30.10.13

Gravado na memória e no campo dos Heat


Podem adorar ou detestar os Heat, podem ou não ter ficado contentes com o seu título, mas numa coisa penso que todos concordam: estas imagens das Finais do ano passado (e daqueles momentos dramáticos do jogo 6 e 7) projetadas no próprio piso de jogo foi um momento espectacular na cerimónia de entrega dos anéis de ontem à noite:


29.10.13

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Enquanto esperamos pela bola ao ar na temporada, continuamos com as nossas avaliações (já só faltam duas!) e depois de Warriors, Clippers e Lakers, seguimos para o Arizona, para ver como corre a reconstrução em Phoenix:



BOLETIM DE AVALIAÇÃO - PHOENIX SUNS

Saídas: Luis Scola, Marcin Gortat, Jared Dudley, Michael Beasley, Wesley Johnson, Jermaine O'Neal, Shannon Beown, Kendall Marshall, Malcolm Lee, Hammed Haddadi
Entradas: Eric Bledsoe, Emeka Okafor, Gerald Green, Miles Plumlee, Ish Smith, Viacheslav Kravtsov, Alex Len (5ª escolha no draft), Archie Goodwin (29ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Eric Bledsoe - PJ Tucker - Markieff Morris - Alex Len
Banco: Ish Smith - Archie Goodwin - Dionte Christmas - Gerald Green - Marcus Morris - Channing Frye - Miles Plumlee - Emeka Okafor
Treinador: saiu Lindsey Hunter, entrou Jeff Jornacek

Balanço: Este foi o verão da mudança em Phoenix. Mudaram o general manager (saiu Lance Banks, entrou Tim McDonough), mudaram o treinador (saiu o interino Lindsey Hunter, entrou Jeff Hornacek) e mudaram o plano.

E juntem os Suns à lista de equipas (como os Sixers e os Jazz) que decidiram implodir o seu plantel e recomeçar do zero.

Verdade seja dita, estava na hora de mudar de plano. No ano passado, tentaram reconstruir pela free agency e gastaram bastante dinheiro em jogadores medianos (Michael Beasley, Wesley Johnson). Pagaram demais para ficar apenas com uma equipa mediana e com a qual não iam a lado nenhum nos tempos mais próximos.

Este ano, foram capazes de reconhecer isso e começar de novo. Mandaram embora (ou deixaram sair) quase uma equipa inteira e livraram-se de todos os contratos duvidosos que tinham feito. Conseguiram em Eric Bledsoe uma peça promissora para começar a reconstrução e, no draft, arriscaram em Alex Len.

O poste ucraniano tem potencial, é um jogador com bons fundamentos, mas ainda em bruto (e com duas lesões recentes nos tornozelos). Como a própria equipa dos Suns, é um projecto. Dependendo de como se desenvolva, pode ser uma aposta ganha ou perdida. Mas o potencial está lá.

E podem ter sacado uma pérola em Archie Goodwin. O shooting guard mostrou na Summer League que pode ser um bom marcador de pontos, é ainda muito novo (19 anos) e, se desenvolver os outros aspectos do seu jogo, pode ser um diamante em bruto.

Ao contrário, por exemplo, dos Jazz, que partem já com uma boa base para desenvolver, os Suns ainda têm de construir essa base. Para já, têm uma boa peça para começar (Bledsoe), duas peças que podem ser boas (Len e Goodwin), alguns jogadores jovens com potencial (não de jogadores principais, mas de bons role players e jogadores úteis, pelo menos) e, como todas as equipas na sua situação desejam, muito espaço salarial e muitas escolhas no draft. Mas o trabalho está (quase) todo por fazer. Esta offseason foi apenas a primeira pedra.

Esta temporada vão rivalizar com os Sixers pelo título de pior equipa. Vão ser muito maus. Vamos ver se para ser bons no futuro. Por Bledsoe e pelas possibilidades com que ficam no futuro, levam uma nota positiva. Para o resto, vamos ter de esperar para ver.

Nota: 10

NBA à borla



Hoje temos bola ao ar na temporada. E como habitualmente, o League Pass é gratuito na primeira semana. Por isso, até dia 5, é aproveitar!


27.10.13

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Depois da Doc City dos Clippers, passamos para os fraternais e conterrâneos rivais, que viveram um verão inédito na história da equipa:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - LOS ANGELES LAKERS

Saídas: Dwight Howard, Metta World Peace (amnistiado), Antawn Jamison, Earl Clark, Chris Duhon, Andrew Goudelock, Devin Ebanks 
Entradas: Chris Kaman, Nick Young, Wesley Johnson, Jordan Farmar, Xavier Henry, Elias Harris, Ryan Kelly (48ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Steve Nash - Kobe Bryant - Nick Young - Pau Gasol - Chris Kaman
Banco: Jordan Farmar - Steve Blake - Jodie Meeks - Xavier Henry - Wesley Johnson -  Jordan Hill - Robert Sacre
Treinador: Mike D'Antoni

Balanço: Nunca os Lakers tinham tido de pedir a um free agent para ficar e nunca um free agent no auge da carreira tinha escolhido sair de Los Angeles. Normalmente acontece o inverso, mas isso mostra a dimensão do desastre que foi a última temporada.

E nem precisamos de passar ao resto da lista das saídas. Basta esse primeiro nome para o verão ter sido mau. Quando se perde um jogador do top 5 da liga normalmente é.

Como escrevemos em Julho, "Dwight Howard era o plano dos Lakers para o presente e para o futuro." E o que escrevemos nessa altura não se alterou e resume a offseason dos Lakers:

"A equipa de Los Angeles só tinha um plano: renovar com Dwight Howard. O prestes-a-tornar-se-Rocket  era uma solução dupla e o plano dos Lakers para o presente e para o futuro: com ele, tinham equipa para, no imediato, fazer uma última tentativa de ganhar o título com este grupo e, ao mesmo tempo, tinham um jogador para, depois de 2013-14 (quando os contratos de Gasol e Kobe expiram), construir uma nova equipa à sua volta.

Agora não têm nem uma coisa nem outra. No presente, estão condenados ao meio da tabela e a um limbo que não lhes dá grandes chances de ganhar uma das primeiras escolhas no draft (ou ficam num dos últimos lugares de acesso aos playoffs - e não entram na lotaria do draft - ou falham-nos por pouco - e só conseguem uma das primeiras escolhas se lhes sair mesmo a lotaria!). E também não têm equipa para lutar pelo título. Nem vão ser tão maus para ficar no fundo e ter uma daquelas escolhas, nem são bons o suficiente para lutar pelo título.

E no futuro, não têm escolhas na 1ª ronda do draft até 2017 (trocaram-nas todas e 2014 é o único dos próximos anos em que mantém uma escolha) e a reconstrução por essa via é impossível. Resta-lhes a free agency e depositar as suas esperanças no próximo Verão, quando LeBron James e Carmelo Anthony (e Wade e Bosh) podem ser free agents. Mas é um grande "se" (Carmelo e LeBron têm um ano de opção e podem tornar-se free agents, mas também podem escolher não activar e continuar nos contratos em que estão. E se no caso de Carmelo até é possível que queira testar o mercado, no de LeBron parece-nos muito difícil que ele tenha alguma razão para sair da situação em que está em Miami). E o resto da lista de free agents desse ano (Luol Deng, Ray Allen, Nowitzki, Paul Pierce, Bogut, Granger) não são jogadores para o futuro. 

(...)

Só tinham plano A e todos sabemos como esse correu. Com Dwight em Houston e Chris Kaman como poste contratado para o substituir, os Lakers pareciam condenados ao limbo do meio da tabela. Nem tão maus para ficar no fundo e ganhar uma das primeiras escolhas no draft, nem bons o suficiente para lutar pelo título. Mas também estavam limitados pelo tecto salarial e Howard era o único free agent que podiam contratar (porque já era deles e podiam exceder o tecto salarial para renovar com ele). Apenas com contratos mínimos e a mini-mid level exception para oferecer, não tinham dinheiro para reforçar a equipa com alguém relevante.

Muitos sugeriram que os Lakers deviam rebentar com a equipa, trocar Gasol e Nash e pensar no draft de 2014. Mas os Lakers decidiram reforçar este grupo o melhor possível (e fazer uma última tentativa com o mesmo).


Amnistiram Metta World Peace e contrataram Nick Young, Wesley Johnson e Jordan Farmar. Ficam com uma equipa melhor, mas não tão melhor que os faça sair daquele limbo da mediania. Para uma equipa no limbo do meio da tabela, três jogadores medianos não os vão tirar de lá. Podem ir aos playoffs, mas não vão muito mais longe. 

Podem ser um pouco menos derrotados do que há uma semana, mas a offseason dos Lakers ficou perdida quando perderam Howard e resta-lhes fazer o melhor possível este ano e esperar pela próxima free agency."

Uma temporada de tanking no último ano de contrato de Kobe e Gasol seria difícil de acontecer. Era o melhor que faziam, mas sabemos que seria impossível fazerem isso. Assim, vão ter uma época de mediania e depois é atacar a free agency (os únicos jogadores com contratos para além desta temporada são Steve Nash e Robert Sacre, pelo que terão muitoooo espaço salarial para usar). Mas já vimos os problemas que esse plano pode ter.

Desperdiçar uma temporada nos últimos anos de Bryant, Nash e Gasol era mau. Mas vai ser uma temporada para o lixo de qualquer maneira. E podiam chegar a 2014 com o mesmo espaço salarial e uma escolha alta. O que seria melhor. Assim, vão perder na mesma uma temporada e chegar lá com o mesmo espaço e uma escolha mais baixa.

Mas isso é o que acontece quando só se tem plano A. Os Lakers não estão habituados a precisar de plano B e desta vez saiu-lhes o tiro pela culatra. A sua offseason estava dependente da decisão de Howard e ficou condenada quando ele escolheu os Rockets. Foi um verão mauzinho para estes lados de Los Angeles e os Lakers foram uns dos maiores derrotados da offseason.

Nota: 9

26.10.13

Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers


Antes de continuarmos com a avaliação das equipas da Pacific Division, fazemos rewind até à Southeast Division para rever a nota dos Wizards. Porque a troca da noite passada (Emeka Okafor e uma 1ª ronda por Marcin Gortat, Shannon Brown, Kendall Marshall e Malcolm Lee) coloca-os ainda mais na luta pelos playoffs.

Trocam um poste mais velho, muito mais caro e que não fazia parte dos planos da equipa para lá desta temporada por um poste mais novo, mais barato (metade dos 14 milhões de Okafor) e muito melhor ofensivamente (defensivamente não é tão bom, mas com Okafor com dificuldades para manter-se saudável, o seu impacto na defesa tem sido menor e não perdem tanto nesse lado). Um bom poste no auge da carreira (tem 29 anos), que é um upgrade na posição para os Wizards. É um bom passo no presente, para atacar os playoffs esta temporada. 

Não é um passo seguro para o futuro (o contrato do polaco também termina esta época), pelo que Gortat pode ou não continuar na equipa depois deste ano. Se o renovarem, podem ter um poste titular para vários anos. Se não, ficam na mesma (como estariam com Okafor - ou sem Okafor - no fim da temporada). Mas é um bom passo passo no curto prazo e que não muda o plano que tinham no médio/longo prazo. Para além disso, levam um bom shooting guard para sair do banco, Shannon Brown (os outros dois, se ficarem na equipa, não vão ter impacto na rotação).

Por isso, o 10 que lhes demos antes passa a 11.


E agora, continuando com a Pacific Division, vamos até à Lob City, que se tornou na Doc City este verão:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - LOS ANGELES CLIPPERS

Saídas: Eric Bledsoe, Caron Butler, Chauncey Billups, Lamar Odom, Ronny Turiaf, Grant Hill (retirado)
Entradas: JJ Redick, Jared Dudley, Darren Collison, Byron Mullens, Louis Amundson, Reggie Bullock (25ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Chris Paul - JJ Redick - Jared Dudley - Blake Griffin - DeAndre Jordan
Banco: Darren Collison - Jamal Crawford - Matt Barnes - Antawn Jamison - Byron Mullens - Ryan Hollins
Treinador: saiu Vinnie Del Negro, entrou Doc Rivers

Balanço: O primeiro objectivo da offseason era contratar outro treinador. Um objectivo para conseguir o segundo e principal objectivo do verão: renovar com Chris Paul. Contrataram Doc Rivers (um treinador com experiência de título, bom na motivação e gestão de grupos, com uma boa relação e com o respeito das estrelas da equipa). E com isso, renovaram tranquilamente com Chris Paul (e este foi, apesar da rapidez e tranquilidade do processo, um dos maiores sucessos da offseason).

Depois, tinham de tentar reforçar o cinco, com peças que encaixassem melhor na equipa. Precisavam de atiradores para rodear Paul e o frontcourt de Griffin e Jordan. E conseguiram-nos. Com Redick e Dudley, ficam com duas peças mais novas e que encaixam melhor que Butler e Billups e que vão libertar espaço para Paul penetrar e manobrar o ataque e para Griffin operar no interior.

A seguir, tentar reforçar o banco ou, pelo menos, mantê-lo tão bom como antes. Para isso, renovaram com Matt Barnes e Ryan Hollins. E acrescentaram Darren Collison, Antawn Jamison, Byron Mullens, Louis Amundson e Reggie Bullock (mais um atirador). Collison não é tão bom como Bledsoe, mas é um óptimo base suplente. E Mullens, Jamison e Amundson cobrem perfeitamente as saídas de Turiaf e Odom. E continuam a ter um dos melhores bancos da liga.

(Actualização: Entretanto, os Clippers dispensaram Lou Amundson e diz-se que estão à procura de um poste defensivo para o banco; um nome que se fala é Jason Collins)

Renovaram com o seu melhor jogador (e um jogador do top 5 da NBA). O perímetro ficou mais novo e melhor. O frontcourt ficou tão bom como antes, pelo menos. E têm um treinador capaz de os levar um patamar acima. Todos os objectivos conseguidos, portanto, e mais uma offseason bem conseguida para os Clippers. E mais uma temporada em que vão estar na luta pelo topo do Oeste.

Nota: 14

24.10.13

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Já só faltam cinco dias para começar a temporada e já só faltam cinco equipas para terminar os nossos Boletins de Avaliação. Para começar a sexta e última divisão da liga, a Pacific Division, vamos até Oakland ver o que uma das equipas sensação da última temporada fez para tentar continuar a subir na hierarquia do Oeste:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - GOLDEN STATE WARRIORS

Saídas: Jarrett Jack, Carl Landry, Andris Biedrins, Richard Jefferson, Brandon Rush
Entradas: Andre Iguodala, Marreese Speights, Jermaine O'Neal, Toney Douglas, Nemanja Nedovic (30ª escolha no draft), Ognjen Kuzmic
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Andre Iguodala - David Lee - Andrew Bogut 
Banco: Toney Douglas - Kent Bazemore - Harrison Barnes - Draymond Green - Marreese Speights - Jermaine O'Neal - Festus Ezeli
Treinador: Mark Jackson

Balanço: Os Warriors começaram a offseason sem qualquer espaço salarial abaixo da luxury tax e com poucas hipóteses de (mantendo os principais jogadores e sem recorrer a trocas) fazer melhorias significativas na equipa. Só a tarefa de manter a mesma equipa junta já seria difícil, pois os dois melhores suplentes, Jarrett Jack e Carl Landry, eram free agents e depois da boa época que fizeram iriam de certeza receber boas ofertas, o que obrigaria os Warriors a ultrapassar o limite da luxury tax para os manter.

E foi então que os Warriors foram criativos. Conseguiram transformar Richard Jefferson, Andris Biedrins e Brandon Rush (e os gigantescos contratos dos dois primeiros - 11 milhões e 9 milhões, respectivamente; 24 milhões no total dos três contratos) em Andre Iguodala. Chegaram a acordo com os Jazz (uma das poucas equipas da liga que podia receber esses contratos e uma equipa que queria fazer uma limpeza total no balneário e entrar em modo de reconstrução total) e, duma assentada, conseguiram arranjar espaço para contratar Iguodala (12 milhões/ano; assinou por 4 anos e 48 milhões) e para entrar na corrida por Dwigh Howard.

Foi uma manobra engenhosa e um excelente plano para os Warriors. Na melhor das hipóteses, ficavam com Iggy e Howard e na pior das hipóteses ficavam com Iggy. Howard acabou por preferir os Rockets, mas foi um grande sucesso na mesma.

Tiveram também de dar duas 1ªs rondas no draft (mas vão ser, previsivelmente, escolhas baixas) e abdicar de Jack e Landry, mas a oportunidade era irrecusável. E por muito duro que tenha sido perder Jack e Landry (e relembremos que a possiblidade de os manter já era pequena), a possibilidade de ter Iguodala (e talvez Howard) era boa demais para perder.

Como escrevemos na altura, "Iguodala é um grande upgrade e que lhes dá um cinco inicial mais forte (Curry, Thompson, Iguodala, Lee e Bogut). E com a passagem de Barnes para o banco, este também não fica assim tão fraco (Barnes, Ezeli, Draymond Green). Ok, é um banco curto e precisam de um bom base suplente e mais um ou dois jogadores mais experientes. Mas desses há mais e são mais fáceis de arranjar do que All Stars como Iguodala."

Portanto, o desafio seguinte era melhorar o banco. E assim fizeram. Encontraram um base suplente, Toney Douglas, dois jogadores para a rotação interior, Marreese Speights e Jermaine O'Neal, e ficaram com um banco completo.

Para Landry encontraram substituto (dois jogadores que podem fazer o seu papel); para Jack não têm nenhum à altura na mesma posição, mas Iguodala também pode jogar no backcourt e fazer um dos papéis de Jack (iniciar o ataque e jogar com a bola na mão, como point forward, para Curry jogar sem bola e libertar-se para lançamentos)

Sairam os dois melhores suplentes, mas conseguiram um All Star, ficaram com um suplente muito bom em Barnes e mais três bons jogadores para completar o banco. No final de contas, é um saldo bastante positivo.

Foram engenhosos e conseguiram melhorar a equipa, algo que parecia difícil de fazer em Maio. Com as possibilidades que tinham e com o cenário que se apresentava nessa altura, fizeram bastante e foram uns dos maiores vencedores desta offseason. E, saudáveis e se não tiverem azar com lesões, vão ser das equipas mais excitantes de seguir este ano.

Nota: 15

22.10.13

Boletim de Avaliação - Utah Jazz


Depois de Nuggets, Wolves, Blazers e Thunder, terminamos a Northwest Division em Salt Lake City, onde os Jazz decidiram mudar de música:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - UTAH JAZZ

Saídas: Al Jefferson, Paul Milsap, Mo Williams, Randy Foye, Earl Watson, DeMarre Carroll
Entradas: Richard Jefferson, Andris Biedrins, Brandon Rush, John Lucas, Ian Clark, Trey Burke (9ª escolha no draft), Rudy Gobert (26ª escolha no draft) 
Cinco Inicial: Trey Burke - Alec Burks - Gordon Hayward - Derrick Favors - Enes Kanter
Banco: John Lucas - Brandon Rush - Jeremy Evans - Marvin Williams - Richard Jefferson - Andris Biedrins - Rudy Gobert
Treinador: Tyrone Corbin

Balanço: Os Jazz estavam num limbo entre um núcleo de veteranos e um núcleo de jovens para desenvolver. Estavam algures entre ser uma equipa competitiva, boa para 40 e tal vitórias e lutar pela ida aos playoffs (ou ficar ali à beira dos mesmos) ou ser uma equipa em reconstrução.

Pois nesta offseason decidiram-se, finalmente, por um dos lados. E, quando se decidiram, decidiram-se mesmo. Foi uma limpeza total de balneário. Deixaram sair Al Jefferson, Paul Milsap, Mo Williams, Randy Foye, DeMarre Carroll e Earl Watson. E nem pensaram em contratar alguém para os seus lugares (os únicos jogadores que contrataram foram John Lucas e Ian Clark, para completar o banco). 

Receberam também dos Warriors (que precisavam do espaço salarial para contratar Iguodala) Biedrins, Jefferson (e os 20 milhões dos contratos dos dois, que expiram este ano) e Brandon Rush, mais duas 1ªs rondas (2014 e 2017) e três 2ªs rondas (2016, 2017 e 2018). Basicamente, aceitaram ficar com aqueles contratos para ganhar todas essas escolhas no draft.

O plano é desenvolver o núcleo de Burke-Burks-Hayward-Favors-Kanter, meter os jovens a jogar e dar-lhes todo o tempo e espaço para errar e aprender (nada têm a perder; desenvolvem os jovens e ainda se habilitam a melhores hipóteses no draft).

Para já, serão bastante piores. Mas têm um cinco de jogadores com 23 anos ou menos. Um cinco com mais potencial e com o qual deverão ter um tecto mais alto do que tinham com a outra equipa. E como vão ser maus este ano, ficam também com a possibilidade de juntar mais um grande talento (e já sabemos como o próximo draft tem vários) a este grupo. E ainda vão ter muito, muito espaço salarial em 2014 (mais de 30 milhões em contratos que expiram este ano!).

É um caso típico de ficar-pior-para-ser-melhor. Mas com boas perspectivas a curto prazo. Ser-melhor pode não demorar tanto tempo como habitualmente e os Jazz podem não ter de esperar tantos anos para sair do fundo da tabela.

O único senão é que, se era para fazer isto, podiam ter conseguido alguma coisa em troca de Milsap e Jefferson (ficar ainda com mais escolhas no draft e/ou peças para o futuro). Se era para limpar o balneário, podiam ter trocado Jefferson e Milsap mais cedo (durante a temporada) e ter conseguido alguma coisa em troca. Podiam ter tomado essa decisão mais cedo, mas agora já não havia nada a fazer e o melhor era deixá-los sair.

Como em qualquer plano de reconstrução, é sempre difícil de prever se vai correr bem (e isso também depende do que fizerem a seguir), por isso não lhes podemos dar uma nota alta pelo que poderá acontecer no futuro. Mas levam uma nota positiva porque deram um bom primeiro passo. Ficam com muitas opções em aberto e muitas possibilidades para reconstruir. Para já, colocaram-se em boa posição para começar e em boa posição para correr bem.

Nota: 10

21.10.13

Convites Fantasy League


Pessoal que se inscreveu para a Fantasy League deste ano, o Jorge já enviou os convites, checkem os vossos mails e aceitem o convite para juntarem-se à liga respectiva e poderem marcar o draft. Thanks!


20.10.13

Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder


Depois do verão atribulado dos Nuggets, do verão melhorzinho dos Wolves e do verão bem bom dos Blazers, vamos até Oklahoma ver como correu o estio a Kevin Durant e companhia:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - OKLAHOMA CITY THUNDER

Saídas: Kevin Martin, Ronnie Brewer
Entradas: Ryan Gomes, Steven Adams (12ª escolha no draft), Andre Robertson (26ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Thabo Sefolosha - Kevin Durant - Serge Ibaka - Kendrick Perkins
Banco: Reggie Jackson - Derek Fisher - Jeremy Lamb - Ryan Gomes - Perry Jones - Nick Collison - Steven Adams - Hasheem Thabeet
Treinador: Scott Brooks

Balanço: Ryan Gomes. Steven Adams. Andre Robertson. São esses os três reforços dos Thunder para 2013-14. Ryan Gomes, Steven Adams e Andre Robertson. Um extremo que não jogou na NBA no ano passado (e um jogador marginal na liga) e dois rookies que pouco jogarão e só daqui a uns anos é que deverão estar prontos para contribuir de forma significativa. Ah, e renovaram com Derek Fisher.

Isto depois de perderem (pela segunda época consecutiva) o terceiro melhor marcador da equipa. Em 2012, substituiram James Harden por Kevin Martin. E este ano substituiram Kevin Martin por ninguém. 

Também só perderam o Kevin Martin, poderão dizer. Mas numa equipa já curta de atiradores, saiu o melhor. E num ataque sem opções fiáveis de três pontos para além de Durant e Westbrook (não, Fisher e Sefolosha não são opções fiáveis e consistentes), perder o melhor atirador não é coisa pouca. Num ataque já dependente demais de Durant e Westbrook, Martin era um jogador que impedia as defesas de se fecharem completamente e concentrarem-se apenas em fechar os caminhos todos àqueles dois.

E agora ficam também ainda mais dependentes deles dois no departamento do lançamento exterior. E ficam dependentes disso e do desenvolvimento de Reggie Jackson e Jeremy Lamb para se manterem no mesmo nível.

Ok, a equipa já é boa, ganhou 60 jogos na temporada passada e só foi eliminada nos playoffs passados porque Westbrook se lesionou. Se não fosse a lesão de Westbrook teriam ido às Finais de novo. Por isso, porque não ficar na mesma e apostar na continuidade deste grupo? Essa poderia ser a lógica dos Thunder.

Houve equipas, como os Spurs, que fizeram isso. Mas os Thunder nem na mesma ficaram. Ficaram piores. Ou só não ficarão piores se alguns dos seus jogadores secundários derem um salto grande. E ficar dependente do desenvolvimento de Reggie Jackson e Jeremy Lamb para chegar a um título? Parece muito curto.

Os Thunder vão continuar a ser candidatos? Sim, e serão enquanto tiverem Durant e Westbrook. Mas é assim que querem voltar às Finais? Acho que vão ter de fazer melhor. Porque se não arranjarem mais ajuda para aqueles dois, não vão passar de candidatos.

Nota: 8

18.10.13

Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers


Depois do Colorado e de Minnesota, vamos até ao Oregon, ver o que a offseason trouxe à equipa do Rookie do Ano:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - PORTLAND TRAIL BLAZERS

Saídas: Eric Maynor, JJ Hickson, Jared Jeffries, Sasha Pavlovic, Nolan Smith
Entradas: Mo Williams, Dorell Wright, Robin Lopez, Thomas Robinson, Earl Watson, CJ McCollum (10ª escolha no draft), Allen Crabbe (31ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Damian Lillard - Wesley Matthews - Nicolas Batum - LaMarcus Aldridge - Robin Lopez
Banco: Mo Wiliams - CJ McCollum - Dorell Wright - Victor Claver - Thomas Robinson - Meyers Leonard
Treinador: Terry Stotts

Balanço: Os Blazers chegaram a esta offseason com duas necessidades claras: um poste para completar o cinco inicial (jogaram com JJ Hickson adaptado a essa posição toda a temporada) e um banco decente (a segunda unidade dos Blazers foi última na liga em pontos e assistências, última na percentagem de 3pts e penúltima na percentagem total de lançamento; e os seus titulares, com uma produção tão fraca do banco, foram os que jogaram mais minutos em toda a liga).

Com o cinco inicial quase completo, os Blazers precisavam urgentemente de um poste e de melhorar a defesa interior. Mostraram interesse em Tiago Splitter, mas este chegou rapidamente a acordo com os Spurs. Acabaram por conseguir meter-se no negócio de Tyreke Evans entre Kings e Pelicans e conseguiram Robin Lopez por duas 2ªs rondas e Jeff Whitey. 

Lopez não é um poste excepcional, falta-lhe mobilidade e técnica, mas é um bom defensor e um bom jogador para complementar LaMarcus Aldridge. Cumpre o primeiro objectivo.

Aproveitaram depois a limpeza que os Rockets estavam a fazer no plantel para arranjar espaço salarial para Dwight Howard e conseguiram Thomas Robinson por apenas duas 2ªs rondas. Mais um bom jogador para a defesa interior e uma boa adição para a segunda unidade.

A free agency trouxe depois um grande (e barato; 5.5 milhões / 2 anos) base suplente. Mo Williams é um grande upgrade em relação a Eric Maynor e irá comandar a segunda unidade (e pode também jogar ao lado de Lillard).

Trouxe também um bom (e igualmente barato; 6 milhões / 2 anos) small forward suplente. Dorell Wright é bem melhor que Pavlovic e é mais uma boa adição para a segunda unidade.

E a offseason trouxe ainda um bom rookie para completar o backcourt suplente. CJ McCollum, que também é melhor que Nolan Smith e um upgrade em relação ao que tinham.

O verão trouxe mais atiradores para uma equipa que já tinha vários (e uma equipa que não é tímida na hora de atirar de três: foram 4ºs em tentativas de 3pts em 2012-13) e uma segunda unidade bem melhor que a anterior. O verão trouxe um poste titular decente e um bom banco. Eram esses os objectivos principais nesta offseason e foram conseguidos. E os Blazers vão atacar os playoffs.

Nota: 13

17.10.13

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves


Começámos a Northwest Division pelos lados do Colorado, onde o verão foi atribulado. Seguimos mais para cima, para os lados de Minnesota, onde o verão correu um bocadinho melhor:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MINNESOTA TIMBERWOLVES

Saídas: Andrei Kirilenko, Luke Ridnour, Greg Stiemsma, Brandon Roy, Malcolm Lee, Mikael Gelabale, 
Entradas: Corey Brewer, Kevin Martin, AJ Price, Ronny Turiaf, Shabazz Muhammad (14ª escolha no draft), Gorgui Dieng (21ª escolha no draft), 
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Kevin Martin - Corey Brewer - Kevin Love - Nikola Pekovic
Banco: Jose Barea - Alexey Shved - Shabazz Muhammad - Chase Budinger - Derrick Williams - Dante Cunningham - Ronny Turiaf - Gorgui Dieng
Treinador: Rick Adelman

Balanço: A equipa mais azarada da temporada passada (das últimas temporadas?) tinha uma grande decisão a tomar antes desta offseason. Numa decisão tão ou mais importante do que qualquer uma relativa ao plantel, tinham de decidir se renovavam ou não com o homem responsável pelo departamento de basquetebol, David Kahn. 

Os 4 anos de Kahn no cargo não foram exactamente anos para mais tarde recordar. Péssimos contratos (Darko Milicic), várias escolhas altas desperdiçadas em grandes flops (Jonny Flynn, Wesley Johnson, por exemplo; e apenas 2 dos 10 jogadores escolhidos por Kahn no draft continuam na equipa), uma guerra com Kevin Love (Love queria renovar por cinco anos, Kahn só lhe ofereceu três, com um quarto de opção) e zero idas aos playoffs.

Foi, portanto, uma decisão fácil. Os Wolves não renovaram com Kahn e contrataram Flip Saunders (que foi treinador dos Wolves entre 95 e 2006) para o cargo.

E Saunders entrou e começou logo com uma escolha duvidosa no draft. O novo manda-chuva do basquetebol dos Wolves arriscou em Shabazz Muhammad, que pode ser o maior flop deste ano. Muhammad era apontado com um dos maiores talentos do país no seu último ano do liceu, mas isso foi antes de se saber que ele tinha mentido na idade. Afinal, ele era apenas mais velho que toda a concorrência.

E as dúvidas sobre se ele seria um jogador acima da média na NBA foram crescendo com as suas exibições no ano que passou na universidade de UCLA. Dúvidas que só cresceram ainda mais com as suas exibições na Summer League. Vamos ver se esta não vai ser uma escolha "à Kahn".

Depois, quando Andrei Kirilenko não activou o seu ano de opção e tornou-se free agent (abdicou do último ano que tinha de contrato porque queria maior segurança e um contrato de maior duração), Saunders não quis oferecer-lhe esse contrato mais longo e preferiu usar o espaço salarial para contratar outros jogadores.

Contrataram Kevin Martin (28 milhões / 4 anos) e Corey Brewer (14 milhões / 3 anos). O primeiro vem ajudar no ponto mais fraco desta equipa no ano passado, os 3pts. O segundo vem ajudar na outra metade (onde Martin não ajuda muito), na defesa. Ficam com um bom atirador e um bom defensor, uma espécie de "dois jogadores para fazer o papel de um Kirilenko". Brewer compensa defensivamente a saída de Kirilenko e Martin é muito melhor atirador, por isso o saldo pode ser positivo.

Em 2012-13 tiveram a pior percentagem da liga, por isso, precisavam urgentemente de atiradores e este ano melhoram nesse aspecto (o que, claro, obriga as defesas a não dar tanto espaço e ajuda a libertar espaço no interior).

Para arranjar espaço para Martin, tiveram de fazer um sign and trade com os Bucks e enviar Luke Ridnour para Milwaukee. Apesar de ser um excelente base suplente, com Rubio, Barea, Shved e Martin no backcourt, Ridnour era dispensável.

Renovaram também com Chase Budinger (15 milhões / 3 anos), que lhes dá mais um atirador e outra opção a small forward. E renovaram com o seu free agent prioritário, Nikola Pekovic (60 milhões / 5 anos). Pek tornou-se, nos dois últimos anos, um dos melhores jogadores da equipa (e um dos melhores postes do Oeste) e esta era uma contratação obrigatória para o sucesso da offseason. Para reforçar o interior, contrataram ainda Ronny Turiaf.

Portanto, resumindo:
trocaram um base que fazia as duas posições do backcourt por um verdadeiro shooting guard;
trocaram um poste suplente (Stiemsma) por outro (e escolheram um rookie que também pode ajudar aí);
e arranjaram substituto para Kirilenko (ainda que não tão bom, compensa na defesa e no ataque arranjaram soluções noutras posições).

Ficam com melhor lançamento exterior e mais profundidade. O ataque vai seguramente ser melhor, mas a defesa pode ser um problema (essa foi uma área onde não melhoraram).

O preço não foi barato (mas é o preço a pagar por estar num mercado mais pequeno e por tantos anos de insucesso; e o preço a pagar para começar a ter uma equipa com mais sucesso e não dar - mais - razões a Kevin Love, que pode ser free agent em 2015, para querer sair), mas ficaram um pouco melhores. E se a defesa não for tão má que elimine a melhoria no ataque e se tiverem mais sorte com as lesões do que nos anos anteriores (já começaram a ter azar com Budinger), devem entrar na luta pelos playoffs.

Nota: 11

15.10.13

Inscrições Fantasy League


Já confirmaram todos a participação na Fantasy League deste ano?


Última oportunidade, amanhã vou enviar ao Jorge os mails de todos os que confirmaram e ele vai começar a enviar os convites. Os participantes do ano passado que ainda não o fizeram (e que estão interessados em participar este ano), vejam o mail ou a caixa de mensagens no site da ESPN e sigam as instruções. Obrigado!

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


Enquanto nos aproximamos rapidamente do início da temporada regular (já só faltam duas semanas!), aproximamo-nos também do fim dos nossos Boletins de Avaliação. Já só faltam duas divisões e dez equipas para terminarmos a avaliação da offseason das 30 equipas da liga. Hoje vamos para a Northwest Division e começamos por uma equipa que teve um verão bastante atribulado:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - DENVER NUGGETS

Saídas: Andre Iguodala, Kosta Koufos, Corey Brewer, Julyan Stone
Entradas: Nate Robinson, JJ Hickson, Randy Foye, Darrell Arthur
Cinco Inicial: Ty Lawson - Evan Fournier - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - JaVale McGee
Banco: Nate Robinson - Andre Miller - Randy Foye - Wilson Chandler - Darrell Arthur - JJ Hickson - Timofey Mosgov
Treinador: saiu George Karl, entrou Brian Shaw

Balanço: What? O que é que se passou aqui? 2012-13. A equipa mais promissora da conferência faz a melhor temporada regular da sua história. Ganha 57 jogos e tem o melhor recorde caseiro da liga (38-3). No fim da temporada tem azar e perde, por lesão, um dos seus melhores jogadores. E depois nos playoffs tem uma ronda menos boa e perde (e não só por culpa do seu desempenho, mas também porque apanhou uma equipa dos Warriors on fire).

Isso é razão para não continuar com o plano e mudar tudo? Tudo porque lhes correu mal uma ronda dos playoffs? Quando se tem a melhor temporada regular da história, uma equipa com margem de progressão e motivos para olhar para o futuro com optimismo, não há razão para mudar o plano (mas sim continuar a desenvolver esse plano).

Mas foi isso que os Nuggets fizeram. Masai Ujiri saiu para os Raptors (ok, esta não foi por decisão dos dirigentes, mas sim do próprio, que quis sair) e a partir daí sucederam-se as más notícias para os Nuggets. Decidiram não renovar com George Karl e isso custou-lhes, pelo menos, um dos melhores jogadores da equipa.

Andre Iguodala, provavelmente pelo tumultuoso início de offseason e pela incerteza em redor da equipa, supostamente recusou mais dinheiro dos Nuggets (que tinham a sua renovação como uma das prioridades da offseason) e preferiu ir para os Warriors.

E, num ápice, perderam o general manager, o treinador e o melhor defensor da equipa. E a sangria não ficou por aqui. Perderam outro dos melhores defensores na free agency (Corey Brewer) e, para dar mais espaço a JaVale McGee, trocaram ainda outros dos melhores defensores (Kosta Koufos) por um power forward irregular.

E os jogadores que foram buscar não compensam estas perdas, pois nenhum é propriamente um grande defensor. Tanto Hickson, como Foye e Robinson são bons jogadores ofensivos e nesse departamento os Nuggets estão carregados. Mas o ataque nunca foi um problema para eles. A defesa, sim. No ano passado, com aqueles jogadores, a defesa melhorou bastante. Esta temporada, deve dar um passo atrás.

Mas nem tudo foi mau e esta offseason teve alguns pontos positivos. Renovaram com Mosgov, que dá uma ajuda nos ressaltos e na defesa. Não tanta como Koufos, mas alguma.
E fizeram um excelente contrato com Nate Robinson. Apesar de, como dissemos atrás, o ataque não ser o problema desta equipa, por 2 milhões por ano vale mais do que a pena contratar o pequeno grande Nate.

E, em princípio, também escolheram um bom novo treinador. Brian Shaw era há muitos anos candidato a um lugar como treinador principal e todos o apontam como um dos mais promissores treinadores da liga. Mudar de treinador obriga sempre a uma fase de transição, mas pelo menos pode compensar no futuro.

Pelo menos, a offseason não correu tão mal como podia ter corrido e como parecia que ia acontecer em Julho. A aposta, agora, é no futuro e no desenvolvimento dos jovens e têm um bom grupo para desenvolver. Mas, de qualquer forma, foi um desnecessário passo atrás e encontram-se agora numa desnecessária fase de transição e construção. 

Pelo menos, não partem do zero e têm já uma boa base. E potencial para o futuro. E isso é o que salva a offseason de ter sido péssima.

Nota: 9

BIG is almost on


Estão quase, quase a acender-se as luzes para mais uma temporada:


13.10.13

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


Depois de paragens em Dallas, Houston, Memphis e New Orleans, regressamos ao Texas para encerrar a Southwest Division e ver o que os vice-campeões, após ficarem a 28 segundos de ter as duas mãos no troféu Larry O'Brien, fizeram para tentar um novo assalto ao título:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - SAN ANTONIO SPURS

Saídas: Gary Neal, DeJuan Blair
Entradas: Marco Belinelli, Jeff Ayres (ex-Pendergraph)
Cinco Inicial: Tony Parker - Danny Green - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Tiago Splitter
Banco: Cory Joseph - Nando de Colo - Manu Ginobili - Marco Belinelli - Boris Diaw - Jeff Ayres - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: É um balanço curto e o resumo da offseason dos Spurs faz-se rapidamente: não fizeram muito e basicamente ficaram com uma equipa igual à do ano passado.

As únicas mudanças que fizeram foi trocar Gary Neal e DeJuan Blair por Marco Belinelli e Jeff Ayres (antes conhecido como Jeff Pendergraph; mudou de apelido este verão, trocando o apelido do seu pai adoptivo pelo apelido do pai biológico).

Deixaram sair Neal e Blair na free agency e contrataram dois jogadores semelhantes para os seus lugares. Belinelli, como Neal, é um atirador que também pode jogar a base e penetrar e que terá o mesmo papel no ataque dos Spurs. E Jeff Ayres ocupará o lugar de Blair no banco e será a terceira opção a power forward/poste. Portanto, o único jogador da rotação que usaram nos playoffs que saiu foi Neal e substituiram-no por um jogador semelhante.

Para além disso, renovaram, como esperado, com Ginobili e Splitter (2 anos / 14 milhões para Ginobili e 4 anos / 36 milhões para Splitter). O argentino só não continuaria a ser um Spur se decidisse retirar-se e o brasileiro despertou interesse de outras equipas, mas chegou rapidamente e facilmente a acordo com os Spurs para mais 4 anos de contrato.

Foram duas decisões fáceis, que mantêm intacta a equipa que ficou a segundos de ganhar o título na temporada passada. E que este ano continua a ser candidata. Apesar de um ano mais velhos, os Spurs continuam a ser tão bons como na última época e vão continuar na luta pelo título (já aprendemos que nunca podemos descontá-los dessa luta!). 

E é essa a aposta em San Antonio: esgotar as hipóteses deste grupo. Os únicos jogadores que terão sob contrato em 2015 serão Splitter e Leonard e aí será altura de remodelar completamente a equipa e preparar a era pós-Duncan (e Ginobili). Até lá, nas próximas duas temporadas, é dar duas últimas hipóteses a este grupo.

Mas a questão para os Spurs é a mesma que colocámos para os Bulls. Com outras equipas a reforçarem-se e com vários adversários a Este e Oeste a ficarem mais fortes, será que ficar na mesma será suficiente?

Nota: 10

12.10.13

Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans


Depois de Mavs, Rockets e Grizzlies, vamos até à Big Easy ver o que mudou nos ex-Hornets para além do nome (e ver se as mudanças no plantel correram melhor que as mudanças nos equipamentos):


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - NEW ORLEANS PELICANS

Saídas: Greivis Vasquez, Robin Lopez, Xavier Henry, Roger Mason, Louis Amundson, Terrell Harris
Entradas: Jrue Holiday, Tyreke Evans, Anthony Morrow, Greg Stiemsma, Jeff Whitey (39ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Eric Gordon - Tyreke Evans - Ryan Anderson - Anthony Davis
Banco: Brian Roberts - Austin Rivers - Anthony Morrow - Al Farouq Aminu - Jason Smith - Greg Stiemsma
Treinador: Monty Williams

Balanço: Este foi um verão de mudança em New Orleans. Mudaram de identidade, de nome e de equipamento e os Hornets deram lugar aos Pelicans. Mas as mudanças não ficaram apenas pela imagem. 

Também foram bastante activos na offseason e fizeram grandes mudanças no plantel. Começaram logo no dia do draft, quando trocaram Nerlens Noel (que escolheram na 6ª posição) e uma 1ª ronda no draft de 2014 por Jrue Holiday. A troca foi bastante criticada e muitos viam Noel e Anthony Davis como as novas Torres Gémeas e uma dupla para o futuro da equipa. Mas os Pelicans preferiram trocar um projecto de jogador por uma certeza.

E bem, na nossa opinião. Holiday é um All Star ainda com margem de progressão que foi uma das revelações da última temporada e que será um dos melhores bases da liga na próxima década. Um jogador que pode ou não dar jogador de topo (e numa posição onde já têm um jogador semelhante e melhor) por um que lhes dá garantias e soluciona a posição de base por muitos e bons anos? Mesmo com a 1ª ronda em 2014 (que, de qualquer forma, não tem muitas hipóteses de ser nos primeiros lugares), é um bom negócio.

Continuaram activos e agressivos na free agency e fizeram uma oferta grande a Tyreke Evans. Uma oferta que os Kings não igualaram e chegaram a acordo para um sign and trade (na verdade foi um negócio entre 3 equipas, com os Pelicans a dar Vasquez e Robin Lopez - que foi para os Blazers - para receber Evans). Com a contratação de Holiday, Vasquez era dispensável e optaram por reforçar outra posição.

Não é a solução mais ortodoxa, pois Evans é um shooting guard e para essa posição já têm Eric Gordon. Por isso, se Evans jogar como 6º homem, é um suplente muito caro. Se, como parece ser o plano, jogarem com Holiday, Gordon e Evans no cinco inicial, ficam com um cinco pouco tradicional (e baixo), mas que pode ser bastante móvel e versátil no ataque.
Já na defesa podem ter problemas com esse cinco. Evans e Gordon não são grandes defensores, Ryan Anderson também não, por isso, vão depender mais (demais?) de Anthony Davis para proteger o cesto.

E esse é o maior desafio de Monty Williams nesta temporada: conseguir encaixar Holiday, Gordon e Evans no ataque e conseguir montar uma defesa decente com esse cinco.

No ano passado, a defesa era um dos maiores problemas da equipa e estas mudanças continuam a colocar desafios nessa metade do campo. Mas fizeram outras movimentações para compensar essa parte: renovaram com Al Farouq Aminu, que lhes dá uma opção mais defensiva para small forward, e contrataram Greg Stiemsma para reforçar a defesa interior.

E, com isso, devem melhorar um pouco nesse departamento. Holiday é muito melhor defesa que Vaszquez e Aminu e Greg Stiemsma vão ajudar nessa parte; Stiemsma é um reforço para a posição onde já são melhores defensivamente, mas com este perímetro vão precisar de mais gente lá em baixo.

Não foi o plano mais ortodoxo e o dinheiro investido em Holiday e Evans (4 anos e 41 milhões no primeiro, 4 anos e 44 milhões no segundo) pode ser um problema se a experiência não correr bem (porque se não correr bem, estão comprometidos com estes jogadores por vários anos e Evans a receber 11 milhões por ano não será fácil de trocar). Mas puseram-se em posição de correr bem e de ter uma equipa que, embora pouco tradicional, pode colocar muitos problemas de matchups às defesas adversárias.

Arriscaram e vamos ter de ver como corre a aposta. Mas quem não arrisca, não petisca.

Nota: 13

10.10.13

Novidades Fantasy League SeteVinteCinco


Vamos lá, todos a agradecer ao Jorge Duarte que se voluntariou e ficou responsável pela Fantasy League deste ano. Obrigado pela ajuda, Jorge, e vamos a isso: temos Fantasy League esta temporada.


O Jorge enviou ontem uma mensagem a todos os participantes do ano passado, por isso, vejam os vossos emails (ou vão às mensagens no site da ESPN) e confirmem a participação na edição deste ano (até Domingo, se faz favor, para avançarmos com a coisa). Depois receberão os convites para as respectivas ligas. Bora lá!


(quem não participou no ano passado e gostava de o fazer este ano, deixe aí o email e pode entrar para o lugar de quem desistir; deixem ver se temos desistências - ou quantas temos - e depois enviamos convites - pela ordem de chegada)

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


Depois dos Mavs e dos Rockets, despedimo-nos brevemente do Texas (lá voltaremos para os Spurs) e vamos até ao Tennessee ver o que os Grizzlies fizeram para melhorar depois da melhor temporada da sua história:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MEMPHIS GRIZZLIES

Saídas: Darrell Arthur, Austin Daye, Keyon Dooling
Entradas: Mike Miller, Kosta Koufos, Nick Calathes, Jamaal Franklin (43ª escolha no draft) 
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Tayshaun Prince - Zach Randolph - Marc Gasol
Banco: Jerryd Bayless - Mike Miller - Quincy Pondexter - Ed Davis - Kosta Koufos
Treinador: saiu Lionel Hollins, entrou David Joerger

Balanço: Não fizeram muito, mas fizeram bem. Mantiveram o seu melhor defesa exterior, o coração da equipa e o jogador que personifica o "grit and grind", Tony Allen. E por cinco milhões por ano (20 milhões por 4 anos), não fizeram um mau negócio.

Trocaram Darrell Arthur por Kosta Koufos, uma troca pouco mediática, mas que faz uma grande diferença na equipa. Primeiro, porque para o lugar de Arthur têm Ed Davis e não perdem nada nessa posição e, segundo, porque ganham um bom poste suplente. No ano passado não tinham nenhum poste suplente, o que obrigava Marc Gasol a jogar muitos minutos. Com Koufos, que fez uma óptima temporada nos Nuggets, não só Gasol pode descansar (e sabemos como isso é importante quando chegarem os playoffs), como ficam com um jogo interior mais profundo e ainda mais forte.

E melhoraram aquela que era a maior fraqueza da equipa: o tiro exterior. Na final de conferência da última época, os Spurs deixaram bem clara a necessidade de um atirador para abrir espaço para Randolph e Gasol (os Spurs fecharam o interior, deram todo o espaço no perímetro e os Grizzlies não tiveram resposta para essa defesa). Mike Miller vem preencher essa lacuna no plantel (e vem com um contrato mínimo, que os mantém abaixo da luxury tax).

Quando tens um jogo interior tão bom, precisas de atiradores para abrir espaço e agora têm. E se Miller aparecer nos playoffs como fez nos Heat, pode fazer toda a diferença do mundo nesta equipa de Memphis.

O único ponto negativo da offseason foi a saída de Lionel Hollins. Depois de Hollins levar a equipa à melhor temporada da sua história, os dirigentes dos Grizzlies não quiseram renovar com ele. Supostamente, queriam um treinador mais aberto à utilização de estatísticas avançadas e alguém mais orientado com a visão deles para o futuro da equipa (Hollins criticou a troca de Rudy Gay e criticou algumas vezes as decisões dos dirigentes). Por isso, parece que as diferenças filosóficas foram grandes demais.

Sucede-lhe o adjunto Dave Joerger, o que pode facilitar a transição e não prejudicar muito a equipa (é o mesmo sistema, já conhece os jogadores e vai continuar o trabalho já feito). Basicamente, escolheram uma continuação (ou uma evolução) do trabalho de Hollins, com alguém que esteja mais de acordo com os planos para a equipa. É sempre uma transição e há um inevitável período de adaptação, mas que pode ser suave, no entanto. É uma pedra no caminho, mas, de resto, ficaram melhores e não devem ter dificuldades em passar essa pedra.

Já os adversários, podem ter muitas dificuldades para ultrapassá-los este ano. Não fizeram grandes mudanças, mas fizeram boas adições cirúrgicas. Já eram uma equipa candidata e fizeram ajustes que os devem tornar ainda melhores.

Nota: 14

9.10.13

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Desculpem a ausência nos últimos dias (já tinham saudades minhas?), mas, como disse no post anterior, o trabalho apertou e não sobrou tempo nenhum para escrever mais Boletins de Avaliação. Mas cá estamos de novo e, depois dos Mavs, continuamos pelo Texas e pela equipa que teve uma das melhores offseasons do ano:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - HOUSTON ROCKETS

Saídas: Thomas Robinson, Carlos Delfino, Royce White, Tim Ohlbrecht
Entradas: Dwight Howard, Ronnie Brewer, Omri Casspi, Marcus Camby, Reggie Williams, Isaiah Canaan (34ª escolha no draft), Robert Covington (undrafted) 
Cinco Inicial: Jeremy Lin - James Harden - Chandler Parsons - Omer Asik - Dwight Howard
Banco: Patrick Beverley - Aaron Brooks - Francisco Garcia - Ronnie Brewer - Omri Casspi - Donatas Motiejunas - Marcus Camby
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Escusado será dizer que foi um excelente verão para os lados de Houston. Como normalmente é o caso quando se consegue contratar o jogador mais desejado do ano e um dos melhores jogadores da NBA. Dwight Howard era, de longe, o melhor free agent deste ano e os Rockets, só com essa contratação, são os maiores vencedores desta offseason (como afirmámos logo na altura que Howard anunciou a sua decisão).

Howard é o melhor poste da NBA, um jogador do top 5 (top 3?) da liga e um daqueles (poucos) jogadores capazes de mudar o destino duma equipa. Num ano mau nos Lakers (um ano em que, primeiro a recuperar da cirurgia às costas e depois com um músculo do ombro rasgado, nunca esteve a 100% e nunca esteve confortável e motivado a jogar ao lado de Kobe Bryant e sob as ordens de Mike D'Antoni), liderou a liga em ressaltos e terminou a temporada com uns muito bons 17.1 pts, 12.4 res e 2.4 dl!

E contratar Howard era o plano A, B e C dos Rockets. Desde que contrataram James Harden que o plano do general manager Daryl Morey era conseguir outra estrela para fazer parelha com o barbudo shooting guard. E Howard era o alvo desde então (e já o tinham tentado quando ele saiu dos Magic).

Arranjaram o espaço salarial que precisavam (durante a temporada, trocaram Marcus Morris e Patrick Patterson e, já na offseason, trocaram Robinson e dispensaram Delfino para arranjar mais espaço; Aaron Brooks também foi cortado para o efeito e depois recontratado por menos) e conseguiram convencer Howard a juntar-se a eles. E tudo isto sem perder nenhum dos jogadores principais.

Ficam com um núcleo jovem e para ser candidato no Oeste nos próximos anos. E para complementar esse núcleo de Lin - Harden - Parsons - Howard contrataram (e/ou renovaram) uns quantos veteranos com contratos baratos. Contrataram Marcus Camby, Ronnie Brewer e Omri Casspi e renovaram com Aaron Brooks e Francisco Garcia.

A única dor de cabeça que esta offseason lhes trouxe é o que fazer com Asik. Para já, fizeram bem  em mantê-lo (até aparecer um bom negócio, para usar como suplente ou mesmo para jogar ao lado de Howard), mas encaixar Asik e Howard na mesma equipa não só será dificil, como é um desperdício dos talentos de Asik e de dinheiro do Rockets (agora com Howard não precisam de outro poste tão caro).

Asik poderá ser o "power forward" titular, mas não veremos os dois juntos em campo muito tempo. Donatas Motiejunas deverá fazer mais minutos como power forward aberto, para deixar o meio livre para Howard e para as penetrações de Harden. Asik poderá começar os jogos e ser o power forward no papel (e será, em último caso, um fantástico poste suplente), mas isso, como já dissemos é um desperdicio de talento e dinheiro.

Por isso, Asik é um dos principais candidatos a uma troca durante a temporada. E embora o seu contrato grande não torne a troca fácil, os Rockets podem conseguir mais alguma boa peça para juntar à equipa (e uma que encaixe melhor neste puzzle).

Apesar desse pequeno problema para resolver (e ter opções pode não ser uma má dor de cabeça), os fãs e dirigentes dos Rockets não podiam estar mais contentes por esta offseason. E com razão.

Nota: 18

7.10.13

A luta continua


Enquanto os jogadores da NBA regressam à luta, eu ando numa luta de trabalho (aka noitadas seguidas) e não tenho conseguido escrever mais Boletins de Avaliação. Mas amanhã ou depois voltamos a essa luta. Até já!


5.10.13

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Uma conferência já está, vamos à outra. E começamos a avaliação das equipas do Oeste pela Southwest Division e pelos Mavs, que voltaram a fazer uma revolução no plantel:




BOLETIM DE AVALIAÇÃO - DALLAS MAVERICKS

Saídas: OJ Mayo, Darren Collison, Chris Kaman, Elton Brand, Jared Cunningham, Mike James, Anthony Morrow, Rodrigue Beaubois
Entradas: Jose Calderon, Monta Ellis, Samuel Dalembert, Devin Harris, DeJuan Blair, Wayne Ellington, Shane Larkin (18ª escolha no draft), Ricky Ledo (43ª escolha no draft), Gal Mekel
Cinco Inicial: Jose Calderon - Monta Ellis - Shawn Marion - Dirk Nowitzki - Samuel Dalembert
Banco: Devin Harris - Wayne Ellington - Vince Carter - Brandan Wright - DeJuan Blair - Bernard James
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Depois de duas temporadas com equipas provisórias e contratos de um ano para manter o máximo de espaço salarial e tentar contratar uma estrela na free agency, os Mavs mudaram de plano.

Mark Cuban desmantelou a equipa campeã em 2011 para tentar pescar um peixe grande e, depois de não apanhar nenhum dois anos seguidos (em 2012, tentaram - e falharam - Deron Williams; e este ano tentaram - e voltaram a falhar - Chris Paul e Dwight Howard), decidiu começar a montar uma equipa com mais prazo de validade.

É claro que esse plano só entrou em cena depois do plano A falhar. O grande objectivo da offseason era contratar Dwight Howard, mas como Howard escolheu outra equipa do Texas, os Mavs foram para o plano B. Um plano B mais a longo prazo que os planos B dos anos anteriores.

Deixaram sair quase todos os seus free agents e remodelaram completamente a equipa. Um novo backcourt: Monta Ellis (3 anos/25 milhões) e Jose Calderon (4 anos/28 milhões). E um novo poste: Samuel Dalembert (2 anos/7,5 milhões).

Um backcourt novo e melhor que o anterior: Calderon comandará e organizará o ataque muito melhor que Collison e Ellis é uma arma ofensiva para complementar Nowitzki. Com Calderon a bola chegará as mãos de Nowitzki mais e melhor. Na defesa é que pode ser um problema, pois nenhum daqueles dois é propriamente um especialista defensivo. Mas também não deverão ser piores (ou muito piores) que Collison e Mayo e no ataque deverão ser bastante melhores.

Para além disso, ainda contrataram Devin Harris (1 ano/ 1,3 milhões) e Wayne Ellington (2 anos/5 milhões) e ficam com um bom backcourt suplente e uma boa rotação de bases (onde ainda têm os rookies Gal Mekel e Shane Larkin).

Depois, como defesa e ressaltos eram dois dos pontos fracos da equipa, escolheram um poste que é especialista nas duas coisas. E, para a rotação interior, renovaram com Brandan Wright e Bernard James e contrataram DeJuan Blair (que deverá ter um papel maior que nos Spurs).

Esta mudança de planos e a opção por comprometerem-se com contratos mais longos (embora não muito longos, a 2 e 3 anos) também aconteceu porque os 20 milhões de Nowitzki e os 9 milhões de Marion saem da folha salarial no fim desta temporada. Nowitzki acaba o contrato este ano e deve renovar por muito menos. Vince Carter e Shawn Marion também terminam os contratos e se renovarem será também por bastante menos (ou entao saem e os Mavs vão buscar outros jogadores).

Por isso, têm muito espaço salarial na próxima free agency. E foi por isso que Mark Cuban avançou para uma equipa mais definitiva. Porque ficaram com uma base mais estável e ainda com flexibilidade para a reforçar mais tarde. Ficam com um núcleo de equipa por mais anos sem comprometer o espaço salarial e sem perder a flexibilidade no futuro. E para o ano vão ter espaço para, mais uma vez, ir atrás de um free agent de topo.

Os Mavs voltaram a falhar no plano A, mas desta vez o plano B foi melhor. E embora esta não seja equipa para lutar pelo título, ficaram com melhor equipa que no ano passado. E pro ano voltam a atacar a free agency. Ficaram melhores no presente e em melhor posição para o futuro. 

Nota: 12

Quem sabe nunca esquece


Chris Mullin, que fez 50 anos em Julho (e é quinto na nossa lista dos melhores canhotos de sempre) mostra aos jovens Kings como se faz:


4.10.13

Vencedores PASSATEMPO 3+1



Já temos os nomes dos vencedores do Passatempo 3+1. E eles são:

- bola autografada por Sam Perkins: FRANCISCO SOUSA

- bola autografada por Terry Porter: JOANA BELEZA

- Boné autografado por Nate Robinson: TIAGO SILVA


Obrigado a todos pela participação e Parabéns aos vencedores!


3.10.13

Boletim de Avaliação - Washington Wizards


Retomando os Boletins de Avaliação, chegamos hoje ao fim da Southeast Division e da conferência Este. Depois de Hawks, Bobcats, Heat e Magic, para terminar a volta pelo leste da liga, vamos até à capital dos Estados Unidos, onde os Wizards tentam regressar a melhores dias:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - WASHINGTON WIZARDS

Saídas: AJ Price, Cartier Martin 
Entradas: Eric Maynor, Al Harrington, Otto Porter (3ª escolha no draft), Glen Rice Jr. (35ª escolha no draft)
Cinco Inicial: John Wall - Bradley Beal - Trevor Ariza - Nene - Emeka Okafor
Banco: Eric Maynor - Martell Webster - Otto Porter - Jan Vesely - Al Harrington - Trevor Booker - Kevin Seraphin
Treinador: Randy Wittman

Balanço: Em 2012-13, os Wizards tiveram duas metades de temporada distintas. A primeira, de Outubro a Janeiro, sem John Wall, onde foram o pior ataque da liga e uma equipa péssima (5-28 nos primeiros 33 jogos). A segunda, a partir de Janeiro, com John Wall, onde melhoraram bastante no ataque e tiveram quase um recorde positivo (24-25).

Com a lesão prolongada de Wall e lesões (menos prolongadas, mas que os obrigaram a perder vários jogos ao longo da temporada) de Nene, Ariza e Beal, os Wizards nunca tiveram a equipa toda disponível. Por isso, este ano não mexeram muito na equipa e decidiram dar uma hipótese a um plantel que não teve uma temporada completa para mostrar do que era capaz.

Bem, na verdade, também não tinham grande escolha. Trevor Ariza e Emeka Okafor tinham player options no seu último ano de contrato e activaram-nas. Por isso, esses dois veteranos com contratos chorudos escolheram ficar na equipa e os Wizards têm de esperar mais um ano, pelo menos, para ter muito espaço salarial e atacar a free agency.

Para já, enquanto esperam por esse passo, renovaram com um dos jovens pilares para o futuro, John Wall (5 anos/80 milhões), e com dois bons (e ainda jovens) role players, Martell Webster e Garrett Temple.

As únicas saídas foram dois jogadores pouco (AJ Price) ou nada (Cartier Martin) utilizados e fizeram duas boas contratações para o banco. Para render John Wall, contrataram Eric Maynor (num óptimo negócio de 4 milhões por 2 anos) e para a profundidade e versatilidade do jogo interior, Al Harrington.

No draft, seleccionaram Otto Porter, que, se correr como esperado, é mais uma peça para o núcleo e o small forward da equipa para o futuro, e Glen Rice Jr, que pode ser um bom role player (um atirador). Duas boas adições ao grupo de jovens da equipa.

Por isso, por vontade deles ou não (e enquanto esperam que os contratos de Ariza e Okafor expirem), o plano é retirar o melhor desta equipa enquanto desenvolvem (e também para desenvolver) os jovens. Para já, é continuar a desenvolver esse núcleo (Wall, Beal, Porter, Seraphin) com bons veteranos ao seu lado para os ajudar nesse desenvolvimento e levar a equipa um patamar acima (o que também é necessário para a evolução dos jovens). E sem lesões, o patamar dos playoffs pode estar ao seu alcance.

Nota: 10

2.10.13

Mais equipamentos que gostávamos de ver


Falávamos no último post da ideia de fazer equipamentos com as alcunhas dos jogadores e de algumas das camisolas que gostávamos de ver. Pois a ideia podia não ficar por aí e podiam também estendê-la a jogadores do passado. Estas eram algumas das que gostávamos de ver: