29.11.14

Jogos a dar c'um pau



Enquanto a NBA não lança o seu arquivo de jogos (não é um sonho, é um projecto que está a ser desenvolvido, já estão digitalizadas 250.000 horas de jogos e daqui a 2 anos deverá estar concluído), resta-nos o Youtube para ver ou rever jogos antigos. Só que encontrar esses clips nem sempre é fácil, não é? 

Corbin Smith, do biscutblog, dá uma ajuda. Ele criou um documento no Google para compilar links de vídeos de jogos antigos e fazer um arquivo de jogos da NBA. O documento é aberto, todos podem acrescentar links e a lista está a crescer diariamente. Os jogos estão por ordem cronológica e encontram lá partidas desde 1954 até 2008.

Nunca viram Bill Russel, Jerry West, Oscar Robertson, Wilt Chamberlain, Kareem Abdul-Jabbar, Julius Erving e outros grandes do passado jogar? Querem horas e horas e horas de jogos e história da NBA? É perderem-se nesta lista.



28.11.14

Triplo Duplo - Episódio 5 (2ª temporada)


Vamos com um mês de temporada. E se, por um lado, 30 dias de temporada (e aproximadamente 15 jogos para cada equipa) já é suficiente para tirar algumas conclusões (acho que é seguro concluir que os Sixers são mesmo maus ou que a defesa dos Lakers é péssima), por outro lado, algumas dessas conclusões podem revelar-se precipitadas. Os Thunder não vão aos playoffs? Os Bucks e os Kings vão? Anthony Davis vai ser MVP? Derrick Rose não vai conseguir manter-se saudável? 

O TRIPLO DUPLO desta semana é dedicado a essas e outras conclusões precipitadas (ou não) deste primeiro mês de temporada:


27.11.14

CONTRA-ATAQUE - Bulls ou Cavs? Wizards!


Tal como anunciámos na semana passada, às quintas abrimos este espaço à opinião do Ricardo Brito Reis, jornalista, treinador de basquetebol, comentador da NBA na Sport TV, assinante da revista Volta ao Mundo e autor das melhores tostas mistas de Odivelas (diz ele, eu nunca provei, por isso vamos ter de acreditar na palavra dele). E no seu Contra-Ataque de hoje, o seu palpite para o vencedor do Este:




Bulls ou Cavs? Wizards!

por Ricardo Brito Reis

Um mês depois do arranque da época, começam a surgir as primeiras análises aos desempenhos das equipas da liga. Decidi, no entanto, romper essa tendência e, em vez de olhar para trás, vou projectar o que se pode esperar mais para o final da temporada, nomeadamente nos playoffs. E se, no Oeste, se espera uma luta bem emotiva pelo acesso à fase a eliminar - há, pelo menos, dez ou onze equipas a mostrar argumentos e/ou intenções de lá chegar -, o mesmo não se pode dizer em relação à Conferência Este.

Nesta altura, das formações que ocupam os oito lugares cimeiros da classificação do Este, sete devem seguir para os playoffs (o Jason Kidd que me desculpe, mas não acredito que os Bucks terminem a fase regular na metade de cima da tabela). Mas, se não é expectável que existam muitas surpresas no que diz respeito aos nomes dos conjuntos que não vão entrar de férias logo no final de Abril, o mesmo não se poderá dizer sobre o que esperar da fase da época que se decide à melhor de sete jogos.

Na maioria das previsões de pré-temporada, parecia estar já definido que o representante da Conferência Este nas Finais seria os Cleveland Cavaliers ou os Chicago Bulls. No entanto, a minha opinião vai noutro sentido. Os Cavs têm tido muitas dificuldades em executar o estilo de jogo europeu que David Blatt parece querer implementar na formação de Cleveland, enquanto os Bulls são uma incógnita, muito devido à imprevisibilidade da condição física do base Derrick Rose.

Bem sei que ainda é demasiado cedo, mas ambas as equipas têm revelado falta. De quê? Aos Cavs, falta de um banco que contribua para o sucesso da formação onde brilham LeBron James, Kevin Love e Kyrie Irving, falta de tempo para que o técnico David Blatt se adapte à NBA - competência não lhe falta, ao contrário do que alguma imprensa escreve - e falta de experiência de playoffs, sobretudo a Love e Irving. Aos Bulls, falta... saúde, até porque, no papel, parecem ter tudo para chegar longe.

O início da temporada trouxe para as luzes da ribalta os Toronto Raptors, mas, também no caso dos canadianos, há lacunas evidentes. Jonas Valanciunas continua a mostrar muitas dificuldades na defesa dos jogadores interiores e fica quase sempre no banco nos minutos decisivos das partidas, o que revela a pouca confiança que o treinador Dwane Casey tem no poste lituano. E, com o aumento do jogo em meio-campo nos playoffs, a ausência de um jogador interior que mostre serviço dos dois lados do campo vai ter uma importância acrescida.

Na sombra estão os Washington Wizards. O conjunto orientado por Randy Wittman até perdeu capacidade de defesa no perímetro com a saída de Trevor Ariza para os Houston Rockets (http://setevintecinco.blogspot.pt/2014/10/boletim-de-avaliacao-washington-wizards.html), mas têm um banco mais profundo nas posições interiores (Kris Humphries e DeJuan Blair vêm dar uma boa ajuda) e a contratação de Paul Pierce poderá ser fundamental para que a equipa da capital norte-americana faça melhor do que no ano passado, em que atingiu a segunda ronda dos playoffs.

Pierce sabe o que é preciso para ser campeão da NBA - o #34 dos Wizards tem um anel e foi MVP das Finais de 2007/08, pelos Boston Celtics - e vai servir de mentor a John Wall e Bradley Beal. E se estes dois já revelaram muita maturidade na abordagem aos playoffs da época transacta, com os conselhos sábios de «The Truth» e o desenvolvimento natural por força de mais 82 jogos nas pernas, imagine-se os estragos que a dupla Wall-Beal pode fazer. Sem esquecer, claro, que o próprio Paul Pierce ainda tem "combustível no depósito", isto sem falar de Nené - actualmente lesionado -, Marcin Gortat e dos suplentes Andre Miller e Drew Gooden.

Para já, e com Bradley Beal a participar em apenas cinco jogos e Martell Webster ainda longe da estreia, os Wizards apresentam alguns números interessantes. Lideram a NBA no ranking da Assist Percentage (percentagem de lançamentos concretizados após assistência), com uns fantásticos 65,2%, o que é revelador do colectivismo da equipa. Destaque também para o 8º lugar do ranking da Eficiência Defensiva, sendo que este indicador melhora (5º lugar) quando são considerados apenas os últimos cinco minutos dos jogos, ou seja, na altura decisiva. Os Raptors, por exemplo, estão em 7º no ranking da Eficiência Defensiva, mas apenas em 17º no «clutch time».

Os números valem o que valem e, sem Beal, Webster e Nené a 100%, não são demonstrativos do que os Washington Wizards podem fazer dentro das quatro linhas, mas acredito que esta será uma equipa a ter em conta nos playoffs. E se lá chegarem com o plantel totalmente disponível, são a minha aposta para vencer o Este.

25.11.14

BUUUZZZZzzzzzzzzzz...



Deve ser mais ou menos esse o som das expectativas a descer em Charlotte. Porque poucas equipas entraram nesta temporada com tantas expectativas e poucas têm tido desiludido tanto como os Hornets.

Depois de, apenas pela segunda vez na história da organização, terem terminado a época com um recorde positivo e ido aos playoffs, continuaram, na offseason, a reforçar e a construir a equipa. Contrataram Lance Stephenson e Marvin Williams e tiveram duas boas escolhas no draft. Para além disso, enterraram os Bobcats e recuperaram o nome "Hornets". E, com novo nome, novas cores, novo campo e novas caras na equipa, o buzz estava de volta à cidade e eram uma das equipas que esperávamos que desse um passo em frente em 2014-15

Mas ao fim de 15 jogos e um medíocre recorde de 4-11, a Buzz City está silenciosa e preocupada. O ataque, que se esperava que melhorasse com Stephenson, continua a ser tão sofrível como antes e continua a ser um dos piores da liga (em 2013-14, foram 24ºs, com 103.6 pts por cada 100 posses de bola e este ano ainda está pior, apenas 26ºs, com um rating ofensivo de 101.2 pts). E a defesa, que no ano passado era o seu ponto forte e uma das melhores da liga (5ª melhor, com um rating defensivo de 103.8), piorou e está também entre as piores (22ª, com 107.8 pontos sofridos por cada 100 posses de bola).

Josh McRoberts está a fazer mais falta do que se esperava. McBob era um elemento importante (um bom passador e atirador numa equipa que não tinha muitos nem de uns nem de outros), mas esperávamos que as entradas de Stephenson, Marvin Williams, PJ Hairston e Noah Vonleh mais do que compensassem a sua saída. 

Mas parece que não (ou até agora não). A movimentação de bola está pior e estão a atirar pior de três (35% em 2013-14, 32% este ano). Stephenson tem sido irregular, Marvin Williams mau, Kemba Walker ineficaz e o ataque continua a depender em demasia de Al Jefferson. E quando os atiradores que o rodeiam não acertam os lançamentos, o trabalho deste fica mais difícil. 

Na defesa, têm sentido (e como!) a ausência de Michael Kidd-Gilchrist. O jovem extremo é o melhor defensor da equipa e a defesa deverá melhorar quando ele regressar. Mas, independentemente disso, as rotações e as ajudas estão longe de estarem afinadas e também desse lado do campo têm bastante trabalho para fazer.

Também o desenvolvimento de Kemba Walker não tem sido o esperado/desejado. O jovem base continua pouco eficaz (apenas 38.3% em lançamentos de campo e 14.7 pontos em 13.7 lançamentos) e não evoluiu na condução da equipa.

Ainda é cedo e ainda resta muito tempo para darem a volta à temporada. Mas têm de melhorar muito. E é bom começarem a fazê-lo rapidamente. Senão BUUZZZZZzzzzzzzzzzzzzz...

24.11.14

Passatempo Planeta Basket Store - o prémio


Aí está o vencedor do nosso passatempo Planeta Basket Store, o Fernando Cardoso, com a sua camisola do Damian Lillard. Parabéns mais uma vez ao Fernando!


Obrigado a todos pelas participações e muito obrigado, mais uma vez, à nossa parceira de passatempo, a Planeta Basket Store.

23.11.14

De fininho, de fininho...


Muito se tem falado, por exemplo (e com justiça), da evolução de DeMarcus Cousins, da produção de Marc Gasol, da explosão de Klay Thompson e dos contributos destas e de outras estrelas no sucesso das suas respectivas equipas. Mas há outros jogadores menos mediáticos que, sem se dar tanto por isso, têm tido também um papel fundamental no sucesso das suas equipas e estão a fazer grandes temporadas. Destacamos aqui alguns desses jogadores que têm voado abaixo do radar, mas que estão a fazer as melhores temporadas das suas carreiras:


Courtney Lee
O lançamento exterior tem sido o calcanhar de Aquiles do ataque dos Grizzlies nas últimas temporadas.  No ano passado contrataram Mike Miller para melhorar esse departamento e este ano a contratação mais mediática para esse departamento foi Vince Carter. Mas o melhor da equipa nesse aspecto tem sido Lee.
Está com a melhor percentagem de lançamentos de campo (55.7%) e 3pt da carreira (uns inacreditáveis 61.3%!), com a melhor média de pontos da carreira (13.9) e ainda com máximos de sempre em ressaltos (3) e assistências (2.3).
O contributo do shooting guard tem sido fundamental para o excelente arranque dos Grizzlies. A equipa precisa de atiradores para abrir espaço para Gasol e Randolph no interior e Lee tem sido esse atirador.


Draymond Green
Entre as extraordinárias exibições ofensivas de Curry e Thompson, a defesa de Iguodala e Bogut e a evolução de Harrison Barnes, é fácil o bom início de temporada de Draymond Green passar despercebido. Mas o jovem extremo tem sido um dos melhores defesas da equipa, tem substituído com distinção o lesionado David Lee no cinco inicial e está a dar um contributo importante de ambos os lados do campo.
Em 11 jogos, vai com médias de 12.7 pts, 7.4 res, 3 ast, 39.6% 3pt e 54.4% 2pt. Os números são todos máximos de carreira e irão baixar quando Lee regressar (e Green voltar a sair do banco), mas está a ser uma peça importante no bom começo dos Warriors.


Darren Collison
Em Sacramento, a maior história da temporada tem sido a ascensão de DeMarcus Cousins. A outra tem sido o inesperado sucesso colectivo. E Collison é um dos maiores responsáveis por isso.
É o terceiro melhor marcador da equipa (15.9 pts), tem sido um bom condutor no ataque (7 ast/jogo) e é um dos responsáveis pela melhorada defesa da equipa.
tínhamos dito no Boletim de Avaliação dos Kings que os seus números podiam não ser tão vistosos como os de Thomas, mas que era um encaixe melhor e um jogador que lhes podia render mais no ataque e na defesa. E isso está a comprovar-se.
Foi provavelmente a contratação mais atacada da offseason e choveram críticas por terem substituído Isaiah Thomas por ele, mas Collison está a mostrar como essas críticas estavam erradas. 


Brandon Knight
Ninguém esperava que os jovens Bucks estivessem tão bem na classificação. E ninguém esperava que Brandon Knight fosse o maior responsável por isso. Mas se os Bucks estão neste momento em lugares de playoffs muito o devem ao seu base. 
Lidera a equipa em pontos e assistências e é ainda um dos melhores ressaltadores (o 4º melhor, apenas umas décimas atrás de Jabari Parker e Giannis Antetokounmpo - ambos com 5.6). Sem se dar por isso, tem evoluído em todas as épocas da carreira e este ano, mais uma vez, melhorou todos os números (18.1 pts, 6.4 ast, 5.3 res, 1.2 rb).
Knight é mais um exemplo que nos mostra como é preciso ter paciência com os jogadores jovens que chegam à liga e em particular com os que jogam nesta posição. A posição de base é das mais difíceis de aprender na NBA (e no basquetebol) e pode demorar várias temporadas até um jovem dominar as especificidades da posição (Mike Conley é outro exemplo disso; foi muito criticado no início da carreira e é hoje um dos mais sólidos e regulares bases da liga - e um dos mais subvalorizados).

Knight pode ser mais conhecido pelo nó que levou de Kyrie Irving no Rookie Challenge de 2013 e por ter estado do lado errado daquele brutal alley oop de DeAndre Jordan, mas está a dar o seu melhor para ser conhecido também pelo seu talento e pela sua produção.

22.11.14

Mais disto, se faz favor


No jogo da passada quinta feira com os Cavs, com 34 segundos para jogar, os Spurs ganhavam por um e tinham a posse de bola. Posse de bola, escusado será dizer, decisiva e que tinham de concretizar. Ora nessa situação, o que fazem as equipas da NBA 99% das vezes? Uma jogada de isolamento e 1x1 (a partir do topo do garrafão, normalmente). E o que fizeram os Spurs?

A princípio parecia que iam fazer isso mesmo, com Manu Ginobili a driblar no meio do campo, a gastar o tempo e, aparentemente, a esperar pelo fim dos 24 segundos para então penetrar:

Mas não fizeram isso. Tim Duncan subiu até ao topo do garrafão, Tony Parker abriu para fora da linha de três pontos e fizeram um "corte à UCLA". Ginobili passou a bola a Parker, passou pelo bloqueio de Duncan e cortou:


E agora parecia que iam para um 2x2. Ginobili continuava o corte, aclarava a seguir ao bloqueio e Duncan podia fazer um pick and roll lateral com Parker. Mas também não fizeram isso. 
Enquanto Ginobili cortava, Parker passou para Duncan na posição de poste alto...

e este passou imediatamente para Ginobili que estava na frente do seu defensor (Joe Harris, em parte por não estar à espera desse passe, em parte por ter defendido o corte e a primeira linha passe de Parker, perdeu a posição para esta segunda linha de passe) e o argentino recebeu a bola debaixo do cesto (com a movimentação do lado contrário - um bloqueio entre Diaw e Leonard - a manter os defensores dessa lado ocupados e o meio do campo livre):



(podem ver a jogada a partir do 1:53)

Primeiro parecia que iam para a jogada predilecta dos treinadores da NBA nos finais de períodos e de jogos, com um isolamento de Manu Ginobili, depois para a segunda predilecta, um pick and roll, e acabaram por fazer uma variação do "UCLA cut". Uma combinação simples, mas eficaz entre três jogadores que apanhou a defesa dos Cavs de surpresa e resultou na perfeição.

O que nos leva à pergunta: porque não fazem as equipas da NBA mais vezes isto? Porque não recorrem mais vezes a jogadas desenhadas e colectivas no final dos jogos? Se o fazem durante todo o jogo, porque recorrem sempre a jogadas individuais nestas situações?

Não estamos a dizer para deixarem de o fazer ou para nunca o fazerem. Porque é difícil parar um jogador talentoso no 1x1 e uma super-estrela super-talentosa numa jogada de isolamento pode ser muitas vezes a melhor chance que têm de ganhar o jogo. Mas não é sempre.
E, para além disso, se o fizerem sempre, torna-se previsível e menos eficaz. Como os Spurs demonstraram, variar é bom e traz bons resultados. Treinadores da NBA, mais disto no fim dos jogos, se faz favor.

20.11.14

CONTRA-ATAQUE - Um reforço de peso


Temos um reforço de peso para o SeteVinteCinco: Ricardo Brito Reis, um dos novos comentadores da NBA na Sport TV, vai assinar uma coluna semanal aqui no nosso/vosso blogue. 

Quem segue o SeteVinteCinco há mais tempo deve lembrar-se da coluna que tivemos durante a temporada de 2012-13, o CONTRA-ATAQUE (então escrita pelo Pedro Silva). Pois vamos recuperar essa coluna semanal, que irá agora ser assinada pelo Ricardo. O Ricardo é jornalista, treinador de basquetebol e um dos nomes que este ano entraram para os comentários da NBA na Sport TV (Ricardo, se me estiver a esquecer de alguma coisa, diz). 

A partir de hoje, às quintas abrimos o nosso espaço à sua opinião. E sem mais demoras, aí fica o seu primeiro CONTRA-ATAQUE:


Menos jogos JÁ!

por Ricardo Brito Reis

O que têm em comum Kevin Durant, Paul George, Steve Nash, Ricky Rubio, Russell Westbrook, David Lee, Jose Calderon, Patty Mills, George Hill e Terrence Jones? Todos eles, entre muitos outros nomes menos conhecidos, já falharam vários ou todos os jogos desta época devido a problemas de ordem física. O vírus das lesões voltou a atacar esta temporada - nalguns casos, até antes do arranque oficial da época - e este é um tema que tem estado, cada vez mais, na ordem do dia.

De há alguns anos a esta parte, temos assistido a outro fenómeno associado às maiores superestrelas da liga norte-americana, de seu nome DNP. O DNP é a sigla para a expressão Did Not Play e podemos encontrá-la nas fichas estatísticas dos jogos, de forma cada vez mais frequente, à frente dos nomes dos melhores jogadores, quando os treinadores pretendem fazer descansar este ou aquele atleta. Este ano, por exemplo, o técnico Gregg Popovich fez descansar Tim Duncan e Manu Ginobili ao quarto (!) jogo da temporada dos Spurs.

Que soluções para evitar tantas lesões? E que soluções para evitar tantos DNP com a justificação de fazer descansar atletas? Aos inúmeros apelos dos jogadores para que se faça alguma coisa no que à calendarização dos jogos diz respeito, a NBA tem enviado sinais contraditórios. Por um lado, testou um jogo de pré-época com períodos de 11 minutos (em vez dos habituais doze). Por outro, o comissário Adam Silver já veio falar da possibilidade de se criar um torneio a meio da temporada, por altura do All-Star Game, inspirado na fase eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA.

Várias vozes dentro da NBA têm defendido que a melhor opção é pura e simplesmente cortar os jogos de pré-época do calendário, uma vez que as equipas utilizam essas partidas para experimentar e dar tempo a jogadores que, ao longo da época, serão de "fundo do banco". Assim, a temporada poderia começar logo após o Training Camp, haveria mais tempo de descanso entre jogos, treinar-se-ia mais vezes ao longo do ano e, em especial, evitar-se-iam os «back-to-back».

Na minha opinião, a solução é simples e também já foi levantada por alguns analistas: reduzir a temporada. Uma época de 66 jogos, à semelhança do que aconteceu aquando do «lock-out» de 2011/12, mas começando em Outubro (como se de uma época de 82 jogos se tratasse), é mais do que suficiente para determinar quais são as melhores oito equipas de cada Conferência e, sobretudo, daria a garantia de termos atletas sempre na melhor forma. Menos jogos, mas jogos melhores.

É claro que subtrair a receita de 16 jogos por equipa seria um rombo nas finanças dos «franchises» e da própria NBA, mas, se o objectivo é ter jogos melhores, a receita pode ser compensada com a renegociação dos direitos televisivos e com um aumento, não muito significativo, do preço dos bilhetes.

Uma coisa é certa: o jogo é dos jogadores e todos queremos ver os melhores, no seu melhor.

19.11.14

Dia de Kobe


O dia hoje é de Kobe Bryant. O jogador dos Lakers pode ser um dos jogadores mais polarizadores de sempre, mas ame-se ou odeie-se Kobe, é inegável que o que ele fez nestes (até agora) 19 anos de carreira vai ficar para sempre na história da NBA. E que o que ele fez esta noite é algo raríssimo e que somos afortunados por ter testemunhado ao vivo.


Tão raríssimo que esta é apenas a quarta vez que acontece nos 68 anos de história da liga. E Kobe foi o mais jovem a consegui-lo.

Ame-se ou odeie-se Kobe, o seu feito é incontornável e vai para os anais da história. E este dia é todo dele.

Por isso, no dia de Kobe, recordamos aqui alguns artigos e posts que fizemos sobre ele ao longo destes anos:

- uma viagem visual (agora já desatualizada) pelos seus pontos e pela sua carreira

- o documentário Kobe Doin' Work completo

- um artigo sobre a clutchness de Kobe

- e um momento raro em que Kobe não lançou e assistiu na última posse de bola


18.11.14

17.11.14

Há quanto tempo, JaVale!


Ah, JaVale, há quanto tempo não nos presenteavas com uma destas. O Shaq já tinha tantas saudades tuas!



16.11.14

Tudo o que a NBA não precisa - parte 2


Já aqui falámos do que pensamos sobre o discurso radical e inflamatório da nova presidente da Associação de Jogadores. Mas tão ou mais preocupante do que o tom das declarações de Michele Roberts ou as suas opiniões sobre a divisão de receitas são as suas ideias sobre o tecto salarial e os contratos máximos.

Discutir a divisão de receitas é uma coisa. É algo que já sabemos que irá ser discutido no próximo acordo colectivo de trabalho, que gerará, como sempre, uma divisão entra as duas partes e poderá originar um novo lockout. Podemos discordar e considerar desnecessário o tom provocatório e de sindicalista radical da senhora Roberts, mas isso são as duas partes a discutir como dividir o bolo. Pôr em causa o tecto salarial é outra coisa completamente diferente e que põe em causa a NBA como a conhecemos.

Diz a senhora Roberts que existir um limite para aquilo que os jogadores podem ganhar e para aquilo que as equipas podem gastar "é incrivelmente anti-americano e o meu ADN sente-se ofendido com isso". 

Concordamos que, de facto, é anti-americano. Esse é, aliás, um dos maiores paradoxos do desporto mundial. Nos Estados Unidos, que são o país mais capitalista e com uma das economias mais liberais do mundo, o desporto é incrivelmente socialista, com regras de distribuição de receitas e mecanismos que procuram assegurar maior paridade e equilíbrio entre todos. E na Europa, no berço do socialismo e do estado social, onde os países têm sistemas públicos de saúde e de educação e mecanismos de distruibuição de riqueza, o desporto é totalmente capitalista e vigora a lei do mais rico.

Por isso, sim, o tecto salarial é anti-americano. Mas, ao contrário da senhora Roberts, nós achamos que isso é uma coisa boa. E que isso é o que torna a NBA tão especial e esse modelo desportivo americano tão bom (e melhor que o europeu).

Uma das coisas que torna a liga americana única é esse sistema em que todos têm de jogar pelas mesmas regras, e que procura reduzir as diferenças entre as equipas mais ricas e menos ricas e assegurar que mais equipas tenham condições de lutar por um título.

Acabar com o tecto salarial seria acabar com a NBA como a conhecemos. E isso é algo que nem os próprios jogadores devem querer. Porque aí seria a lei do mais rico. E alguém quer ver a NBA como o futebol europeu, em que ganham sempre os mesmos? Alguém quer ver uma equipa da NBA fazer um plantel galáctico à lá Real Madrid e que pudesse juntar no mesmo plantel Chris Paul, LeBron James, Kevin Durant, Anthony Davis e Dwight Howard?

As regras da NBA são anti-americanas? São. E ainda bem. Porque esse é um dos maiores feitos da liga, conseguir no país mais capitalista do mundo ter a liga desportiva mais socialista do mundo. Esperemos que isso não mude.

14.11.14

Triplo Duplo - Episódio 4 (2ª temporada)


No TRIPLO DUPLO desta semana começamos por falar de recordes. Dos de Dirk e se estes o tornam no melhor jogador internacional de sempre e do de Kobe e do significado que isso tem (se é que tem algum) na sua carreira. 
Continuamos a falar de extensões, das chorudas que alguns jogadores (Thompson, Rubio) receberam esta temporada e das que outros (Leonard, Butler, Jackson) não receberam.
E para terminar, como habitualmente, as coisas que nos deixaram de boca aberta esta semana.

Tudo no 4º episódio do TRIPLO DUPLO, o vosso videocast em português sobre a NBA:


13.11.14

Tudo o que a NBA não precisa



Um discurso radical, inflamatório, irresponsável, desnecessário, com argumentos falaciosos e, alguns, francamente estúpidos. É a única forma como podemos descrever a entrevista da nova presidente da NBPA (a associação de jogadores da NBA) à ESPN

Sim, a senhora acabou de assumir o cargo e quer marcar posição e mostrar que com ela não fazem farinha. E, sim, está já a preparar o terreno para a próxima negociação laboral. Mas não só este tipo de discurso divisório é tudo o que a NBA não precisa, como está repleto de argumentos falsos. Como este:

"Porque não pomos os donos a jogar metade dos jogos? (referindo-se à divisão 50-50 das receitas vigente neste CBA) Não haveria dinheiro se não fossem os jogadores."

Que (e perdoem-me o termo, mas não existe outro que descreva melhor este argumento) idiotice! Segundo essa lógica, os donos também podem dizer "Porque não pomos os jogadores a gerir as equipas? E a fazer o marketing e a burocracia e os negócios e a logística e toda a estrutura que lhes permite não terem de se preocupar com mais nada para além de jogar basquetebol?"

Isso é como a mão direita dizer à mão esquerda "eu é que seguro a faca e corto o bife, por isso se não fosse eu não comias". Mas se a mão esquerda não segurasse o garfo e prendesse o bife, não haveria bife para cortar. Uma mão precisa da outra. Cada uma sozinha... seria apenas maneta.

Os jogadores jogam, os dirigentes dirigem. Cada um tem um papel diferente, mas igualmente importante. E precisam uns dos outros. As equipas e a liga não existiriam sem os jogadores, tal como os jogadores não existiriam sem as equipas e a liga. 

Desvalorizar completamente o contributo dos outros intervenientes e dizer que os jogadores é que são os únicos responsáveis por todo o dinheiro gerado e sem eles nada disto existiria não é lutar pelos seus direitos. É extremar desnecessariamente a discussão e gerar má vontade e mau ambiente no que se quer que seja uma sociedade.

A NBA não precisa de divisão, mas sim de discursos unificadores. Os jogadores (e os donos e todos os intervenientes no jogo) têm de perceber que estão nisto juntos, que precisam uns dos outros e que o sucesso da liga é resultado do trabalho de todos.

E que nenhum fã quer ver a liga paralisada (de novo) por uma guerra entre donos e jogadores. Esperemos que reine o bom senso para evitar uma. Porque desses fãs é que depende verdadeiramente o sucesso da NBA. Sem eles é que não haveria dinheiro algum.


(porque as - perdoem-me de novo o termo, mas não há outro mais acertado - idiotices que a senhora disse dão para uma discussão extensa, vamos fazer isto em duas partes e no próximo artigo dissecaremos os seus argumentos sobre o salary cap, os contratos máximos e o mínimo de idade para jogar na liga)

12.11.14

Uma noite de recordes


Ontem tivemos recordes uns atrás dos outros. Foram tantos que, para o caso de vos ter escapado algum, aqui fica a compilação:


Noite de recordes  - parte 1

Com os 23 pontos marcados na suada vitória dos Mavs sobre os Kings (a 21ª consecutiva em casa frente a este adversário, outro recorde), Dirk Nowitzki ultrapassou Hakeem Olajuwon e é já o 9º melhor marcador da história da NBA.



Próximos na lista? Elvin Hayes e Moses Malone (que, se mantiver a sua média de pontos, Nowitzki alcançará ainda esta temporada).



Noite de recordes - parte 2

Com esses 23 pontos marcados ontem, Nowitzki tornou-se o jogador estrangeiro (i.e., não-nascido nos Estados Unidos) com mais pontos na história da liga.



Noite de recordes - parte 3

Com os 13 que apanhou ontem, Tim Duncan é o 11º jogador na história da NBA a atingir os 14.000 ressaltos.


The Big Fundamental está ainda à beira de outro marco histórico, pois faltam-lhe apenas 8 pontos para atingir os 25.000 na carreira (o que deverá acontecer no próximo jogo).


Noite de recordes - parte 4

E finalmente, com os 16 de ontem, Kobe Bryant ultrapassou John Havlicek e já é o jogador com mais lançamentos falhados de sempre (na temporada regular; o recorde dos playoffs já era dele também).


Este pode não ser o melhor recorde ou aquele que um jogador mais ambicione ter no currículo, mas não deixa de ser sinal de uma longa carreira no topo da liga.
Se olharmos para a lista, esta está preenchida com alguns dos melhores marcadores de sempre. Porque para marcar tantos lançamentos e tantos pontos é preciso lançar muitos também e, para isso acontecer, é preciso ser o melhor jogador (ou um dos melhores jogadores) da equipa durante muito tempo.

Por isso, ame-se ou odeie-se Kobe, é preciso reconhecer que ser a estrela de uma equipa durante 19 anos é um feito raríssimo e incrível. Só jogar 19 anos na NBA já é para muito poucos. Fazê-lo a este nível é extraordinário.

11.11.14

Thumbs up para Deron, thumbs down para Anthony


A ressurreição de Deron Williams

O regresso de que toda a gente fala e que todos acompanham à lupa esta temporada é o de Derrick Rose, mas outro base também parece estar de volta. Deron Williams foi nomeado o jogador da semana da conferência Este e parece estar de volta à sua melhor forma.


Às vezes parece que já foi há mais tempo, mas apenas há duas temporadas Deron Williams estava em todas as discussões sobre os melhores bases da liga. Nos seus tempos em Utah, estava sempre nos primeiros lugares dessa discussão e nas duas primeiras temporadas nos Nets era também um nome sempre referido nessa conversa.

Deron Williams pode não ter estado fora dos campos em 2013-14, mas também não esteve completamente em campo. Porque esteve lá, mas sempre limitado por problemas nos tornozelos e sem metade da capacidade atlética e explosão habituais. E acabou os 66 jogos em que alinhou com médias bem abaixo do seu normal (se não contarmos com a sua época de rookie, os números mais baixos da carreira): 14.3 pts e 6.1 ast.

Este ano, depois de cirurgias na offseason a ambos os tornozelos para retirar fragmentos de osso, parece de volta à forma anterior (forma que já temíamos perdida para sempre) e está com números ao nível de algumas das suas melhores temporadas: 19.5 pts e 7 ast.

Não sabemos se alguma vez vai voltar a entrar na discussão dos melhores bases da liga (porque essa posição está mais talentosa que nunca, ele não está a ficar mais novo e há muitos jovens em ascensão e que se vão afirmar ainda mais nesta temporada e nas próximas), mas é bom tê-lo de volta.

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E o momento wtf?! de Anthony Bennett

O ex-Cavalier e atual Wolf afirmou em entrevista à Sports Illustrated, que parte da razão por que jogou tão mal no ano passado foi porque não conseguia ver bem. Nesta offseason fez correção a laser e diz que agora tem uma visão normal, mas que no ano passado não conseguia ver o marcador, distinguir as pessoas no público ou sequer ver as jogadas que o treinador indicava do banco. Basicamente, que era míope que nem uma porta.

Quão má era a sua visão, segundo ele?


E, acrescenta o jogador escolhido na 1ª posição do draft de 2013, que nunca usou lentes de contacto porque não se adaptou a nenhum tipo de lentes e não as conseguia colocar.


Isto é tão ridículo que parece mentira. E meter uns óculos, não? Ou fazer em 2013 a correção laser que fez agora?

Como é que é possível isto acontecer a este nível? Das três, uma: ou Bennett nunca revelou à equipa a severidade da sua falta de visão (o que é incompreensível e uma falta de profissionalismo inacreditável; e, da parte da equipa, eles não fazem testes?!), ou nunca fizeram nada (o que é ainda mais inacreditável) ou o problema não era assim tão grave e ele está a usá-lo como desculpa. 

Qualquer que seja a hipótese certa, Bennett fica.. muito mal visto nesta história.

9.11.14

Boletim de Avaliação - Sacramento Kings


E para terminar a Pacific Division (e a avaliação das 30 equipas da NBA), depois dos Warriors, dos Clippers, dos Lakers e dos Suns, vamos até Sacramento, onde, a julgar pelo início de temporada, a offseason deve ter corrido bem:



Boletim de Avaliação - Sacramento Kings

Saídas: Isaiah Thomas, Jason Terry, Quincy Acy, Travis Outlaw, Jared Cunningham, Willie Reed
Entradas: Darren Collison, Ramons Sessions, Ryan Hollins, Omri Casspi, Nik Stauskas (8ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Darren Collison - Ben McLemore - Rudy Gay - Jason Thompson - DeMarcus Cousins
No Banco: Ramon Sessions - Nik Stauskas - Omri Casspi - Derrick Williams - Carl Landry - Reggie Evans
Treinador: Mike Malone

Balanço: Numa coisa a offseason parece ter corrido muito bem aos Kings: na maturação de Cousins. A ida do jovem poste à selecção e a participação no Mundial parecem ter-lhe feito muito bem e ajudado no seu crescimento como jogador e na sua maturidade. E como o sucesso dos Kings está intimamente ligado a isso, a offseason correu particularmente bem nesse aspecto.

Depois, no que às decisões e mudanças no plantel diz respeito:

Teriam de decidir o que fazer com Rudy Gay, se ele optasse por terminar o contrato e tornar-se agente livre. Mas ele ativou o último ano de opção e adiou essa decisão (que pode ser tomada durante esta temporada, se chegarem a acordo numa extensão do contrato, ou adiada para a próxima offseason, quando ele for agente livre).

Uma decisão adiada, mas tinham outra para tomar: o que fazer com o agente livre com restrições Isaiah Thomas.

E, antes de qualquer decisão de/com Thomas, contrataram Darren Collison no início da free agency, o que foi sinal do que veio a seguir. Não igualaram a oferta que Thomas recebeu dos Suns (28 milhões por 4 anos), acordaram um sign and trade pelo jogador e deixaram-no sair.

Como já dissemos no Triplo Duplo desta semana, os números de Collison não são tão vistosos como os de Thomas, mas o ex-Clipper é um encaixe melhor nesta equipa e um jogador que lhes pode render mais (e está a render; contratarem Collison está a revelar-se o melhor que se calhar lhes aconteceu). Trocar Thomas por Collison pode parecer um passo atrás à primeira vista, mas a defesa e a movimentação de bola no ataque ficaram melhor.

Para resolver o problema de jogadores a mais nas posições de extremos (small forwards e power forwards), trocaram Quincy Acy e Travis Outlaw por Jeremy Tyler e Wayne Ellington. Uma troca apenas para libertar espaço (salarial e de plantel) em duas posições onde já tinham várias soluções (Tyler e Ellington foram dispensados).

No draft, e como já tinham profundidade nessas posições de extremos, seleccionaram Nik Stauskas, para reforçar o exterior e o backcourt (mais um atirador). E, para profundidade a base e completar o reforço do backcourt, contrataram também Ramon Sessions na free agency. 

Embora (tal como Darren Collison) a offseason tenha sido pouco vistosa, o balanço é positivo. Reforçaram o exterior e ficaram com um plantel mais equilibrado. Faltou apenas um poste suplente melhor para render Cousins (contrataram Ryan Hollins, mas é pouco) para a offseason ser um sucesso maior.

E continuam com flexibilidade daqui para a frente (para Rudy Gay e/ou para outros jogadores; têm apenas 41 milhões garantidos na próxima época). Ficaram melhores e têm opções em aberto para o futuro. Não foi espectacular, mas foi competente. O que já não eram há muito tempo.

Nota: 11

8.11.14

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Os Suns foram a Cinderela da temporada passada. A grande maioria das previsões punham-nos no fundo da conferência (nós inclusive), mas surpreenderam meio mundo e acabaram à beira dos playoffs. Continuando com a avaliação da Pacific Division, depois dos Warriors, dos Clippers e dos Lakers, vamos ver o que fizeram em Phoenix para tentar repetir esse feito (e acrescentar a esse feito) da época passada:



Boletim de Avaliação - Phoenix Suns

Saídas: Channing Frye, Ish Smith, Dionte Christmas, Leandro Barbosa, Emeka Okafor
Entradas: Isaiah Thomas, Anthony Tolliver, Zoran Dragic, Shavlik Randolph, TJ Warren (14ª escolha no draft), Tyler Ennis (18ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Eric Bledsoe - Marcus Morris - Markieff Morris - Miles Plumlee
No Banco: Isaiah Thomas - Archie Goodwin - Gerald Green - PJ Tucker - Anthony Tolliver - Alex Len
Treinador: Jeff Hornacek

Balanço: O ano passado foi um ano de mudança e recomeço do (quase) zero para os Suns. Na offseason de 2013, mudaram o general manager, o treinador e mais de metade (dois terços, para sermos exacto) da equipa. O que ninguém esperava era que fosse um ano zero tão bom ou que começassem tão rapidamente a ter bons resultados. 

Goran Dragic fez a melhor época da sua carreira (ganhou o prémio de Jogador Mais Evoluído do Ano e foi nomeado para a 3ª All NBA Team), alguns dos seus jovens jogadores (como os gémeos Morris e Miles Plumlee) fizeram épocas bem acima do esperado, veteranos como Gerald Green e PJ Tucker ressuscitaram as suas carreiras e fizeram também excelentes temporadas e Jeff Hornacek, no seu primeiro ano como treinador, fez um trabalho sensacional com este grupo e colocou-os a jogar algum do melhor e mais colectivo basquetebol da liga.

Ora, depois desse ano tão promissor, que fizeram para dar o passo seguinte nessa (re)construção?

Para começar, e antes de pensar em reforçar a equipa, tinham de conseguir manter uma das pérolas do plantel. Eric Bledsoe era agente livre com restrições e a sua renovação transformou-se na maior novela da equipa na offseason. Não por culpa dos Suns, que lhe fizeram uma oferta mais do que justa (48 milhões por 4 anos; 12 milhões por um jogador que não é All Star e que tinha, na carreira, meia temporada a um nível próximo disso era para lá de justo) e, quando Bledsoe recusou, esperaram para ver se ele recebia alguma melhor ou se teria de aceitar esta que lhe fizeram.

Parece que Bledsoe pretendia um contrato máximo (algo completamente exagerado para o currículo que tinha e tem até este momento) e o braço de ferro arrastou-se durante todo o Verão. No fim, acabaram por chegar a acordo por 70 milhões por 5 anos (cerca de 14 milhões por ano) e os Suns mantiveram o seu explosivo e criativo duo do backcourt.

Antes disso, já tinham contratado também outro base, Isaiah Thomas, que encaixa que nem uma luva nesta equipa e será um sexto homem perfeito. Thomas é melhor para esse papel do que para o de base titular e a partir do banco poderá fazer o que faz melhor: atacar e marcar pontos.

No draft, reforçaram a profundidade na posição onde mais precisavam, a small forward, com TJ Warren. E depois escolheram ainda mais outro base, Tyler Ennis. Bons jogadores nunca são demais e os Suns jogam (pelo menos) com dois bases de cada vez, mas poderão ser bases a mais. Mas, como dizíamos, nesta fase de reconstrução jogadores talentosos e promissores nunca são demais e pode ser uma peça para manter ou para usar em negócios futuros.

Como (único) ponto negativo, tiveram a saída de Channing Frye. O power forward atirador era um jogador que gostavam de manter, mas não pelos valores que os Magic lhe ofereceram. Frye era um jogador muito útil e o seu lançamento exterior e a sua capacidade para abrir o ataque eram muito importantes nesta equipa que joga aberta e vive das penetrações de Dragic e Bledsoe, mas não era um jogador para o longo prazo e pelo qual valesse a pena comprometer flexibilidade.

Preferiram apostar noutros dois jovens e chegaram a acordo para uma extensão de contrato com os gémeos Morris (num negócio único na NBA, ofereceram 52 milhões por 4 anos pelos dois e eles é que decidiram como dividir o dinheiro; ficou 32 para Markieff, que era o titular, e 20 para Marcus).

Renovaram também com PJ Tucker (por uns razoáveis 16 milhões por 3 anos) e completaram o plantel com Anthony Tolliver, Shavlik Randolph e com a outra metade dos manos Dragic, Zoran.

À excepção de Thomas, não fizeram muito no que ao "acrescentar jogadores" diz respeito e não melhoraram por aí além. Mas conseguiram renovar os seus e continuar a aposta no desenvolvimento deste grupo. E acrescentaram um dos melhores suplentes que podiam acrescentar. Ainda vão a meio do trabalho (no próximo ano, Dragic pode/deve ser free agent e precisam de acrescentar mais alguns jogadores a este núcleo), mas vão no bom caminho.

Nota: 11


(a seguir, e para terminar a avaliação das 30 equipas: Pacific Division - Sacramento Kings)

7.11.14

Triplo Duplo - Episódio 3 (2ª temporada)


No TRIPLO DUPLO desta semana falamos de arranques. Dos bons (Kings, Rockets e Grizzlies), dos menos bons (Cavs e Thunder) e dos assim-assim. Não, dos assim-assim não falamos, só de bons e maus arranques e das equipas que começaram melhor e pior esta temporada:


5.11.14

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Cinco jogos, cinco derrotas e o pior começo da história da equipa. Só pode ser sinal de que a offseason não correu muito bem para os lados dos Lakers, não é? Continuando a análise das equipas da Pacific Division, depois dos Warriors e dos Clippers, vamos lá ver o que a histórica organização de Los Angeles fez este Verão:



Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers

Saídas: Pau Gasol, Jodie Meeks, Jordan Farmar, Chris Kaman, Kendall Marshall, Kent Bazemore
Entradas: Carlos Boozer, Ed Davis, Wayne Ellington, Julius Randle (7ª escolha no draft), Jordan Clarkson (46ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jeremy Lin - Kobe Bryant - Wesley Johnson - Carlos Boozer - Jordan Hill
No Banco: Ronnie Price - Wayne Ellington - Jordan Clarkson - Xavier Henry - Nick Young - Ed Davis - Robert Sacre - (Steve Nash) - (Julius Randle)
Treinador: saiu Mike D'Antoni, entrou Byron Scott

Balanço: Os Lakers não fazem tanking. Porque não está na sua filosofia, porque não podem e, também, porque nunca precisaram (e se calhar continuam a não precisar).

São uma das equipas históricas da liga, são uma organização orgulhosa e com uma herança a respeitar, têm fãs que não aceitariam essa estratégia e nunca tiveram dificuldades em atrair free agents. Nunca precisaram de começar do zero e reconstruir pelo draft, sempre privilegiaram a construção do plantel através da free agency e, apesar da recusa inédita de Dwight Howard e das polémicas recentes sobre essa questão, quando tiverem espaço salarial vão sempre ser um destino atractivo para free agents. 

Têm também um contrato televisivo que não o permite. Uma parte do valor desse contrato televisivo local com a Time Warner (que pode valer até 4 mil milhões de dólares ao longo de 20 anos) depende das audiências. E mesmo sem estarem no topo da liga ou terem qualquer aspiração a lutar por um título continuam a ser uma das equipas mais seguidas, com mais jogos na televisão e que atrai mais espectadores. Os Lakers (também) são entretenimento e negócio, por isso, são obrigados a apresentar um produto respeitável.

E, claro, têm um jogador chamado Kobe Bryant nos últimos anos da sua carreira (e como trocá-lo está fora de questão também, têm de tentar montar uma equipa respeitável à sua volta). 
Quando renovaram o contrato de Kobe por mais dois anos e 48 milhões, limitaram as opções da equipa na free agency. Deixaram de ter espaço para dois contratos máximos (e a possibilidade de adicionar duas estrelas). Ficaram com espaço para um, mas mesmo com uma estrela e Kobe não chegava para transformar esta equipa num candidato. Desportivamente fez pouco sentido, mas, como já dizemos antes num artigo sobre esse tema, a questão é mais complexa do que isso.

Racionalmente e numa perspectiva puramente matemática, seria melhor que fizessem tanking, mas, por todas as razões apontadas, isso está fora de questão. Por isso, nesta offseason tentaram (mais uma vez) montar uma equipa mediana e que fosse, pelo menos, competitiva. 

Metade do plantel era free agent e deixaram sair muitos desses jogadores (Gasol, Kaman, Meeks, Farmar). Renovaram alguns dos mais jovens e promissores (Xavier Henry, Ryan Kelly, Wesley Johnson) com contratos de apenas um ou dois anos e sem comprometer a flexibilidade futura.
Como qualquer equipa entalada neste limbo da respeitabilidade, também tiveram algumas escolhas a pensar só no presente e em manter uma equipa respeitável, mas que nada adiantam para o futuro.

Renovaram com Nick Young (20 milhões por 4 anos; este é o único contrato que fizeram para além de 2015-16 e a pior decisão da offseason, porque é a única que limita, mesmo que pouco, a sua flexibilidade futura) e Jordan Hill (18 milhões por 2 anos; números claramente exagerados, mas um contracto curto e que não compromete, por isso, o futuro) e contrataram uns veteranos para esta época: Carlos Boozer (por uns parcos 3,5 milhões, depois da amnistia dos Bulls), Ronnie Price e Wayne Ellington. E receberam dos Rockets Jeremy Lin e o seu último ano de contrato.

No draft, tiveram a sua escolha mais alta desde 1982 (quando tiveram a 1ª escolha e seleccionaram James Worthy) e com Julius Randle conseguiram, aqui sim, uma peça para o futuro (se calhar a única de todo o plantel actual).

Tentaram, mais uma vez, ser competitivos e medianos. Sem todas as lesões, era o que teriam sido no ano passado. E era o que seriam também este ano.

Só que, não quiseram fazer tanking, mas o destino está a fazer por eles. As costas de Steve Nash aguentaram dois jogos de pré-temporada e Julius Randle lesionou-se para toda a época no primeiro jogo da temporada regular. E como estamos a ver, vai ser mais um ano longo e penoso para os Lakers. 

O que, no longo prazo, pode acabar por ser o melhor para eles. Porque a reconstrução vai ter de acontecer e mais vale ter uma escolha alta no draft para começar. Assim vão ter essa escolha sem poderem ser acusados de montar propositadamente uma equipa má para o conseguir. 

Mas, para já, foi mais uma offseason que não adiantou nada para o futuro da equipa e mais um ano de adiamento da inevitável reconstrução. Mantiveram a flexibilidade para a reconstrução que só vai começar a sério quando Kobe se retirar. Até lá é isto que vamos ter.

Nota: 9



(a seguir: Pacific Division - Phoenix Suns)


3.11.14

Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers


Será este o ano em que os Clippers passam da segunda ronda dos playoffs? Continuando com a análise das equipas da Pacific Division, depois dos Warriors, vamos até LA ver o que fizeram os ex-parentes pobres dos Lakers para dar esse passo:



Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers

Saídas: Jared Dudley, Darren Collison, Ryan Hollins, Danny Granger, Willie Green
Entradas: Spencer Hawes, Ekpe Udoh, Jordan Farmar, Chris Douglas-Roberts, Jared Cunningham, CJ Wilcox (28ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Chris Paul - JJ Redick - Matt Barnes - Blake Griffin - DeAndre Jordan 
No Banco: Jordan Farmar - Jamal Crawford - Chris Douglas-Roberts - Hedo Turkoglu - Glen Davis - Ekpe Udoh - Spencer Hawes
Treinador: Doc Rivers

Balanço: Antes de mais, precisavam de resolver a situação pantanosa em que se viram metidos a meio da primeira ronda dos playoffs, quando as declarações racistas de Donald Sterling vieram a público e a liga baniu-o para sempre e exigiu a venda da equipa.

Essa novela prometia arrastar-se por meses (ou anos) e ser um longo e penoso processo, mas acabou por se resolver antes de começar a temporada. Essa parte correu bem, portanto (muito melhor do que se esperava), têm um novo dono e parece que nunca houve tanto optimismo e tão bom ambiente na organização.

Resolvidas as questões fora de campo, o que precisavam de fazer dentro do mesmo? Definitivamente, melhorar o frontcourt e o jogo interior. Contratar um poste suplente e mais e melhores opções atrás de Griffin e Jordan. Mais ajuda no perímetro (na defesa, principalmente) também era bem vinda.

Para isso, trocaram uma das desilusões do ano passado, Jared Dudley, por Carlos Delfino e Miroslav Raduljica (que dispensaram), para libertar espaço salarial. 

No draft, foram à procura de ajuda para o backcourt. Foram atrás um shooting guard "3andD" e seleccionaram CJ Wilcox, um atirador que também sabe defender. 

Depois na free agency, foram à procura de reforços para o interior. Arranjaram dois postes com características e contribuições distintas: um mais tradicional para o interior e para defender e outro capaz de abrir o campo e jogar no perímetro. Ekpe Udoh dá-lhes um bom defensor e protector do cesto para render DeAndre Jordan e Spencer Hawes, para além de mais um ressaltador, dá-lhes um bom atirador e um jogador interior que lhes permite variar o ataque. Renovaram também com Glen Davis (apesar da má temporada, Davis pode render bem mais do que em 2013-14) e ficam com um froncourt suplente que lhes dá opções melhores e mais variadas.

Recrutaram também Jordan Farmar e Chris Douglas Roberts (basicamente, para os lugares de Collison e Dudley).

No backcourt não ficaram melhores nem mais profundos, apenas mudaram os nomes dos actores secundários. Foi mais um baralhar e tentar uma nova mão do que uma mudança de baralho. Mas ficaram mais profundos e com mais e melhores opções no frontcourt. Que era a área onde precisavam mesmo de melhorar.

Estas mudanças vão seguramente ajudar e levam uma nota positiva pelas mesmas, Mas, mais do que destas mudanças no elenco secundário, é da evolução do seu cinco inicial e do progresso que Griffin e Jordan fizerem (principalmente na defesa) que dependem para dar esse próximo passo.

Nota: 11


(a seguir: Pacific Division - Los Angeles Lakers)

2.11.14

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Dois jogos, duas vitórias. Ontem, o seu backcourt marcou mais pontos (72) do que toda a equipa dos Hornets (69) e a temporada não podia estar a começar melhor. É o resultado duma boa offseason? 



Boletim de Avaliação - Golden State Warriors

Saídas: Steve Blake, Jermaine O'Neal, Jordan Crawford, Hilton Armstrong
Entradas: Shaun Livingston, Leandro Barbosa, Brandon Rush, Justin Holiday
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Harrison Barnes - David Lee - Andrew Bogut
No Banco: Shaun Livingston - Leandro Barbosa - Andre Iguodala - Draymond Green - Marreese Speights - Festus Ezeli
Treinador: saiu Mark Jackson, entrou Steve Kerr

Balanço: A offseason dos Warriors fica marcada tanto por aquilo que fizeram, como por aquilo que não fizeram. Foram umas das equipas que estiveram em discussões mais avançadas com os Wolves e, aparentemente, não chegaram a acordo para uma troca por Kevin Love porque não quiseram incluir Klay Thompson na troca (parece que os Wolves queriam Thompson, Lee e Barnes por Love e Kevin Martin e os Warriors não queriam desfazer-se do segundo Splash Brother).

Infelizmente, quão boa seria esta equipa com Kevin Love nunca vamos descobrir. Mas acreditamos que seria muito boa (Love não é pior defesa que David Lee, por isso a defesa não ficaria pior; e, no ataque, imaginem as possiblidades no pick and roll com Curry e Love) e que podia ser uma troca que elevava a equipa até ao topo da conferência. Podem ter deixado escapar uma oportunidade de ouro para o conseguir e vamos ver se não se arrependem de não ter feito essa troca.

Naquilo que fizeram, a grande mudança da offseason aconteceu no banco. Não nos suplentes, mas na primeira cadeira, de onde se levantou Mark Jackson e onde se senta agora Steve Kerr. 

Se olharmos apenas para os resultados (ganharam 51 jogos na temporada regular; foram eliminados na primeira ronda dos playoffs - pelos Clippers, em 7 jogos -, mas numa eliminatória em que, pelo segundo ano consecutivo, jogaram sem um dos titulares e jogadores fundamentais; portanto, Mark Jackson nunca chegou aos playoffs com toda a equipa disponível), pode ter sido surpreendente o despedimento de Mark Jackson. 

Mas se pensarmos que, para além, das divergências profissionais e pessoais do treinador com os dirigentes, houve problemas entre Jackson e os seus adjuntos e o ambiente entre equipa técnica e direcção (e dentro da própria equipa técnica) não era bom, fica claro que os Warriors precisavam de resolver essa questão. No fim, mais por esses problemas internos do que pelos resultados, Jackson foi despedido e procuraram outro treinador para os levar ao próximo nível. 

E contrataram Steve Kerr. O que é uma aposta de risco dos Warriors. Kerr nunca treinou uma equipa antes desta temporada (nem na NBA, nem em nenhum outro lado) e é uma aposta arriscada para uma equipa que precisa de ter resultados no curto prazo. Os Warriors não são uma equipa em construção e com tempo para treinadores rookies se desenvolverem e aprenderem (como os Jazz, os Celtics ou os Knicks, por exemplo). Os Warriors são uma equipa construída para ganhar agora e é missão de Steve Kerr, no seu primeiro ano, levá-los pelo menos à segunda ronda dos playoffs.

Nas outras cadeiras do banco, nas dos suplentes, também fizeram algumas mudanças. Na temporada passada, a sua segunda unidade foi das menos produtivas e das que menos pontos marcava na liga e precisavam urgentemente de melhorar esse departamento.

No draft não tinham qualquer escolha, por isso teriam de encontrar na free agency a ajuda que precisavam.

E trocaram de backcourt suplente. Steve Blake e Jordan Crawford eram agentes livres e os Warriors contrataram para os seus lugares Shaun Livingston (um base que fez uma boa temporada nos Nets e que lhes traz mais e melhor defesa e pode provocar mismatches no ataque) e Leandro Barbosa. 

Jermaine O'Neal também era agente livre e, com o regresso de Festus Ezeli, dispensável. E contrataram ainda mais ajuda e profundidade para o exterior, com o regresso de Brandon Rush.

Com o novo backcourt, com a passagem de Andre Iguodala para o banco e com o regresso de Festus Ezeli, ficam com uma segunda unidade bem melhor que no ano passado. Que era o que precisavam.

Aquilo que fizeram, fizeram bem. E merece uma nota positiva. Mas, com aquilo que não fizeram, a nota desta offseason podia ter sido bem mais alta.

Nota: 11


(a seguir: Pacific Division - Los Angeles Clippers)