Mostrar mensagens com a etiqueta All Star 2014. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta All Star 2014. Mostrar todas as mensagens

16.2.14

Ontem soube-me a pouco


Como imagino que soube a todos os fãs que ficaram acordados para ver aquela espécie de concurso de afundanços. Ficar acordado para ser desiludido pelo concurso de afundanços tem feito parte da experiência do All Star nos últimos anos. Mas "desilusão" parece pouco para descrever o Slam Dunk Contest deste ano. Já lá chegaremos. Para já, vamos, pela ordem dos eventos, ao balanço duma noite de sábado que soube a pouco:

Os dois primeiros concursos são só para aquecer e entreter enquanto esperamos pelos dois que todos querem ver; mesmo assim, uns comentários:


Shooting Stars
Linha de Chris Bosh no concurso: 2-8 da linha de 3 pts, 2-2 de meio campo!
O Shooting Stars é, basicamente, um concurso de lançamentos de meio campo (os outros lançamentos são feitos com facilidade e o que todos queremos ver é os jogadores ex-jogadores a tentar marcar de meio campo) e Bosh foi perfeito daí. Lançou dois, marcou dois e a equipa Bosh-Wilkins-Cash revalidou o título. Yey!

Skills Challenge
O novo formato em duplas não acrescentou nada. Pelo contrário, retirou-lhe uma estação de passe (a do passe picado), o que deu um percurso muito fácil (basicamente tinham de fazer dois lançamentos na passada, um de meia distância e um passe de peito). Um concurso de skills não devia ter mais... skills? Não devia ser um percurso que qualquer pessoa na bancada conseguiria fazer.


E os dois que todos ficámos acordados para ver:


Concurso de Triplos
Um dos melhores elencos dos últimos anos acabou por dar um concurso muito morno, que se salvou  pela ronda final. Quando parecia que Belinelli ia ganhar um concurso muito ensonso, Beal marcou os últimos seis lançamentos, empatou a final e trouxe um bocadinho de emoção à competição (e um triplo do canto podia, de novo, roubar uma vitória quase assegurada de um Spur).
Mas Belinelli fez a melhor pontuação da noite na ronda de desempate (no sistema de pontos anterior teria feito 20 pontos, o que igualaria a oitava melhor marca da história do concurso) e tornou-se o terceiro europeu a vencer o concurso (depois de Stojakovic e Nowitzki).

Mesmo com o carro especial de money balls (e mais pontos possíveis), à excepção da ronda final de Belinelli, não tivemos grandes pontuações. Os maiores nomes desapontaram (Curry, Love e Irving fraquinhos, Joe Johnson possivelmente a pior participação de sempre!) e foram dois dos menos conhecidos (e menos favoritos) a dar mais espectáculo. Os lançamentos de Beal (com um gesto técnico perfeito) e a última ronda de Belinelli foram das melhores coisas que vimos toda a noite.


E o Concurso de Afundanços
Foi só isto? Já tá? A sério?! Num concurso que soube a tão pouco, salvou-se um grande afundanço de John Wall, ...


um belo afundanço de Paul George, ...


e pouco mais. Ao menos a votação foi justa e ganhou a melhor equipa e o melhor afundanço. Mas também foi tão desequilibrado que era impossível haver alguma injustiça.

Para começar, este formato não ajudou a apreciar os afundanços. Na ronda preliminar, o modelo livre não deixa que se pare e aprecie devidamente os afundanços (também não houve nenhum fora de série, apenas um bom do Lillard e pouco mais) e a ronda dos duelos foi tão desequilibrada e tão fraquinha que deu apenas para ver um afundanço de cada jogador e acabou!

Este formato não é tão mau como pareceu ontem e pode ser mais interessante do que foi (ontem tivemos apenas uma prestação muito fraca do Oeste e um concurso muito desequilibrado), mas a verdade é que o problema deste concurso não era o formato, era a ausência de estrelas. Este ano tivemos estrelas, mas vamos ficar a pensar o que elas podiam ter feito no formato anterior.

Foi o concurso de afundanços mais rápido de sempre e fica a sensação que se desperdiçou o elenco que estava em competição e uma oportunidade para recuperar o interesse na prova. Se a NBA quer  que este concurso volte a ser relevante devia regressar ao formato anterior e continuar a levar mais estrelas ao concurso. Porque assim soube a muito pouco.

14.2.14

Triplo Duplo - Episódio 7


Começa hoje o All Star e, como não podia deixar de ser, é disso que se fala no TRIPLO DUPLO desta semana. O que esperamos deste Fim de Semana das Estrelas, os eventos que mais queremos ver, a participação histórica de Damian Lillard e a discussão anual de LeBron James no Concurso de Afundanços (discussão que queremos/tentámos encerrar de uma vez por todas). 

É uma edição quase exclusivamente dedicada ao All Star, mas onde ainda houve tempo para falar de trocas e de alguns dos maiores candidatos a mudar de ares até dia 20 e do incidente entre Marcus Smart e o fã da universidade de Texas Tech:


E bom All Star, pessoal!

13.2.14

As melhores imagens aéreas


Não há evento do All Star que dê imagens mais espectaculares e icónicas que o Concurso de Afundanços. Na contagem decrescente para o Fim de Semana das Estrelas deste ano, recordamos aqui algumas das imagens mais icónicas de sempre do concurso:









7.2.14

As (boas e más) novidades do All Star


Temos novidades (muitas novidades) na Noite de Sábado do All Star. Temos, para começar, o melhor elenco dos últimos tempos no Concurso de Afundanços. Há 26 anos (desde o épico concurso de 88, com Jordan, Wilkins e Drexler) que não tínhamos três All Stars a participar e com estes e mais um trio de jogadores do mais atlético que há na liga, o concurso promete (ou podia prometer, mas já lá iremos):


Temos também um elenco de luxo (também um dos melhores, se não mesmo o melhor, dos últimos anos) no Concurso de Triplos. Os dois últimos vencedores e alguns dos melhores atiradores da liga deve dar um concurso emocionante e espectacular:


E temos também novidades no formato e nas regras dos concursos. Mas aqui é que já não são todas boas novidades. Se nos triplos as mudanças são para melhor e podem dar uma prova ainda mais excitante, nos afundanços nem por isso.

Nos lançamentos de três, vamos ter um carro só com money balls, que pode ser colocado na posição que o jogador quiser. Portanto, cada jogador vai poder escolher o seu sítio preferido e apostar em fazer o dobro dos pontos nessa posição. Um carro só com money balls? Não só soa tão bem, como vai, de certeza, dar ainda mais emoção ao concurso.

Já nos afundanços, mudar para um formato de equipa no ano em que temos o melhor elenco individual dos últimos tempos pode ser um tiro ao lado. Este ano, os seis participantes vão ser divididos em duas equipas (Este - com Wall, George e Ross - e Oeste - com Lillard, Barnes e McLemore) e não vai haver um vencedor individual. Será um concurso de afundanços entre conferências. 

É verdade que o Concurso de Afundanços tem desiludido em alguns anos, fica muitas vezes aquém das expectativas e é uma prova que precisava de ser repensada e revitalizada. Mas este ano, com estes jogadores, podia ser um ano de redenção e um ano memorável. Transformá-lo, com este elenco, numa prova de equipa, parece um desperdício e uma oportunidade perdida de recuperar o entusiasmo em redor do concurso.

__

Depois, temos ainda aqueles dois concursos que ninguém liga muito e só vemos enquanto esperamos que comecem os triplos e os afundanços:

Este vai ter a curiosidade de vermos as duplas pai-filho Curry e Hardaway

e este também vai ser em equipa, com 4 equipas de dois (Burke/Lillard, Dragic/Jackson, Carter-Williams/Oladipo e DeRozan/Antetokounmpo)
__


E para terminar, temos Damian Lillard a fazer história e a ser o primeiro jogador a participar em cinco eventos do All Star. Tirando o Shooting Stars, Lillard vai estar em todos: Rising Stars na sexta, Skills Challenge, Triplos e Afundanços no sábado e All Star Game no domingo. O base dos Blazers vai ser o homem mais ocupado do fim de semana. Ou, como disse Alex Kennedy:


28.1.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - os nossos suplentes do All Star



Depois das vossas escolhas para os suplentes do All Star, é a vez das nossas na segunda parte desta edição cruzada BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA. Como diz o Madre, se calhar ninguém merece vestir aquelas camisolas, mas aqui ficam as nossas escolhas para os bancos do All Star Game:


OESTE

Chris Paul
James Harden
Damian Lillard
LaMarcus Aldridge
Dwight Howard
DeMarcus Cousins
Anthony Davis


ESTE

John Wall
Kyle Lowry
Jeff Teague
Roy Hibbert
Chris Bosh
DeMar DeRozan
Paul Millsap


A linha de raciocínio no Oeste foi fácil. Metemos todos os jogadores que mereciam sem dúvida ir e ficaram logo preenchidas seis vagas. E para quem tem dúvidas sobre DeMarcus Cousins por causa do recorde da equipa ou da sua falta de maturidade, em relação ao primeiro argumento, a eleição para o All Star é uma distinção individual. O recorde das equipas pode ser um argumento válido entre dois jogadores com uma produção semelhante ou aproximada. Nesse caso, o recorde da equipa pode desempatar. Mas quando se tem números muito melhores que a concorrência, o recorde da equipa não pode ser razão para não ser escolhido. E os de Cousins (22.6 pts, 11.6, 3 ast, 1.8 rb e 1.2 dl) são esclarecedores.

Quanto à maturidade, sim, Cousins tem de ganhar mais juízo e ser mais assertivo, mas isso só mostra o jogador assustador que ele pode ser. Se sem atingir o máximo do seu potencial tem estes números, imagine-se com mais juízo naquela cabeça. Mas, mais uma vez, com estes números é impossível deixá-lo de fora.

Restava então só uma vaga e aí tínhamos seis hipóteses: Dirk Nowitzki, Tony Parker, Anthony Davis, Mike Conley, Monta Ellis e Goran Dragic. Conley, Ellis e Dragic estão a fazer as melhores temporadas das carreiras, mas ficam um bocadinho atrás dos outros três (em números e/ou em eficácia). Já entre Parker, Davis e Nowitzki foi uma escolha muito difícil. 

Custa-nos deixar o francês de fora, mas porque já tínhamos três outros jogadores de backcourt e o jogador dos Spurs fica uns pozinhos atrás dos outros dois, não podíamos ir para ele. Depois entre Nowitzki e Davis foi outra escolha quase impossível. Nowitzki, aos 35 anos, continua a fazer números de elite (21.2 pts, 6 res, 3 ast, 1 rb, apenas 1.4 to e um PER de 23.2) e continua a ser o maior responsável pela temporada positiva dos Mavs. Mas Davis está com números ainda melhores (20.1 pts, 10.5 res, 3.1 dl, 1.6 rb e um PER de 26.2 - que é coisa já mesmo de elite) e está a afirmar-se como um dos melhores power forwards da conferência (e da liga).

__

No Este, a coisa foi mais complicada. Seguindo o mesmo raciocínio, começámos por aqueles que achamos que merecem sem dúvida ir. Mas aqui só preenchemos cinco vagas. 
Depois tínhamos quatro hipóteses de backcourt (DeRozan, Afflalo, Stephenson e Joe Johnson), e quatro de frontcourt (Millsap, Noah, Jefferson e Deng).

Joe Johnson? Uns furos (leia-se, números) atrás. Não. Os outros três têm números aproximados (DeRozan e Afflalo marcam mais pontos, mas Stephenson faz mais ressaltos e mais assistências). E aqui entraram os factores "sucesso da equipa" e "responsabilidade nesse sucesso" para desempatar. Afflalo perde por razões óbvias e entre DeRozan e Stephenson é à justa. Os Pacers estão em primeiro no Este, mas isso é menos inesperado que o quarto lugar dos Raptors. E Stephenson tem muito mais ajuda nos Pacers que DeRozan nos Raptors, por isso fomos para este último.

Para a última vaga, dois jogadores destacam-se entre aqueles quatro: Paul Millsap e Al Jefferson. E entre estes dois ex-companheiros de equipa, com números aproximados (17.7 pts, 8.2 res, 2.9 ast, 1.7 rb, 1.2 dl e um PER de 20.3 para Millsap; 18.9 pts, 10.5 res, 2.1 ast, 0.9 rb, 1.2 dl e um PER de 21 para Jefferson), entra de novo o nosso critério para o desempate. Millsap está a ser um dos grandes responsáveis pela manutenção do terceiro lugar dos Hawks depois de perderem Al Horford, por isso leva a nossa última vaga.

26.1.14

Bater Bolas / Conversa de Bancada - Os suplentes do All Star


O que é que vem a seguir aos titulares do All Star Game? Esta semana vamos fazer mais uma edição cruzada BATER BOLAS / CONVERSA DE BANCADA para discutir quem são os jogadores que merecem um lugar entre os 7 suplentes de cada conferência. Deixem-nos aí hoje as vossas escolhas e amanhã deixamos aí as nossas.

Digam-nos lá então quem são os 14 jogadores (sete do Este e sete do Oeste) que merecem vestir estas camisolas daqui a três semanas em Nova Orleães:


25.1.14

Os All Stars do SeteVinteCinco


A conversa sobre os titulares do All Star não está completa sem sabermos os resultados da votação dos nossos leitores. Os resultados da votação mundial foram anunciados na madrugada de sexta e já deixámos aqui ontem a nossa opinião sobre as duas maiores injustiças desse escrutínio. Agora é tempo de saber quão igual ou diferente foi a vossa votação.



Recebemos 436 respostas (4360 votos) e para os leitores do SeteVinteCinco quem devia começar o All Star Game era:


OESTE



ESTE



O jogador mais votado no Oeste foi Kevin Durant, com 425 votos, e no Este foi LeBron James, com 433 votos. James foi, de resto, o jogador que recebeu mais votos. Aí ficam os votos dos cinco primeiros em cada posição:

Oeste

(backcourt)
Chris Paul - 336 votos
Stephen Curry - 319 votos
James Harden - 156 votos
Kobe Bryant - 18 votos
Damian Lillard - 10 votos

(frontcourt)
Kevin Durant - 425 votos
Kevin Love - 247 votos
LaMarcus Aldridge - 224 votos
Dwight Howard - 143 votos
Blake Griffin - 119 votos


Este

(backcourt)
Kyrie Irving - 191 votos
Dwyane Wade - 166 votos
John Wall - 153 votos
Jeff Teague - 112 votos
DeMar DeRozan - 90 votos

(frontcourt)
LeBron James - 433 votos
Paul George - 380 votos
Roy Hibbert - 153 votos
Carmelo Anthony - 127 votos
Chris Bosh - 95 votos

24.1.14

Triplo Duplo - episódio 4


No TRIPLO DUPLO desta semana, as nossas escolhas para os titulares do All Star (que foram um bocadinho diferentes das oficiais), Dominique Wilkins, Michael Jordan e os melhores dunkers de sempre, Durant a caminho do MVP, porque é que os Clippers se estão a sair tão bem sem Chris Paul e, para terminar, respondemos à pergunta do João Oliveira sobre os Wolves:


como sempre, podem descarregar em mp3 no link na descrição (no youtube)

As maiores injustiças do All Star Ballot



Já saíram os resultados da votação mundial para os titulares do All Star Game e logo à noite vamos revelar os resultados da votação que fizemos aqui no SeteVinteCinco (e vamos ver quão semelhante ou diferente será). Mas para já, uma palavra para dois jogadores (um de cada lado) que foram os maiores injustiçados nesta votação.

Já sabemos que esta eleição é um concurso de popularidade. Podemos discordar, podemos não gostar e podemos achar que no cinco inicial deveriam estar os melhores da temporada, mas quando é uma votação mundial e aberta a todos os fãs, não podemos esperar uma votação objectiva e com critérios puramente desportivos. Será sempre um concurso de popularidade.

E existirão sempre jogadores, que pelo rendimento desportivo mereciam um lugar, a ficar de fora. Estes são dois que este ano não mereciam de todo ficar:

LaMarcus Aldridge
O melhor power forward do Oeste (e da liga) nesta temporada ficou apenas em quinto nos jogadores de frontcourt (mesmo assim, bem melhor que o 12º lugar em que estava nos primeiros resultados revelados). Não acabou muito longe de Griffin e Love (a 78.000 votos de Griffin e a 51.000 de Love), mas a jogar como anda a jogar e com os Blazers no topo da conferência, Aldridge devia ser uma escolha óbvia até para os fãs mais distraídos (e ontem, nem de propósito, fez provavelmente o seu melhor jogo da temporada, com 44 pts - máximo de carreira -, 13 res, 5 ast e 2 dl!)






John Wall
O melhor base do Este nesta temporada. Podemos discutir se devia sair Wade ou Irving, mas é indiscutível que Wall merecia estar no lugar de um deles. Não só tem números melhores que qualquer um dos dois, como tem evoluído o seu jogo (algo que Irving, pelo contrário, não tem feito) e feito por merecer este selecção.
O base dos Wizards ficou em terceiro, mas muito atrás dos dois eleitos (a mais de 520.000 votos de Wade e a mais de 400.000 de Irving). E neste caso, nem o argumento da falta de espectacularidade e o "não é jogador para All Star, no All Star queremos é show" serve, porque Wall é dos bases mais espectaculares da conferência (e da liga) e é capaz de dar tanto ou mais espectáculo que Irving ou Wade.