6.10.16

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Já bateram tudo o que tinham a bater no Pat Riley? Então podemos passar à equipa seguinte.
Depois das mudanças para pior dos Hawks, das escolhas dos Hornets e do Verão novelesco dos Heat, mantemo-nos pela Florida para ver que tal se preparou a equipa de Orlando para a nova temporada:


Boletim de Avaliação - Orlando Magic

Saídas: Victor Oladipo, Ersan Ilyasova, Brandon Jennings, Andrew Nicholson, Jason Smith, Shabazz Napier, Dewayne Dedmon, Domantas Sabonis
Entradas: Serge Ibaka, Bismack Biyombo, Jeff Green, DJ Augustin, Jodie Meeks, Domantas Sabonis (11ª escolha na draft), Stephen Zimmerman (41ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Elfrid Payton - Evan Fournier - Aaron Gordon - Serge Ibaka - Nikola Vucevic
No banco: DJ Augustin - CJ Watson - Jodie Meeks - Mario Hezonja - Jeff Green - Bismack Biyombo
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Normalmente, avaliamos as mudanças nas equipas apenas na perspectiva dos objectivos desportivos. Mas a NBA também é um negócio e, como o jornalista Miguel Candeias nos recordou num episódio do podcast MVP, também há razões para além das desportivas a guiar as decisões das organizações.
Dizia ele, dando exactamente o exemplo dos Magic, que, para uma equipa de um mercado mais pequeno, uma ida aos playoffs pode ser importante e que mesmo apenas uma ida a uma primeira ronda dos mesmos (e o que isso representa em receitas de bilheteira - desses jogos de playoffs e também de renovações de bilhetes de época -, receitas de merchandising e receitas publicitárias) pode ser a diferença entre uma época financeiramente positiva ou uma negativa.

E parece ter sido isso mesmo que aconteceu neste caso. Os Magic não queriam (ou não podiam) ficar de fora dos playoffs mais uma época. E decidiram atalhar caminho na reconstrução da equipa para atingir esse objectivo.

E, na perseguição do mesmo, foram das equipas mais activas nesta offseason. Negócios no dia do draft, trocas, renovações de free agents seus, contratações de outros free agents, fizeram de tudo.

Devido à boa evolução de Evan Fournier decidiram apostar no jovem francês para seu shooting guard titular dos próximos anos e renovaram-no por 5 anos e 85 milhões de dólares. Com essa aposta em Fournier e também com a evolução abaixo das expectativas de Oladipo, este último tornou-se dispensável e, junto com a escolha da equipa na primeira ronda no draft (Domantas Sabonis) e Ersan Ilyasova, trocaram-no por Serge Ibaka.

Podemos discutir se foi uma boa troca a longo prazo. Ibaka está no último ano de contrato e poderão ter cedido dois jovens com potencial pelo empréstimo de um ano de Ibaka. Por isso, se o hispano-congolês sair no próximo Verão não terá sido uma boa troca. Mas, no curto prazo, é uma troca positiva que reforça o plantel num dos seus pontos mais fracos: a defesa interior.

Reforçaram ainda mais esse ponto com a contratação de Bismack Biyombo e conseguiram um bom suplente para Elfrid Payton com a contratação de DJ Augustin. Para o banco, adicionaram ainda Jeff Green (por um valor alto para o jogador que é, mas num contrato de apenas um ano e que não hipoteca nenhum plano futuro) e Jodie Meeks.

Para conduzir este plantel renovado, trocaram também de treinador e contrataram Frank Vogel, um dos bons treinadores da liga (em particular, um dos melhores treinadores defensivos da liga), depois deste ter sido, surpreendentemente, despedido pelos Pacers. Foi um caso clássico em que o mal de uns foi o bem de outros.

Trocaram potencial e possibilidades futuras por certezas e resultados no presente. É um atalho que poderá ter consequências no plano de longo prazo (Ibaka ficará? E, ficando, alguma vez este grupo dará para mais que uma primeira ou segunda ronda dos playoffs?), mas para já, e como desejavam, ficam melhores e vão lutar por uma presença na segunda fase da temporada.

Nota: 12


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)

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