30.9.13

Equipamentos que gostávamos de ver


Como já devem ter ouvido, a NBA está a ponderar equipamentos com as alcunhas dos jogadores.
É claro que o potencial para o desastre é grande e vamos ter camisolas que não lembra ao diabo. Porque nem todos os jogadores têm alcunhas e há outros que têm alcunhas pessoais, que não são utilizadas pelo público e apenas pelos amigos e/ou família (ou por eles próprios). Podemos ter camisolas com coisas como "Swaggy P" (Nick Young) ou "Shaneo" (a escolha de Shane Battier, um daqueles que não é conhecido por alcunha nenhuma).

Mas, apesar disso, o potencial para umas camisolas memoráveis também é grande. Parece-nos, por isso, uma excelente ideia e só esperamos que não fique apenas pelos Heat e Nets e que todas as equipas tenham a oportunidade de fazer um jogo com equipamentos desses. Porque podemos ter umas muito boas. Estas são algumas das que mais queremos ver:





Eu sei que falta um H no fim, mas o personalizador da NBA Store tem um limite de 12 caracteres, por isso, imaginem com o H. 




29.9.13

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Depois de Hawks, Bobcats e Heat, mantemo-nos pela Florida para ver como correu o segundo verão da era pós-Dwight em Orlando:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - ORLANDO MAGIC

Saídas: Al Harrington, Beno Udrih, DeQuan Jones
Entradas: Jason Maxiell, Ronnie Price, Victor Oladipo (2ª escolha no draft), Romero Osby (51ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jameer Nelson - Arron Afflalo - Tobias Harris - Glen Davis - Nikola Vucevic
Banco: E'Twaun Moore - Victor Oladipo - Maurice Harkless - Hedo Turkoglu - Andrew Nicholson - Jason Maxiell - Kyle O'Quinn
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: Os Magic estão em modo de reconstrução total. E ainda a dar os primeiros passos dessa reconstrução. E como a maioria de equipas nessa fase precoce de reconstrução, estão em modo de acumulação de peças. Têm muitos jogadores jovens (e alguns promissores, como Harris, Vucevic, Nicholson e Harkless), muitas peças para experimentar e ver quais vale a pena guardar e estão ainda a montar um núcleo à volta do qual construir. E neste verão foi isso que continuaram a fazer: juntar mais peças para esse puzzle. 

E levaram uma das mais promissoras, senão mesmo a mais promissora, deste draft. Victor Oladipo tem todos os sinais de alguém que pode tornar-se uma estrela: tem o atleticismo para isso e parece ter a vontade de trabalhar e melhorar que os melhores têm. Quando acabou o liceu, Oladipo nem sequer estava no top 100 dos jogadores desse ano e três anos depois, era o melhor shooting guard do país e candidato aos primeiros lugares do draft.

Oladipo melhorou a percentagem de lançamento em cada uma das três temporadas na Universidade de Indiana e ficou melhor jogador de ano para ano. Tem todas as ferramentas físicas para jogar ao mais alto nível e parece ter as ferramentas mentais para chegar lá. É o melhor defensor e o melhor atleta deste draft e parece ser dos mais trabalhadores e determinados. Os Magic podem ter aqui uma peça nuclear para o futuro.

Uma peça que querem transformar no futuro base da equipa. Já com Arron Afflalo para shooting guard (e com Jameer Nelson fora dos planos a longo prazo), os Magic querem adaptar Oladipo a point guard, à semelhança, por exemplo, do que fizeram os Thunder com Russell Westbrook. Se correr bem, têm backcourt para muitos anos.

Na free agency, deixaram sair dois dos jogadores mais caros do plantel (Udrih e Harrington) e foram buscar outros dois veteranos baratos para preencher o banco: Jason Maxiell e Ronnie Price. Libertam espaço salarial e ficam com duas peças para orientar os jovens e dar uns minutos de qualidade se for necessário (a prioridade é meter os jovens a jogar; Maxiell poderá jogar um pouco mais e Price é o 3º base e só deverá jogar se a experiência "Oladipo-a-base" correr mal.)

E é isso. Um verão tranquilo e de espera. Levam o jogador mais promissor do draft, a free agency não aqueceu nem arrefeceu (libertaram mais espaço salarial, mas ainda não é hora de gastar) e esperam para ver (e desenvolver) o que têm. Foi mais um pequeno passo no caminho da reconstrução.

Nota: 10

28.9.13

Boletim de Avaliação - Miami Heat


Prosseguindo com os nossos Boletins de Avaliação, depois de Hawks e Bobcats, vamos até à Florida ver o que os bi-campeões fizeram para atacar o threepeat:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MIAMI HEAT

Saídas: Mike Miller, Juwan Howard, Josh Harrelson, Dexter Pittman, Terrel Harris
Entradas: Greg Oden, Michael Beasley, Roger Mason
Cinco Inicial: Mario Chalmers - Dwyane Wade - LeBron James - Udonis Haslem - Chris Bosh
Banco: Norris Cole - Ray Allen - Shane Battier - Michael Beasley - Rashard Lewis - Chris Andersen - Joel Anthony - Greg Oden
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Os Heat não precisavam de fazer muita coisa nesta offseason. Afinal, já eram a melhor equipa da liga e podiam não fazer nada que continuavam a ser a equipa a abater. Têm o melhor jogador do mundo, dois All Stars ao seu lado e atiradores e role players à volta desse trio. Uma receita que lhes deu o título nas duas últimas temporadas.

É claro que nunca é demais tentar melhorar e, com muitos dos seus concorrentes a reforçarem-se, os Heat  podiam e deviam tentar fazer os retoques e melhorias que conseguissem. Não tinham, no entanto, muita margem de manobra para o fazer. O núcleo da equipa está mais que estabelecido e, com uma folha de vencimentos acima do tecto salarial, só tinham contratos mínimos para tentar reforçar a equipa.

Por isso, a primeira mudança que fizeram foi amnistiar Mike Miller para poupar na luxury tax e ganhar algum espaço para outros jogadores. Miller foi uma peça importante nas duas Finais que venceram, mas com Battier e Allen a poderem fazer o seu papel, acharam que o preço para o manter era elevado demais.

Deixaram-no então sair e concentraram as suas atenções em reforçar o ponto mais fraco da equipa: o jogo interior. Para tal, renovaram com Chris Andersen e contrataram Greg Oden.

A renovação de Andersen era uma decisão esperada e que faz todo o sentido. Como vimos na última temporada, Andersen dá uma ajuda importante nas tabelas (ressaltos e defesa) e dá-lhes um finalizador nas zonas perto do cesto. No ano passado, quando LeBron e Wade penetravam, vimos muitas Andersen a cortar para o cesto, nas costas dos seus defensores e a receber assistências daqueles dois, e os Heat não têm mais outro jogador que faça isso tão bem.

E depois rolaram os dados em Greg Oden, outro jogador que pode dar um contributo muito importante no interior. Oden é um risco ambulante, mas pelo custo da aposta (um salário mínimo) e pela potencial recompensa, é uma aposta que vale  totalmente a pena e é uma decisão com tudo a ganhar para ambas as partes.

Como dissemos quando Oden anunciou que tinha escolhido os Heat para tentar o regresso à competição, "estar numa equipa onde vai ter um papel muito bem definido (essencialmente, ressaltar e proteger o cesto, com a possibilidade de dar também uma perninha no ataque interior; um papel semelhante ao de Chris Andersen) e onde poderá regressar aos poucos é a escolha mais acertada. 

Nos Heat, como lhe disse Erik Spoelstra, não precisarão tanto dele na temporada regular e é nos playoffs (quando tiverem séries inteiras contra frontcourts mais poderosos como o dos Pacers e Nets) que precisarão da ajuda dele. Por isso, vai ter tempo para se adaptar e regressar lentamente à forma e ao ritmo de competição. Poderá começar a jogar 10-15 minutos por jogo no início da temporada, passar depois para uns 20 minutos e chegar aos playoffs pronto para jogar uns 25 minutos (se tal fôr necessário). E com a necessidade clara que os Heat têm de um jogador para a defesa interior, Oden tem a possibilidade de se concentrar naquilo que é melhor e dar um contributo importante numa equipa que luta pelo título.

E a questão que se falava de escolher uma equipa menos mediática ou com objectivos mais modestos onde existisse menos pressão neste seu regresso, é uma falsa questão. Oden iria ser escrutinado e iria ter todas as atenções em cima de si e da sua tentativa de voltar a jogar, independentemente da equipa que escolhesse. Todos os olhos iam (e vão) estar postos nele de qualquer maneira, por isso, mais valia escolher a melhor equipa possível.

Para os Heat, contratá-lo pelo salário mínimo é uma aposta de baixo ou nenhum risco. Se Oden não regressar à forma ou se os seus joelhos não aguentarem, o dinheiro investido foi mínimo e ficam com a mesma equipa que têm agora (que já é muito boa). Se Oden jogar um terço daquilo que era capaz, será um grande reforço para o ponto menos forte da equipa e um jogador capaz de equilibrar a luta no interior com os referidos frontcourts de Nets, Pacers e afins. Portanto, tudo a ganhar para a equipa de Miami."


Para terminar, rolaram ainda os dados noutro jogador de risco: Michael Beasley. Beasley teve os melhores anos da sua carreira em Miami e tem uma nova (uma última?) oportunidade para mostrar que pode ser um jogador fiável. E numa equipa veterana e estabelecida como esta é um bom lugar para o tentar. Se não conseguir aqui, não vai conseguir em mais lado nenhum. Para além disso, com um contrato não-garantido, a aposta do lado dos Heat não tem qualquer risco.

Não fizeram muita coisa, mas também não precisavam. Só precisavam de manter a equipa que tinham (ou não piorá-la) e se conseguissem melhorar alguma coisa, melhor ainda. Oden e Beasley não são apostas seguras para tornar a equipa melhor, mas ambos podem dar um grande contributo. E é isso que os Heat levam desta offseason: a possibilidade de serem ainda melhores. Se nenhum daqueles dois resultar, não perdem nada e ficam na mesma. E na mesma é "muito bons".

Nota: 12

26.9.13

Hoje é dia de festa!


"SeteVinteCinco... for three... got it!!!"
Hoje é dia de festa! O SeteVinteCinco faz 3 anos! 



25.9.13

Boletim de Avaliação - Charlotte Bobcats


Falávamos das botas de Jordan no último post e continuando pela Southeast Division, depois dos Hawks, vamos até à equipa do melhor de todos os tempos. Uma equipa que, ao contrário do seu dono, tem sido a pior da liga nos últimos anos. Mas este ano parece que finalmente se vai despedir desse lugar:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - CHARLOTTE BOBCATS

Saídas: Tyrus Thomas, Byron Mullens, Reggie Williams, DeSagana Diop, Matt Carroll, Hakim Warrick
Entradas: Al Jefferson, Anthony Tolliver, Cody Zeller (4ª escolha no draft), James Southerland (undrafted)
Cinco Inicial: Kemba Walker - Gerald Henderson - Michael Kidd-Gilchrist - Cody Zeller - Al Jefferson
Banco: Ramon Sessions - Ben Gordon - Jeffery Taylor - Anthony Tolliver - Josh McRoberts -  Bismack Byombo
Treinador: saiu Mike Dunlap, entrou Steve Clifford

Balanço: Os Bobcats têm sido um caso de mediocridade nos últimos anos e um exemplo de como a estratégia de fazer tanking e reconstruir apenas pelo draft pode correr mal. Apesar de ter escolhas altas no draft ano após ano, a equipa de Charlotte tem acertado sempre ao lado e não foi capaz de transformar essas escolhas em estrelas (Adam Morrison, Sean May, Brandan Wright, DJ Augustin são alguns dos nomes que escolheram; à excepção de May, 13ª, sempre no top 10).

Só nos últimos dois anos é que começaram a acertar em jogadores para fazer um núcleo decente de jovens para desenvolver (Kemba Walker, Bismack Byombo, Michael Kidd-Gilchrist). Este ano vamos ver se voltaram a acertar. Apesar das dúvidas que pendem sobre a defesa e a (falta de) agressividade para lutar nas tabelas da NBA, Cody Zeller é um dos power forwards/postes mais inteligentes desta colheita de 2013, é coordenado, tem uma boa técnica, um bom lançamento de meia distância e bons movimentos a poste baixo. Se tudo correr bem e ganhar músculo, pode ser que justifique as comparaçoes com LaMarcus Aldridge. As perspectivas são boas e os Bobcats podem ter mais um jovem para o núcleo da equipa.

Com esse núcleo, decidiram que era tempo de se deixarem de tanking e fazer alguma coisa para sair do fundo da tabela. Livraram-se dos contratos pouco amigáveis de DeSagana Diop (expirou) e Tyrus Thomas (aministiado) e libertaram bastante espaço salarial para acrescentar peças mais veteranas a esse núcleo.

Renovaram com Gerald Henderson (num óptimo contrato de 18 milhões por 3 anos) e contrataram um dos melhores jogadores interiores disponíveis na free agency, Al Jefferson (num contrato nem de perto nem de longe tão bom - 41 milhões por 3 anos -, mas é esse o preço a pagar para convencer um free agent de topo a assinar por eles). Para a rotação, renovaram com Josh McRoberts e contrataram também Anthony Tolliver.

E para variar, no que já é uma tradição anual em Charlotte, contrataram um novo treinador. Será que é desta que ficam com um treinador mais que uma temporada? Essa é a maior dúvida desta offseason e vamos ver como corre a aposta no rookie Steve Clifford.

Mas, para variar, foi uma offseason positiva para os Bobcats, que fizeram boas adições a um núcleo jovem e com potencial.

Já era hora de se deixarem de tanking e fazerem alguma coisa para sair do buraco. E este ano vão sair. Ainda é o primeiro passo e os playoffs ainda devem estar fora do alcance, mas vão ser bem melhores que nas temporadas passadas. Já é qualquer coisa. E qualquer coisa é melhor do que antes.

Nota: 12

24.9.13

It's gotta be the shoes


Se não têm pais ricos (e acho que falar com o BES não vos vai servir de muito), têm até Dezembro para tentar a sorte no Euromilhões e ver se conseguem dinheiro para comprar as botas que Michael Jordan usou no imortal Flu Game.


No final desse inesquecível jogo, Jordan assinou e ofereceu as botas a um dos apanha-bolas dos Jazz e o rapaz (agora já crescido) decidiu descobrir quanto é que elas valem 15 anos depois. E assim, as botas vão ser leiloadas em Dezembro pela Grey Flannel. Querem fazer uma vaquinha?

23.9.13

Fantasy League SeteVinteCinco 2013-14


A nossa Fantasy League tem sido um sucesso de participação. Depois de três ligas e 60 inscrições no primeiro ano, tivemos 200 participações e 10 ligas no ano passado. Mas devido a esse sucesso o trabalho de gestão da Fantasy League também aumentou proporcionalmente.


Sei como muitos de vocês gostam de participar em jogos de fantasy e gostava muito de manter o nosso.  Mas quero manter (e vocês merecem) uma competição de qualidade. E isso exige mais tempo do que aquele que tenho disponível. Entre o meu trabalho e o trabalho de escrita aqui no blogue não me sobra disponibilidade para administrar a liga a "tempo inteiro". 

O tamanho da liga exige a dedicação "exclusiva" de alguém a essa tarefa, por isso, alguém quer ajudar? Há algum voluntário para administrar a nossa Fantasy League?

22.9.13

Boletim de Avaliação - Atlanta Hawks


Terminada a Central Division, seguimos para a terceira e última divisão da conferência Este, a Southeast Division. E para começar, os Hawks, que fizeram muitas mudanças nesta offseason:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - ATLANTA HAWKS

Saídas: Josh Smith, Zaza Pachulia, Devin Harris, Ivan Johnson, DeShawn Stevenson, Anthony Tolliver, Dahntay Jones, Anthony Morrow, Johan Petro
Entradas: Paul Milsap, Elton Brand, Gustavo Ayon, Pero Antic, DeMarre Carroll, Jared Cunningham, Denis Schroder (17ª escolha no draft), Mike Muscala ()
Cinco Inicial: Jeff Teague - Lou Williams - Kyle Korver - Paul Milsap - Al Horford
Banco: Denis Schroder - John Jenkins - DeMarre Carroll - Elton Brand - Gustavo Ayon - Pero Antic
Treinador: saiu Larry Drew, entrou Mike Budenholzer

Balanço: A equipa de Atlanta andou ali pela mediania durante várias temporadas, ganhando 40 e tal, 50 jogos por temporada, ficando pela primeira ou segunda ronda dos playoffs e sem perspectivas de chegar mais longe. Com uma folha salarial elevada num plantel que não seria capaz de lutar por mais que essas primeiras ou segundas rondas e sem espaço salarial para o melhorar, estavam condenados a esse patamar.

Com a chegada de Danny Ferry ao cargo de general manager, o plano da equipa mudou. Abandonaram o plano de se contentarem com ter uma equipa competitiva, mas incapaz de chegar ao topo e começaram a reconstruir. No ano passado, conseguiram livrar-se do gigantesco contrato de Joe Johnson e este ano continuaram esse plano de livrarem-se de (ou não se comprometerem com) contratos grandes para jogadores que não os levarão ao topo.

Assim (e bem, na nossa opinião), não quiseram gastar um contrato máximo (ou perto disso) em Josh Smith, deixaram-no sair e procuraram novas alternativas. E encontraram uma boa e mais barata: Paul Milsap, um dos power forwards mais sub-valorizados da liga. E por 19 milhões por 2 anos (menos de 10 milhões por ano), fizeram um excelente negócio.

Igualaram também a oferta que Jeff Teague recebeu dos Bucks (32 milhões/4 anos). E ao contrário de Josh Smith, que já atingiu o seu tecto, Teague ainda tem mais por onde evoluir e pode ser uma peça para o futuro desta equipa. E 8 milhões por ano por um base da sua qualidade (e um jogador jovem e ainda com muita margem de progressão) não é um mau negócio.

Para além destas duas movimentações principais, renovaram com Kyle Korver (que lhes dá uma necessária ameaça exterior para abrir espaço no interior para Milsap e Horford; e por 6 milhões/ano também não é um mau negócio) e reformularam a rotação e o banco com role players mais baratos (Elton Brand, Gustavo Ayon, DeMarre Carroll, Pero Antic).

No draft, apostaram num base para render Teague (Denis Schroder, um base com potencial, que tem recebido muitas comparações com Rajon Rondo) e outro projecto para o futuro (Lucas Nogueira, que vai continuar a desenvolver-se na Europa, para já)

Asseguraram uma peça para o futuro (Jeff Teague), apostaram noutras possíveis peças para esse futuro (Schroder e Nogueira) e fizeram uma aposta sem risco noutra que pode ou não fazer parte desse futuro (Milsap). Se correr bem, podem renovar com ele, se não (ou se não quiserem comprometer-se com ele a longo prazo), têm esse espaço para usar noutro jogador.

E, numa mudança tão importante como as que fez no plantel e em mais um passo para fugir à mediania, Danny Ferry foi buscar um treinador da escola de onde ele também veio, os Spurs, e contratou Mike Budenholzer, adjunto de Popovich durante 17 temporadas.

Danny Ferry quer importar para Atlanta a fórmula de sucesso de San Antonio e mudar a cultura da equipa. Mas é um plano a vários anos.

Para já, vão continuar a ser uma equipa mediana e este ano não vão ser melhores que no ano passado. Mas ficaram com muito mais possibilidades de evoluir no futuro e com um tecto muito maior. A equipa que tinham não ia a lado nenhum e agora ficam com mais possibilidades para construir uma equipa que vá a algum lado. Porque o plano dos Hawks ainda vai a meio. Não sabemos como vai acabar, mas, para já, deram mais um bom passo.

Nota: 11

21.9.13

Já somos milionários!


Atingimos um milhão de visitas!




Obrigado a todos pelas visitas e por nos acompanharem nesta aventura que está quase a fazer 3 anos! 
E, nem de propósito, para ficar tudo redondinho, este é também o milésimo post! 


Obrigado mais uma vez e espero que continuem por aí mais um milhão de vezes (pelo menos!)! :)



(não se esqueçam que, até ao fim do mês, estamos comemorar estes marcos na vida do SeteVinteCinco com o passatempo 3+1. Continuem a participar aqui e habilitem-se a ganhar um boné autografado pelo Nate Robinson e mini-bolas autografadas por Sam Perkins e Terry Porter)

19.9.13

Boletim de Avaliação - Milwaukee Bucks


Depois de Bulls, Cavs, Pistons e Pacers, terminamos hoje a avaliação das equipas da Central Division com os Bucks, que fizeram uma revolução total na equipa:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MILWAUKEE BUCKS

Saídas: Brandon Jennings, Monta Ellis, JJ Redick, Luc Mbah a Moute, Mike Dunleavy, Marquis Daniels, Samuel Dalembert, Gustavo Ayon, Drew Gooden, Joel Przybilla, Ish Smith
Entradas: Brandon Knight, OJ Mayo, Luke Ridnour, Zaza Pachulia, Caron Butler, Carlos Delfino, Gary Neal, Khris Middleton, Giannis Antetokounmpo (15ª escolha no draft), Miroslav Raduljica
Cinco Inicial: Brandon Knight - OJ Mayo - Caron Butler - Ersan Ilyasova - Larry Sanders
Banco: Luke Ridnour - Gary Neal - Carlos Delfino - John Henson - Ekpe Udoh - Zaza Pachulia
Treinador: saiu Jim Boylan, entrou Larry Drew

Balanço: Os Bucks não acreditam no tanking. O presidente da equipa, Herb Kohl, acredita que deve aos adeptos apresentar a melhor equipa possível. É uma atitude respeitável e independentemente de concordarmos ou não com ela, é esse o objectivo dos Bucks. Conformam-se com a sua condição de mercado pequeno e parecem contentar-se com serem medianos e manterem alguma relevância na liga. O seu objectivo é (apenas?) serem competitivos, apresentar o melhor produto possível aos seus adeptos e lutar pelo máximo de vitórias possível na temporada.

Bem, para esse objectivo foi uma offseason conseguida. Uma equipa mediana era o que tinham e uma equipa mediana é o que têm depois desta revolução total no plantel. E pelo meio poupam algum dinheiro (ou melhor, não gastam dinheiro desnecessário por jogadores que não valiam tanto).

Mais de metade dos jogadores da equipa eram free agents e os Bucks não queriam pagar a jogadores como Brandon Jennings e Monta Ellis aquilo que eles queriam e achavam que mereciam. 
E aí temos de concordar com eles. Por uma equipa mediana não vão pagar contratos máximos e dinheiro de topo. Por isso, deixaram sair todos esses free agents e foram buscar outra equipa mediana por dinheiro mais mediano.

No fim de contas, depois de tanta saída e tantas mudanças, conseguiram montar uma equipa decente. Talvez um furo abaixo da do ano passado (ou talvez não, porque apesar de Knight e Mayo não ser um backcourt tão bom como Jennings e Ellis, este ano têm uma boa profundidade nessas posições - com Ridnour e Neal), mas de qualquer maneira, a equipa do ano passado também não iria muito mais longe e não valia o dinheiro que teriam de pagar para a manter. 

Até a escolha do treinador foi apropriada para uma equipa mediana. Contrataram Larry Drew, treinador dos medianos Hawks durante as últimas três temporadas. E fica a mediania completa. Foi uma revolução total para ficar no mesmo sítio.

Não vão lutar por um título nos tempos mais próximos e vão continuar ali na luta pela oitava posição e pela ida aos playoffs. Os Bucks preferem ter uma equipa mediana e tentar levar essa equipa o mais possível do que fazer tanking. E uma equipa mediana foi o que montaram. Por isso, levam uma nota mediana também.

Nota: 10

18.9.13

Boletim de Avaliação - Indiana Pacers


Verão tranquilo para os Bulls, animado para os Cavs e muito animado para os Pistons. E para os finalistas do Este na última temporada?


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - INDIANA PACERS

Saídas: Tyler Hansbrough, DJ Augustin, Jeff Pendergraph, Sam Young, Gerald Green, Miles Plumlee, Ben Hansbrough
Entradas: Luis Scola, CJ Watson, Chris Copeland, Darnell Jackson, Solomon Hill (23ª escolha no draft)
Cinco Inicial: George Hill - Paul George - Danny Granger - David West - Roy Hibbert
Banco: CJ Watson - Lance Stephenson - Chris Copeland - Luis Scola - Ian Mahinmi
Treinador: Frank Vogel

Balanço: O verão dos Pacers começou com o regresso do arquitecto da reconstrução desta equipa e do regresso dos Pacers ao topo da liga. Depois de um ano de interregno por questões de saúde, Larry Bird regressou ao cargo de presidente das operações basquetebolísticas. Uma boa notícia para começar a offseason.

As boas notícias continuaram com a renovação de David West e a manutenção do cinco inicial da equipa intacto. E continuaram quando conseguiram um grande reforço para o banco, com a troca de algumas peças secundárias (Gerald Green, Miles Plumlee) e uma 1ª ronda no draft pelo argentino Luis Scola.

Um excelente negócio para os Pacers (dois jogadores pouco ou nada utilizados e uma 1ª ronda que será numa posição baixa do draft por um jogador como Scola; para além disso, como escrevemos na altura, os Pacers estão em modo "ganhar agora", por isso não é altura de procurar jovens para desenvolver, mas sim jogadores para contribuir imediatamente; e este vai contribuir muito) e uma excelente notícia para a sua offseason.

Scola é um jogador que deve encaixar perfeitamente nesta equipa. O seu jogo sempre dependeu mais da técnica do que do atleticismo, por isso é um estilo de jogo que envelhece bem e os seus 33 anos não pesam tanto como em jogadores que dependem da capacidade atlética (à semelhança dum David West).
É um jogador inteligente e com muitos recursos, o que, no ataque a meio campo e com muito jogo a poste baixo dos Pacers, deve encaixar que nem uma luva.

Ficam com um jogador semelhante a David West, o que lhes vai permitir ter uma ameaça ofensiva a poste baixo durante os 48 minutos de jogo. Na próxima temporada, quando West fôr para o banco, em vez de Tyler Hansbrough, temos Scola a sair do banco e a manter o mesmo estilo de jogo e capaz duma produção semelhante. Na próxima temporada, aos Pacers podem carregar no seu ponto forte, o jogo interior, durante todo o jogo.

As boas notícias continuaram na free agency, com mais dois bons reforços para a segunda unidade: CJ Watson e Chris Copeland.

O cinco inicial que escolhemos vai depender da saúde de Granger, mas saudável, ele é o small forward titular e este será o seu cinco inicial. Mas também podem jogar com Stephenson no cinco e Granger a sair do banco. Mas esse é o plano B.

Já tinham um excelente cinco inicial. E nesta offseason reforçaram (e bem) o banco. Não só ficaram uma equipa profunda, como ficaram com uma equipa muito equilibrada, com papéis bem definidos e com uma rotação clara, bem definida e estável. Uma equipa muito bem arrumada. E uma offseason muito bem sucedida. Más notícias para os seus adversários.

Nota: 15

16.9.13

Boletim de Avaliação - Detroit Pistons


Depois do verão calmo em Chicago e do verão mais animado em Cleveland, seguimos para a Motown, onde não faltou animação nesta offseason:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - DETROIT PISTONS

Saídas: Brandon Knight, Jose Calderon, Kim English, Jason Maxiell, Corey Maggette, Khris Middleton, Viacheslav Kravtsov
Entradas: Josh Smith, Brandon Jennings, Chauncey Billups, Luigi Datome, Kentavious Caldwell-Pope (8ª escolha no draft), Peyton Siva (56ª escolha no draft), Josh Harrelson
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Chauncey Billups - Josh Smith - Greg Monroe - Andre Drummond
Banco: Will Bynum - Rodney Stuckey - Kentavious Caldwell-Pope - Kyle Singler - Luigi Datome - Jonas Jerebko - Charlie Villanueva
Treinador: saiu Lawrence Frank, entrou Maurice Cheeks

Balanço: Os Pistons conseguiram sacar dois dos principais free agents deste ano. E isso, normalmente, significaria uma offseason de tremendo sucesso. Mas temos muitas dúvidas se "tremendo sucesso" é a melhor forma de descrever o defeso da equipa de Detroit.

Como dissemos na altura da contratação de Brandon Jennings, a equipa de Detroit prepara-se para colocar um ponto final no jejum de idas aos playoffs. Com Josh Smith e Brandon Jennings ficam com equipa mais do que suficiente para chegar à segunda fase da temporada. Mas alguma vez poderão aspirar a mais que isso?

Jennings e Smith são dois jogadores com óptimos números totais, mas bastante ineficientes e com uma selecção de lançamento de deixar qualquer treinador de cabelos em pé. Ambos marcam muitos pontos, mas muitas vezes lançam quando não devem (e/ou de onde não devem) e precisam de muitos lançamentos e de muitas posses de bola para marcar esses pontos. E isso é o tipo de coisas que se paga caro nos playoffs (onde a utilização mais eficiente de posses de bola ganha séries).

No draft e no resto da free agency fizeram movimentações para compensar essa ineficácia, as deficiências no lançamento exterior e na selecção de lançamento e para reforçar o jogo exterior e abrir espaço para os jogadores interiores. Trouxeram o veterano Chauncey Billups (que pode orientar Jennings e meter alguma ordem naquele ataque), seleccionaram o shooting guard e bom atirador Kentarious Caldwell-Pope no draft e contrataram ainda o italiano Luigi Datome (outro bom atirador). Todas boas adições ao plantel e que devem ajudar a equilibrar bastante o seu ataque.

Para terminar, uma nota sobre o cinco inicial: este é apenas um dos cincos possíveis. Podem adaptar Josh Smith a small forward e jogar com este cinco com dois postes. Ficam com um jogo interior poderosíssimo, mas podem também agravar o problema dos lançamentos exteriores ineficientes de Smith.

Ou podem jogar com um cinco mais tradicional, com Luigi Datome ou Kyle Singler a small forward, com Smith e Monroe no interior (e Andre Drummond a sair do banco). O jogo interior continua forte e o ataque fica mais equilibrado (com um lançador mais eficaz no perímetro, a small forward).

No backcourt também podem optar por jogar com Billups no cinco ao lado de Jennings (a opção que eu escolheria se fosse treinador dos Pistons, pois a presença veterana e a inteligência de Billups pode ajudar a contrariar a má selecção de lançamento de Smith e Jennings) e ter Stuckey como marcador de pontos a partir do banco ou então jogar com Stuckey ao lado de Jennings e Billups como base suplente.

Ficam com várias soluções e várias possibilidades e Maurice Cheeks tem muito trabalho de casa para fazer e encontrar as combinações mais eficazes para este grupo. Mas esse não é um mau problema.

Os Pistons aceleram para os playoffs e melhoraram bastante nesta offseason. Mas as nossas reservas em relação a Brandon Jennings e Josh Smith impedem-nos de lhes dar uma nota mais alta. Acreditamos que o futuro dos Pistons passa por andar pelo segundo patamar da conferência. Como dissemos naquele post aquando da contratação de Jennings, os Pistons serão os próximos Hawks-da-última-meia-dúzia-de-temporadas. Uma equipa boa, capaz de ganhar 40 e tal, 50 jogos por ano, ficar nos 6 primeiros da conferência e ficar pela primeira ou segunda ronda dos playoffs.

De qualquer forma, isso já é uma grande evolução em relação aos últimos anos. Por isso (como a equipa), uma nota positiva, mas média.

Nota: 12

15.9.13

Boletim de Avaliação - Cleveland Cavaliers


Depois do verão tranquilo dos Chicago Bulls, seguimos para uma equipa que teve uma offseason bastante movimentada:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - CLEVELAND CAVALIERS

Saídas: Shaun Livingston, Wayne Ellington, Mareese Speights, Daniel Gibson, Omri Casspi, Luke Walton, Samardo Samuels
Entradas: Andrew Bynum, Jarrett Jack, Earl Clark, Anthony Bennett (1ª escolha no draft), Sergey Karasev (19ª escolha no draft), Carrick Felix (33ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Kyrie Irving - Dion Waiters - Anthony Bennett - Tristan Thompson - Anderson Varejão
Banco: Jarrett Jack - CJ Miles - Alonzo Gee - Earl Clark - Andrew Bynum - Tyler Zeller
Treinador: saiu Byron Scott, regressou Mike Brown

Balanço: Dissemos em Julho que os Cavs eram, até ali, um dos vencedores da offseason. Conseguiram, na free agency, um excelente base suplente (Jarret Jack, que é um dos melhores sextos homens da liga e pode fazer as duas posições do backcourt), um bom extremo (Earl Clark, que foi uma das revelações da temporada passada) e um poste que, saudável, é um dos melhores da liga (Andrew Bynum, com um contrato de apenas 6 milhões garantidos, numa aposta de pouco risco e alta recompensa).

É claro que Bynum é um grande "se" e vamos ver se consegue sequer manter-se saudável, quanto mais voltar ao nível a que jogava. Mas se correr bem e Bynum voltar a ao seu nível (ou perto), coloca esta equipa dos Cavs ao nível dos playoffs. Na pior das hipóteses (se Bynum não resultar), continuam a desenvolver os seus jogadores jovens como têm feito aqui. De qualquer das formas, podem dispensá-lo no fim da temporada (o segundo ano do contrato é opção da equipa) e manter o espaço salarial para a próxima free agency.

No draft também arriscaram. A maior necessidade da equipa era na posição de small forward e a escolha mais óbvia e consensual para essa posição era Otto Porter. Mas os Cavs surpreenderam toda a gente e escolheram Anthony Bennett, um power forward (posição para onde já têm Tristan Thompson).

Mas, como dissemos também na altura, o plano deve ser transformar Bennett em small forward, numa evolução semelhante à que teve Larry Jonhson (um power forward um pouco pequeno para essa posição na NBA que se tornou um bom small forward). O ex-Hornet e ex-Knick desenvolveu o lançamento exterior e tornou-se um bom extremo. Bennett já tem um bom lançamento exterior e pode tornar-se num jogador do mesmo género. Se isso acontecer, os Cavs têm uma solução de longo prazo para a posição.

E com uma solução nessa posição, ficam com todas as posições cobertas e com jogadores muito jovens para desenvolver em todas elas. Para além disso, ficaram também mais profundos e com um banco decente também. Ficam com um núcleo jovem para desenvolver e jogadores mais veteranos que podem contribuir no imediato, numa mistura entre uma equipa em construção e uma equipa para competir no presente.

Nos últimos três anos, andaram pelo fundo da tabela e fizeram a reconstrução pelo draft. Este ano investiram em, sem comprometer essa reconstrução, começar a competir no presente e a lutar por lugares mais altos. Afinal, os jovens também têm de se habituar a ganhar e com uma estrela em ascensão como Irving não se podem perpetuar na reconstrução.

Arriscaram nalgumas das movimentações, mas têm muito mais a ganhar com as mesmas do que a perder. E aquilo a que se arriscam é a ter uma boa temporada e lutar pelos playoffs. Algo que os fãs de Cleveland já têm saudades.

Nota: 14

13.9.13

Boletim de Avaliação - Chicago Bulls


Uma divisão já está, faltam mais cinco. Depois da Atlantic, seguimos para a Central Division e começamos pela equipa que, apesar da ausência do seu melhor jogador durante toda a temporada e com lesões em alguns dos outros melhores, fez milagres e conseguiu chegar à segunda ronda. E este ano, com o seu MVP de volta, querem regressar ao topo:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - CHICAGO BULLS

Saídas: Nate Robinson, Marco Belinelli, Richard Hamilton, Daequan Cook, Vladimir Radmanovic
Entradas: Mike Dunleavy, Tony Snell (20ª escolha no draft), Erik Murphy (49ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Derrick Rose - Jimmy Butler - Luol Deng - Carlos Boozer - Joakim Noah
Banco: Kirk Hinrich - Marquis Teague - Mike Dunleavy - Tony Snell - Taj Gibson - Nazr Mohammed
Treinador: Tom Thibodeau

Balanço: Esta é a temporada do Regresso. Derrick Rose estará de volta aos campos (de jogo, não os de treino) e essa é a maior "contratação" dos Bulls nesta offseason. E só não é a única porque contrataram Mike Dunleavy na free agency e os dois rookies que escolheram no draft. E dispensaram Richard Hamilton. E, pronto, isso foi tudo o que os Bulls fizeram.

Mas por terem sido tão pouco activos, não quer dizer que tenham feito uma má offseason. Os Bulls acreditam que com este grupo (saudável) podem ter uma hipótese real de lutar pelo título e o plano foi esperar pelo regresso de Rose e limar apenas umas arestas. 

Mas depois temos também o que não fizeram. Não renovaram com Nate Robinson, nem com Marco Belinelli. E se Bellineli era dispensável, já a decisão de deixarem Nate sair é bem mais discutível.

Apesar de ser um bom atirador, o italiano é também mais distribuidor e penetrador e um jogador que joga mais com a bola nas mãos. Com a evolução de Jimmy Butler, o lugar de shooting guard titular estava entregue e com o regresso de Rose, para a posição de shooting guard suplente os Bulls precisavam mais de atiradores puros (daqueles que jogam sem bola e se libertam para lançar; como há dois anos, quando tinham Kyle Korver) do que jogadores com a bola nas mãos (porque essa vai estar nas mãos de Rose).

Por isso, Belinelli não encaixava tão bem e foram antes jogadores daquele tipo que procuraram e contrataram: Mike Dunleavy (que para além de lançar bem, também é um bom defensor e pode contribuir dos dois lados do campo) e o rookie Tony Snell.

Quanto a Nate Robinson, podemos justificar a não renovação com os mesmos argumentos que para Belinelli e ainda com a rotação de bases deste ano. Em 2012-13, Nate era o suplente atrás de Hinrich e, quando entrava, fazia basicamente o papel de Rose no ataque dos Bulls. Este ano, para o papel de Rose têm... Rose, e Hinrich será o suplente. Nate tornou-se por isso, excedentário e os Bulls acharam que não valia a pena gastar mais dinheiro nele.

Mas pelo valor que ele assinou com os Nuggets (4 milhões por 2 anos! 2 milhões por ano!), bem que podiam ter ficado com ele e com uma opção ofensiva no banco como não têm mais nenhuma. E profundidade nunca fez mal a nenhuma equipa.

E dava jeito mais alguma profundidade nesta. Dava jeito mais um jogador interior (Gibson é um óptimo suplente a power forward, Mohammed é decente a poste, mas só dois suplentes interiores é curto e mais um poste dava jeito; e não, Erik Murphy não chega) e outro marcador de pontos não era demais. 

Apesar disso, e da perda de Nate Robinson ir doer aos fãs dos Bulls por algum tempo, foi uma offseason decente. Mas decente é apenas isso mesmo, decente. Podiam ter feito mais e com todos os principais adversários a reforçarem-se, vamos ver se decente é suficiente.

Nota: 10

11.9.13

Boletim de Avaliação - Toronto Raptors


Para fechar a digressão pela Atlantic Division, depois dos Celtics, Nets, Knicks e Sixers, atravessamos a fronteira e vamos à análise dos seus vizinhos do norte:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - TORONTO RAPTORS

Saídas: Andrea Bargnani, Linas Kleiza, Alan Anderson, Sebastian Telfair, John Lucas 
Entradas: Tyler Hansbrough, DJ Augustin, Austin Daye, Steve Novak, Dwight Buycks
Cinco Inicial: Kyle Lowry - DeMar DeRozan - Rudy Gay - Amir Johnson - Jonas Valanciunas
Banco: DJ Augustin - Landry Fields - Terence Ross - Steve Novak - Tyler Hansbrough - Aaron Gray
Treinador: Dwane Casey

Balanço: As maiores mudanças nesta offseason não aconteceram no plantel, mas antes nos gabinetes acima, com a substituição do general manager. Brian Colangelo estava à frente dos  destinos dos Raptors desde 2006 e nunca conseguiu construir uma equipa de sucesso. Agora entra o Dirigente do Ano, Masai Ujiri, e os dirigentes dos Raptors parecem querer romper com o passado e com esses anos penosos para a organização.

Para já, Ujiri não mudou muita coisa. A mudança maior foi mandar Andrea Bargnani, a escolha de Colangelo no nº 1 do draft de 2006 e outro símbolo desses anos penosos (para além disso, um jogador que já tinha esgotados todos os créditos em Toronto e que não encaixava na filosofia defensiva que Dwane Casey quer para a equipa), para os Knicks em troca de Steve Novak, Marcus Camby, Quentin Richardson e três escolhas no draft (uma 1ª ronda e duas 2ªs rondas). Daqueles três, os dois últimos já foram dispensados, mas Novak pode ser um jogador bastante útil e que os vai ajudar numa área que precisavam bastante de melhorar (foram 26ºs nos 3pts no ano passaso).

De resto, não tinham escolhas no draft deste ano e acrescentaram apenas alguns jogadores para o banco: Tyler Hansbrough para outra área onde precisam de melhorar (ressaltos; foram 20ºs em 2012-13), DJ Augustin e Dwight Buycks para lutar pelo lugar de base suplente e Austin Daye, que numa noite boa, pode dar uma ajuda também nos ressaltos e lançamentos exteriores.

Ujiri parece ter decidido dar uma oportunidade ao núcleo da equipa e fez bem, porque esse núcleo ainda mal teve oportunidade de jogar junto e mostrar do que é capaz. E os Raptors mostraram sinais de melhorais depois da troca do ano passado por Rudy Gay. Depois da mesma, acabaram a temporada com 17-16 e ficaram a apenas 4 jogos dum lugar nos playoffs (algo que parecia muito improvável no início de 2013, antes da troca).

No entanto, essa troca é ainda obra de Colangelo e não sabemos se Gay está nos planos de Ujiri para o longo prazo. Mas de qualquer das formas é uma boa jogada mantê-lo. Se Rudy Gay está para ficar, é dar oportunidade a este núcleo e construir à volta dele. Se não estiver para ficar, é deixá-lo jogar, mostrá-lo e subir o valor duma possível troca no futuro (agora não iriam receber muito por ele).

Foi uma offseason tranquila para os lados de Toronto. Ujiri acabou de chegar ao cargo e só fez pequenas arrumações na casa. Mas foi uma offseason que cumpriu os mínimos e serviu para deixar a equipa mais equilibrada e arrumada.

As mudanças maiores poderão estar para vir. Ujiri é um dos general managers mais intrépidos e sem medo de arriscar da liga e se vir que não vai lá com esta equipa, não terá problemas em fazer uma revolução. Mas para já, vai ver o que isto dá.

Nota: 10


(a seguir, Central Division: Bulls, Cavs, Pistons, Pacers e Bucks)

9.9.13

Boletim de Avaliação - Philadelphia 76rs


Continuamos Atlantic Division abaixo e depois de Celtics, Nets e Knicks, vamos até à terra onde o Tio Sam declarou a sua independência e onde outro Sam teve toda a liberdade para demolir:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - PHILADELPHIA 76ERS

Saídas: Jrue Holiday, Andrew Bynum, Nick Young, Dorell Wright, Damien Wilkins, Royal Ivey, Jeremy Pargo, Charles Jenkins
Entradas: Nerlens Noel (6ª escolha no draft), Michael Carter-Williams (11ª escolha no draft), Tony Wroten, Royce White, James Anderson, Arsalan Kazemi (54ª escolha no draft), Tim Olhbrecht
Cinco Inicial: Michael Carter-Williams - Jason Richardson - Evan Turner - Thaddeus Young - Spencer Hawes
Banco: Tony Wroten - James Anderson - Royve White - Lavoy Allen - Nerlens Noel - Kwame Brown
Treinador: saiu Doug Collins, entrou Brett Brown (ex-adjunto dos Spurs)

Balanço: Das 30 equipas, esta deve ser a nota mais difícil de dar. A avaliação da offseason é muito fácil, a nota a atribuir-lhes pela mesma é que não. Porque depende da perspectiva. 

Os Sixers fizeram tanking à bruta. Sam Hinkie, o novo general manager, decidiu demolir a equipa e começar do zero. Fazer tábua rasa da equipa mediana que tinham e começar a montar uma completamente nova. Hinkie não quer a mediania e aponta para o topo (do draft de 2014 e da liga). Mas, para isso, primeiro tem de ir ao fundo. 

E Hinkie fez a demolição mais eficiente que já vimos. Trocou o melhor jogador e único All Star da equipa (e um jogador ainda com apenas 23 anos e margem de progressão) por um power forward/poste em bruto (e que vem duma lesão grave e não vai jogar meia época) e uma 1ª ronda em 2014. Deixou sair os seus free agents todos (Bynum, Young e Wright) e nem sequer quis negociar sign and trades por algum deles. Preencheu o plantel com jogadores secundários. Nem sequer teve um treinador até ao fim de Julho.

Objectivo "ir ao fundo"? Plenamente atingido. Porque este ano vão ser maus. Vão ser muito maus. Como querem. E assim ficam com a sua escolha alta no draft e ainda têm a dos Pelicans (da troca de Holiday), que, dependendo de como correr a temporada em New Orleans, pode ser ali entre a 7ª e 15ª. Se tudo correr como os Sixers esperam, e no melhor cenário possível, podem acabar com um bom base e um big man de elite (com tempo para fazer todos os erros em campo sem nada a perder) e juntar mais dois bons jogadores no próximo ano. Podem ficar com três ou quatro futuras estrelas e ainda bastante espaço salarial para juntar peças à volta deles.

Não é uma má perspectiva. Mas também pode correr mal. Ficam dependentes da lotaria do draft (e já sabemos como essa é sempre imprevísivel e por cada Thunder, há uns Bobcats e Kings) e do desenvolvimento de Noel e Carter-Williams (nenhum deles uma aposta segura, mas ambos uma aposta com potencial).

São muitos "ses" e uma estratégia cujo grau de sucesso só se vai poder avaliar daqui a umas temporadas. Pode ser um plano brilhante e podemos estar aqui daqui a uns anos a dizer que esta foi a offseason em que os Sixers deram o primeiro passo rumo a uma equipa de topo.

Mas para já o único facto certo e garantido é que vão ser péssimos. No objectivo de ser o pior possível, conseguiram-no com distinção. 20 valores. Mas vão ser o pior possível. Por isso, para serem competitivos esta temporada, 0. 

Nota: 0 ou 20, vocês decidam.

7.9.13

Boletim de Avaliação - New York Knicks


Continuando a avaliação das equipas da Atlantic Division, depois dos Brooklyn Nets, passamos aos seus vizinhos e rivais do outro lado do rio:



BOLETIM DE AVALIAÇÃO - NEW YORK KNICKS

Saídas: Jason Kidd (retirado), Rasheed Wallace (retirado), Steve Novak, Marcus Camby, Chris Copeland, Quentin Richardson, James White
Entradas: Andrea Bargnani, Metta World Peace, Beno Udrih, Jeremy Tyler, Tim Hardaway Jr. (24ª escolha no draft), CJ Leslie (undrafted)
Cinco Inicial: Raymond Felton - Iman Shumpert - Carmelo Anthony - Andrea Bargnani - Tyson Chandler
Banco: Pablo Prigioni - Beno Udrih - JR Smith - Metta World Peace - Amare Stoudemire - Kenyon Martin - Jeremy Tyler
Treinador: Mike Woodson

Balanço: O primeiro objectivo que os Knicks tinham à entrada para esta offseason era renovar com o Sexto Homem do Ano e a arma principal que tinham no banco da equipa, JR Smith. Este foi cumprido facilmente e Smith renovou por 3 anos e 18 milhões. Não é um negócio espectacular para os Knicks (ainda por cima quando Smith é operado ao joelho dias depois de assinar), mas um jogador como JR Smith por 6 milhões por ano também não é terrível.

O outro objectivo (como para qualquer equipa que está ali quase e à beira duma candidatura ao título) era melhorar a equipa e tentar encontrar aquela(s) peça(s) que falta para os levar a outro patamar. E, com isso em vista, trocaram Steve Novak, Marcus Camby, Quentin Richardson (e umas escolhas no draft, uma 1ª ronda em 2016 e duas 2ªs rondas, em 2014 e 2017) por Andrea Bargnani.

E o italiano (apesar dos defeitos conhecidos: fraco na defesa e nos ressaltos) é uma boa peça para esta equipa dos Knicks. Porque, no ataque, é um encaixe muito melhor com Carmelo do que Amare Stoudemire (e na defesa também não é pior que Amare!). Bargnani é um extremo-poste que gosta de jogar no exterior e lançar de fora, o que liberta mais espaço no interior para jogadas de isolamento de Carmelo. Com Stoudemire e Chandler no interior, Carmelo ficava com pouco espaço para penetrar e/ou jogar de costas para o cesto. Com Bargnani isso não será um problema e o italiano pode ficar pelo perímetro como gosta.

Stoudemire poderá continuar a sair do banco, num papel onde se deu bem na temporada passada (14.2 pts a partir do banco). Na segunda unidade terá mais oportunidades no ataque e os Knicks evitam assim a incompatibilidade deste e de Carmelo.

E com o que deram em troca de Bargnani, não foi, de todo, um mau negócio. Ganham um jogador para o cinco -  e um jogador que lhes dá uma rotação mais equilibrada - em troca de alguns jogadores secundários.

O único senão foi perderem Chris Copeland para os Pacers. Mas a contratação de Bargnani também acaba por compensar essa saída. Copeland era um bom jogador, mas, no balanço geral, Bargnani no cinco e Stoudemire e Kenyon Martin (outra das renovações) no banco dá uma rotação melhor que Stoudemire no cinco e Martin e Copeland no banco (no ano passado, com a lesão de Stoudemire, tiveram essa rotação durante pouco tempo; mas era a que teriam esta temporada, sem Bargnani; por isso ficaram com uma melhor).

Para além dessa troca principal, juntaram mais algumas peças úteis e mais novas: Beno Udrih, Metta World Peace, Jeremy Tyler e Tim Hardaway Jr.

O ano passado eram a equipa mais velha da liga e um dos problemas foi o gás acabar para alguns desses veteranos quando chegaram os playoffs. E outros deles nem chegaram lá. Jogadores como Rasheed Wallace e Kurt Thomas não se conseguiram manter livres de lesões e durar a temporada toda.

Nesta offseason rejuvenesceram-se um pouco (ou bastante: este ano a média de idades é 4 anos inferior), ficaram mais profundos e com jogadores mais duráveis (capazes de render mais tempo e até ao fim da temporada).

Udrih pode não ser tão bom como Kidd, mas pode contribuir o mesmo (ou mais; e durante mais tempo) do que Kidd rendia aos 40 anos (e foi gigante a quebra de Kidd no fim da temporada passada). Por isso, entre um Kidd sem pernas e incapaz de jogar a um terço do seu pontecial e um Udrih fresco, também não saem a perder.

Idem para World Peace, Hardaway e Tyler. Nenhum deles é um jogador que vá mudar o destino da equipa por si só, mas todos eles podem dar minutos de qualidade (na temporada regular, principalmente) e poupar os veteranos.

Em termos de nomes, não se reforçaram de forma espectacular, mas fizeram boas contratações que lhes darão produção até mais tarde na temporada, jogadores que durarão até aos playoffs. E isso pode fazer bastante diferença nessa fase decisiva. Por isso, não foi uma offseason espectacular, mas foi boa.

É claro que a questão nestes Knicks continuará a ser o jogo colectivo (ou a falta dele) e a movimentação de bola no ataque nos playoffs, quando as equipas se enfrentam várias vezes seguidas e já conhecem todas as armas do adversário. Aí, o 1x1 excessivo e as isolações continuarão a ser um problema. Mas isso é algo que não depende dos dirigentes. Estes fizeram o seu trabalho e melhoraram o plantel. Agora é com MIke Woodson e os seus jogadores.

Nota: 12

PASSATEMPO 3+1


Este mês vamos atingir dois marcos na vida deste nosso/vosso blogue: dia 26 vamos celebrar três anos de existência e, também por esses dias, vamos atingir um milhão de visitas!

Por isso, vamos comemorar esses dois marcos com o fantástico...

PASSATEMPO 3+1
Traz UM amigo para o SeteVinteCinco e habilita-te a ganhar um dos TRÊS fantásticos prémios que temos para oferecer:

duas mini-bolas autografadas por Sam Parkins e Terry Porter e um boné dos Knicks autografado por Nate Robinson:


Sabe como participar aqui.

5.9.13

Boletim de Avaliação - Brooklyn Nets


Continuamos pela Atlantic Division, e a ordem alfabética leva-nos aos Brooklyn Nets, o que, depois do Boletim de Avaliação dos Celtics, nem de propósito:



BOLETIM DE AVALIAÇÃO - BROOKLYN NETS

Saídas: Gerald Wallace, Kris Humphries, CJ Watson, MarShon Brooks, Keith Bogans, Jerry Stackhouse
Entradas: Kevin Garnett, Paul Pierce, Jason Terry, Andrei Kirilenko, Shaun Livingston, Alan Anderson, Mason Plumlee (22ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Deron Williams - Joe Johnson - Paul Pierce - Kevin Garnett - Brook Lopez
Banco: Shaun Livingston - Jason Terry - Alan Anderson - Andrei Kirilenko - Reggie Evans - Andray Blatche
Treinador: saiu o interino P.J. Carlesimo, entrou o rookie Jason Kidd

Balanço: Os Nets tiveram uma offseason como mais nenhuma equipa (à excepção doutras duas de mercados milionários, os Lakers e os Knicks) se poderia dar ao luxo de ter. Para qualquer outra equipa, seria impossível ultrapassar desta forma o tecto salarial e preparar-se para pagar mais de 80 milhões de dólares só em luxury tax. Não são mais de 80 milhões em salários (esses ultrapassam os 100 milhões na próxima temporada), são mais de 80 milhões só nas penalizações por ultrapassar o tecto salarial!

Para qualquer outra equipa, fazer isso seria cavar um buraco do qual iriam andar a década seguinte a recuperar ou até mesmo nunca recuperar. Mas quando se tem como dono um multibilionário russo que quer ganhar um título a qualquer custo e para quem 80 milhões são trocos, as regras são outras. 

Por isso, em qualquer outra equipa teriamos de avaliar não só as contratações, mas também o contexto e o preço a pagar por elas. E a qualquer outra equipa teriamos de dar uma nota negativa, pois estariam a hipotecar o futuro da equipa (poderiam mesmo estar a hipotecar a existência da equipa). Mas nos Nets essa questão não se coloca. Por isso, nesta avaliação só contam os nomes contratados.

E essa parte correu muito bem, obviamente. As contratações de Paul Pierce e Kevin Garnett levam a equipa de Brooklyn ao patamar de cima da conferência e à luta pelo lugar mais alto da mesma. Sim, é um cinco muito veterano, mas um cinco com Deron Williams, Joe Johnson, Paul Pierce, Kevin Garnett e Brook Lopez mete respeito a qualquer equipa.

Para além disso, para compensar essa veterania, conseguiram um excelente banco. E nesse trabalho de reforço do banco os Nets tiveram tão bem ou melhor que no reforço do cinco inicial. 
Shaun Livingston, Jason Terry, Andrei Kirilenko, Reggie Evans e Andray Blatche? Isto não era um mau cinco inicial e vão ser, provavelmente, o banco mais forte da liga. E um banco forte é fundamental para manter os veteranos Garnett e Pierce (e mesmo Joe Johnson) frescos para os playoffs. 

O único senão da offseason (e é isso que nos impede de lhes dar uma nota mais alta), é que é uma aposta a curto prazo. Com este grupo de jogadores, os Nets têm uma janela de um, dois anos no máximo para lutar por um título. E como sabemos, uma equipa não se monta instantaneamente. Demora tempo. Pode ser preciso um ano ou mais para uma equipa carburar (como aconteceu, por exemplo com os Heat). E ter um treinador novo também não ajuda a diminuir esse período de aprendizagem e construção (treinador novo na equipa e novo nestas andanças; por muito bom treinador que Jason Kidd possa tornar-se, também precisa de tempo para aprender e adaptar-se à função).

E tempo é o que os Nets não têm. Não muito, pelo menos. Foi a única coisa que não conseguiram comprar nesta offseason. Por isso, por tudo o que conseguiram (e conseguiram muito), levam uma nota boa. Mas, pelo risco duma aposta a tão curto prazo, não podem levar melhor. 

Nota: 15

4.9.13

Boletim de Avaliação - Boston Celtics


Foi uma offseason muito animada. Entre um draft surpreendente, uma free agency com muitas mexidas, equipas já fortes a reforçarem-se ainda mais, equipas medianas a ficarem melhores e equipas em reconstrução a apostarem ainda mais nessa reconstrução (aka tanking à força toda, para se posicionarem para o tão aguardado draft de 2014), a offseason deste ano foi uma das mais movimentadas (e imprevisíveis) dos últimos tempos. 

Vamos então ao longo do próximo mês avaliar como cada uma das 30 equipas se portou neste defeso e como se prepararam para a(s) próxima(s) temporada(s), começando pela costa este e lá por cima, pela Atlantic Division. Para estrear a edição de 2013-14 dos nossos Boletins de Avaliação, os Boston Celtics:



BOLETIM DE AVALIAÇÃO - BOSTON CELTICS

Saídas: Kevin Garnett, Paul Pierce, Jason Terry, Fab Melo, Terrence Williams, Chris Wilcox
Entradas: Gerald Wallace, Kris Humphries, MarShon Brooks, Keith Bogans, Donte Greene, Kelly Olynyk (13ª escolha no draft), Phil Pressey (undrafted), Vitor Faverani (free agent, jogava em Espanha, no Valencia)
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Avery Bradley - Jeff Green - Brandon Bass - Kelly Olynyk
Banco: Jordan Crawford - Courtney Lee - MarShon Brooks - Gerald Wallace - Jared Sullinger - Kris Humphries - Vitor Faverani
Treinador: saiu Doc Rivers, entrou Brad Stevens

Balanço: Esta offseason, os Celtics aceitaram finalmente as evidências, convenceram-se finalmente que era hora de reconstruir e fizeram o que, na nossa opinião, já deviam ter feito há mais tempo: trocaram Paul Pierce e Kevin Garnett. Em troca, para além dos horríveis contratos de Gerald Wallace e Kris Humphries, conseguiram um shooting guard com algum potencial (MarShon Brooks) e (mais importante) três primeiras rondas no draft.

Foi o melhor negócio para a equipa de Boston? Como dissemos em Julho, na altura da troca, foi o negócio possível. Os Celtics esperaram tempo demais para começar a reconstrução e quando o fizeram, já não tinham tantas opções como em oportunidades anteriores. Abdicaram do presente sem conseguir qualquer peça relevante para o futuro. É verdade que conseguiram jogadores e contratos para libertar espaço salarial e ficaram com muitas escolhas no draft, mas podiam ter conseguido mais se tivessem dado este passo mais cedo.

Podia ter começado melhor a reconstrução, mas agora não havia muito a fazer. Era uma questão de conseguir o melhor possível. E a verdade é que ficaram com muita flexibilidade e muitas possibilidades.

Parecem ter um jogador com potencial em Kelly Olynyk e têm alguns jovens que podem fazer parte de um núcleo da equipa no futuro (Jeff Green, Jared Sullinger, Avery Bradley; e Brandon Bass, Courtney Lee ou Rajon Rondo ainda são jogadores jovens e com muitos anos para dar). Para além disso, com tantas escolhas no draft (três 1ªs rondas em 2014, duas em 2015, duas em 2016, duas em 2017 e duas em 2018), têm muitas oportunidades para encontrar bons jogadores. O senão é que as escolhas que receberam dos Nets não serão altas e a melhor hipótese de conseguir uma das primeiras escolhas no draft será com as suas próprias escolhas.

Só que com a equipa que têm (que não é boa, mas também não é terrível), arriscam-se a ficar ali pelo meio da tabela (ali à porta dos playoffs) e não conseguir uma dessas primeiras escolhas no draft (ou com poucas hipóteses de as conseguir).

Quanto à mudança de treinador, foi forçada, não era desejada por Danny Ainge, mas a alternativa encontrada pode revelar-se bastante positiva. A aposta em Brad Stevens é uma aposta com pouco risco e que pode ter uma grande recompensa. Se correr bem e Stevens conseguir o inédito salto com sucesso da NCAA para a NBA, têm um treinador para o futuro (e Stevens, na teoria, é um treinador com perfil para fazer esse salto com sucesso, pois junta duas competências que podem ser perfeitas para esta equipa: primeiro, pela experiência universitária e porque era isso que fazia na NCAA, é um bom treinador para desenvolver jogadores jovens; segundo, porque é um treinador da nova geração, que se apoia em estatísticas avançadas e que parece capaz de ser também um estratega de peças já desenvolvidas; portanto, uma combinação de professor e gestor, o que pode ser exactamente o que estes Celtics precisam).

Por outro lado, se correr mal, não perdem nada (porque os próximos dois anos - pelo menos - não são para lutar por nada ainda) e ainda podem ter o bónus de melhorar as suas hipóteses de ganhar uma escolha mais alta. Low risk, high reward. Mas tudo ainda em aberto, tal como no plantel.

Pela decisão de reconstruir e por terem feito o que tinham a fazer, levam uma nota positiva. Mas porque as movimentações não lhes renderam nenhuma peça importante para o futuro e por estarem entregues à lotaria do draft (e porque as escolhas poderão não ser tão altas como precisavam para encontrar franchise players), não lhes podemos dar mais. 

Foi uma offseason competente, fizeram o que tinham a fazer, mas o futuro está completamente em aberto. O trabalho está todo por fazer nos próximos anos e este ano apenas se posicionaram para começar esse trabalho. Os Celtics limitaram-se a arar a terra. O mais importante é o que irão agora plantar nessa terra e se irão colher frutos no futuro. Deram o passo certo, mas era o passo inevitável. O importante vem a seguir. Por isso, para já, não lhes podemos dar mais.

Nota: 10

2.9.13

Os melhores canhotos de sempre


Estamos de volta! Depois duma pausa para férias e para um (espero que merecido) descanso, estamos de volta para começar a fazer a antevisão da próxima temporada. Mas antes de começarmos com os nossos Boletins de Avaliação para 2013-14, vamos ao prometido artigo sobre os melhores esquerdinos da história da NBA.


Antes de passarmos a essa lista, um pequeno esclarecimento sobre a mesma. Para entrar neste top 10, considerámos apenas jogadores que jogam (jogavam) com a mão esquerda, isto é, aqueles jogadores que têm (tinham) a mão esquerda como mão mais forte no seu jogo. Ficam por isso de fora deste top jogadores, como LeBron James e Larry Bird, que são canhotos de nascimento (e escrevem com a mão esquerda), mas são destros a jogar. Este é um top 10 das melhores mãos esquerdas que já jogaram na NBA:


10- Nate "Tiny" Archibald
Médias carreira: 18.8 pts, 7.4 ast (em 73 liderou a liga em pontos e assistências: 34 pts e 11.4 ast!, e teve ainda mais cinco temporadas acima dos 20 pts)
6 xs All Star (MVP do All Star Game em 81), 3 xs All NBA 1st Team (e mais 2xs All NBA 2nd Team), campeão em 81 pelos Celtics; eleito para o Hall of Fame em 91
O pequeno base que veio dos playgrounds nova-iorquinos (uma lenda que fez escola entre os bases de Nova Iorque: Mark Jackson, Stephon Marbury, Kenny Anderson, etc), foi um dos melhores marcadores de pontos e distribuidores de jogo do seu tempo. Era uma ameaça total com a bola nas mãos, tão capaz de marcar como de assistir (à semelhança dum Steve Nash).

9- Bob Lanier
Médias carreira: 20 pts, 10 res
8xs All Star (MVP do All Star Game em 74); eleito para o Hall of Fame em 92
Lanier foi um dos power forwards mais dominadores da sua geração, com um lugar cativo entre os All Stars da liga (e nessa altura não se contabilizavam os desarmes e os roubos de bola, por isso, temos apenas os seus pontos e ressaltos, mas Lanier era também um bom defensor; uma máquina de 20-10, assim tipo um Zach Randolph, mas melhor defensor).
Infelizmente, passou toda a carreira em equipas mais fracas (Pistons de 70 a 79 e Bucks de 79 a 84) e nunca passou da segunda ronda nos playoffs e nunca teve nenhuma conquista colectiva importante, o que prejudicou o seu legado e o deixou um pouco esquecido pela história. Mas foi um dos melhores canhotos interiores de sempre.

8- Artis Gilmore
Médias carreira: 19 pts, 12.5 res, 2.3 ast e 2.4 dl
11xs All Star (5 na ABA, 6 na NBA), 5 xs All ABA 1st Team; eleito para o Hall of Fame em 2011
Outro dos melhores canhotos interiores de sempre, mas que também passou a carreira em equipas medianas (Bulls e Spurs) e nunca foi longe nos playoffs.
No entanto, os seus 2,18m eram uma força no interior e é o quarto jogador com mais desarmes de lançamento na história.

7- Gail Goodrich
Médias carreira: 18.6 pts, 4.7 ast, 3.2 res (com várias temporadas acima dos 20 pts no auge da carreira; 25.9 nos Lakers de 72)
5 xs All Star, 1x All NBA 1st Team (73-74), campeão pelos Lakers em 72; eleito para o Hall of Fame em 96
Um dos melhores bases da sua era e um dos All Stars da equipa dos Lakers que ganhou 33 jogos consecutivos em 71-72. Numa equipa com Jerry West e Wilt Chamberlain, Goodrich nunca foi o foco das atenções, mas foi o melhor marcador da equipa nessa temporada e um dos melhores bases marcadores de pontos dessa década.

6- Manu Ginobili
Médias carreira: 15 pts, 4 res, 4 ast
3xs All Star, 3xs campeão (2003, 05 e 07), Melhor 6º Homem em 2008, campeão olímpico (e MVP dos JO) em 2004 
Para além deste currículo nos anos de NBA, o base argentino ganhou também o título da Euroliga (em 2001 no Kinder Bolonha; MVP dessa edição da Euroliga também) e é o único jogador da história a ganhar esses três títulos (Euroliga, NBA e JO). Este é do nosso (vosso) tempo e, apesar de já estar na fase descendente da carreira, não precisamos de vos recordar do que era capaz de fazer no seu auge. Excelente atirador, excelente penetrador e um dos mais excitantes canhotos de sempre.


5- Chris Mullin
Médias carreira: 18.2 pts, 4.1 res, 3.5 ast (com cinco temporadas acima dos 25 pts, entre 88 e 93)
5 xs All Star, 1x All NBA 1st Team (92) e 2xs All NBA 2nd Team; membro do Dream Team e campeão olímpico em 92; eleito para o Hall of Fame em 2011
Sobre Mullin já falámos na altura do seu 50º aniversário (quando surgiu a ideia para este artigo). Foi um dos vértices do trio mais excitante dos anos 90, foi membro (com toda a justiça) da melhor equipa que já pisou um campo e não é um dos melhores lançadores canhotos de sempre, é um dos melhores lançadores de sempre (com seis épocas consecutivas acima dos 50%, entre 86 e 93). 

4- Dave Cowens
Médias carreira: 17.6 pts, 13.6 res, 3.8 ast
8 xs All Star (MVP do All Star Game em 73), Rookie do Ano em 71, MVP da NBA em 73, 3 xs All NBA 2nd Team, 3xs All Defensive Team, 2 xs campeão (pelos Celtics, em 74 e 76); eleito para o Hall of Fame em 91
Cowens não foi só um dos extremos-postes mais astutos e com mais recursos  do seu tempo (e de todos os tempos), como também um dos mais duros e aguerridos. Imaginem um jogador como Manu Ginobili com a agressividade e a defesa dum Tony Allen ou dum Bruce Bowen e têm Dave Cowens. Foi um dos extremos-postes (e um dos canhotos) mais completos de sempre.

3- Willis Reed
Médias carreira: 18.7 pts, 12.9 res
7 xs All Star (MVP do All Star Game em 70), Rookie do Ano em 65, MVP da NBA em 70, 2xs campeão e 2xs MVP das Finais (pelos Knicks, em 70 e 73), 4xs All NBA 2nd Team e 1x All NBA 1st Team; eleito para o Hall of Fame em 82
O poste dos Knicks vai ser recordado para sempre pela sua entrada dramática no jogo 7 das Finais de 70 (apesar duma ruptura na coxa e de mal conseguir correr, entrou, a coxear, e jogou os primeiros minutos do jogo, inspirando os seus companheiros para a vitória nesse jogo e para a conquista do título), mas a sua carreira foi recheada de sucessos. Foi um dos melhores postes do seu tempo, uma força nos dois lados do campo e, segundo todos os que o conheceram (Phil Jackson, por exemplo, que jogou com ele, já o disse várias vezes), era uma presença inspiradora e um líder ímpar.

2- David Robinson
Médias carreira: 21.1 pts, 10.6 res, 2.5 ast e 3 dl (com 4.5 em 91-92!, e 4ª melhor média de carreira de sempre)
10 xs All Star, Rookie do Ano em 90, Defensor do Ano em 92, MVP da NBA em 95, 10 xs All NBA (4 xs 1st Team, 2 xs 2nd Team e 4 xs 3rd Team), Melhor Marcador em 94, 8 xs All Defensive Team (4xs 1st Team e 4 xs 2nd Team) e 2xs campeão (pelos Spurs, em 99 e 2003); membro do Dream Team em 92  e 2xs campeão olímpico (em 92 e 96); eleito para o Hall of Fame em 2009
Este currículo fala por si, certo? Não é preciso dizer muito mais. O Almirante foi um dos melhores e mais completos postes, não só do seu tempo (e o seu tempo foi recheado de grandes postes!), mas de sempre. E o segundo melhor canhoto de sempre, só atrás do senhor que se segue:



1- Bill Russell
Médias carreira: 15.1 pts, 22.5 res e 4.3 ast (e nesta altura ainda não contabilizavam os desarmes de lançamento, que seriam também, seguramente, destes níveis assombrosos)
12 xs All Star (MVP do All Star Game em 63), 5xs MVP da NBA, 11 xs campeão (pelos Celtics, em 57, 59, 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 68 e 69), 11 xs All NBA (3 xs 1st Team, 8 xs 2nd Team); eleito para o Hall of Fame em 75
Pois é, se calhar não sabiam, mas Bill Russell era canhoto. Por isso, nem há discussão sobre qual o melhor canhoto de sempre. O poste dos Celtics entra na discussão para o melhor jogador de todos os tempos, por isso a discussão do melhor canhoto nem é questão. O homem que tem mais anéis que dedos é o dono da melhor mão esquerda que já pisou um campo da NBA.