24.5.14

A batalha do Este




O jogo 1 foi um duelo de estilos e uma luta entre dois sistemas de jogo diferentes. Erik Spoelstra optou pelo habitual small ball dos Heat, com apenas um jogador interior. Colocaram Shane Battier a 4 e Chris Bosh a 5, tentando contrariar a defesa interior dos Pacers com um ataque mais móvel e tentando obrigar Hibbert a afastar-se do cesto e ter de defender Bosh até à linha de três pontos.
Os Pacers, claro, carregaram no interior e jogaram, como sempre, com West e Hibbert. E a questão residia em qual das equipas conseguia impor o seu estilo e obrigar a outra equipa a mudar.

Com LeBron e Bosh a terem muitas dificuldades em parar West e Hibbert e com Bosh a não acertar os seus lançamentos (o que não obrigava Hibbert a afastar-se tanto do cesto), os Pacers dominaram esse primeiro assalto e foram os Heat que foram obrigados a ceder.

No jogo 2, Erik Spoelstra mudou a estratégia. Abandonou o small ball e jogou a maior parte do encontro com dois jogadores interiores (Bosh/Haslem, Bosh/Andersen ou Andersen/Haslem). Com esses cincos mais altos e mais tradicionais, tiveram mais sucesso na defesa e conseguiram equilibrar muito mais no jogo interior. Haslem teve muito sucesso a defender Hibbert que Bosh e

É claro que o ataque ressentiu-se, pois com dois jogadores interiores não só ficam com menos espaço para penetrações, como também ficam com menos jogadores no perímetro para os "drive and kicks" que caracterizam o ataque da equipa. Há menos movimento, menos fluidez e não é o alinhamento que serve melhor o ataque dos Heat, mas o que ganharam na defesa compensou o que perderam no ataque.

E com o sucesso que tiveram nesse segundo assalto, Spoelstra deve manter a estratégia de jogar com dois jogadores interiores no jogo 3.

(onde, como esperávamos, Paul George vai jogar; os Pacers já anunciaram a alta médica de George)

Por isso, o que podemos esperar neste terceiro assalto? Uma batalha. Tal como vimos no anterior, o jogo vai ser mais físico, mais lento e mais defensivo. Não vai ser um festival ofensivo. Não que do lado dos Pacers esperássemos que fosse. Mas agora do lado dos Heat também não vai ser. Abdicam de um ataque melhor por uma defesa capaz de lutar no interior com Indiana.

E, se os Heat mantiverem a estratégia nos jogos seguintes, esperem uma batalha dura e disputada nas trincheiras no resto da série. O ataque de Miami não é tão eficaz e prolífico com dois jogadores interiores, mas, como dissemos, o que ganham na defesa pode compensar o que perdem no ataque. No jogo 2 compensou. Os Heat decidiram tentar bater os Pacers no seu jogo e não vai ser bonito. Mas vai ser bonito de ver.

1 comentário:

  1. Não tive oportunidade de ver o 1º jogo da série, e como tal não posso comentar. No 2º jogo, podia ter calhado para qualquer equipa, mas Miami conseguiu concretizar mais no 4º tempo (Wade e LeBron), o que deu uma vantagem confortável para não terem de sofrer assim tanto no fim (embora os Pacers nunca desistiram).

    Agora acho que a chave do 3º jogo pode ser o Paul George (que teve dificuldade o jogo todo e não só depois da concussão). Se estiver melhor a concretizar, os Heat vão ter muitas dificuldades...

    Rafa

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