12.10.14

Boletim de Avaliação - Charlotte Hornets


Seguindo pela Southeast Division, depois dos Atlanta Hawks, vamos até Charlotte, onde... the buzz is back in town:



Boletim de Avaliação - Charlotte Hornets

Saídas: BOBCATS, Josh McRoberts, Luke Ridnour, Anthony Tolliver, Chris Douglas-Roberts, Brendan Haywood
Entradas: HORNETS, Lance Stephenson, Marvin Williams, Brian Roberts, Jason Maxiell, Noah Vonleh (9ª escolha no draft), PJ Hairston (26ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Kemba Walker - Lance Stephenson - Michael Kidd-Gilchrist - Marvin Williams - Al Jefferson  
No Banco: Brian Roberts - Gary Neal - PJ Hairston - Gerald Henderson - (Jeff Taylor) - Bismack Biyombo - Noah Vonleh - Cody Zeller
Treinador: Steve Clifford

Balanço: Os saudosos Hornets estão de volta a Charlotte (e à NBA). Depois de 10 anos como Bobcats (e depois dos Hornets originais terem mudado o nome para Pelicans), adquiriram os direitos do nome e regressaram à designação da primeira equipa que a cidade teve. Os Hornets estão de volta a onde pertencem e, depois de 10 anos para esquecer, a equipa de Michael Jordan pode começar a ter alguma coisa boa para recordar. 

Não começou da melhor maneira a free agency, no entanto. Perderam Josh McRoberts (que assinou com os Heat), um elemento importante da equipa do ano passado, um bom passador e bom atirador, numa equipa que não tinha muitos nem de uns nem de outros e que teve um dos piores ataques da liga.

Mas essa foi a única coisa que não lhes correu bem na offseason. E se essa é a pior parte da tua offseason esta não pode ter sido má. 

Começaram a free agency com cerca de 15 milhões de espaço salarial e, depois da contratação de Al Jefferson no ano passado, estavam apostados em conseguir mais um nome de peso.
Tentaram o agente livre com restrições Gordon Hayward e ofereceram-lhe um contrato máximo (60 milhões por 5 anos), mas os Jazz igualaram. O que, tendo em conta o que lhe iam pagar e quem conseguiram contratar a seguir, pode ter sido o melhor que aconteceu aos Hornets.

Porque a seguir conseguiram contratar Lance Stephenson pela módica quantia de 27 milhões por 3 anos. A perda dos Pacers (que não quiserem oferecer o contrato mais curto que Stephenson queria) foi o ganho dos Hornets. E que ganho. 9 milhões por anos por um jogador jovem ali no patamar de quase-All Star (e com bastante margem de progressão) é um bom negócio. Então se pensarmos que equipas como os Bobcats/Hornets são muitas vezes obrigadas a pagar mais para atrair free agents, conseguir um tão bom por esse preço é um excelente negócio.

Para mais, o contrato tem apenas com duas épocas garantidas e uma terceira de opção (da equipa), o que representa quase nenhum risco para os Hornets. Se Stephenson atinar e tiver a cabeça no lugar, pode ser um dos melhores jogadores da equipa (e um All Star). Se não atinar e a experiência não resultar, não estão comprometidos por muito tempo. De qualquer das formas, o (pouco) risco vale mais do que a pena.

Depois, para substituir McRoberts, contrataram Marvin Williams, que não é tão bom passador nem tão versátil, mas, como McRoberts, também lança bem de fora e pode jogar como 4 aberto.
E adicionaram também Brian Roberts, um bom base suplente (que foi titular em metade da época em New Orleans).

No draft, tiveram também sorte quando Cleveland ganhou a lotaria, porque isso significou que ficaram com a escolha dos Pistons (da troca de Ben Gordon em 2012; a escolha era protegida até à 8ª posição, por isso quando caiu para 9º, ficou para eles). E sacaram Noah Vonleh (que era projectado no top 5 em muitos mock drafts) com essa escolha. Um jogador para reforçar o necessitado jogo interior da equipa, que era curto e precisava de mais tamanho e talento, e um jogador também capaz de jogar de frente para o cesto e lançar de fora. Portanto, um jogador que pode ser um bom encaixe com Al Jefferson e que compensa também a saída de McRoberts.

Na outra escolha da primeira ronda, podem ter outro roubo no draft. PJ Hairston tem talento, tem potencial, é bom naquilo que os Hornets precisam. É mais um jogador exterior (um atirador para abrir o ataque e o interior para Al Jefferson) e mais talentoso do que a posição no draft indica. Só desceu tanto por problemas de disciplina. Pode ser um roubo e com mais opções no exterior, vale a pena o risco para os Hornets.

Os Hornets queriam atiradores e jogadores exteriores para melhorar os lançamentos de 3 (foram 23º no ano passado, com 35%) e para evitar os 2x1 que Al Jefferson sofre. Conseguiram dois "stretch 4" e dois shooting guards que podem lançar e penetrar.
O banco também não era famoso no ano passado e ficou melhor. Ficaram mais profundos e com duas/três opções em todas as posições.

Depois de uma década de Bobcats para esquecer, mudaram o nome e parecem estar a mudar o fado. Os Bobcats não vão ser recordados pelas melhores razões. Esta nova encarnação dos Hornets pode ser.

Nota: 14


(a seguir: Southeast Division - Miami Heat)

4 comentários:

  1. Estou curioso para ver esta equipa nos proximos tempos

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  2. Os Bobcats, no geral, não deixam boas recordações, mas já na época passada vinham em crescendo. Chegaram aos playoffs e fizeram boas exibições lá, só que claro que aos pés dos Heat dificilmente poderiam fazer melhor.

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  3. Claramente uma equipa as costas do Big-Al, mas mesmo assim equipa para fazerem mossa na divisao e na conferencia.
    Estou curioso para ver o que da o Stephenson em Charlote, mas e claro que eles fizeram um mega negocio.

    PS: ja repensaste a questao da fantasy :)?

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  4. Malta quem quiser participar numa fantasy é só ir a http://games.espn.go.com/frontpage/sports?sport=basketball e procurar por "PORTUGUESE SUPER LEAGUE".
    Sei que não é a mesma coisa que as anteriores ligas criadas pelo Márcio mas é um entretém para quem gosta da NBA.
    Quem quiser entrar envie-me uma mensagem pelo Facebook para depois combinarmos o draft.
    Abraço

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