2.11.14

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Dois jogos, duas vitórias. Ontem, o seu backcourt marcou mais pontos (72) do que toda a equipa dos Hornets (69) e a temporada não podia estar a começar melhor. É o resultado duma boa offseason? 



Boletim de Avaliação - Golden State Warriors

Saídas: Steve Blake, Jermaine O'Neal, Jordan Crawford, Hilton Armstrong
Entradas: Shaun Livingston, Leandro Barbosa, Brandon Rush, Justin Holiday
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Harrison Barnes - David Lee - Andrew Bogut
No Banco: Shaun Livingston - Leandro Barbosa - Andre Iguodala - Draymond Green - Marreese Speights - Festus Ezeli
Treinador: saiu Mark Jackson, entrou Steve Kerr

Balanço: A offseason dos Warriors fica marcada tanto por aquilo que fizeram, como por aquilo que não fizeram. Foram umas das equipas que estiveram em discussões mais avançadas com os Wolves e, aparentemente, não chegaram a acordo para uma troca por Kevin Love porque não quiseram incluir Klay Thompson na troca (parece que os Wolves queriam Thompson, Lee e Barnes por Love e Kevin Martin e os Warriors não queriam desfazer-se do segundo Splash Brother).

Infelizmente, quão boa seria esta equipa com Kevin Love nunca vamos descobrir. Mas acreditamos que seria muito boa (Love não é pior defesa que David Lee, por isso a defesa não ficaria pior; e, no ataque, imaginem as possiblidades no pick and roll com Curry e Love) e que podia ser uma troca que elevava a equipa até ao topo da conferência. Podem ter deixado escapar uma oportunidade de ouro para o conseguir e vamos ver se não se arrependem de não ter feito essa troca.

Naquilo que fizeram, a grande mudança da offseason aconteceu no banco. Não nos suplentes, mas na primeira cadeira, de onde se levantou Mark Jackson e onde se senta agora Steve Kerr. 

Se olharmos apenas para os resultados (ganharam 51 jogos na temporada regular; foram eliminados na primeira ronda dos playoffs - pelos Clippers, em 7 jogos -, mas numa eliminatória em que, pelo segundo ano consecutivo, jogaram sem um dos titulares e jogadores fundamentais; portanto, Mark Jackson nunca chegou aos playoffs com toda a equipa disponível), pode ter sido surpreendente o despedimento de Mark Jackson. 

Mas se pensarmos que, para além, das divergências profissionais e pessoais do treinador com os dirigentes, houve problemas entre Jackson e os seus adjuntos e o ambiente entre equipa técnica e direcção (e dentro da própria equipa técnica) não era bom, fica claro que os Warriors precisavam de resolver essa questão. No fim, mais por esses problemas internos do que pelos resultados, Jackson foi despedido e procuraram outro treinador para os levar ao próximo nível. 

E contrataram Steve Kerr. O que é uma aposta de risco dos Warriors. Kerr nunca treinou uma equipa antes desta temporada (nem na NBA, nem em nenhum outro lado) e é uma aposta arriscada para uma equipa que precisa de ter resultados no curto prazo. Os Warriors não são uma equipa em construção e com tempo para treinadores rookies se desenvolverem e aprenderem (como os Jazz, os Celtics ou os Knicks, por exemplo). Os Warriors são uma equipa construída para ganhar agora e é missão de Steve Kerr, no seu primeiro ano, levá-los pelo menos à segunda ronda dos playoffs.

Nas outras cadeiras do banco, nas dos suplentes, também fizeram algumas mudanças. Na temporada passada, a sua segunda unidade foi das menos produtivas e das que menos pontos marcava na liga e precisavam urgentemente de melhorar esse departamento.

No draft não tinham qualquer escolha, por isso teriam de encontrar na free agency a ajuda que precisavam.

E trocaram de backcourt suplente. Steve Blake e Jordan Crawford eram agentes livres e os Warriors contrataram para os seus lugares Shaun Livingston (um base que fez uma boa temporada nos Nets e que lhes traz mais e melhor defesa e pode provocar mismatches no ataque) e Leandro Barbosa. 

Jermaine O'Neal também era agente livre e, com o regresso de Festus Ezeli, dispensável. E contrataram ainda mais ajuda e profundidade para o exterior, com o regresso de Brandon Rush.

Com o novo backcourt, com a passagem de Andre Iguodala para o banco e com o regresso de Festus Ezeli, ficam com uma segunda unidade bem melhor que no ano passado. Que era o que precisavam.

Aquilo que fizeram, fizeram bem. E merece uma nota positiva. Mas, com aquilo que não fizeram, a nota desta offseason podia ter sido bem mais alta.

Nota: 11


(a seguir: Pacific Division - Los Angeles Clippers)

5 comentários:

  1. O Jordan Crawford esta em que equipa agora?

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    1. Está a jogar na China, nos Xinjiang Flying Tigers.

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  2. Márcio, esta equipa (como tantas vezes citas), com a saída de Thompson, Barnes e Lee... Deixava claramente de ser esta equipa!!
    Era uma outra equipa. Por muito que eu goste do Love, também não sei se trocava!!!!

    Tu trocavas?

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    1. Bem, com o que o Thompson está a jogar esta temporada já não sei...
      Sim, deixava de ser esta equipa, mas será que poderia ser uma equipa melhor? Continuo a achar que o Kevin Love encaixava que nem uma luva na equipa e nessa posição ficavam a ganhar (saía o Lee e entrava o Love). Na posição do Barnes, tinham o Iguodala. E um núcleo de Curry-Iguodala-Love-Bogut era com certeza um dos melhores da liga.

      Tinham depois trabalho para fazer e precisavam de lhes juntar uns role players. Ficavam, naquele momento, com um buraco para preencher a shooting guard e com um banco mais fraco, mas depois já sabemos que quando juntas várias estrelas, consegues atrair veteranos atrás de um anel a preço de desconto (como aconteceu em Miami e como aconteceu em Cleveland). Por isso nunca vamos saber quem poderia vir atrás do Love e como completariam o plantel.

      Se era muito para dar em troca? Talvez. Era arriscado? Sim. Mas nunca vamos saber quem mais se poderia juntar à equipa se lhe juntassem o Love, que passos se seguiriam e o que poderia ter acontecido.

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