28.9.13

Boletim de Avaliação - Miami Heat


Prosseguindo com os nossos Boletins de Avaliação, depois de Hawks e Bobcats, vamos até à Florida ver o que os bi-campeões fizeram para atacar o threepeat:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MIAMI HEAT

Saídas: Mike Miller, Juwan Howard, Josh Harrelson, Dexter Pittman, Terrel Harris
Entradas: Greg Oden, Michael Beasley, Roger Mason
Cinco Inicial: Mario Chalmers - Dwyane Wade - LeBron James - Udonis Haslem - Chris Bosh
Banco: Norris Cole - Ray Allen - Shane Battier - Michael Beasley - Rashard Lewis - Chris Andersen - Joel Anthony - Greg Oden
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Os Heat não precisavam de fazer muita coisa nesta offseason. Afinal, já eram a melhor equipa da liga e podiam não fazer nada que continuavam a ser a equipa a abater. Têm o melhor jogador do mundo, dois All Stars ao seu lado e atiradores e role players à volta desse trio. Uma receita que lhes deu o título nas duas últimas temporadas.

É claro que nunca é demais tentar melhorar e, com muitos dos seus concorrentes a reforçarem-se, os Heat  podiam e deviam tentar fazer os retoques e melhorias que conseguissem. Não tinham, no entanto, muita margem de manobra para o fazer. O núcleo da equipa está mais que estabelecido e, com uma folha de vencimentos acima do tecto salarial, só tinham contratos mínimos para tentar reforçar a equipa.

Por isso, a primeira mudança que fizeram foi amnistiar Mike Miller para poupar na luxury tax e ganhar algum espaço para outros jogadores. Miller foi uma peça importante nas duas Finais que venceram, mas com Battier e Allen a poderem fazer o seu papel, acharam que o preço para o manter era elevado demais.

Deixaram-no então sair e concentraram as suas atenções em reforçar o ponto mais fraco da equipa: o jogo interior. Para tal, renovaram com Chris Andersen e contrataram Greg Oden.

A renovação de Andersen era uma decisão esperada e que faz todo o sentido. Como vimos na última temporada, Andersen dá uma ajuda importante nas tabelas (ressaltos e defesa) e dá-lhes um finalizador nas zonas perto do cesto. No ano passado, quando LeBron e Wade penetravam, vimos muitas Andersen a cortar para o cesto, nas costas dos seus defensores e a receber assistências daqueles dois, e os Heat não têm mais outro jogador que faça isso tão bem.

E depois rolaram os dados em Greg Oden, outro jogador que pode dar um contributo muito importante no interior. Oden é um risco ambulante, mas pelo custo da aposta (um salário mínimo) e pela potencial recompensa, é uma aposta que vale  totalmente a pena e é uma decisão com tudo a ganhar para ambas as partes.

Como dissemos quando Oden anunciou que tinha escolhido os Heat para tentar o regresso à competição, "estar numa equipa onde vai ter um papel muito bem definido (essencialmente, ressaltar e proteger o cesto, com a possibilidade de dar também uma perninha no ataque interior; um papel semelhante ao de Chris Andersen) e onde poderá regressar aos poucos é a escolha mais acertada. 

Nos Heat, como lhe disse Erik Spoelstra, não precisarão tanto dele na temporada regular e é nos playoffs (quando tiverem séries inteiras contra frontcourts mais poderosos como o dos Pacers e Nets) que precisarão da ajuda dele. Por isso, vai ter tempo para se adaptar e regressar lentamente à forma e ao ritmo de competição. Poderá começar a jogar 10-15 minutos por jogo no início da temporada, passar depois para uns 20 minutos e chegar aos playoffs pronto para jogar uns 25 minutos (se tal fôr necessário). E com a necessidade clara que os Heat têm de um jogador para a defesa interior, Oden tem a possibilidade de se concentrar naquilo que é melhor e dar um contributo importante numa equipa que luta pelo título.

E a questão que se falava de escolher uma equipa menos mediática ou com objectivos mais modestos onde existisse menos pressão neste seu regresso, é uma falsa questão. Oden iria ser escrutinado e iria ter todas as atenções em cima de si e da sua tentativa de voltar a jogar, independentemente da equipa que escolhesse. Todos os olhos iam (e vão) estar postos nele de qualquer maneira, por isso, mais valia escolher a melhor equipa possível.

Para os Heat, contratá-lo pelo salário mínimo é uma aposta de baixo ou nenhum risco. Se Oden não regressar à forma ou se os seus joelhos não aguentarem, o dinheiro investido foi mínimo e ficam com a mesma equipa que têm agora (que já é muito boa). Se Oden jogar um terço daquilo que era capaz, será um grande reforço para o ponto menos forte da equipa e um jogador capaz de equilibrar a luta no interior com os referidos frontcourts de Nets, Pacers e afins. Portanto, tudo a ganhar para a equipa de Miami."


Para terminar, rolaram ainda os dados noutro jogador de risco: Michael Beasley. Beasley teve os melhores anos da sua carreira em Miami e tem uma nova (uma última?) oportunidade para mostrar que pode ser um jogador fiável. E numa equipa veterana e estabelecida como esta é um bom lugar para o tentar. Se não conseguir aqui, não vai conseguir em mais lado nenhum. Para além disso, com um contrato não-garantido, a aposta do lado dos Heat não tem qualquer risco.

Não fizeram muita coisa, mas também não precisavam. Só precisavam de manter a equipa que tinham (ou não piorá-la) e se conseguissem melhorar alguma coisa, melhor ainda. Oden e Beasley não são apostas seguras para tornar a equipa melhor, mas ambos podem dar um grande contributo. E é isso que os Heat levam desta offseason: a possibilidade de serem ainda melhores. Se nenhum daqueles dois resultar, não perdem nada e ficam na mesma. E na mesma é "muito bons".

Nota: 12

4 comentários:

  1. Gostei muito do risco que os Heat tomaram nesta offseason, falando concretamente do Oden e Beasley. Tem tudo para dar certo

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  2. Parece-me que os Heat tiveram muito bem. Pequenas acções, mas que podem vir a ser decisivas na melhoria dos poucos pontos fracos da equipa. Fiquei também contente ao saber se o Juwan Howard foi introduzido oficialmente como treinador adjunto da equipa. Cargo mais que merecido para ele e uma enorme força para o plantel, por tudo o que contribuíu e continuará a contribuir como orientador e exemplo no balneário e no banco. Força Miami Heat

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  3. Parece-me que os Heat fizeram o que tinham a fazer...
    A nota 12 parece-me desajustada, que esperavam que fizessem mais? Só se quisessem gastar milhões em Luxury tax..
    Let's go Heat!
    Diogo Pinto

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  4. Face à muito boa qualidade da equipa e às limitações salariais não era possível fazer muito mais!
    A renovação de Anderson, por si só, foi preciosa.
    E numa equipa plenamente estruturada e com uma liderança forte a aposta em Michael Beasley faz todo o sentido.
    A necessidade de uma maior presença junto às tabelas dá sentido (pelo menos em potencial) à contratação de Oden, embora seja uma aposta de altíssimo risco.
    Mas tendo em conta as circunstâncias salariais, a qualidade da equipa e as necessidades dos Heat seriam muito poucos os que fariam melhor. Também acho a nota pouco apropriada.

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