23.11.14

De fininho, de fininho...


Muito se tem falado, por exemplo (e com justiça), da evolução de DeMarcus Cousins, da produção de Marc Gasol, da explosão de Klay Thompson e dos contributos destas e de outras estrelas no sucesso das suas respectivas equipas. Mas há outros jogadores menos mediáticos que, sem se dar tanto por isso, têm tido também um papel fundamental no sucesso das suas equipas e estão a fazer grandes temporadas. Destacamos aqui alguns desses jogadores que têm voado abaixo do radar, mas que estão a fazer as melhores temporadas das suas carreiras:


Courtney Lee
O lançamento exterior tem sido o calcanhar de Aquiles do ataque dos Grizzlies nas últimas temporadas.  No ano passado contrataram Mike Miller para melhorar esse departamento e este ano a contratação mais mediática para esse departamento foi Vince Carter. Mas o melhor da equipa nesse aspecto tem sido Lee.
Está com a melhor percentagem de lançamentos de campo (55.7%) e 3pt da carreira (uns inacreditáveis 61.3%!), com a melhor média de pontos da carreira (13.9) e ainda com máximos de sempre em ressaltos (3) e assistências (2.3).
O contributo do shooting guard tem sido fundamental para o excelente arranque dos Grizzlies. A equipa precisa de atiradores para abrir espaço para Gasol e Randolph no interior e Lee tem sido esse atirador.


Draymond Green
Entre as extraordinárias exibições ofensivas de Curry e Thompson, a defesa de Iguodala e Bogut e a evolução de Harrison Barnes, é fácil o bom início de temporada de Draymond Green passar despercebido. Mas o jovem extremo tem sido um dos melhores defesas da equipa, tem substituído com distinção o lesionado David Lee no cinco inicial e está a dar um contributo importante de ambos os lados do campo.
Em 11 jogos, vai com médias de 12.7 pts, 7.4 res, 3 ast, 39.6% 3pt e 54.4% 2pt. Os números são todos máximos de carreira e irão baixar quando Lee regressar (e Green voltar a sair do banco), mas está a ser uma peça importante no bom começo dos Warriors.


Darren Collison
Em Sacramento, a maior história da temporada tem sido a ascensão de DeMarcus Cousins. A outra tem sido o inesperado sucesso colectivo. E Collison é um dos maiores responsáveis por isso.
É o terceiro melhor marcador da equipa (15.9 pts), tem sido um bom condutor no ataque (7 ast/jogo) e é um dos responsáveis pela melhorada defesa da equipa.
tínhamos dito no Boletim de Avaliação dos Kings que os seus números podiam não ser tão vistosos como os de Thomas, mas que era um encaixe melhor e um jogador que lhes podia render mais no ataque e na defesa. E isso está a comprovar-se.
Foi provavelmente a contratação mais atacada da offseason e choveram críticas por terem substituído Isaiah Thomas por ele, mas Collison está a mostrar como essas críticas estavam erradas. 


Brandon Knight
Ninguém esperava que os jovens Bucks estivessem tão bem na classificação. E ninguém esperava que Brandon Knight fosse o maior responsável por isso. Mas se os Bucks estão neste momento em lugares de playoffs muito o devem ao seu base. 
Lidera a equipa em pontos e assistências e é ainda um dos melhores ressaltadores (o 4º melhor, apenas umas décimas atrás de Jabari Parker e Giannis Antetokounmpo - ambos com 5.6). Sem se dar por isso, tem evoluído em todas as épocas da carreira e este ano, mais uma vez, melhorou todos os números (18.1 pts, 6.4 ast, 5.3 res, 1.2 rb).
Knight é mais um exemplo que nos mostra como é preciso ter paciência com os jogadores jovens que chegam à liga e em particular com os que jogam nesta posição. A posição de base é das mais difíceis de aprender na NBA (e no basquetebol) e pode demorar várias temporadas até um jovem dominar as especificidades da posição (Mike Conley é outro exemplo disso; foi muito criticado no início da carreira e é hoje um dos mais sólidos e regulares bases da liga - e um dos mais subvalorizados).

Knight pode ser mais conhecido pelo nó que levou de Kyrie Irving no Rookie Challenge de 2013 e por ter estado do lado errado daquele brutal alley oop de DeAndre Jordan, mas está a dar o seu melhor para ser conhecido também pelo seu talento e pela sua produção.

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