31.1.14

TRIPLO DUPLO - Episódio 5


Será que algum de nós acertou em todos os suplentes para o All Star? No TRIPLO DUPLO desta semana, começamos, como não podia deixar de ser, por uns bitaites sobre o duelo Heat x Thunder e revelamos depois as nossas escolhas para os suplentes do All Star Game. Respondemos também ao email do Gonçalo Serradas sobre os Suns e, a propósito do bom trabalho do Jeff Hornacek, discutimos os maiores candidatos a Treinador do Ano (e ainda uns vídeos do melhor departamento criativo da NBA!):



30.1.14

Heat x Thunder - algumas observações


E ontem, no duelo mais esperado da temporada (até agora), no jogo que o mundo parou para ver:


Tivemos um grande jogo de Kevin Durant
Não foi da forma mais habitual (porque os Heat faziam 2x1 sempre que ele recebia a bola e desafiaram os Thunder a batê-los com os outros jogadores), mas foi um grande jogo de Durant.  
À excepção daquele final do 3º período e início do 4º, em que os Thunder fizeram jogadas de isolamento e ele pegou na bola, jogou 1x1 com LeBron e foi o marcador de pontos dominador que tem sido tantas vezes, Durant passou o resto do jogo a passar a bola para os outros (teve apenas 5 assistências, mas fez inúmeras "hockey assists" - o passe para o jogador que faz a assistência). Não teve tanto a bola nas mãos como habitualmente, foi mais distribuidor que marcador, mas foi igualmente excelente nesse papel. Foi também eficiente a aproveitar as oportunidades que teve (33 pts em 23 lançamentos) e apesar do papel de passador, voltou a marcar mais de 30 pontos. E vão 12 jogos com mais de 30.

Tivemos um grande jogo dos Thunder
E se Durant ontem foi distribuidor, não podia ter pedido melhores receptores. Os Heat tentaram manter a bola fora das mãos de Durant, desafiaram os outros Thunder a ganhar-lhes e estes corresponderam. Lamb (18 pts, com 4-6 nos 3pts), Fisher (15 pts, com 5-5 nos 3pts), Ibaka (22 pts), Jackson (9 pts) e Sefolosha (9 pts) aproveitaram da melhor maneira a atenção defensiva sobre Durant e o espaço que sobrou para eles. 
E não foi só no ataque que os Thunder tiveram um esforço e um desempenho colectivo e completo. No outro lado do campo, defenderam como uma unidade coesa, rápida, móvel, com boas rotações, boas ajudas e que manteve LeBron e Wade fora da área restritiva durante a maior parte do jogo. 
Ontem, os Thunder mostraram que têm elenco para acompanhar a(s) sua(s) estrela(s) principal(is) e que têm Equipa para lutar pelo título.

Tivemos uma grande decisão de Scott Brooks
Mas tudo isto só aconteceu depois da ida de Perkins para o banco. Ao fim dos primeiros 5 minutos de jogo (os únicos que Perkins jogou), o resultado era 22-4 para os Heat. Depois da sua saída, nos restantes 43 minutos, os Thunder fizeram um parcial de 108-73! Mas antes que crucifiquem o pobre Perkins e digam que os Thunder são muito melhores sem ele, esclareçamos: os Thunder são muito melhores sem ele CONTRA OS HEAT. 
Contra equipas com cincos mais tradicionais e com um poste verdadeiro (Pacers, Clippers, Spurs, Rockets), os Thunder precisam da defesa de Perkins e este será um jogador importante em séries contra essas equipas. Mas contra os Heat, que não jogam com um jogador dentro, Perkins é um mismatch gigantesco (não tem velocidade nem mobilidade para defender Bosh até ao perímetro) e um perigo para a equipa .
Scott Brooks parece ter finalmente percebido (ou admitido) isso e optou pelo "small ball", com um cinco mais baixo, rápido e móvel (não só não voltou a colocar Perkins, como também não utilizou Steven Adams, que só entrou nos minutos finais, com o jogo resolvido). Escusado será dizer que com excelentes resultados.

E tivemos uma grande prova de que os Heat precisam mesmo de variar a defesa
Os Thunder provaram o que dizíamos no artigo anterior, sobre a defesa da equipa de Miami. Se dúvidas havia que as equipas já estão preparadas para a defesa pressionante dos Heat e já sabem explorar os seus espaços, foram ontem esclarecidas. Os Thunder mostraram como já a sabem atacar e aplicaram a mesma receita que os Pacers e outras equipas têm usado contra os Heat. 
Sempre que Durant ia para um pick and roll e sofria o 2x1, o bloqueador (Ibaka ou Collison, habitualmente) desfazia imediatamente para o topo do garrafão e recebia aí bola. A partir daí era sempre 4x3 para os Thunder, com um lançamento dali da linha de lance livre (como Ibaka fez várias vezes) se não viesse nenhum defesa ou, se viesse a rotação defensiva, uma assistência para um dos jogadores abertos na linha de 3.
Não foi por acaso que os Thunder fizeram o máximo de triplos num jogo desde que se chamam Thunder (16). Tal como várias equipas têm feito este ano, exploraram a situação de 4x3 que a defesa agressiva do pick and roll dos Heat provoca e conseguiram muitas situações de triplos sem oposição. 
O que mostra como os Heat precisam de um plano B na defesa. Porque o plano A já não apanha ninguém de surpresa e está até mesmo a funcionar contra eles.

29.1.14

Que é feito da defesa dos Heat?


Uma das imagens de marca dos Heat nas últimas duas (três) temporadas é a sua defesa intensa e agressiva, com muita pressão no perímetro e sobre os bases adversários e constantes 2x1 sobre o portador da bola nos picks and rolls. Nestas duas campanhas rumo ao título, os Heat habituaram-nos a "blitz" em quase todos os pick and rolls, com o defensor do bloqueador a sair com agressividade aos bases e a fazer sempre 2x1 (às vezes a persegui-los quase até ao meio campo):


É uma defesa arriscada e fisica e mentalmente exigente (que só é possível de executar com jogadores atléticos, rápidos, móveis e inteligentes e com muita e boa comunicação entre eles, pois deixa 3 defensores atrás para 4 atacantes e obriga a muitas e constantes rotações defensivas), mas com a qual os Heat têm tido muito sucesso. Conseguem quebrar as movimentações adversárias (às vezes logo à nascença), provocam muitos maus passes e turnovers e originam muitos contra-ataques (onde, como sabemos, são imparáveis).

Por isso, foi com espanto que o mundo viu a equipa de Miami mudar de estratégia. Nos últimos jogos, têm optado por uma defesa mais conservadora e tradicional nos pick and rolls, com o defensor do bloqueador a recuar, a dar um tempo de ajuda mais atrás e a defender a área restritiva:


E começaram logo as questões sobre o que se passaria com eles. Estarão a perder a identidade defensiva? Estarão a ficar mais velhos? Estarão a ficar cansados e já não conseguem defender com aquela intensidade? Estarão as lesões a pesar?

Mas a verdade é que, tal como os fãs se habituaram a ver aquela defesa, também as outras equipas se habituaram e já a esperam. E, claro, já se preparam para ela e já encontraram formas de a atacar (por exemplo, como os Pacers, com Hibbert e West a sairem mais cedo dos bloqueios e a receber a bola no topo do garrafão, para atacar 4x3).

Por isso, esta mudança defensiva não é uma perda de identidade da equipa, nem um sinal de decadência da sua defesa. Pelo contrário, é sinal de que também esta está a adaptar-se. E pode ser o melhor que os Heat fizeram. Mais: essa mudança pode mesmo ser decisiva na busca do threepeat. Porque assim, não só os adversários não se treinam e habituam ainda mais a atacar aquela defesa, como também conseguem poupar-se física e mentalmente para os playoffs.

É claro que defender exige hábitos e repetição e é algo que é preciso praticar e executar sempre. Quando precisarem dela, pode estar um bocado destreinada, mas não deve estar tanto que não consigam recuperá-la. Quando for preciso, os Heat podem voltar àquela defesa sufocante e pressionante (e há momentos nos jogos em que ainda o fazem). Afinal, é uma forma de defender que já dominam. Agora apenas não recorrem a ela constantemente. Agora têm um plano B. Porque se a defesa ganha campeonatos, defender sempre da mesma forma pode não ganhar. 

28.1.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - os nossos suplentes do All Star



Depois das vossas escolhas para os suplentes do All Star, é a vez das nossas na segunda parte desta edição cruzada BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA. Como diz o Madre, se calhar ninguém merece vestir aquelas camisolas, mas aqui ficam as nossas escolhas para os bancos do All Star Game:


OESTE

Chris Paul
James Harden
Damian Lillard
LaMarcus Aldridge
Dwight Howard
DeMarcus Cousins
Anthony Davis


ESTE

John Wall
Kyle Lowry
Jeff Teague
Roy Hibbert
Chris Bosh
DeMar DeRozan
Paul Millsap


A linha de raciocínio no Oeste foi fácil. Metemos todos os jogadores que mereciam sem dúvida ir e ficaram logo preenchidas seis vagas. E para quem tem dúvidas sobre DeMarcus Cousins por causa do recorde da equipa ou da sua falta de maturidade, em relação ao primeiro argumento, a eleição para o All Star é uma distinção individual. O recorde das equipas pode ser um argumento válido entre dois jogadores com uma produção semelhante ou aproximada. Nesse caso, o recorde da equipa pode desempatar. Mas quando se tem números muito melhores que a concorrência, o recorde da equipa não pode ser razão para não ser escolhido. E os de Cousins (22.6 pts, 11.6, 3 ast, 1.8 rb e 1.2 dl) são esclarecedores.

Quanto à maturidade, sim, Cousins tem de ganhar mais juízo e ser mais assertivo, mas isso só mostra o jogador assustador que ele pode ser. Se sem atingir o máximo do seu potencial tem estes números, imagine-se com mais juízo naquela cabeça. Mas, mais uma vez, com estes números é impossível deixá-lo de fora.

Restava então só uma vaga e aí tínhamos seis hipóteses: Dirk Nowitzki, Tony Parker, Anthony Davis, Mike Conley, Monta Ellis e Goran Dragic. Conley, Ellis e Dragic estão a fazer as melhores temporadas das carreiras, mas ficam um bocadinho atrás dos outros três (em números e/ou em eficácia). Já entre Parker, Davis e Nowitzki foi uma escolha muito difícil. 

Custa-nos deixar o francês de fora, mas porque já tínhamos três outros jogadores de backcourt e o jogador dos Spurs fica uns pozinhos atrás dos outros dois, não podíamos ir para ele. Depois entre Nowitzki e Davis foi outra escolha quase impossível. Nowitzki, aos 35 anos, continua a fazer números de elite (21.2 pts, 6 res, 3 ast, 1 rb, apenas 1.4 to e um PER de 23.2) e continua a ser o maior responsável pela temporada positiva dos Mavs. Mas Davis está com números ainda melhores (20.1 pts, 10.5 res, 3.1 dl, 1.6 rb e um PER de 26.2 - que é coisa já mesmo de elite) e está a afirmar-se como um dos melhores power forwards da conferência (e da liga).

__

No Este, a coisa foi mais complicada. Seguindo o mesmo raciocínio, começámos por aqueles que achamos que merecem sem dúvida ir. Mas aqui só preenchemos cinco vagas. 
Depois tínhamos quatro hipóteses de backcourt (DeRozan, Afflalo, Stephenson e Joe Johnson), e quatro de frontcourt (Millsap, Noah, Jefferson e Deng).

Joe Johnson? Uns furos (leia-se, números) atrás. Não. Os outros três têm números aproximados (DeRozan e Afflalo marcam mais pontos, mas Stephenson faz mais ressaltos e mais assistências). E aqui entraram os factores "sucesso da equipa" e "responsabilidade nesse sucesso" para desempatar. Afflalo perde por razões óbvias e entre DeRozan e Stephenson é à justa. Os Pacers estão em primeiro no Este, mas isso é menos inesperado que o quarto lugar dos Raptors. E Stephenson tem muito mais ajuda nos Pacers que DeRozan nos Raptors, por isso fomos para este último.

Para a última vaga, dois jogadores destacam-se entre aqueles quatro: Paul Millsap e Al Jefferson. E entre estes dois ex-companheiros de equipa, com números aproximados (17.7 pts, 8.2 res, 2.9 ast, 1.7 rb, 1.2 dl e um PER de 20.3 para Millsap; 18.9 pts, 10.5 res, 2.1 ast, 0.9 rb, 1.2 dl e um PER de 21 para Jefferson), entra de novo o nosso critério para o desempate. Millsap está a ser um dos grandes responsáveis pela manutenção do terceiro lugar dos Hawks depois de perderem Al Horford, por isso leva a nossa última vaga.

27.1.14

A história oral da era de David Stern


Quando David Stern chegou ao cargo de Comissário, em 1984, a liga tinha 23 equipas, tinha um problema de imagem (e de abuso de drogas entre muitos dos seus jogadores), estava muito atrás do futebol americano e do basebol em popularidade e audiências, os jogadores estrangeiros contavam-se pelos dedos e a fama da liga mal ultrapassava as fronteiras do território americano. 



30 anos depois, a liga tem 30 equipas (e a estudar planos para se expandir), a sua popularidade e e as suas audiências nunca foram tão altas, jogadores de todo o mundo (os melhores jogadores de todo o mundo) jogam nas suas equipas e a fama da liga chega aos quatro cantos do planeta.

Goste-se mais ou menos do homem (e acredite-se mais ou menos nas teorias da conspiração), é inegável que sem ele a NBA não era a mesma. David Stern transformou uma liga doméstica, secundária no panorama americano e irrelevante no panorama mundial num fenómeno global e numa das melhores (a melhor?) ligas desportivas do mundo.

A 4 dias do fim da sua era como Comissário (Adam Silver assume o cargo a partir de Fevereiro), e enquanto acabamos a segunda parte da edição cruzada BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA sobre os suplentes do All Star, deixamos aqui a sugestão do grande (em tamanho e em conteúdo) texto de David Aldridge sobre estes 30 anos de Stern.

É uma história longa, mas que vale a pena ler. Como ele diz na peça, esta é uma era sobre a qual se escreverão livros. E Aldridge é, provavelmente, um dos maiores candidatos a escrever um. Por isso, podem ir já lendo o esboço.

26.1.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - Os suplentes do All Star


O que é que vem a seguir aos titulares do All Star Game? Esta semana vamos fazer mais uma edição cruzada BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA para discutir quem são os jogadores que merecem um lugar entre os 7 suplentes de cada conferência. Deixem-nos aí hoje as vossas escolhas e amanhã deixamos aí as nossas.

Digam-nos lá então quem são os 14 jogadores (sete do Este e sete do Oeste) que merecem vestir estas camisolas daqui a três semanas em Nova Orleães:


25.1.14

Os All Stars do SeteVinteCinco


A conversa sobre os titulares do All Star não está completa sem sabermos os resultados da votação dos nossos leitores. Os resultados da votação mundial foram anunciados na madrugada de sexta e já deixámos aqui ontem a nossa opinião sobre as duas maiores injustiças desse escrutínio. Agora é tempo de saber quão igual ou diferente foi a vossa votação.



Recebemos 436 respostas (4360 votos) e para os leitores do SeteVinteCinco quem devia começar o All Star Game era:


OESTE



ESTE



O jogador mais votado no Oeste foi Kevin Durant, com 425 votos, e no Este foi LeBron James, com 433 votos. James foi, de resto, o jogador que recebeu mais votos. Aí ficam os votos dos cinco primeiros em cada posição:

Oeste

(backcourt)
Chris Paul - 336 votos
Stephen Curry - 319 votos
James Harden - 156 votos
Kobe Bryant - 18 votos
Damian Lillard - 10 votos

(frontcourt)
Kevin Durant - 425 votos
Kevin Love - 247 votos
LaMarcus Aldridge - 224 votos
Dwight Howard - 143 votos
Blake Griffin - 119 votos


Este

(backcourt)
Kyrie Irving - 191 votos
Dwyane Wade - 166 votos
John Wall - 153 votos
Jeff Teague - 112 votos
DeMar DeRozan - 90 votos

(frontcourt)
LeBron James - 433 votos
Paul George - 380 votos
Roy Hibbert - 153 votos
Carmelo Anthony - 127 votos
Chris Bosh - 95 votos

24.1.14

Triplo Duplo - episódio 4


No TRIPLO DUPLO desta semana, as nossas escolhas para os titulares do All Star (que foram um bocadinho diferentes das oficiais), Dominique Wilkins, Michael Jordan e os melhores dunkers de sempre, Durant a caminho do MVP, porque é que os Clippers se estão a sair tão bem sem Chris Paul e, para terminar, respondemos à pergunta do João Oliveira sobre os Wolves:


como sempre, podem descarregar em mp3 no link na descrição (no youtube)

As maiores injustiças do All Star Ballot



Já saíram os resultados da votação mundial para os titulares do All Star Game e logo à noite vamos revelar os resultados da votação que fizemos aqui no SeteVinteCinco (e vamos ver quão semelhante ou diferente será). Mas para já, uma palavra para dois jogadores (um de cada lado) que foram os maiores injustiçados nesta votação.

Já sabemos que esta eleição é um concurso de popularidade. Podemos discordar, podemos não gostar e podemos achar que no cinco inicial deveriam estar os melhores da temporada, mas quando é uma votação mundial e aberta a todos os fãs, não podemos esperar uma votação objectiva e com critérios puramente desportivos. Será sempre um concurso de popularidade.

E existirão sempre jogadores, que pelo rendimento desportivo mereciam um lugar, a ficar de fora. Estes são dois que este ano não mereciam de todo ficar:

LaMarcus Aldridge
O melhor power forward do Oeste (e da liga) nesta temporada ficou apenas em quinto nos jogadores de frontcourt (mesmo assim, bem melhor que o 12º lugar em que estava nos primeiros resultados revelados). Não acabou muito longe de Griffin e Love (a 78.000 votos de Griffin e a 51.000 de Love), mas a jogar como anda a jogar e com os Blazers no topo da conferência, Aldridge devia ser uma escolha óbvia até para os fãs mais distraídos (e ontem, nem de propósito, fez provavelmente o seu melhor jogo da temporada, com 44 pts - máximo de carreira -, 13 res, 5 ast e 2 dl!)






John Wall
O melhor base do Este nesta temporada. Podemos discutir se devia sair Wade ou Irving, mas é indiscutível que Wall merecia estar no lugar de um deles. Não só tem números melhores que qualquer um dos dois, como tem evoluído o seu jogo (algo que Irving, pelo contrário, não tem feito) e feito por merecer este selecção.
O base dos Wizards ficou em terceiro, mas muito atrás dos dois eleitos (a mais de 520.000 votos de Wade e a mais de 400.000 de Irving). E neste caso, nem o argumento da falta de espectacularidade e o "não é jogador para All Star, no All Star queremos é show" serve, porque Wall é dos bases mais espectaculares da conferência (e da liga) e é capaz de dar tanto ou mais espectáculo que Irving ou Wade.

22.1.14

Os 81 do 8


Faz hoje 8 anos que o 8 dos Lakers fez a segunda melhor marca de pontos na história da NBA. Os 100 pontos num jogo de Wilt Chamberlain foram sempre considerados o recorde mais seguro da liga, mas naquela noite Kobe conseguiu, pelo menos, colocá-lo em perigo e fazer acreditar que era possível lá chegar. E se é quase certo que ninguém alguma vez baterá esse recorde, também é quase certo que ninguém alguma vez ficará tão perto como Kobe. 

Para a história fica a linha de Bryant nesse jogo:


E os inacreditáveis 81, que podem ver todinhos aqui em 3 minutos:


20.1.14

Conversa de Bancada - All Star Saturday Night


No sábado, Paul George deixou-nos a todos de queixo caído com o Afundanço do Ano (pelo caminho recordando-nos de Vince Carter e do Concurso de Afundanços de 2000) e ontem deixámos aqui as nossas escolhas para os titulares do All Star Game


Por isso hoje, a propósito de grandes afundanços e do All Star, a CONVERSA DE BANCADA que lançamos é: que jogadores gostavam de ver na noite de sábado do All Star Weekend, nos Concursos de Afundanços e Triplos? Digam-nos cinco jogadores que queriam ver no Concurso de Triplos e cinco que queriam ver no de Afundanços (e, já agora, porquê).

19.1.14

Bater Bolas - os titulares do All Star


As votações para o All Star terminam amanhã e dia 23 serão anunciados os nomes dos jogadores escolhidos para o cinco inicial de Este e Oeste (e já participaram na nossa votação? Último dia para o fazer). Por isso, no BATER BOLAS de hoje respondemos à pergunta que muitos de vocês colocaram: quais são as nossas escolhas para esses lugares?

No dia 17 de Novembro, quando começaram as votações, partilhámos na nossa página no facebook a nossa votação:

Essas eram as nossas escolhas ao fim das primeiras três semanas de temporada. Entretanto, com mais dois meses de jogos decorridos (e algumas lesões), essas escolhas sofreram algumas alterações. Por isso, ao fim de cerca de 40 jogos, os jogadores que na nossa opinião merecem um lugar no cinco inicial de Este e Oeste são:



No backcourt do Este, Derrick Rose está obviamente fora destas contas e Jeff Teague foi ultrapassado por Kyle Lowry e John Wall. Lowry está a ser o melhor jogador dos surpreendentes Raptors (que, por esta altura, todos esperavam ver lá pelo fundo da tabela) e é um dos maiores responsáveis pelo seu 3º lugar na conferência. E Wall meteu outra mudança e tem sido o melhor base da conferência.

No frontcourt, sem qualquer surpresa, os votos para LeBron James e Paul George mantém-se (e acho que não preciso de explicar esses). Mas para a última vaga do frontcourt, temos de ir para Carmelo.
Com o regresso de Hibbert à terra depois de um grande começo de temporada (está a jogar bem, mas não o suficiente para ser titular do All Star) e a lesão de Al Horford (que tinha o lugar na mão até à lesão), temos de escolher o extremo dos Knicks. Apesar da temporada medíocre da equipa de Nova Iorque, Carmelo tem sido um dos melhores jogadores da conferência e não podemos ignorar os seus 26.1 pts, 9 res  (máximo de carreira, de longe), 3 ast e 23.5 de PER (segunda melhor marca da carreira). E apesar do cinco inicial pouco tradicional que isto dá, não há nenhum poste no Este que possa tirar este lugar a Carmelo.

Do outro lado, no backcourt do Oeste, Chris Paul deve estar recuperado por alturas do All Star, por isso, mesmo vindo de 5 ou 6 semanas de paragem, pela temporada extraordinária que estava a fazer até à lesão merece esse lugar. E Stephen Curry tem sido o jogador com a mão mais quente e certeira da NBA nestes dois meses (tanto para lançar - 23.5 pts, com 48.7% nos 2pts e 38.7% nos 3pts -, como para passar - 9.2 ast, 2º melhor na liga, atrás de... Chris Paul -).

No frontcourt, algum jogador merece mais que estes três? Podíamos escolher Dwight Howard se optássemos por um poste, mas não só não conseguimos tirar nenhum destes três daqui, como Aldridge pode jogar (como já jogou) a poste.


Já sabem, enviem as vossas perguntas por email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no facebook e aos Domingos respondemos aqui.

O Afundanço do Ano


Só para termos noção do que aconteceu ontem à noite: Vince Carter fez um 360 invertido com windmill no Concurso de Afundanços de 2000 que deixou toda a assistência boquiaberta, levou um 50 e foi eleito pelos fãs, em 2010, o Afundanço da Década dos concursos de afundanços (com 45% dos votos):


Ontem, Paul George fez esse afundanço EM JOGO! Senhoras e senhores, podem reservar já o primeiro lugar do top da temporada, temos o Afundanço do Ano:


18.1.14

Um Top 10 para recordar


Se ainda não viram o Top 10 de ontem, não sabem o que estão a perder. Porque ontem foi uma jornada para recordar e porque desconfio que vamos ver muitas destas jogadas no(s) top(s) das melhores do ano. Temos o Circus Shot do Ano, um candidato a Desarme do Ano, Tim Duncan a viajar no tempo, Vitor Oladipo a voar, mais um par de jogadas-de-cair-o-queixo de Blake Griffin e a noite de carreira de Kevin Durant:


FYI, Gary Payton


A propósito das declarações de Gary Payton sobre a falta de defesa na NBA actual:



17.1.14

Triplo Duplo - episódio 3


Bem, já desistimos de apontar para a meia hora de duração porque a conversa demora-se sempre mais e estica-se por mais tempo (mas como vocês dizem que não se importam de nos ouvir durante 45 minutos ou uma hora, olha, seja o que deus quiser). 

Por isso, com mais um bocadinho do que meia hora, aí têm mais um TRIPLO DUPLO, onde discutimos a troca entre Warriors, Celtics e Heat, os Thunder sem Westbrook, as afirmações de Gary Payton sobre a NBA actual e mais uns bitaites sobre os equipamentos para o All Star e sobre mais uma coisa ou outra:


Os All Stars do SeteVinteCinco


Últimos dias para votarem nos nossos/vossos All Stars. As votações estão abertas até segunda feira, dia 20, e no dia 23, quando forem anunciados os resultados oficiais, anunciaremos também os nossos (e veremos quão semelhante ou diferente da votação mundial será a nossa). Quem serão os All Stars para os leitores do SeteVinteCinco?


15.1.14

Lance-AllStar-alot


O anúncio é assim um bocadinho para o maluquinho (para não dizer completamente):


Já a ideia de Stephenson no All Star Game será assim tanto? Há um ano, seria uma ideia tão tresloucada como o anúncio acima, mas esta temporada pode não ser assim tão descabido.

A menos que haja uma reviravolta nas votações, os dois lugares no backcourt titular devem ir para Kyrie Irving e Dwyane Wade. Descontando os bases lesionados e fora destas contas (Rose, D-Will, Rondo), restam meia dúzia de candidatos para três possíveis/prováveis lugares entre os suplentes: John Wall, Jeff Teague, DeMar DeRozan, Kyle Lowry, Arron Afflalo e o próprio Stephenson.

Desses, dois merecem, na nossa opinião, ser escolhidos: Jeff Teague e John Wall. O que deixa DeRozan, Lowry, Afflalo e Stephenson para a última vaga no backcourt. O shooting guard dos Pacers está com 13.3 pts, 6.7 res, 5.2 ast e um PER de 15.1 (tudo máximos de carreira) e é o jogador com mais triplo-duplos esta temporada (3). Números suficientemente bons para o fazer entrar nesta discussão.

Mas números que não devem, no entanto, chegar para mais que isso. Lowry e DeRozan são os principais candidatos a essa última vaga, têm números melhores (15.9 pts, 7.3 ast, 4.1 res, 1.8 rb e um PER de 19.9 para Lowry; 21.3 pts, 4.4 res, 3.7 ast, 1.2 rb e 17.5 de PER para DeRozan) e estão a liderar os Raptors num sucesso inesperado. Mas só entrar nesta discussão (algo que há um ano pareceria uma ideia peregrina) é a prova daquilo que Stephenson evoluiu e cresceu como jogador.

13.1.14

Bater Bolas e Conversa de Bancada - Afundanço ou não afundanço?


Ontem foi a vossa vez, hoje é a nossa. Aqueles lançamentos demolidores de Blake Griffin sobre Mosgov, Perkins e Humphries são afundanços ou não? 





Nessas três jogadas, Blake Griffin não empurra a bola através do aro e nem sequer toca neste, mas antes atira a bola com violência a muito curta distância. Poderá ser um afundanço?

Um dos argumentos referidos para ser um afundanço (ou uma espécie de afundanço) é o facto de Griffin atirar a bola de cima para baixo. Mas também temos ganchos que são feitos acima do nível do aro (como o "sky hook" de Kareem). Esse tipo de lançamentos são feitos, muitas vezes, acima do aro e a trajectória da bola começa acima do aro e ninguém chamaria a isso um afundanço. 

É certo que esse tipo de lançamentos costumam ter arco. E esse é outro argumento também referido para o de Griffin poder ser um afundanço: o facto de neste caso, ao contrário dos ganchos, a bola não levar qualquer arco, já ter atingido o seu ponto quando sai da mão do jogador e a trajectória ser sempre descendente (Griffin atira a bola para baixo). Mas muitos lançamentos curtos de Shaquille O'Neal, por exemplo, também não tinham arco e ele atirava a bola para o cesto (muitas vezes de cima para baixo e às vezes a dois metros  ou mais do cesto). E também ninguém lhes chamaria afundanços (eram/são "jump hooks").

E não nos parece que a distância altere isso e mude o nome do lançamento. Sejam feitos a dois metros ou a 20 centímetros do cesto, continuam a ser "jump hooks" (em português, poderemos chamar-lhes um gancho curto?).

Se calhar devemos ir à origem e ao significado exacto da palavra. O termo "slam dunk" foi inventado nos anos 60 pelo histórico narrador dos Lakers, Chick Hearn (antes disso, era um "dunk shot").

Quanto ao significado exacto das palavras, "Slam" significa "atirar com força" ou "atirar provocando barulho" (como em "bater com a porta"; "he slamed the door"). "Dunk" significa "mergulhar" (como na marca Dunkin' Donuts, "afundar/mergulhar/afundar o donut no café"). 

Portanto, "slam dunk" pode ser traduzido de forma literal como "mergulhar com força" ou "afundar com força". Blake Griffin não mergulha ou afunda a bola no aro. Ele atira. E atirar é diferente de mergulhar. Usando o exemplo da Dunkin' Donuts, se alguém atirar um donut para dentro do café, não o mergulhou no café.

Por isso, na nossa opinião, não, aqueles lançamentos demolidores de Blake Griffin não são afundanços (e sim, o "afundanço" com que Dwight Howard ganhou o Concurso de Afundanços em 2008, também não é). Podemos não lhe chamar lançamento de curta distância ou jump hook e ter de inventar um novo nome para aquele gesto técnico (throwdunk? arremesso? remate de vólei?), mas afundanço não lhe podemos chamar.



No próximo domingo regressamos à edição normal do Bater Bolas. Já sabem, enviem as vossas questões para o nosso email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no facebook e aos domingos respondemos aqui. 

12.1.14

Bater Bolas e Conversa de Bancada - Afundanço ou não afundanço?


Como sabem e como temos feito nas últimas semanas, aos domingos respondemos às vossas questões no Bater Bolas e às segundas lançamos um tema para vocês discutirem na Conversa de Bancada. Mas esta semana vamos fazer a coisa um bocadinho diferente. Como hoje estou com trabalho para fazer e sem tempo para escrever o habitual Bater Bolas, vamos fazer um Bater Bolas/Conversa de Bancada em simultâneo e dividido em duas partes.

Hoje, lançamos para a discussão um tema sobre o qual alguns de vocês nos enviaram questões e amanhã mandamos o nosso bitaite sobre o mesmo.


E, como já devem ter percebido pela imagem, o tema é: os afundanços (ou não-afundanços) de Blake Griffin. Aqueles lançamentos demolidores do jogador dos Clippers sobre Mosgov, Perkins e, esta  semana, Humphries, em que ele atira a bola com violência para o cesto, mas sem chegar a tocar no aro. É um afundanço? Não é? Pode ser considerado como tal? É um lançamento de curta distância? É um novo tipo de lançamento? Um throwdunk? E porquê?

Deixem aí as vossas respostas e amanhã deixaremos aí a nossa.

11.1.14

X's e O's - os cornos dos Suns


Ontem tivemos uma noite animada, com 12 jogos e muitos motivos de conversa. Podia falar do Jogo das Alcunhas em Brooklyn, de LeBron James ter sido excluído por faltas apenas pela terceira vez como jogador dos Heat (e apenas a sexta vez na sua carreira), da tareia que os Clippers deram aos Lakers (a maior de sempre), da maldição que parece pairar sobre os bases (Eric Bledsoe e Jrue Holiday foram as últimas vítimas), da defesa dos Pacers que estabeleceu o recorde de menos pontos sofridos esta temporada (66!) ou do cesto da vitória de Stephen Curry

Mas não me apetece falar de nada disso. Apetece-me antes falar de um momento que passa facilmente despercebido no meio de tanta acção e tantas jogadas espectaculares e tantas manchetes: uma variação de uma das jogadas mais usadas pelas equipas da NBA que os Suns executaram para conseguir um triplo sem oposição. 

A jogada é a "Horns" (ou "cornos", se preferirem a terminologia em português). É um dos posicionamentos clássicos para iniciar um ataque e todas as equipas da NBA têm alguma jogada que começa assim. Um base no meio do campo, dois postes altos e dois extremos abertos nos cantos:


A partir deste posicionamento inicial, há mil e uma possibilidades para começar o ataque (o base pode aproveitar o bloqueio de um dos postes, o base pode passar a bola a um dos postes e cortar por cima desse jogador - o pinch post -, o base pode passar para um dos postes e cortar para o lado contrário, pode passar e fazer um bloqueio ao outro poste, etc, etc)

No jogo de ontem contra os Grizzlies, os Suns fizeram uma variação simples, mas inteligente da jogada que deu um lançamento exterior sem oposição a um dos postes. Começou, claro, com o posicionamento inicial da "Horns":


A partir daí, Dragic driblou para a direita, para receber o bloqueio de Channing Frye, num dos inícios também clássicos deste ataque:

Depois, em vez de Frye desfazer para o cesto (ou voltar a fazer um bloqueio a Dragic ou receber a bola a poste alto), a variação dos Suns: o poste do lado contrário, Miles Plumlee, bloqueia o defensor de Frye, Zach Randolph, e o jogador dos Suns abre para a linha de três pontos:

Este segundo bloqueio não dá qualquer hipótese a Zach Randolph (que tinha dado o tempo de ajuda sobre Dragic no primeiro bloqueio) de recuperar a tempo e deixa Frye completamente sozinho na linha de três pontos:




Frye não desperdiçou, três pontos fáceis para os Suns e uma variação interessante para equipas que tenham um poste (ou power forward) capaz de lançar de três. Podem ver aqui a jogada em movimento a partir dos 0:14: 


10.1.14

Triplo Duplo - episódio 2


Segunda edição do Triplo Duplo, onde discutimos a troca de Luol Deng e Andrew Bynum, o pedido de Kobe para não votarem nele para o All Star, a lesão de CP3 e o sucesso dos Warriors (e não se pode falar bem de ninguém, porque logo nessa noite - gravámos quarta feira à noite - perderam):


8.1.14

Os nossos All Stars


Já votaram nos nossos/vossos All Stars? Como anunciámos na semana passada, até dia 20 estamos a fazer uma votação entre os leitores do SeteVinteCinco (para compararmos depois com a votação mundial). Quem irão ser os nossos All Stars?




(não se esqueçam que têm de votar segundo as regras da NBA e têm, por isso, de escolher dois jogadores de backcourt e três de frontcourt)

7.1.14

Uma lu(ol)fada de ar fresco


Ora então: finalmente terminou a novela "Andrew Bynum". Só que teve twist no fim e não o final que se esperava. Depois de dias a fio de rumores sobre a troca de Bynum por Gasol, à última da hora (hoje era o último dia para o contrato de Bynum não ser garantido para o resto da temporada) a equipa de Cleveland encontrou uma alternativa. E uma bem melhor, já agora. 

No próximo Triplo Duplo vamos obvia e obrigatoriamente dissecar esta troca (e o que esta significa para as duas equipas), por isso hoje vamos só falar do bom negócio que é para o lado dos Cavaliers. 

Como dissemos quando o contrataram em Julho, a aposta em Bynum era uma aposta de baixo risco para os Cavs. As condições eram muito favoráveis para a equipa (e foram essas condições que lhes permitiram agora fazer um negócio tão bom) e tinham muito mais a ganhar do que a perder. Na melhor das hipóteses, ficavam com equipa para ir aos playoffs. Na pior das hipóteses, dispensavam Bynum e ficavam com o espaço salarial intacto. Ora, os Cavs conseguiram melhor.


Conseguiram transformar o fracasso monumental (no campo e, segundo parece, no balneário) que foi Bynum num All Star para a posição mais fraca do cinco inicial da equipa e a posição onde mais precisavam de fazer um upgrade. É um grande reforço tanto para o ataque (19 pts e 3.7 ast este ano; 16.1 e 2.5 na carreira), como para a defesa (6.9 res e 1 rb este ano; 6.4 e 1 na carreira; e um defensor individual muito bom, capaz de defender os melhores small forwards da liga), um veterano com experiência e um jogador com uma reputação e espírito de equipa exemplares. 

Está bem que pode ser apenas um "aluguer" por metade da temporada e ainda terão de o convencer a ficar depois desta temporada (o contrato de Deng, como sabem, termina no fim desta época e ele é free agent no próximo verão; e isso é, de resto, a única coisa que impede este de ser um negócio perfeito para os Cavs), mas é uma adição perfeita para a equipa. E podem transformar o fracasso monumental que tem sido a temporada numa época positiva.

Um Bynum saudável e motivado colocava-os ao nível dos playoffs. Todos sabemos como isso (não) resultou. Pois bem, agora com Deng as aspirações de playoffs são renovadas e a equipa de Cleveland volta a essa luta. A época começa agora para os Cavs.

6.1.14

Conversa de Bancada - Estes Guerreiros são de verdade?


Na Conversa de Bancada de hoje, lançamos a discussão sobre a equipa mais quente da liga neste momento: os Golden State Warriors. Dissemos em Outubro, no Boletim de Avaliação da equipa, que foram um dos vencedores da offseason e iriam ser uma das equipas mais excitantes de seguir este ano. E não estão a desiludir. 

Depois de um começo um pouco irregular (também por culpa da lesão de Iguodala e de lesões em todos os postes suplentes), vão com 9 vitórias seguidas e já estão em 4º lugar do Oeste, com 23-13 (e 16-3 nos jogos em que tiveram todos os titulares disponíveis). 

Com os Clippers (5ºs) sem Chris Paul durante (pelo menos) o próximo mês e meio e uns Rockets (6ºs) irregulares, vão deixar essa concorrência para trás e ficar nos quatro primeiros da conferência (e conquistar a vantagem-casa para os playoffs)? E depois nos playoffs, poderão fazer melhor que no ano passado? Até onde podem ir Stephen Curry e estes Warriors?

5.1.14

Bater Bolas - a luta pelo MVP


Hoje batemos umas bolas sobre a corrida ao prémio de Jogador Mais Valioso. LeBron James ganhou o prémio nas últimas duas temporadas (e quatro vezes nos últimos cinco anos) e o João Lemos pergunta se, para levá-lo para casa uma terceira vez consecutiva, o jogador dos Heat terá de fazer uma época muito superior aos seus concorrentes (e em particular uma época muito superior a Kevin Durant) pois pode sofrer de um efeito de habituação (já é normal LeBron jogar a este nível) e os votantes não quererem recompensar sempre o mesmo jogador e querer dar o MVP a um jogador diferente.



É uma possibilidade real. O painel de votantes (jornalistas e comentadores desportivos) gosta de variar os vencedores dos prémios e não os tornar previsíveis. E também costumam gostar de uma boa narrativa por trás de cada prémio (o jogador que se superou, o jogador que carregou uma equipa menos favorita até onde ninguém pensava possível, o jogador que surpreendeu toda a gente, o underdog que venceu as adversidades, etc). Por isso, sim podem desejar um vencedor e uma narrativa diferentes (a história do domínio de LeBron já é velha). 

Mas também é verdade que, se a vantagem de um jogador for clara e não tiver concorrência à altura, eles são capazes de o recompensar repetidamente (Ben Wallace foi o Defensor do Ano quatro vezes em cinco anos e Dwight Howard ganhou esse prémio três anos consecutivos). Que é o que tem acontecido com LeBron. Já não é novidade, mas continua a ser a realidade. E a verdade, também, é que a concorrência de LeBron é reduzida.

Porque só os números individuais não chegam e o prémio costuma ir para jogadores cuja grande temporada individual é acompanhada pelo sucesso da equipa. Ou seja, fazer uma época com números muito bons numa equipa que não está no topo não chega (concorde-se ou não, compreende-se, pois o basquetebol é um jogo colectivo e se a contribuição individual não corresponder a vitórias e sucesso colectivo não tem a mesma importância; é claro que isso penaliza os bons jogadores que joguem em equipas medíocres e não importa o que eles façam que dificilmente ganharão, mas são essas as regras implícitas do prémio). 

Michael Jordan, por exemplo, dominou a liga durante mais de 10 anos, tinha números estratosféricos ano após ano e se avaliássemos apenas os números ganhava o prémio (quase) todos os anos, mas ganhou "apenas" cinco vezes. E Shaquille O'Neal só ganhou o prémio uma vez! Na votação do MVP o contexto conta.

E isso reduz muito o lote de candidatos. Kevin Love, por exemplo, com os Wolves em 9º, pode fazer 30-20 na temporada que nunca levará o prémio. Chris Paul estava a construir uma séria candidatura, mas com esta lesão deve perder esse comboio. Stephen Curry (e os Warriors) ainda não está nesse patamar e será recompensado primeiro com uma ida ao All Star. Damian Lillard idem. Paul George afirmou-se como o melhor jogador dos Pacers (e tem o sucesso da equipa a acompanhar), mas não tem números tão bons. Tony Parker também está com números um bocadinho inferiores ao das épocas anteriores e não rivaliza com os de LeBron.


O que só deixa dois candidatos à altura de LeBron neste momento: LaMarcus Aldridge, que tem os números e o contexto. Está a fazer a melhor temporada da carreira (23.3 pts, 11.1 res, 3 ast , 1 dl e apenas 1.6 to) na melhor temporada da equipa. Um jogador a jogar o melhor basquetebol da sua vida e a liderar a sua equipa até onde ninguém esperava que estivesse. É uma história de MVP e se continuar com estes números até ao fim da época e os Blazers se mantiverem nos três primeiros do Oeste estará entre os três candidatos.

E o outro é, claro, Kevin Durant. Que é o maior concorrente de LeBron neste momento. Com Russell Westbrook de fora, os números de Durantula vão, previsivelmente, subir. E se ele continuar a carregar a equipa e começar a fazer exibições heróicas como a de ontem com os Wolves, sim, LeBron vai ter de ser muito melhor para não darem o prémio ao jogador dos Thunder. Porque a narrativa do jogador que eleva o seu jogo e consegue manter a equipa no topo mesmo sem o segundo melhor jogador da equipa será irresistível para os votantes.


Enviem as vossas questões por email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook, e aos domingos respondemos aqui (a uma ou mais).

O que fazer com tantas lesões?


Bem, as sextas feiras começam a ser malditas. Mais uma sexta feira, mais um par de jogadores lesionados com (alguma) gravidade. Depois de Marc Gasol e Derrick Rose numa sexta e Al Horford e Russell Westbrook noutra, esta sexta foram Chris Paul e Ryan Anderson a cair.


CP3 separou o ombro e, dependendo da gravidade, terá um tempo mínimo de paragem de três a cinco semanas. Anderson saiu de maca (depois de ter colidido com Gerald Wallace) com uma lesão na zona cervical. Ainda não se sabe nem a gravidade nem o possível tempo de paragem, mas uma lesão naquela zona vai com certeza ser tratada com toda a cautela e Anderson não regressará sem terem a certeza que é seguro.

Eram já seis as equipas que tinham perdido o seu melhor jogador (ou um dos melhores) para o resto da temporada ou por períodos prolongados e agora a conta aumentou para oito. 

No caso dos Clippers, o golpe é, obviamente, duro. Perdem o melhor jogador, o cérebro e maestro da equipa (que estava a fazer uma enorme temporada - 19.6 pts, 11.2 ast, 4.6 res e 2.4 rb - e estava entre os candidatos a MVP). Nos Clippers, tudo começa em Chris Paul (é ele que inicia o ataque e é ele a primeira linha de defesa) e cinco semanas (pelo menos) sem ele podem custar-lhes alguns lugares no posicionamento para os playoffs (se havia alguma dúvida sobre a importância de CP3, o espancamento que levaram ontem dos Spurs foi esclarecedor).

No caso dos Pelicans, perdem o melhor marcador da equipa (19.8 pts, com 41% de 3pts) e um jogador muito importante na movimentação ofensiva. Anderson é o "4 aberto" (o stretch four) que abria o meio tanto para Anthony Davis como para as penetrações de Holiday, Gordon e Evans e o jogador que lhes dava mais mismatches e desequilíbrios defensivos. Vamos ver quanto tempo Anderson fica de fora e vamos ver se os Pels não perdem terreno na luta pelos playoffs.

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As lesões continuam assim a marcar esta temporada. Mas, segundo a NBA, não temos tido mais lesões que em anos anteriores. O número de lesões significativas (lesões onde os jogadores perdem 10 ou mais jogos) mantém-se semelhante ao dos últimos anos. Mas este ano estão a acontecer a mais jogadores de topo e isso dá a impressão que estamos a ter mais lesões. Parece que afinal estamos a apenas a ter mais azar nos jogadores a quem as lesões estão a acontecer.

De qualquer forma, sejam em estrelas sejam em jogadores secundários, as lesões privam-nos sempre de ver as equipas no seu melhor e prejudicam sempre a competição e o espectáculo. Por isso se calhar era altura de começar a pensar como reduzir esse número.

É claro que as lesões farão sempre parte do jogo e nunca deixarão de existir (era bom que existisse na vida real, mas a opção de desligar as lesões só existe nos videojogos), mas tudo o que possa ser feito para as reduzir e melhorar a competição e o espectáculo deve ser considerado.

E a primeira coisa óbvia a considerar é mudar o calendário e reduzir o número de jogos. Os 82 jogos da temporada regular são um calendário brutal e exigente e que não sofre alterações desde os primórdios da liga. Os métodos de treino evoluíram, a preparação física evoluiu, a medicina desportiva e os métodos de recuperação evoluíram, a nutrição evoluiu. Todos os aspectos do jogo evoluíram e sofreram alterações ao longo do tempo, menos o número de jogos.

É obvio que isso é algo que não vai acontecer tão cedo (se alguma vez acontecer), pois mexe com toda a estrutura e história da liga (que se faz aos recordes? teriam de ser todos revistos ou ajustados daqui para a frente? e os contratos televisivos? menos jogos significa menos dinheiro para as equipas?), mas é algo que a liga tem, pelo menos, de considerar e estudar. Menos jogos, mas melhores jogos durante a temporada regular e equipas no seu melhor nos playoffs? Era bom para todos.

3.1.14

Triplo Duplo - episódio 1


Agora, para além de lerem as coisas que escrevo para aqui, também me podem ver e ouvir a dizer coisas sobre a NBA:


Como digo aí no vídeo (é logo ao início, por isso pelo menos até aí devem ter aguentado!), o Triplo Duplo é um projecto em conjunto com a NBA Fans Portugal e o Fórum NBA Portugal. Semanalmente vamos juntar-nos para debater, discutir e falar sobre o melhor basquetebol do mundo e às sextas podem ver o resultado (aqui ou no canal do Triplo Duplo no youtube).

Se não puderem (ou não quiserem) ficar a olhar para nós durante meia hora (este durou um bocadinho mais, mas vamos apontar para essa duração), podem também fazer download do programa em mp3 e ouvir-nos apenas (a caminho do trabalho ou da escola, antes de adormecer, durante o banho...).

Para começar, fizemos um pequeno balanço da temporada e das histórias que marcam a época até agora. Espero que gostem e nos acompanhem nos próximos (se não gostarem, amigos como dantes!). 

2.1.14

O outro lado das trocas


As trocas de jogadores são um tema omnipresente entre quem acompanha a NBA. Animam as conversas de todos os fãs e discutimo-las em todo o lado, em casa, na escola, no trabalho, no café com os amigos, na net, em grupos e fóruns. Quem devia contratar quem, quem devia ser dispensado, quem devia ser trocado, eu trocava este por este, mandava aquele para aqui ou ali, ia buscar aquele ou aqueloutro. Dão para horas e horas de conversa e muitas discussões animadas.

Para nós que vemos de fora os jogadores são peças num tabuleiro. Peças que são trocadas, negociadas, arrumadas e rearrumadas, peças ao serviço dos objectivos desportivos e comerciais de uma equipa. E com tanta conversa e discussão sobre trocas e rumores e cenários e estratégia, é fácil esquecermo-nos que não estamos a falar apenas de peças de um jogo e que por trás de cada jogador está uma pessoa. 

É um lado que raramente temos oportunidade de ver: o lado humano (e privado) das trocas. Ouvimos sempre as declarações oficiais das equipas e o discurso dos jogadores e treinadores de que isto é um negócio e que têm de estar preparados para essas situações e tudo isso, mas sempre que acontece uma troca, para além do lado basquetebolístico e de negócio, há também companheiros de equipas que se separam, amigos que se despedem, jogadores que mudam de vida de um dia para o outro e, quase sempre, sem aviso.

Um lado que temos a rara oportunidade de testemunhar neste episódio do Open Gym (que passa  na NBA TV no Canadá). A equipa de reportagem canadiana estava a acompanhar a viagem da equipa de Toronto e estava lá no balneário do Staples Center no momento em que os jogadores dos Raptors souberam que Rudy Gay, Quincy Acy e Aaron Gray tinham sido trocados (a partir dos 10:30):

(via Basket4us)