10.2.14

O bode expiatório de Joe Dumars


Durou 50 jogos a carreira de Maurice Cheeks como treinador principal dos Pistons. Um recorde de 21-29 e o actual 9º lugar na miserável conferência Este deste ano valeram a Cheeks o sempre indesejável título de "primeira chicotada da temporada". O antigo base All Star (pelos Sixers, em 83, 86, 87 e 88) também conquistou um pouco desejado um lugar no top dos treinadores que menos tempo duraram numa equipa:


Mas será que Cheeks merecia ser despedido (ou ser despedido tão cedo)? Os Pistons estão, neste momento, fora dos lugares de playoff e têm defraudado as expectativas criadas na offseason. Mas será que Cheeks é o maior responsável por isso? Ou será que esta equipa está apenas a colher o que semeou?

Como dissemos em Setembro, no Boletim de Avaliação da offseason desta equipa, esta era uma equipa destinada à mediania. Com a contratação de Josh Smith e Brandon Jennings (dois jogadores com óptimos números totais, mas dois dos jogadores mais ineficientes e com pior selecção de lançamento da liga), os Pistons estavam a assegurar um lugar nos playoffs, mas a condenarem-se a um segundo patamar da conferência. Dissemos então que seriam os próximos Atlanta-Hawks-da-última-meia-dúzia-de-temporadas: uma equipa boa, capaz de ganhar 40 e tal jogos e ficar pela primeira ou segunda ronda dos playoffs.

É verdade que têm estado abaixo dessa mediania e nem sequer no patamar dos playoffs estão. Mas, como também dissemos na altura, Cheeks tinha muito trabalho para fazer e iria demorar tempo para encontrar as melhores formas de encaixar aquelas peças e as combinações mais eficazes. Porque a tarefa que Joe Dumars lhe largou nas mãos era tudo menos fácil. 

E Cheeks até estava a começar a ter sucesso nessa tarefa e os Pistons estavam a jogar melhor nos últimos tempos. Ainda iam mais do que a tempo de chegar aos playoffs e terminar ali entre o 6º e o 8º lugar. Se calhar isso não é suficiente para os donos dos Pistons. Mas o que Dumars construiu não dá para muito mais também. E é ele o maior responsável pelo estado destes Pistons. Se calhar os donos deviam ter começado por aí. 


Este é, curiosamente, um caso oposto ao dos Cavaliers. Em Cleveland, o general manager (apesar da escolha de Anthony Bennett!) fez um bom trabalho este ano a montar a equipa e o maior responsável pelo fracasso na temporada estava a ser o treinador, mas foi o general manager quem foi despedido. Aqui, acontece o contrário. O maior responsável pelo fracasso que tem sido a temporada é o general manager, mas é o treinador que é despedido. 

3 comentários:

  1. Não foi uma decisão do Dumars, que até pretendia que ele continuasse, mas sim do dono Tom Gores que pretende colocar no lugar de treinador Tom Izzo, actual treinador da universidade de Michigan(foi a faculdade que Tom Gores frequentou) ....

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  2. O Monroe também está abaixo do que pode fazer. Acho que a seleção de lançamentos tem de ser melhor distribuída.

    - Josh Smith não pode lançar de 3;
    - Brandon Jennings não pode lançar tanto;
    - Caldwell-Pope tem de ter mais bola;
    - Monroe tem de fazer mais e melhor nos post moves.

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  3. Realmente o timing parece-me estranho. A equipa estava a jogar melhor (principalmente na defesa) e vinha de 2 resultados bastante positivos. Não sei quem será o próximo a vir para este 'cemitério de treinadores' mas se realmente o Hollins está interessado, parece-me boa opção.
    Em relação ao que o Fábio diz, penso que resume os maiores problemas do ataque dos Pistons. Não parece existir um playbook, onde cada um joga por si dando origem a uma selecção de lançamentos duvidosa especialmente por parte do Josh Smith e do Jennings.
    Para terminar, por muito que goste e respeite o Monroe, penso que envolvê-lo numa trade que trouxesse um verdadeiro 3 e tornasse o jogo exterior do Pistons uma verdadeira ameaça, seria um boa opção nesta altura.
    Detroit Basketball!

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