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9.11.14

Boletim de Avaliação - Sacramento Kings


E para terminar a Pacific Division (e a avaliação das 30 equipas da NBA), depois dos Warriors, dos Clippers, dos Lakers e dos Suns, vamos até Sacramento, onde, a julgar pelo início de temporada, a offseason deve ter corrido bem:



Boletim de Avaliação - Sacramento Kings

Saídas: Isaiah Thomas, Jason Terry, Quincy Acy, Travis Outlaw, Jared Cunningham, Willie Reed
Entradas: Darren Collison, Ramons Sessions, Ryan Hollins, Omri Casspi, Nik Stauskas (8ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Darren Collison - Ben McLemore - Rudy Gay - Jason Thompson - DeMarcus Cousins
No Banco: Ramon Sessions - Nik Stauskas - Omri Casspi - Derrick Williams - Carl Landry - Reggie Evans
Treinador: Mike Malone

Balanço: Numa coisa a offseason parece ter corrido muito bem aos Kings: na maturação de Cousins. A ida do jovem poste à selecção e a participação no Mundial parecem ter-lhe feito muito bem e ajudado no seu crescimento como jogador e na sua maturidade. E como o sucesso dos Kings está intimamente ligado a isso, a offseason correu particularmente bem nesse aspecto.

Depois, no que às decisões e mudanças no plantel diz respeito:

Teriam de decidir o que fazer com Rudy Gay, se ele optasse por terminar o contrato e tornar-se agente livre. Mas ele ativou o último ano de opção e adiou essa decisão (que pode ser tomada durante esta temporada, se chegarem a acordo numa extensão do contrato, ou adiada para a próxima offseason, quando ele for agente livre).

Uma decisão adiada, mas tinham outra para tomar: o que fazer com o agente livre com restrições Isaiah Thomas.

E, antes de qualquer decisão de/com Thomas, contrataram Darren Collison no início da free agency, o que foi sinal do que veio a seguir. Não igualaram a oferta que Thomas recebeu dos Suns (28 milhões por 4 anos), acordaram um sign and trade pelo jogador e deixaram-no sair.

Como já dissemos no Triplo Duplo desta semana, os números de Collison não são tão vistosos como os de Thomas, mas o ex-Clipper é um encaixe melhor nesta equipa e um jogador que lhes pode render mais (e está a render; contratarem Collison está a revelar-se o melhor que se calhar lhes aconteceu). Trocar Thomas por Collison pode parecer um passo atrás à primeira vista, mas a defesa e a movimentação de bola no ataque ficaram melhor.

Para resolver o problema de jogadores a mais nas posições de extremos (small forwards e power forwards), trocaram Quincy Acy e Travis Outlaw por Jeremy Tyler e Wayne Ellington. Uma troca apenas para libertar espaço (salarial e de plantel) em duas posições onde já tinham várias soluções (Tyler e Ellington foram dispensados).

No draft, e como já tinham profundidade nessas posições de extremos, seleccionaram Nik Stauskas, para reforçar o exterior e o backcourt (mais um atirador). E, para profundidade a base e completar o reforço do backcourt, contrataram também Ramon Sessions na free agency. 

Embora (tal como Darren Collison) a offseason tenha sido pouco vistosa, o balanço é positivo. Reforçaram o exterior e ficaram com um plantel mais equilibrado. Faltou apenas um poste suplente melhor para render Cousins (contrataram Ryan Hollins, mas é pouco) para a offseason ser um sucesso maior.

E continuam com flexibilidade daqui para a frente (para Rudy Gay e/ou para outros jogadores; têm apenas 41 milhões garantidos na próxima época). Ficaram melhores e têm opções em aberto para o futuro. Não foi espectacular, mas foi competente. O que já não eram há muito tempo.

Nota: 11

8.11.14

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Os Suns foram a Cinderela da temporada passada. A grande maioria das previsões punham-nos no fundo da conferência (nós inclusive), mas surpreenderam meio mundo e acabaram à beira dos playoffs. Continuando com a avaliação da Pacific Division, depois dos Warriors, dos Clippers e dos Lakers, vamos ver o que fizeram em Phoenix para tentar repetir esse feito (e acrescentar a esse feito) da época passada:



Boletim de Avaliação - Phoenix Suns

Saídas: Channing Frye, Ish Smith, Dionte Christmas, Leandro Barbosa, Emeka Okafor
Entradas: Isaiah Thomas, Anthony Tolliver, Zoran Dragic, Shavlik Randolph, TJ Warren (14ª escolha no draft), Tyler Ennis (18ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Eric Bledsoe - Marcus Morris - Markieff Morris - Miles Plumlee
No Banco: Isaiah Thomas - Archie Goodwin - Gerald Green - PJ Tucker - Anthony Tolliver - Alex Len
Treinador: Jeff Hornacek

Balanço: O ano passado foi um ano de mudança e recomeço do (quase) zero para os Suns. Na offseason de 2013, mudaram o general manager, o treinador e mais de metade (dois terços, para sermos exacto) da equipa. O que ninguém esperava era que fosse um ano zero tão bom ou que começassem tão rapidamente a ter bons resultados. 

Goran Dragic fez a melhor época da sua carreira (ganhou o prémio de Jogador Mais Evoluído do Ano e foi nomeado para a 3ª All NBA Team), alguns dos seus jovens jogadores (como os gémeos Morris e Miles Plumlee) fizeram épocas bem acima do esperado, veteranos como Gerald Green e PJ Tucker ressuscitaram as suas carreiras e fizeram também excelentes temporadas e Jeff Hornacek, no seu primeiro ano como treinador, fez um trabalho sensacional com este grupo e colocou-os a jogar algum do melhor e mais colectivo basquetebol da liga.

Ora, depois desse ano tão promissor, que fizeram para dar o passo seguinte nessa (re)construção?

Para começar, e antes de pensar em reforçar a equipa, tinham de conseguir manter uma das pérolas do plantel. Eric Bledsoe era agente livre com restrições e a sua renovação transformou-se na maior novela da equipa na offseason. Não por culpa dos Suns, que lhe fizeram uma oferta mais do que justa (48 milhões por 4 anos; 12 milhões por um jogador que não é All Star e que tinha, na carreira, meia temporada a um nível próximo disso era para lá de justo) e, quando Bledsoe recusou, esperaram para ver se ele recebia alguma melhor ou se teria de aceitar esta que lhe fizeram.

Parece que Bledsoe pretendia um contrato máximo (algo completamente exagerado para o currículo que tinha e tem até este momento) e o braço de ferro arrastou-se durante todo o Verão. No fim, acabaram por chegar a acordo por 70 milhões por 5 anos (cerca de 14 milhões por ano) e os Suns mantiveram o seu explosivo e criativo duo do backcourt.

Antes disso, já tinham contratado também outro base, Isaiah Thomas, que encaixa que nem uma luva nesta equipa e será um sexto homem perfeito. Thomas é melhor para esse papel do que para o de base titular e a partir do banco poderá fazer o que faz melhor: atacar e marcar pontos.

No draft, reforçaram a profundidade na posição onde mais precisavam, a small forward, com TJ Warren. E depois escolheram ainda mais outro base, Tyler Ennis. Bons jogadores nunca são demais e os Suns jogam (pelo menos) com dois bases de cada vez, mas poderão ser bases a mais. Mas, como dizíamos, nesta fase de reconstrução jogadores talentosos e promissores nunca são demais e pode ser uma peça para manter ou para usar em negócios futuros.

Como (único) ponto negativo, tiveram a saída de Channing Frye. O power forward atirador era um jogador que gostavam de manter, mas não pelos valores que os Magic lhe ofereceram. Frye era um jogador muito útil e o seu lançamento exterior e a sua capacidade para abrir o ataque eram muito importantes nesta equipa que joga aberta e vive das penetrações de Dragic e Bledsoe, mas não era um jogador para o longo prazo e pelo qual valesse a pena comprometer flexibilidade.

Preferiram apostar noutros dois jovens e chegaram a acordo para uma extensão de contrato com os gémeos Morris (num negócio único na NBA, ofereceram 52 milhões por 4 anos pelos dois e eles é que decidiram como dividir o dinheiro; ficou 32 para Markieff, que era o titular, e 20 para Marcus).

Renovaram também com PJ Tucker (por uns razoáveis 16 milhões por 3 anos) e completaram o plantel com Anthony Tolliver, Shavlik Randolph e com a outra metade dos manos Dragic, Zoran.

À excepção de Thomas, não fizeram muito no que ao "acrescentar jogadores" diz respeito e não melhoraram por aí além. Mas conseguiram renovar os seus e continuar a aposta no desenvolvimento deste grupo. E acrescentaram um dos melhores suplentes que podiam acrescentar. Ainda vão a meio do trabalho (no próximo ano, Dragic pode/deve ser free agent e precisam de acrescentar mais alguns jogadores a este núcleo), mas vão no bom caminho.

Nota: 11


(a seguir, e para terminar a avaliação das 30 equipas: Pacific Division - Sacramento Kings)

5.11.14

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Cinco jogos, cinco derrotas e o pior começo da história da equipa. Só pode ser sinal de que a offseason não correu muito bem para os lados dos Lakers, não é? Continuando a análise das equipas da Pacific Division, depois dos Warriors e dos Clippers, vamos lá ver o que a histórica organização de Los Angeles fez este Verão:



Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers

Saídas: Pau Gasol, Jodie Meeks, Jordan Farmar, Chris Kaman, Kendall Marshall, Kent Bazemore
Entradas: Carlos Boozer, Ed Davis, Wayne Ellington, Julius Randle (7ª escolha no draft), Jordan Clarkson (46ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jeremy Lin - Kobe Bryant - Wesley Johnson - Carlos Boozer - Jordan Hill
No Banco: Ronnie Price - Wayne Ellington - Jordan Clarkson - Xavier Henry - Nick Young - Ed Davis - Robert Sacre - (Steve Nash) - (Julius Randle)
Treinador: saiu Mike D'Antoni, entrou Byron Scott

Balanço: Os Lakers não fazem tanking. Porque não está na sua filosofia, porque não podem e, também, porque nunca precisaram (e se calhar continuam a não precisar).

São uma das equipas históricas da liga, são uma organização orgulhosa e com uma herança a respeitar, têm fãs que não aceitariam essa estratégia e nunca tiveram dificuldades em atrair free agents. Nunca precisaram de começar do zero e reconstruir pelo draft, sempre privilegiaram a construção do plantel através da free agency e, apesar da recusa inédita de Dwight Howard e das polémicas recentes sobre essa questão, quando tiverem espaço salarial vão sempre ser um destino atractivo para free agents. 

Têm também um contrato televisivo que não o permite. Uma parte do valor desse contrato televisivo local com a Time Warner (que pode valer até 4 mil milhões de dólares ao longo de 20 anos) depende das audiências. E mesmo sem estarem no topo da liga ou terem qualquer aspiração a lutar por um título continuam a ser uma das equipas mais seguidas, com mais jogos na televisão e que atrai mais espectadores. Os Lakers (também) são entretenimento e negócio, por isso, são obrigados a apresentar um produto respeitável.

E, claro, têm um jogador chamado Kobe Bryant nos últimos anos da sua carreira (e como trocá-lo está fora de questão também, têm de tentar montar uma equipa respeitável à sua volta). 
Quando renovaram o contrato de Kobe por mais dois anos e 48 milhões, limitaram as opções da equipa na free agency. Deixaram de ter espaço para dois contratos máximos (e a possibilidade de adicionar duas estrelas). Ficaram com espaço para um, mas mesmo com uma estrela e Kobe não chegava para transformar esta equipa num candidato. Desportivamente fez pouco sentido, mas, como já dizemos antes num artigo sobre esse tema, a questão é mais complexa do que isso.

Racionalmente e numa perspectiva puramente matemática, seria melhor que fizessem tanking, mas, por todas as razões apontadas, isso está fora de questão. Por isso, nesta offseason tentaram (mais uma vez) montar uma equipa mediana e que fosse, pelo menos, competitiva. 

Metade do plantel era free agent e deixaram sair muitos desses jogadores (Gasol, Kaman, Meeks, Farmar). Renovaram alguns dos mais jovens e promissores (Xavier Henry, Ryan Kelly, Wesley Johnson) com contratos de apenas um ou dois anos e sem comprometer a flexibilidade futura.
Como qualquer equipa entalada neste limbo da respeitabilidade, também tiveram algumas escolhas a pensar só no presente e em manter uma equipa respeitável, mas que nada adiantam para o futuro.

Renovaram com Nick Young (20 milhões por 4 anos; este é o único contrato que fizeram para além de 2015-16 e a pior decisão da offseason, porque é a única que limita, mesmo que pouco, a sua flexibilidade futura) e Jordan Hill (18 milhões por 2 anos; números claramente exagerados, mas um contracto curto e que não compromete, por isso, o futuro) e contrataram uns veteranos para esta época: Carlos Boozer (por uns parcos 3,5 milhões, depois da amnistia dos Bulls), Ronnie Price e Wayne Ellington. E receberam dos Rockets Jeremy Lin e o seu último ano de contrato.

No draft, tiveram a sua escolha mais alta desde 1982 (quando tiveram a 1ª escolha e seleccionaram James Worthy) e com Julius Randle conseguiram, aqui sim, uma peça para o futuro (se calhar a única de todo o plantel actual).

Tentaram, mais uma vez, ser competitivos e medianos. Sem todas as lesões, era o que teriam sido no ano passado. E era o que seriam também este ano.

Só que, não quiseram fazer tanking, mas o destino está a fazer por eles. As costas de Steve Nash aguentaram dois jogos de pré-temporada e Julius Randle lesionou-se para toda a época no primeiro jogo da temporada regular. E como estamos a ver, vai ser mais um ano longo e penoso para os Lakers. 

O que, no longo prazo, pode acabar por ser o melhor para eles. Porque a reconstrução vai ter de acontecer e mais vale ter uma escolha alta no draft para começar. Assim vão ter essa escolha sem poderem ser acusados de montar propositadamente uma equipa má para o conseguir. 

Mas, para já, foi mais uma offseason que não adiantou nada para o futuro da equipa e mais um ano de adiamento da inevitável reconstrução. Mantiveram a flexibilidade para a reconstrução que só vai começar a sério quando Kobe se retirar. Até lá é isto que vamos ter.

Nota: 9



(a seguir: Pacific Division - Phoenix Suns)


3.11.14

Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers


Será este o ano em que os Clippers passam da segunda ronda dos playoffs? Continuando com a análise das equipas da Pacific Division, depois dos Warriors, vamos até LA ver o que fizeram os ex-parentes pobres dos Lakers para dar esse passo:



Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers

Saídas: Jared Dudley, Darren Collison, Ryan Hollins, Danny Granger, Willie Green
Entradas: Spencer Hawes, Ekpe Udoh, Jordan Farmar, Chris Douglas-Roberts, Jared Cunningham, CJ Wilcox (28ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Chris Paul - JJ Redick - Matt Barnes - Blake Griffin - DeAndre Jordan 
No Banco: Jordan Farmar - Jamal Crawford - Chris Douglas-Roberts - Hedo Turkoglu - Glen Davis - Ekpe Udoh - Spencer Hawes
Treinador: Doc Rivers

Balanço: Antes de mais, precisavam de resolver a situação pantanosa em que se viram metidos a meio da primeira ronda dos playoffs, quando as declarações racistas de Donald Sterling vieram a público e a liga baniu-o para sempre e exigiu a venda da equipa.

Essa novela prometia arrastar-se por meses (ou anos) e ser um longo e penoso processo, mas acabou por se resolver antes de começar a temporada. Essa parte correu bem, portanto (muito melhor do que se esperava), têm um novo dono e parece que nunca houve tanto optimismo e tão bom ambiente na organização.

Resolvidas as questões fora de campo, o que precisavam de fazer dentro do mesmo? Definitivamente, melhorar o frontcourt e o jogo interior. Contratar um poste suplente e mais e melhores opções atrás de Griffin e Jordan. Mais ajuda no perímetro (na defesa, principalmente) também era bem vinda.

Para isso, trocaram uma das desilusões do ano passado, Jared Dudley, por Carlos Delfino e Miroslav Raduljica (que dispensaram), para libertar espaço salarial. 

No draft, foram à procura de ajuda para o backcourt. Foram atrás um shooting guard "3andD" e seleccionaram CJ Wilcox, um atirador que também sabe defender. 

Depois na free agency, foram à procura de reforços para o interior. Arranjaram dois postes com características e contribuições distintas: um mais tradicional para o interior e para defender e outro capaz de abrir o campo e jogar no perímetro. Ekpe Udoh dá-lhes um bom defensor e protector do cesto para render DeAndre Jordan e Spencer Hawes, para além de mais um ressaltador, dá-lhes um bom atirador e um jogador interior que lhes permite variar o ataque. Renovaram também com Glen Davis (apesar da má temporada, Davis pode render bem mais do que em 2013-14) e ficam com um froncourt suplente que lhes dá opções melhores e mais variadas.

Recrutaram também Jordan Farmar e Chris Douglas Roberts (basicamente, para os lugares de Collison e Dudley).

No backcourt não ficaram melhores nem mais profundos, apenas mudaram os nomes dos actores secundários. Foi mais um baralhar e tentar uma nova mão do que uma mudança de baralho. Mas ficaram mais profundos e com mais e melhores opções no frontcourt. Que era a área onde precisavam mesmo de melhorar.

Estas mudanças vão seguramente ajudar e levam uma nota positiva pelas mesmas, Mas, mais do que destas mudanças no elenco secundário, é da evolução do seu cinco inicial e do progresso que Griffin e Jordan fizerem (principalmente na defesa) que dependem para dar esse próximo passo.

Nota: 11


(a seguir: Pacific Division - Los Angeles Lakers)

2.11.14

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Dois jogos, duas vitórias. Ontem, o seu backcourt marcou mais pontos (72) do que toda a equipa dos Hornets (69) e a temporada não podia estar a começar melhor. É o resultado duma boa offseason? 



Boletim de Avaliação - Golden State Warriors

Saídas: Steve Blake, Jermaine O'Neal, Jordan Crawford, Hilton Armstrong
Entradas: Shaun Livingston, Leandro Barbosa, Brandon Rush, Justin Holiday
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Harrison Barnes - David Lee - Andrew Bogut
No Banco: Shaun Livingston - Leandro Barbosa - Andre Iguodala - Draymond Green - Marreese Speights - Festus Ezeli
Treinador: saiu Mark Jackson, entrou Steve Kerr

Balanço: A offseason dos Warriors fica marcada tanto por aquilo que fizeram, como por aquilo que não fizeram. Foram umas das equipas que estiveram em discussões mais avançadas com os Wolves e, aparentemente, não chegaram a acordo para uma troca por Kevin Love porque não quiseram incluir Klay Thompson na troca (parece que os Wolves queriam Thompson, Lee e Barnes por Love e Kevin Martin e os Warriors não queriam desfazer-se do segundo Splash Brother).

Infelizmente, quão boa seria esta equipa com Kevin Love nunca vamos descobrir. Mas acreditamos que seria muito boa (Love não é pior defesa que David Lee, por isso a defesa não ficaria pior; e, no ataque, imaginem as possiblidades no pick and roll com Curry e Love) e que podia ser uma troca que elevava a equipa até ao topo da conferência. Podem ter deixado escapar uma oportunidade de ouro para o conseguir e vamos ver se não se arrependem de não ter feito essa troca.

Naquilo que fizeram, a grande mudança da offseason aconteceu no banco. Não nos suplentes, mas na primeira cadeira, de onde se levantou Mark Jackson e onde se senta agora Steve Kerr. 

Se olharmos apenas para os resultados (ganharam 51 jogos na temporada regular; foram eliminados na primeira ronda dos playoffs - pelos Clippers, em 7 jogos -, mas numa eliminatória em que, pelo segundo ano consecutivo, jogaram sem um dos titulares e jogadores fundamentais; portanto, Mark Jackson nunca chegou aos playoffs com toda a equipa disponível), pode ter sido surpreendente o despedimento de Mark Jackson. 

Mas se pensarmos que, para além, das divergências profissionais e pessoais do treinador com os dirigentes, houve problemas entre Jackson e os seus adjuntos e o ambiente entre equipa técnica e direcção (e dentro da própria equipa técnica) não era bom, fica claro que os Warriors precisavam de resolver essa questão. No fim, mais por esses problemas internos do que pelos resultados, Jackson foi despedido e procuraram outro treinador para os levar ao próximo nível. 

E contrataram Steve Kerr. O que é uma aposta de risco dos Warriors. Kerr nunca treinou uma equipa antes desta temporada (nem na NBA, nem em nenhum outro lado) e é uma aposta arriscada para uma equipa que precisa de ter resultados no curto prazo. Os Warriors não são uma equipa em construção e com tempo para treinadores rookies se desenvolverem e aprenderem (como os Jazz, os Celtics ou os Knicks, por exemplo). Os Warriors são uma equipa construída para ganhar agora e é missão de Steve Kerr, no seu primeiro ano, levá-los pelo menos à segunda ronda dos playoffs.

Nas outras cadeiras do banco, nas dos suplentes, também fizeram algumas mudanças. Na temporada passada, a sua segunda unidade foi das menos produtivas e das que menos pontos marcava na liga e precisavam urgentemente de melhorar esse departamento.

No draft não tinham qualquer escolha, por isso teriam de encontrar na free agency a ajuda que precisavam.

E trocaram de backcourt suplente. Steve Blake e Jordan Crawford eram agentes livres e os Warriors contrataram para os seus lugares Shaun Livingston (um base que fez uma boa temporada nos Nets e que lhes traz mais e melhor defesa e pode provocar mismatches no ataque) e Leandro Barbosa. 

Jermaine O'Neal também era agente livre e, com o regresso de Festus Ezeli, dispensável. E contrataram ainda mais ajuda e profundidade para o exterior, com o regresso de Brandon Rush.

Com o novo backcourt, com a passagem de Andre Iguodala para o banco e com o regresso de Festus Ezeli, ficam com uma segunda unidade bem melhor que no ano passado. Que era o que precisavam.

Aquilo que fizeram, fizeram bem. E merece uma nota positiva. Mas, com aquilo que não fizeram, a nota desta offseason podia ter sido bem mais alta.

Nota: 11


(a seguir: Pacific Division - Los Angeles Clippers)

1.11.14

Boletim de Avaliação - Utah Jazz


Para terminar a avaliação da Northwest Division, depois dos Nuggets, dos Timberwolves, dos Thunder e dos Blazers, vamos até à capital mórmon dos Estados Unidos ver o que os Jazz fizeram para continuar a construir o seu jovem e promissor grupo:




Boletim de Avaliação - Utah Jazz

Saídas: Marvin Williams, Richard Jefferson, Brandon Rush, Diante Garrett, John Lucas, Erik Murphy
Entradas: Trevor Booker, Steve Novak, Joe Ingles, Jordan Hamilton, Ian Clark, Toure Murry, Dante Exum (5ª escolha no draft), Rodney Hood (23ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Trey Burke - Alec Burks - Gordon Hayward - Derrick Favors - Enes Kanter
No Banco: Ian Clark - Dante Exum - Jeremy Evans - Rodney Hood - Joe Ingles - Trevor Booker - Rudy Gobert
Treinador: saiu Tyrone Corbin, entrou Quin Snyder

Balanço: O plano continua a ser juntar jogadores ao jovem núcleo e acumular mais peças para o futuro. Este ano tinham mais uma escolha alta no draft e poucas (ou nenhumas) aspirações aos playoffs, por isso, foi mais um ano a pensar no longo prazo e não no reforço imediato da equipa.

Começaram por procurar um treinador. Corbin cumpriu o seu trabalho nesta fase de transição pós-Jerry Sloan, mas os Jazz queriam alguém novo para o próximo passo de reconstrução e para guiar os jovens daqui em diante. E optaram por Quin Snyder, adjunto de Mike Budenholzer em Atlanta em 2013-14. Vamos ver se está à altura das expectativas (alguns apontam-no com um dos treinadores mais promissores da liga) e se é o homem para o longo prazo. 

No draft, com a 5º escolha selecionaram o talentoso, mas ainda "em projecto" Dante Exum. Embora, se pensarmos que seleccionaram outro base (Trey Burke) no ano passado, a escolha possa parecer algo estranha, Exum pode fazer as duas posições do backcourt, também pode jogar a shooting guard e os Jazz podem ter aqui o seu backcourt do futuro. 

Bons jogadores nunca são demais e os Jazz escolheram aquele que, independentemente de posição, pensaram ser o melhor jogador disponível (até porque já tinham jogadores jovens e para o futuro nas cinco posições, por isso qualquer posição que escolhessem seria sempre para fazer concorrência a algum dos seus titulares). 

Para além disso, nesta era da NBA as posições são cada vez menos estanques e rígidas e mais do que jogar com um point guard e um shooting guard com funções separadas, joga-se cada vez mais com dois bases, em que ambos podem dirigir o ataque, penetrar e atirar (como fazem os Suns, por exemplo).

Com a 23ª escolha, seleccionaram Rodney Hood, um atirador e marcador de pontos, que pode ser um bom jogador para a rotação e para o banco;

Na free agency, o principal objectivo era renovar com Hayward. E a grande decisão foi cobrir ou não a oferta máxima dos Hornets (63 milhões por 4 anos). 
Decidiram cobrir e comprometerem-se com um grande contrato com o seu small forward titular. É um grande compromisso e um contrato que vai pagar a Hayward mais do que ele se calhar merece neste momento, mas não podiam perder uma das peças principais do seu núcleo e o jogador mais versátil da equipa (e um jogador ainda com bastante margem de progressão).

São números exagerados no presente, mas se Hayward se tornar no All Star que tem potencial para ser, poderão não ser números tão exagerados. E com a flexibilidade e espaço salarial que tinham e têm nos próximos anos (e ainda com a subida do tecto salarial em 2016-17, quando começar o novo e milionário contrato televisivo da liga), era uma decisão que tinham de tomar. De qualquer forma, foi o preço que o mercado ditou e o preço que tiveram de pagar para o manter.

Contrataram também Trevor Booker (9,7 milhões por 2 anos, com apenas o primeiro garantido) e Steve Novak (troca com os Raptors por Diante Garrett). Já sabemos que todas as equipas jovens precisam de veteranos e jogadores com experiência para ajudar e ensinar os miúdos. Booker dá profundidade no frontcourt, Novak dá tiro exterior (e compensa, nesse particular, as saídas de Marvin Williams e Richard Jefferson) e ambos podem ajudar nesse papel de veteranos no balneário.

Fizeram o que tinham de fazer com Hayward, adicionaram mais uma peça para o futuro e têm um dos mais jovens e promissores núcleos da liga. Continuam em boa posição para ter uma óptima equipa daqui a duas ou três temporadas e este ano vai ser mais uma época de desenvolvimento e aprendizagem para os seus miúdos.

Nota: 12



(a seguir: Pacific Division - Golden State Warriors)


30.10.14

Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers


Enquanto as equipas dão os primeiros passos na temporada regular, vamos terminar os nossos resumos e avaliações da offseason e acabar de ver como as equipas se reforçaram para esta época. Continuamos na Nortwest Division e, depois dos Nuggets, dos Wolves e dos Thunder, vamos até Oregon ver como correu o Verão a uma das boas surpresas da temporada passada:



Boletim de Avaliação - Portland Trail Blazers

Saídas: Mo Williams, Earl Watson
Entradas: Chris Kaman, Steve Blake
Cinco Inicial: Damian Lillard - Wes Matthews - Nicolas Batum - LaMarcus Aldridge - Robin Lopez
No Banco: Steve Blake - CJ McCollum - Will Barton - Dorrell Wright - Thomas Robinson - Joel Freeland - Chris Kaman 
Treinador: Terry Sttots

Balanço: Os Blazers foram uma das revelações de 2013-14. Lideraram, surpreendentemente, a conferênca nos primeiros meses, terminaram a temporada regular num surpreendente 5º lugar, eliminaram os Rockets na primeira ronda dos playoffs (aqui já não surpreendentemente, porque já sabiámos do que eram capazes e prevíamos a sua vitória nessa ronda) e só não foram páreo para os eventuais campeões Spurs.

Tinham uma estrela cada vez mais estabelecida e um dos melhores power forwards da liga (Aldridge), uma estrela em ascensão e um dos bases mais promissores da liga (Lillard), dois bons escudeiros (Batum e Matthews) e um bom operário e homem para o trabalho sujo (Lopez). Estes cinco formaram um dos cincos mais estáveis, regulares e produtivos da liga. 
Tal como em 2012-13, o que continuou a faltar foi um bom banco (o banco foi mesmo a maior desilusão desta equipa; quando fizemos o Boletim de Avaliação da offseason passada, pensávamos que iria ser bem melhor do que foi).

E defesa. Tiveram um dos melhores ataques (2ºs no Rating Ofensivo, 4ºs em pontos por jogo), mas do outro lado do campo deixaram muito a desejar (apenas 16ºs no Rating Defensivo e 22ºs em pontos sofridos por jogo).

Para este ano, o cinco inicial estava mais que montado e definido, portanto. Se queriam subir de patamar no Oeste, faltava arranjar mais banco e mais defesa.

No draft, não tinham nenhuma escolha. Por isso, restava-lhes a free agency. E arranjaram duas boas peças aí. Perderam apenas uma peça da rotação (a melhor peça do banco, provavelmente), Mo Williams. Mas susbtituiram-no por outras duas boas.

Steve Blake é um base suplente fiável, um jogador experiente para conduzir a segunda unidade e um bom atirador. Chris Kaman teve um ano para esquecer em Los Angeles com Mike D'Antoni, mas de volta a uma equipa onde de facto quer estar e onde pode jogar e ser útil, pode ter um ano de recuperação. Já não é, obviamente, o jogador que era nos tempos dos Clippers, mas ainda pode ser um suplente produtivo.

Nenhum deles é um grande defensor (Blake é melhor mesmo assim e um defensor esforçado) e, a menos que os jogadores que já tinham melhorem muito (e vao ter de melhorar se querem aspirar a rondas mais avançadas dos playoffs), vão continuar a ter lacunas desse lado do campo. Mas ficaram com um banco melhor, mais profundo e que pode ser mais produtivo que o do ano passado. 

Tinham duas áreas que precisavam de melhorar, conseguiram melhorar uma delas. Não é um sucesso total e retumbante, mas não é mau.

Nota: 12


(a seguir: Northwest Division - Utah Jazz)

27.10.14

Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder


Já sabemos que não terminou bem (Kevin Durant vai estar umas semanas de baixa, Anthony Morrow idem) mas, até aí, que tal correu a offseason para os lados de Oklahoma? Depois dos Nuggets e dos Timberwolves, vamos até OKC para ver o que fizeram os Thunder para (tentar) regressar aonde chegaram em 2012:




Boletim de Avaliação - Oklahoma City Thunder

Saídas: Thabo Sefolosha, Caron Butler, Derek Fisher (retirado), Hasheem Thabeet
Entradas: Anthony Morrow, Sebastian Telfair, Mitch McGary (21ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Russell Westbrook - Andre Roberson - Kevin Durant - Serge Ibaka - Steven Adams
No Banco: Reggie Jackson - Jeremy Lamb - Anthony Morrow - Perry Jones - Mitch McGary - Nick Collison - Kendrick Perkins
Treinador: Scott Brooks

Balanço: Em 2013, as aquisições foram Ryan Gomes, Andre Roberson e Steven Adams. As duas escolhas que tinham no draft e um jogador marginal que nem acabou a temporada no plantel (foi trocado em Janeiro por uma 2ª ronda) foi tudo o que os Thunder arranjaram para reforçar a equipa. Não fosse Adams ter-se revelado uma das surpresas do draft, ter conquistado um lugar na rotação e contribuído muito mais rápidamente do que esperávamos e o contributo desses três reforços na temporada tinha sido praticamente nulo.

Este ano, adicionaram Anthony Morrow, Sebastian Telfair e o rookie Mitch McGary. O que volta a ser pouco para quem quer levantar o troféu Larry O'Brien.

Ok, esta equipa já nos habituou a apostar pouco na free agency e em preferir (ou ser obrigada a) construir pelo draft. E a aposta nos jovens e no desenvolvimento interno é boa (são das equipas que melhor trabalha nessa área e que melhor desenvolve os seus jogadores jovens). Mas apenas isso não é suficiente.

Como nos mostram os Spurs (uma equipa também de mercado pequeno e cujo modelo e sucesso os Thunder tentam replicar), é preciso misturar estratégias e usar todos os recursos disponíveis. Seleccionar bem no draft e sacar boas peças mesmo sem escolhas altas é fundamental, desenvolver essas peças é fundamental, mas é também necessário completar a equipa com umas trocas e/ou contratações cirúrgicas

E procurar na free agency as peças finais do puzzle. Não é preciso ser um grande nome. Pode ser um Boris Diaw ou um Patty Mills. Uma peça final para complementar as outras e fazer aquela pequena diferença, aquele bocadinho assim que falta. E ainda não foi desta que os Thunder fizeram isso.

Através do draft chegou mais um jogador interior que pode vir a ser um jogador útil, mas não mais do que um role player. Pode ser um novo Nick Collison, lutador, ressaltador, mas limitado tecnica e ofensivamente.

Na free agency, saíram Thabo Sefolosha (que foi perdendo minutos e espaço com o decorrer dos playoffs e era cada vez menos participativo e produtivo no ataque) e Caron Butler (que também foi perdendo espaço - não jogou mesmo no jogo 6 das finais de conferência) e Derek Fisher retirou-se.

Cortejaram Pau Gasol (que seria um encaixe perfeito e a ameaça a poste baixo que sempre faltou a esta equipa), mas este teria de aceitar um corte grande no salário para se juntar a eles. Tentaram (de novo) Mike Miller, mas este preferiu juntar-se a LeBron em Cleveland. E o único jogador estabelecido que acrescentaram foi Anthony Morrow (10 milhões por 3 anos).

Precisavam de mais profundidade, mais versatilidade, e mais atiradores.
Conseguiram Morrow, que é um dos melhores atiradores da liga, vai ajudar bastante nesse departamento e é a melhor contratação dos Thunder na offseason. Mas se essa é a melhor contratação da tua equipa na offseason, esta não pode ter sido grande coisa.

Podem lutar por um título e ir até às Finais? Claro que sim. Tal como nos anos anteriores, E como todos os anos enquanto tiverem Westbrook e Durant. Mas (mais uma vez) não fizeram muito para aumentar essas probabilidades.

Nota: 9



(a seguir: Northwest Division - Portland Trail Blazers)

26.10.14

Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves


É possível perder o melhor jogador da equipa e a offseason não ser negativa? Parece que sim. Depois dos Nuggets, vamos até Minnesota para ver como tal coisa é possível:



Boletim de Avaliação - Minnesota Timberwolves

Saídas: Kevin Love, Dante Cunningham, Luc Mbah a Moute, Alexey Shved
Entradas: Thaddeus Young, Mo Williams, Anthony Bennett, Andrew Wiggins (1ª escolha no draft), Zach LaVine (13ª escolha no draft), Glenn Robinson III (40ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ricky Rubio - Kevin Martin - Andrew Wiggins - Thaddeus Young - Nikola Pekovic
No Banco: Mo Williams - Jose Barea - Zach LaVine - Shabazz Muhammad - Corey Brewer - Chase Budinger - Anthony Bennett - Ronny Turiaf - Gorgui Dieng
Treinador: saiu Rick Adelman (retirado), entrou Flip Saunders


Balanço: Com a retirada de Rick Adelman (e depois de terem namorado Dave Joerger, mas este ter renovado com os Grizzlies), Flip Saunders desceu do gabinete do presidente para a linha lateral. E vai ter muito que fazer aí este ano. Mas, não nos adiantemos já, foi no gabinete que começou a história desta offseason e foi aí que teve muito que fazer neste Verão.

Tudo começou com o que fazer com Kevin Love. Ou antes, com qual o melhor negócio que conseguia pelo power forward que era free agent em 2015 e já tinha manifestado a intenção de não continuar na equipa quando acabasse o contrato.

Com ofertas dos Cavs, Bulls, Warriors e Celtics em cima da mesa (e estas são apenas algumas das que vieram a público, pois devem ter recebido ofertas de meia NBA), decidiram-se pela dos Cavs. Numa troca que envolveu três equipas, enviaram Kevin Love para os Cavs, Alexey Shved e Luc Mbah a Moute para os Sixers e receberam Andrew Wiggins, Anthony Bennett e Thaddeus Young. E não fizeram um mau negócio.

Conseguem dois titulares e um bom jogador para o banco (sim, Bennett pode não ser a estrela que a selecção no nº 1 do draft prometia, mas vai ser um bom jogador; fez uma temporada de 2013-14 miserável, mas começou esta muito melhor e pode ser um jogador produtivo). Dois jogadores para o futuro (Wiggins e Bennett) e um que pode ser para o futuro (Young tem apenas 26 anos) ou para usar noutro negócio.

Num cenário em que iam inevitavelmente perder Kevin Love, uma possível (provável?) futura estrela para o núcleo da equipa e mais dois elementos para esse núcleo é um bom pacote para receber em troca.

Junte-se outro jovem extremamente atlético e com um tremendo potencial que escolheram no draft (olá, Bounce Brothers?) e ficam com um grupo de jovens bastante intrigante. Os Wolves podem ter aqui qualquer coisa.

Na free agency, contrataram ainda Mo Williams para reforçar o banco e dirigir a segunda unidade (e, pelo caminho, ser um mentor para os jovens).

Não ficaram melhores para a próxima temporada (porque perdem um jogador estabelecido e dos mais produtivos da liga e os que receberam são ainda projectos e apostas para o longo prazo), mas podem ter um tecto mais alto com este grupo do que com o que tinham. Trocaram um presente bom pela possibilidade de um futuro melhor.

Têm mais uma grande questão para resolver na próxima offseason (ou durante esta temporada) e precisam decidir o que querem fazer com Ricky Rubio, mas ficaram bem colocados para construir algo interessante no futuro. É estranho descrever uma offseason em que perderam o melhor jogador da equipa como positiva, mas a verdade é que podiam ter ficado muito pior. E, dentro das circunstâncias, até que correu bem o Verão.

Nota: 13



(a seguir: Northwest Division - Oklahoma City Thunder)


25.10.14

Boletim de Avaliação - Denver Nuggets


20 já estão, já só faltam 10. Vamos avançar para a penúltima das 6 divisões e ver como se portaram as equipas da Northwest Division. Começamos pelo Colorado:



Boletim de Avaliação - Denver Nuggets

Saídas: Aaron Brooks, Evan Fournier, Jan Vesely, Anthony Randolph
Entradas: Arron Afflalo, Jusuf Nurkic (16ª escolha no draft), Gary Harris (19ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - Arron Afflalo - Danilo Gallinari - Kenneth Faried - JaVale McGee
No Banco: Nate Robinson - Randy Foye - Wilson Chandler - Darrell Arthur - JJ Hickson - Timofey Mosgov
Treinador: Brian Shaw

Balanço: Os Nuggets foram, a par dos Pelicans, a equipa mais azarada de 2013-14. Lesões atrás de lesões (Gallinari e McGee perderam toda a época, Nate Robinson perdeu metade, Wilson Chandler perdeu 20 jogos, Ty Lawson outros 20) descarrilaram completamente a temporada e nunca conseguiram qualquer tipo de continuidade na equipa. Terem, mesmo com todas as ausências, chegado às 36 vitórias na forte conferência Oeste já foi um sucesso.

Por isso, podemos dizer que os maiores reforços da equipa para 2014-15 são Gallinari, McGee e Robinson (e Hickson, que regressa lá para Janeiro, será um reforço de inverno). 

Depois ainda conseguiram mais um óptimo reforço no dia antes do draft: Arron Afflalo. E o que precisaram de dar em troca? Apenas Evan Fournier e a 56ª escolha no draft. Um quase-All Star por um jovem com potencial, mas que será no máximo um bom shooting guard suplente? Quando fizemos a avaliação dos Magic, dissemos que a equipa de Orlando tinha conseguido muito pouco por Afflalo. Pois olhando do outro lado e na perspectiva dos Nuggets, como podem imaginar, é um excelente negócio e um onde conseguiram muito por muito pouco.

No draft, trocaram Anthony Randolph e a 11ª escolha pela 16ª e 19ª escolha (dos Bulls).
Com as quais seleccionaram Jusuf Nurkic e Gary Harris. Um jogador interior com potencial (20 anos, 2,11m e bastante móvel para a altura) e um shooting guard atirador que pode dar um bom role player e (mais) um marcador de pontos a partir do banco.

Na free agency, Jan Vesely voltou para a Europa (para o Fenerbahce) e Aaron Brooks foi para Chicago. Com muito pouco espaço abaixo da luxury tax, seria quase impossível manter os dois e assinar os rookies. De qualquer forma, Brooks era dispensável com o regresso de Nate Robinson e Vesely é um flop histórico.

Para terminar bem a offseason, acordaram ainda uma extensão de contrato com Kenneth Faried (50 milhões por mais 4 anos), segurando o jovem e promissor (e cada vez melhor) power forward para o médio/longo prazo.

Tiveram, em 2013-14, um ataque no meio do pelotão (16º melhor) e este ano ainda o reforçaram.
A defesa foi um problema (apenas 21ª), mas este ano, com Afflalo e também com toda a equipa disponível (e com mais vontade de defender), deve melhorar. No entanto, é uma área onde têm de melhorar muito e onde não mexeram particularmente (ou tanto como precisavam) para tal.

De qualquer forma, montaram uma das equipas mais profundas da liga. No ataque têm armas para atacar de todos os lados: têm gente para penetrar, para atirar de fora e para jogar no interior. Na defesa têm alguns bons defensores (Afflalo, Chandler, Mosgov) e se jogadores como McGee, Faried e Lawson melhorarem desse lado do campo, têm peças para ser também uma boa defesa. Podem não ter nenhuma super-estrela, mas têm (pelo menos) 11 jogadores que podem entrar na rotação e contribuir.

Tal como os Pelicans, mais do que reforços precisavam de sorte e saúde. Se tiverem isso, mais os reforços que ainda conseguiram, podem ser uma das surpresas da temporada.

Nota: 12


(a seguir: Northwest Division - Minnesota Timberwolves)

23.10.14

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


E os campeões, que fizeram para defender o título e lutar pela sua revalidação? Depois dos Mavs, dos Rockets, dos Grizzlies e dos Pelicans, regressamos ao Texas para encerrar a avaliação das equipas da Southwest Division:



Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs

Saídas: Damion James
Entradas: Kyle Anderson (30ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Tony Parker - Danny Green - Kawhi Leonard - Tim Duncan - Tiago Splitter
No Banco: Cory Joseph - Patty Mills - Manu Ginobili - Marco Belinelli - Boris Diaw - Jeff Ayres - Aron Baynes - Matt Bonner
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: Não mantiveram só o núcleo da equipa que foi campeã. Ou a maior parte da equipa. Ou todos os jogadores da rotação. Mantiveram TODA a equipa (ok, à excepção de Damion James).

Tranquilamente e sem alaridos, os Spurs trouxeram de volta todo o plantel que fez magia nas Finais de 2014 ((ok, à excepção de Damion James). Tim Duncan não se retirou e ativou o ano de opção (o último do seu contrato). Gregg Popovich renovou por mais uns anos (não anunciaram por quantos). E Tony Parker fez uma extensão de contrato por mais 3 anos (e 43 milhões).

E renovaram com todos os seus jogadores que eram free agents (Boris Diaw, Patty Mills, Matt Bonner e Aron Baynes). E todos com contratos razoáveis (28 milhões por 4 anos para Diaw - só com 2 anos garantidos; 11 milhões por 3 anos para Mills; contrato mínimo para Bonner; e 1.1 milhões para Baynes)

Raramente se vê uma equipa tão intocada e que se mantém tão igual mesmo até ao fundo do banco. Do plantel de 2013-14 saiu apenas Damion James para abrir uma vaga para o jogador que escolheram no draft, Kyle Anderson.

Que recebeu comparações com Boris Diaw e que teve direito à melhor apresentação de todo o draft, cortesia do general manager dos Spurs, RC Buford: "Jogadores que gostam de passar, que sabem jogar, que são lentos e não conseguem saltar encaixam-se muito bem na nossa equipa." Vamos ver se os Spurs conseguiram mais um roubo no draft.

Falou-se de Pau Gasol (que encaixaria que nem uma luva nesta equipa e formaria uma rotação no frontcourt assustadora de boa), mas o espanhol teria de aceitar uma substancial redução no seu ordenado para caber no espaço salarial que os Spurs tinham. No fim, Gasol acabou em Chicago e os Spurs acabaram com a equipa campeã intacta.

As maiores/únicas mudanças foram mesmo na equipa técnica, para onde foram buscar um experiente e reconhecido treinador europeu, o italiano Ettore Messina (que foi treinador de Manu Ginobili no Kinder Bologna, em 2001; venceram a Euroliga desse ano e Ginobili foi o MVP das Finais), e a primeira treinadora-adjunta de sempre na NBA, a ex-jogadora da WNBA Becky Hammon. Também aqui os Spurs continuam a ser pioneiros e a fazer diferente de (melhor do que) todas as outras equipas.

Portanto, é aposta total na continuidade da equipa que jogou um basquetebol quase-perfeito em Junho passado. Mas também, quando se tem algo tão especial para quê mudar? E só por manter o grupo que fez o que fez nas Finais de 2014 têm de levar uma nota positiva.

Nota: 14


(a seguir: Northwest Division - Denver Nuggets)

22.10.14

Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans


Após o parênteses para comentar o artigo da ESPN sobre Kobe, retomamos a avaliação das equipas da Southwest Division e, depois dos Mavs, dos Rockets e dos Grizzlies, vamos ver que tal correu o Verão para os lados da Big Easy:



Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans

Saídas: Jason Smith, Brian Roberts, Anthony Morrow, Al Farouq Aminu, Greg Stiemsma
Entradas: Omer Asik, Jimmer Fredette, John Salmons, Russ Smith (47ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Eric Gordon - Tyreke Evans - Anthony Davis - Omer Asik
No Banco: Jimmer Fredette - Austin Rivers - John Salmons - Ryan Anderson - Alexis Ajinca
Treinador: Monty Williams

Balanço: A temporada passada não foi nada simpática para os Pelicans. A equipa foi uma enfermaria ambulante e os seus titulares (Holiday, Gordon, Evans, Anderson e Davis) jogaram juntos um total de... 12 jogos. Por isso, mais do que reforços, o que precisavam para 2014-15 era sorte e de uma temporada completa com os melhores jogadores.

Esse núcleo estava definido e fechado para esta temporada, mas uma boa parte da segunda unidade (que, com todas as lesões, foi a primeira unidade durante grande parte do ano) era free agent. Brian Roberts, Anthony Morrow, Jason Smith e Al Farouq Aminu eram todos jogadores livres e os Pelicans não renovaram com nenhum.

Não porque não quisessem, mas porque preferiram usar o espaço salarial para receber o contrato de Omer Asik dos Rockets (que, como vimos no seu Boletim de Avaliação, queriam libertar o espaço salarial para Chris Bosh). Perderam um bom base suplente, um bom atirador, um extremo atlético e bom defensor e um jogador interior útil no ataque (embora fraco na defesa) mas ganham um jogador que pode levar a equipa para um patamar acima.

Bons jogadores complementares e um bom banco é fundamental, mas esses são mais fáceis de arranjar do que um jogador que pode transformar a equipa. Por isso, os Pelicans arriscaram e trocaram por um jogador que pode melhorar muito a sua defesa (e esse foi um dos pontos fracos da equipa no ano passado, foram apenas a 27ª melhor defesa).

Marcar naquela área restritiva, com Davis e Asik a patrulhá-la, não vai ser pêra doce para ninguém.
Para além disso, a chegada de Asik vai permitir a Davis voltar à sua posição natural (e preferida) de power forward. O ano passado, com a saída de Robin Lopez, Davis foi obrigado a jogar a poste (e a defender jogadores mais pesados e mais fortes), este ano vai regressar à posição onde pode (e vai) fazer mais estragos.

Depois tentaram compor o banco com jogadores mais baratos e, na free agency, contrataram John Salmons e Jimmer Fredette e renovaram com Darius Miller. Foi pena a perda de Roberts (que deu boa indicações no ano passado e pode ser um bom base suplente) e Aminu (que é muito melhor defesa e mais versátil que Salmons, para não falar de mais jovem e com mais potencial), mas foi o preço a pagar para conseguir Asik. 

No draft tinham apenas uma escolha na segunda ronda, que usaram no base Russ Smith (que pode ser um plano B a Fredette, se este continuar a desapontar).

Mais uma vez, o que mais precisam é ter toda a gente saudável e ao seu melhor nível. Se isso acontecer, ficaram com um bom cinco inicial e um sexto homem de luxo. O banco não é grande espingarda e dava jeito mais e melhor profundidade, mas foi o que se arranjou com contratos mínimos e jogadores baratos.

No próximo ano têm uma offseason decisiva e muitas decisões para tomar (renovar Asik, que termina contrato este ano? o que fazer com Gordon e com Anderson, que expiram no ano que vem?), mas, para já e para esta temporada, ficaram com melhor equipa. Com toda a gente saudável e com mais sorte com as lesões que no ano passado, podem subir na tabela e lutar pelos playoffs.

Nota: 12


(a seguir: Southwest Division - San Antonio Spurs)

20.10.14

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


Continuando pela Southwest Division, depois da offseason animada e positiva dos Mavs e da offseason animada mas pouco positiva dos Rockets, vamos até Memphis, onde a animação foi assim-assim:



Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies

Saídas: Mike Miller, James Johnson, Ed Davis
Entradas: Vince Carter, Jordan Adams (25ª escolha no draft), Jarnell Stokes (35ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Mike Conley - Tony Allen - Tayshaun Prince - Zach Randolph - Marc Gasol
No Banco: Beno Udrih - Nick Calathes - Courtney Lee - Vince Carter - Quincy Pondexter - Jon Leuer - Kosta Koufos
Treinador: Dave Joerger

Balanço: Para começar, e antes sequer de arrancar a free agency, tiveram animação q.b. com o treinador (continuando a estranha relação dos treinadores desta equipa com os dirigentes). Deram-lhe autorização para entrevistar com os Wolves e parecia que não o queriam manter, para depois acabarem por renovar com ele por mais 4 anos. Depois dos rumores de que o queriam despedir durante a temporada, e apesar da renovação, esta novela não veio propriamente reforçar a ideia de que Joerger tem a confiança total dos dirigentes.

E tiveram animação assim-assim nas mudanças no plantel:

Tinham de decidir o que fazer com Zach Randolph. Aos 33 anos, o power forward aproxima-se da fase final da carreira e os Grizzlies tinha de decidir se apostavam neste núcleo mais uma(s) temporada(s) ou se tentavam ir noutra direcção.

Z-Bo ativou o último ano de opção e chegaram a acordo para prolongar o contrato por mais 2 anos (e uns aceitáveis 20 milhões). Aposta pela manutenção deste núcleo, portanto.

Depois, nos seus free agents: perderam Mike Miller, James Johnson e Ed Davis. E contrataram Vince Carter (12 milhões por 3 anos).

Ed Davis nunca entrou na rotação de forma consistente e não fazia parte dos planos; com o regresso de Pondexter da lesão, Johnson era dispensável; e queriam manter Miller, mas quando este decidiu-se por Cleveland, contrataram um óptimo substituto.

A contratação de Mike Miller no ano passado tinha sido boa, a de Vince Carter este ano idem, porque os Grizzlies precisam de jogadores desses, extremos e atiradores para melhorar o espaçamento e a versatilidade do ataque. É outro jogador que deve encaixar muito bem nesta equipa, um jogador para o perímetro e para ajudar a abrir as defesas e o garrafão para Gasol e Randolph.

Depois, renovaram ainda com Beno Udrih e, no draft, escolheram Jordan Adams (mais um atirador e um jogador que pode ser uma boa supresa nesta equipa).
Pelo meio, ainda deram uma hipótese a Michael Beasley e ofereceram-lhe um contrato não-garantido. Que, como sabemos, parece que não deu certo e não gostaram do que viram porque já o dispensaram entretanto.

Contas feitas, ficaram mais ou menos na mesma. O que não é mau. Já eram bons e vão continuar a sê-lo. E a continuidade é uma coisa boa. Apenas poderá não ser suficiente para aspirar ao topo.

Foi uma offseason tranquila, com a manutenção do núcleo de há várias épocas e uma boa contratação (e levam uma nota positiva por isso). Mas pode não chegar para quem quer subir na cadeia alimentar do Oeste e dar o passo que falta para chegar lá acima. Estão ali naquele patamar "quase" e é aí que devem continuar.

Nota: 10



(a seguir: Southwest Division - New Orleans Pelicans)


19.10.14

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Depois de mais um Verão animado para os Dallas Mavericks, continuamos pelo Texas para ver se o dos seus vizinhos e rivais de Houston também foi tão animado (e tão positivo):



Boletim de Avaliação - Houston Rockets

Saídas: Chandler Parsons, Jeremy Lin, Omer Asik, Omri Casspi, Jordan Hamilton
Entradas: Trevor Ariza, Jason Terry, Kostas Papanikolaou, Joey Dorsey, Ish Smith, Jeff Adrien, Clint Capela (25ª escolha no draft), Nick Johnson (42ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Patrick Beverley - James Harden - Trevor Ariza - Terrence Jones - Dwight Howard
No Banco: Ish Smith - Isaiah Canaan - Jason Terry - Kostas Papanikolaou - Francisco Garcia - Donatas Motiejunas - Joey Dorsey
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Depois das duas últimas offseasons terem trazido duas estrelas (James Harden em 2012 e Dwight Howard em 2013), nesta Daryl Morey preparou-se para perseguir uma terceira. Libertaram o espaço salarial que precisavam para oferecer um contrato máximo e entraram no lote de candidatos  aos serviços de Carmelo Anthony e Chris Bosh.

No fim, Carmelo continuou em Nova Iorque e Bosh parece que esteve quase-quase a aceitar a oferta dos Rockets mas acabou por continuar em Miami. Eram um candidato ao título imediato com qualquer um deles, mas acabaram de mãos a abanar e a precisar de recompor a equipa.

Porque para arranjar esse espaço salarial, limparam uma boa parte do banco (a melhor parte do banco). Despacharam Jeremy Lin para os Lakers e Omer Asik para os Pelicans a troco de escolhas no draft (e jogadores marginais, que dispensaram).

Por Carmelo ou Bosh teria valido a pena perder esses dois. O risco era grande, mas a recompensa também. No fim, perderam-nos por nada. E não foram os únicos jogadores que perderam por nada.

Não ativaram o último ano de opção no contrato de Chandler Parsons (que lhe pagava apenas 960.000 dólares este ano, mas faria dele agente livre sem restrições no próximo ano) e preferiram torná-lo agente livre com restrições este ano. Tinham, assim, a opção de igualar qualquer oferta que ele recebesse e provavelmente não esperavam que alguém fizesse uma oferta tão alta que não o pudessem (ou quisessem) fazer. Só que os Mavs fizeram.

Daryl Morey queria ficar com Parsons, mas se igualasse a oferta dos Mavs ficavam sem espaço para outro contrato grande. Estariam comprometidos com Harden, Howard e Parsons para o longo prazo e esse seria o trio à volta do qual teriam de construir a equipa. Morey achou que Parsons não era a terceira peça para um candidato ao título e preferiu manter a flexibilidade para continuar a perseguir essa peça.

E assim, não igualaram a oferta dos Mavs e foram buscar o mais barato Trevor Ariza para ocupar esse lugar. É uma alternativa que tapa o buraco, mas perdem, obviamente a curto e a longo prazo. Ariza é um bom defensor e um lançador, mas não é nem tão jovem nem tão versátil nem tão talentoso como Parsons.

Acabaram depois a compor o banco com um veteraníssimo que já não tem muito para dar (Jason Terry), alguns jogadores de fundo de banco e dois jogadores que jogavam na Europa. Joey Dorsey (que já jogou na NBA e não vai resolver os problemas interiores do banco dos Rockets) e o grego Kostas Papanikolaou (que pode ser um jogador útil, mas que vai precisar de algum tempo para se adaptar e desenvolver).

Perderam o terceiro melhor jogador da equipa e os dois melhores suplentes. Perderam profundidade (e qualidade) a base e no jogo interior (as suas escolhas no draft, Clint Capela e Nick Johnson são apostas para essas duas áreas e poderão ajudar no futuro, mas não serão peças importantes para já).

Começaram a offseason com esperança de formarem um Big Three e acabaram com um Big Two com menos ajuda que no ano passado. É certo que mantém opções em aberto no futuro e Daryl Morey vai, com certeza, continuar a mexer e tentar melhorar a equipa. Mas, para já e para esta temporada, as coisas não correram bem e podem dar um trambolhão na hierarquia do Oeste.

Nota: 9


(a seguir: Southwest Division - Memphis Grizzlies)

18.10.14

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Metade já está. Avançando para a metade que falta, vamos até à Southwest Division e à primeira das três equipas do Texas:



Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks

Saídas: Shawn Marion, Jose Calderon, Vince Carter, Samuel Dalembert, DeJuan Blair, Wayne Ellington, Shane Larkin
Entradas: Chandler Parsons, Tyson Chandler, Raymond Felton, Jameer Nelson, Al Farouq Aminu, Richard Jefferson, Greg Smith (Ivan Johnson, Charlie Villanueva, Doron Lamb)
Cinco Inicial: Devin Harris - Monta Ellis - Chandler Parsons - Dirk Nowitzki - Tyson Chandler
No Banco: Jameer Nelson - Raymond Felton - Jae Crowder - Al Farouq Aminu - Richard Jefferson - Brandan Wright - Greg Smith
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Os Verões em Dallas são sempre uma animação. E pelo terceiro ano consecutivo fizeram uma revolução na equipa. Desde o título de 2011, remodelaram profundamente o plantel em todas as offseasons que se seguiram. Nesse Verão de 2011, não renovaram com Tyson Chandler (que assinou pelos Knicks por 58 milhões por 4 anos) e optaram por manter flexibilidade para o futuro, na esperança de conseguir Deron Williams e Dwight Howard nas offseasons seguintes.

Não conseguiram nenhum destes e todos os anos têm mudado metade da equipa, sempre com contratos curtos e sempre para manter a flexibilidade para atacar a free agency.

Mas esta offseason atacaram antes. Começaram em Junho, com uma troca com os Knicks (Calderon, Dalembert, Larkin e duas 2ªs rondas por Tyson Chandler e Raymond Felton) e com o regresso do jogador que começou todas estas revoluções. Três anos depois fazem aquilo que se calhar deviam ter feito desde o início (ficar com ele) e recebem de volta o melhor defesa que já jogou ao lado de Nowitzki e os 14 milhões do último ano do seu contrato.

Desde 2011 que fazem contratos curtos e apostam na máxima flexibilidade possível para a free agency. Como consequência disso, e à semelhança dos anos anteriores, metade da equipa era free agent neste Verão e tinham muitas decisões para tomar.

Dirk Nowitzki, Vince Carter, Shawn Marion, Devin Harris, Bernard James eram todos jogadores livres. Renovaram com Nowitzki (por 8 milhões/ano, um preço muito abaixo do preço de mercado), Devin Harris e Bernard James.

E então atacaram na free agency. Ofereceram 45 milhões por 3 anos ao agente livre com restrições Chandler Parsons e contrataram-no depois dos Rockets não igualarem a oferta. 15 milhões por ano é demais por ele (que é agora o jogador mais bem pago da equipa), mas foi o preço para o roubar aos Rockets (e gastar dinheiro nunca foi propriamente uma preocupação de Mark Cuban). E a contratação de Parsons significou a saída de Shawn Marion.

Queriam manter Vince Carter, mas o veterano shooting guard recebeu uma proposta melhor dos Grizzlies (12 milhões por 3 anos) e isso significou também a sua saída.

DeJuan Blair foi enviado para os Wizards (recompensaram os seus serviços com um sign and trade e um contrato melhor em Washington) e foram buscar outros jogadores interiores para a rotação por contratos mínimos. E preencheram o banco com veteranos e jogadores complementares em contratos mínimos ou perto (Nelson, Aminu, Jefferson e Smith; Johnson e Villanueva, vamos ver se ficam no plantel).

Vince Carter é provavelmente a maior perda da equipa nesta offseason. Era um suplente importante, o sexto homem e o melhor marcador de pontos e criador de lançamentos da segunda unidade (e que também jogava bastante com a primeira unidade). Mas entre Nelson e Jefferson (e a evolução de Jae Crowder) podem compensar essa produção na segunda unidade.

Calderon é a outra perda relevante, mas também aqui têm opções para o substituir. Entre Harris, Felton e Nelson podem ter um bom rendimento. Nenhum dos três é um base de topo, mas juntando os três pode dar um e podem ter um bom base (e uma boa produção na posição) por comité.

Portanto, na posição de base, perdem capacidade de lançamento exterior (Calderon era o melhor nesse departamento), mas ganharam essa capacidade noutras posições (nomeadamente, na seguinte). Rejuvenesceram e ficaram melhores a small forward (com um extremo talentoso e versátil, muito mais jovem que Marion e muito melhor atirador). E ficaram muito melhores na posição de poste e na defesa interior. E o banco ficou mais profundo.

Deram a volta completa com o regresso de Tyson Chandler, regressam ao melhor poste que já emparelharam com Nowitzki e ao jogo interior que melhores resultados lhes deu. E esta é a equipa melhor equipada para lutar pelo topo da conferência desde aquela equipa de 2011.

Nota: 14


(a seguir: Southwest Division - Houston Rockets)


16.10.14

Boletim de Avaliação - Washington Wizards


Metade já está! Para terminar a avaliação da Southeast Division e da conferência Este, fazemos uma visita à capital dos Estados Unidos e a uma equipa que terminou a temporada passada em alta:



Boletim de Avaliação - Washington Wizards

Saídas: Trevor Ariza, Trevor Booker, Al Harrington, Chris Singleton
Entradas: Paul Pierce, Kris Humphries, DeJuan Blair
Cinco Inicial: John Wall - Bradley Beal - Paul Pierce - Nene - Marcin Gortat
No Banco: Andre Miller - Martell Webster - Otto Porter - Kris Humphries - Drew Gooden - DeJuan Blair - Kevin Seraphin
Treinador: Randy Wittman

Balanço: 2013-14 foi uma temporada muito bem sucedida para os Wizards. Terminaram acima dos 50% na temporada regular (44-38) e foram aos playoffs pela primeira vez desde 2008 e chegaram à segunda ronda pela primeira vez em 9 anos.

E, pela primeira vez desde há muito tempo, acabaram a temporada com optimismo em relação ao futuro. Com um backcourt para muitos e bons anos, com um frontcourt sólido e com uma boa mistura de jovens e veteranos, o futuro parecia risonho para esta equipa.

E que fizeram este Verão para continuar esse caminho? 
Primeiro, renovaram o contrato do comandante das tropas, Randy Wittman, por mais 3 anos.
Depois, tinham dois titulares que eram free agents e a prioridade era renovar com ambos.

Metade desse objectivo foi conseguido logo no início da free agency. Renovaram com Gortat e asseguram-no por vários anos (60 milhões por 5 anos). A outra metade não. 
Não chegaram a acordo com Trevor Ariza sobre os valores do contrato (os Wizards ofereceram-lhe 8 milhões por ano - um pequeno aumento em relação aos 7.7 que recebia -, Ariza pretendia algo entre os 9 e os 11 milhões) e este acabou por aceitar a proposta dos Rockets pelo mesmo valor, 32 milhões por 4 anos (magoado por não lhe darem mais em DC? ou porque no Texas não paga impostos e os 8 milhões valem mais lá?).

Só que, no mesmo dia e apenas 12 horas depois, não encontraram um mau substituto: Paul Pierce por cerca de metade (11 milhões por 2 anos). Pierce não é um jogador para o médio/longo prazo, mas pode dar-lhes uma ou duas boas temporadas. Nesta equipa ele não vai ser a principal arma ofensiva, mas antes um jogador complementar. E como jogador complementar, ficam muito bem servidos (encaixa perfeitamente no papel de atirador que Ariza tinha).

Perdem um pouco na defesa do perímetro, onde Pierce já não é tão rápido e Ariza era um dos melhores defensores da equipa (e um dos defensores mais sub-valorizados da liga), mas o que ganham no ataque e fora do campo pode compensar. No campo, Pierce por Ariza (e por metade do preço) não é um retrocesso e no balneário, a sua experiência e currículo vão ajudar muito e são um excelente acrescento a este grupo.

Pierce é um bom reforço para o imediato e mantém a flexibilidade da equipa para o futuro (e para o cenário de sonho de seduzir Durant, que é natural de Washington, na free agency de 2016. Uma nota sobre isso: este ano contrataram David Adkins para treinador adjunto. Quem é David Adkins? Foi treinador de liceu de... Kevin Durant)

Renovaram também com Gooden (um dos melhores suplentes no ano passado) e Seraphin e reforçaram mais o interior com Kris Humphries e DeJuan Blair.

Perderam Ariza, Harrington e Booker. Adicionaram Pierce, Humphries e Blair. O jogo interior ficou melhor e mais profundo e o exterior não ficou pior. No backcourt mantém-se tudo na mesma, mas aí não precisavam de mexer. Já era um dos melhores backcourts da liga e, com mais uma época de experiência para Wall e Beal, só pode melhorar. E Andre Miller vai continuar a fazer o seu jogo feio mas eficaz e a ser um suplente fundamental.

O futuro parecia risonho no fim da época passada e podem dar mais um passo em frente esta temporada. O futuro parece mais risonho do que alguma vez pareceu em Washington.

Nota: 13


(a seguir: Southwest Division - Dallas Mavericks)

15.10.14

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Estamos a chegar ao fim da Southeast e da conferência Este. Depois dos Hawks, dos Hornets e dos Heat, continuamos na Florida e vamos até à cidade dos parques temáticos ver qual foi o tema dos Magic nesta offseason:




Boletim de Avaliação - Orlando Magic

Saídas: Arron Afflalo, Jameer Nelson, Jason Maxiell, E'Twaun Moore, Doron Lamb, Ronnie Price
Entradas: Channing Frye, Ben Gordon, Luke Ridnour, Evan Fournier, Aaron Gordon (4ª escolha no draft), Elfrid Payton (10ª escolha no draft), Roy Devyn Marble (56ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Elfrid Payton - Victor Oladipo - Aaron Gordon - Channing Frye - Nikola Vucevic
No Banco: Luke Ridnour - Evan Fournier - Ben Gordon - Maurice Harkless - Andrew Nicholson - Tobias Harris - Kyle O'Quinn
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: E o tema foi... qual foi mesmo o tema da vossa offseason, Rob Hennigan? Continuaram a reconstruir pelo draft e a apostar no longo prazo ou tentaram reforçar-se na free agency para serem mais competitivos no presente? Ou fizeram um bocado dos dois?

Porque fizeram movimentações típicas de equipa em reconstrução total:
dispensaram e/ou trocaram veteranos e jogadores que não fazem parte dos planos a médio/longo prazo para dar espaço aos jovens e/ou acumular mais peças (escolhas no draft e mais miúdos). Desenvolver os jovens e limpar a folha salarial (para quando começarem a renovar e a negociar extensões dos seus contratos) parecia ser o tema do Verão dos Magic.

No draft, escolheram mais duas peças para juntar ao grupo de jovens a desenvolver. Elfrid Payton e Aaron Gordon são dois prováveis titulares, dois jogadores extremamente atléticos e bons defensores (Payton-Oladipo-Gordon pode ser um trio defensivo exterior muito bom). Mas não resolvem os problemas da equipa no ataque. Nem Payton nem Gordon são grandes atiradores e numa equipa que já tinha problemas ofensivos e ainda perdeu o melhor marcador, isso vai ser um problema. Mas isto é um projecto a vários anos, por isso vamos ver como estes dois melhoram desse lado do campo.

Dispensaram Jameer Nelson e depois trocaram Arron Afflalo. Ambos entram na lógica que falávamos ali em cima, de dispensar e/ou trocar veteranos. Nelson já está na fase descendente da carreira, não está nos planos a longo prazo e deixaram-no sair para ir acabar a carreira numa equipa com ambições imediatas.

Seguindo a mesma lógica, trocar Afflalo também faz sentido. O que não fez muito sentido foi trocá-lo por Evan Fournier. Um quase-All Star por um jovem que tem algum potencial, mas que será no máximo um bom shooting guard suplente? Não conseguiram melhor que isso? Parece-nos muito pouco em troca do melhor atacante e marcador da equipa.

E depois fizeram movimentações de equipa de mercado pequeno que se quer reforçar e ter melhores resultados no imediato e paga demasiado por free agents medianos:

No negócio mais surpreendente do Verão, contrataram Ben Gordon por uns inacreditáveis 9 milhões por 2 anos. 4,5 milhões por um jogador que fez 19 jogos no ano passado, que não devia ter nenhuma equipa interessada nele (nenhuma que lhe oferecesse perto disto não tinha de certeza!) e que vale, atualmente, praí um contrato mínimo?

Ok, menos mal porque é apenas por 2 anos e o segundo ano é opção da equipa. Por isso, não ficam comprometidos com ele e pode ter sido só para ajudar a atingir a folha salarial mínima (que é 56 milhões - 90% do salary cap - e os Magic ainda estão mais ou menos um milhão abaixo). E, pelo caminho, ainda pode dar uma ajudinha no ataque.

Contrataram também Channing Frye, por 32 milhões por 4 anos. Que com este contrato é o jogador mais bem pago e o maior contrato garantido da equipa. E este vai tirar algum espaço a Tobias Harris, Aaron Gordon e Kyle O'Quinn. Mas, ok, pode ser explicado pela experiência e porque todas as equipas jovens precisam de mentores e veteranos que incutam uma mentalidade vencedora nos jovens. Frye pode ser um bom líder no balneário e alguém para ensinar os miúdos.

Embora se levantem questões do tempo de jogo (porque Frye não veio para não jogar e, antes da lesão, deveria mesmo ser o power forward titular) e do valor e duração do contrato, não é uma má contratação.

Luke Ridnour por 2 anos e 5,5 milhões também é um bom negócio. Ridnour é um bom base suplente e mais um jogador para complementar e ajudar os jovens.

Os Sixers, por exemplo, optaram por desistir completamente do presente e por serem maus agora para serem bons mais tarde. Os Magic parecem ter-se fartado de perder tanto e optado por um meio termo.
Continuaram a aposta na reconstrução pelo draft e no desenvolvimento dos jovens, mas contrataram uns veteranos para não serem assim tão maus e ajudarem os jovens.

Um meio termo que teve algumas decisões menos compreensíveis (Afflalo e Ben Gordon). Mas do lado da adição de mais talento jovem foi mais uma offseason positiva. Por isso, a nota é positiva. Se tivessem conseguido algo mais por Afflalo e não tivessem pagado tanto por Gordon, podiam levar uma nota mais positiva. Assim ficamo-nos pela dúzia.

Nota: 12


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)