17.10.13

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves


Começámos a Northwest Division pelos lados do Colorado, onde o verão foi atribulado. Seguimos mais para cima, para os lados de Minnesota, onde o verão correu um bocadinho melhor:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MINNESOTA TIMBERWOLVES

Saídas: Andrei Kirilenko, Luke Ridnour, Greg Stiemsma, Brandon Roy, Malcolm Lee, Mikael Gelabale, 
Entradas: Corey Brewer, Kevin Martin, AJ Price, Ronny Turiaf, Shabazz Muhammad (14ª escolha no draft), Gorgui Dieng (21ª escolha no draft), 
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Kevin Martin - Corey Brewer - Kevin Love - Nikola Pekovic
Banco: Jose Barea - Alexey Shved - Shabazz Muhammad - Chase Budinger - Derrick Williams - Dante Cunningham - Ronny Turiaf - Gorgui Dieng
Treinador: Rick Adelman

Balanço: A equipa mais azarada da temporada passada (das últimas temporadas?) tinha uma grande decisão a tomar antes desta offseason. Numa decisão tão ou mais importante do que qualquer uma relativa ao plantel, tinham de decidir se renovavam ou não com o homem responsável pelo departamento de basquetebol, David Kahn. 

Os 4 anos de Kahn no cargo não foram exactamente anos para mais tarde recordar. Péssimos contratos (Darko Milicic), várias escolhas altas desperdiçadas em grandes flops (Jonny Flynn, Wesley Johnson, por exemplo; e apenas 2 dos 10 jogadores escolhidos por Kahn no draft continuam na equipa), uma guerra com Kevin Love (Love queria renovar por cinco anos, Kahn só lhe ofereceu três, com um quarto de opção) e zero idas aos playoffs.

Foi, portanto, uma decisão fácil. Os Wolves não renovaram com Kahn e contrataram Flip Saunders (que foi treinador dos Wolves entre 95 e 2006) para o cargo.

E Saunders entrou e começou logo com uma escolha duvidosa no draft. O novo manda-chuva do basquetebol dos Wolves arriscou em Shabazz Muhammad, que pode ser o maior flop deste ano. Muhammad era apontado com um dos maiores talentos do país no seu último ano do liceu, mas isso foi antes de se saber que ele tinha mentido na idade. Afinal, ele era apenas mais velho que toda a concorrência.

E as dúvidas sobre se ele seria um jogador acima da média na NBA foram crescendo com as suas exibições no ano que passou na universidade de UCLA. Dúvidas que só cresceram ainda mais com as suas exibições na Summer League. Vamos ver se esta não vai ser uma escolha "à Kahn".

Depois, quando Andrei Kirilenko não activou o seu ano de opção e tornou-se free agent (abdicou do último ano que tinha de contrato porque queria maior segurança e um contrato de maior duração), Saunders não quis oferecer-lhe esse contrato mais longo e preferiu usar o espaço salarial para contratar outros jogadores.

Contrataram Kevin Martin (28 milhões / 4 anos) e Corey Brewer (14 milhões / 3 anos). O primeiro vem ajudar no ponto mais fraco desta equipa no ano passado, os 3pts. O segundo vem ajudar na outra metade (onde Martin não ajuda muito), na defesa. Ficam com um bom atirador e um bom defensor, uma espécie de "dois jogadores para fazer o papel de um Kirilenko". Brewer compensa defensivamente a saída de Kirilenko e Martin é muito melhor atirador, por isso o saldo pode ser positivo.

Em 2012-13 tiveram a pior percentagem da liga, por isso, precisavam urgentemente de atiradores e este ano melhoram nesse aspecto (o que, claro, obriga as defesas a não dar tanto espaço e ajuda a libertar espaço no interior).

Para arranjar espaço para Martin, tiveram de fazer um sign and trade com os Bucks e enviar Luke Ridnour para Milwaukee. Apesar de ser um excelente base suplente, com Rubio, Barea, Shved e Martin no backcourt, Ridnour era dispensável.

Renovaram também com Chase Budinger (15 milhões / 3 anos), que lhes dá mais um atirador e outra opção a small forward. E renovaram com o seu free agent prioritário, Nikola Pekovic (60 milhões / 5 anos). Pek tornou-se, nos dois últimos anos, um dos melhores jogadores da equipa (e um dos melhores postes do Oeste) e esta era uma contratação obrigatória para o sucesso da offseason. Para reforçar o interior, contrataram ainda Ronny Turiaf.

Portanto, resumindo:
trocaram um base que fazia as duas posições do backcourt por um verdadeiro shooting guard;
trocaram um poste suplente (Stiemsma) por outro (e escolheram um rookie que também pode ajudar aí);
e arranjaram substituto para Kirilenko (ainda que não tão bom, compensa na defesa e no ataque arranjaram soluções noutras posições).

Ficam com melhor lançamento exterior e mais profundidade. O ataque vai seguramente ser melhor, mas a defesa pode ser um problema (essa foi uma área onde não melhoraram).

O preço não foi barato (mas é o preço a pagar por estar num mercado mais pequeno e por tantos anos de insucesso; e o preço a pagar para começar a ter uma equipa com mais sucesso e não dar - mais - razões a Kevin Love, que pode ser free agent em 2015, para querer sair), mas ficaram um pouco melhores. E se a defesa não for tão má que elimine a melhoria no ataque e se tiverem mais sorte com as lesões do que nos anos anteriores (já começaram a ter azar com Budinger), devem entrar na luta pelos playoffs.

Nota: 11

1 comentário:

  1. Boas,
    a saida de Kirilenko, mais que um problema no relatorio estatistico de cada jogo, provocará um ronbo em experiencia e liderança (diria que era a argamaça com que se juntam os tijolos de um edificio).
    Rubio fez um Euro muito fraco e a preseason tem sido perto do horrivel.
    Shved cristalizou e parece que não passa dali.
    Williams para 2ª escolha do draft 2011, está há 2 anos mergulhado numa crise existencial, tentando perceber se é SF ou PF, mas parece que não passa de um jogador sem intensidade para as exigencias da liga apesar de uns afundanços para passar nos "highlights".
    Ok, Love está de volta e assegura Minnesota um "4" fantastico, uma pipa de ressaltos e pontos de dentro e fora, Nikola é fortissimo na entrega e movimentos interiores, espera-se um bom peculio (vamos ver se com Love as médias não baixarão muito), Martin faz pouca coisa em campo para além de incrivel atirador (parece-me pouco para 5 inicial, vamos ver), Brewer fazia transições supersonicas com George Karl, nuns Nuggets que jogavam a uma velocidade incrivel (vamos ver se se adapta a outros ritmos, ou se ele mesmo tráz essa velocidade, sem atrapalhar os colegas). O jogo interior fica com mais profundidade (o Turiaf não impressiona ninguem, mas faz uns minutinhos e o Dieng se calhar fará mais que uns minutinhos). JJ é opção válida ou mais que isso tal a mediocridade patenteada por Rubio, Cuningham ganha uns ressaltos e não atira nada mal (falta agora Adelman definir herarquias para PF). Por ultimo um jogador que admiro e que faz muitas coisas em campo e com competencia - Chase Budinger - é importante que volte porque tornará os Wolves uma equipa com mais soluções, não exagerarei dizendo que a chave será o regresso de Budinger, mas será uma equipa que subira alguns degraus quando estiver operacional.
    Para já, acho dificil os play-offs, mas mereciam nem que seja pelo galo que tiveram o ano passado com tanta gente no estaleiro.
    Abraço!

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