2.1.15

CONTRA-ATAQUE - Previsões para 2015


Depois de uma pausa nas comemorações natalícias e de passagem de ano, o Ricardo Brito Reis regressa com a sua coluna semanal e deixa-nos algumas previsões para o ano que agora começou:


Previsões para 2015

por Ricardo Brito Reis

Ano novo, tradição do costume. Com a chegada de 2015, é tempo de olhar para o futuro e, sem quaisquer pretensões de fazer frente ao astrólogo Paulo Cardoso, tentar antecipar o que os próximos doze meses nos reservam em matéria de NBA. Sem mais delongas, aqui ficam as minhas previsões para este ano:

Diferença de qualidade entre Conferências
Vai aumentar, claro. Não é em um ano (nem dois, nem três) que as forças entre Este e Oeste se vão equilibrar. A Conferência Oeste está carregada de excelentes equipas - a Este apenas cinco formações merecem nota positiva -, e as mais recentes chegadas de Josh Smith a Houston e Rajon Rondo a Dallas abrem ainda mais o fosso entre os dois lados. O próximo draft não traz sangue novo suficientemente bom para transformar uma franchise do dia para a noite e só a free agency poderá ter alguma influência no reequilíbrio das conferências. E, mesmo aqui, é preciso cap space para o fazer. A Este, só os New York Knicks vão limpar a folha salarial (Andrea Bargnani e Amar’e Stoudemire têm os contratos mais dispendiosos, mas Iman Shumpert, Quincy Acy, Samuel Dalembert, Jason Smith, Shane Larkin, Cole Aldrich e Travis Wear também terminam contrato) e, aí, Phil Jackson poderá atrair alguns dos bons jogadores livres que estarão disponíveis na offseason. Mas, mesmo que os Knicks passem a ser competitivos a Este e se juntem a Hawks, Bulls, Cavaliers, Raptors e Wizards, o domínio do Oeste manter-se-á.

Novas «estrelas« que vão dominar a liga
Os backcourts dos Golden State Warriors e dos Washington Wizards têm muito em comum. Um point guard All-Star e um shooting guard que, quando «engata», é imparável. As duplas Steph Curry / Klay Thompson e John Wall / Bradley Beal vão «brilhar» na NBA durante muitos e bons anos e 2015 vai ser só o primeiro. Há, no entanto, outro atleta que me tem impressionado muito de cada vez que o vejo jogar e que espero que expluda em 2015. Giannis Antetokounmpo (12.1 pontos, 6.0 ressaltos e 2.2 assistências) está a consolidar o seu estatuto de nova «estrela» da liga e tem um potencial físico que deixa antever uma carreira extraordinária. 2015 deve ser um grande ano para o «Greek Freak», até porque a lesão de Jabari Parker vai dar-lhe mais minutos dentro de campo, ao serviço dos Milwaukee Bucks. Mas é outro jogador que vai tomar o novo ano de assalto: Anthony Davis. Aos 21 anos (sim, ainda só tem 21!), Davis já é o jogador mais dominante da NBA, com médias de 24.3 pontos, 10.5 ressaltos e 2.9 desarmes de lançamentos. É o extremo/poste que tem mantido os New Orleans Pelicans na luta por um lugar de acesso aos playoffs na Conferência Oeste e aposto que vai subir o nível do seu jogo ainda mais depois do All-Star, na tentativa de guiar a sua equipa à fase a eliminar da temporada.

Espírito reformista de Adam Silver
O novo comissário da NBA herdou uma herança pesadíssima de David Stern, que fez da NBA um produto global e (muito) rentável. Mas a forma como lidou com o ‘caso Sterling’ fê-lo cair nas graças de todo o mundo basquetebolístico. Daí até começar a dar sinais da visão reformista que tem para o futuro foi um passo. Quer definir uma idade mínima para um atleta poder jogar na NBA, quer mudar a lottery para evitar o tanking, quer um torneio secundário a meio da época, apoia e quer que a NBA esteja directamente envolvida na legalização das apostas desportivas. Com tantos planos na gaveta, é bem provável que Silver ponha algum deles em prática e apresente novas ideias para tornar a liga numa fábrica de fazer (ainda mais) dinheiro.

Draft vs. Free-agency
Como referi em cima, o draft de 2015 não traz jogadores de nos deixar boquiabertos. Os postes Jahlil Okafor (Duke) e Karl-Anthony Towns (Kentucky) devem ser escolhidos nas primeiras duas escolhas e Okafor é o único capaz de produzir, de imediato, na NBA. Por isso, todas as atenções estarão viradas para os agentes livres. 2015 é um ano com boas «trutas» disponíveis, com destaque para Marc Gasol e LaMarcus Aldridge. Uma coisa é certa: estes dois bigs vão receber contratos máximos e as equipas que os acolherem vão subir, e muito, de nível competitivo. Mas há mais. DeAndre Jordan, Paul Millsap, Rajon Rondo, Greg Monroe e Wesley Matthews são, à semelhança de Gasol e Aldridge, jogadores livres sem restrições. E ainda há vários atletas que podem activar a player option e transformar-se em free agent no Verão, como Goran Dragic, Al Jefferson, Monta Ellis e Luol Deng. E, claro, LeBron James e Kevin Love, embora eu não acredite que estes dois últimos o façam. De resto, há que sublinhar que Jimmy Butler e Kawhi Leonard serão, entre outros, jogadores livres, mas com restrição, ou seja, os seus emblemas actuais poderão sempre igualar as ofertas que recebam de outras paragens. Em suma: o Verão vai ser animado.


P.S.: Há algumas semanas, apostei numa final entre Dallas Mavericks e Washington Wizards. Mantenho essa aposta e, como esta crónica é sobre previsões para 2015, vou deixar aqui a minha previsão para esse confronto: os Mavericks vencem em 6 jogos. No final da temporada confirmamos se o Paulo Cardoso deve ou não ficar preocupado.

1 comentário:

  1. Concordo com as diferenças de Conferencias.
    Mas, embora joguem entre todos, considero dois campeonatos distintos não entrando em questões este/oeste, e mesmo a grande final é somente para atribuição do anel....
    Assim a minhas previsões é na Regular Golden State e Toronto e nas finais Dallas-Portland e Chicago-Toronto a grande final vence Dallas a Chicago.
    Bom Ano

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