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16.11.12

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves


Nestas duas primeiras semanas de temporada, os Wolves já tiveram azar que chegue para uma temporada inteira. E, apesar disso, estão com um recorde positivo (5-3). Por isso já merecem uma palavra de elogio. Não vamos, portanto, adiar mais a sua avaliação e hoje vamos até Minnesota para fazer o balanço dum Verão positivo:


Minnesota Timberwolves

Saídas: Michael Beasley, Darko Milicic, Wesley Johnson, Wayne Ellington, Anthony Randolph, Anthony Tolliver, Martell Webster e Brad Miller
Entradas: Andrei Kirilenko, Brandon Roy, Alexei Shved, Chase Budinger, Dante Cunningham, Greg Stiemsma, Louis Amundson e Will Conroy
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Brandon Roy - Andrei Kirilenko - Kevin Love - Nikola Pekovic
Banco: JJ Barea - Luke Ridnour - Alexei Shved - Chase Budinger - Derrick Williams - Dante Cunningham - Greg Stiemsma
Treinador: Rick Adelman

Balanço: Uma equipa cheia de jovens talentosos e que até à lesão de Rubio levava um recorde positivo (21-20) e estava na luta pelos playoffs, não precisava de mudanças drásticas nem de grandes revoluções no plantel. Precisava apenas de continuar a limar as arestas. E para esta equipa isso significava  continuar a desenvolver o seu núcleo, juntar-lhe um pouco de experiência e mais uns suplentes fiáveis.

No draft tinham uma escolha na segunda metade da primeira ronda (18ª) e outra lá bem para o fim (a 58ª). A primeira trocaram por Chase Budinger (um negócio sub-valorizado, que lhes estava a render bastante neste início de temporada) e a segunda usaram em Robbie Hummel, que não ficou na equipa.

Mas as maiores apostas eram na free agency. E apostaram forte: abdicaram de renovar com Beasley, Randolph e Tolliver, dispensaram Webster e amnistiaram a eterna desilusão Milicic para perseguir um free agent de topo. O alvo era o agente livre com restrições Nicolas Batum, a quem ofereceram 46 milhões por 4 anos.

Infelizmente para os Wolves, os Blazers igualaram a oferta e o francês continuou por Portland. Viraram-se então para o plano B e contrataram Andrei Kirilenko e Alexei Shved. Depois de conseguirem o regresso do russo à NBA (e a estreia de outro), viraram-se para outro regresso, o de Brandon Roy.

Kirilenko é uma aposta segura e um excelente reforço para a posição de small forward e Shved é uma aposta para o backcourt que pode render muitos frutos (já está a render). É um bom organizador e passador que pode jogar a primeiro base, mas também um bom atirador para jogar a segundo base. O backcourt Rubio/Shved é o backcourt do futuro para estes Wolves (e que futuro!).
Já a aposta em Roy é arriscada, mas pelo valor e duração do contrato (10 milhões por 2 anos) valia a pena o risco. Se os joelhos de Roy aguentarem (até agora não estão a aguentar muito bem...), a recompensa pode ser grande.

Para terminar, reforçaram a rotação interior com Stiemsma, Amundson e Cunningham (este último por troca com os Grizzlies, por Wayne Ellington).

Foi uma offseason onde os Wolves ficaram melhores e prometiam para esta temporada. No papel, tinham equipa para dar um passo em frente e lutar pelos playoffs. Por isso, a nota só pode ser positiva.

Nota: 13

Infelizmente, têm sido a equipa mais azarada da temporada e as lesões acumulam-se a um ritmo inacreditável. Rubio, como sabemos, já estava (e está) de fora até Dezembro. Love partiu a mão na pré-temporada. E a cada jogo que faziam parecia que alguém se lesionava. Primeiro Barea, depois Roy, depois Budinger (3 a 4 meses de fora, com uma ruptura no menisco) e, por último, Pekovic.
Neste momento, 6 dos seus 9 melhores jogadores estão de fora (Rubio, Love, Barea, Roy, Budinger e Pekovic. Ninguém merece tanto azar. Foi uma óptima offseason que merecia melhor sorte.

8.11.12

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Já que estamos pela Pacific Division (e já que só faltam duas equipas) vamos continuar por lá e, depois dos Warriors, vamos para os lados do Arizona ver se a offseason em que os Suns finalmente trocaram Steve Nash os deixou com uma travessia no deserto para fazer ou com algum oásis à vista:


Phoenix Suns

Saídas: Steve Nash, Grant Hill, Robin Lopez, Josh Childress e Ronnie Price 
Entradas: Goran Dragic, Luis Scola, Michael Beasley, Wesley Johnson, Jermaine O'Neal, PJ Tucker , Luke Zeller e Kendall Marshall (13ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Jared Dudley - Michael Beasley - Luis Scola - Marcin Gortat
Banco: Kendall Marshall - Sebastian Telfair - Shannon Brown - Wesley Johnson - Markieff Morris - Jermaine O'Neal
Treinador: Alvin Gentry

Balanço: Esta era a offseason mais importante dos últimos anos para a equipa do Arizona. Steve Nash era free agent e tinham de decidir a direcção da equipa para o futuro. Insistir no mesmo caminho, renovar com Nash e adiar, ainda mais, a reconstrução ou romper finalmente com a sua maior estrela da última década (e uma das maiores de sempre na história da equipa) e virar a página para um capítulo novo? Os Suns estavam decididos pela primeira hipótese e pretendiam manter o canadiano.

Mas primeiro, o draft. Como acabaram a temporada passada naquele limbo de não serem bons o suficiente para ir aos playoffs, nem maus o suficiente para (salvo uma grande, grande sorte) ganhar uma das primeiras escolhas, ficaram com uma escolha a meio da primeira ronda, a 13ª. Que usaram em Kendall Marshall. Uma escolha decente e um jogador para desenvolver a pensar na sucessão de Nash (que não desejavam que fosse já, mas apenas daqui a dois anos), mas que não vai acrescentar muito valor à equipa para já.

E então, a free agency. Como dissemos, não queriam romper com Nash e começar já a reconstrução, mas o Captain Canada tomou a decisão por eles. Ele queria mesmo sair e, depois de recusar os Knicks e Raptors e como queria ficar perto dos seus filhos, arranjaram aquela solução de sign and trade com os Lakers. Trocaram-no por trocos (quatro escolhas no draft), mas ele ia sair de qualquer forma e sempre é melhor que perdê-lo por nada.

Embora contra a sua vontade, estava escolhido o caminho da equipa. Era tempo de reconstruir. E agora tinham duas hipóteses: guardar o espaço salarial, serem péssimos este ano e começar a reconstruir pelo draft ou tentar montar uma equipa competitiva.

E foram pela segunda. Com a saída de Nash e Hill, ficaram com algum espaço salarial e usaram-no imediatamente numa oferta ao restricted free agent Eric Gordon. Depois da saída de Nash, era a grande jogada da offseason e o jogador em que apostavam para ser uma peça central para a reconstrução. Mas os Hornets igualaram a oferta e Gordon ficou mesmo por New Orleans. Mais um tiro ao lado para os Suns.

E mais uma vez obrigados, tiveram então de recorrer a outro plano. Contrataram Goran Dragic (depois de o terem trocado há 2 anos) e Michael Beasley (um tiro - quase - no escuro?) e depois saiu-lhes um tiro de sorte com Luis Scola (amnistiado pelos Rockets). Trocaram ainda Robin Lopez (numa troca entre 4 equipas) por Wesley Johnson e, para terminar, contrataram o veterano Jermaine O'Neal.

Para plano C não está mal. Ficaram decentemente competitivos e mantiveram alguma flexibilidade salarial para usar no futuro. Mas não ficaram no mesmo limbo em que estavam? Não vão lutar pelos primeiros lugares com esta equipa, nem vão ser suficientemente maus para ter escolhas altas no draft. E  todas as mudanças acabaram por ser feitas não por estarem planeadas assim, mas porque foram obrigados a improvisar. Em vez de dominarem os acontecimentos na sua offseason, foram dominados pelos acontecimentos. No fim, até não está mal para improviso, mas para montar uma equipa campeã é preciso mais do que improviso.

Nota: 9

4.11.12

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Continuando com os Boletins de Avaliação, depois dos Clippers, vamos manter-nos pela Pacific Division e vamos até à equipa que ontem lhes ganhou:


Golden State Warriors

Saídas: Dorrell Wright, Nate Robinson, Mikki Moore, Chris Wright e Dominic McGuire
Entradas: Jarrett Jack, Carl Landry, Harrison Barnes (7ª escolha no draft), Festus Ezeli (30ª escolha no draft), Draymond Green (35ª escolha no draft) e Kent Bazemore (undrafted)
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Harrison Barnes - David Lee - Andrew Bogut
Banco: Jarrett Jack - Brandon Rush - Richard Jefferson - Carl Landry - Festus Ezeli - Andris Biedrins
Treinador: Mark Jackson

Balanço: Podemos dizer que a verdadeira offseason dos Warriors começou antes da offseason. As principais movimentações da equipa foram feitas durante a temporada passada quando trocaram Monta Ellis (e Ekpe Udoh) por Andrew Bogut e, sem poder contar com o poste australiano e com Stephen Curry até ao fim da temporada, entraram em modo tanking total.

Conseguiram o objectivo pretendido, que era não cair abaixo da 7ª escolha no draft (se o fizessem, a escolha ia para os Jazz). E conseguiram também começar a mudar a identidade da equipa. Mark Jackson andava a pregar a importância da defesa desde o início da época, mas para isso, mais do que de palavras, precisavam de mudar jogadores.

E começaram com Bogut. Como, quando o contrataram, estava a recuperar da lesão e não ia jogar mais nessa temporada, foi na verdade um reforço para 2012-13. E um que reforçou as áreas onde eram claramente mais débeis: defesa e ressaltos. Com essa grande mudança, ficaram com um interessante (e muito mais equilibrado) núcleo de Curry-Thompson-Lee-Bogut e afirmaram uma inversão na filosofia da equipa.

Na offseason, não só se mantiveram fiéis a esse caminho, como reforçaram bastante a profundidade da equipa. Completaram o núcleo com uma acertada escolha no draft para a posição que faltava. Já tinham um base, já tinham um shooting guard, já tinham um power forward e já tinham um poste, só lhes faltava um small forward, pois Richard Jefferson não é uma solução de longo prazo (e Dorrell Wright estava a caminho de Philadelphia). E escolheram um bom. Harrison Barnes é um bom lançador e tem o atleticismo para ser um bom defensor e um bom penetrador.

Na free agency, conseguiram duas excelentes peças para o banco. Carl Landry para revesar David Lee e Jarrett Jack para revesar Stephen Curry. Landry é mais um jogador lutador que encaixa nesta nova filosofia e um bom reforço para o interior. E com o historial de lesões de Curry, ter um jogador como Jack (que tem talento para ser titular em muitas equipas) é um seguro valioso.

A renovação de Brandon Rush foi mais uma escolha acertada e uma que lhes dava mais uma boa alternativa no banco. Infelizmente lesionou-se gravemente no jogo de ontem e vai estar de fora o resto da época. No entanto, a escolha, quando a tomaram, foi acertada.

Apenas tiveram azar. Um que esperam que não aconteça mais, porque a saúde vai ser a chave da temporada para estes Warriors. As movimentações que fizeram foram acertadas e, no papel, ficaram com uma equipa melhor e muito mais equilibrada. Mas agora é preciso que se mantenham livres de (mais) lesões. O que Curry e Bogut não têm conseguido nas últimas temporadas. Mas essa é a parte que os dirigentes de Golden State não podem controlar. Na parte que podiam, estiveram bastante bem.

Nota: 13

2.11.12

Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers


Hoje é dia de derby na cidade dos anjos, por isso é por lá que vamos continuar. E enquanto não começa a acção no Staples Center, vamos ao balanço dos ex-parentes pobres dos Lakers, que começaram a temporada no sentido inverso destes, com uma vitória sobre os Grizzlies:


Los Angeles Clippers

Saídas: Kenyon Martin, Nick Young, Mo Williams, Reggie Evans, Randy Foye, Ryan Gomes e Bobby Simmons
Entradas: Jamal Crawford, Lamar Odom, Grant Hill, Matt Barnes, Ryan Hollins, Ronny Turiaf e Willie Green
Cinco Inicial: Chris Paul - Chauncey Billups - Caron Butler - Blake Griffin - DeAndre Jordan
Banco: Eric Bledsoe - Jamal Crawford - Grant Hill - Matt Barnes - Lamar Odom - Ryan Hollins - Ronny Turiaf
Treinador: Vinnie Del Negro


Para além dos jogadores que tinham contratado até à data desse artigo (Odom, Hill, Crawford e Hollins), ainda reforçaram a rotação interior com Ronny Turiaf e a exterior com Matt Barnes e Willie Green. E ficaram com o melhor banco da liga. 

O balanço da offseason é por isso fácil de fazer. Mantiveram o forte cinco inicial que já tinham e acrescentaram-lhe o banco mais profundo da NBA (podem rodar até 13 jogadores e, à excepção do power forward Trey Thompkins - que está destinado ao último lugar do banco -, qualquer um dos outros jogadores da equipa pode jogar e dar uma contribuição importante). A offseason foi, portanto, um enorme sucesso.

E um banco que não só pode render em conjunto numa poderosa segunda unidade, como pode também ser combinado com os titulares e trazer mais versatilidade ao cinco dos Clippers. Têm mais soluções (e soluções diferentes) para o interior e para o exterior, têm veteranos reconhecidos como grandes líderes e criadores de bom ambiente no balneário e têm postes suplentes (que não tinham no ano passado).

Na temporada passada começaram a abandonar a pele de patinhos feios e nesta offseason colocaram-se em posição de a deixar definitivamente para trás.

Nota: 16

1.11.12

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Os fãs dos Wolves que me desculpem, mas ainda não é desta que vamos à análise da offseason deles. Como a temporada regular já começou, vamos ignorar a ordem alfabética que estávamos a seguir nos Boletins de Avaliação e vamos fazer o balanço das oito equipas que faltam à medida que forem entrando em acção ou conforme as circunstâncias o ditem. E um dos destaques do primeiro dia foi a estreia (e derrota) dos Lakers, por isso, é até à cidade dos anjos que vamos hoje:


Los Angeles Lakers

Saídas: Andrew Bynum, Matt Barnes, Ramon Sessions, Josh McRoberts e Troy Murphy
Entradas: Dwight Howard, Steve Nash, Antawn Jamison, Jodie Meeks, Chris Duhon, Earl Clark, Darius Johnson-Odom (55ª escolha no draft) e Robert Sacre (60ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Steve Nash - Kobe Bryant - Metta World Peace - Pau Gasol - Dwight Howard
Banco: Steve Blake - Jodie Meeks - Devin Ebanks - Antawn Jamison - Jordan Hill
Treinador: Mike Brown

Balanço: Um Verão em que se contrata Steve Nash e Dwight Howard em troca de Andrew Bynum, umas peças secundárias e umas escolhas no draft só pode ser um grande Verão. Por isso, não há outra forma possível de rotular a offseason dos Lakers (e é da offseason que estamos a falar aqui, já lá vamos ao início de temporada) para além de "um enorme sucesso". Se o sucesso dos dirigentes a reforçar a equipa se vai traduzir em sucesso dentro de campo é outra história, mas Mitch Kupchak fez tudo para os colocar na melhor posição possível para tal.

Não só montou um candidato ao título imediato, como preparou a sucessão de Kobe Bryant e trouxe para Los Angeles o próximo franchise player da equipa. Para além disso, ainda reforçou um dos pontos mais fracos da equipa no ano passado, o banco de suplentes, com as contratações de Jodie Meeks e Antawn Jamison (e a renovação de Jordan Hill). Não há muito a apontar ao trabalho de Kupchak (talvez apenas a saída de Barnes, que podia ser útil para render World Peace - a posição onde têm menos soluções -, mas também não há espaço salarial para todos), que cumpriu a sua parte na perfeição.

É verdade que a janela de oportunidade deste grupo é pequena (Nash tem 38 anos, Bryant, 34 e Gasol, 32), mas são claros candidatos ao título nas próximas duas temporadas, têm um franchise player para depois disso e muito espaço salarial para ir buscar mais estrelas. Era difícil fazer melhor.

Nota: 18


Isto foi a offseason, agora vem a temporada. Que não começou da melhor maneira. Depois dum 0-8 na pré-temporada (mas a pré-temporada vale o que vale; era tempo de experiências e de treino), anteontem perderam em casa frente a uns Mavs sem Nowitzki e Kaman (e esta noite voltaram a perder em Portland) e pairam muitas dúvidas sobre a equipa. Há dúvidas se o ataque Princeton (que depende muito de movimentações sem bola e cortes nas costas e coloca os postes muitas vezes na posição de poste alto e mais longe do cesto) que Mike Brown quer implementar é o melhor sistema para estes jogadores. Há dúvidas se Nash e Howard, que são mais produtivos no pick and roll, podem ser produtivos nesse sistema. Há duvidas se Bryant consegue jogar mais sem bola. Há dúvidas se Mike Brown consegue encaixar todas estas peças. Há muitas dúvidas e apenas uma certeza: uma equipa não se monta num dia e os Lakers vão precisar de tempo para colocar esta máquina a carburar. Resta saber se uma temporada vai ser suficiente.

28.10.12

Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder


Acordámos hoje com grandes novidades na NBA: os Thunder, incapazes de chegar a acordo com James Harden para a renovação de contrato, decidiram enviá-lo para Houston (junto com Cole Aldrich, Daequan Cook e Lazar Hayward) em troca de Kevin Martin, Jeremy Lamb, duas primeiras rondas e uma segunda ronda. É uma movimentação surpreendente da equipa de OKC que nos faz antecipar a análise da sua offseason. A equipa que se seguia nos Boletins de Avaliação eram os Wolves, mas com esta notícia vamos saltar já para os Thunder (e rever também a nota dos Rockets).

Por isso, já a seguir: análise desta troca e Boletim de Avaliação - OKC Thunder.



(e vamos lá a aceitar os convites que faltam na Fantasy League, pessoal!)

______


Escrevemos na análise da offseason dos Rockets que, apesar de terem tentado bastante, não tinham ficado nem um bocadinho mais perto de sair do limbo de meio da tabela onde andavam há várias épocas. Não conseguiram a estrela que procuravam e tiveram de se contentar com dois jogadores medianos e que não serão as estrelas à volta das quais podem construir uma equipa.

Pelo meio conseguiram boas peças secundárias (Shaun Livingston, Carlos Delfino, Gary Forbes) e conseguiram montar um bom banco. Só lhes faltava um cinco de topo. E uma estrela. Pois bem, podem ter conseguido uma esta noite. James Harden é um jogador ainda muito jovem (23 anos), que já é um shooting guard de topo e tem ainda margem de progressão e potencial para se tornar um dos melhores da liga.

Conseguiram-no em troca de um shooting guard veterano no seu último ano de contrato e que não fazia parte dos planos da equipa para o futuro e outro shooting guard jovem, mas que não tem metade do potencial de Harden. Harden era o Sexto Homem em OKC e apenas a terceira arma ofensiva da equipa. Mas já tinhamos dito aqui (quando se falou no interesse dos Magic) que ele seria uma estrela noutra equipa. E como titular e primeira arma ofensiva em Houston pode confirmar isso mesmo.

Os Rockets conseguem uma peça central para a sua reconstrução (e parecem dispostos a oferecer-lhe o contrato máximo que ele queria para renovar) e ainda ficam com espaço salarial na próxima offseason para outro contrato grande. Ainda têm muito caminho até sair daquele meio da tabela, mas, ao contrário de há um mês atrás, estão um bocado mais perto.

Nota depois desta troca: 10


E para os lados de OKC, onde os deixa esta troca?

BOLETIM DE AVALIAÇÃO - OKC THUNDER



Saídas: James Harden, Derek Fisher, Nazr Mohammed, Royal Ivey, Daequan Cook e Lazar Hayward
Entradas: Kevin Martin, Jeremy Lamb, Hasheem Thabeet, DeAndre Liggins e Perry Jones III (28ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Thabo Sefolosha - Kevin Durant - Serge Ibaka - Kendrick Perkins
Banco: Eric Maynor - Kevin Martin - Perry Jones III - Nick Collison - Hasheem Thabeet
Treinador: Scott Brooks

Balanço: O objectivo dos vice-campeões nesta offseason era óbvio: manter intacto o núcleo do seu plantel. Porque já tinham uma das melhores equipas da liga e porque essa equipa era também ainda uma das mais jovens. Com este grupo estavam orientados por vários anos e só precisavam de continuar a polir as arestas à volta. 
Por isso, com as opções de extensão dos contratos de Serge Ibaka e James Harden a terminar no final de Outubro (se não os renovassem até lá, seriam free agents com restrições no próximo ano), conseguir manter os dois na equipa era o objectivo número um. 

Mas antes disso, ainda vinha o draft e os Thunder podem ter conseguido um dos roubos deste ano. Perry Jones III é um talento do top 5, mas preocupações com um problema no joelho e com a sua motivação e disciplina de treino fizeram-no cair até ao fim da primeira ronda. Não é uma aposta certa, mas a possibilidade de conseguir um jogador tão bom numa posição tão baixa era boa depois para desperdiçar. E é uma aposta onde têm muito mais a ganhar do que a perder.

Na free agency, começaram por deixar sair os free agents que estavam na equipa: Fisher, Mohammed e Ivey. Fisher e Ivey porque este ano já tinham Eric Maynor disponível (e Maynor é um dos melhores bases suplentes da NBA) e Mohammed porque preferiram uma opção mais barata para poste suplente.

Tudo para o grande objectivo do Verão: renovar com Ibaka e Harden. Começaram por Ibaka (que era o mais barato dos dois e com essa questão resolvida, sabiam quanto podiam oferecer a Harden) e por lhe oferecer 48 milhões por 5 anos (e cerca de 9 milhões por um dos melhores defesas da liga e um jogador que continua a evoluir bastante todos os anos, pode daqui a uns anos ser uma pechincha).

Faltava Harden. E foi quando as coisas se complicaram. O Sexto Homem do Ano pretendia um contrato máximo, os Thunder não queriam pagar tanto pelo terceiro jogador da equipa e, na impossibilidade de um acordo, recorreram a um (surpreendente) plano de recurso.

E trocaram-no por Kevin Martin. Que é uma solução de curto prazo e lhes garante esta época, mas não mais do que isso. Martin consegue garantir os 16.8 pontos a partir do banco que Harden lhes dava, mas é um jogador no último ano de contrato, já no pico da carreira e sem margem de progressão, e que não fará parte dos planos dos Thunder a longo prazo.

Ficaram piores? No imediato talvez não, mas vão ter de ir às compras no próximo ano. Se mantivessem Harden, tinham o trabalho feito por muitos anos. Assim, têm trabalho para fazer para compensar a sua saída. Trocaram a certeza de um núcleo para vários anos pela incerteza do mercado. Para já, contêm as perdas e a nota não é negativa, mas só no próximo ano vamos saber se essa nota sobe ou desce.

Nota: 10


(a seguir, voltando à ordem alfabética: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

25.10.12

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


Enquanto nos aproximamos rapidamente do início da temporada regular (6 dias! Já só faltam 6 dias!) e enquanto as equipas continuam a olear as suas máquinas nos jogos de pré-temporada, vamos continuar a analisar como equiparam essas mesmas máquinas para a época que aí vem. E hoje, para iniciar a ronda pela Northwest Division, vamos até ao Colorado:


Denver Nuggets

Saídas: Arron Afflalo, Al Harrington, Chris Andersen e Rudy Fernandez
Entradas: Andre Iguodala, Anthony Randolph, Evan Fournier (20ª escolha no draft) e Quincy Miller (38ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - Andre Iguodala - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - JaVale McGee
Banco: Andre Miller - Corey Brewer - Wilson Chandler - Anthony Randolph - Timofey Mosgov
Treinador: George Karl

Balanço: Os Denver Nuggets são um caso atípico nesta liga. Não só deram um exemplo de como sobreviver à saída da maior estrela da equipa, como dão um exemplo de como, nesta liga de super-estrelas, construir um plantel de topo sem uma única super-estrela. Se eram bons com Carmelo Anthony, (estranhamente, ou não) ficaram ainda melhores sem ele.

Enquanto o modelo que todas as outras equipas seguem é o de uma dupla ou tripla de estrelas (a moda agora são os Big Threes) rodeada de jogadores secundários e complementares, o modelo dos Nuggets é por comité. Nenhuma super-estrela, mas vários jogadores acima da média a contribuir para o mesmo. No ano passado, não tiveram ninguém que marcasse mais de 16 pontos por jogo, mas tiveram sete jogadores com mais de dez pontos de média e mais quatro com mais de oito pontos.

E se no ano passado conseguiram montar uma equipa muito competitiva que levou os Lakers até ao sétimo jogo na 1ª ronda dos playoffs, que poderão fazer este ano?

Para começar a offseason, escolheram no draft Evan Fournier e Quincy Miller. Nada de espectacular e nenhum que, provavelmente, vá contribuir imediatamente. O francês foi uma surpresa ao ser escolhido tão cedo, mas dá-lhes uma opção de shooting guard mais tradicional (e quando perderam Afflalo não tinham mais nenhum).

Na free agency, renovaram com Andre Miller (um jogador, como muitos desta equipa, subvalorizado, mas um dos playmakers mais regulares da última década e um suplente de luxo) e contrataram Anthony Randolph (um cabeça oca e uma desilusão por todos os lados onde passou até agora, mas mais um big atlético e perfeito esta equipa e uma aposta barata que pode ter um grande retorno). 

Renovaram também com JaVale McGee, oferecendo-lhe um contrato exagerado se pensarmos no que McGee é, mas que pode não ser se pensarmos no que ele pode ser. Para além disso, nesta liga, os postes pagam-se caro e recebem sempre mais do que produzem e este é um big perfeito para esta equipa. Não é fácil encontrar um poste com velocidade e atleticismo para acompanhar o sistema de jogo rápido e de transição de George Karl e não encontram melhor que McGee para correr com estes Nuggets.

Até aqui era uma offseason competente, mas nada de espectacular. E depois veio a troca por Iguodala. Em troca de um shooting guard mediano e um veterano em fase descendente (e que, para além dos pontos, em pouco ou nada contribuía), conseguem mais um um jogador subvalorizado, mas com talento All Star e que é mais uma adição perfeita para esta equipa. É uma estrela que não é estrela, que marca, ressalta, assiste, defende e faz um pouco de tudo dos dois lados do campo. Vai melhorar muito a área onde mais precisavam, a defesa (e Iguodala pode defender desde bases a power forwards exteriores - o stretch four) e vai contribuir também no ataque. 

Foi uma offseason certeira e à imagem da equipa: com movimentações subvalorizadas, mas que encaixam que nem uma luva neste sistema.

Nota: 13


(a seguir: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

23.10.12

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


Para terminar a ronda pela Southwest Division voltamos ao Texas e vamos ver como foi o Verão dos veteranos Spurs:


San Antonio Spurs

Saídas: James Anderson
Entradas: Derrick Brown, Nando de Colo, Josh Powell e Eddy Curry
Cinco Inicial: Tony Parker - Manu Ginobili - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Boris Diaw
Banco: Patty Mills - Gary Neal - Danny Green - Stephen Jackson - DeJuan Blair - Tiago Splitter - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: O momento mais animado da offseason da equipa de Gregg Popovich foi provavelmente a apresentação dos novos equipamentos. Basta olhar para as entradas e saídas para perceber que não aconteceu muito este Verão para os lados de San Antonio. E se pensarmos que dos quatro nomes na lista das entradas apenas dois vão ficar no plantel deste ano, a lista de nomes é ainda mais pequena (Nando de Colo é um deles e a outra e última vaga está, como Popovich já afirmou publicamente, entre Eddy Curry e Derrick Brown).

Apenas saiu um jogador do fundo do banco e entram dois que vão também para lá. E os Spurs ficaram com praticamente/exactamente a mesma equipa do ano passado. E esse foi o único objectivo para esta offseason: manter essa equipa. O que, obviamente, não é mau, pois já tinham um dos melhores e mais profundos plantéis da liga. 

Tinham apenas uma escolha na segunda ronda do draft (a 59ª e penúltima, que usaram em Marcus Denmon - que não ficou na equipa) e na free agency limitaram-se a segurar os seus free agents. Renovaram com Tim Duncan e asseguraram que ele termina a carreira em San Antonio, renovaram com Danny Green, Boris Diaw e Patty Mills e contrataram a sua escolha no draft de 2009, Nando de Colo.

E é isso. O que não torna fácil a missão de lhes dar uma nota pela offseason. Não melhoraram nada a equipa do ano passado, mas devemos dar-lhes uma nota negativa por isso? Ou devemos dar-lhes uma nota positiva por se terem mantido firmes e decidido dar mais uma oportunidade a um já excelente grupo (que sim, está um ano mais velho, mas foram, até àquelas quatro derrotas seguidas com os Thunder, a melhor equipa da temporada passada)? 

Os quatro últimos jogos da temporada foram uma excepção e uma anormalidade que não se vai repetir e os Spurs vão lutar pelo título mais uma vez (e aí a nota deste plano será muito positiva) ou este grupo já nao consegue ir mais longe e deviam começar a fazer mudanças (e aí a nota deste plano será negativa)? Deixo a resposta (e a nota) para vocês. Digam-me de vossa justiça.

Nota: ?


(a seguir: Northwest Division - Denver Nuggets)

21.10.12

Boletim de Avaliação - New Orleans Hornets


Da terra do rei do rock and roll para a terra do jazz. Hoje vamos até à Big Easy fazer o balanço de um Verão muito animado:


New Orleans Hornets

Saídas: Emeka Okafor, Trevor Ariza, Chris Kaman, Marco Belinelli, Jarret Jack, Carl Landry e Gustavo Ayon
Entradas: Ryan Anderson, Robin Lopez, Hakim Warrick, Roger Mason, Solomon Alabi, Anthony Davis (1ª escolha no draft), Austin Rivers (10ª escolha no draft), Darius Miller (46ª escolha no draft) e Brian Roberts (undrafted)
Cinco Inicial: Greivis Vasques - Eric Gordon - Ryan Anderson - Anthony Davis - Robin Lopez
Banco: Austin Rivers - Xavier Henry - Al-Farouq Aminu - Hakim Warrick - Jason Smith - Solomon Alabi
Treinador: Monty Williams

Balanço: Depois duma muito atribulada temporada de 2011-12, depois de terem perdido o dono e serem detidos a título provisório (que se estendeu por todo o ano) pela NBA e depois de terem perdido as suas duas estrelas (Chris Paul e David West), do que é que estes Hornets não precisavam? 

Estavam num limbo de incerteza, com a construção da equipa congelada e precisavam urgentemente de definir a situação da propriedade da equipa. Essa parte ficou tratada antes mesmo da offseason começar quando o dono da equipa de futebol americano da cidade, os Saints, chegou a acordo com a liga e tornou-se também dono dos Hornets. A partir daí, era tempo de começar a construção do zero (ou perto disso).

E o que é que qualquer equipa precisa quando começa do zero? Uma estrela à volta da qual construir a equipa. Essa parte ficou também tratada quando ganharam a lotaria do draft e ficaram com a primeira escolha. E a decisão foi fácil: Anthony Davis é um daqueles talentos que aparece uma vez em cada geração e a estrela que precisavam.

No mesmo dia juntaram-lhe um companheiro para o exterior, Austin Rivers, e se o filho de Doc Rivers aprender a passar a bola e a jogar como point guard, podem ter aqui outra peça central para o futuro. Porque a meter a bola no cesto e a marcar pontos não parece ter problemas. A sua posição natural é a de shooting guard, mas os Hornets seleccionaram-no para ser o seu base por muitos e bons anos, porque o lugar de segundo base já estava reservado para Eric Gordon. Não é, por isso, uma escolha tão certa ou segura como a de Anthony Davis e é uma que vamos ter de esperar para ver.

Já tinham dono, já tinham uma estrela e um futuro escudeiro, do que precisavam mais a caminho da free agency? Segurar a outra estrela que já tinham na equipa.  Por isso, o passo seguinte era livrarem-se de todos os veteranos e todos os contratos grandes que tinham para ter o máximo de espaço salarial e a máxima flexibilidade para renovar com Eric Gordon e rodear de ajuda a futura espinha dorsal da equipa. 

Mandaram Okafor e Ariza para Washington em troca de Rashard Lewis e dispensaram Lewis (e o seu gigantesco contrato) imediatamente. E continuaram a razia na folha de ordenados ao mandarem Jarret Jack para os Warriors.

Embora com alguma atribulação (Gordon queria ir para Phoenix), a parte de segurar a outra estrela da equipa ficou tratada com a renovação do shooting guard por 5 anos. Era tempo de ir procurar ajuda para os pilares da equipa e continuar a formar um núcleo. E assim contrataram o Most Improved Player da temporada passada, Ryan Anderson. 

Rivers-Gordon-Anderson-Davis já é qualquer coisa apresentável, embora vá ser precisa alguma ginástica de Monty Williams para encaixar estas peças. Anderson e Davis são originalmente power forwards e apesar de Davis poder fazer minutos a poste e Anderson fazer minutos a small forward, nenhum deles será o melhor-que-podem-ser nessas adaptações. 

Fazendo um resumo muito rápido da offseason dos Hornets: encontraram um dono, conseguiram uma estrela, renovaram com a outra estrela, adicionaram uma possível estrela (Rivers), adicionaram mais uma peça segura para o núcleo (Anderson), livraram-se de todos os contratos grandes que tinham e têm espaço salarial para gastar. Ainda há muito trabalho a fazer (a equipa é ainda muito curta e algumas das principais peças ainda precisam de desenvolvimento) e este foi apenas o primeiro ano da reconstrução. Mas para quem começou do zero, não é um começo nada mau.

Nota: 12


(a seguir: Southwest Division - San Antonio Spurs)

19.10.12

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


Enquanto continuam as inscrições para a nossa Fantasy League (em menos de 24 horas já dobrámos as 60 participações do ano passado e durante o fim de semana e o início da próxima semana vamos enviar os emails para criarem as equipas), vamos regressar aos Boletins de Avaliação, seguindo pela Southwest Division e indo hoje até à terra do rei do rock and roll:


Memphis Grizzlies

Saídas: OJ Mayo e Dante Cunningham
Entradas: Jerryd Bayless, Wayne Ellington, Jerome Jordan, Tony Wroten (25ª escolha no draft) e Michael Dunigan (undrafted)
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Rudy Gay - Zach Randolph - Marc Gasol
Banco: Jerryd Bayless - Tony Wroten - Wayne Ellington - Quincy Pondexter - Marreese Speights - Darrell Arthur - Hamed Haddadi
Treinador: Lionel Hollins

Balanço: Os Grizzlies já tinham uma boa equipa montada e as grandes decisões (renovar com Rudy Gay, Zach Randolph e Marc Gasol) já tinham sido tomadas em offseasons anteriores. Como acontece com qualquer equipa nesta posição, com um núcleo sólido e estabelecido e um bom cinco inicial, o objectivo nesta offseason era limar as arestas. Reforçar o banco e melhorar a profundidade da equipa e encontrar um ou outro especialista para áreas específicas. 

Mas não tinham grande margem de manobra para conseguir fazer isso. Com uma grande fatia do  espaço salarial já tomada pelos seus principais jogadores, não lhes restava muito para irem atrás de grandes free agents. E não tinham também muito espaço de manobra para manter o seu principal free agent, OJ Mayo. A proposta que Mayo recebeu dos Mavs era demais para os Grizzlies pagarem por um jogador suplente e que nunca se tornou no jogador que eles esperavam. E deixaram-no ir.

Não foram, portanto, grandes pretendentes na free agency e as movimentações ficaram-se pela contratação baratinha de Jerryd Bayless e pela troca de Dante Cunningham (um jogador de uma posição onde já têm várias soluções) por Wayne Ellington. 

Nenhuma das movimentações vai revolucionar a equipa, mas foram duas movimentações seguras (e necessárias depois da saída de Mayo) e que dão mais profundidade ao backcourt.

Sem espaço de manobra na free agency, a melhor oportunidade que tinham de melhorar a equipa era no draft. Aí escolheram, mais uma vez, para a área onde tinham mais necessidade, o backcourt, e com uma escolha baixa (25ª) podem ter conseguido um bom jogador. Tony Wroten deu boas indicações durante o Verão e embora isso valha o que vale, parece ser um bom jogador que tanto pode ser utilizado como shooting guard ao lado de Mike Conley, como pode jogar a point guard e render este. 

Para além das movimentações no exterior, também renovaram os contratos de Hamed Haddadi, Darrell Arthur e Marreese Speights. Mais uma vez, nenhuma movimentação que vá revolucionar a equipa, mas movimentações seguras e que mantém a profundidade do frontcourt.

Apesar de terem reforçado o backcourt e compensado a saída de OJ Mayo, continuam a faltar bons atiradores. Essa era uma das maiores lacunas da equipa na temporada passada e este ano assim vai continuar (e pode ainda piorar, pois isso era uma das coisas que Mayo fazia melhor). Era a área onde precisavam mais urgentemente de um especialista e não conseguiram nenhum.

No fim de contas, não foi a melhor nem a mais animada offseason. Mas também, sem mexer no núcleo da equipa, não tinham muito por onde se virar. Limaram (ou tentaram limar) um pouco as arestas, mas, mais coisa menos coisa, ficaram mais ou menos na mesma.

Nota: 10


(a seguir: Southwest Division - New Orleans Hornets)

8.10.12

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Continuamos pelo Texas e vamos hoje até Houston, casa de uma das equipas mais activas desta offseason:


Houston Rockets

Saídas: Kyle Lowry, Goran Dragic, Luis Scola, Courtney Lee, Samuel Dalembert, Marcus Camby, Chase Budinger, Jonny Flynn e Terrence Williams
Entradas: Jeremy Lin, Omer Asik, Carlos Delfino, Shaun Livingston, Jon Brockman, Toney Douglas, Gary Forbes, JaJuan Johnson, Donatas Motiejunas (20ª escolha no draft de 2011), Jeremy Lamb (12ª escolha no draft), Royce White (16ª escolha), Terrence Jones (18ª escolha) e Scott Machado (undrafted)
Cinco Inicial: Jeremy Lin - Kevin Martin - Chandler Parsons - Patrick Patterson - Omer Asik
Banco: Shaun Livingston - Carlos Delfino - Royce White - Gary Forbes - Marcus Morris - Donatas Motiejunas
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Bem, por onde começar? Os Rockets decidiram que estavam fartos de ficar à beira dos playoffs e de andar eternamente por aquele ingrato lugar que é o meio da tabela e decidiram denotar completamente a equipa. Mas, ao contrário de outras equipas que fizeram o mesmo, o plano não era ficarem miseráveis esta temporada e reconstruirem através dos drafts futuros. Não, o general manager Daryl Morey queria reconstruir a equipa (ou, pelo menos, encontrar peças centrais para essa reconstrução) já nesta offseason.

O primeiro objectivo era subir no draft deste ano. Para isso, acumularam todas as primeiras rondas que conseguiram para fazer um pacote que pudessem trocar por uma escolha alta. Trocaram Dalembert por Jon Brockman, Shaun Livingston e a primeira ronda dos Bucks, mandaram Chase Budinger para Minnesota em troca de outra primeira ronda e trocaram o veteraníssimo Marcus Camby por Toney Douglas e mais umas escolhas futuras no draft. Ficaram com três escolhas a meio do draft deste ano e esperavam trocar essas 12ª, 16ª e 18ª escolhas por uma alta. Mas não houve interessados e tiveram de mesmo de as usar.

Com elas conseguiram três jogadores medianos que podem (ou não) dar bons jogadores e tornarem-se jogadores produtivos, mas nenhum será a estrela que procuravam para a equipa. Porque esse era o grande objectivo dos Rockets: conseguir a sua estrela e a peça central à volta da qual construir uma equipa. Não conseguiram no draft e continuaram a tentar na free agency.

Aí o seu grande alvo era Dwight Howard. E os Rockets fizeram tudo para consegui-lo. Mais uma vez tentaram reunir o máximo de peças possíveis (entre rookies, jogadores adquiridos e mais escolhas no draft que foram juntando) para fazer um pacote atractivo para os Magic e mandaram Courtney Lee para os Celtics por alguns jogadores para encher (JaJuan Johnson, E'Twaun Moore e Sean Williams) e mais uma escolha no draft.

Para além disso, deixaram sair Dragic, trocaram Lowry por mais uma escolha no draft e amnistiaram Luis Scola (provavelmente o melhor jogador da equipa) para libertar ainda mais espaço salarial. Todos sabemos como essa perseguição a Dwight Howard terminou. Também não foi dessa que conseguiram a sua estrela.

Sem nada para mostrar por todo o trabalho que tiveram até aqui, para terminar a offseason ofereceram contratos de estrela (ou perto. De All Star no mínimo) a dois jogadores medianos (Lin e Asik) e que dificilmente serão as futuras estrelas à volta das quais construir. São bons jogadores (e Lin é uma estrela para a equipa, mas do ponto de vista financeiro e de exposição mediática), mas não são as estrelas que procuravam. E não são propriamente um upgrade em relação ao que já tinham. Basicamente deixaram sair dois bases tão bons ou melhores para depois pagar mais por Lin e deixaram sair dois excelentes postes defensivos para pagar mais por um. Sim, Asik é mais novo, mas pagaram demais por um jogador como ele.

A parte mais positiva da offseason foi mesmo conseguirem alguns bons jogadores secundários para melhorar a rotação. Shaun Livingston, Carlos Delfino e Gary Forbes são boas peças para qualquer banco e até ficaram com um bom banco. Só lhes falta um cinco de topo.
Continuar eternamente pelo meio da tabela parece ser exactamente a única coisa que conseguiram com esta offseason. Não ficaram nem um bocadinho mais perto de sairem daí.

Nota: 8


(a seguir - Southwest Division - Memphis Grizzlies)

7.10.12

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Já vão 15, faltam mais 15. Já resumimos e avaliámos a offseason de todas as equipas da conferência Este, é tempo de ir até ao Oeste. Começamos pela Southwest Division e vamos até ao Texas, onde Mark Cuban e Donnie Nelson não desiludiram e tiveram, mais uma vez, um Verão muito animado:


Dallas Mavericks

Saídas: Jason Terry, Jason Kidd, Lamar Odom, Brendan Haywood, Ian Mahinmi, Yi Jianlian, Brian Cardinal e Sean Williams
Entradas: Darren Collison, OJ Mayo, Elton Brand, Chris Kaman, Danhtay Jones, Jared Cunningham (24ª escolha no draft), Bernard James (33ª escolha) e Jae Crowder (34ª escolha)
Cinco Inicial: Darren Collison - OJ Mayo - Shawn Marion - Dirk Nowitzki - Chris Kaman
Banco: Delonte West - Rodrigue Beaubois - Danhtay Jones - Vince Carter - Elton Brand - Brandan Wright - Bernard James
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Depois de, em 2011-12, apenas se terem comprometido com contratos de um ano e terem guardado o máximo de espaço salarial para esta offseason, os Mavs tinham um plano claro: recrutar Deron Williams e, com o base a bordo, tentar recrutar também Dwight Howard. E colocaram as fichas todas nesse plano. Amnistiaram Brendan Haywood para libertar ainda mais espaço salarial, deixaram sair o desapontante Lamar Odom e não fizeram nada para manter Jason Terry.

Esse plano, como sabem, saiu furado. Deron Williams renovou com os Nets e, sem Williams em Dallas, Howard ficou também mais longe. O plano saiu ainda mais furado quando também não conseguiram o base seguinte da lista, Steve Nash. E piorou quando Jason Kidd preferiu assinar pelos Knicks. Parecia que a offseason tinha ido toda por água abaixo. Mas os Mavs tinham um plano B.

E, quase de um dia para o outro, montaram uma equipa. E uma boa, ainda por cima. Trocaram Ian Mahinmi por Darren Collison (e Danhtay Jones) e ficam com um base jovem que, apesar de ter desiludido um pouco nas duas temporadas em Indiana, tem potencial para ser o base titular dos Mavs por muitos anos e dá-lhes algo que já não tinham há muito tempo: velocidade no perímetro.

Ganharam também o leilão por Elton Brand, o que lhes dá um veterano a preço de saldo para sair do banco e render Dirk Nowitzki. E quando juntaram Chris Kaman (num contrato de apenas um ano), ficaram com um frontcourt sólido e uma boa rotação de três bigs (quatro se Brandan Wright continuar a boa progressão que mostrou na temporada passada). E por último, a completar o cinco e dando-lhes um bom substituto para Jason Terry, contrataram OJ Mayo. E, de repente, tinham uma equipa.

No draft, trocaram a 17ª escolha que tinham por três escolhas mais baixas e apesar de nenhum dos três jogadores escolhidos ser tão bom como Tyler Zeller (o jogador escolhido nessa 17ª posição), Bernard James é um rookie atípico (chega à NBA aos 27 anos, depois de 6 anos na Força Aérea e três tours no Iraque e no Afeganistão) e pode ser um suplente útil para Kaman. No entanto, Zeller podia ser uma boa peça para o futuro da equipa e, a menos que Crowder ou Cunningham surpreendam e se tornem jogadores melhores do que esperado, o draft dos Mavs não foi o melhor.

Pode não ter sido a offseason que desejavam, mas para plano B improvisado não saiu nada mal. Conseguiram recuperar do mau começo de offseason e montar uma boa equipa sem oferecerem contratos longos e/ou exagerados a jogadores de menor talento (o que acontece muitas vezes nos planos B). Não conseguiram o Big Three com que sonhavam (e que os tornaria imediatamente candidatos ao título), mas conseguiram montar uma equipa competitiva para ir aos playoffs, começar ao mesmo tempo a renovação e adquirir umas peças para o futuro e ainda manter flexibilidade para esse futuro.

Nota: 11


(a seguir: Southwest Division - Houston Rockets)

6.10.12

Boletim de Avaliação - Washington Wizards


Para encerrar a digressão pela Southeast Division (e pela conferência Este) vamos até à capital dos Estados Unidos ver que tal correu a continuação do plano dos Wizards para sair do fundo da tabela:


Washington Wizards

Saídas: Andray Blatche, Rashard Lewis, Brian Cook, Maurice Evans, Morris Almond e James Singleton
Entradas: Emeka Okafor, Trevor Ariza, Martell Webster, Jannero Pargo, AJ Price e Bradley Beal (3ª escolha no draft)
Cinco Inicial: John Wall - Bradley Beal - Trevor Ariza - Nenê - Emeka Okafor
Banco: AJ Price - Jannero Pargo - Jordan Crawford - Jan Vesely - Trevor Booker - Kevin Seraphin
Treinador: Randy Wittman

Balanço: Os dirigentes dos Wizards perceberam que com a equipa que tinham não só não iam a lado nenhum, como estavam também a comprometer o desenvolvimento do seu maior talento, John Wall.  Eram cabeças ocas a mais no mesmo balneário. E se um cabeça oca numa equipa veterana e com jogadores que o orientem pode dar um bom jogador (não duvido que JaVale McGee vá ser muito bom nos Nuggets, por exemplo), muitos cabeças ocas juntos na mesma equipa nunca dá bom resultado.

E assim nasceu o plano dos Wizards para limpar o balneário dos cabeças ocas e rodear John Wall com jogadores mais veteranos. Um plano que começou no trade deadline da época passada, quando trocaram McGee por Nenê, e continuou nesta offseason, com a amnistia de Andray Blatche (e dos 23 milhões restantes do seu contrato). 

O plano continuou com a troca de Rashard Lewis por Emeka Okafor e Trevor Ariza. São dois veteranos úteis pelo preço de um que não fazia parte dos planos da equipa. Com Nenê e Okafor ficam com um frontcourt a sério, com uma boa defesa interior e uma ameaça a poste baixo para o ataque. E Ariza preenche outra posição do cinco inicial com mais um veterano (e mais um bom defensor). E são dois veteranos que vão melhorar a equipa no presente, sem atar as mãos do front office no futuro (têm apenas 2 anos de contrato, com player option em 2013-14, por isso mantém as opções dos Wizards em aberto).

No draft escolheram um jogador para a posição que mais precisavam. Já tinham Okafor e Nenê para o interior, já tinham Wall a base e Ariza para small forward. Faltava-lhes um shooting guard. A escolha óbvia para os Wizards era Bradley Beal. E com Beal e Wall têm um excelente backcourt para o futuro, com dois jogadores com potencial All-Star e dois jogadores que se devem complementar bem (Wall, mais penetrador e Beal, mais lançador).

A completar a offseason, ainda adicionaram dois bons suplentes para Wall (AJ Price e Jannero Pargo), para completar e solidificar a rotação.

Não está a correr mal o plano para sair do fundo da tabela. Foi uma offseason bastante positiva e os Wizards ficaram muito melhores. Agora já têm uma equipa. Ainda não é equipa para aspirar a muito (embora os playoffs no Este não estejam fora de questão), mas já é qualquer coisa. E conseguiram isso sem hipotecar a flexibilidade futura. Foi um bom trabalho e os Wizards são uma das equipas que vão dar um salto maior esta temporada.

Nota: 13


(e assim encerramos a conferência Este. A seguir vamos para Oeste e começamos por baixo, pela Southwest Division e pelos Dallas Mavericks)

2.10.12

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Esta viagem pela Southeast Division tem sido uma de extremos. Passámos da pior equipa da temporada passada para a melhor e hoje continuamos a montanha-russa com a equipa que conseguiu passar, em tempo recorde, de um extremo para o outro. Do topo da liga e de vice-campeões em 2009 para o fundo da tabela na próxima temporada:

Este deve ter sido o ponto alto da offseason dos Magic

Orlando Magic

Saídas: Dwight Howard, Ryan Anderson, Jason Richardson, Chris Duhon, Daniel Orton e Earl Clark 
Entradas: Arron Afflalo, Al Harrington, Nikola Vucevic, Gustavo Ayon, Josh McRoberts, Christian Eyenga, E'Twaun Moore, Moe Harkless (15ª escolha no draft), Andrew Nicholson (19ª escolha no draft) e Kyle O'Quinn (49ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jameer Nelson - Arron Afflalo - Hedo Turkoglu - Glen Davis - Gustavo Ayon
Banco: Ish Smith - JJ Redick - Quentin Richardson - Al Harrington - Nikola Vucevic
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: Este também não é difícil de fazer. Este foi o ano do Dwightmare, uma temporada que vai ficar para sempre nos anais da história da equipa de Orlando. Se achavam que a saída de Shaquille O'Neal tinha sido um ponto baixo nessa história, que a novela de Carmelo Anthony tinha sido  dramática e que a saída de LeBron de Cleveland tinha sido um exemplo de como não gerir uma free agency, então a novela de Dwight Howard bateu essas todas juntas aos pontos. 

Já escrevemos aqui sobre essa história e todos já a sabem de cor e salteado: passaram o ano a tentar convencer Howard a ficar, depois Howard accionou o ano de opção para ficar, pelo menos, mais um ano e despediram o treinador e o general manager para o agradar e convencer a renovar, depois Howard decidiu que não queria ficar e exigiu ser trocado e o pesadelo prolongou-se pela offseason até, finalmente, trocarem-no num negócio onde os Magic foram os grandes perdedores.
Perderam o melhor jogador da equipa, o melhor poste da NBA e um dos melhores jogadores do mundo e o melhor que ganharam em troca foi um shooting guard mediano. 

Como se isso não bastasse para uma offseason terrível, ainda deixaram sair Ryan Anderson, um dos seus jogadores mais jovens e promissores e o Most Improved Player de 2012. Uma decisão incompreensível para quem quer reconstruir e uma decisão ainda mais incompreensível quando, depois de recusarem igualar essa proposta dos Hornets de 36 milhões/4 anos (o que dá 9 milhões por ano), oferecem um contrato de 8 milhões por ano (por 3 anos) a Jameer Nelson, que tem 30 anos e não será, certamente, um peça para o futuro da equipa.

No draft também não tinham nenhuma escolha alta e não adicionaram nenhum jogador que se preveja que venha a fazer alguma diferença na equipa.

Foi uma péssima offseason e estão destinados ao maior tombo da época. É esse o plano dos Magic? Bater no fundo para depois reconstruir pelo draft? Afinal, o novo general manager, Rob Henningan, trabalhou durante 4 anos no front office dos Thunder e sabe bem como começar uma equipa do zero. Pode ser, mas esse é um plano sempre arriscado e que depende muito da sorte. Aos Thunder correu muito bem, mas saiu-lhes a lotaria. E isso não acontece muitas vezes.

De qualquer forma, independentemente do plano e do seu resultado, este foi o ano da demolição. Propositado ou não, o facto é que nesta offseason a equipa ficou incomparavelmente pior. E o trabalho dos Magic começa a partir de agora. Porque esta offseason foi mesmo para esquecer. Ou para não esquecer e nunca mais repetir.

Nota: 5


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)

30.9.12

Boletim de Avaliação - Miami Heat


E hoje é dia de ver o que andaram os campeões a fazer para lutar pela renovação do seu título:


Miami Heat

Saídas: Eddy Curry, Juwan Howard e Ronny Turiaf
Entradas: Ray Allen, Rashard Lewis, Garrett Temple e Jarvis Varnardo (41ª escolha no draft de 2010)
Cinco Inicial: Mario Chalmers - Dwyane Wade - Shane Battier - LeBron James - Chris Bosh
Banco: Norris Cole - Ray Allen - Mike Miller - Rashard Lewis - Udonis Haslem - Joel Anthony
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Este é fácil de fazer. Já o dissemos quando Ray Allen anunciou a ida para South Beach e repetimos quando Ray Ray e Rashard Lewis assinaram: os Heat, que já foram a melhor equipa da temporada passada, ficaram ainda melhores.

Podem clicar nos links e ler o que escrevemos nessas duas ocasiões, pois tudo o que dissemos mantém-se: conseguiram o seu maior alvo na offseason, Ray Allen, e ainda acrescentaram mais um atirador para abrir espaço para Wade e LeBron, Rashard Lewis. De todos os jogadores que estavam disponíveis nesta offseason (e realisticamente ao alcance dos Heat), Allen é o melhor reforço que podiam ter e encaixa que nem uma luva nesta equipa. Imaginem o que aconteceu nas Finais (Battier, Chalmers e Miller com lançamentos isolados na linha de três pontos devido às penetrações de Wade e LeBron e ao jogo a poste baixo de LeBron), mas com o melhor triplista de sempre a receber a bola.

Reforçaram muito bem o jogo exterior, mas não conseguiram ajuda para o jogo interior. Por isso devem recorrer ainda mais ao small ball com que bateram os Thunder (e Chris Bosh ocupará mais vezes a posição de poste). Nesse estilo serão imbatíveis, mas terão mais dificuldades contra equipas com jogadores interiores que sejam bons ofensivamente e continuam com poucas armas para jogar big ball.

Podem, portanto, não ter armas para todas as ocasiões, mas os Heat já eram muito bons e às vezes só manter a equipa que chegou ao topo já é difícil, quanto mais melhorá-la significativamente. E os Heat conseguiram isso mesmo.

Nota: 15


(a seguir: Southeast Division - Orlando Magic)

29.9.12

Boletim de Avaliação - Charlotte Bobcats


E agora a análise que todos esperavam, a equipa que bateu um recorde histórico na época passada e tornou-se a equipa com a pior percentagem de vitórias de sempre numa temporada. Depois dessa temporada memorável, que tal terá sido o Verão da equipa de Charlotte?


Charlotte Bobcats

Saídas: Corey Maggette, DJ Augustin, Derrick Brown, Jamario Moon, Eduardo Najera e DJ White
Entradas: Ben Gordon, Ramon Sessions, Brendan Haywood, Michael Kidd-Gilchrist (2ª escolha no draft) e Jeff Taylor (31ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ramon Sessions - Ben Gordon - Michael Kidd-Gilchrist - Tyrus Thomas - Brendan Haywood
Banco: Kemba Walker - Gerald Henderson - Jeff Taylor - Bismack Biyombo - Byron Mullens
Treinador: Mike Dunlap

Balanço: Os Bobcats não foram maus, foram péssimos. Foram tão maus e bateram tão fundo no ano passado que o único caminho possível depois disso era para cima. Era praticamente impossível ficarem piores. As deficiências da equipa eram tantas que precisavam de jogadores para todas as posições e não havia nenhuma área que não precisassem de melhorar. Por isso, depois de estabelecerem um novo recorde de mediocridade, só podiam melhorar.

E qualquer jogador que escolhessem no draft viria sempre melhorar a equipa. Não lhes saiu a sorte grande e não ficaram com Anthony Davis, mas ficaram com o prémio de consolação. Michael Kidd-Gilchrist é, provavelmente, o segundo maior talento deste draft, um bom defensor, um extremo muito atlético e um dos futuros pilares da equipa. E como já tinham Kemba Walker e Bismack Biyombo, escolher um extremo foi acertado. Kidd-Gilchrist será o small forward titular e, sem concorrência na posição (o único concorrente é a outra escolha dos Bobcats no draft, Jeff Taylor) não lhe faltarão minutos e oportunidades para desenvolver o seu potencial em campo.

Depois ainda conseguiram arranjar uns jogadores decentes na free agency. Trocaram Corey Maggette por Ben Gordon e o ex-Piston, apesar dos anos decepcionantes em Detroit, é melhor que Maggette, será um dos melhores jogadores da equipa e vem seguramente ajudar aquele que foi o pior ataque da temporada passada.
Ganharam também o leilão por Brendan Haywood (depois deste ser amnistiado pelos Mavs) e por apenas 6 milhões/3 anos ficam com um poste decente e uma presença veterana no balneário. 
E, para o lugar de DJ Augustin, contrataram Ramon Sessions. Embora esta decisão faça menos sentido que as anteriores (deixaram Augustin sair e parecia que iam apostar em Kemba Walker como titular, mas depois foram buscar Sessions por mais do que Augustin recebia; e das duas uma: ou vão pagar demais - 5 milhões - por um base suplente ou então ainda não é desta que vão dar a titularidade e o tempo de jogo que ele precisa para se desenvolver a Kemba Walker), é mais um jogador decente para uma equipa que precisa de todos os que conseguir.

Por isso, não foi uma má offseason. Ganham mais um jovem talento para desenvolver e ainda conseguiram uns jogadores mais veteranos para dar alguma competividade à equipa enquanto os jovens se desenvolvem (e também para ajudá-los a desenvolverem-se). É claro que vão continuar a ser uma das equipas mais fracas e ainda falta muito para sair do buraco em que estão, mas tinham de começar por algum lado. Têm pela frente uma longa reconstrução e um longo caminho para sair do fundo da tabela. No próximo ano vão ter mais uma escolha alta no draft, têm muito espaço salarial e mais passos para dar. Mas deram um primeiro passo nesta offseason. 

Nota: 11


(a seguir: Southeast Division - Miami Heat)

26.9.12

Boletim de Avaliação - Atlanta Hawks


Para arrancar com a análise da Southeast Division, vamos hoje até ao estado da Georgia ver se Danny Ferry, o novo general manager da equipa de Atlanta, teve um Verão ocupado:


Atlanta Hawks

Saídas: Joe Johnson, Marvin Williams, Kirk Hinrich, Jason Collins, Erick Dampier, Willie Green, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Donald Sloan, Jerry Stackhouse e Vladimir Radmanovic 
Entradas: Devin Harris, Lou Williams, Anthony Morrow, Kyle Korver, Johan Petro, DeShawn Stevenson, John Jenkins (23ª escolha no draft) e Mike Scott (43ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Devin Harris - Anthony Morrow - Kyle Korver - Josh Smith - Al Horford
Banco: Jeff Teague - Lou Williams - John Jenkins - DeShawn Stevenson - Ivan Johnson - Zaza Pachulia
Treinador: Larry Drew

Balanço: Danny Ferry chegou ao cargo de general manager dos Hawks no dia 24 de Junho e bastou-lhe uma semana no cargo para conseguir o que se pensava impossível: livrar-se do contrato de Joe Johnson. Só por isso, merece uma boa nota nesta offseason. 

Mas não ficou por aí. Na mesma semana trocou outro titular, Marvin Williams, por Devin Harris e começou uma revolução no plantel. Uma revolução que precisavam. Porque os Hawks eram bons, mas não bons o suficiente. Eram bons para fazer temporadas de 50 vitórias e chegar até à segunda ronda dos playoffs, mas não para mais do que isso. E era uma equipa que estava encurralada. Com este grupo não iam mais longe, mas também não tinham espaço salarial para melhorá-lo.

Não iam mais longe no presente e não tinham como ir mais longe durante os próximos anos. Danny Ferry não só percebeu isso, como teve coragem para agir e optar pelo caminho (mais difícil) de mandar abaixo para construir de novo. Teria sido mais fácil para ele manter aquele núcleo, arranjar um reforço ou dois, levar a equipa até mais uns playoffs, chegar a mais uma segunda ronda, quem sabe até chegar a uma final de conferência, e continuar a ter uma equipa bem sucedida. Não era candidata ao título, mas era competitiva e destinada à parte superior da tabela. 

Mas Ferry não quer contentar-se com a mediania e aponta para o topo. Livrou-se dos cancros financeiros que tinha e conseguiu algumas boas peças em troca. E peças que lhe dão toda a flexibilidade para o futuro: Devin Harris, Kyle Korver e Anthony Morrow terminam contrato este ano. Junte-se a estes os contratos de Zaza Pachulia e Josh Smith (que também terminam este ano) e os Hawks têm apenas 22 milhões em ordenados para 2013-14 (que é, ironicamente, tanto como o que os Nets vão pagar só a Joe Johnson em 2013-14!). Juntem ainda a isso mais duas escolhas na primeira ronda do draft de 2013 e os Hawks têm muito por onde construir.

Na próxima offseason serão a equipa com mais espaço salarial na liga e serão, seguramente, uma das equipas mais activas na free agency.

Para já, conseguiram mais uma boa peça para o futuro na free agency deste ano, Lou Williams, e mais uma no draft, John Jenkins (que é um excelente atirador, um dos melhores deste draft).

Este ano não vão andar pelas 50 vitórias como antes, mas têm apesar de tudo, uma equipa competitiva e que vai lutar pelos playoffs. Deram um passo atrás e têm pior equipa para 2012-13 do que tinham antes. Mas foi um passo atrás necessário para poderem dar dois passos em frente no futuro.

Nota: para o sucesso a curto prazo, em 2012-13, 9, mas para o sucesso a longo prazo, 14

23.9.12

Boletim de Avaliação - Milwaukee Bucks


Para encerrar a Central Division, vamos hoje até ao Wisconsin ver que tal foi a offseason da equipa de Milwaukee:


Milwaukee Bucks

Saídas: Carlos Delfino, Kwame Brown, Shaun Livingston, Jon Brockman e Jon Leuer
Entradas: Samuel Dalembert, Joel Przybilla, John Henson (14ª escolha no draft) e Doron Lamb (42ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Brandon Jennings - Monta Ellis - Luc Mbah a Moute - Ersan Ilyasova - Samuel Dalembert
Banco: Beno Udrih - Doron Lamb - Mike Dunleavy - Drew Gooden - Ekpe Udoh - Joel Przybilla
Treinador: Scott Skiles

Balanço: Os Bucks já tinham feito a sua revolução e as suas maiores mudanças no trade deadline da época passada, com a troca de Andrew Bogut e Stephen Jackson por Monta Ellis, Ekpe Udoh e Kwame Brown. Esta offseason era uma oportunidade de completar as mudanças no plantel e fazer uns ajustes para complementar essas movimentações. E assim fizeram.

A posição de poste tinha ficado mais frágil com a saída do seu melhor ressaltador e defensor interior e um dos objectivos desta offseason era preencher essa lacuna. Para tal, negociaram Samuel Dalembert no dia do draft e contrataram Joel Przybilla na free agency. Dalembert preenche na perfeição essa necessidade de ressaltos e defesa interior e Przybilla é um poste suplente que também cumpre em ambos os departamentos. Embora tenham perdido poder de fogo no ataque (nenhum deles é bom ofensivamente), o objectivo de reforçar a posição de poste foi cumprido.

Outra das áreas que precisavam de reforçar era o backcourt e Doron Lamb pode ser um achado na 42ª posição do draft. É um shooting guard atlético, bom atirador e com potencial para ser um bom defensor, que acrescenta um pouco mais de altura e mais defesa a um backcourt pequeno e fraco defensivamente. Precisavam urgentemente de profundidade no backcourt e Lamb pode ser a melhor escolha que fizeram neste draft.

Porque na outra tiveram uma decisão mais questionável. Escolher John Henson quando já têm Ilyasova, Gooden e Larry Sanders (e Udoh também pode jogar aí) vem criar um engarrafamento na posição de power forward. Era uma das posições onde já tinham mais soluções e podiam ter aproveitado para reforçar a profundidade do backcourt. Mas, por outro lado, Gooden está no último ano do seu contrato e pode não fazer parte dos planos da equipa depois desta temporada. Por isso, podem estar já a pensar a longo prazo e a preencher uma necessidade futura. Vamos, por isso, ter de esperar para ver se foi a escolha mais acertada.

Para além dos negócios no dia do draft e da contratação de Przybilla na free agency, só fizeram mais uma movimentação nesta offseason: a renovação de Ersan Ilyasova. O turco é um daqueles jogadores interiores que tanto pode marcar triplos como fazer 15 ou 20 ressaltos (à lá Kevin Love), capaz de jogar no interior e no perímetro e o power forward mais versátil que tinham na equipa. E por 8 milhões/ano não é um preço exagerado. É, por isso, uma boa decisão dos Bucks.

Não foi a offseason mais animada, mas foi competente. Já tinham apostado as suas fichas no negócio de Monta Ellis e a offseason foi apenas para complementar essas mudanças. Conseguiram preencher as lacunas no jogo interior, mas um pouco mais de profundidade no backcourt era bem vinda. Foi uma offseason assim-assim. Positiva, mas sem razões para euforia. Deve chegar para lutar pelos playoffs, mas pouco mais.

Nota: 11


(a seguir: Southeast Division - Atlanta Hawks)

22.9.12

Boletim de Avaliação - Indiana Pacers


Continuando pela Central Division abaixo, hoje vamos até Indianapolis ver como se portou nesta offseason uma das equipas que mais progrediu na temporada passada:


Indiana Pacers

Saídas: Darren Collison, Leandro Barbosa, Dahntay Jones, AJ Price e Louis Amundson 
Entradas: DJ Augustin, Ian Mahinmi, Gerald Green, Sam Young, Sundiata Gaines, Blake Ahearn, Miles Plumlee (26ª escolha no draft) e Orlando Johnson (36ª escolha no draft)
Cinco Inicial: George Hill - Paul George - Danny Granger - David West - Roy Hibbert
Banco: DJ Augustin - Lance Stephenson - Gerald Green - Tyler Hansbrough - Ian Mahinmi
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Depois duma bem sucedida temporada de 2011-12, onde foram a terceira melhor equipa do Este e foram eliminados na segunda ronda dos playoffs numa disputada série com os Heat, o regressado general manager Donnie Walsh (que substituiu Larry Bird) tinha dois grandes objectivos para esta offseason.

O primeiro era manter o cinco inicial da equipa. Roy Hibbert e George Hill eram free agents e renovar com ambos era a prioridade dos Pacers. Hill nem chegou a entrar no mercado, pois renovaram com ele assim que abriu a free agency (embora tenham pago acima do valor de mercado do jogador, pois duvido que alguma equipa lhe oferecesse 8 milhões por ano). 
Com Hibbert tiveram uma decisão mais difícil. Os Blazers tinham preparada para ele uma proposta com um contrato máximo (58 milhões por 4 anos) e os Pacers tinham de decidir se queriam comprometer esse dinheiro com ele ou não. Mas na verdade, a decisão só era financeiramente difícil. Do ponto de vista desportivo, era fácil e Hibbert era um jogador que não podiam perder. E assim lá lhe ofereceram um contrato máximo. 

Mais de 14 milhões por temporada é dinheiro de super-estrela por um jogador que não é uma super-estrela. Mas foi o preço que tiveram de pagar para manter a espinha dorsal de uma equipa que está de volta ao topo depois de muitos anos de reconstrução. E era um preço que não se podiam dar ao luxo de não pagar. Tiveram de abrir os cordões à bolsa para o conseguir, mas o primeiro objectivo da offseason foi plenamente cumprido.

O segundo objectivo era reforçar o banco e, em particular, encontrar um suplente para Roy Hibbert. Não tiveram durante toda a temporada passada um poste suplente e esse papel era dividido entre Tyler Hansbrough e Louis Amundson, o que era manifestamente insuficiente, pois nenhum deles é poste. Assim, e como a aposta para base titular dos próximos anos é George Hill, trocaram Darren Collison (e Dahntay Jones) por Ian Mahinmi. O ex-Maverick não é um jogador brilhante, mas é um suplente competente e é um bom reforço para o jogo interior. Foi um negócio desequilibrado (Collison é muito melhor jogador que Mahinmi), mas os Pacers precisavam mais de um jogador como Mahinmi do que de um como Collison.

E para fazer o papel de Collison como base suplente, conseguiram um jogador tão bom como ele por um valor abaixo do preço de mercado (3,5 milhões por um ano): DJ Augustin, que depois da pior temporada de sempre dos Bobcats devia aceitar qualquer coisa para jogar noutro sítio e é uma excelente adição para o banco dos Pacers.

Contrataram também Gerald Green, que pode jogar como shooting guard e também como small forward e suplente de Granger. Depois do dinheiro que gastaram com Hill e Hibbert não tinham condições para ficar também com Leandro Barbosa, mas conseguiram como alternativa um jogador mais novo e mais barato que o brasileiro.

No draft, escolheram mais um jogador interior para reforçar a rotação a poste (Miles Plumlee) e outro para a de shooting guard (Orlando Johnson). Nenhum deles vai fazer uma diferença imediata na equipa, mas são mais dois corpos para ajudar.

Ficaram, portanto, com um base suplente tão bom como antes, um bom poste suplente e outro jogador ofensivo no perímetro. Nada mau. Clarificaram e simplificaram a rotação e ficaram com uma equipa mais equilibrada. E mantiveram o cinco inicial intacto. Não foi uma nada má offseason.

Nota: 12


(a seguir: Central Division - Milwaukee Bucks)