7.10.14

Boletim de Avaliação - Detroit Pistons


Seguindo pela Central Division, depois de duas equipas que estiveram em grande nesta offseason (Bulls e Cavaliers), vamos até à outrora orgulhosa Motor City e aos outrora orgulhosos Pistons, que andam afundados na tabela há anos e tardam em encontrar o caminho para cima:



Boletim de Avaliação - Detroit Pistons

Saídas: Chauncey Billups (retirado), Rodney Stuckey, Charlie Villanueva, Peyton Siva, Josh Harrelson
Entradas: Jodie Meeks, DJ Augustin, Caron Butler, Cartier Martin, Aaron Gray, Hasheem Thabeet, Spencer Dinwiddie (38ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Jodie Meeks - Josh Smith - Greg Monroe - Andre Drummond
No Banco: DJ Augustin - Will Bynum - Kentavious Caldwell-Pope - Kyle Singler - Caron Butler - Luigi DaTome - Jonas Jerebko - Aaron Gray
Treinador: Stan Van Gundy

Balanço: Os Pistons foram uma das maiores desilusões da temporada passada. Quando, no Verão de 2013, contrataram Brandon Jennings e Josh Smith não esperávamos que fossem candidatos ao título nem nada que se parecesse (já sabem o que pensamos sobre Smith e Jennings e até onde os Pistons podem ir com eles), mas, como dissemos na altura, esperávamos que colocassem um ponto final no jejum de idas aos playoffs.

Podiam não ter equipa para lutar pelo topo, mas tinham equipa mais que suficiente para ir pelo menos aos playoffs (ainda mais num ano em que o Este foi historicamente fraco).
Só que acabaram por ser das equipas mais desequilibradas, ineficientes e disfuncionais da liga. O ataque foi um desastre e a defesa, apesar daquele frontcourt atlético e poderoso, foi ainda pior (26ª defesa, uma das piores percentagens de lançamentos adversários dentro dos 3pts - 51%). E acabaram a época com umas míseras 29 vitórias.

Ora, o que fizeram este ano para corrigir isso?
Começaram a mudança por cima. Mudaram o general manager e o treinador e contrataram Stan Van Gundy para ambos os cargos e para meter ordem na casa toda.

E que fez Stan Van Gundy na sua primeira offseason aos comandos dos Pistons?

Pagou demais por Jodie Meeks (19 milhões/3 anos; é o 3º mais bem pago da equipa!), não resolveu a incompatibilidade Smith/Monroe/Drummond e vamos ver se não perdeu Monroe por isso.
Não chegaram a acordo para uma extensão de contrato com o extremo-poste, que era agente livre com restrições, este acabou por assinar a qualifying offer de 1 ano e 5 milhões de dólares e é agente livre sem restrições no próximo ano.

É claro que ainda podem chegar a acordo com ele no próximo ano e mantê-lo na equipa para o longo prazo, mas também o podem perder sem receber nada em troca. E terão de decidir o que fazer com o frontcourt Smith/Monroe/Drummond (que, a menos que Van Gundy faça um milagre, não poderá continuar junto). Mas, para já, só adiaram essa decisão fundamental.

Para além disso, reforçaram o banco com Caron Butler e DJ Augustin, que podem ser suplentes úteis. Augustin vem de uma meia temporada bastante boa com os Bulls e pode ser um bom base suplente. Butler já não faz muito para além de lançar, mas a sua experiência e veterania só pode ajudar esta equipa.

Com estes dois e com Meeks, reforçaram a área que mais precisavam. No ano passado foram a segunda pior equipa em lançamentos de 3pts. Este ano, com Meeks, Augustin e Butler, têm armas para melhorar nesse departamento.

Essa foi, no entanto, a única parte boa da offseason dos Pistons. Porque o futuro desta equipa passa por definirem aquela situação do frontcourt e decidirem, claramente e de uma vez por todas, a direcção que querem para esta equipa.

Os Pistons precisam de uma mudança profunda e aquilo que fizeram foi meter (mais) um penso rápido na ferida, sem resolver as causas da mesma.

Este ano até podem (devem?) subir na tabela e ir aos playoffs. Afinal, têm equipa para isso. Mas, se isso acontecer, deve-se mais à desilusão que foi a época passada do que às mudanças deste ano - o ano passado é que estiveram muito abaixo; este ano, se forem aos playoffs, será porque a equipa que já tinham está simplesmente a jogar melhor e apenas a fazer o que já deviam ter feito.

Este ano, foi mais uma reformulação e uma mudança de nomes do que um melhoramento. Mudaram algumas coisas na periferia, mas continuam sem resolver as questões centrais. E continuam num limbo que não os leva a lado nenhum (o mesmo limbo em que já andam há épocas a fio). Ainda não foi este ano que encontraram o caminho.

Nota: 9


(a seguir: Central Division - Indiana Pacers)

3 comentários:

  1. Li nao sei onde que o van Gandy nao está muito virado para usar aquele frontcourt.. acho que um deles deve sentar-se de inicio

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  2. É mandar abaixo e fazer uma equipa a volta do durmmond, tentar picks pelo monroe pq não vai renovar de certeza e trocar o smith e o brandon por picks/jogadores acho que o pope pode ter futuro mas vamos ver mais um ano triste para mim :(

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  3. O SVG já começou a rodar os 'big 3', tudo indica que não vai começar jogos com os 3 em simultaneo (o ano passado deu para ver que não resulta).
    Espero que o Pope comece esta época como acabou a ultima, e a pre-season está a dar boas indicações.
    Quanto a reforços, nada que me entusiasme particularmente, mas o facto de não ter saído nenhum peça importante do ano passado (o Stuckey era um sexto jogador interessante, mas substituivel) faz-me acreditar no playoff.
    Mais importante é que van Gandy consiga potenciar o crescimento do Drummond e convencer o Monroe a renovar no final do ano. Assim teriamos equipa para o futuro.

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