10.10.13

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


Depois dos Mavs e dos Rockets, despedimo-nos brevemente do Texas (lá voltaremos para os Spurs) e vamos até ao Tennessee ver o que os Grizzlies fizeram para melhorar depois da melhor temporada da sua história:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MEMPHIS GRIZZLIES

Saídas: Darrell Arthur, Austin Daye, Keyon Dooling
Entradas: Mike Miller, Kosta Koufos, Nick Calathes, Jamaal Franklin (43ª escolha no draft) 
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Tayshaun Prince - Zach Randolph - Marc Gasol
Banco: Jerryd Bayless - Mike Miller - Quincy Pondexter - Ed Davis - Kosta Koufos
Treinador: saiu Lionel Hollins, entrou David Joerger

Balanço: Não fizeram muito, mas fizeram bem. Mantiveram o seu melhor defesa exterior, o coração da equipa e o jogador que personifica o "grit and grind", Tony Allen. E por cinco milhões por ano (20 milhões por 4 anos), não fizeram um mau negócio.

Trocaram Darrell Arthur por Kosta Koufos, uma troca pouco mediática, mas que faz uma grande diferença na equipa. Primeiro, porque para o lugar de Arthur têm Ed Davis e não perdem nada nessa posição e, segundo, porque ganham um bom poste suplente. No ano passado não tinham nenhum poste suplente, o que obrigava Marc Gasol a jogar muitos minutos. Com Koufos, que fez uma óptima temporada nos Nuggets, não só Gasol pode descansar (e sabemos como isso é importante quando chegarem os playoffs), como ficam com um jogo interior mais profundo e ainda mais forte.

E melhoraram aquela que era a maior fraqueza da equipa: o tiro exterior. Na final de conferência da última época, os Spurs deixaram bem clara a necessidade de um atirador para abrir espaço para Randolph e Gasol (os Spurs fecharam o interior, deram todo o espaço no perímetro e os Grizzlies não tiveram resposta para essa defesa). Mike Miller vem preencher essa lacuna no plantel (e vem com um contrato mínimo, que os mantém abaixo da luxury tax).

Quando tens um jogo interior tão bom, precisas de atiradores para abrir espaço e agora têm. E se Miller aparecer nos playoffs como fez nos Heat, pode fazer toda a diferença do mundo nesta equipa de Memphis.

O único ponto negativo da offseason foi a saída de Lionel Hollins. Depois de Hollins levar a equipa à melhor temporada da sua história, os dirigentes dos Grizzlies não quiseram renovar com ele. Supostamente, queriam um treinador mais aberto à utilização de estatísticas avançadas e alguém mais orientado com a visão deles para o futuro da equipa (Hollins criticou a troca de Rudy Gay e criticou algumas vezes as decisões dos dirigentes). Por isso, parece que as diferenças filosóficas foram grandes demais.

Sucede-lhe o adjunto Dave Joerger, o que pode facilitar a transição e não prejudicar muito a equipa (é o mesmo sistema, já conhece os jogadores e vai continuar o trabalho já feito). Basicamente, escolheram uma continuação (ou uma evolução) do trabalho de Hollins, com alguém que esteja mais de acordo com os planos para a equipa. É sempre uma transição e há um inevitável período de adaptação, mas que pode ser suave, no entanto. É uma pedra no caminho, mas, de resto, ficaram melhores e não devem ter dificuldades em passar essa pedra.

Já os adversários, podem ter muitas dificuldades para ultrapassá-los este ano. Não fizeram grandes mudanças, mas fizeram boas adições cirúrgicas. Já eram uma equipa candidata e fizeram ajustes que os devem tornar ainda melhores.

Nota: 14

7 comentários:

  1. olá gostaria que me respondessem a uma pergunta quantos jogadores no máximo pode ter uma equipa da nba?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se não estou erro, são 15.

      Eliminar
    2. 15 só pra no mínimo jogarem 82 jogos com viagens muito grandes e 2 jogos por semana? e se houver 4 lesionados como fazem?

      Eliminar
    3. Ficam com 11 jogadores disponíveis! Ou então podem dispensar algum jogador e contratar outro para o seu lugar.
      Só podem ter 15 jogadores na equipa, mas não têm de ser os 15 que começam a época, podem fazer as mudanças que quiserem e dispensar/contratar jogadores ao longo do ano.

      Eliminar
    4. Obrigado fábio e Márcio pelas respostas. só gostava de colocar mais uma questão, imaginemos que os Heat ficavam, por motivos de lesão grave, num curto espaço de tempo sem LeBron, Wade, Bosch, e Allen como reagiriam os Heat ficavam só com 11 jogadores e nem aos play-off chagavam, ou iam á D-league e utilizavam os jogadores que têm emprestados a essas equipas?

      Eliminar
  2. Optimo trabalho como sempre! Qual é o real potencial de Ed Davis? e sobre os restantes leuer wroten jamaal calathes, sabes se algum pode ser uma real mais valia para o curto/médio prazo?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O E Davis para já é um suplente fiável. Ainda tem margem de progressão, mas não sei se alguma vez será um power forward de topo.
      O Leuer é um trabalhador para contribuir uns minutos (e dá-lhes uma opção que não têm nos outros: um jogador interior que lança de fora).
      E o Nick Calathes pode dar um bom base. Ainda é novo, tem potencial e pode ser um bom base suplente (não deverá chegar mais longe que isso).

      A curto prazo, o Ed Davis é um jogador da rotação interior (que deverá fazer uns 20 mins/jogo). A médio prazo, dependendo de como se desenvolver, poderá ser o power forward titular. O Calathes, a curto prazo, não deve jogar muito (é o 3º base da rotação); a médio prazo, poderá ser o 2º base da equipa.

      Eliminar