22.10.13

Boletim de Avaliação - Utah Jazz


Depois de Nuggets, Wolves, Blazers e Thunder, terminamos a Northwest Division em Salt Lake City, onde os Jazz decidiram mudar de música:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - UTAH JAZZ

Saídas: Al Jefferson, Paul Milsap, Mo Williams, Randy Foye, Earl Watson, DeMarre Carroll
Entradas: Richard Jefferson, Andris Biedrins, Brandon Rush, John Lucas, Ian Clark, Trey Burke (9ª escolha no draft), Rudy Gobert (26ª escolha no draft) 
Cinco Inicial: Trey Burke - Alec Burks - Gordon Hayward - Derrick Favors - Enes Kanter
Banco: John Lucas - Brandon Rush - Jeremy Evans - Marvin Williams - Richard Jefferson - Andris Biedrins - Rudy Gobert
Treinador: Tyrone Corbin

Balanço: Os Jazz estavam num limbo entre um núcleo de veteranos e um núcleo de jovens para desenvolver. Estavam algures entre ser uma equipa competitiva, boa para 40 e tal vitórias e lutar pela ida aos playoffs (ou ficar ali à beira dos mesmos) ou ser uma equipa em reconstrução.

Pois nesta offseason decidiram-se, finalmente, por um dos lados. E, quando se decidiram, decidiram-se mesmo. Foi uma limpeza total de balneário. Deixaram sair Al Jefferson, Paul Milsap, Mo Williams, Randy Foye, DeMarre Carroll e Earl Watson. E nem pensaram em contratar alguém para os seus lugares (os únicos jogadores que contrataram foram John Lucas e Ian Clark, para completar o banco). 

Receberam também dos Warriors (que precisavam do espaço salarial para contratar Iguodala) Biedrins, Jefferson (e os 20 milhões dos contratos dos dois, que expiram este ano) e Brandon Rush, mais duas 1ªs rondas (2014 e 2017) e três 2ªs rondas (2016, 2017 e 2018). Basicamente, aceitaram ficar com aqueles contratos para ganhar todas essas escolhas no draft.

O plano é desenvolver o núcleo de Burke-Burks-Hayward-Favors-Kanter, meter os jovens a jogar e dar-lhes todo o tempo e espaço para errar e aprender (nada têm a perder; desenvolvem os jovens e ainda se habilitam a melhores hipóteses no draft).

Para já, serão bastante piores. Mas têm um cinco de jogadores com 23 anos ou menos. Um cinco com mais potencial e com o qual deverão ter um tecto mais alto do que tinham com a outra equipa. E como vão ser maus este ano, ficam também com a possibilidade de juntar mais um grande talento (e já sabemos como o próximo draft tem vários) a este grupo. E ainda vão ter muito, muito espaço salarial em 2014 (mais de 30 milhões em contratos que expiram este ano!).

É um caso típico de ficar-pior-para-ser-melhor. Mas com boas perspectivas a curto prazo. Ser-melhor pode não demorar tanto tempo como habitualmente e os Jazz podem não ter de esperar tantos anos para sair do fundo da tabela.

O único senão é que, se era para fazer isto, podiam ter conseguido alguma coisa em troca de Milsap e Jefferson (ficar ainda com mais escolhas no draft e/ou peças para o futuro). Se era para limpar o balneário, podiam ter trocado Jefferson e Milsap mais cedo (durante a temporada) e ter conseguido alguma coisa em troca. Podiam ter tomado essa decisão mais cedo, mas agora já não havia nada a fazer e o melhor era deixá-los sair.

Como em qualquer plano de reconstrução, é sempre difícil de prever se vai correr bem (e isso também depende do que fizerem a seguir), por isso não lhes podemos dar uma nota alta pelo que poderá acontecer no futuro. Mas levam uma nota positiva porque deram um bom primeiro passo. Ficam com muitas opções em aberto e muitas possibilidades para reconstruir. Para já, colocaram-se em boa posição para começar e em boa posição para correr bem.

Nota: 10

1 comentário:

  1. Sou-te sincero, dava 13. Isto porque é uma equipa com muito futuro e no seu 5 inicial estão jogadores com um potencial tremendo (Derrick Favors vai ser um franchise player).

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