17.10.15

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Depois da passagem por Dallas para recordar o maior desgosto da offseason, continuamos pelo Texas:


Boletim de Avaliação - Houston Rockets

Saídas: Josh Smith, Pablo Prigioni, Kostas Papanikolau, Joey Dorsey, Nick Johnson
Entradas: Ty Lawson, Marcus Thornton, Sam Dekker (18ª escolha no draft), Montrezl Harrell (32ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - James Harden - Trevor Ariza - Terrence Jones - Dwight Howard
No banco: Patrick Beverley - Jason Terry - Marcus Thornton - KJ McDaniels - Corey Brewer - Donatas Motiejunas - Clint Capela
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Precisavam claramente de um ball handler e de alguém para dividir as tarefas de manejo de bola e construção ofensiva com James Harden. E conseguiram-no. Sem dar assim tanto em troca. Enviaram Pablo Prigioni, Joey Dorsey, Nick Johnson, Kostas Papanikolau e uma 1ª ronda em 2016 para Denver em troca de Ty Lawson (e uma 2ª ronda em 2017).

Apesar dos recentes problemas de Lawson com o álcool, é um típico caso de "aposta com risco baixo e recompensa alta". Com o que podem ganhar com um Lawson recuperado e ao seu melhor nível era um negócio e uma aposta que não podiam deixar passar. 

Um backcourt com Lawson e Harden é, no entanto, preocupante na defesa e vamos ver se os Rockets não vão sofrer desse lado do campo, onde, apesar de serem mais conhecidos pelo ataque, foram bastante bons no ano passado. Tiveram a 8ª melhor defesa e apenas o 12º melhor ataque. Por isso, faz todo o sentido (e precisavam de) reforçarem-se ofensivamente. O grande desafio vai ser conseguirem isso sem perder muito na defesa.

Ty Lawson será, seguramente, o titular, mas não seria má ideia colocar antes Patrick Beverley no cinco (onde já têm bastante poder de fogo e onde poderá ser mais necessária defesa para o backcourt) e Lawson a sair do banco, a dar mais poder de fogo à segunda unidade e a ser o ball handler e construtor dessa unidade. Mas decidir a melhor forma de o utilizar é trabalho para o Kevin McHale. Daryl Morey fez o seu e deu-lhe mais opções e mais um jogador para manejar a bola e atacar.

Deixaram sair Josh Smith, que, com Motiejunas e Jones saudáveis, já não era necessário e no draft seleccionaram Sam Dekker (um extremo que não é especialista em nada, mas faz um bocadinho de tudo e é comparado a jogadores como Chandler Parsons ou Tayshaun Prince) e Monstrezl Harrell (um extremo com tremendo potencial atlético, mas limitado tecnica e ofensivamente). Contrataram ainda Marcus Thornton, que nunca foi tímido na hora de lançar ao cesto, e nunca é demais ter no banco mais um atirador.

A única coisa que lhes podemos apontar é não terem conseguido maior e melhor profundidade a poste. Mas a offseason não foi nada má. A questão é se será suficiente para chegar ao topo da fortíssima Conferência Oeste. Mas, como deviam, arriscaram e fizeram o que podiam para se colocarem mais perto desse objectivo.

Nota: 12


(a seguir: Memphis Grizzlies)

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