1.11.14

Boletim de Avaliação - Utah Jazz


Para terminar a avaliação da Northwest Division, depois dos Nuggets, dos Timberwolves, dos Thunder e dos Blazers, vamos até à capital mórmon dos Estados Unidos ver o que os Jazz fizeram para continuar a construir o seu jovem e promissor grupo:




Boletim de Avaliação - Utah Jazz

Saídas: Marvin Williams, Richard Jefferson, Brandon Rush, Diante Garrett, John Lucas, Erik Murphy
Entradas: Trevor Booker, Steve Novak, Joe Ingles, Jordan Hamilton, Ian Clark, Toure Murry, Dante Exum (5ª escolha no draft), Rodney Hood (23ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Trey Burke - Alec Burks - Gordon Hayward - Derrick Favors - Enes Kanter
No Banco: Ian Clark - Dante Exum - Jeremy Evans - Rodney Hood - Joe Ingles - Trevor Booker - Rudy Gobert
Treinador: saiu Tyrone Corbin, entrou Quin Snyder

Balanço: O plano continua a ser juntar jogadores ao jovem núcleo e acumular mais peças para o futuro. Este ano tinham mais uma escolha alta no draft e poucas (ou nenhumas) aspirações aos playoffs, por isso, foi mais um ano a pensar no longo prazo e não no reforço imediato da equipa.

Começaram por procurar um treinador. Corbin cumpriu o seu trabalho nesta fase de transição pós-Jerry Sloan, mas os Jazz queriam alguém novo para o próximo passo de reconstrução e para guiar os jovens daqui em diante. E optaram por Quin Snyder, adjunto de Mike Budenholzer em Atlanta em 2013-14. Vamos ver se está à altura das expectativas (alguns apontam-no com um dos treinadores mais promissores da liga) e se é o homem para o longo prazo. 

No draft, com a 5º escolha selecionaram o talentoso, mas ainda "em projecto" Dante Exum. Embora, se pensarmos que seleccionaram outro base (Trey Burke) no ano passado, a escolha possa parecer algo estranha, Exum pode fazer as duas posições do backcourt, também pode jogar a shooting guard e os Jazz podem ter aqui o seu backcourt do futuro. 

Bons jogadores nunca são demais e os Jazz escolheram aquele que, independentemente de posição, pensaram ser o melhor jogador disponível (até porque já tinham jogadores jovens e para o futuro nas cinco posições, por isso qualquer posição que escolhessem seria sempre para fazer concorrência a algum dos seus titulares). 

Para além disso, nesta era da NBA as posições são cada vez menos estanques e rígidas e mais do que jogar com um point guard e um shooting guard com funções separadas, joga-se cada vez mais com dois bases, em que ambos podem dirigir o ataque, penetrar e atirar (como fazem os Suns, por exemplo).

Com a 23ª escolha, seleccionaram Rodney Hood, um atirador e marcador de pontos, que pode ser um bom jogador para a rotação e para o banco;

Na free agency, o principal objectivo era renovar com Hayward. E a grande decisão foi cobrir ou não a oferta máxima dos Hornets (63 milhões por 4 anos). 
Decidiram cobrir e comprometerem-se com um grande contrato com o seu small forward titular. É um grande compromisso e um contrato que vai pagar a Hayward mais do que ele se calhar merece neste momento, mas não podiam perder uma das peças principais do seu núcleo e o jogador mais versátil da equipa (e um jogador ainda com bastante margem de progressão).

São números exagerados no presente, mas se Hayward se tornar no All Star que tem potencial para ser, poderão não ser números tão exagerados. E com a flexibilidade e espaço salarial que tinham e têm nos próximos anos (e ainda com a subida do tecto salarial em 2016-17, quando começar o novo e milionário contrato televisivo da liga), era uma decisão que tinham de tomar. De qualquer forma, foi o preço que o mercado ditou e o preço que tiveram de pagar para o manter.

Contrataram também Trevor Booker (9,7 milhões por 2 anos, com apenas o primeiro garantido) e Steve Novak (troca com os Raptors por Diante Garrett). Já sabemos que todas as equipas jovens precisam de veteranos e jogadores com experiência para ajudar e ensinar os miúdos. Booker dá profundidade no frontcourt, Novak dá tiro exterior (e compensa, nesse particular, as saídas de Marvin Williams e Richard Jefferson) e ambos podem ajudar nesse papel de veteranos no balneário.

Fizeram o que tinham de fazer com Hayward, adicionaram mais uma peça para o futuro e têm um dos mais jovens e promissores núcleos da liga. Continuam em boa posição para ter uma óptima equipa daqui a duas ou três temporadas e este ano vai ser mais uma época de desenvolvimento e aprendizagem para os seus miúdos.

Nota: 12



(a seguir: Pacific Division - Golden State Warriors)


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