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9.10.16

Boletim de Avaliação - Washington Wizards


Depois dos Hawks, dos Hornets, dos Heat e dos Magic, terminamos as avaliações da Southeast Division com os Wizards, uma equipa que tinha grandes ambições para esta offseason:


Boletim de Avaliação - Washington Wizards

Saídas: Nené Hilário, Alan Anderson, Jared Dudley, Ramon Sessions, Garrett Temple
Entradas: Ian Mahinmi, Trey Burke, Tomas Satoransky, Jason Smith, Andrew Nicholson
Cinco Inicial: John Wall - Bradley Beal - Otto Porter - Markieff Morris - Marcin Gortat
No banco: Trey Burke - Tomas Satoransky - Marcus Thornton - Kelly Oubre - Jason Smith - Andrew Nicholson - Ian Mahinmi
Treinador: Scott Brooks

Balanço: 
Este era o reforço que os Wizards queriam apresentar nesta offseason:


E este foi o maior reforço que apresentaram:


E isso resume o Verão da equipa. 

Nota: 0


(a seguir: Central Division - Chicago Bulls)








(ok, vamos elaborar um pouco mais)

Os Wizards tinham grandes esperanças e expectativas para este Verão de 2016. Esta não era apenas mais uma offseason. Era A offseason. Aquela para a qual se preparam há anos. Libertaram espaço salarial, adiaram renovações, não fizeram contratos de longo prazo e planearam tudo para ir atrás de Kevin Durant.
No final, nem sequer conseguiram uma reunião com KD e o Verão mais esperado de sempre em Washington foi um fracasso total. Deixaram os seus fãs a sonhar com o regresso do jogador ao seu estado natal e a passagem instantânea da equipa para candidata ao título, mas a única coisa que conseguiram foi ficar no mesmo sítio.

O plano B não correu muito melhor e a perseguição ao outro grande free agent disponível, Al Horford, também não deu frutos. Com Horford conseguiram, pelo menos, reunir e apresentar a sua proposta (e chegaram mesmo a ser apontados como uns dos favoritos para ficar com os serviços do ex-Hawk), mas essa corte terminou da mesma forma que a de KD.

Depois de dois falhanços, não podiam ter um terceiro e não podiam também perder o seu próprio free agent. Por isso, renovaram com Bradley Beal por 5 anos e cerca de 130 milhões de dólares (um contrato máximo) e mantiveram o cinco inicial intacto.
Não podiam ficar sem uma das suas jóias da coroa, mas é um preço muito alto por um jogador com potencial, mas que não é ainda um "max player". Os Wizards estão a pagar pela possibilidade de ele vir a ser um. É uma aposta que não se podiam dar ao luxo de não fazer, mas que está longe de ser uma aposta segura.

Portanto, basicamente, mudaram apenas alguns nomes no banco. O maior reforço da equipa é um substituto mais jovem para Nené Hilário e a maior mudança na equipa é a troca de treinador. E essa, vamos ver como resulta. Porque, se uma das maiores críticas a Randy Wittman era o seu ataque pouco móvel, muito previsível e com pouca movimentação de bola, Scott Brooks não é propriamente conhecido por ser um grande treinador ofensivo. O seu ataque em Oklahoma era ainda mais básico que o de Wittman. Por isso, é outra aposta que está longe de ser garantida.

Justiça seja feita a Brooks, em Oklahoma, ele mostrou ser bom no desenvolvimento de jovens e isso é algo que também faz falta a estes Wizards. Se ele conseguir levar Wall, Beal e Porter (e Morris, e Oubre, e Satoransky e Burke) a outro nível, pode bastar para justificar a sua contratação.
Porque na offseason ficaram mais ou menos na mesma e é desses jovens (e do seu desenvolvimento) que depende o futuro da equipa.

Nota: 8


(a seguir: Central Division - Chicago Bulls)

6.10.16

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Já bateram tudo o que tinham a bater no Pat Riley? Então podemos passar à equipa seguinte.
Depois das mudanças para pior dos Hawks, das escolhas dos Hornets e do Verão novelesco dos Heat, mantemo-nos pela Florida para ver que tal se preparou a equipa de Orlando para a nova temporada:


Boletim de Avaliação - Orlando Magic

Saídas: Victor Oladipo, Ersan Ilyasova, Brandon Jennings, Andrew Nicholson, Jason Smith, Shabazz Napier, Dewayne Dedmon, Domantas Sabonis
Entradas: Serge Ibaka, Bismack Biyombo, Jeff Green, DJ Augustin, Jodie Meeks, Domantas Sabonis (11ª escolha na draft), Stephen Zimmerman (41ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Elfrid Payton - Evan Fournier - Aaron Gordon - Serge Ibaka - Nikola Vucevic
No banco: DJ Augustin - CJ Watson - Jodie Meeks - Mario Hezonja - Jeff Green - Bismack Biyombo
Treinador: Frank Vogel

Balanço: Normalmente, avaliamos as mudanças nas equipas apenas na perspectiva dos objectivos desportivos. Mas a NBA também é um negócio e, como o jornalista Miguel Candeias nos recordou num episódio do podcast MVP, também há razões para além das desportivas a guiar as decisões das organizações.
Dizia ele, dando exactamente o exemplo dos Magic, que, para uma equipa de um mercado mais pequeno, uma ida aos playoffs pode ser importante e que mesmo apenas uma ida a uma primeira ronda dos mesmos (e o que isso representa em receitas de bilheteira - desses jogos de playoffs e também de renovações de bilhetes de época -, receitas de merchandising e receitas publicitárias) pode ser a diferença entre uma época financeiramente positiva ou uma negativa.

E parece ter sido isso mesmo que aconteceu neste caso. Os Magic não queriam (ou não podiam) ficar de fora dos playoffs mais uma época. E decidiram atalhar caminho na reconstrução da equipa para atingir esse objectivo.

E, na perseguição do mesmo, foram das equipas mais activas nesta offseason. Negócios no dia do draft, trocas, renovações de free agents seus, contratações de outros free agents, fizeram de tudo.

Devido à boa evolução de Evan Fournier decidiram apostar no jovem francês para seu shooting guard titular dos próximos anos e renovaram-no por 5 anos e 85 milhões de dólares. Com essa aposta em Fournier e também com a evolução abaixo das expectativas de Oladipo, este último tornou-se dispensável e, junto com a escolha da equipa na primeira ronda no draft (Domantas Sabonis) e Ersan Ilyasova, trocaram-no por Serge Ibaka.

Podemos discutir se foi uma boa troca a longo prazo. Ibaka está no último ano de contrato e poderão ter cedido dois jovens com potencial pelo empréstimo de um ano de Ibaka. Por isso, se o hispano-congolês sair no próximo Verão não terá sido uma boa troca. Mas, no curto prazo, é uma troca positiva que reforça o plantel num dos seus pontos mais fracos: a defesa interior.

Reforçaram ainda mais esse ponto com a contratação de Bismack Biyombo e conseguiram um bom suplente para Elfrid Payton com a contratação de DJ Augustin. Para o banco, adicionaram ainda Jeff Green (por um valor alto para o jogador que é, mas num contrato de apenas um ano e que não hipoteca nenhum plano futuro) e Jodie Meeks.

Para conduzir este plantel renovado, trocaram também de treinador e contrataram Frank Vogel, um dos bons treinadores da liga (em particular, um dos melhores treinadores defensivos da liga), depois deste ter sido, surpreendentemente, despedido pelos Pacers. Foi um caso clássico em que o mal de uns foi o bem de outros.

Trocaram potencial e possibilidades futuras por certezas e resultados no presente. É um atalho que poderá ter consequências no plano de longo prazo (Ibaka ficará? E, ficando, alguma vez este grupo dará para mais que uma primeira ou segunda ronda dos playoffs?), mas para já, e como desejavam, ficam melhores e vão lutar por uma presença na segunda fase da temporada.

Nota: 12


(a seguir: Southeast Division - Washington Wizards)

4.10.16

Boletim de Avaliação - Miami Heat


Vamos lá à equipa que, a julgar pelas mensagens e comentários que recebemos, muitos de vocês esperavam para descascar à grande. Depois da "mudança, mas não para melhor" dos Hawks e das escolhas a que os Hornets foram obrigados, aqui fica a avaliação do agitado Verão da equipa de Pat Riley:


Boletim de Avaliação - Miami Heat

Saídas: Dwyane Wade, Luol Deng, Chris Bosh (?), Joe Johnson, Gerald Green, Amare Stoudemire
Entradas: Dion Waiters, James Johnson, Derrick Williams, Wayne Ellington, Luke Babbit, Willie Reed, Rodney McGruder
Cinco Inicial: Goran Dragic - Dion Waiters - Justise Winslow - Josh McRoberts - Hassan Whiteside
No banco: Tyler Johnson - Beno Udrih - Josh Richardson - Wayne Ellington - James Johnson - Derrick Williams - Willie Reed
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Dwyane Wade, Joe Johnson, Gerald Green, Luol Deng e Chris Bosh. Podia ser um bom cinco do que seria uma das melhores equipas do Este, mas são os jogadores que os Heat perderam este Verão. Pois, não foi a melhor offseason para os Heat.

Luol Deng e Joe Johnson são saídas justificáveis e até esperadas, porque os Heat, a precisar de renovar Hassan Whiteside e Dwyane Wade, não estavam dispostos a gastar tanto dinheiro neles. Gerald Green também se compreende, porque era um jogador que ora entrava, ora saía da rotação e nunca teve uma utilização e produção regulares. Até aqui tudo bem.

Mas depois veio a bomba do Verão e aquilo que se pensava impossível: a saída de Wade. A estrela e cara da equipa durante a última década queria ser recompensada pela lealdade e pelas cedências salariais que fez ao longo da carreira para que a equipa pudesse contratar outros jogadores, mas Pat Riley não queria dar tanto dinheiro a um jogador que, apesar de ainda ser dos melhores da equipa e dos melhores shooting guards da liga, já entrou na fase descendente da carreira e tem tido problemas de lesões e durabilidade nos últimos anos.

Riley, que, como todos, acreditava que Wade ia acabar a carreira em Miami e nunca iria sair, tentou fazer um bluff e oferecer muito menos do que Wade esperava. Mas Wade fez call a esse bluff e aceitou a proposta dos Bulls. Mais do que pelo dinheiro (a última oferta dos Heat era de 40 milhões por 2 anos e ele assinou pelos Bulls por 47 - uma diferença ainda menor se considerarmos que na Florida o salário seria livre de impostos), foi uma questão de ego e orgulho para Wade. E assim, por uma questão que poderia ter sido resolvida a bem, os Heat viram o seu maior símbolo sair.

Foi uma saída totalmente inesperada e a mudança mais surpreendente da offseason (mais até que a de Kevin Durant). E depois, como se esse choque não fosse já suficiente para abalar os fãs dos Heat, veio a novela Bosh. Depois de uma saída por questões extra-desportivas, veio mais uma.

Nesta, Riley parece ter visto a oportunidade de limpar o contrato de Bosh dos livros e tentado precipitar a retirada do jogador. Podemos também argumentar que eles apenas estão a zelar pela saúde de Bosh e a não querer arriscar a possibilidade de ter uma tragédia em campo.

Mas, seja qual for o lado que se tome nesta questão, é inegável que é uma grande perda para a equipa. Ainda mais quando não abundam as opções interiores no plantel.

A propósito de opções interiores, quem os Heat não podiam perder era Hassan Whiteside. Razão pela qual lhe ofereceram um contrato máximo e renovaram-no por 4 anos e 98 milhões de dólares. É um grande compromisso para alguém que há dois anos estava fora da liga e tem apenas uma temporada e meia a este nível, mas, se não fossem os Heat, alguém ia oferecer-lhe esse dinheiro, por isso, não tinham alternativa.

É um facto que Pat Riley é pago para fazer o melhor pela equipa e não o melhor pelos jogadores. Mas também é um facto que, no mesmo Verão, Pat Riley parece ter tentado passar a perna aos dois principais jogadores da equipa e perdeu os dois.

E os que entraram não são, nem de perto, nem de longe, do mesmo nível. Dion Waiters (se conseguir manter a regularidade e o nível que mostrou nos playoffs - e esse é um grande "se") pode ser um bom jogador, mas não é Wade. Derrick Williams não é Bosh. James Johnson não é Deng. E Wayne Ellington não é Joe Johnson.

Os Heat saem desta offseason mais fracos e vão descer uns lugares na hierarquia da conferência.

Nota: 8


(a seguir: Southeast Division - Orlando Magic)

2.10.16

Boletim de Avaliação - Charlotte Hornets


Continuando com os Boletins de Avaliação, depois da "mudança, mas não para melhor" dos Atlanta Hawks, é a vez da equipa do Melhor de Sempre:


Boletim de Avaliação - Charlotte Hornets

Saídas: Jeremy Lin, Al Jefferson, Courtney Lee, Troy Daniels
Entradas: Marco Belinelli, Roy Hibbert, Ramons Sessions, Brian Roberts, 
Cinco Inicial: Kemba Walker - Nicolas Batum - Michael Kidd-Gilchrist - Marvin Williams - Cody Zeller
No banco: Ramons Sessions- Brian Roberts - Marco Belinelli - Jeremy Lamb - Frank Kaminsky - Spencer Hawes - Roy Hibbert
Treinador: Steve Clifford

Balanço: Apesar dos bolsos das equipas da NBA nunca terem sido tão fundos como agora, o dinheiro não é ilimitado. E apesar da subida do tecto salarial, os Hornets não tinham espaço para manter todos os seus free agents (sem comprometer todo o espaço e flexibilidade salarial e ficarem de mãos atadas nos próximos anos). Por isso, tiveram de fazer escolhas.

E escolheram a juventude e a versatilidade. A de Nicolas Batum e a dos seus jogadores interiores. Entre Al Jefferson, Jeremy Lin, Courtney Lee, Marvin Williams e Batum, pagaram a estes dois últimos. Ao francês a bela soma de 120 milhões por 5 anos e a Williams a não exagerada (para os padrões do novo tecto salarial) soma de 54 milhões por 4 anos. 

Não só Batum é o melhor extremo que tiveram em muito tempo e um dos jogadores mais versáteis e produtivos da equipa (tanto pode jogar com a bola na mão e ser um playmaker - e aliviar essa tarefa a Kemba Walker -, como pode jogar sem bola e como atirador; e pode ainda formar uma óptima dupla defensiva no perímetro com Kidd-Gilchrist), como também tinham menos opções para as posições exteriores. Para o interior, despedem-se do Big Al para apostar na maior versatilidade de Williams e no desenvolvimento de Zeller e Kaminsky.

Mas não podiam ter pagado menos por Batum para ficar também com algum dos outros? Não, porque não só Batum queria um contrato perto do máximo, como havia equipas que lhe ofereciam isso. Tiveram de pagar o preço de mercado por ele. E, daqueles cinco, Batum era o jogador que não podiam perder.

Quanto a Marvin Williams, é um jogador que encaixa muito melhor no sistema de Steve Clifford do que Al Jefferson (um stretch four que pode abrir espaço no ataque e contribuir muito mais na defesa - onde sabemos que Big Al pouco ou nada contribui) e tem sido uma peça importante desta equipa.

Lin e Lee são uma perda significativa, mas os valores pelos quais estes assinaram pelos Nets e Knicks, respectivamente, eram incomportáveis para os Hornets. Para além disso, eram dois jogadores suplentes e esses são normalmente mais fáceis de substituir. Normalmente. Neste caso, entram Belinelli e Sessions (e Roberts) para fazer esses o papel de backcourt suplente, mas não será bem a mesma coisa. São dois (três) jogadores que podem e vão ajudar, mas uns furos abaixo de Lin e Lee.

Não tinham espaço para manter toda a equipa sem comprometer todo o espaço e flexibilidade salarial para os próximos anos. Se o fizessem, ficavam amarrados a este plantel durante os próximos tempos. E uma equipa de "40 e tal vitórias e 1ª ronda dos playoffs" não é uma equipa pela qual valha a pena fazer all in.

Feitas todas as contas, não melhoraram nesta offseason. Mas também não pioraram muito. E acreditamos que poderão fazer uma temporada semelhante à passada. Ganhar entre 43 e 48 jogos, ficar ali entre o 6 e o 8º do Este e ser eliminados na primeira ronda. Não é muito, mas é o que é.

Nota: 10


(a seguir: Southeast Division - Miami Heat)

29.9.16

Boletim de Avaliação - Atlanta Hawks


Vamos lá então arrancar com os nossos já clássicos Boletins de Avaliação da offseason das 30 equipas da liga. Este ano começamos pelo Este e, porque no ano passado faltou esta divisão e estamos em falta com estas equipas, pela Southeast Division. E a primeira equipa a ser avaliada são os Atlanta Hawks:


Boletim de Avaliação - Atlanta Hawks

Saídas: Al Horford, Jeff Teague
Entradas: Dwight Howard, Jarrett Jack, Taurean Prince (12ª escolha no draft), DeAndre Bembry (21ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Dennis Schroder - Kyle Korver - Kent Bazemore - Paul Millsap - Dwight Howard 
No banco: Jarrett Jack - Tim Hardaway Jr. - Thabo Sefolosha - Taurean Prince - Kris Humphries - Mike Muscala - Mike Scott - Tiago Splitter
Treinador: Mike Budenholzer

Balanço: Temos duas certezas em relação a estes Hawks: vão ser uma equipa diferente daquela que tivemos nas últimas temporadas, mas isso (mais uma vez) não vai ser suficiente para lutar pelo título da conferência.

Os Hawks precisavam de fazer mudanças. Eram bons, mas não eram suficientemente bons. Eram bons o suficiente para ganhar 50 jogos na temporada regular e ficar nos primeiros lugares da conferência, mas não eram bons o suficiente para vencer a conferência e lutar por um título.
O plantel que possuíam parecia ter atingido o seu pico e era improvável que conseguissem desafiar os Cavaliers e ir mais além do patamar "segunda ronda dos playoffs/finais de conferência na melhor das hipóteses" que atingiram nas últimas temporadas. Com os mesmos jogadores e sem reforços, isso não ia acontecer.

Por isso, precisavam de mudar alguma coisa. E mudaram. Só que não foi necessariamente para melhor. Perderam dois dos principais jogadores da equipa e os jogadores que escolheram para os substituir não são propriamente um upgrade. Trocaram um defensor subvalorizado por um defensor sobrevalorizado e um bom base por um potencial bom base.

Estamos curiosos para ver como Mike Budenholzer vai utilizar Howard e como este se vai encaixar no ataque. O ataque dos Hawks baseava-se em espaço e movimento, com jogadores interiores móveis, versáteis e capazes de ocupar posições exteriores. Mas o espaçamento com Howard vai ser totalmente diferente, pois este não consegue jogar de frente para o cesto e lançar de fora como Horford. 

Para além disso, Howard é um jogador que sempre baseou o jogo ofensivo na capacidade atlética. E com 30 anos (e já 12 épocas nas pernas; entrou na liga aos 18 anos) e com dúvidas sobre se ainda tem a capacidade atlética de outros tempos, vamos ver que contributo pode dar desse lado do campo.

Do outro lado do campo, Howard ainda é um bom defensor, mas já não o defensor de elite que era. Pode parecer, à primeira vista, que não perdem muito (ou nada) ao passar de Horford para Howard, mas o agora jogador dos Celtics é um dos defensores mais subvalorizados da liga e era a âncora defensiva da equipa.

Na outra grande mudança do plantel, outra incógnita. Schroder já mostrou ter potencial para ser um base titular na NBA, mas ainda não mostrou a consistência e regularidade que esse papel exige. Os Hawks apostam que ele seja capaz de realizar o seu potencial e tornar-se no base de topo que pode ser. Nós vamos ter de esperar para ver (uma nota positiva nesse particular é a contratação de Jarrett Jack, que pode ser um bom suplente e uma boa alternativa para essa posição).

Depois deram ainda 70 milhões por 4 anos a Kent Bazemore. Foi o preço a pagar para o manter, só que é outro jogador que tem o potencial, mas está longe de ser uma aposta garantida.

Somando tudo isto, o saldo não é positivo e não estamos a ver estes Hawks renovados a serem melhores que a versão anterior.

Nota: 9


(a seguir: Southeast Division - Charlotte Hornets)

7.7.16

MVP #043 - Efeito borboleta



O episódio desta semana do MVP é totalmente (ou quase totalmente) dedicado ao terramoto que assolou a NBA esta semana: Kevin Durant nos Warriors.

1.7.16

MVP #042 - A minha fonte é melhor do que a tua



Se esta free agency vai ser (está a ser) de doidos, este episódio do MVP dedicado à dita também não podia ser muito normal:


24.6.16

MVP #041 - Não há Ibakas sagradas



Depois do episódio especial a meio da semana sobre as Finais, voltamos à programação regular e, no episódio desta sexta-feira do MVP, fazemos o balanço do Draft e das trocas de ontem à noite:


22.6.16

MVP #040 - Um jogo 7 (e umas Finais) para a História



Vocês pediram e aí está um episódio especial e antecipado do MVP, com a análise deste épico jogo 7 e o balanço destas incríveis Finais.

O jornalista Miguel Candeias, recém-chegado dos Estados Unidos (e com prendas, como podem ver pela foto. Muito obrigado mais uma vez, Miguel!), juntou-se a mim e ao Ricardo para discutirmos os ajustes que os Cavaliers fizeram, os ajustes que os Warriors não fizeram, o feito e o legado de LeBron James, a produção de Kyrie Irving, Tristan Thompson, Draymond Green, Stephen Curry e Klay Thompson, como se portaram Tyronn Lue e Steve Kerr, jogo bonito, jogo feio, t-shirts de wrestling e muito mais. É um episódio totalmente dedicado a esta série final que fica para a História da NBA:

19.6.16

Game Seven




São as duas palavras mais bonitas e desejadas de se ouvir numas Finais. Jogo Sete. Não há momento maior do que esse. Um jogo 7 é o pináculo duma série. É o auge da emoção, o máximo da incerteza, o cúmulo da adrenalina, a cereja no topo de um bolo de jogos. Não há forma mais emocionante, excitante e memorável duma série terminar do que um jogo 7. 

E se um jogo 7 - qualquer jogo 7 - já é, só por si, imperdível, o de hoje é ainda mais. Porque este é um dos maiores jogos 7 de sempre. Porque, quando Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers entrarem hoje em campo, não é só a conquista do troféu Larry O'Brien que vai estar em jogo.

É também a melhor temporada de sempre que vai estar em jogo. Os Warriors vão tentar completar a melhor época da história da liga e evitar que os 73-9 fiquem com um asterisco. Bater o recorde dos Bulls valerá sempre alguma coisa e, aconteça o que acontecer, será histórico na mesma, mas sem título não valerá o mesmo. Hoje decide-se se esta temporada dos Warriors é a melhor temporada de sempre ou não.

É também a esperança de uma cidade e de um estado que vai estar em jogo. Os Cavaliers tentam vencer o seu primeiro título da NBA e a cidade de Cleveland tenta quebrar um jejum de títulos de mais de 50 anos. Desde 1964 (desde o título dos Cleveland Browns no futebol americano), que a cidade não festeja um título em qualquer modalidade.

É também o legado de um jogador. LeBron James pode conseguir aquilo que procura desde que chegou à NBA: ganhar um título com a equipa do seu estado natal. Ganhar um anel com os Cavs é, assumidamente, um dos objectivos de carreira de LeBron e este jogo 7 é o mais perto que ele já esteve de o atingir.

E é também a História que vai estar em jogo. Primeiro, porque podemos ter a primeira vez que uma equipa consegue recuperar de 1-3 e ganhar o título. Apenas duas equipas tinham conseguido forçar o jogo 7 após estarem a perder 1-3 (os Cavs foram a terceira) e nenhuma delas venceu o campeonato. Os Cavs podem conseguir hoje um feito inédito em 70 anos de NBA e completar a maior recuperação de sempre.

E segundo, porque podemos ter um MVP das Finais atribuído a um jogador da equipa derrotada apenas pela segunda vez na História. Sim, o MVP vai sempre para um jogador da equipa vencedora, mas não só não há nenhum jogador dos Warriors que se tenha destacado em vários jogos ao longo da série (vários fizeram alguns bons jogos - Curry fez um par de jogos bons, Klay idem, Green idem, Iguodala idem -, mas nenhum esteve regular e consistente ao longo de toda a série), como LeBron tem sido, mais uma vez, o melhor jogador de longe.
À entrada para este jogo, James lidera as Finais em pontos, ressaltos, assistências, desarmes de lançamento e roubos de bola. O homem lidera as Finais em TODAS as principais categorias estatísticas. Mesmo que os Warriors vençam, e sem um claro vencedor do prémio na equipa, acredito que os votantes não vão negar o prémio a LeBron outra vez.

Hoje pode-se fazer História de muitas formas. E a única certeza é essa: hoje vai ser feita História. Não podia estar mais em jogo neste sétimo e último round das Finais. Nunca mais é uma da manhã!

17.6.16

MVP #039 - Eu, bandwagoner, me confesso



Temos jogo 7 nestas épicas Finais e, como não podia deixar de ser, no episódio desta semana do MVP, falamos do animado e polémico jogo 6 e antecipamos o que Warriors e Cavs terão que fazer para levantar o troféu Larry O'Brien. E discutimos se, ganhe quem ganhar, LeBron James deve ser o MVP das Finais.

Como estamos no fim da temporada e também em época de exames, damos notas ao melhor e pior da época, com referências a Rockets, Spurs, Blazers, tanking, Paul George, Kobe Bryant, teorias da conspiração e bandwagoners. E, ainda, os tomates do Kiki e os tweets da Ayesha.

15.6.16

What difference a Dray makes



"What difference a Dray makes. Twenty three big shots". Que são os lançamentos que os Cavaliers marcaram dentro da área restritiva no jogo 5.

Desses 23, catorze foram marcados por LeBron James e Kyrie Irving. Entre os dois, marcaram 17 lançamentos dentro do garrafão e nas suas imediações (14 em 21 dentro do garrafão - 9-13 para James e 5-8 para Irving - e mais 4 lançamentos de Irving à beira do garrafão).



Como se isso não bastasse, acertaram também os lançamentos exteriores. LeBron tentou e acertou mais lançamentos fora do garrafão do que em qualquer outro jogo destes playoffs e Irving teve um aproveitamento nos lançamentos que não se via desde Wilt Chamberlain em 1970 (marcar mais de 40 pontos com mais de 70% nos lançamentos). Foram duas exibições excepcionais das duas maiores estrelas de Cleveland, que se tornaram os primeiros companheiros de equipa na história das Finais a marcar mais de 40 pontos no mesmo jogo.

Sem Draymond Green a ajudar nas penetrações e a proteger o cesto, a defesa dos Warriors foi mais permeável do que nunca. Sem ele, os Warriors perderam muita protecção do cesto e a sua âncora no interior. E perderam também muita da versatilidade que os caracteriza na defesa. Sem ele, não puderam trocar da mesma forma nos pick and rolls. Sempre que o fizeram, LeBron e Irving tiraram vantagem de ficar a ser defendidos por jogadores interiores.
O facto de Green conseguir defender jogadores exteriores no perímetro é uma das chaves da defesa dos Warriors. Neste jogo 5 não tiveram isso, e jogadores como Speights, Ezeli ou Varejão foram facilmente ultrapassados sempre que trocaram nos pick and rolls.

A defesa dos Warriors foi má. Porque não foi por superior movimentação de bola ou por um ataque colectivo e complexo dos Cavs que os Warriors sofreram tantos pontos. Apenas 15 dos 44 lançamentos da equipa de Cleveland foram assistidos (há 50 anos que nenhuma equipa marcava tantos pontos fazendo tão poucas assistências). E dessas 15 assistências, 13 foram de LeBron ou Kyrie. Foi devido a um festival de LeBron e Irving, basicamente. Tudo passou por eles. Os Cavs transformaram o jogo em duelos de 1x1 e a defesa dos Warriors nunca conseguiu contrariar isso.
LeBron e Irving tiveram sempre caminhos abertos para o cesto, espaço e/ou matchups favoráveis para jogar 1x1 e nunca encontraram ajudas e oposição de defensores secundários (ou quando vinha, vinha tarde).

A defesa dos Cavs também esteve longe de brilhante (e não se percebe tantos minutos para Kevin Love quando ele não contribui no ataque. A contribuição no ataque é a única razão para ele estar em campo tanto tempo. Se não o usam no ataque, não contribui nada para a equipa e não se percebe usá-lo tanto tempo) e a primeira parte teve pontos como já não se via numas Finais desde 1987. Ambas as equipas tiveram espaço para atacar e lançar e fazer o que quisessem no ataque.

A diferença é que, na segunda parte, os Cavs continuaram a acertar lançamentos e os Warriors começaram a falhar os seus (Harrison Barnes foi particularmente mau e falhou vários lançamentos sem oposição, Andre Iguodala, apesar de bom em muitas outras coisas, também não esteve bem no lançamento exterior e, para além dos Splash Brothers, a equipa de Golden State só marcou três triplos). E quando os seus lançamentos começaram a não entrar, não conseguiram impedir os dos Cavs de o fazer.


Se os Warriors forem campeões, Draymond Green pode ser o primeiro MVP das Finais que ganha o prémio por aquilo que não fez. A sua ausência neste jogo mostrou de forma inequívoca a sua importância para a equipa e o seu papel fundamental no meio campo defensivo e, se os Warriors forem campeões, este jogo 5 vai, provavelmente, pesar mais na votação do que qualquer um dos jogos em que ele jogou.

Diz-se que às vezes é preciso perder alguém ou alguma coisa para se perceber a sua importância. Isso nunca foi tão verdade para os Warriors como neste jogo 5. A sua defesa foi pior do que nunca sem o seu MVDP. Que diferença a falta de um Dray fez.

10.6.16

All you need is no Love



Comecemos a análise do jogo 3 pelo fim. Isto é, pelos jogos que se seguem. E pela decisão que Tyronn Lue terá de tomar para os mesmos: com o regresso de Kevin Love, o que fazer com ele? Fazê-lo sair do banco o resto da série? Colocá-lo apenas durante poucos minutos de cada vez e/ou com a segunda unidade?

Porque fazer isso pode ser a melhor hipótese que os Cavaliers têm para sonhar com uma vitória nestas Finais. Não é que os Cavs sejam uma equipa pior com Love. E não é que Kevin Love não seja bom jogador e não tenha pontos muito fortes. Mas, neste matchup em particular, os seus pontos fracos são impossíveis de esconder e são, para seu azar, alguns dos pontos mais fortes dos Warriors.

Senão, vejamos: no jogo 3, houve quatro diferenças nos Cavs (para melhor) em relação ao jogo 2. Dessas, duas são diretamente relacionadas com a ausência do power forward.

Sem Love, LeBron James passou para 4. O que permitiu aos Cavs trocar nos pick and rolls sem ficar em desvantagem nos matchups, uma vez que James é mais do que capaz de acompanhar Curry e Thompson no perímetro. Não há o desequilíbrio típico de quando um jogador interior fica com um dos bases de Golden State, porque James não é um jogador interior e fica, na mesma, um jogador exterior a defendê-los. Portanto, a defesa do pick and roll foi incomparavelmente melhor.

Quem também beneficiou com a ausência de Love foi Tristan Thompson.
No ataque, sozinho no interior e em situações de 1x1 com Bogut ou Green, voltou a ser um problemas para os Warriors. Ganhou sete ressaltos ofensivos, e manteve várias outras bolas vivas e com possibilidade de outros Cavs lutarem por elas.
Na defesa, sem ter de compensar e sair tanto de posição (e quando saiu, nos pick and rolls, também fez um bom trabalho), portou-se muito melhor na tabela defensiva e não cedeu os ressaltos ofensivos dos jogos anteriores.

Esse foi, de resto, um benefício que se estendeu a toda a equipa. Como puderam manter mais as posições defensivas e não se perderam em rotações como nos dois primeiros jogos, seguraram muito melhor a tabela defensiva e cederam apenas 8 ressaltos aos Warriors.
Love pode ser apenas um jogador e apenas uma das peças da defesa, mas que cria um efeito de cascata e desequilibra todo o conjunto. Ainda mais quando é logo na ação com que os Warriors começam tantos dos seus ataques. A defesa começa logo torta e andam a tentar compensar logo a partir do primeiro movimento do ataque. Não só não conseguem defender esse movimento fundamental, como depois ficam também completamente fora de posições para o ressalto.

Na defesa, ficam, portanto, muito melhores sem Love. No ataque, para manter o espaçamento ideal, precisam que outros jogadores assumam o seu papel e acertem triplos (Channing Frye e JR Smith, principalmente) mas, como vimos e como aconteceu neste jogo 3, é possível compensar a sua produção. O que não deveria deixar muitas dúvidas a Lue sobre o que fazer no resto da série.

Normalmente, após a vitória de uma equipa, é sobre o outro treinador, o da equipa derrotada, que recai a pressão de responder e fazer ajustes. E diríamos, nessas condições normais, "é a tua vez, Steve Kerr". Mas, após este jogo 3, é sobre Tyronn Lue que recai essa responsabilidade. E é a ele que dizemos: "your move, Tyronn."

MVP #038 - Muito bem, senhor deputado



Esta semana fomos gravar o MVP à casa da democracia portuguesa.
Fomos até à Assembleia da República falar com o deputado do PS André Pinotes Batista sobre as Finais; sobre a offseason que se aproxima e o que as duas equipas finalistas desta época devem fazer no futuro mais próximo; sobre o recorde de LeBron James em finais e que isso significa para o seu legado; sobre Russell Westbrook e Marcelo Rebelo de Sousa, passos e Passos Coelho, leis, recordes, e muito mais:

6.6.16

O plano A dos Cavs


Temos três perguntas sobre o jogo de ontem: o que aconteceu à comunicação na defesa dos Cavaliers? O que aconteceu aos bloqueios defensivos dos Cavaliers? E o que raio aconteceu ao cabelo do Shumpert? 


Para esta última, não temos resposta e só o próprio poderá explicar o que lhe passou (literalmente) pela cabeça. Para as duas primeiras, já conseguimos encontrar uma ou duas explicações.

Nestes dois primeiros jogos, os Cavs recorreram à estratégia defensiva que os Thunder usaram (com bastante sucesso) contra os Warriors: trocar nos pick and rolls e em todos os bloqueios. Os objectivos principais são manter sempre um defesa na frente de Curry e Thompson e impedir que os jogadores (tanto os Splash Brothers como os outros) se libertem nos bloqueios.

O problema é que esta defesa exige muita concentração e muita comunicação. E isso não tem abundado no meio campo defensivo da equipa de Cleveland. 
Enquanto, contra os Thunder, os Warriors precisavam de 5, 6 ou mais passes e de procurar segundas e terceiras e quartas opções ofensivas até encontrar ou forçar uma falha na defesa, basta muitas vezes um bloqueio ou um corte para encontrar um buraco na dos Cavs.

Neste par de jogos, têm tentado defender como os Thunder defenderam e como os Warriors defendem. Só que não têm nem os mesmos jogadores para o fazer, nem a mesma prática. É uma defesa que não usaram ao longo da temporada, e que não é natural neles.

Como tal, buracos é o que tem abundado naquela defesa. Até conseguem defender bem em alguns períodos do jogo, mas não o conseguem fazer de forma consistente e regular ao longo do jogo. Entre trocas e rotações falhadas, jogadores perdidos a meio dos cortes ou linhas de passe desprotegidas, têm sido muitos (demais!) os lapsos ao longo destes 96 minutos.


Outro dano colateral desta estratégia defensiva são os ressaltos ofensivos que têm permitido.

Ao trocar nos pick and rolls, os jogadores interiores ficam temporariamente a defender no perímetro e longe do cesto. Por isso, para defender bem neste sistema, precisas de jogadores exteriores que sejam fortes fisicamente, que consigam defender temporariamente jogadores interiores e que sejam também bons ressaltadores. Os Thunder conseguiam fazer isso com o Westbrook e com o Roberson. Estes ficavam muitas vezes a defender o Green ou o Barnes em posições interiores e conseguiam segurá-los no poste baixo, e eram ambos bons ressaltadores e conseguiam assegurar os ressaltos defensivos.

O mesmo não tem acontecido com os Cavs. Por causa das trocas, Tristan Thompson e Kevin Love são apanhados muitas vezes em áreas mais afastadas do cesto e fora de posição para assegurar o ressalto. E sem ajuda adequada dos bases, a tabela tem ficado muitas vezes exposta (já para não falar das deficiências defensivas de Irving e JR Smith no interior - sempre que o Irving fica com o Barnes é abusado a poste baixo e o JR com o Green também tem sido um festival para o extremo-poste dos Warriors).

O problema não é necessariamente o sistema, mas sim as peças para o executar (podemos argumentar que, sem peças para o executar, usar esse sistema é errado, mas isso são contas de outro rosário). Defender os Warriors daquela forma costuma dar alguns frutos e tem sido a melhor forma de os limitar. Os Cavs simplesmente não conseguem executar bem esse sistema. Andam a tentar caçar com gato. E o resultado, como normalmente acontece quando se tenta fazer isso, não tem sido bom. Tempo de tentar um plano B?

3.6.16

O plano C dos Warriors




O resultado do primeiro jogo das Finais foi aquele que muitas pessoas esperavam. A forma como aconteceu foi uma que ninguém esperava.

Como a maioria dos analistas e comentadores (e fãs?) previa, os Golden State Warriors venceram o jogo 1 na Oracle Arena. Mas, como ninguém imaginaria, essa vitória aconteceu numa partida em que Steph Curry e Klay Thompson JUNTOS marcaram apenas 20 pontos (e apenas 4 triplos) e terminaram com 8 em 27 lançamentos (4 em 13 de 3pts).

Mas, se não houve Curry e Thompson ao seu nível, houve um elenco secundário que foi estrela e salvou o dia. Shaun Livingston marcou tantos pontos como os Splash Brothers juntos (recorde pessoal de pontos nos playoffs), seis jogadores não chamados Curry ou Thompson marcaram mais de 10 pontos e os suplentes acabaram o jogo com 45 pontos.

E não foi só nos pontos que foram superiores. Fizeram também 16-6 em ressaltos. 10-1 em assistências. 4-1 em roubos de bola. 59.4%-30% em lançamentos. 50%-20% em 3pts. Já perceberam a ideia. Foram melhores que o banco dos Cavs em tudo. E não se limitaram a ser muito melhores que os seus homólogos de Cleveland. Conseguiram também ganhar vantagem e desequilibrar o jogo contra os titulares dos Cavs.

Depois desta exibição do seu banco, os Warriors só podem estar contentes, porque, primeiro, sobreviveram ao pior jogo da temporada de Curry e Thompson. Ambos tiveram um jogo péssimo na mesma noite e mesmo assim ganharam; depois, porque é muito improvável que tal coisa se repita e, nos próximos jogos, eles só podem jogar melhor; também porque mostraram que não estão dependentes apenas das suas estrelas, podem ter muitos jogadores a contribuir e não basta concentrar a defesa em Steph e Klay; e ainda porque mostraram que têm um plano A, B e C e que podem bater um adversário de muitas formas diferentes.

Já os Cavs devem estar desapontados (e preocupados), porque se querem ganhar quatro jogos a estes Warriors não podem desperdiçar um em que Curry e Thompson estão tão pouco inspirados. Porque não vão ter muitas oportunidades destas.

Mas se a estatística de "pontos do banco" foi surpreendente (ainda mais depois do menor contributo do banco dos Warriors na série contra os Thunder) e decisiva, houve ainda outra, menos surpreendente, mas igualmente decisiva: os pontos na área pintada.

Os Warriors aproveitaram a má protecção do cesto dos Cavs (jogar Love e Frye dá um ataque potente, mas deixa muito a desejar no outro lado do campo e na protecção do cesto, em particular) para marcar 54 pontos dentro do garrafão (a terceira melhor marca da equipa esta temporada).


E fizeram-no de várias formas: lançamentos na passada, penetrações e assistências para os seus jogadores interiores, cortes para o cesto, jogadores a poste baixo e a jogar de costas para o cesto. Exploraram o meio do campo e a má defesa dos Cavs nessa parte do campo de todas as formas e feitios.

Neste primeiro round das Finais, Golden State mostrou que consegue ganhar com outros jogadores para além das suas estrelas. E que consegue ganhar com outras armas para além dos triplos. Strength in numbers? And in different ways.

2.6.16

MVP #037 - Pumba, lá p'ra dentro!



O jornalista e comentador da Sport TV Luís Avelãs está de regresso ao podcast MVP neste episódio onde fazemos a antevisão das Finais da NBA.

O que é que Warriors e Cavaliers têm de fazer para se sagrarem campeões? Vamos assistir a um concurso de três pontos ou alguma das equipas vai explorar o jogo interior? Quem tem o melhor plano B? Quais os matchups a seguir? E quais os factores X que podem desequilibrar a série? Quem vence e em quantos jogos? E quem vai ser o MVP? Tudo isso e muito mais neste episódio (quase exclusivamente) dedicado ao duelo pelo título:

1.6.16

Dar a volta por cima




É nos maus momentos, quando as coisas estão negras, quando tudo parece perdido, quando a pressão e a exigência são máximas e não há qualquer margem para errar, que se vê aquilo de que alguém é realmente feito. E os Warriors, no seu pior momento, mostraram que também são feitos de força, determinação, coração e garra. 

Até estas finais de conferência, as maiores adversidades por que a equipa de Golden State tinha passado eram as desvantagens de 1-2 nos playoffs do ano passado (na segunda ronda contra os Grizzlies e nas Finais contra os Cavaliers). E, verdade seja dita, em nenhuma dessas ocasiões os Warriors pareceram realmente em apuros. Nenhuma delas inspirou mais do que uma leve preocupação e em ambas reinou a sensação (confirmada depois) de que bastava jogarem o seu normal para recuperarem.

Ao contrário do que aconteceu nesta série com os Thunder. Desta vez, estiveram mesmo encostados às cordas e à beira da eliminação. Desta vez, o fim da temporada dos actuais campeões esteve por um triz.

Até esta série, tinha bastado aos Warriors jogarem o seu normal para ultrapassar as equipas que lhes apareceram pela frente. Mais tarde ou mais cedo, as outras equipas não conseguiam acompanhar o ritmo. Mais tarde ou mais cedo, os lançamentos começavam a entrar e bastava um parcial daqueles para descolarem no marcador. Até agora, o plano A dos Warriors tinha sido suficiente. E eles sabiam que, com mais ou menos dificuldade, no fim, o talento ia assegurar-lhes a vitória. 

Nos jogos 3 e 4, quando levaram aquelas duas sovas em Oklahoma, foi isso que pareceram. Uma equipa que estava habituada a que aquele plano e aquela forma de jogar chegassem.

Mas os Thunder obrigaram-nos a cavar mais fundo, a não se acomodarem com as primeiras opções e soluções, a procurar alternativas, a ter de movimentar mais a bola e a trabalhar mais no ataque.

Frente à versátil, móvel e longa defesa dos Thunder já não encontravam uma boa situação de lançamento após um ou dois passes e já não conseguiam criar lançamentos fáceis com um pick and roll ou com uma combinação entre dois ou três jogadores. Não, os Thunder obrigaram-nos a fazer muito mais. A fazer vários bloqueios e cortes, a atacar o cesto, a passar e a rodar e mudar a bola de lado até encontrar uma brecha na defesa. Até algum defensor falhar uma troca ou não acompanhar um corte ou chegar tarde a um lançamento ou abrir um caminho para o cesto. Contra os Thunder, tiveram de se esforçar mais. E melhor. 

E é por isso que esta desvantagem pode ter sido a melhor coisa que aconteceu aos Warriors. Esta equipa ainda não tinha sido testada e levada ao limite desta forma. Enfrentaram uma adversidade que nunca tinham enfrentado e foram obrigados a elevar o seu nível de jogo. Foram obrigados a crescer. E saem desta série uma equipa melhor.

Rudy Tomjanovich disse para nunca subestimarmos o coração de um campeão. Nesta série, os Warriors descobriram o seu. Um coração que ainda não tinham precisado de usar e que, perante a maior dificuldade que já enfrentaram, descobriram que tinham. No seu pior momento, os Warriors descobriram que são isso mesmo: guerreiros.

27.5.16

MVP #036 - Deixem as glândulas do Steven Adams em paz!


Como não podia deixar de ser, no episódio desta semana do MVP falamos da intensa final de conferência entre Warriors e Thunder. Analisamos os ajustes que Steve Kerr e Billy Donovan têm feito ao longo da série e aquilo que cada uma das equipas precisa fazer para ganhar a mesma (e o Ricardo fala-nos do tempo que dedicou a pensar nas partes baixas do Adams).

Debatemos também as All-NBA Teams que saíram esta semana, respondemos à questão do Ricardo Santos Ferreira sobre a importância dos triplos no basquetebol actual e promovemos ainda um reencontro entre Mike D'Antoni e Dwight Howard:

20.5.16

MVP #035 - Simmons ou Ingram, eis a questão




Simmons ou Ingram? Hornacek ou Vogel? Thunder ou Warriors? Cavs ou... ok, esqueçam esta. 
No episódio desta semana do MVP, com o jornalista da SIC Helder Santos, respondemos a estas questões e muito mais: