23.10.14

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


E os campeões, que fizeram para defender o título e lutar pela sua revalidação? Depois dos Mavs, dos Rockets, dos Grizzlies e dos Pelicans, regressamos ao Texas para encerrar a avaliação das equipas da Southwest Division:



Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs

Saídas: Damion James
Entradas: Kyle Anderson (30ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Tony Parker - Danny Green - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Tiago Splitter
No Banco: Cory Joseph - Patty Mills - Manu Ginobili - Marco Belinelli - Boris Diaw - Jeff Ayres - Aron Baynes - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: Não mantiveram só o núcleo da equipa que foi campeã. Ou a maior parte da equipa. Ou todos os jogadores da rotação. Mantiveram TODA a equipa (ok, à excepção de Damion James).

Tranquilamente e sem alaridos, os Spurs trouxeram de volta todo o plantel que fez magia nas Finais de 2014 ((ok, à excepção de Damion James). Tim Duncan não se retirou e ativou o ano de opção (o último do seu contrato). Gregg Popovich renovou por mais uns anos (não anunciaram por quantos). E Tony Parker fez uma extensão de contrato por mais 3 anos (e 43 milhões).

E renovaram com todos os seus jogadores que eram free agents (Boris Diaw, Patty Mills, Matt Bonner e Aron Baynes). E todos com contratos razoáveis (28 milhões por 4 anos para Diaw - só com 2 anos garantidos; 11 milhões por 3 anos para Mills; contrato mínimo para Bonner; e 1.1 milhões para Baynes)

Raramente se vê uma equipa tão intocada e que se mantém tão igual mesmo até ao fundo do banco. Do plantel de 2013-14 saiu apenas Damion James para abrir uma vaga para o jogador que escolheram no draft, Kyle Anderson.

Que recebeu comparações com Boris Diaw e que teve direito à melhor apresentação de todo o draft, cortesia do general manager dos Spurs, RC Buford: "Jogadores que gostam de passar, que sabem jogar, que são lentos e não conseguem saltar encaixam-se muito bem na nossa equipa." Vamos ver se os Spurs conseguiram mais um roubo no draft.

Falou-se de Pau Gasol (que encaixaria que nem uma luva nesta equipa e formaria uma rotação no frontcourt assustadora de boa), mas o espanhol teria de aceitar uma substancial redução no seu ordenado para caber no espaço salarial que os Spurs tinham. No fim, Gasol acabou em Chicago e os Spurs acabaram com a equipa campeã intacta.

As maiores/únicas mudanças foram mesmo na equipa técnica, para onde foram buscar um experiente e reconhecido treinador europeu, o italiano Ettore Messina (que foi treinador de Manu Ginobili no Kinder Bologna, em 2001; venceram a Euroliga desse ano e Ginobili foi o MVP das Finais), e a primeira treinadora-adjunta de sempre na NBA, a ex-jogadora da WNBA Becky Hammon. Também aqui os Spurs continuam a ser pioneiros e a fazer diferente de (melhor do que) todas as outras equipas.

Portanto, é aposta total na continuidade da equipa que jogou um basquetebol quase-perfeito em Junho passado. Mas também, quando se tem algo tão especial para quê mudar? E só por manter o grupo que fez o que fez nas Finais de 2014 têm de levar uma nota positiva.

Nota: 14


(a seguir: Northwest Division - Denver Nuggets)

1 comentário:

  1. O escolha do Kyle Anderson foi mais um "roubo" dos Spurs. Nada a que não estejamos habituados. Vai encaixar que nem uma luva na equipa, é um extremo com um IQ basquetebolístico fenomenal, ressalta, passa e marca com extrema facilidade - embora muito devagarinho -, e vai ser capaz de contribuir muito em breve para a equipa.

    Basicamente, é um Diaw mais novo e menos entroncado, faz um pouco de tudo e faz bem, tecnicamente irrepreensível e um puro jogador de equipa. Era provavelmente o jogador mais "á Spurs" do draft, e acabou no local ideal para mostrar a sua qualidade.

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