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9.11.15

Boletim de Avaliação - Central Division


Como a temporada já leva três semanas e ainda nos faltam 10 Boletins De Avaliação, vamos mudar um bocadinho as regras da coisa e, em vez de fazer uma equipa de cada vez, vamos despachar logo uma divisão inteira. Por isso, vamos lá ao resumo e avaliação da offseason das equipas da Central Division. 

Uma divisão onde uma equipa que já era muito forte ficou mais forte, outra apostou na continuidade do plantel, outra continuou a sua remodelação, outra surpreendeu e outra fez uma mini-revolução:







BOLETIM DE AVALIAÇÃO - CENTRAL DIVISION


CHICAGO BULLS


Saídas: Nazr Mohammed
Entradas: Cristiano Felicio, Bobby Portis (22ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Derrick Rose - Jimmy Butler - Tony Snell - Nikola Mirotic - Pau Gasol
No banco: Aaron Brooks - Kirk Hinrich - E'Twaun Moore - Mike Dunleavy - Doug McDermott - Taj Gibson - Joakim Noah
Treinador: saiu Tom Thibodeau, entrou Fred Hoiberg

Balanço: Na 50ª temporada da equipa na liga, apostaram na continuidade do plantel, mas não na do timoneiro. Depois de anos de rumores sobre a má relação que Tom Thibodeau mantinha com os dirigentes dos Bulls (rumores confirmados pelo comunicado que divulgaram quando anunciaram o seu despedimento), despediram Thibs e contrataram Fred Hoiberg.

As equipas de Thibs eram conhecidas pela defesa, as de Hoiberg são mais conhecidas pelo que fazem do outro lado do campo. Hoiberg gosta de ataques rápidos, com 4 jogadores abertos e com maior preponderância do lançamento exterior. E é isso que estamos a ver dos Bulls este ano.

Mirotic foi promovido a titular e se ele e Gasol formam um excelente frontcourt no ataque, do outro lado já não é bem assim e vamos ver se esta equipa consegue lutar por um título com um jogo interior defensivo composto por estes dois jogadores.

De resto, na offseason, como dissemos, foi aposta total na continuidade: renovaram com Jimmy Butler, Mike Dunleavy e Aaron Brooks, e as únicas novidades no plantel deste ano são o jovem brasileiro Cristiano Felicio e Bobby Portis, que foi a escolha da equipa no draft.

No que ao plantel diz respeito, ficaram praticamente na mesma. Quanto à aposta em Hoiberg, vamos ter de esperar para ver. Não conseguiram ganhar um título com defesa, vamos ver se conseguem com ataque (e com um treinador rookie, como os Warriors no ano passado).

Nota: 11

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CLEVELAND CAVALIERS




Saídas: Shawn Marion, Kendrick Perkins. Mike Miller, Brendan Haywood
Entradas: Mo Williams, Richard Jefferson, Sasha Kaun, Jared Cunningham
Cinco Inicial: Kyrie Irving - Iman Shumpert - LeBron James - Kevin Love - Timofey Mozgov
No banco: Mo Williams - Matthew Dellavedova - JR Smith - Richard Jefferson - Tristan Thompson - Anderson Varejão
Treinador: David Blatt

Balanço: A equipa que foi às Finais está de volta e acrescentou mais umas peças.

A prioridade em Cleveland era renovar com os muitos free agents que tinham este ano e conseguiram fazê-lo com todos. Renovaram com LeBron James (2 anos/47 milhões), Kevin Love (5 anos/110 milhões), Iman Shumpert (4 anos/40 milhões), JR Smith (2 anos/10 milhões), Matthew Dellavedova (1 ano/1.2 milhões) e James Jones (1 ano/1.4 milhões). E, depois dum braço de ferro que durou até à pré-temporada, renovaram também com Tristan Thompson, por uns explicáveis mas muito exagerados 82 milhões por 5 anos.

Embora não o pudessem deixar sair e não tivessem grande alternativa, é um contrato muito dispendioso para um jogador tão limitado como Thompson (vão pagar mais de 16 milhões por ano pelo power forward suplente, e um jogador que só faz uma coisa acima da média: ressaltar; é um defensor competente e será um jogador muito útil para a equipa, mas o preço para o manter foi muito alto). É só por isso que não levam uma nota melhor.

Porque de resto, contrataram Mo Williams e ficaram com mais profundidade no backcourt (precisavam de um suplente para Irving e de um criador e marcador de pontos para a segunda unidade e conseguiram um dos melhores jogadores possíveis para esse papel); e contrataram Richard Jefferson e ficaram com melhor profundidade a small forward (Jefferson é mais útil que Marion no ataque, logo um jogador mais utilizável, que terá mais minutos que Marion e poderá dar mais descanso a James).

Fizeram o que precisavam de fazer: trouxeram todos os principais jogadores de volta, seguraram os melhores e mais jovens jogadores por vários anos e reforçaram os dois pontos mais fracos da equipa. O único senão é que a conta foi alta (historicamente alta: vão ter a segunda folha salarial mais alta de sempre, mais de 110 milhões - que com a luxury tax, pode ultrapassar os 180 -, só atrás dos 190 milhões dos Nets em 2013-14). 

Mas isso é um problema para Dan Gilbert. Porque no que diz respeito ao que se passa dentro das quatro linhas, David Griffin fez o seu trabalho e os Cavs vão atacar de novo o título.

(obviamente que aquele não é o cinco inicial que usam agora, é o cinco com que jogarão quando todos estiverem disponíveis)

Nota: 14

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DETROIT PISTONS



Saídas: Greg Monroe, Caron Butler, Shawne Williams, Quincy Miller
Entradas: Marcus Morris, Ersan Ilyasova, Steve Blake, Aron Baynes, Reggie Bullock, Stanley Johnson (8ª escolha no draft), Darrun Hilliard (38ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Reggie Jackson - Kentavious Caldwell-Pope - Marcus Morris - Ersan Ilyasova - Andre Drummond
No banco: (Brandon Jennings) - Steve Blake - Jodie Meeks - Stanley Johnson - Anthony Tolliver - Aron Baynes
Treinador: Stan Van Gundy

Balanço: Uma offseason onde se perde um dos melhores jogadores não costuma ser boa. Mas os Pistons tinham um grave problema de compatibilidade. E assim, apesar da saída de Greg Monroe, a equipa ficou melhor. Porque ficou com peças que se encaixam melhor.

Depois da decisão inédita de dispensar Josh Smith na temporada passada, Stan Van Gundy continuou, neste Verão, a remodelar a equipa à sua imagem e a procurar peças para preencher o perímetro à volta de Andre Drummond (à semelhança do que fez com Dwight Howard em Orlando).

Aproveitaram a necessidade dos Suns de libertar espaço salarial para ir atrás de LaMarcus Aldridge e conseguiram Marcus Morris (e Reggie Bullock) por uma pechincha (uma 2ª ronda em 2020); trocaram Caron Butler por Ilyasova; trocaram Quincy Miller por Steve Blake; e no draft seleccionaram Stanley Johnson, um jovem que apesar de precisar de desenvolver o lançamento exterior, é um extremo muito forte e atlético e um jogador não só com enorme potencial, mas também já com capacidade para os ajudar a curto prazo.

Por último, no ponto mais questionável da sua offseason, renovaram com Reggie Jackson por muito mais do que ele merecia (outro caso parecido com o de Tristan Thompson: não o podiam perder e não tinham muitas alternativas; depois de terem trocado por ele no final da temporada passada, não o podiam agora perder por nada e tiveram de pagar um preço alto para o manter).
Jackson é bom a criar a partir do pick and roll, mas, para além de ser um jogador irregular, tem ainda que melhorar muito o lançamento exterior. Os Pistons apostaram no potencial e no jogador que acreditam que ele pode ser. Vamos ver se ganham essa aposta.

Perderam um dos melhores jogadores, pelo que não deveria ter sido uma boa offseason. Mas, como estão a mostrar neste início de temporada, ficaram com uma equipa mais equilibrada e, apesar da aposta arriscada em Jackson e do preço que pagaram por ele, foi uma offseason deveras positiva.

Nota: 12
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INDIANA PACERS


Saídas: Roy Hibbert, David West, Luis Scola, Chris Copeland, CJ Watson
Entradas: Monta Ellis, Jordan Hill, Chase Budinger, Shayne Whittington, Myles Turner (11ª escolha no draft), Joe Young (43ª escolha no draft)
Cinco Inicial: George Hill - Monta Ellis - CJ Miles - Paul George - Ian Mahinmi
No banco: Joe Young - Rodney Stuckey - Chase Budinger - Solomon Hill - Miles Turner - Lavoy Allen - Jordan Hill
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Fora com os grandes, venham os mais pequenos e mais móveis. Depois de várias temporadas com um frontcourt clássico, com dois jogadores interiores grandes, menos móveis e que jogam perto do cesto (e, preferencialmente, de costas para este), e depois de anos com um estilo de jogo baseado na defesa, os Pacers decidiram mudar de estilo e apostar no small ball e no ataque.

Entram Monta Ellis, Chase Budinger e jogadores interiores mais rápidos e móveis, como Hill e Turner.

A decisão de mudar até se compreende, porque com a equipa que tinham não iam destronar os Cavs (a melhor hipótese que tiveram de lutar por um título foi em 2012-13 e 2013-14 e se calhar já tinham perdido a janela de oportunidade), mas o problema é que com esta também não. Ficaram até mais longe dessa possibilidade.

Porque a fórmula pode ser a que tanto sucesso rendeu (e está a render) aos Warriors, mas os resultados em Indiana vão ficar muito longe disso. Porque os executantes não são tão bons. Os sistemas não são perfeitos e as receitas não são mágicas. Dependem sempre dos executantes. E os dos Pacers, lá está, não são tão bons.

Foi um Verão de mudança em Indiana e têm muito trabalho pela frente para voltar a lutar por um título. Vão ser bons, mas não mais do que isso.

Nota: 10
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MILWAUKEE BUCKS



Saídas: Ersan Ilyasova, Zaza Pachulia, Jared Dudley
Entradas: Greg Monroe, Greivis Vasquez, Chris Copeland, Rashad Vaughn (17ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Michael Carter-Williams - Khris Middleton - Giannis Antetokounmpo - Jabari Parker - Greg Monroe
No banco: Greivis Vasquez - Jerryd Bayless - OJ Mayo - Chris Copeland - John Henson - Miles Plumlee
Treinador: Jason Kidd

Balanço: Um dos free agents de topo escolheu Milwaukee. Um jogador que podia ter ido para Nova Iorque ou para Los Angeles preferiu ir para Milwaukee. Não lemos estas palavras muitas vezes. Mas isso mostra o potencial que esta equipa tem e o bom trabalho que têm feito na construção da equipa.

Greg Monroe escolheu os Bucks e assinou por 3 anos (e 50 milhões). Monroe pode não ser uma grande estrela, nem um grande defensor (defesa também não é a área onde precisavam de se reforçar mais), mas vai dar um grande contributo no ataque (aqui sim, precisavam de se reforçar) e é a peça interior que faltava neste cinco de miúdos (com 25 anos, vai ser o mais velho dos cinco).

Renovaram com outro desses miúdos, Khris Middleton, por 5 anos e 70 milhões (viva o novo acordo televisivo!), assegurando este cinco inicial pelos tempos mais próximos.

E essas são as palavras-chave nesta equipa e nesta offseason: tempos mais próximos. Esta equipa tem um potencial tremendo e um futuro risonho à sua frente, mas o presente pode não ser risonho como se espera. Infelizmente, não deverá ser este ano que concretizam todo esse potencial.

Porque perderam todos os jogadores mais velhos e experientes. E essa falta de experiência e de veteranos no plantel pode ser fatal para os Bucks este ano.

Como sabemos (e como já o disse no podcast MVP, quando os apontei como a possível desilusão desta temporada), a temporada é longa e é comum ver equipas jovens perderem a concentração e o foco e não conseguirem manter a regularidade ao longo dos 82 jogos. É por isso que é importante ter veteranos numa equipa. A contribuição destes no departamento psicológico e motivacional pode ser tão ou mais importante que a sua contribuição em campo. E nesse departamento, os Bucks saem a perder nesta offseason.
Por conseguirem mais uma peça para o futuro, só podem levar uma boa nota. Mas por terem perdido todos os veteranos e não terem reposto essa necessária experiência, não podem levar mais. O futuro é muito risonho, mas este deve ser um ano de dores de crescimento. 

Nota: 12



(a seguir, para terminar - finalmente! - os Boletins de Avaliação das 30 equipas da liga: a Southeast Division)

31.10.15

Boletim de Avaliação - Toronto Raptors


Já avaliámos os Celtics, os Nets, os Knicks e os Sixers. Vamos lá atravessar a fronteira e ir até ao Canadá para terminar a Atlantic Division:


Boletim de Avaliação - Toronto Raptors

Saídas: Amir Johnson, Lou Williams, Greivis Vasquez, Tyler Hansbrough, Landry Fields, Chuck Hayes
Entradas: DeMarre Carroll, Cory Joseph, Bismack Biyombo, Luis Scola, Anthony Bennett, Delon Wright (20ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Kyle Lowry - DeMar DeRozan - DeMarre Carroll - Luis Scola - Jonas Valanciunas
No banco: Cory Joseph - Terrence Ross - James Johnson - Anthony Bennett - Patrick Patterson - Bismack Biyombo
Treinador: Dwane Casey

Balanço: Tinham vários jogadores que terminavam contrato no final da temporada e deixaram-nos sair todos. Amir Johnson, Lou Williams, Chuck Hayes, Tyler Hansbrough e Landry Fields foram todos para outras paragens (ou para nenhumas paragens, no caso de Hayes e Fields).

Fields, Hayes e Hansbrough, entende-se que não tivessem interesse em manter. Mas perder o power forward titular e o Melhor Sexto Homem de 2014-15 já não. Ou melhor, entende-se porquê (os Raptors têm DeMar DeRozan e Terrence Ross a terminar contrato, vão precisar de os renovar e não queriam comprometer muito dinheiro com Williams e Johnson; para além de terem investido noutro jogador), mas são duas perdas significativas.

Preferiram investir o dinheiro no reforço da posição de small forward e contrataram DeMarre Carroll por 4 anos e 60 milhões. Carroll é um jogador aguerrido e esforçado, que vai melhorar a defesa dos Raptors (que precisavam de melhorar) e também contribuir no ataque, mas está para ser visto se consegue reproduzir o sucesso que teve nos Hawks e se 15 milhões por ano não foi demais (com a subida do tecto salarial, 15 milhões não vão ter o mesmo peso que agora, mas mesmo assim, é um jogador mediano e que nem sequer é All Star).

Mas se melhoraram na posição de small forward, pioraram na de power forward. Contrataram Luis Scola e Bismack Biyombo, mas nem um nem outro são melhores que Johnson (nem os dois combinados). O argentino assinou por um ano e o congolês por dois, e são ambos soluções temporárias. Vamos ver o que Masai Ujiri faz no futuro, mas para já ficaram mais fracos nessa posição.

Trocaram também de bases suplentes (enviaram Vasquez para os Bucks no dia do draft e contrataram depois Cory Joseph na free agency, por 4 anos e 30 milhões) e ficam mais ou menos na mesma (um pouco melhor, se contarmos com o potencial e a possibilidade de progressão de Joseph, que tem apenas 24 anos; actualmente não é melhor jogador que Vasquez, mas poderá vir a ser).

E isso é também como fica a equipa depois desta offseason: mais ou menos na mesma.

Nota: 10


(a seguir: Central Division)

29.10.15

Boletim de Avaliação - Philadelphia 76ers


Jahlil Okafor começou bem a temporada e os Sixers também. Isto é, começaram como querem: a perder. Porque foi para isso que se prepararam mais uma vez:


Boletim de Avaliação - Philadelphia 76ers

Saídas: JaVale McGee, Luc Mbah a Moute, Thomas Robinson
Entradas: Nik Stauskas, Carl Landry, Jahlil Okafor (3ª escolha no draft), Richaun Holmes (37ª escolha no draft), TJ McConnell (undrafted)
Cinco Inicial: Isaiah Canaan - JaKarr Sampson - Hollis Thompson - Nerlens Noel - Jahlil Okafor
No banco: Tony Wroten - TJ McConnell - Kendall Marshall - Nik Stauskas - Jerami Grant - Robert Covington - Richaun Holmes - Christian Wood - Carl Landry - (Joel Embiid) 
Treinador: Brett Brown

Balanço: O objectivo dos Sixers continua a ser ficar pelo fundo da tabela. Por isso, não é fácil fazer um Boletim de Avaliação das movimentações e melhorias no Verão quando o objectivo não é melhorar a equipa.

No ano passado fizemos copy-paste do que escrevemos em 2013-14 e este ano a equipa mantém-se na mesma. Por isso, o melhor é irem ler o Boletim do ano passado.

A única coisa a acrescentar e a registar desta offseason é a selecção de Jahlil Okafor no draft (isso e a nova cirurgia de Joel Embiid, que vai perder a segunda temporada seguida; ah, e os novos equipamentos, que são os mais giros de todas as equipas que apresentaram equipamentos novos este Verão).

Seleccionaram o jogador mais polido e mais preparado para contribuir e ter impacto no jogo imediatamente. Apesar de não ser o jogador que queriam ou a posição que preferiam reforçar (a preferência da equipa era D'Angelo Russell, pois precisavam de um base depois de terem, surpreendentemente, trocado Michael Carter-Williams na época passada), acabaram por escolher o melhor jogador disponível.

E o que parecia uma redundância nas posições interiores (com Noel, Embiid e Okafor) e um problema para resolver (procurariam, se calhar, trocar algum deles), acabou por revelar-se, com as más notícias relativas ao pé de Embiid, uma necessidade e a melhor escolha que podiam ter feito.

Devem ter aqui o Rookie do Ano (é a minha escolha para vencedor desse prémio) e uma estrela para o futuro. Por isso, este deve ser para manter. A menos que, como fizeram com Michael Carter-Williams, o troquem por mais uma escolha no draft. Vamos ter de esperar para ver.

Porque, para já, vai ser mais um ano em que apresentam uma equipa ao nível da D-League e em que o objectivo é ficar pelo fundo da tabela e ganhar mais uma escolha alta no draft. Vamos ver quando decidem começar a montar a equipa para vencer.

Nota: (congelada até lá)


(a seguir: Toronto Raptors)

28.10.15

Boletim de Avaliação - New York Knicks


A temporada regular já começou, mas ainda temos uns quantos Boletins para fazer. No próximo ano vamos ter de os começar mais cedo, mas para já vamos ter de fazer os que faltam pela temporada adentro.
Prosseguindo, portanto, com a Avaliação da Atlantic Division, continuamos pela Big Apple para ver se o Verão dos Knicks foi melhor do que o dos Nets:


Boletim de Avaliação - New York Knicks

Saídas: Andrea Bargnani, Tim Hardaway Jr., Quincy Acy, Cole Aldrich, Shane Larkin, Jason Smith, Alexey Shved
Entradas: Arron Afflalo, Robin Lopez, Kyle O'Quinn, Derrick Williams, Kevin Seraphin, Sasha Vujacic, Kristaps Porzingis (4ª escolha no draft), Jerian Grant (19ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jose Calderon - Arron Afflalo - Carmelo Anthony - Kristaps Porzingis - Robin Lopez
No banco: Jerian Grant - Langston Galloway - Sasha Vujacic - Cleanthony Early - Derrick Williams - Kyle O'Quinn - Lou Amundson - Kevin Seraphin
Treinador: Derek Fisher

Balanço: Os Knicks estão a tentar aquele sempre difícil e complicado número de equilibrismo entre construir uma equipa com futuro e ser competitivos no imediato. E, por isso, a sua offseason foi algo esquizofrénica.

Por um lado, e porque a Carmelo Anthony já não restam muitos bons anos (já tem 31 anos e um joelho que tem dado problemas), os Knicks não se podem dar ao luxo de construir uma equipa a longo prazo. Têm de tentar ganhar já (ou o mais rápido possível).

E foi o que tentaram na free agency: contratar jogadores consagrados. Mas os nomes maiores que conseguiram foi Robin Lopez e Arron Afflalo. O que não os vai colocar propriamente no topo da conferência.

A Afflalo e Lopez juntaram também Kyle O'Quinn e Derrick Williams. O que é jeitoso (Williams tem sido uma desilusão em todas as paragens que fez, mas ainda é novo e pelo preço e duração do contrato vale a pena a aposta; e O'Quinn mostrou potencial em Orlando), mas também não os vai propriamente colocar na luta pelo título.

Depois, por outro lado, no draft optaram pelo futuro e por um jogador que é um projecto a longo prazo. Kristaps Porzingis está longe de ser uma aposta segura e é o jogador com mais potencial de "boom or bust". Pelo seu físico e pelo seu tipo de jogo, com ele não parece haver meio termo. Ou sai um Nowitzki ou sai um flop. Se correr mal, pode correr muito mal. Mas se correr bem, pode correr muito bem e terem aqui uma estrela. Mas não é o jogador mais preparado para contribuir e fazer já a diferença.

Trocaram Tim Hardaway Jr. por outro projecto, Jerian Grant; contrataram Kevin Seraphin para o banco; e foram buscar Sasha Vujacic para jogar FIFA com o Porzingis.

Se o objectivo fosse regressar à respeitabilidade e tentar entrar na luta pelos playoffs, então a offseason não tinha corrido nada mal. Mas o objectivo dos Knicks é maior. E desse ficaram longe.

Melhoraram? Sim. Serão melhores que no ano passado? Seguramente. Será suficiente para aspirar a alguma coisa? Claro que não. Tal como os Lakers, os Knicks estão reféns das circunstâncias e da sua maior estrela e poderão ter mais algum sucesso do que a equipa de Los Angeles nesse difícil equilíbrio entre presente e futuro, mas não muito mais.

Nota: 10


(a seguir: Philadelphia 76ers)

25.10.15

Boletim de Avaliação - Brooklyn Nets


Depois da primeira paragem em Boston, prosseguimos a ronda pelo Este na Big Apple:


Boletim de Avaliação - Brooklyn Nets

Saídas: Deron Williams, Mason Plumlee, Cory Jefferson, Earl Clark
Entradas: Andrea Bargnani, Wayne Ellington, Thomas Robinson, Shane Larkin, Donald Sloan, Dahntay Jones, Rondae Hollis-Jefferson (23ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jarrett Jack - Bojan Bogdanovic - Joe Johnson - Thaddeus Young - Brook Lopez
No banco: Shane Larkin - Donald Sloan - Wayne Ellington - Sergey Karasev - Thomas Robinson - Andrea Bargnani
Treinador: Lionel Hollins

Balanço: A maior contratação da equipa nesta offseason foi Andrea Bargnani. Acho que isso diz tudo sobre como foi o Verão para os lados de Brooklyn.

Os Nets são alguém que se endividou até ao tutano e estourou todos os cartões de crédito e que, após anos de gastos insensatos, vai agora penar durante uns tempos para recuperar e pagar as dívidas.
Depois da folha de ordenados mais elevada da história da NBA e de investimentos históricos que nunca deram os frutos desejados, os Nets estão agora em processo de limpeza.

E limparam um dos maiores contratos que tinham. Sem conseguir encontrar alguém que ficasse com Deron Williams e com os 43 milhões dos últimos 2 anos do seu contrato, e sem perspectivas de lutar pelo título esta temporada, acharam que não valia a pena gastar tanto dinheiro em salário e luxury tax por um jogador que tem visto a sua produção cair a pique nos últimos anos e chegaram a acordo para um buy-out do contrato.
Infelizmente para os Nets, essa é umas poucas possibilidades que têm de fazer a limpeza. Essa ou esperar que os contratos expirem.

Acima do tecto salarial e também sem possibilidades de reconstruir pelo draft (pois durante aqueles anos de vacas gordas trocaram praticamente todas as suas escolhas dos próximos anos; e sem escolhas no draft, mandar tudo abaixo e recomeçar do zero não é opção), restam-lhes trocas e/ou renovar com os seus free agents. E também aí o Verão não foi exactamente espectacular.

Trocaram Mason Plumlee e a escolha da equipa do draft, Pat Connaughton, pela escolha dos Blazers, Rondae Hollis-Jefferson. Plumlee pode não ser extraordinário, mas é um jogador útil, ainda jovem e com margem de progressão (para além de ser melhor do que Bargnani). Por isso, não é propriamente uma troca entusiasmante.

Renovaram com Thaddeus Young, por uns discutíveis (mas aceitáveis) 4 anos e 50 milhões, e com Brook Lopez por outros discutíveis (mas, tendo em conta o historial de lesões, menos aceitáveis) 3 anos e 60 milhões. Contrataram ainda uns quantos jogadores de fundo do banco para completar o plantel. E contrataram Bargnani.

Os Nets meteram-se num beco com uma saída muito apertada e a limpeza e reconstrução da equipa não vai ser fácil. Vai ser um processo longo e este Verão foi apenas um pequeno passo nesse caminho. Um caminho que ainda tem muito para andar. Resta-lhes esperar pacientemente pelo futuro, porque no presente não há muito por que esperar.

Nota: 9


(a seguir: New York Knicks)

24.10.15

Boletim de Avaliação - Boston Celtics


Vamos lá então continuar os Boletins de Avaliação. Já analisámos e avaliámos a offseason das 15 equipas do Oeste, é tempo de ir até ao outro lado dos Estados Unidos, para ver como se prepararam as equipas do Este para esta temporada que está prestes a iniciar-se. Começamos pela Atlantic Division, pelos verdes de Boston:


Boletim de Avaliação - Boston Celtics

Saídas: Brandon Bass, Gerald Wallace, Luigi DaTome, Phil Pressey, Chris Babb
Entradas: David Lee, Amir Johnson, Perry Jones, Terry Rozier (16ª escolha no draft), RJ Hunter (28ª escolha no draft) 
Cinco Inicial: Marcus Smart - Avery Bradley - Jae Crowder - David Lee - Kelly Olynyk
No banco: Isaiah Thomas - Terry Rozier - RJ Hunter - James Young - Evan Turner - Perry Jones - Jonas Jerebko - Amir Johnson - Jared Sullinger - Tyler Zeller
Treinador: Brad Stevens

Balanço: Apesar da surpreendente temporada e ida aos playoffs no ano passado, não nos enganemos: os Celtics são uma equipa em construção e um projecto a médio/longo prazo. O objectivo para já não é lutar por títulos, mas antes construir uma equipa que, eventualmente, possa fazer isso no futuro.

Por isso, continuam em audições e experiências para ver quem poderá fazer dessa equipa. O objectivo maior é conseguir um franchise player, uma estrela que seja o pilar à volta do qual a equipa é montada, mas enquanto isso não acontece, o objectivo a curto prazo continua a ser desenvolver os jovens, acrescentar mais peças e ir fazendo upgrades na equipa.

Apesar das quinhentas escolhas que acumularam nos últimos Verões, não conseguiram montar nenhum pacote para subir no draft ou fazer alguma troca de relevo e contentaram-se com um par de jogadores com potencial para peças complementares: Terry Rozier e RJ Hunter. Nenhum deles será uma estrela, mas são mais dois miúdos para fazer audições e ver se há ali alguma peça para manter no futuro (pode haver).

Quem parece ter passado nas audições foi Jae Crowder, que renovou por 5 anos (e 35 milhões). E Jonas Jerebko viu a sua audição prolongada por mais 2 anos (e 10 milhões).

Acrescentaram ainda mais algumas peças na free agency e/ou por troca:
David Lee, que os ajuda no imediato sem comprometer qualquer flexibilidade futura e que, com o seu contrato a expirar, ainda pode ser uma boa peça para usar em trocas; Amir Johnson, para dar mais profundidade e defesa ao frontcourt; E Perry Jones, que em troca de nada é uma boa aposta;

São, no entanto, peças temporárias, que melhoram a equipa no presente, mas não devem fazer parte do plano maior. Nesse plano, ainda lhes falta a peça central, o jogador que possa fazer a diferença. Mas estão a montar um bom elenco para rodear essa estrela, se a conseguirem. E continuam um projecto em andamento.

Nota: 12


(a seguir: Brooklyn Nets)

18.10.15

Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


Em Dallas, o Verão foi muito agreste. Em Houston, foi solarengo. Em Memphis, foi ameno. Em New Orleans, sentiram-se ligeiros ventos de mudança. E em San Antonio, o sol brilhou tanto que até feriu a vista (das outras equipas):



Boletim de Avaliação - San Antonio Spurs


Saídas: Tiago Splitter, Marco Belinelli, Cory Joseph, Aron Baynes
Entradas: LaMarcus Aldridge, David West, Ray McCallum, Jonathon Simmons, Boban Marjanovic, (Jimmer Fredette, Rasual Butler)
Cinco Inicial: Tony Parker - Danny Green - Kawhi Leonard - LaMarcus Aldridge - Tim Duncan
No banco: Patty Mills - Ray McCallum - Manu Ginobili - Kyle Anderson - Jonathon Simmons - David West - Boris Diaw - Boban Marjanovic
Treinador: Gregg Popovich

Balanço: LaMarcus Aldridge. David West com um desconto de 90%. Kawhi Leonard seguro por 5 anos. Danny Green abaixo de preço de mercado. Mais um ano de Tim Duncan e Manu Ginobili a preço de amigo. É fazer as contas e ver o retumbante sucesso que foi a offseason dos Spurs.

O free agent mais desejado de todos, um dos melhores power forwards da liga, escolheu-os. Um bom veterano aceitou uma diminuição no salário de quase 11 milhões para jogar por eles. O seu jogador mais promissor e pilar para o presente e o futuro renovou. Outro dos seus free agents mais importantes, excelente atirador e defensor, renovou por menos do que conseguiria no mercado (Green vai receber 10 milhões/ano, DeMarre Carroll por exemplo vai ganhar 15 nos Raptors). Duncan regressou por apenas 5 milhões e Ginobili por apenas 2. Já dissemos que a offseason foi um enorme sucesso?

É verdade que tiveram de abdicar de Tiago Splitter para ter espaço para contratar Aldridge e tiveram de deixar sair Belinelli, Baynes e Joseph. Mas basicamente substituiram Splitter e Baynes por Aldridge e West, o que, apesar da importância do poste brasileiro na defesa, é obviamente um grande upgrade no frontcourt.

Na rotação, Patty Mills está recuperado, o que torna a saída de Joseph pouco preocupante (para além de terem em McCallum outro jovem com potencial e com um tecto maior que Joseph). E a saída de Belinelli pode ser compensada pela evolução de Kyle Anderson, pela contratação de Jonathon Simmons (que foi a revelação da Summer League e pode ser mais uma pérola descoberta pelos Spurs) e pela adição de Fredette ou Butler (a última vaga do plantel deverá disputada ser entre eles, vamos ver qual deles fica na equipa).

A posição onde ficaram mais curtos, e a única coisa que impede esta offseason de ser perfeita, é a de poste. Tim Duncan será obrigado a jogar nessa posição (o que o pode impedir de descansar tanto como em temporadas regulares anteriores), Diaw, West e Aldridge também terão de fazer minutos nessa posição e o único verdadeiro poste suplente que têm é o gigante sérvio Boban Marjanovic (2,21m, três vezes MVP da liga sérvia e nomeado para o cinco ideal da Euroleague do ano passado).

Mas numa era de small ball e com tantas equipas a jogar só com um jogador interior, isso pode não ser um problema assim tão grande (podem jogar "small" com, por exemplo, Parker - Ginobili - Green - Leonard e Aldridge/Diaw/West a 5; ou Parker - Green - Leonard - Diaw - Aldridge; ou alinharem com um cinco em que todos são capazes de jogar no perímetro e lançar de três, com Parker/Mills - Ginobili - Green - Leonard - Diaw). 

E quando esse é o maior problema que tens, a offseason só pode ter sido boa. Os Spurs levaram a jóia da coroa desta free agency, montaram mais uma grande equipa e preparam-se para um novo assalto ao título. 


Nota: 17



(a seguir: Conferência Este)

Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans


Em Dallas o Verão foi agreste, em Houston foi solarengo e em Memphis foi ameno. Hoje vamos ver como foi na Big Easy:


Boletim de Avaliação - New Orleans Pelicans

Saídas: Jimmer Fredette, Jeff Withey
Entradas: Kendrick Perkins, (Nate Robinson, Bo McCalebb)
Cinco Inicial: Jrue Holiday - Eric Gordon - Dante Cunningham - Anthony Davis - Omer Asik
No banco: Norris Cole - Tyreke Evans - Quincy Pondexter - Alonzo Gee - Luke Babbitt - Ryan Anderson - Alexis Ajinca - Kendrick Perkins
Treinador: saiu Monty Williams, entrou Alvin Gentry

Balanço: À primeira vista, não mudaram nada. O plantel é praticamente o mesmo e mantiveram todos os jogadores da rotação da temporada passada.

Renovaram com Anthony Davis e deram-lhe um contrato máximo (5 anos e 145 milhões). Esta era uma decisão fácil e garantem para o longo prazo o seu franchise player e um dos melhores jogadores do mundo (que só tem 22 anos e vai ser um jogador dominador durante muitos e longos anos).

Renovaram com Omer Asik por 5 anos e cerca de 10 milhões por ano (44 milhões e 4 anos garantidos - que podem chegar aos 58, com o último ano e com prémios por objectivos). Com a subida do tecto salarial não é um preço demasiado elevado pelo poste titular. Mesmo com a pouca utilidade que ele tem no ataque, na defesa é um excelente complemento a Anthony Davis, liberta-o da tarefe de defender os postes adversários e deixa-o livre para ajudar sobre outros jogadores.

Renovaram também com o poste suplente, Alexis Ajinca, por 4 anos e 20 milhões (não é um negócio espectacular, mas com o novo tecto salarial, 5 milhões por ano também não é nada demais), com Dante Cunningham (3 anos, 9 milhões), com Norris Cole por mais um ano (3 milhões) e Luke Babbitt por mais 2 anos (2,5 milhões).

E contrataram Kendrick Perkins, que dentro de campo não vai ajudar muito, mas pode ser uma presença valiosa no balneário e um bom mentor para Davis, Asik e Ajinca.

(com a lesão de Norris Cole, juntaram ainda Nate Robinson e Bo McCalebb ao plantel da pré-temporada, mas só um deles é que deve ficar na equipa  - se é que algum deles fica)

Mas fizeram duas mudanças que se podem revelar decisivas.

Contrataram Alvin Gentry para o lugar de Monty Williams. Gentry é um guru ofensivo e a mente por detrás do ataque dos Warriors no ano passado (e as suas equipas nos Suns também não tinham problemas em marcar pontos), que vai trazer um novo sistema ofensivo e que se espera que eleve bastante o nível da equipa desse lado do campo.

E contrataram Darren Erman para elevar o nível do outro lado do campo. Erman é conhecido com um guru defensivo, discípulo de Doc Rivers e Tom Thibodeau, que fez parte da equipa técnica dos Celtics que ganharam o título em 2008 e foi o responsável pela defesa dos Warriors de Mark Jackson.

Os jogadores são os mesmos, mas a produção retirada deles poderá ser bastante maior (se a saúde ajudar e tiverem toda a gente disponível; e esse é um grande "se" nesta equipa, que tem tido muitos problemas com lesões nos últimos anos e que já está a ter este ano também).

Ficaram basicamente na mesma e mantiveram a equipa que terminou em 8º do Oeste também porque este não era o ano para fazer mudanças profundas. No final desta época expiram os contratos de Eric Gordon e Ryan Anderson e no próximo Verão é que vão, seguramente, fazer mudanças maiores. Para já, a aposta é na evolução deste grupo e em que este seja capaz de ir mais longe. E que Gentry seja o homem certo para os levar até lá.

Nota: 12


(a seguir: San Antonio Spurs)

17.10.15

Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies


O Verão foi agreste em Dallas e solarengo em Houston. E em Memphis?


Boletim de Avaliação - Memphis Grizzlies

Saídas: Kosta Koufos, Jon Leuer, Nick Calathes
Entradas: Matt Barnes, Brandan Wright, JaMychal Green, Ryan Hollins, Jarrell Martin (25ª escolha no draft), Andrew Harrison (44ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Mike Conley - Courtney Lee - Tony Allen - Zach Randolph - Marc Gasol
No banco: Beno Udrih - Vince Carter - Matt Barnes - Jeff Green - Brandan Wright 
Treinador: Dave Joerger

Balanço: A melhor notícia da offseason dos Grizzlies não está em quem entrou ou quem saiu. Está em quem se manteve. Conseguiram o principal objectivo da offseason e renovaram com Marc Gasol, que se mantém em Memphis por mais 5 anos (a troco de cerca de 110 milhões).

E ficaram quase na mesma. Para uma equipa que não foi sequer às finais de conferência, isso não costuma ser uma coisa boa. Mas neste caso é. Porque todo o presente e futuro da equipa dependia da continuidade de Marc Gasol e tudo ía por água abaixo se ele saísse (veja-se o que aconteceu aos Blazers).
E porque esta equipa foi aquela que deu mais trabalho aos Warriors nos playoffs do ano passado. Por isso, mantê-la não é um mau plano.

Perderam Kosta Koufos, mas compensaram com a contratação de Brandan Wright (uma alternativa mais barata). E acrescentaram Matt Barnes. Que é mais um duro para juntar a este plantel de duros.
Barnes não lança mal de três (36% em 2014-15) e é um jogador que não compromete nem os prejudica nesse particular (como Tony Allen, por exemplo). Mas também não é um atirador puro ou alguém que vá resolver os problemas da equipa nesse departamento. É mais um para rodar no perímetro e usar como alternativa a Green e Allen (Barnes dá-lhes uma opção intermédia: boa defesa sem perderem tanto no ataque; ou ataque decente sem perderem tanto na defesa, como preferirem).

Os Grizzlies foram bons na temporada passada (55 vitórias na temporada regular e foram a única equipa do Oeste que conseguiu estar em vantagem numa série com os Warriors) e vão ser bons este ano. Mas voltam a não melhorar no ponto mais fraco da equipa (o mesmo de sempre): tiro exterior.
Serão mais uma vez uma equipa de grit and grind e vão continuar a fazer o que fazem. Serão capazes de ser melhores naquilo que fazem?

(manter Marc Gasol cumpriu os requisitos mínimos para uma offseason positiva; acrescentaram Matt Barnes, o que lhes dá mais um pontinho; e ficamos por aí.)

Nota: 11


(a seguir: New Orleans Pelicans)

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Depois da passagem por Dallas para recordar o maior desgosto da offseason, continuamos pelo Texas:


Boletim de Avaliação - Houston Rockets

Saídas: Josh Smith, Pablo Prigioni, Kostas Papanikolau, Joey Dorsey, Nick Johnson
Entradas: Ty Lawson, Marcus Thornton, Sam Dekker (18ª escolha no draft), Montrezl Harrell (32ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Ty Lawson - James Harden - Trevor Ariza - Terrence Jones - Dwight Howard
No banco: Patrick Beverley - Jason Terry - Marcus Thornton - KJ McDaniels - Corey Brewer - Donatas Motiejunas - Clint Capela
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Precisavam claramente de um ball handler e de alguém para dividir as tarefas de manejo de bola e construção ofensiva com James Harden. E conseguiram-no. Sem dar assim tanto em troca. Enviaram Pablo Prigioni, Joey Dorsey, Nick Johnson, Kostas Papanikolau e uma 1ª ronda em 2016 para Denver em troca de Ty Lawson (e uma 2ª ronda em 2017).

Apesar dos recentes problemas de Lawson com o álcool, é um típico caso de "aposta com risco baixo e recompensa alta". Com o que podem ganhar com um Lawson recuperado e ao seu melhor nível era um negócio e uma aposta que não podiam deixar passar. 

Um backcourt com Lawson e Harden é, no entanto, preocupante na defesa e vamos ver se os Rockets não vão sofrer desse lado do campo, onde, apesar de serem mais conhecidos pelo ataque, foram bastante bons no ano passado. Tiveram a 8ª melhor defesa e apenas o 12º melhor ataque. Por isso, faz todo o sentido (e precisavam de) reforçarem-se ofensivamente. O grande desafio vai ser conseguirem isso sem perder muito na defesa.

Ty Lawson será, seguramente, o titular, mas não seria má ideia colocar antes Patrick Beverley no cinco (onde já têm bastante poder de fogo e onde poderá ser mais necessária defesa para o backcourt) e Lawson a sair do banco, a dar mais poder de fogo à segunda unidade e a ser o ball handler e construtor dessa unidade. Mas decidir a melhor forma de o utilizar é trabalho para o Kevin McHale. Daryl Morey fez o seu e deu-lhe mais opções e mais um jogador para manejar a bola e atacar.

Deixaram sair Josh Smith, que, com Motiejunas e Jones saudáveis, já não era necessário e no draft seleccionaram Sam Dekker (um extremo que não é especialista em nada, mas faz um bocadinho de tudo e é comparado a jogadores como Chandler Parsons ou Tayshaun Prince) e Monstrezl Harrell (um extremo com tremendo potencial atlético, mas limitado tecnica e ofensivamente). Contrataram ainda Marcus Thornton, que nunca foi tímido na hora de lançar ao cesto, e nunca é demais ter no banco mais um atirador.

A única coisa que lhes podemos apontar é não terem conseguido maior e melhor profundidade a poste. Mas a offseason não foi nada má. A questão é se será suficiente para chegar ao topo da fortíssima Conferência Oeste. Mas, como deviam, arriscaram e fizeram o que podiam para se colocarem mais perto desse objectivo.

Nota: 12


(a seguir: Memphis Grizzlies)

14.10.15

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Duas divisões já estão. Vamos à terceira e última da conferência Oeste. Começamos o périplo pela Southwest Division no estado onde tudo é grande e onde o desgosto dos Mavs também o foi:


Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks

Saídas: Tyson Chandler, Monta Ellis, Rajon Rondo, Al-Farouq Aminu, Amare Stoudemire, Richard Jefferson
Entradas: Wesley Matthews, Deron Williams, Zaza Pachulia, Samuel Dalembert, JaVale McGee, Jeremy Evans, John Jenkins, Justin Anderson (21ª escolha no draft), Satnam Singh (52ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Deron Williams - Wes Matthews - Chandler Parsons - Dirk Nowitzki - Zaza Pachulia
No banco: Devin Harris - Raymond Felton - JJ Barea - Justin Anderson - Charlie Villanueva - JaVale McGee - Samuel Dalembert
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: (vamos lá reabrir a ferida e reavivar memórias dolorosas para os fãs dos Mavs)

No dia 7 de Julho, tudo parecia estar a correr bem para os Mavericks. Tinham um dos melhores free agents disponíveis, um jogador que cumpria o duplo objectivo de os tornar competitivos no presente (para aproveitar os últimos anos de Dirk Nowitzki) e ser uma peça para a reconstrução pós-Dirk, e preparavam-se para dar um grande passo na construção duma equipa candidata ao título.

Mas depois veio o 8 de Julho e a infame Noite dos Emojis. E tudo foi por água abaixo. DeAndre Jordan voltou atrás e ficou nos Clippers. E a offseason dos Mavs estava irremediavelmente condenada. 

Tinham deixado sair Tyson Chandler, e era tarde demais para procurarem um plano B, pois os principais free agents já estavam tomados. Recorreram a um improvisado plano C e contrataram os postes que conseguiram, na esperança que a junção de Pachulia/o que resta de Dalembert/sabe-se lá o que esperar de McGee dê um poste decente por comité.

Como se isso não bastasse, Mark Cuban não só manteve o acordo que tinha com Wesley Matthews, como ainda lhe ofereceu um contrato melhor. E 70 milhões por 4 anos por Matthews? Ele é bom, mas não tanto. Ainda para mais depois da lesão grave da qual está a recuperar? Se os 57 milhões da oferta original já deixavam dúvidas, estes 70 não deixam dúvidas que é um mau negócio para os Mavs.
Com DeAndre, a contratação de Wes Matthews fazia sentido, porque tornava a equipa competitiva no imediato e era uma aposta no curto prazo. Sem DeAndre e como peça para o futuro, nem tanto.

Contrataram ainda Deron Williams, num contrato amigável e aceitável (2 anos/10 milhões). O problema aqui não é o dinheiro, pois D-Will por 5 milhões por ano (mesmo longe do base All Star que era) não é mau. O problema é que D-Will nem é uma peça para o futuro, nem os vai tornar bons no presente. A sua contratação é o resumo da offseason: só para compor a equipa e tentar dignificar uma das últimas épocas de Dirk.

Que é aquilo a que estão condenados esta época. Vão dar um trambolhão na classificação e deram um passo atrás na construção/reconstrução da equipa. Com a subida do tecto salarial e a facilidade de Cuban em gastar dinheiro, a reconstrução pode ser mais rápida do que em circunstâncias normais, mas mesmo assim vão precisar de se recompor, rever o plano e voltar a mexer no próximo ano.

(esta nota é complicada, porque a culpa do plano A ter ido por água abaixo não foi deles. Se DeAndre não tivesse voltado atrás, a offseason tinha sido um sucesso e valia um 14; mas, independentemente da responsabilidade, o facto é que a offseason foi um flop. E algumas das decisões pós-DeAndre também não foram as mais racionais. Por isso, não tanto pelo plano, mas pelo resultado, temos de lhes dar um...)

Nota: 8


(a seguir: Houston Rockets)

13.10.15

Boletim de Avaliação - Sacramento Kings


Já fomos a Oakland ver como correu a offseason dos campeões, já estivemos em Los Angeles para ver como correu a dos Clippers e a dos Lakers e já passámos pelo Arizona para analisar a dos Suns. Hoje, para completar a Pacific Division, voltamos à California, para ver que tal se portaram os Kings neste defeso:


Boletim de Avaliação - Sacramento Kings

Saídas: Jason Thompson, Carl Landry, Nik Stauskas, Derrick Williams, Ray McCallum, Andre Miller
Entradas: Rajon Rondo, Marco Belinelli, Kostas Koufos, Caron Butler, Seth Curry, Willie Cauley-Stein (6ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Rajon Rondo - Ben McLemore - Rudy Gay - DeMarcus Cousins - Willie Cauley-Stein
No banco: Darren Collison - Marco Belinelli - Caron Butler - Omri Casspi - Kostas Koufos
Treinador: George Karl

Balanço: Bem, foi bastante animado o Verão. Infelizmente, não no melhor sentido. 
Entre o treinador dizer que o franchise player não é inegociável e (segundo dizem) pedir para o trocarem, o franchise player chamar víbora ao treinador no Twitter, o general manager não gostar de "analytics" e estatísticas avançadas e despedir o responsável pelas mesmas (guru respeitadíssimo e autor da bíblia das mesmas) e juntarem mais duas personagens de temperamento complicado a um plantel já complicado, os Kings continuaram no defeso como foram na temporada: uma das equipas mais disfuncionais da liga.

No entanto, apesar de toda a disfuncionalidade, até que não se mexeram mal.

Decidiram jogar a lotaria com Rajon Rondo, o que numa equipa com dois jogadores interiores fortes e que precisa de atiradores e jogadores que abram o campo, pode não ser o melhor encaixe (e alguém arrisca quando é que ele e George Karl - ou ele e Cousins; ou ele e Cauley-Stein; ou todos os anteriores - andam ao estalo?). Mas pelo menos é um compromisso curto (apenas um ano) e não têm muito a perder. Se não resultar, para o ano segue cada um o seu caminho. Portanto, apesar das reticências quanto à adição, não foi mal arriscado.

Como também não foi nada mal: contratarem um excelente poste suplente, provavelmente o melhor da liga; contratarem Belinelli, esse sim um atirador e um excelente encaixe neste plantel; contratarem um bom veterano para dar alguma liderança ao balneário e tentar manter a cabeça daquela gente no lugar (Butler); e, no draft, escolherem um jovem com um potencial tremendo (esta temos de aguardar para ver se é boa; tem muito potencial para correr bem ou mal; mas se correr bem, ele e Cousins podem ser uma dupla impressionante).

Só é pena que, para fazer isso, tenham trocado ou deixado sair alguns jovens que podiam evoluir e fazer parte do futuro da equipa, bem como alguns jogadores úteis e baratos. Desistiram de Stauskas ao fim de apenas uma época para ir buscar um atirador mais caro, de um base com potencial (McCallum) e trocaram dois jogadores sólidos e baratos (Thompson e Landry).

Fizeram algumas movimentações duvidosas e/ou arriscadas, mas não podemos dizer que tenham tido uma má offseason. O problema não é terem ficado piores. Porque não ficaram. Pelo contrário, ficaram melhores. A questão é se será suficiente e se valerá a pena o investimento e a hipoteca de parte do futuro para ter mais uma dezena de vitórias e ficar de fora dos playoffs na mesma. 

Já para não falar da possibilidade de tudo isto rebentar e não chegar a meio da temporada. O ambiente em toda a organização parece estar longe de pacífico e tranquilo e até agora continuam sem dar provas que as coisas vão mudar. Pelo contrário, este Verão ainda deram provas de mais instabilidade e desorganização. E isso é mais preocupante do que qualquer movimentação que tenham feito. Enquanto não resolverem esses problemas e mostrarem que são uma organização sólida e estável, não vamos meter a mão no fogo por eles.

Vai ser, seguramente, uma temporada animada e interessante de seguir. Vamos ver se será no melhor sentido.

Nota: 11


(a seguir: Southwest Division)

11.10.15

Boletim de Avaliação - Phoenix Suns


Já passámos por Oakland para ver como correu a offseason dos campeões Warriors e por Los Angeles para ver como correu a dos Clippers e a dos Lakers. Hoje vamos até ao Arizona, onde os Verões são escaldantes e onde os Suns quase que tinham uma offseason assim:


Boletim de Avaliação - Phoenix Suns

Saídas: Marcus Morris, Gerald Green, Miles Plumlee, Brandan Wright, Danny Granger, Reggie Bullock
Entradas: Tyson Chandler, Sonny Weems, Jon Leuer, Mirza Teletovic, Devin Booker (13ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Brandon Knight - Eric Bledsoe - PJ Tucker - Markieff Morris - Tyson Chandler
No banco: Archie Goodwin - Devin Booker - TJ Warren - Sonny Weems - Mirza Teletovic - Jon Leuer - Alex Len
Treinador: Jeff Hornacek

Balanço: Quase. Quase que conseguiam o LaMarcus Aldridge. Quase que ficavam com uma grande equipa. Quase que tinham uma grande offseason.

Enviaram Marcus Morris, Danny Granger e Reggie Bullock para os Pistons em troca de uma 2ª ronda para libertar espaço salarial para perseguir Aldridge e ofereceram um inesperado e generoso contrato a Tyson Chandler para formar uma dupla interior de respeito com o (então) jogador dos Blazers.

Mas a única coisa que conseguiram foi ficar com um grande compromisso com um poste que já não vai para novo e arranjar um problema com o outro gémeo Morris. O contrato de Chandler (52 milhões por 4 anos) não vai parecer tão alto quando o tecto salarial subir, mas mesmo assim é um grande contrato para um jogador que já tem 32 anos (e uns 32 anos muito rodados, já que ele foi para a NBA diretamente do liceu e esta vai ser já a sua 15ª temporada) e é um bocadinho optimista apostar que ele vai manter este nível e merecer este ordenado até aos 36 anos.

E Markieff não só não gostou de terem trocado o irmão, como também não lhe deve ter caído muito bem quererem contratar alguém para a sua posição (com LA, ele passaria para o banco ou então teria de passar para small forward, que não seria a melhor posição para ele) e pediu para ser trocado.
Entretanto parece ter acalmado e diz que quer ficar em Phoenix, mas tudo isto não vai seguramente ajudar a química e o ambiente da equipa.

As maiores mudanças que fizeram foi a pensar em LaMarcus Aldridge e sem ele essas mudanças fazem menos sentido. Com ele, apostavam no presente e as mudanças faziam todo o sentido. Assim, nem tanto. 

De resto, deram outro generoso contrato a Brandon Knight (5 anos e 70 milhões, que no novo tecto salarial não vai ser um compromisso tão elevado como agora, mas não vai ser pouco dinheiro por um jogador mediano), deixaram sair alguns bons elementos do banco (Green, Wright) e foram buscar outros que podem ser igualmente úteis (Leuer, Teletovic, Weems).

Por último, um destaque positivo para a escolha que fizeram no draft, que pode ser uma das surpresas do mesmo. Devin Booker é um dos melhores atiradores (se não o melhor) deste draft e um jogador que é muitas vezes comparado a Klay Thompson. No melhor cenário possível sai-lhes uma pérola semelhante ao base dos Warriors, no pior cenário, mais um atirador. E esses são sempre úteis.

Resumindo: vão ser melhores que no ano passado? Nem por isso. Vão, tal como em 2014-15, andar ali na luta pela última vaga dos playoffs e poderão voltar a ficar de fora. Tal como na offseason, poderão ficar quase.

No final destas contas todas, não lhes podemos dar uma nota negativa por tentarem. E porque não ficaram piores. Mas também não lhes podemos dar uma nota positiva porque não conseguiram concretizar o plano que traçaram. E porque não ficaram melhores.

Nota: 9,5


(a seguir: Sacramento Kings)

10.10.15

Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers


Depois dos campeões Warriors e dos reforçados Clippers, continuamos por LA, para ver se o Verão dos Lakers correu tão bem como o dos seus vizinhos (spoiler alert: não correu):


Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers

Saídas: Jeremy Lin, Jordan Hill, Wesley Johnson, Ed Davis, Carlos Boozer
Entradas: Roy Hibbert, Lou Williams, Brandon Bass, Metta World Peace, Marcelo Huertas, D'Angelo Russell (2ª escolha no draft), Larry Nance Jr. (27ª escolha no draft)
Cinco Inicial: D'Angelo Russell - Jordan Clarkson - Kobe Bryant - Julius Randle - Roy Hibbert
No banco: Marcelo Huertas - Lou Williams - Nick Young - Metta World Peace - Ryan Kelly - Brandon Bass - Robert Sacre
Treinador: Byron Scott

Balanço: Os Lakers estão onde ninguém na NBA quer estar: em nenhures. No limbo. Entalados entre "equipa em reconstrução" e "equipa competitiva". Entre uma coisa e outra sem ser nenhuma delas.

E é aí que vão continuar este ano. Contrataram alguns jogadores decentes, vão ser melhores que no ano passado, vão, no melhor cenário possível, andar ali a flirtar com os playoffs e a lutar pela última vaga e vão ficar de fora dos mesmos mais uma vez.

E é aí que vão continuar até Kobe Bryant se retirar. O seu contrato não ajuda o espaço salarial da equipa e o projecto desportivo não é atraente para outros free agents de topo, por isso, resta aos Lakers esperar que Kobe se retire (será este ano?) para fazerem a necessária e inevitável reconstrução.

O que lhes vai valendo é que as tentativas de serem competitivos têm corrido tão mal que até tem ajudado a reconstrução. Têm ficado com escolhas altas no draft e têm conseguido peças para o futuro. Este ano juntaram mais uma. D'Angelo Russell junta-se à surpresa do ano passado, Jordan Clarkson, para formar o possível backcourt do futuro da equipa, e Julius Randle, depois duma temporada perdida por lesão, vai ter a sua primeira temporada real na liga.

Este é, por isso, um ano para desenvolver esses jovens que podem ser a base do plantel pós-Kobe. Só que esse plano acontece mais por acaso e por força das circunstâncias do que por planeamento da parte dos dirigentes dos Lakers. Não é realmente um plano, é o que lhes caiu no colo.

Porque o plano é esperar que Kobe se retire. Até lá, vão continuar neste complicado número de equilibrismo.

Nota: 9

(a seguir: Phoenix Suns)

8.10.15

Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers


Prosseguindo a avaliação das equipas da Pacific Division, depois dos campeões Golden State Warriors, continuamos pela California e vamos até à cidade dos anjos ver que tal correu o Verão a CP3, Griffin e companhia:


Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers

Saídas: Matt Barnes, Spencer Hawes, Glen Davis, Jordan Hamilton, Lester Hudson
Entradas: Paul Pierce, Lance Stephenson, Josh Smith, Wesley Johnson, Pablo Prigioni, Cole Aldrich
Cinco Inicial: Chris Paul - JJ Redick - Paul Pierce - Blake Griffin - DeAndre Jordan
No banco: Pablo Prigioni - Austin Rivers - Jamal Crawford - Lance Stephenson - Wesley Johnson - Josh Smith - Cole Aldrich
Treinador: Glenn "Doc" Rivers

Balanço: Foi por pouco. Podia ter corrido muito mal. Se tivessem perdido DeAndre Jordan seria o fim deste grupo. Renovar com ele era a grande prioridade deste Verão e disso dependia o presente e o futuro da equipa. 

Os Clippers não tinham qualquer espaço salarial e só podiam ultrapassar o tecto salarial para renovar com free agents seus. Por isso, DeAndre Jordan era o plano A, B e C. Porque, só podendo contratar jogadores através de trocas, contractos mínimos ou excepções salariais, não iriam encontrar nenhum substituto remotamente à altura, iriam ficar severamente desfalcados na posição de poste e iriam ser obrigados a fazer uma reconstrução no plantel. E era esse o destino que tinham pela frente quando DeAndre anunciou que tinha aceitado a oferta dos Mavericks e ia juntar-se a Chandler Parsons, Wes Matthews e Dirk Nowitzki.

Mas safaram-se de boa e, mesmo à justa, conseguiram desviar DeAndre de Dallas e desviar-se dessa bala que iria aniquilá-los. Acabou por correr muito bem e numa noite (a inesquecível noite de 8 de Julho, a noite mais épica de sempre no Twitter), passaram de "maiores perdedores da offseason" para "um dos maiores vencedores da offseason".

Porque para além de conseguirem esse primeiro e grande objectivo, conseguiram ainda o segundo grande objectivo. E de forma igualmente impressionante. Sem flexibilidade salarial e com as mãos atadas, Doc Rivers conseguiu reforçar o ponto mais fraco da equipa e construir um bom banco.

Trocaram Matt Barnes e Spencer Hawes por Lance Stephenson (que apesar do flop que foi nos Hornets, aqui regressa a um papel complementar e é um grande reforço para sair do banco), renovaram com Austin Rivers e contrataram Pablo Prigioni, Josh Smith e Wesley Johnson pelo mínimo de veterano. E voilà: têm uma rotação muito mais profunda que a do ano passado.

Podia ter corrido muito mal, correu muito bem e os Clippers saem desta offseason provavelmente com o seu melhor plantel de sempre. Será que este ano é que é? 

Nota: 15

(a seguir: Los Angeles Lakers)

6.10.15

Boletim de Avaliação - Golden State Warriors


Depois da Northwest Division, vamos até à costa, até à California, ver o que os Warriors andaram a fazer no Verão para além de beber champanhe:


Boletim de Avaliação - Golden State Warriors

Saídas: David Lee
Entradas: Jason Thompson e Kevon Looney (30ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Harrison Barnes - Draymond Green - Andrew Bogut
No banco: Shaun Livingston - Leandro Barbosa - Andre Iguodala - Jason Thompson - Marreese Speights - Festus Ezeli
Treinador: Steve Kerr

Balanço: Este boletim vai ser curto. O velho lema diz que "em equipa que ganha não se mexe" e os Warriors assim fizeram. Bem, quase. Foi mais um "em equipa que ganha, quase não se mexe". Porque fizeram uma mudança. Uma que estava prometida e de agradecimento pelos serviços prestados.

Os Warriors, sem planos de o utilizar muito tempo esta época e agradecidos pelo sacrifício que ele fez em 2014-15 sem reclamar (e agradecidos pelos anos todos que ele jogou por eles), tinham prometido a David Lee que iam tentar encontrar uma troca e uma equipa para ele. E assim foi. Enviaram-no para os Celtics, em troca de Gerald Wallace.

Depois trocaram Wallace para os Sixers em troca de Jason Thompson e estava encontrado um substituto para o lugar de power forward suplente.

Para além disso, mesmo que não existisse aquele compromisso com Lee, financeiramente não fazia sentido mantê-lo e não se justificava pagar 15 milhões a um jogador suplente e que seria pouco utilizado. Portanto, foi melhor para ambas as partes e pelo caminho os Warriors ainda poupam uns dólares e conseguem um bom substituto para a rotação interior muito mais barato.

De resto, o grande objectivo do Verão era renovar com o jogador que tornou David Lee dispensável e se tornou num dos pilares da equipa, Draymond Green. E isso foi feito tranquilamente e sem dificuldades (5 anos e 85 milhões). Mantiveram também Leandro Barbosa. E pronto.

Esta equipa ganhou, esta equipa manteve-se e vai atrás do bi.

(Ah, e contrataram um tal de Steve Nash para trabalhar com Curry, Thompson e o resto dos jogadores e ajudar a desenvolvê-los. É capaz de ser alguém perfeito para trabalhar com Curry e este é capaz de beneficiar qualquer coisinha com isso, não?)

Nota: 13

(a seguir: Los Angeles Clippers)

4.10.15

Boletim de Avaliação - Utah Jazz


Para terminar a ronda pela Northwest Division, depois de paragens em Denver, em Minnesota, em Oklahoma City e em Portland, vamos até Salt Lake City:


Boletim de Avaliação - Utah Jazz

Saídas: Jeremy Evans 
Entradas: Jeff Whitey, Tibor Pleiss, Raul Neto, Trey Lyles (12ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Trey Burke - Alec Burks - Gordon Hayward - Derrick Favors - Rudy Gobert
No banco: Raul Neto - (Dante Exum) - Rodney Hood - Joe Ingles - Trevor Booker - Trey Lyles - Tibor Pleiss - Jeff Whitey
Treinador: Quin Snyder

Balanço: Não podemos dizer que foi uma grande offseason para os lados de Salt Lake City. Mas também não podemos dizer que foi má.

Os Jazz têm um grupo muito jovem (todos os jogadores do cinco inicial têm menos de 25 anos) e muito promissor, que tem vindo a progredir de época para época e que deverá continuar a fazê-lo. Por isso, o plano é manter e continuar a desenvolver esse núcleo. Pouco fizeram na offseason, portanto. 

Seleccionaram no draft mais um jovem com potencial, Trey Lyles (seleccionaram também Olivier Hanlan e Daniel Diez, que vão continuar na Europa, para já). E potencial é a palavra-chave aqui. Lyles ainda é um projecto de jogador, com muito para desenvolver, mas o plano dos Jazz é a longo prazo, por isso está numa boa equipa para tal.

Na free agency, perderam Jeremy Evans, que nunca se conseguiu afirmar e entrar na rotação da equipa de forma regular, contrataram Jeff Whitey, para juntar mais um corpo à rotação interior, e contrataram ainda mais dois (adivinhem) jovens de que detinham os direitos: o brasileiro Raul Neto e o alemão Tibor Pleiss.

Foi pena a lesão de Dante Exum (que deverá perder toda a temporada, o que vai atrasar o seu desenvolvimento), mas este é um grupo de jovens a seguir e que este ano poderá dar o próximo passo na sua progressão e entrar na luta pelos playoffs.

Para esse objectivo, poderiam ter contratado alguns veteranos para completar o plantel e compor o banco, como fizeram os Wolves, por exemplo. Para além de os poder tornar mais competitivos no presente e dar mais profundidade à equipa (esse é mesmo o seu ponto mais fraco), poderiam ainda dar uma ajuda a ensinar e desenvolver os jovens do cinco.
Mas não é esse o plano dos Jazz, que escolheram o caminho mais longo para a reconstrução. E para além de um dos cincos mais jovens da liga, apostaram em ainda mais uns quantos jovens para o banco.

Esse é um plano para o qual é preciso paciência. Por isso, porque a estratégia é manterem-se fiéis a esse plano (e não fizeram nada que vá contra a execução do mesmo), não lhes podemos dar uma nota negativa. Mas também não fizeram nada que justifique mais que um

(Nota) 10.

(a seguir: Pacific Division - Golden State Warriors)

3.10.15

O MVP entra em campo



Senhoras e senhores, fãs do melhor basquetebol do mundo, deem as boas-vindas ao MVP, o vosso novo podcast semanal sobre a NBA (claro, sobre o que haveria de ser?) comigo e com o Ricardo Brito Reis. Todas as semanas aí estaremos (umas vezes só nós dois, outras vezes com convidados) para comentar a actualidade da melhor liga de basquetebol do mundo.

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Ouçam, partilhem, comentem e digam-nos o que acharam desta edição de estreia.

Agora, sem mais demoras, aí fica o primeiro episódio, onde analisamos a conferência Oeste, conversamos sobre cinema e circo e, para terminar, encarnamos duas personagens conhecidas da NBA: