20.11.14

CONTRA-ATAQUE - Um reforço de peso


Temos um reforço de peso para o SeteVinteCinco: Ricardo Brito Reis, um dos novos comentadores da NBA na Sport TV, vai assinar uma coluna semanal aqui no nosso/vosso blogue. 

Quem segue o SeteVinteCinco há mais tempo deve lembrar-se da coluna que tivemos durante a temporada de 2012-13, o CONTRA-ATAQUE (então escrita pelo Pedro Silva). Pois vamos recuperar essa coluna semanal, que irá agora ser assinada pelo Ricardo. O Ricardo é jornalista, treinador de basquetebol e um dos nomes que este ano entraram para os comentários da NBA na Sport TV (Ricardo, se me estiver a esquecer de alguma coisa, diz). 

A partir de hoje, às quintas abrimos o nosso espaço à sua opinião. E sem mais demoras, aí fica o seu primeiro CONTRA-ATAQUE:


Menos jogos JÁ!

por Ricardo Brito Reis

O que têm em comum Kevin Durant, Paul George, Steve Nash, Ricky Rubio, Russell Westbrook, David Lee, Jose Calderon, Patty Mills, George Hill e Terrence Jones? Todos eles, entre muitos outros nomes menos conhecidos, já falharam vários ou todos os jogos desta época devido a problemas de ordem física. O vírus das lesões voltou a atacar esta temporada - nalguns casos, até antes do arranque oficial da época - e este é um tema que tem estado, cada vez mais, na ordem do dia.

De há alguns anos a esta parte, temos assistido a outro fenómeno associado às maiores superestrelas da liga norte-americana, de seu nome DNP. O DNP é a sigla para a expressão Did Not Play e podemos encontrá-la nas fichas estatísticas dos jogos, de forma cada vez mais frequente, à frente dos nomes dos melhores jogadores, quando os treinadores pretendem fazer descansar este ou aquele atleta. Este ano, por exemplo, o técnico Gregg Popovich fez descansar Tim Duncan e Manu Ginobili ao quarto (!) jogo da temporada dos Spurs.

Que soluções para evitar tantas lesões? E que soluções para evitar tantos DNP com a justificação de fazer descansar atletas? Aos inúmeros apelos dos jogadores para que se faça alguma coisa no que à calendarização dos jogos diz respeito, a NBA tem enviado sinais contraditórios. Por um lado, testou um jogo de pré-época com períodos de 11 minutos (em vez dos habituais doze). Por outro, o comissário Adam Silver já veio falar da possibilidade de se criar um torneio a meio da temporada, por altura do All-Star Game, inspirado na fase eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA.

Várias vozes dentro da NBA têm defendido que a melhor opção é pura e simplesmente cortar os jogos de pré-época do calendário, uma vez que as equipas utilizam essas partidas para experimentar e dar tempo a jogadores que, ao longo da época, serão de "fundo do banco". Assim, a temporada poderia começar logo após o Training Camp, haveria mais tempo de descanso entre jogos, treinar-se-ia mais vezes ao longo do ano e, em especial, evitar-se-iam os «back-to-back».

Na minha opinião, a solução é simples e também já foi levantada por alguns analistas: reduzir a temporada. Uma época de 66 jogos, à semelhança do que aconteceu aquando do «lock-out» de 2011/12, mas começando em Outubro (como se de uma época de 82 jogos se tratasse), é mais do que suficiente para determinar quais são as melhores oito equipas de cada Conferência e, sobretudo, daria a garantia de termos atletas sempre na melhor forma. Menos jogos, mas jogos melhores.

É claro que subtrair a receita de 16 jogos por equipa seria um rombo nas finanças dos «franchises» e da própria NBA, mas, se o objectivo é ter jogos melhores, a receita pode ser compensada com a renegociação dos direitos televisivos e com um aumento, não muito significativo, do preço dos bilhetes.

Uma coisa é certa: o jogo é dos jogadores e todos queremos ver os melhores, no seu melhor.

5 comentários:

  1. Se as receitas diminuem os salários também, as estrelas concordam? Duvido..a de eliminar os jogos de pre epoca parece.me mais legitima

    josé

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Boa noite, desde já gostaria de congratular o blog SeteVinteCinco pela contratação que fez. Dos momentos que partilhei com o Ricardo, sei que nos próximos tempos, poderemos ter oportunidade de ler artigos, onde vamos notar um vasto conhecimento sobre esta modalidade.
    Em relação ao tema, a redução de jogos é a solução que beneficia mais os jogadores, mas em sentido oposto, é a que mais prejudica a NBA. A NBA não se resume apenas aos 82 jogos da época regular mais os jogos dos playoffs. Para além dos jogos, é do conhecimento dos fãs de basquetebol, a ajuda que a NBA oferece não só às comunidades americanas bem como em algumas partes do Mundo. Também proporciona o melhor basquetebol na Europa, Ásia e na América Latina, por exemplo. Se todos estes acontecimentos referidos são suportados pelas receitas que a NBA obtém ao longo de uma temporada, será triste, ver algumas dessas ajudas diminuirem ou talvez, numa situação mais hipotética, acabarem.
    Caso a redução dos jogos não for imposta, é necessário criar uma proteção para os jogadores. Temos vários exemplos de que ninguém está a salvo deste vírus, como o Ricardo disse.

    Cumprimentos,
    Diogo Ferreira

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  4. Gostei muito de ler a sua opinião mas tenho q admitir q discordo um pouco.
    Acho q os 82 jogos devem ser jogados, as equipas têm que se adaptar a isto e não a Liga é que tem que mudar. Isto porquê? Porque nos outros anos eram estes 82 jogos, poucas queixas se ouviam e os melhores jogadores rendiam muito quase todos os jogos. Agora está visto que estes "novos" jogadores gostam de receber muito e jogar pouco, então os donos das equipas e os treinadores têm que gerir esta situação de outra forma. Como? Simples construir uma equipas mais completa (exemplo SAS, das equipas mais profundas em que são poucos os jogadores que não jogam..) e a verdade é q resulta, época atrás de época nas primeiras posições da conferência, acho que isto é um pouco "simples" (e que o diga o Popovich não é? )
    E concordo quando o Diogo Ferreira que aqui comentou, quando diz que menos jogos, menos receita, menos salários (jogadores chateados) e menos contribuições para as Instituições de Caridade (que para mim é fundamental a NBA fazer, e acho um gesto grandioso por parte da Liga) . Ah e talvez um aumento do preço dos bilhetes e sendo assim, uma diminuição consequente do público que assiste nos pavilhões. Não gosto nada de ver equipas do fundo da Liga a terem maior assistência quando jogam contra equipas com "estrelas" e nos jogos mais "fracos" teoricamente o pavilhão com imensos lugares vazios, estraga o ambiente e acho que afecta um pouco a moral dos jogadores.
    Isto é apenas a minha opinião

    Cumprimentos do vosso leitor

    * peço desculpa se cometi algum erro ou assim, mas foi escrito um pouco à pressa. :D

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  5. a meu ver , o grande problema estará na questão dos recordes e a quase "irradiação" de compraçoes atraves de numeros ao longo dos anos . pergunto eu , se este ano o kobe nao estivesse a apanhar o jordan em pontos porque tinha feito epocas de 66 jogos , quanto menos intresse teria liga ? é só um exemplo . acho a ideia da pré-epoca exequivel , a da diminuição de jogos impossivel , porque , e embora as vezes nos esquecmos disso , a nba e um negocio , e sempre será

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