28.2.14

O episódio 9 do Triplo Duplo...



... só vem na próxima semana. Os meus companheiros de videocast não tiveram disponibilidade para gravar esta semana, por isso hoje não temos TRIPLO DUPLO. As nossas desculpas e na próxima semana teremos novo episódio sem falta.

O fim da linha - episódio 2


Serviço Público
o segundo episódio de "The Finish Line", a série do Grantland sobre Steve Nash:


26.2.14

A última temporada


Sabem quem é o mais recente membro da blogosfera da NBA e que tem um blogue desde o início de 2014? Derek Fisher. O ex-Laker e actual base dos Thunder já anunciou que se vai retirar no final desta temporada e decidiu registar para a posteridade as experiências e memórias desta sua última época da carreira.



Como escreveu no seu primeiro post, "normalmente, os fãs ouvem comentários meus e dos outros atletas através dos meios de comunicação, através dos olhos e ouvidos de outra pessoa. E muitas vezes, quando me fazem uma pergunta antes ou depois de um jogo, não estou sempre num estado de espirito reflectivo, por assim dizer.

(Por isso, é) uma oportunidade para os fãs (... ) ouvirem a minha perspectiva directamente de mim. (...) Serão os meus pensamentos e a minha perspectiva."

Para além das reflexões pessoais sobre esta sua última temporada, Fisher fala também sobre a NBA e sobre a temporada dos Thunder (no último post fala, por exemplo, do regresso de Russell Westbrook), por isso é uma oportunidade única de acompanhar por dentro a época deste jogador e desta equipa. Uma leitura muito interessante e para acompanhar.

25.2.14

Oops, he did it again


JR Smith diz que a seguir vai começar a puxar os calções dos adversários para baixo:


Agora a sério, este tipo é um caso perdido, não é?

24.2.14

Conversa de Bancada - Quem vai aos playoffs?


Na semana passada, quisemos saber as vossas escolhas para os prémios individuais da temporada. Na CONVERSA DE BANCADA desta semana passamos do individual para o colectivo. Com menos de 30 jogos para terminar a temporada regular, aproximamo-nos rapidamente da fase decisiva desta primeira fase. E se várias equipas (como se esperava) têm já a presença praticamente garantida nos playoffs, várias outras lutam arduamente por um lugar nessa fase.


No Este, a seguir a Heat e Pacers, está tudo completamente em aberto. O 4º (Bulls) e o 11º (Knicks) estão separados por 9 jogos e tudo parece possível de acontecer até Abril. No Oeste, Warriors, Suns, Mavs e Grizzlies estão separados por apenas dois jogos e uma destas vai ficar, provavelmente, fora dos playoffs.

Por isso, o que perguntamos hoje é: Quais são as oito equipas de cada conferência que se vão apurar para os playoffs?

23.2.14

As melhores linhas de 2013


Como faz todos os anos por alturas do All Star, a Associação de Escritores Profissionais de Basquetebol (dos Estados Unidos) anunciou na semana passada os melhores textos escritos (em inglês) no último ano sobre a NBA. Foram revelados os três melhores textos de 2013 nas três categorias a concurso: crónica de jogo, coluna e reportagem. Nove boas leituras para qualquer fã:



Crónica de jogo:

1º - Baxter Holmes, do Boston Globe, com a crónica do regresso de Doc Rivers a Boston

2º - Ethan Skolnick, do Palm Beach Post, com a história do milagroso final do jogo 6 das Finais



Coluna:

1º - Kevin Arnovitz, do ESPN.com, com o texto sobre a saída do armário de Jason Collins

2º - Ramona Shelburne, da ESPN Los Angeles, com o texto sobre o impacto da lesão de Kobe no futuro dos Lakers



Reportagem:

1º - Baxter Holmes, do Boston Globe, com a extensa (e excelente) reportagem sobre Brad Stevens e o seu percurso até chegar a treinador dos Celtics: The Making of a Coach - parte 1; parte 2; parte 3

2º - Brian Windhorst, do ESPN.com, com a história oral da lotaria do carregado draft de 2003

3º - Jonathan Abrams, do Grantland, com a história do talento desperdiçado de Korleone Young (uma das maiores promessas da sua geração, que foi directamente do liceu para NBA, mas que se perdeu pelo caminho)

21.2.14

Triplo Duplo - Episódio 8


No TRIPLO DUPLO desta semana, o obrigatório balanço do All Star, o obrigatório balanço do dia de fecho das transferências e das trocas que tivemos (e das que não tivemos) e ainda a (não obrigatória, mas apeteceu-nos falar dela) resposta de Bill Russell ao Monte Rushmore de LeBron:


19.2.14

Os prémios da (meia) temporada


Na última CONVERSA DE BANCADA disseram quem, da vossa justiça, vai na frente da corrida para cada um dos prémios individuais da temporada. Entre algumas escolhas mais unânimes (como a do MVP) e outras mais divididas (como a do Defensor do Ano), tivemos muitas e variadas opiniões. Hoje é a nossa vez. Aí ficam os nossos líderes na corrida para cada um dos troféus:




MVP - Kevin Durant
Esta sempre foi uma corrida com dois claros favoritos (para além de Durant e LeBron, apenas Chris Paul e LaMarcus Aldridge ameaçavam entrar na luta) e Durant tomou claramente a dianteira nos últimos meses. O jogador dos Thunder tem tudo para ganhar o prémio e era preciso uma hecatombe do próprio ou uma segunda parte de temporada sobre-humana de Lebron para o impedir de ganhar. Tem o contexto (mesmo sem Westbrook mantém os Thunder no topo da liga, com exibições heróicas) e os números (31.5 pts, 8.8 res, 5.5 ast e 30.9 de PER!) para estar claramente à frente desta corrida.

perseguidor: LeBron James

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Defensor do Ano - Roy Hibbert
Este também não nos oferece muitas dúvidas. Hibbert é o melhor defensor e a âncora da melhor defesa da liga (e a melhor, destacada: os Pacers sofrem 90.5 pts/jogo e a única equipa que se aproxima são os Bulls, com 92.4; a 3ª melhor são os Grizzlies com 94.5) e é o jogador com o maior impacto defensivo em toda a NBA (tem o melhor Def Rtg da liga, com 94, o que quer dizer que os Pacers sofrem apenas 94 pontos por cada 100 posses de bola quando ele está em campo). É ainda o segundo da liga em desarmes de lançamento (2.5/jogo) e o 1º na percentagem de lançamento dos adversários junto ao cesto (41.6%).
E não são só os números que o justificam. Para além dos desarmes e das coisas que aparecem nas estatísticas, Hibbert é exemplar nas ajudas e na protecção do cesto e é o mestre dos 2.9 segundos. Ninguém usa o tempo que pode ficar no garrafão (sem fazer 3 segundos defensivos) melhor que o poste dos Pacers.

perseguidores: Anthony Davis, LeBron James

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Rookie do Ano - Michael Carter-Williams
MCW é o melhor rookie em pontos (17.1; Trey Burke é 2º, com 12.5), assistências (6.3; Burke é 2º, com 5.5) e roubos de bola (2.1; Victor Oladipo é 2º, com 1.4). Numa colheita de rookies fraca, esses três são os únicos candidatos e a escolha é fácil.

perseguidores: Victor Oladipo, Trey Burke

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Treinador do Ano - Jeff Hornacek
O que é mais difícil? Tornar uma equipa boa numa muito boa ou pegar numa equipa má e torná-la boa? Vogel era um dos que merecia ganhar no ano passado e se ganhar este ano (pela continuação do trabalho de anos anteriores e pela continuação do desenvolvimento dos jovens Pacers) o prémio não estará mal entregue. Mas o trabalho que Hornacek tem feito nos Suns tem sido notável. Ninguém imaginava que, em fevereiro, os Suns estariam onde estão (6º lugar do Oeste, com 31-21) e a jogar como estão. Esta equipa é um exemplo consumado de jogo colectivo, superação e do princípio de que uma equipa deve ser mais do que a soma das suas partes.

perseguidor: Frank Vogel

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Melhor Sexto Homem - Jamal Crawford
Ginobili continua, aos 36 anos, a contribuir de forma significativa nos Spurs, Gibson é um dos jogadores que deu um salto este ano e afirma-se como o futuro power forward titular dos Bulls e Markieff Morris é um dos jogadores que mais frutos está a colher do trabalho de Jeff Hornacek, mas nenhum suplente tem sido tão importante para a sua equipa como Crawford para os Clippers.
Marca mais do que muitos titulares (18.7/jogo) e é uma peça fundamental no ataque dos Clippers, que, com as lesões de Paul e Redick, muito têm precisado do seu ataque instantâneo e da sua capacidade de criar lançamentos.

perseguidores: Manu Ginobili, Taj Gibson, Markieff Morris

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Jogador Mais Evoluído - Lance Stephenson
Este é sempre o prémio mais subjectivo e mais difícil de avaliar de todos. Há mil e uma possibilidades de um jogador evoluir e melhorar a sua produção (um jogador do fundo do banco numa equipa que tem uma oportunidade e um aumento de minutos noutra equipa, um jogador mediano que dá o salto para o topo, um jogador jovem que continua o seu desenvolvimento natural, uma estrela que melhora algum aspecto do seu jogo, etc) e há, por isso, sempre inúmeros candidatos possíveis.
Podíamos escolher DeRozan por ter dado o salto de jogador mediano para All Star, Paul George por ter dado o salto de All Star para super-estrela e "franchise player", Dragic por ter melhorado bastante os números apesar de jogar praticamente os mesmos minutos, Markieff Morris por ter passado de irrelevante para suplente valioso, Robin Lopez por continuar a evoluir e a trabalhar no seu jogo ofensivo ou mais uma mão cheia de jogadores por uma mão cheia de razões diferentes.

Mas a nossa escolha vai para o shooting guard dos Pacers, que não só quase dobrou os seus números (8.8 pts, 3.9 res e 2.9 ast em 2012-13; 14.1 pts, 7.2 res e 5.2 ast em 2013-14), como passou de jogador promissor, mas irregular e com um papel secundário na equipa para peça fundamental da equipa.
No ano passado, a ideia de Stephenson como possível All Star seria completamente descabida e, como já dissemos antes, só o facto de este ano ter entrado nessa discussão é a prova de como ele evoluiu e se tornou um jogador muito completo.

perseguidores: DeMar DeRozan, Paul George, Goran Dragic, Reggie Jackson, Robin Lopez, Markieff Morris

17.2.14

Conversa de Bancada - os prémios da temporada



A pausa do All Star marca o meio (oficial) da temporada regular. E o que é que isso significa? Balanços de meio da temporada. Por isso, na CONVERSA DE BANCADA de hoje queremos saber as vossas previsões para os prémios individuais da época. Digam-nos quem, da vossa justiça, vai na frente da corrida para cada um dos troféus:

- MVP
- Defensor do Ano
- Rookie do Ano
- Treinador do Ano
- Melhor Sexto Homem
- Jogador Mais Evoluído

16.2.14

Ontem soube-me a pouco


Como imagino que soube a todos os fãs que ficaram acordados para ver aquela espécie de concurso de afundanços. Ficar acordado para ser desiludido pelo concurso de afundanços tem feito parte da experiência do All Star nos últimos anos. Mas "desilusão" parece pouco para descrever o Slam Dunk Contest deste ano. Já lá chegaremos. Para já, vamos, pela ordem dos eventos, ao balanço duma noite de sábado que soube a pouco:

Os dois primeiros concursos são só para aquecer e entreter enquanto esperamos pelos dois que todos querem ver; mesmo assim, uns comentários:


Shooting Stars
Linha de Chris Bosh no concurso: 2-8 da linha de 3 pts, 2-2 de meio campo!
O Shooting Stars é, basicamente, um concurso de lançamentos de meio campo (os outros lançamentos são feitos com facilidade e o que todos queremos ver é os jogadores ex-jogadores a tentar marcar de meio campo) e Bosh foi perfeito daí. Lançou dois, marcou dois e a equipa Bosh-Wilkins-Cash revalidou o título. Yey!

Skills Challenge
O novo formato em duplas não acrescentou nada. Pelo contrário, retirou-lhe uma estação de passe (a do passe picado), o que deu um percurso muito fácil (basicamente tinham de fazer dois lançamentos na passada, um de meia distância e um passe de peito). Um concurso de skills não devia ter mais... skills? Não devia ser um percurso que qualquer pessoa na bancada conseguiria fazer.


E os dois que todos ficámos acordados para ver:


Concurso de Triplos
Um dos melhores elencos dos últimos anos acabou por dar um concurso muito morno, que se salvou  pela ronda final. Quando parecia que Belinelli ia ganhar um concurso muito ensonso, Beal marcou os últimos seis lançamentos, empatou a final e trouxe um bocadinho de emoção à competição (e um triplo do canto podia, de novo, roubar uma vitória quase assegurada de um Spur).
Mas Belinelli fez a melhor pontuação da noite na ronda de desempate (no sistema de pontos anterior teria feito 20 pontos, o que igualaria a oitava melhor marca da história do concurso) e tornou-se o terceiro europeu a vencer o concurso (depois de Stojakovic e Nowitzki).

Mesmo com o carro especial de money balls (e mais pontos possíveis), à excepção da ronda final de Belinelli, não tivemos grandes pontuações. Os maiores nomes desapontaram (Curry, Love e Irving fraquinhos, Joe Johnson possivelmente a pior participação de sempre!) e foram dois dos menos conhecidos (e menos favoritos) a dar mais espectáculo. Os lançamentos de Beal (com um gesto técnico perfeito) e a última ronda de Belinelli foram das melhores coisas que vimos toda a noite.


E o Concurso de Afundanços
Foi só isto? Já tá? A sério?! Num concurso que soube a tão pouco, salvou-se um grande afundanço de John Wall, ...


um belo afundanço de Paul George, ...


e pouco mais. Ao menos a votação foi justa e ganhou a melhor equipa e o melhor afundanço. Mas também foi tão desequilibrado que era impossível haver alguma injustiça.

Para começar, este formato não ajudou a apreciar os afundanços. Na ronda preliminar, o modelo livre não deixa que se pare e aprecie devidamente os afundanços (também não houve nenhum fora de série, apenas um bom do Lillard e pouco mais) e a ronda dos duelos foi tão desequilibrada e tão fraquinha que deu apenas para ver um afundanço de cada jogador e acabou!

Este formato não é tão mau como pareceu ontem e pode ser mais interessante do que foi (ontem tivemos apenas uma prestação muito fraca do Oeste e um concurso muito desequilibrado), mas a verdade é que o problema deste concurso não era o formato, era a ausência de estrelas. Este ano tivemos estrelas, mas vamos ficar a pensar o que elas podiam ter feito no formato anterior.

Foi o concurso de afundanços mais rápido de sempre e fica a sensação que se desperdiçou o elenco que estava em competição e uma oportunidade para recuperar o interesse na prova. Se a NBA quer  que este concurso volte a ser relevante devia regressar ao formato anterior e continuar a levar mais estrelas ao concurso. Porque assim soube a muito pouco.

14.2.14

Triplo Duplo - Episódio 7


Começa hoje o All Star e, como não podia deixar de ser, é disso que se fala no TRIPLO DUPLO desta semana. O que esperamos deste Fim de Semana das Estrelas, os eventos que mais queremos ver, a participação histórica de Damian Lillard e a discussão anual de LeBron James no Concurso de Afundanços (discussão que queremos/tentámos encerrar de uma vez por todas). 

É uma edição quase exclusivamente dedicada ao All Star, mas onde ainda houve tempo para falar de trocas e de alguns dos maiores candidatos a mudar de ares até dia 20 e do incidente entre Marcus Smart e o fã da universidade de Texas Tech:


E bom All Star, pessoal!

O fim da linha para Steve Nash?


Se ainda não viram o primeiro episódio de "The Finish Line", a série que o Grantland está a fazer sobre Steve Nash e a sua luta para regressar aos campos (que pode acabar por ser uma série sobre o fim da sua carreira e o seu confronto com essa realidade), façam um favor a vocês próprios e carreguem no play se faz favor:


13.2.14

X's e O's - O cesto da vitória de James Harden


A jogada que anda nas bocas do mundo hoje é o cesto da vitória de LeBron James, mas como essa foi uma jogada individual e básica (uma grande jogada individual, não me interpretem mal; apenas não há muito para analisar, LeBron jogou 1x1 e fez um grande lançamento), quero falar do outro cesto da vitória do dia e da jogada que deu a vitória aos Rockets sobre os Wizards:


Uma jogada sobre a qual estou dividido. Será uma grande jogada dos Rockets ou uma má defesa dos Wizards? Foi uma movimentação engenhosa para libertar James Harden, mas que não devia ter apanhado os Wizards tão de surpresa.

Porque a jogada que os Rockets fizeram é uma jogada muito boa para surpreender uma defesa que pense que a bola vai para um jogador e depois é outro que a recebe. Mas os Rockets desenharam-na para Harden e a defesa dos Wizards tinha de saber que o barbudo era a primeira opção naquela situação.

A equipa de Houston começa com Jeremy Lin no canto do campo e Harden e Howard nos cantos do garrafão para, tudo aponta, fazer um bloqueio duplo a Lin. O base sino-americano inicia o corte como se fosse receber os bloqueios:


Mas, antes de chegar junto a Harden, interrompe o corte, abre para a linha de três pontos e é Harden que recebe o bloqueio de Howard:



John Wall, para começar, está muito afastado de Harden (afastado demais), demora depois muito tempo a ultrapassar o bloqueio de Howard e Harden recebe a bola completamente sozinho:

Se tivesse sido Harden a começar no canto, como isco e como se fosse ele receber os bloqueios e depois, surpreendessem e fosse o Lin a receber a bola, teria sido um coelho sacado da cartola de Kevin McHale e uma jogada que enganava completamente a defesa. Mas foi a primeira opção da equipa de Houston, o jogador que os Rockets mais quereriam com a bola nas mãos nesta situação. O que não podia ter surpreendido tanto os Wizards.

Foi uma boa jogada (e é uma grande jogada para uma segunda opção e para surpreender uma defesa), mas a defesa dos Wizards leva uma quota-parte da responsabilidade por ter funcionado tão bem aqui.

As melhores imagens aéreas


Não há evento do All Star que dê imagens mais espectaculares e icónicas que o Concurso de Afundanços. Na contagem decrescente para o Fim de Semana das Estrelas deste ano, recordamos aqui algumas das imagens mais icónicas de sempre do concurso:









12.2.14

O segredo dos Pacers


Já falámos algumas vezes do bom trabalho que tem sido realizado em Indiana na gestão e construção do plantel (aqui e aqui, por exemplo). Larry Bird e a sua equipa têm feito um trabalho notável a arquitectar esta equipa e montaram, num mercado pequeno e sem os recursos financeiros de outras organizações, um candidato ao título. Boas escolhas no draft, bom desenvolvimento desses jogadores e bons e certeiros reforços para completar a equipa. Têm sido esses os ingredientes visíveis da receita de sucesso dos Pacers. 

Mas há outro ingrediente (visível só para quem está dentro da equipa) que é, segundo os jogadores, um dos mais importantes (se não o mais importante) da receita: Frank Vogel. Mais especificamente, o seu espírito positivo, a sua capacidade de motivação e a sua crença inabalável nos jogadores e na equipa. 

Para saber mais sobre a importância de Vogel e o seu papel na construção deste grupo, podem ler o óptimo artigo de Sam Amick no USA Today. Deixamos aqui alguns excertos, mas leiam o artigo todo que vale a pena:

"Perguntem aos seus jogadores o que o torna diferente e eles vão falar sobre o poder da crença em formas tipicamente reservadas às pessoas religiosas. Ele é, dizem, um mestre do reforço positivo, um estratega do basquetebol bem disposto que vê neles coisas que eles próprios podiam não ver.

(...)

(Vogel:) A crença e a confiança são extremamente poderosas. Se consegues encontrar uma forma de os motivar e fazê-los acreditar em si próprios, que são capazes de fazer coisas maiores do que aquilo que achavam que eram capazes, eles podem fazer coisas especiais.

(...)

(West:) É aquele optimismo, que não é predominante entre treinadores profissionais. Eu já estive em equipas em que não havia nenhuma energia positiva no balneário. Mas ele não permite que isso aconteça aqui, neste balneário. É acreditar que o Roy pode ser um poste dominante, que o Paul pode ser um jogador de elite, a sua crença no Lance, é o que ele vê em ti. E às vezes isso é tudo que os jogadores precisam.

(...)

(George:) Sinceramente, pelo que fez connosco, ele devia ser, de caras, o Treinador do Ano. Muitos treinadores têm a sorte dos jogadores irem para as suas equipas e de terem esse talento para usar. Mas o coach Vogel potenciou as forças de cada um de nós. (...) Ele investiu muito tempo e muito trabalho em nós e mudou toda a cultura deste balneário. O mérito por estarmos a ser tão bons este ano é, na maioria, dele."

10.2.14

O bode expiatório de Joe Dumars


Durou 50 jogos a carreira de Maurice Cheeks como treinador principal dos Pistons. Um recorde de 21-29 e o actual 9º lugar na miserável conferência Este deste ano valeram a Cheeks o sempre indesejável título de "primeira chicotada da temporada". O antigo base All Star (pelos Sixers, em 83, 86, 87 e 88) também conquistou um pouco desejado um lugar no top dos treinadores que menos tempo duraram numa equipa:


Mas será que Cheeks merecia ser despedido (ou ser despedido tão cedo)? Os Pistons estão, neste momento, fora dos lugares de playoff e têm defraudado as expectativas criadas na offseason. Mas será que Cheeks é o maior responsável por isso? Ou será que esta equipa está apenas a colher o que semeou?

Como dissemos em Setembro, no Boletim de Avaliação da offseason desta equipa, esta era uma equipa destinada à mediania. Com a contratação de Josh Smith e Brandon Jennings (dois jogadores com óptimos números totais, mas dois dos jogadores mais ineficientes e com pior selecção de lançamento da liga), os Pistons estavam a assegurar um lugar nos playoffs, mas a condenarem-se a um segundo patamar da conferência. Dissemos então que seriam os próximos Atlanta-Hawks-da-última-meia-dúzia-de-temporadas: uma equipa boa, capaz de ganhar 40 e tal jogos e ficar pela primeira ou segunda ronda dos playoffs.

É verdade que têm estado abaixo dessa mediania e nem sequer no patamar dos playoffs estão. Mas, como também dissemos na altura, Cheeks tinha muito trabalho para fazer e iria demorar tempo para encontrar as melhores formas de encaixar aquelas peças e as combinações mais eficazes. Porque a tarefa que Joe Dumars lhe largou nas mãos era tudo menos fácil. 

E Cheeks até estava a começar a ter sucesso nessa tarefa e os Pistons estavam a jogar melhor nos últimos tempos. Ainda iam mais do que a tempo de chegar aos playoffs e terminar ali entre o 6º e o 8º lugar. Se calhar isso não é suficiente para os donos dos Pistons. Mas o que Dumars construiu não dá para muito mais também. E é ele o maior responsável pelo estado destes Pistons. Se calhar os donos deviam ter começado por aí. 


Este é, curiosamente, um caso oposto ao dos Cavaliers. Em Cleveland, o general manager (apesar da escolha de Anthony Bennett!) fez um bom trabalho este ano a montar a equipa e o maior responsável pelo fracasso na temporada estava a ser o treinador, mas foi o general manager quem foi despedido. Aqui, acontece o contrário. O maior responsável pelo fracasso que tem sido a temporada é o general manager, mas é o treinador que é despedido. 

Conversa de Bancada - Best of All Star


Pessoal, antes de mais, as minhas desculpas pela ausência de ontem e pela ausência do habitual Bater Bolas, mas estive fora este fim de semana e não cheguei a tempo de responder às vossas questões. Continuem a enviá-las (para setevintecinco@gmail.com ou por mensagem no facebook) que são todas lidas e responderemos a algumas delas nos próximos Bater Bolas.

Mas hoje, como habitualmente, é dia de CONVERSA DE BANCADA e, na semana do All Star, o que vos perguntamos é: qual a vossa melhor recordação e o vosso momento preferido de sempre do All Star?



O Concurso de Afundanços de 88? Os 19 triplos seguidos de Craig Hodges no Concurso de Triplos de 91? O regresso de Magic no All Star de 92? Vince Carter no concurso de afundanços de 2000? A despedida de Michael Jordan em 2003? Ou outro dos tantos e tantos momentos memoráveis dos 62 anos de história do All Star? Digam-nos qual é o vosso.

8.2.14

Triplo Duplo - Episódio 6


No TRIPLO DUPLO desta semana, o despedimento de Chris Grant e a confusão que são os Cavs; Bynum nos Pacers; quem são, depois deste negócio, os maiores candidatos ao título; a resposta ao email do Nuno Costa sobre os Pistons; e ainda as nossas sugestões para o novo Comissário:


7.2.14

O TRIPLO DUPLO desta semana...


...vai sair só amanhã. Esta semana não vamos conseguir publicar o TRIPLO DUPLO à sexta, como habitualmente, porque não temos ainda o vídeo editado (gravámos ontem já tarde e só vamos ter o vídeo pronto amanhã). Mas amanhã, sem falta, aí estará mais um episódio (desculpa, EFR11, por não te fazermos companhia nesta noite de sexta feira, pode ser para a noite de sábado?)


As (boas e más) novidades do All Star


Temos novidades (muitas novidades) na Noite de Sábado do All Star. Temos, para começar, o melhor elenco dos últimos tempos no Concurso de Afundanços. Há 26 anos (desde o épico concurso de 88, com Jordan, Wilkins e Drexler) que não tínhamos três All Stars a participar e com estes e mais um trio de jogadores do mais atlético que há na liga, o concurso promete (ou podia prometer, mas já lá iremos):


Temos também um elenco de luxo (também um dos melhores, se não mesmo o melhor, dos últimos anos) no Concurso de Triplos. Os dois últimos vencedores e alguns dos melhores atiradores da liga deve dar um concurso emocionante e espectacular:


E temos também novidades no formato e nas regras dos concursos. Mas aqui é que já não são todas boas novidades. Se nos triplos as mudanças são para melhor e podem dar uma prova ainda mais excitante, nos afundanços nem por isso.

Nos lançamentos de três, vamos ter um carro só com money balls, que pode ser colocado na posição que o jogador quiser. Portanto, cada jogador vai poder escolher o seu sítio preferido e apostar em fazer o dobro dos pontos nessa posição. Um carro só com money balls? Não só soa tão bem, como vai, de certeza, dar ainda mais emoção ao concurso.

Já nos afundanços, mudar para um formato de equipa no ano em que temos o melhor elenco individual dos últimos tempos pode ser um tiro ao lado. Este ano, os seis participantes vão ser divididos em duas equipas (Este - com Wall, George e Ross - e Oeste - com Lillard, Barnes e McLemore) e não vai haver um vencedor individual. Será um concurso de afundanços entre conferências. 

É verdade que o Concurso de Afundanços tem desiludido em alguns anos, fica muitas vezes aquém das expectativas e é uma prova que precisava de ser repensada e revitalizada. Mas este ano, com estes jogadores, podia ser um ano de redenção e um ano memorável. Transformá-lo, com este elenco, numa prova de equipa, parece um desperdício e uma oportunidade perdida de recuperar o entusiasmo em redor do concurso.

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Depois, temos ainda aqueles dois concursos que ninguém liga muito e só vemos enquanto esperamos que comecem os triplos e os afundanços:

Este vai ter a curiosidade de vermos as duplas pai-filho Curry e Hardaway

e este também vai ser em equipa, com 4 equipas de dois (Burke/Lillard, Dragic/Jackson, Carter-Williams/Oladipo e DeRozan/Antetokounmpo)
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E para terminar, temos Damian Lillard a fazer história e a ser o primeiro jogador a participar em cinco eventos do All Star. Tirando o Shooting Stars, Lillard vai estar em todos: Rising Stars na sexta, Skills Challenge, Triplos e Afundanços no sábado e All Star Game no domingo. O base dos Blazers vai ser o homem mais ocupado do fim de semana. Ou, como disse Alex Kennedy:


5.2.14

Vamos ao Circo


Acho que ninguém tira a Lance Stephenson o prémio da maior queda; e o de lançamento mais acrobático?


John Wall tem concorrência para o Circus Shot do Ano:


Qual leva o vosso voto? Wall ou Stephenson?

4.2.14

What does Noah say?


A esta hora, já todos devem ter visto as imagens de Joakim Noah a passar-se com os árbitros depois de ser expulso no jogo de ontem:


Eu sei que parece que Noah mandou os árbitros fazer uma coisa que não podemos reproduzir aqui, mas se olharmos com mais atenção, será que foi mesmo isso que ele disse? O pessoal do Complex.com recorreu a especialistas na leitura de lábios e oferece umas hipóteses alternativas para o que saiu da boca de Noah:

3.2.14

Conversa de Bancada - Candidatos ao título


A notícia do fim de semana foi a ida de Andrew Bynum para os Pacers e uma equipa já forte (a mais forte da liga até agora) ficou ainda mais forte. Enquanto isso, os Thunder continuam no topo da conferência mesmo sem Westbrook, uns Heat em velocidade de cruzeiro são suficientes para se manterem também nos primeiros lugares e os Spurs continuam a desafiar o tempo (e as lesões) e a manterem-se lá em cima. Temos ainda os Blazers, que já não são uma surpresa e são uma equipa a ter em conta e os Clippers, que, sem Chris Paul, se aproximam das equipas que vão na frente.


Por isso,  hoje vamos falar de candidatos ao título. Com a contratação de Andrew Bynum serão os Pacers os maiores candidatos ao título no Este e na liga? Ou será que os Thunder quando tiverem Westbrook de volta são os maiores favoritos? Ou será que os Heat metem uma mudança acima quando chegarem os playoffs e continuam a ser a equipa a bater? Poderão os Spurs repetir a caminhada do ano passado? Ou os Clippers ou os Blazers podem surpreender e ir até ao fim?

É esse o tema que lançamos para a CONVERSA DE BANCADA de hoje: qual destas equipas (ou outra) é o maior candidato ao título neste momento?

2.2.14

Entretenimento para uma noite sem jogos


Esta semana, por falta de tempo deste vosso escriba, não vamos ter o habitual BATER BOLAS. Em vez disso, e porque hoje também não há jogos, deixamos-vos aqui duas opções de entretenimento para esta noite.

O jogo completo dos 61 pontos de Kobe no Madison Square Garden (que foi no dia 2 fevereiro, há 5 anos):



Ou, para quem preferir recordar o duelo Magic/Jordan, o primeiro jogo das Finais de 91:



(ou então, ainda melhor, não escolham e vejam os dois!)



No próximo domingo, salvo algum imprevisto de última hora, voltaremos a responder às vossas questões, como habitualmente. Já sabem, podem enviá-las por email (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no facebook e escolheremos uma (ou mais) para responder aqui.

1.2.14

Uma contratação grande e uma grande contratação



Dupla vitória para a equipa de Indiana. Um dos melhores jogos interiores da liga fica ainda melhor (e maior) e evitam, ao mesmo tempo, que ele reforce algum dos seus maiores rivais (leia-se, evitam que ele vá para os Heat). 

Mas o Bynum vai desestabilizar o balneário e estragar a química da equipa.
Duvidamos muito. Sim, Bynum foi um problema no balneário de Cleveland, mas isso foi porque esse balneário era jovem, inexperiente e em construção (e com mais problemas para resolver para além de Bynum) e porque ele não estava interessado em jogar lá. Em Cleveland, deparou-se com uma confusão da qual não queria fazer parte e assim que aquilo começou a correr mal e ele percebeu que a equipa não ia a lado nenhum, perdeu a motivação.

Em Indiana, esse problema não se coloca. Ali vai encontrar uma equipa bem sucedida (a mais bem sucedida até agora), com um balneário sólido e estabelecido, um grupo já formado e com muitos veteranos. A motivação (ou falta dela) tem sido um problema para Bynum, mas em Indiana ele não terá outro remédio que não entrar no espírito da equipa. Não é ele que vai perturbar aquele grupo ou desviá-lo dos seus objectivos. Bynum entra no grupo e é mais uma peça do mesmo ou é posto de lado. Para além disso, ele queria jogar num candidato ao título e isso deve ser motivação suficiente para o que falta de temporada (e ele sabe ao que vai e já fala como Pacer: "não foi uma decisão difícil, acho que é um sítio perfeito para mim. Honestamente, acho que temos as melhores hipóteses de ganhar. Vai ser óptimo revezar o Roy e vou fazer o que puder para ajudar a equipa").

Mas o Bynum está acabado.
Sim, este Bynum é uma sombra do jogador que foi (e nunca voltará a ser esse jogador). Mas ainda pode dar uma contribuição importante. Os Pacers, obviamente, não precisam dele para ser uma peça principal e, como suplente de Hibbert, pode dar-lhes minutos de qualidade e uma contribuição superior à de Ian Mahinmi. Embora longe dos seus melhores tempos e sem a mesma mobilidade e capacidade física de antes, Bynum teve médias de 8.4 pts, 5.3 res e 1.2 dl em 20 mins/jogo nos Cavs (e, por cada 36 minutos, teve uns bons 15.1 pts, 9.5 res e 2.1 dl) e ainda pode contribuir bastante mais do que se pensa.

Na altura da contratação de Luis Scola, dissemos que o argentino era um excelente reforço porque não só encaixava perfeitamente no ataque em meio campo dos Pacers, com muito jogo a poste baixo, como ficavam com um jogador semelhante a David West e que lhes permitia manter o estilo de jogo da equipa durante os 48 minutos. Os Pacers podiam carregar ainda mais no interior e durante todo o jogo. Pois, idem para Bynum. Quando Hibbert for para o banco, podem continuar a carregar dentro com Bynum e continuam a ter um grande (maior que Mahinmi) para proteger o cesto. Agora, se Hibbert tiver problemas de faltas (ou simplesmente, para descansar mais minutos), têm outro grande para defender, ressaltar e jogar a poste baixo.

Para além disso, como dizíamos lá em cima, esta contratação ainda tem o bónus de evitar que ele reforce os Heat (ou os Spurs ou alguma das equipas com que se podem cruzar nos playoffs e/ou nas Finais). Bynum podia ser uma boa arma para usar contra Hibbert, mas agora está do mesmo lado. Só por isso, já valia a pena a contratação.

E tudo isto, ao que parece, por apenas um milhão de dólares? Vale mais do que a pena. Os Pacers têm muito mais a ganhar do que a perder. E os Heat (e as outras equipas) vão ter (ainda mais) problemas com eles.