liga em todo o mundo cresceu exponencialmente nesses anos. A NBA tornou-se verdadeiramente global.

E enquanto a NBA conquistava o mundo, os jogadores que conquistaram um lugar no melhor cinco da década foram estes:

John Stockton - guard
Michael Jordan - shooting guard
Charles Barkley - forward
Karl Malone - power forward
Hakeem Olajuwon - center

(para forward, foi realmente difícil escolher entre Pippen e Barkley, mas no fim optei pelo jogador que tinha mais distinções individuais. Mas é uma escolha muito renhida e não vou discutir com quem preferir um cinco com Pippen no lugar de Barkley. Para além disso, um cinco onde não cabem Scottie Pippen, David Robinson, Clyde Drexler ou Pat Ewing mostra como esta década foi boa e recheada de enormes jogadores)

10.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 80


Continuando o nosso passeio pela memória, avançamos hoje para a década em que muitos de nós começámos a seguir a NBA, a era dourada dos 80. É o quinto capítulo da série Era Uma Vez a NBA:

Era Uma Vez a NBA: os anos 80


E eis-nos chegados aos anos 80. Esta foi a década em que a NBA chegou a Portugal, através das transmissões televisivas na RTP2 e da distribuição de revistas espanholas como a Superbasket e a Gigantes do Basket, e em que muitos de nós conhecemos a NBA pela primeira vez.

E esta foi a década de ouro da NBA, não só porque a liga americana ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e espalhou-se pelo mundo, mas também porque alguns dos melhores jogadores de sempre pisaram os campos da NBA nestes anos. Lendas como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Julius Erving, Kareem Abdul-Jabbar, Charles Barkley, Moses Malone, Hakeem Olajuwon, Patrick Ewing, Isiah Thomas, Karl Malone, Dominique Wilkins, Kevin McHale, John Stockton e a lista podia continuar.



O enorme crescimento que a liga conheceu a todos os níveis (número de equipas, fama, talento, competitividade) nos anos 70 continuou nesta década e o nível e quantidade de talento atingiu a estratosfera. E se aqueles nomes já eram suficientes para levar a fama da NBA até aos quatro cantos do mundo, algumas das equipas mais memoráveis e algumas das rivalidades mais inesquecíveis de todos os tempos ajudaram a tornar a liga americana num fenómeno mundial.

Quem pode alguma vez esquecer os fenomenais duelos entre os Celtics de Bird e os Lakers de Magic? O Big Three de Bird, Parish e McHale versus o Big Three de Magic, Kareem e Worthy. Os operários de Boston contra o Showtime de Los Angeles. Estas foram as duas equipas que dominaram a década e moldaram a NBA que conhecemos. Enfrentaram-se em três Finais antológicas (84, 85 e 87) e entre ambas ganharam oito títulos (cinco para LA e três para Boston).


Mas se estas foram as equipas da década, as equipas memoráveis não ficaram por aqui. Tivemos também os Sixers de 83, com Dr. J, Moses Malone e Maurice Cheeks, que ganharam 65 jogos na temporada regular (o segundo melhor recorde da história da equipa) e venceram o título cedendo apenas um jogo nos playoffs (com a famosa previsão de Moses Malone - "fo, fo, fo" - quase a concretizar-se).

E os Bad Boys de Detroit, com Isiah, Dumars, Laimbeer e Rodman. Com a sua defesa agressiva e nos limites da legalidade, a sua garra e luta e a sua atitude de "fazemos-tudo-mesmo-tudo-o-que-tivermos-de-fazer-para-ganhar" conquistaram adeptos por todo o mundo. Estes Pistons conseguiram destronar os Lakers no final da década, marcaram uma época e mostraram ao mundo que o trabalho duro pode levar-te longe.

Estas quatro equipas foram presença habitual nas Finais e levaram para casa os títulos da década:


(já sabem, a amarelo o campeão e a cruz indica que a equipa teve o melhor recorde da temporada regular)

E houve mais nos anos 80: a linha de três pontos transformou o jogo, o All Star Game cresceu para All Star Weekend e nasceram os Concursos de Triplos e os Concursos de Afundanços.
Portanto, para além de todo o talento individual e das rivalidades inesquecíveis, tivemos também acontecimentos e eventos que transformaram o jogo e tornaram a NBA em algo mais que um fenómeno desportivo. A NBA tornou-se parte da cultura mundial.

E assim, nos anos 80 a NBA chegou à sua época moderna. Foi uma década de jogadores inigualáveis, equipas especiais e momentos e imagens que ficaram e perduram no imaginário de todos os fãs. Esta é, por isso, a década que muitos consideram como a melhor da história da NBA. E do imenso lote de puro talento basquetebolístico destes anos, estes são os que entram no nosso cinco:

Magic Johnson - guard
Michael Jordan - shooting guard
Julius Erving - forward
Larry Bird - forward
Moses Malone - center

(Meu Deus, que cinco inicial! Será este o melhor cinco de sempre? Ou vamos ter de decidir no photo finish com o dos anos 60? Ou ainda, será que o dos anos 90 e 00 pode rivalizar com algum desses?)


9.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 70


Avançando na História, seguimos hoje para o quarto capítulo da série Era Uma Vez a NBA, para a década de 70:


Era Uma Vez a NBA: os anos 70


Nos anos 70, a NBA conheceu a concorrência de outra liga que foi ganhando adeptos por todo o país, a American Basketball League (ABA).

A ABA foi criada ainda na década de 60, mas ganhou a sua fama na década seguinte. Enquanto a NBA era a liga "oficial" dos americanos, a ABA tornou-se a liga alternativa, com a sua famosa bola tri-color (uma ideia do seu primeiro comissário, a ex-estrela da NBA, George Mikan), os jogadores com as grandes afros e a pioneira linha de 3 pontos (que a NBA só adoptou em 79). A NBA era a liga certinha e a ABA era a liga do estilo e do espectáculo.


No entanto, as duas estavam intimamente ligadas. A própria origem da ABA esteve ligada à NBA. Em 1967, a NBA tinha 10 equipas e resistia a aumentar esse número, pedindo preços exorbitantes a qualquer equipa interessada em juntar-se à liga. Como resposta, um grupo de empresários decidiu criar outra liga de basquetebol profissional para competir com a NBA.
Mas desde o início que o seu objectivo era juntarem-se à NBA. Criaram a ABA para construir equipas fortes, atrair jogadores bons e obrigar a NBA a unir-se a eles. E logo desde as primeiras épocas da ABA, que as negociações para uma futura fusão começaram.

Assim, na primeira metade dos anos 70, e enquanto as várias tentativas de fusão decorriam, as duas ligas seguiram os seus caminhos paralelos.

A NBA era já uma liga famosa e estabelecida. Algumas das estrelas responsáveis pela enorme evolução técnica dos anos 60 continuavam a jogar (Oscar Robertson, Jerry West, Wilt Chamberlain) e todos os anos chegavam mais novos talentos. Lew Alcindor (mais tarde conhecido como Kareem Abdul-Jabbar), Walt Frazier, Willis Reed, Bob McAdoo, Elvin Hayes, Pete Maravich, Nate Archibald, entre muitos outros. A evolução técnica que aquelas estrelas dos anos 60 trouxeram para o jogo, massificou-se nos anos 70 e os talentos individuais eram cada vez mais e melhores.


Enquanto isso, a ABA tinha a espectacularidade que muitos gostavam que a NBA tivesse: um estilo de jogo rápido, com muitos contra-ataques, muitos afundanços, muitos triplos e, graças à linha de 3 pontos que forçava os defensores a sair aos atiradores e não os deixava ficar tão fechados no garrafão, mais espaço para jogar. Enquanto a NBA era a liga séria, o basquetebol da ABA era o fun basketball.
Para além disso, a ABA foi também pioneira no recrutamento de jogadores do liceu (as equipas da NBA apenas podiam seleccionar jogadores da universidade), pelo que conseguia desviar muitos talentos para as suas equipas. Como consequência disso, o seu nível técnico era tão bom (ou melhor, para alguns) como o da NBA.
Mas a NBA tinha uma coisa que a ABA não tinha: fama e dinheiro. E com esta segunda recheada de talento, mas à beira da falência, deu-se finalmente a fusão. Ou, melhor, a absorção da ABA pela NBA.

Em 1976, quatro equipas da ABA (Denver Nuggets, Indiana Pacers, San Antonio Spurs e New York Nets) passaram para a NBA e os jogadores das restantes equipas (entretanto extintas) foram espalhados pelas equipas da NBA, num draft especial.
A NBA deu as boas vindas a jogadores como Julius Erving, Connie Hawkins, George Gervin, Artis Gilmore, Moses Malone, Maurice Lucas ou Rick Barry e tornou-se definitivamente a maior concentração de talento basquetebolístico do mundo.

Entre os jogadores que foram chegando na primeira metade da década e os que depois chegaram da ABA, a NBA teve nos anos 70 uma injecção de talento nunca antes vista.

E com o fim da dinastia dos Celtics, o terreno estava livre para novos pretendentes. Foi o começo duma nova era. Depois do domínio dos Lakers nos anos 50 e dos Celtics nos anos 60, os anos 70 foram anos de equilíbrio. Nesses 10 anos, oito equipas diferentes ganharam o título. Cinco equipas ganharam o seu único título (ou títulos) nesta década (Knicks, Bucks, Trail Blazers, Bullets e Sonics). Esta é a lista completa de finalistas e campeões:


A década de 70 foi uma década de crescimento e paridade sem paralelo. Em 1979 a liga tinha crescido até às 22 equipas e o nível de jogo era melhor que nunca. A NBA chegou à sua idade adulta. E, numa era com tantos talentos individuais, eleger os cinco melhores é uma tarefa mais difícil, mas aqui ficam as nossas escolhas para o melhor cinco dos 70's:

Walt Frazier - guard
John Havlicek - shooting guard
Rick Barry - small forward
Elvin Hayes - power forward
Kareem Abdul-Jabbar - center

8.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 60


Continuamos a história da liga e avançamos hoje para a década de 60, no terceiro capítulo da série Era Uma Vez a NBA:


Era Uma Vez a NBA: os anos 60


Se a década de 50 foi de afirmação da NBA como a melhor liga de basquetebol dos Estados Unidos e de evolução do jogo para o formato moderno, a década de 60 foi aquela onde a NBA explodiu a nível técnico. Foi a época dos recordes (individuais e colectivos) e das temporadas individuais históricas.

The Big O, Oscar Robertson

No início da década, duas das equipas mais vitoriosas mudaram-se para cidades e mercados maiores (os Lakers de Minneapolis para Los Angeles e os Warriors de Philadelphia para San Francisco) e a liga ganhou uma dimensão verdadeiramente nacional. Estas duas equipas tinham ganho, entre si, 7 dos primeiros 10 títulos e continuaram a lutar pelos primeiros lugares nesta década com jogadores como Wilt Chamberlain, Elgin Baylor, Jerry West, Nate Thurmond e Rick Barry.
Nestes anos 60 assistimos também ao nascimento da maior rivalidade da história da NBA: Lakers e Celtics. Ao longo destes 10 anos, as duas equipas encontraram-se nas Finais por seis vezes. Infelizmente para os Lakers, sempre com a vitória a sorrir aos Celtics.

E os verdes de Boston foram a equipa da década. Liderados por aquele que é considerado um dos melhores postes de sempre (o melhor de sempre para muitos), Bill Russel, dominaram a liga como nenhuma equipa tinha feito até ali (e irá alguma vez fazer). O seu domínio tinha já começado no final dos anos 50, com a conquista do campeonato em 1959, e estendeu-se até 1969. Nessas 11 temporadas os Celtics ganharam o título 10 (!) vezes.
Entre 59 e 66 a equipa de Boston ganhou oito títulos consecutivos (um recorde da NBA e que muito dificilmente será alguma vez batido) e apenas os Philadelphia 76ers, em 66-67, conseguiram impedir que ganhassem o campeonato em todos os anos da década.

Bill Russell vs Wilt Chamberlain, o duelo da década
E foi preciso uma temporada histórica dos Sixers para o impedir. Nessa temporada de 66-67, a equipa de Philadelphia, liderada por outros dos melhores postes de todos os tempos (o melhor para muitos também), Wilt Chamberlain, estabeleceu um recorde de vitórias na temporada regular que durou até 1996: 69-13. Conseguiram finalmente ultrapassar os Celtics na final da conferência Este (na altura era ainda designada por Eastern Division), 4-1, e venceram depois os Warriors nas Finais, 4-2.

Bem, e o quadro dos campeões da década é fácil de imaginar, mas aqui ficam todos os finalistas:


(a amarelo a equipa campeã e a cruz indica o melhor recorde da temporada regular)

E se os recordes colectivos alcançados nos anos 60 foram impressionantes, que dizer dos individuais? Esta é a década do jogo dos 100 pontos de Chamberlain, dos 50.4 pts e 25.7 res de média numa temporada, também de Chamberlain (em 61-62; a melhor de 9 temporadas impressionantes, com médias sempre acima dos 30 pts e 20 res), do triplo-duplo de média numa temporada de Oscar Robertson (30.8 pts, 12.5 res e 11.4 ast, em 61-62; a primeira e única vez que tal feito foi conseguido) e do MVP das Finais de 69 para Jerry West (a única vez que o MVP foi para um jogador da equipa perdedora).


Alguns dos melhores jogadores da história da NBA jogaram nesta década e a sua enorme evolução técnica aliada a um estilo de jogo mais aberto da época, contribuiu para estes recordes quase inimagináveis hoje em dia. Eram jogadores extraordinários sem concorrência à altura. E desses, os cinco melhores foram:

Oscar Robertson - guard
Jerry West - shooting guard
Elgin Baylor - forward
Bill Russell - center
Wilt Chamberlain - center

(No melhor cinco desta década tivemos de optar por um alinhamento diferente do habitual, com dois postes, pois é impossível deixar Russell ou Chamberlain de fora. Os dois melhores postes de sempre tinham de entrar neste cinco e como um, Russell, dominava completamente na defesa e o outro, Chamberlain, dominava completamente no ataque, seria um frontcourt compatível. Bem, seria o melhor frontcourt de todos os tempos. Era como juntar o Luke Skywalker com o Darth Vader. A galáxia seria deles.)