15.10.14

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Estamos a chegar ao fim da Southeast e da conferência Este. Depois dos Hawks, dos Hornets e dos Heat, continuamos na Florida e vamos até à cidade dos parques temáticos ver qual foi o tema dos Magic nesta offseason:




Boletim de Avaliação - Orlando Magic

Saídas: Arron Afflalo, Jameer Nelson, Jason Maxiell, E'Twaun Moore, Doron Lamb, Ronnie Price
Entradas: Channing Frye, Ben Gordon, Luke Ridnour, Evan Fournier, Aaron Gordon (4ª escolha no draft), Elfrid Payton (10ª escolha no draft), Roy Devyn Marble (56ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Elfrid Payton - Victor Oladipo - Aaron Gordon - Channing Frye - Nikola Vucevic
No Banco: Luke Ridnour - Evan Fournier - Ben Gordon - Maurice Harkless - Andrew Nicholson - Tobias Harris - Kyle O'Quinn
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: E o tema foi... qual foi mesmo o tema da vossa offseason, Rob Hennigan? Continuaram a reconstruir pelo draft e a apostar no longo prazo ou tentaram reforçar-se na free agency para serem mais competitivos no presente? Ou fizeram um bocado dos dois?

Porque fizeram movimentações típicas de equipa em reconstrução total:
dispensaram e/ou trocaram veteranos e jogadores que não fazem parte dos planos a médio/longo prazo para dar espaço aos jovens e/ou acumular mais peças (escolhas no draft e mais miúdos). Desenvolver os jovens e limpar a folha salarial (para quando começarem a renovar e a negociar extensões dos seus contratos) parecia ser o tema do Verão dos Magic.

No draft, escolheram mais duas peças para juntar ao grupo de jovens a desenvolver. Elfrid Payton e Aaron Gordon são dois prováveis titulares, dois jogadores extremamente atléticos e bons defensores (Payton-Oladipo-Gordon pode ser um trio defensivo exterior muito bom). Mas não resolvem os problemas da equipa no ataque. Nem Payton nem Gordon são grandes atiradores e numa equipa que já tinha problemas ofensivos e ainda perdeu o melhor marcador, isso vai ser um problema. Mas isto é um projecto a vários anos, por isso vamos ver como estes dois melhoram desse lado do campo.

Dispensaram Jameer Nelson e depois trocaram Arron Afflalo. Ambos entram na lógica que falávamos ali em cima, de dispensar e/ou trocar veteranos. Nelson já está na fase descendente da carreira, não está nos planos a longo prazo e deixaram-no sair para ir acabar a carreira numa equipa com ambições imediatas.

Seguindo a mesma lógica, trocar Afflalo também faz sentido. O que não fez muito sentido foi trocá-lo por Evan Fournier. Um quase-All Star por um jovem que tem algum potencial, mas que será no máximo um bom shooting guard suplente? Não conseguiram melhor que isso? Parece-nos muito pouco em troca do melhor atacante e marcador da equipa.

E depois fizeram movimentações de equipa de mercado pequeno que se quer reforçar e ter melhores resultados no imediato e paga demasiado por free agents medianos:

No negócio mais surpreendente do Verão, contrataram Ben Gordon por uns inacreditáveis 9 milhões por 2 anos. 4,5 milhões por um jogador que fez 19 jogos no ano passado, que não devia ter nenhuma equipa interessada nele (nenhuma que lhe oferecesse perto disto não tinha de certeza!) e que vale, atualmente, praí um contrato mínimo?

Ok, menos mal porque é apenas por 2 anos e o segundo ano é opção da equipa. Por isso, não ficam comprometidos com ele e pode ter sido só para ajudar a atingir a folha salarial mínima (que é 56 milhões - 90% do salary cap - e os Magic ainda estão mais ou menos um milhão abaixo). E, pelo caminho, ainda pode dar uma ajudinha no ataque.

Contrataram também Channing Frye, por 32 milhões por 4 anos. Que com este contrato é o jogador mais bem pago e o maior contrato garantido da equipa. E este vai tirar algum espaço a Tobias Harris, Aaron Gordon e Kyle O'Quinn. Mas, ok, pode ser explicado pela experiência e porque todas as equipas jovens precisam de mentores e veteranos que incutam uma mentalidade vencedora nos jovens. Frye pode ser um bom líder no balneário e alguém para ensinar os miúdos.

Embora se levantem questões do tempo de jogo (porque Frye não veio para não jogar e, antes da lesão, deveria mesmo ser o power forward titular) e do valor e duração do contrato, não é uma má contratação.

Luke Ridnour por 2 anos e 5,5 milhões também é um bom negócio. Ridnour é um bom base suplente e mais um jogador para complementar e ajudar os jovens.

Os Sixers, por exemplo, optaram por desistir completamente do presente e por serem maus agora para serem bons mais tarde. Os Magic parecem ter-se fartado de perder tanto e optado por um meio termo.
Continuaram a aposta na reconstrução pelo draft e no desenvolvimento dos jovens, mas contrataram uns veteranos para não serem assim tão maus e ajudarem os jovens.

Um meio termo que teve algumas decisões menos compreensíveis (Afflalo e Ben Gordon). Mas do lado da adição de mais talento jovem foi mais uma offseason positiva. Por isso, a nota é positiva. Se tivessem conseguido algo mais por Afflalo e não tivessem pagado tanto por Gordon, podiam levar uma nota mais positiva. Assim ficamo-nos pela dúzia.

Nota: 12


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)

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