14.5.14

O jogo do erro da arbitragem ou do colapso imperdoável?


O jogo de ontem vai ser recordado como o jogo em que os Clippers foram roubados. Então se os Clippers perdem esta série este jogo vai ser um daqueles para alimentar teorias da conspiração e entrar para a mitologia da NBA como (mais) um jogo em que os árbitros beneficiaram a equipa que a liga preferia que passasse. Um para meter na prateleira de jogos como o 6º da final de conferência de 2002 entre os Lakers e os Kings.

O que será redutor e injusto. Porque independentemente da decisão dos árbitros ter sido errada ou não (e não é assim tão indiscutível que a bola era dos Clippers), este jogo tem de ser recordado também pelo colapso monumental da equipa de Los Angeles nos últimos 4 minutos. E, por muito que nos custe escrevê-lo (porque Paul é um dos nossos jogadores favoritos), pelos erros imperdoáveis de Chris Paul no último minuto.

Primeiro, A decisão:
como vocês sabem, a mão, quando em contato com a bola, conta como bola. Já abordámos aqui essa regra aquando do desarme de Miles Plumlee a LeBron James. "A mão é considerada parte da bola quando está em contacto com a bola e contacto com a mão de um jogador quando está em contacto com a bola não é falta", diz a mesma. Para além desta, há uma outra regra que diz que "se um jogador tem a mão em contacto com a bola e o adversário toca na mão e provoca a saída da bola, a posse de bola é da equipa do jogador que tinha a mão em contacto com a bola." O que parece ter sido o caso aqui:


O toque de Barnes na mão de Reggie Jackson parece-nos claro (e não marcar falta parece ter sido a decisão mais acertada). Se foi esse toque na mão que provocou a saída da bola ou se Jackson ainda toca depois na bola já nos parece mais difícil de perceber. De qualquer das maneiras, não nos parece uma decisão tão indiscutível como dizem.

É uma decisão mais difícil e menos óbvia do que parece (e os árbitros consideraram que as repetições não eram suficientemente evidentes para inverter a decisão tomada no momento) e, mesmo admitindo que a bola era dos Clippers, esse erro dos árbitros seria apenas um dos quatro erros graves nos últimos 20 segundos de jogo. E os outros três foram de Paul.

Dois turnovers (o primeiro então, imperdoável para um jogador com a sua experiência; ele próprio admitiu no final do jogo que foi, provavelmente, a maior burrice da sua carreira) e uma falta num triplo (que Paul também admitiu que tocou em Westbrook) são erros demais e que se pagam caro nos playoffs.

Embora a decisão dos árbitros possa ser discutível, é indiscutível que os Clippers tiveram grandes responsabilidades (a maior responsabilidade) nesta derrota. Perder uma vantagem de 13 pontos a 4 minutos do fim e de 7 pontos a 49 segundos do fim (e da forma que a perderam) é imperdoável. Dura veritas, sed veritas.

4 comentários:

  1. existem erros imperdoáveis, mas depois de ter sido marcada uma falta sobre o Westbrook (3pts), como é que não se marca uma falta do Reggie Jackson sobre o CP3 nos últimos segundos?

    ResponderEliminar
  2. Tinha um respeito gigante pelo vosso blog, pois considerava-o o meu blog preferido de desporto, mas as vossas análises à série OKC x Clippers, têm sido péssimas, a maneira como vocês e os outros leitores que vêm aqui comentar defende os Clippers e degradante, pois de outra perspectiva toda a gente sabe que eles são os meninos bonitos da NBA.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não percebi... defender os Clippers? Mas este artigo não é a defendê-los. Referias-te aos Thunder?

      Se é esse o caso, respeito a tua opinião, mas a minha análise é independente de serem a equipa bonita da NBA ou não, apenas tento analisar objectivamente a situação, seja qual for a equipa em causa.
      Nesta série até preferia que passassem os Clippers, pois o Chris Paul é um dos meus jogadores favoritos e gostava de o ver na final de conferência.

      Eliminar
  3. Sendo assim, peço desculpa Márcio, eu como fanático dos OKC exaltei-me.

    ResponderEliminar