8.11.14

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Os Suns foram a Cinderela da temporada passada. A grande maioria das previsões punham-nos no fundo da conferência (nós inclusive), mas surpreenderam meio mundo e acabaram à beira dos playoffs. Continuando com a avaliação da Pacific Division, depois dos Warriors, dos Clippers e dos Lakers, vamos ver o que fizeram em Phoenix para tentar repetir esse feito (e acrescentar a esse feito) da época passada:



Boletim de Avaliação - Phoenix Suns

Saídas: Channing Frye, Ish Smith, Dionte Christmas, Leandro Barbosa, Emeka Okafor
Entradas: Isaiah Thomas, Anthony Tolliver, Zoran Dragic, Shavlik Randolph, TJ Warren (14ª escolha no draft), Tyler Ennis (18ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Eric Bledsoe - Marcus Morris - Markieff Morris - Miles Plumlee
No Banco: Isaiah Thomas - Archie Goodwin - Gerald Green - PJ Tucker - Anthony Tolliver - Alex Len
Treinador: Jeff Hornacek

Balanço: O ano passado foi um ano de mudança e recomeço do (quase) zero para os Suns. Na offseason de 2013, mudaram o general manager, o treinador e mais de metade (dois terços, para sermos exacto) da equipa. O que ninguém esperava era que fosse um ano zero tão bom ou que começassem tão rapidamente a ter bons resultados. 

Goran Dragic fez a melhor época da sua carreira (ganhou o prémio de Jogador Mais Evoluído do Ano e foi nomeado para a 3ª All NBA Team), alguns dos seus jovens jogadores (como os gémeos Morris e Miles Plumlee) fizeram épocas bem acima do esperado, veteranos como Gerald Green e PJ Tucker ressuscitaram as suas carreiras e fizeram também excelentes temporadas e Jeff Hornacek, no seu primeiro ano como treinador, fez um trabalho sensacional com este grupo e colocou-os a jogar algum do melhor e mais colectivo basquetebol da liga.

Ora, depois desse ano tão promissor, que fizeram para dar o passo seguinte nessa (re)construção?

Para começar, e antes de pensar em reforçar a equipa, tinham de conseguir manter uma das pérolas do plantel. Eric Bledsoe era agente livre com restrições e a sua renovação transformou-se na maior novela da equipa na offseason. Não por culpa dos Suns, que lhe fizeram uma oferta mais do que justa (48 milhões por 4 anos; 12 milhões por um jogador que não é All Star e que tinha, na carreira, meia temporada a um nível próximo disso era para lá de justo) e, quando Bledsoe recusou, esperaram para ver se ele recebia alguma melhor ou se teria de aceitar esta que lhe fizeram.

Parece que Bledsoe pretendia um contrato máximo (algo completamente exagerado para o currículo que tinha e tem até este momento) e o braço de ferro arrastou-se durante todo o Verão. No fim, acabaram por chegar a acordo por 70 milhões por 5 anos (cerca de 14 milhões por ano) e os Suns mantiveram o seu explosivo e criativo duo do backcourt.

Antes disso, já tinham contratado também outro base, Isaiah Thomas, que encaixa que nem uma luva nesta equipa e será um sexto homem perfeito. Thomas é melhor para esse papel do que para o de base titular e a partir do banco poderá fazer o que faz melhor: atacar e marcar pontos.

No draft, reforçaram a profundidade na posição onde mais precisavam, a small forward, com TJ Warren. E depois escolheram ainda mais outro base, Tyler Ennis. Bons jogadores nunca são demais e os Suns jogam (pelo menos) com dois bases de cada vez, mas poderão ser bases a mais. Mas, como dizíamos, nesta fase de reconstrução jogadores talentosos e promissores nunca são demais e pode ser uma peça para manter ou para usar em negócios futuros.

Como (único) ponto negativo, tiveram a saída de Channing Frye. O power forward atirador era um jogador que gostavam de manter, mas não pelos valores que os Magic lhe ofereceram. Frye era um jogador muito útil e o seu lançamento exterior e a sua capacidade para abrir o ataque eram muito importantes nesta equipa que joga aberta e vive das penetrações de Dragic e Bledsoe, mas não era um jogador para o longo prazo e pelo qual valesse a pena comprometer flexibilidade.

Preferiram apostar noutros dois jovens e chegaram a acordo para uma extensão de contrato com os gémeos Morris (num negócio único na NBA, ofereceram 52 milhões por 4 anos pelos dois e eles é que decidiram como dividir o dinheiro; ficou 32 para Markieff, que era o titular, e 20 para Marcus).

Renovaram também com PJ Tucker (por uns razoáveis 16 milhões por 3 anos) e completaram o plantel com Anthony Tolliver, Shavlik Randolph e com a outra metade dos manos Dragic, Zoran.

À excepção de Thomas, não fizeram muito no que ao "acrescentar jogadores" diz respeito e não melhoraram por aí além. Mas conseguiram renovar os seus e continuar a aposta no desenvolvimento deste grupo. E acrescentaram um dos melhores suplentes que podiam acrescentar. Ainda vão a meio do trabalho (no próximo ano, Dragic pode/deve ser free agent e precisam de acrescentar mais alguns jogadores a este núcleo), mas vão no bom caminho.

Nota: 11


(a seguir, e para terminar a avaliação das 30 equipas: Pacific Division - Sacramento Kings)

1 comentário:

  1. descordo de ti em três pontos:
    1º a posição que mais devia ser reforçada era e é a de c, plumbee é manifestamente pouco e o len não é nada de mais..contra Cs de qualidade aquilo parece manteiga, nenhum dos dois tem capacidade atacante ou defensiva, o len é promissor, o plumbee é trabalhador e mais nada...
    2º a renovação do Bledsoe, ele é bom jogador? é. No entanto tem-se visto que pensa que é mais do que aquilo que é, com tiques de vedetismo, a melhor solução tinha sido uma sign and trade assim de cabeça penso que houston não se importava de ter dado o lin e o asik para o ter, boston e lakers não se importavam de ter tentado alguma coisa tal como dallas.
    3º Frye, para mim é a grande perda dos Suns para esta época, ele encaixava que nem uma luva nesta equipa, o ataque baseava-se muito na forma como ele combinava com o dragic e se afastava para a linha de 3 pts, além da veterania que trazia ao balneário, era ele que tornava o ataque dos suns mais dificil de defender..agora baseia-se muito nas penetrações dos seus bases e pouco mais..

    José

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