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12.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 00


E terminamos a nossa viagem pela história da liga, recordando a dezena de anos que falta, a década passada:


Era Uma Vez a NBA: os anos 00


E chegamos ao fim da nossa viagem pela história da NBA com a primeira década do novo milénio. E se a NBA já terminou o século XX como uma liga global só reforçou essa posição no início do século XXI. Para isso muito contribuiu a entrada dum gigante que levou a fama da NBA até um país (e um mercado) gigante. Yao Ming abriu as portas da China e ajudou a NBA a conquistar mil milhões de fãs e o espaço que faltava para se tornar verdadeiramente universal.

Para além do fenómeno Yao, uma nova geração de jogadores veio substituir o vazio deixado pela retirada de Michael Jordan e dos outros grandes nomes dos anos 80 e 90. Jogadores como Allen Iverson, Kevin Garnett, Dirk Nowitzki, Vince Carter, Tim Duncan, Shaquille O'Neal, Jason Kidd ou Kobe Bryant (que se estrearam ainda no final dos anos 90, mas atingiram o seu auge nos anos 00) e a primeira geração de estrelas do novo milénio, com Carmelo Anthony, LeBron James, Dwight Howard, Chris Paul, Amare Stoudamire ou Dwyane Wade.

  

A nível colectivo, a década começou como acabou: sob o reinado dos Lakers. Com Shaq e Kobe, de 2000 a 2002, e Kobe e Gasol, em 2009 e 2010. E sempre com Phil Jackson. E estas duas encarnações da equipa do Zen Master foram duas das equipas da década. A escolher entre uma delas, a vantagem vai para a primeira. Shaq e Kobe foram uma das melhores duplas interior-exterior de sempre e o Diesel era, no seu auge, um jogador imparável. A única forma de o impedir de marcar era atirar dois ou mesmo três defesas contra ele. Ou então fazer falta e metê-lo na linha de lance livre (o Hack-a-Shaq que Popovich e os Spurs celebrizaram).

E a única coisa que os impediu de dominar toda a década foi o choque de egos entre Shaq e Kobe. Aquele balneário era pequeno para os dois e um, Shaq, acabou por ser trocado. Não fosse isso e quem sabe quantos títulos podiam ter ganho.


Quem ganhou com isso foram as outras duas equipas da década: os Spurs e os Pistons.

Em 2004, a equipa de Detroit aproveitou da melhor maneira a guerra civil que consumia o balneário dos Lakers na última temporada em que Kobe e Shaq jogaram juntos e protagonizou a maior surpresa da década: 4-1 nas Finais frente aos favoritíssimos Lakers de Kobe, Shaq, Payton e Malone. Para além do título desse ano e mais uma ida às Finais no ano seguinte, o núcleo de Chauncey Billups, Richard Hamilton, Tayshaun Prince, Rasheed Wallace e Ben Wallace foi um candidato eterno no Este, com seis finais de conferência seguidas entre 2003 e 2008, e um exemplo ímpar de jogo colectivo e de sucesso sem uma super-estrela.

A equipa de San Antonio era já uma das maiores ameaças ao reinado Shaq/Kobe (venceram-nos mesmo e foram campeões em 2003) e aproveitou o fim da sua dinastia para ganhar mais dois, em 2005 e 2007. Foram os campeões dos anos ímpares.

Um destaque ainda para os Celtics de 2008, que criaram muita expectativa com a reunião do seu Big Three de Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce e dominaram a temporada seguinte. Tivessem-se eles reunido no auge das suas carreiras e quem sabe o que podia ter acontecido. É mais uma dinastia-que-podia-ter-sido. Mas pelo que foi (ainda que curto) e pela amostra que deram do que podia ter sido, terão sempre um lugar em qualquer história desta década. E o nome deles lá estará na lista de campeões da década:


(se bem se lembram, os campeões estão a amarelo e as cruzes indicam as equipas com o melhor recorde da temporada)

Década esta que termina com a ascensão de uma nova geração de jogadores. Derrick Rose, Kevin Durant, Russell Westbrook, Blake Griffin, Rajon Rondo, Stephen Curry ou Kevin Love são nomes que vamos ouvir bastante nos próximos anos. Mas nos dez anos que ficaram para trás, foram estes os melhores:

Steve Nash - guard
Kobe Bryant - shooting guard
Lebron James - forward
Tim Duncan - power forward
Shaquille O'Neal - center

(esta posição de base não foi nada fácil de escolher. Nash foi o eleito porque 2 MVPs consecutivos é coisa para muito poucos e um feito reservado aos melhores, mas Jason Kidd, que liderou os Nets a duas Finais e é um melhores organizadores e distribuidores de sempre, e Allen Iverson, que foi MVP em 2001 e melhor marcador em 2001, 2002 e 2005, estão taco a taco com ele)

11.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 90


Continuamos a avançar na História e entramos em território moderno. Hoje, no sexto capítulo da série Era Uma Vez a NBA, a década de 90:


Era Uma Vez a NBA: os anos 90


Depois de anos 80 a NBA ter chegado aos telespectadores e fãs de todo o mundo, na década de 90 continuou a sua globalização com a chegada de dezenas de jogadores internacionais. Depois de pioneiros como Drazen Petrovic, Vlade Divac ou Detlef Schrempf nos anos 80, a década de 90 assistiu à chegada de jogadores de todo o mundo e a NBA tornou-se uma verdadeira liga mundial, com os melhores jogadores do mundo a actuar nas suas equipas.

Foi também a década em que os jogadores profissionais americanos foram autorizados a jogar nas competições internacionais e em que a melhor equipa que já pisou um campo de basquetebol foi formada: o primeiro Dream Team.


Foi mais um passo na globalização do jogo e da NBA. A passagem do Dream Team pelos Jogos Olímpicos de Barcelona 92 despertou mais entusiasmo e atenção mediática que qualquer equipa alguma vez tinha despertado. Foram embaixadores do jogo e a melhor promoção que o basquetebol podia ter. Depois do Dream Team assistimos a uma explosão de popularidade da modalidade em todo o mundo e o nível de jogo (no mundo e, por consequência, na NBA) tem vindo a subir desde aí. (podem ler este artigo que escrevi no Planeta Basket sobre o Dream Team, para uma história mais pormenorizada desta selecção histórica)

E foi, claro, a década de Michael Jordan (considerado, por quase todos, o melhor jogador de sempre) e dos Bulls. A equipa de Chicago ganhou 6 títulos nestes 10 anos e se Michael Jordan não se tivesse retirado e ficado fora da NBA durante quase duas temporadas, podiam mesmo ter igualado aquele recorde dos Celtics, que se pensava impossível de atingir, de oito títulos consecutivos.
Não igualaram esse, mas bateram outro que também durava há quase tanto tempo. Na temporada de 95-96 (com Jordan, Pippen, Rodman e Kukoc) bateram o recorde de vitórias na temporada regular (que pertencia aos Lakers de 72, com 69-13) e fizeram a melhor temporada de sempre na história da NBA: 72-10.


É claro que tivemos outras grandes equipas nesta década. Apenas tiveram o azar de ser contemporâneas destes Bulls. Os Blazers de 92 (com Clyde Drexler, Terry Porter, Jerome Kersey e Cliff Robinson), os Suns de 93 (com Charles Barkley, Kevin Johnson, Dan Majerle e Cedric Ceballos), os Sonics de 96 (com Gary Payton, Hersey Hawkins, Detlef Schrempf e Shawn Kemp). Todas elas fizeram grandes temporadas e chegaram às Finais, mas nunca conseguiram ultrapassar o último obstáculo de Jordan e companhia. E nenhuma equipa representa isso melhor que os Jazz.

Dois anos seguidos, em 97 e 98, tiveram temporadas acima das 60 vitórias (64-18 e 62-20) e perderam nas Finais para os Bulls. Jerry Sloan fez verdadeiros milagres com os jogadores que tinha e, com uma equipa com menos talento e atleticamente inferior, lutaram com tudo o que tinham e levaram os Bulls ao limite. Mas nunca os conseguiram derrotar. E Malone e Stockton, os mestres do pick and roll e dois dos melhores jogadores de sempre nas suas posições, nunca ganharam o anel que mereciam.

Quem aproveitou da melhor forma as duas temporadas sem Jordan foi outra das equipas da década, os Rockets de 94 e 95. O melhor poste da década liderou-os até dois títulos consecutivos. Um frente a outro candidato a melhor poste da década, Patrick Ewing, e outro frente a outro poste que viria a dominar a NBA uns anos mais tarde, Shaquille O'Neal. E Olajuwon dominou-os aos dois. Como na finais de conferência dominou outro candidato a poste da década, David Robinson. Por isso, nesses dois anos, eliminou as dúvidas que podiam existir e afirmou-se como o melhor.

Robinson teve a sua oportunidade de conquistar o anel em 99, já com a ajuda de Tim Duncan, o que completa a lista dos campeões destes 10 anos:


Nesta década, a NBA continuou a crescer no número de equipas também. Depois da expansão de 88 (quando entraram os Heat e os Hornets), em 89-90 a NBA acolheu mais duas equipas: os Magic e os Wolves. E em 95-96, a liga deu as boas-vindas aos Raptors e os Grizzlies. Assim, quando a década terminou, eram já 29 as equipas que competiam na NBA (faltava apenas uma para as 30 que temos hoje).
O número de jogadores internacionais cresceu progressivamente também. De 20 jogadores não-nascidos nos Estados Unidos que jogavam na NBA em 1989, passámos para mais de 70 em 99. E o mediatismo da liga em todo o mundo cresceu exponencialmente nesses anos. A NBA tornou-se verdadeiramente global.

E enquanto a NBA conquistava o mundo, os jogadores que conquistaram um lugar no melhor cinco da década foram estes:

John Stockton - guard
Michael Jordan - shooting guard
Charles Barkley - forward
Karl Malone - power forward
Hakeem Olajuwon - center

(para forward, foi realmente difícil escolher entre Pippen e Barkley, mas no fim optei pelo jogador que tinha mais distinções individuais. Mas é uma escolha muito renhida e não vou discutir com quem preferir um cinco com Pippen no lugar de Barkley. Para além disso, um cinco onde não cabem Scottie Pippen, David Robinson, Clyde Drexler ou Pat Ewing mostra como esta década foi boa e recheada de enormes jogadores)

10.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 80


Continuando o nosso passeio pela memória, avançamos hoje para a década em que muitos de nós começámos a seguir a NBA, a era dourada dos 80. É o quinto capítulo da série Era Uma Vez a NBA:

Era Uma Vez a NBA: os anos 80


E eis-nos chegados aos anos 80. Esta foi a década em que a NBA chegou a Portugal, através das transmissões televisivas na RTP2 e da distribuição de revistas espanholas como a Superbasket e a Gigantes do Basket, e em que muitos de nós conhecemos a NBA pela primeira vez.

E esta foi a década de ouro da NBA, não só porque a liga americana ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e espalhou-se pelo mundo, mas também porque alguns dos melhores jogadores de sempre pisaram os campos da NBA nestes anos. Lendas como Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Julius Erving, Kareem Abdul-Jabbar, Charles Barkley, Moses Malone, Hakeem Olajuwon, Patrick Ewing, Isiah Thomas, Karl Malone, Dominique Wilkins, Kevin McHale, John Stockton e a lista podia continuar.



O enorme crescimento que a liga conheceu a todos os níveis (número de equipas, fama, talento, competitividade) nos anos 70 continuou nesta década e o nível e quantidade de talento atingiu a estratosfera. E se aqueles nomes já eram suficientes para levar a fama da NBA até aos quatro cantos do mundo, algumas das equipas mais memoráveis e algumas das rivalidades mais inesquecíveis de todos os tempos ajudaram a tornar a liga americana num fenómeno mundial.

Quem pode alguma vez esquecer os fenomenais duelos entre os Celtics de Bird e os Lakers de Magic? O Big Three de Bird, Parish e McHale versus o Big Three de Magic, Kareem e Worthy. Os operários de Boston contra o Showtime de Los Angeles. Estas foram as duas equipas que dominaram a década e moldaram a NBA que conhecemos. Enfrentaram-se em três Finais antológicas (84, 85 e 87) e entre ambas ganharam oito títulos (cinco para LA e três para Boston).


Mas se estas foram as equipas da década, as equipas memoráveis não ficaram por aqui. Tivemos também os Sixers de 83, com Dr. J, Moses Malone e Maurice Cheeks, que ganharam 65 jogos na temporada regular (o segundo melhor recorde da história da equipa) e venceram o título cedendo apenas um jogo nos playoffs (com a famosa previsão de Moses Malone - "fo, fo, fo" - quase a concretizar-se).

E os Bad Boys de Detroit, com Isiah, Dumars, Laimbeer e Rodman. Com a sua defesa agressiva e nos limites da legalidade, a sua garra e luta e a sua atitude de "fazemos-tudo-mesmo-tudo-o-que-tivermos-de-fazer-para-ganhar" conquistaram adeptos por todo o mundo. Estes Pistons conseguiram destronar os Lakers no final da década, marcaram uma época e mostraram ao mundo que o trabalho duro pode levar-te longe.

Estas quatro equipas foram presença habitual nas Finais e levaram para casa os títulos da década:


(já sabem, a amarelo o campeão e a cruz indica que a equipa teve o melhor recorde da temporada regular)

E houve mais nos anos 80: a linha de três pontos transformou o jogo, o All Star Game cresceu para All Star Weekend e nasceram os Concursos de Triplos e os Concursos de Afundanços.
Portanto, para além de todo o talento individual e das rivalidades inesquecíveis, tivemos também acontecimentos e eventos que transformaram o jogo e tornaram a NBA em algo mais que um fenómeno desportivo. A NBA tornou-se parte da cultura mundial.

E assim, nos anos 80 a NBA chegou à sua época moderna. Foi uma década de jogadores inigualáveis, equipas especiais e momentos e imagens que ficaram e perduram no imaginário de todos os fãs. Esta é, por isso, a década que muitos consideram como a melhor da história da NBA. E do imenso lote de puro talento basquetebolístico destes anos, estes são os que entram no nosso cinco:

Magic Johnson - guard
Michael Jordan - shooting guard
Julius Erving - forward
Larry Bird - forward
Moses Malone - center

(Meu Deus, que cinco inicial! Será este o melhor cinco de sempre? Ou vamos ter de decidir no photo finish com o dos anos 60? Ou ainda, será que o dos anos 90 e 00 pode rivalizar com algum desses?)


9.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 70


Avançando na História, seguimos hoje para o quarto capítulo da série Era Uma Vez a NBA, para a década de 70:


Era Uma Vez a NBA: os anos 70


Nos anos 70, a NBA conheceu a concorrência de outra liga que foi ganhando adeptos por todo o país, a American Basketball League (ABA).

A ABA foi criada ainda na década de 60, mas ganhou a sua fama na década seguinte. Enquanto a NBA era a liga "oficial" dos americanos, a ABA tornou-se a liga alternativa, com a sua famosa bola tri-color (uma ideia do seu primeiro comissário, a ex-estrela da NBA, George Mikan), os jogadores com as grandes afros e a pioneira linha de 3 pontos (que a NBA só adoptou em 79). A NBA era a liga certinha e a ABA era a liga do estilo e do espectáculo.


No entanto, as duas estavam intimamente ligadas. A própria origem da ABA esteve ligada à NBA. Em 1967, a NBA tinha 10 equipas e resistia a aumentar esse número, pedindo preços exorbitantes a qualquer equipa interessada em juntar-se à liga. Como resposta, um grupo de empresários decidiu criar outra liga de basquetebol profissional para competir com a NBA.
Mas desde o início que o seu objectivo era juntarem-se à NBA. Criaram a ABA para construir equipas fortes, atrair jogadores bons e obrigar a NBA a unir-se a eles. E logo desde as primeiras épocas da ABA, que as negociações para uma futura fusão começaram.

Assim, na primeira metade dos anos 70, e enquanto as várias tentativas de fusão decorriam, as duas ligas seguiram os seus caminhos paralelos.

A NBA era já uma liga famosa e estabelecida. Algumas das estrelas responsáveis pela enorme evolução técnica dos anos 60 continuavam a jogar (Oscar Robertson, Jerry West, Wilt Chamberlain) e todos os anos chegavam mais novos talentos. Lew Alcindor (mais tarde conhecido como Kareem Abdul-Jabbar), Walt Frazier, Willis Reed, Bob McAdoo, Elvin Hayes, Pete Maravich, Nate Archibald, entre muitos outros. A evolução técnica que aquelas estrelas dos anos 60 trouxeram para o jogo, massificou-se nos anos 70 e os talentos individuais eram cada vez mais e melhores.


Enquanto isso, a ABA tinha a espectacularidade que muitos gostavam que a NBA tivesse: um estilo de jogo rápido, com muitos contra-ataques, muitos afundanços, muitos triplos e, graças à linha de 3 pontos que forçava os defensores a sair aos atiradores e não os deixava ficar tão fechados no garrafão, mais espaço para jogar. Enquanto a NBA era a liga séria, o basquetebol da ABA era o fun basketball.
Para além disso, a ABA foi também pioneira no recrutamento de jogadores do liceu (as equipas da NBA apenas podiam seleccionar jogadores da universidade), pelo que conseguia desviar muitos talentos para as suas equipas. Como consequência disso, o seu nível técnico era tão bom (ou melhor, para alguns) como o da NBA.
Mas a NBA tinha uma coisa que a ABA não tinha: fama e dinheiro. E com esta segunda recheada de talento, mas à beira da falência, deu-se finalmente a fusão. Ou, melhor, a absorção da ABA pela NBA.

Em 1976, quatro equipas da ABA (Denver Nuggets, Indiana Pacers, San Antonio Spurs e New York Nets) passaram para a NBA e os jogadores das restantes equipas (entretanto extintas) foram espalhados pelas equipas da NBA, num draft especial.
A NBA deu as boas vindas a jogadores como Julius Erving, Connie Hawkins, George Gervin, Artis Gilmore, Moses Malone, Maurice Lucas ou Rick Barry e tornou-se definitivamente a maior concentração de talento basquetebolístico do mundo.

Entre os jogadores que foram chegando na primeira metade da década e os que depois chegaram da ABA, a NBA teve nos anos 70 uma injecção de talento nunca antes vista.

E com o fim da dinastia dos Celtics, o terreno estava livre para novos pretendentes. Foi o começo duma nova era. Depois do domínio dos Lakers nos anos 50 e dos Celtics nos anos 60, os anos 70 foram anos de equilíbrio. Nesses 10 anos, oito equipas diferentes ganharam o título. Cinco equipas ganharam o seu único título (ou títulos) nesta década (Knicks, Bucks, Trail Blazers, Bullets e Sonics). Esta é a lista completa de finalistas e campeões:


A década de 70 foi uma década de crescimento e paridade sem paralelo. Em 1979 a liga tinha crescido até às 22 equipas e o nível de jogo era melhor que nunca. A NBA chegou à sua idade adulta. E, numa era com tantos talentos individuais, eleger os cinco melhores é uma tarefa mais difícil, mas aqui ficam as nossas escolhas para o melhor cinco dos 70's:

Walt Frazier - guard
John Havlicek - shooting guard
Rick Barry - small forward
Elvin Hayes - power forward
Kareem Abdul-Jabbar - center

8.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 60


Continuamos a história da liga e avançamos hoje para a década de 60, no terceiro capítulo da série Era Uma Vez a NBA:


Era Uma Vez a NBA: os anos 60


Se a década de 50 foi de afirmação da NBA como a melhor liga de basquetebol dos Estados Unidos e de evolução do jogo para o formato moderno, a década de 60 foi aquela onde a NBA explodiu a nível técnico. Foi a época dos recordes (individuais e colectivos) e das temporadas individuais históricas.

The Big O, Oscar Robertson

No início da década, duas das equipas mais vitoriosas mudaram-se para cidades e mercados maiores (os Lakers de Minneapolis para Los Angeles e os Warriors de Philadelphia para San Francisco) e a liga ganhou uma dimensão verdadeiramente nacional. Estas duas equipas tinham ganho, entre si, 7 dos primeiros 10 títulos e continuaram a lutar pelos primeiros lugares nesta década com jogadores como Wilt Chamberlain, Elgin Baylor, Jerry West, Nate Thurmond e Rick Barry.
Nestes anos 60 assistimos também ao nascimento da maior rivalidade da história da NBA: Lakers e Celtics. Ao longo destes 10 anos, as duas equipas encontraram-se nas Finais por seis vezes. Infelizmente para os Lakers, sempre com a vitória a sorrir aos Celtics.

E os verdes de Boston foram a equipa da década. Liderados por aquele que é considerado um dos melhores postes de sempre (o melhor de sempre para muitos), Bill Russel, dominaram a liga como nenhuma equipa tinha feito até ali (e irá alguma vez fazer). O seu domínio tinha já começado no final dos anos 50, com a conquista do campeonato em 1959, e estendeu-se até 1969. Nessas 11 temporadas os Celtics ganharam o título 10 (!) vezes.
Entre 59 e 66 a equipa de Boston ganhou oito títulos consecutivos (um recorde da NBA e que muito dificilmente será alguma vez batido) e apenas os Philadelphia 76ers, em 66-67, conseguiram impedir que ganhassem o campeonato em todos os anos da década.

Bill Russell vs Wilt Chamberlain, o duelo da década
E foi preciso uma temporada histórica dos Sixers para o impedir. Nessa temporada de 66-67, a equipa de Philadelphia, liderada por outros dos melhores postes de todos os tempos (o melhor para muitos também), Wilt Chamberlain, estabeleceu um recorde de vitórias na temporada regular que durou até 1996: 69-13. Conseguiram finalmente ultrapassar os Celtics na final da conferência Este (na altura era ainda designada por Eastern Division), 4-1, e venceram depois os Warriors nas Finais, 4-2.

Bem, e o quadro dos campeões da década é fácil de imaginar, mas aqui ficam todos os finalistas:


(a amarelo a equipa campeã e a cruz indica o melhor recorde da temporada regular)

E se os recordes colectivos alcançados nos anos 60 foram impressionantes, que dizer dos individuais? Esta é a década do jogo dos 100 pontos de Chamberlain, dos 50.4 pts e 25.7 res de média numa temporada, também de Chamberlain (em 61-62; a melhor de 9 temporadas impressionantes, com médias sempre acima dos 30 pts e 20 res), do triplo-duplo de média numa temporada de Oscar Robertson (30.8 pts, 12.5 res e 11.4 ast, em 61-62; a primeira e única vez que tal feito foi conseguido) e do MVP das Finais de 69 para Jerry West (a única vez que o MVP foi para um jogador da equipa perdedora).


Alguns dos melhores jogadores da história da NBA jogaram nesta década e a sua enorme evolução técnica aliada a um estilo de jogo mais aberto da época, contribuiu para estes recordes quase inimagináveis hoje em dia. Eram jogadores extraordinários sem concorrência à altura. E desses, os cinco melhores foram:

Oscar Robertson - guard
Jerry West - shooting guard
Elgin Baylor - forward
Bill Russell - center
Wilt Chamberlain - center

(No melhor cinco desta década tivemos de optar por um alinhamento diferente do habitual, com dois postes, pois é impossível deixar Russell ou Chamberlain de fora. Os dois melhores postes de sempre tinham de entrar neste cinco e como um, Russell, dominava completamente na defesa e o outro, Chamberlain, dominava completamente no ataque, seria um frontcourt compatível. Bem, seria o melhor frontcourt de todos os tempos. Era como juntar o Luke Skywalker com o Darth Vader. A galáxia seria deles.)

7.8.13

Era Uma Vez a NBA - os anos 50


Continuemos então a história da melhor liga do mundo com o segundo capítulo da série Era Uma Vez a NBA. Depois de ontem termos recordado como tudo começou, recordamos hoje o final da década de 40 e a década de 50:

Era Uma Vez a NBA: os anos 50



Depois da temporada inaugural de 46-47, as duas épocas seguintes foram anos que estabeleceram os alicerces do jogo e lançaram as bases da futura NBA, mas que ainda tinham pouco que ver com o jogo como o conhecemos hoje. A recém-criada liga era ainda designada por Basketball Association of America (BAA) e conquistava aos poucos o seu espaço junto do público americano. Mas não se destacava ainda das outras ligas existentes, era apenas uma das ligas de basquetebol dos Estados Unidos. Isso estava, no entanto, prestes a mudar.

Em 1949, a BAA fundiu-se com a National Basketball League e adoptou a designação de National Basketball Association. Nascia oficialmente a NBA.

Coincidentemente, nesses anos de 49 e 50 a recém-nascida liga deu as boas vindas a nomes que mudaram a face da mesma e do jogo de basquetebol. Jogadores como Bob Cousy, Paul Arizin, Bill Sharman ou Dolph Schayes juntaram-se aos já estabelecidos George Mikan e Joe Fulks e começaram a moldar o jogo nos contornos que conhecemos hoje.

                        


Na forma como definimos hoje a posição, Bob Cousy, dos Celtics, foi o primeiro verdadeiro point guard. Introduziu um controlo de bola e habilidade de passe únicos para a altura. O "Mr. Basketball" foi o melhor organizador de jogo e distribuidor da sua época e foi o líder de assistências durante 8 temporadas consecutivas.

Paul Arizin, dos Philadelphia Warriors, introduziu o lançamento em suspensão (jump shot). Naquela época o lançamento era afectuado com as duas mãos e os pés no chão (algo semelhante aos lançamentos actuais no corfebol) e Arizin foi um dos pioneiros do lançamento em suspensão com uma mão (aquele que é hoje praticado por todos os jogadores). Foi o melhor marcador duas vezes e teve uma média superior a 20 pts durante 9 temporadas consecutivas.

Bob Pettit (que entrou na liga em 54), dos St. Louis Hawks, e Dolph Schayes, dos Syracuse Nationals, foram jogadores que definiram a posição de power forward. Bons ressaltadores e bons jogadores interiores, capazes de jogar de costas para o cesto, mas também capazes de encará-lo e lançar de frente para o mesmo.

E George Mikan, dos Lakers, definiu a posição de poste. Foi o pioneiro do poste moderno. Com 2,08m (o maior jogador da liga na época), dominou o interior durante toda a sua carreira, aperfeiçoou a arte do ressalto, do lançamento em gancho e dos desarmes de lançamento. Liderou os Minneapolis Lakers a cinco títulos e foi verdadeiramente um dos jogadores que mudou o jogo. Foi por sua causa que a largura do garrafão foi aumentada.

Para além do grande desenvolvimento técnico que a NBA conheceu nesta década, também foram introduzidas regras que definiram o jogo de basquetebol moderno. E nenhuma mudou mais o jogo que a regra dos 24 segundos.

Depois dum horrível resultado final de 18-19 num jogo em 1953, o dono dos Syracuse Royals, Danny Biasone, estava determinado em melhorar o espectáculo para os fãs e contrariar a táctica, usada por muitas equipas, de trocar a bola indefinidamente no ataque para empatar tempo.
Biasone sugeriu a criação dum limite de tempo para o ataque (chegaram aos 24 segundos dividindo o número de segundos num jogo - 2880 - pelo número médio de lançamentos num jogo - 120) e os restantes donos aceitaram experimentar. E assim em 1954, foi criado o relógio dos 24 segundos.


Nessa temporada de 54-55 a média de pontos subiu quase 15 pontos por jogo (de 79 pts para 93 pts) e o basquetebol tornou-se um jogo mais rápido e mais espectacular.

E para a espectacularidade e popularidade do jogo contribuiu também outra criação da liga nos anos 50: o All Star Game. O primeiro All Star Game foi realizado em 1951, fruto da ideia de Haskell Cohen, relações públicas da liga, de promover o campeonato da NBA (para saber mais, podem ver aqui o artigo que escrevi para o Planeta basket sobre a história do All Star Game).

Houve ainda mais uma inovação nos anos 50, esta cultural: foi quando a NBA aboliu a barreira da cor e permitiu a entrada de atletas negros (pode parecer ridículo agora, mas temos de nos lembrar que eram outros tempos e a segregação racial subsistiu em alguns estados americanos até aos anos 60).

Com todas estas inovações, a década de 50 foi um período de afirmação e transformação. Afirmação da NBA como a liga que contribuiu mais para a evolução do jogo e como a melhor liga de basquetebol dos Estados Unidos. E o início da transformação do jogo de basquetebol no jogo que temos hoje.

Para fechar a história desta década pioneira, fiquem com a lista das Finais...


(imagem Wikipédia; a amarelo temos a equipa campeã e as cruzes indicam que a equipa teve o melhor recorde da temporada regular)

E, finalmente, o melhor cinco da década:

Bob Cousy - guard
Bill Sharman - guard
Paul Arizin - forward
Bob Pettit - forward
George Mikan - center

6.8.13

Era uma Vez A NBA - 1º capítulo


Para quem ainda não seguia o SeteVinteCinco quando a publicámos pela primeira vez (em 2011; e para quem já seguia, esperemos que nunca seja demais recordar a rica história da liga), vamos republicar ao longo dos próximos dias, a nossa série de artigos "Era Uma Vez a NBA".

Começando pelos primórdios da liga, nos anos 40, e avançando, década a década, vamos recordar ao longo dos próximos dias a História da melhor liga do mundo. Hoje, como tudo começou:


Era uma vez a NBA


6 de Junho de 1946. Os proprietários de várias arenas de hóquei no gelo dos Estados Unidos, procurando novas atracções para as noites mortas nos seus pavilhões, reúnem-se para discutir a criação duma liga profissional de basquetebol, um desporto que tinha sido criado 55 anos antes e ganhava cada vez mais adeptos por todo o país.

Com o final da 2ª Guerra Mundial, a vida nos Estados Unidos voltava à normalidade e os espectáculos desportivos floresciam. Para além do basebol, do hóquei e do futebol americano (os desportos mais populares antes da guerra), o basquetebol universitário via a sua popularidade subir. Isto levou Walter Brown, proprietário dos Boston Bruins da American Hockey League e Al Sutphin, também proprietário duma equipa da AHL em Cleveland, a pensar na criação duma liga de basquetebol.

Nessa época, existiam já algumas ligas espalhadas pelo país e os jogadores que saíam das universidades estavam dispersos por elas. Algumas profissionais, como a National Basketball League e a American Basketball League, e outras semi-profissionais e amadoras, como a Amateur Athletic Union, com equipas de empresas e fábricas. Mas Brown e Sutphin pretendiam tornar a sua liga a maior e melhor do país.

Nessa tarde de Junho, dois anos exactos depois da invasão da Normandia, no Hotel Commodore, em Nova Iorque, é fundada a BAA, Basketball Association of America.
A liga começou com 11 equipas e uma temporada regular com 60 jogos. As equipas pioneiras, divididas em duas conferências (Este e Oeste), foram os Boston Celtics, os Chicago Stags, os Cleveland Rebels, os Detroit Falcons, os New York Knickerbockers, os Philadelphia Warriors, os Pittsburgh Ironmen, os Providence Steamrollers, os Saint Louis Bombers, os Toronto Huskies e os Washington Capitols.

E assim, no dia 1 de Novembro de 1946, em Toronto, os Huskies receberam os Knickerbockers, no primeiro jogo da nova liga:


E, perante 7090 espectadores, Ozzie Schectman, dos Knicks, marcou o primeiro cesto de sempre:


Nessa primeira época, os Washington Capitols, treinados por Red Auerbach, acabaram no primeiro lugar do Este com o melhor recorde da temporada regular, 49-11, mais 10 vitórias que o primeiro do Oeste, os Chicago Stags. No entanto, os Capitols perderam para os Stags nos playoffs e a equipa de Chicago avançou para as Finais frente aos Philadelphia Warriors.

Os Warriors, liderados pelo extremo Joe Fulks (melhor marcador da temporada, com 23.2 pts/jogo, mais de 7 pontos acima do segundo) venceram por 4-1 e tornaram-se os primeiros campeões da história da NBA.




(ao longo dos próximos dias, podem então acompanhar aqui a série "Era Uma Vez a NBA"; no dia 13, como prometido, vamos publicar o nosso artigo sobre os melhores canhotos de sempre; e a partir do dia 14, podem acompanhar aqui toda a acção do Basketball Without Borders. Eu vou lá estar a trabalhar no evento, por isso, durante esses dias, reportamos directamente de lá. Não percam!)

7.6.13

O Mozart do basquetebol


Faz hoje 20 anos que o mundo do basquetebol perdeu um dos melhores jogadores europeus de sempre (e um dos melhores atiradores de sempre, um dos pioneiros europeus na NBA e um dos responsáveis pela abertura das portas da liga norte-americana aos jogadores do Velho Continente):


Recordamos aqui o grande Drazen Petrovic e recomendamos a leitura do texto do Sérgio Marreiros, no Visão de Mercado, sobre a vida, a carreira e o legado do Génio de Sibenik

Para quem não teve a sorte de o ver jogar, felizmente existe o YouTube, onde podem encontrar vídeos como este, dos 44 pontos frente aos Rockets, em 93 (o seu recorde de pontos na NBA):


Ou este, um documentário antigo da NBA TV sobre o ex-jogador dos Blazers e Nets:




(sobre o jogo de ontem, temos muito para falar e amanhã teremos aqui a nossa análise ao primeiro round do duelo Heat x Spurs. E não, a culpa não foi do LeBron)

28.5.13

O Sr. Logo


Hoje faz anos Jerry West, o homem que, para quem não saiba, é a figura no logótipo da NBA.


Em jeito de homenagem pelo 75º aniversário do lendário jogador dos Lakers, aqui fica a história da génese do símbolo que se tornou um ícone mundial, nas palavras do seu criador:


27.3.13

Pequenos grandes homens


A propósito do aniversário de Stockton e do post que fiquei a dever ao Sonny, ao Kyrie e ao Jason (vejam nos comentários do post anterior se não souberem do que estou a falar), em jeito de homenagem aos pequenos jogadores que triunfam nesta liga de gigantes (o Kidd não é assim tão pequeno, mas joga como base e ao lado de power forwards e postes é certamente pequeno), aqui fica um pequeno documentário da altura que descobri quando procurava vídeos dos Lakers de 72, sobre os jogadores pequenos no jogo de basquetebol:



(como já dissemos aqui antes, o tamanho importa. O tamanho do coração e do cérebro de um jogador: um episódio inspirador retirado do documentário More Than a Game que nunca nos cansamos de ver)

25.3.13

As 33 de 72


Ainda a propósito da melhor série de vitórias de sempre e do recorde que os Heat perseguem, aqui fica, em vídeo, a história daqueles mais de dois meses em que os Lakers foram imbatíveis:


24.3.13

As melhores séries de vitórias de sempre


Enquanto continuamos a ver até onde vai a sequência de vitórias dos Heat (hoje recebem os Bobcats e tentam chegar à 26ª), recordamos as duas séries de vitórias consecutivas que eram, até esta, as duas melhores de sempre: a que os Heat ultrapassaram esta semana, dos Rockets de 2008, e aquela da qual se aproximam cada vez mais, dos Lakers de 72.

As 22 vitórias seguidas dos Rockets que ocupavam até esta semana o 2º lugar da lista das melhores de sempre foram a série mais improvável de todas. Nessa temporada de 2007-08, o estreante general manager da equipa, Daryl Morey, tinha substituído o treinador Jeff Van Gundy por Rick Adelman e tentava construir uma equipa de topo à volta das estrelas Yao Ming e Tracy McGrady. Tinha transformado duas escolhas baixas no draft em Aaron Brooks e Carl Landry, adquiriu o rokie Luis Scola e montou uma equipa bastante profunda (Rafer Alston, Shane Battier, Bonzi Wells, Steve Novak, Bobby Jackson, Chucky Hayes, Dikembe Mutombo). Apesar disso, o começo de temporada não foi o melhor e a meio da mesma estavam apenas com um mediano 24-20. Mas depois começaram a série de vitórias mais improvável de sempre. 


Nos primeiros 11 jogos dessa série contaram com um Yao Ming de elite. O gigante chinês teve médias de 22.4 pts, 11.5 res e 1.2 dl nessas 11 vitórias dos Rockets. E depois o azar bateu à porta. No 12º jogo dessa série, frente aos Bulls, Yao fracturou o pé esquerdo e a sua temporada acabou. Sem o seu melhor jogador, não parecia possível que a série dos Rockets durasse muito mais tempo. Mas com o veteraníssimo Mutombo (41 anos) a assumir a titularidade, com um Tracy McGrady a jogar o seu melhor basquetebol da temporada (24.3 pts, 5.3 ast e 5.4 res nos 11 jogos seguintes) e com os outros jogadores a assumirem mais protagonismo e a dividirem entre todos a produção de Yao Ming (11.6 pts e 7 res do rookie Scola, 10.4 pts e 5.5 res de Battier e 15.7 pts e 6.6 ast de Alston) a equipa superou-se e levou a série até umas improváveis 22 vitórias (com vitórias frente a algumas das melhores equipas desse ano, como os Lakers, Mavs e Hornets). 

A série chegou ao fim frente à equipa que viria a ganhar o título desse ano, os Celtics, e depois, sem Yao, os Rockets não conseguiram ir mais longe do que a primeira ronda dos playoffs (perderam 4-2 para os Jazz de Deron Williams e Carlos Boozer). Mas foi uma série que ficou para a história e um hino ao conceito de equipa e à superação das adversidades que vai sempre ser recordado.

Como sempre recordada vai ser a série que há 40 anos se mantém no 1º lugar da lista, as 33 vitórias consecutivas dos Lakers de 71-72. Uma equipa que dominou essa temporada e fez uma das melhores temporadas da História. Uma equipa que contava com os Hall of Famers Wilt Chamberlain, Jerry West, Elgin Baylor e Gail Goodrich e que acabou a temporada regular com um recorde de 69-13, marca que foi a melhor de sempre durante mais de 20 anos, até aos 72-10 dos Bulls de 96. Uma equipa que tem o recorde de vitórias consecutivas fora de casa (16) e a melhor percentagem de vitórias fora de casa numa temporada (81.6%, 31-7). E uma equipa que venceu o título desse ano (4-1 nas Finais frente aos Knicks; o primeiro título dos Lakers depois da mudança para Los Angeles).


E uma equipa que durante mais de dois meses foi imbatível. Curiosamente, a série começou depois da retirada de Elgin Baylor. Com 37 anos e com problemas recorrentes nos joelhos, o lendário extremo retirou-se ao fim de 9 jogos e os Lakers começaram no jogo seguinte a série recordista. Ganharam 110-106 aos Baltimore Bullets no dia 5 de Novembro de 71 e só foram parados 33 jogos depois, a 9 de Janeiro de 72, quando os campeões do ano anterior, os Milwaukee Bucks de Kareem Abdul Jabbar, os venceram, 120-104. Um recorde que dura há 41 anos e que até agora era considerado inatingível. 

Nunca ninguém se aproximou tanto como estes Heat, que, curiosamente, têm algo em comum com cada uma destas séries. Shane Battier estava nos Rockets em 08 e Pat Riley jogava nos Lakers de 72 (conseguem encontrá-lo na foto?). Battier já bateu o recorde da sua antiga equipa e Riley está mais perto de bater o da sua do que alguém alguma vez esteve. Mas, aconteça o que acontecer, essas duas séries viverão para sempre na mitologia da NBA.

16.2.13

Hoje é dia de Afundanços


Se o All Star Game já é um jogo a brincar, então o jogo de rookies e sophomores é um All Star Game a brincar, por isso não há muito a dizer da partida de ontem. É um jogo-pastilha elástica, para consumir e deitar fora. O aperitivo para os pratos principais do Fim de Semana All Star. E hoje temos os primeiros: o Concurso de Triplos e o Concurso de Afundanços. Este último é sempre um dos momentos altos do fim de semana e este ano, se estiver à altura das expectativas, pode mesmo ser o ponto alto das festividades. 

E se os afundanços vencedores ficam para sempre na memória colectiva dos fãs, há muitos outros que ficam, muitos deles injustamente, esquecidos. Por isso, enquanto não entram em campo os artistas deste ano, e para abrir o apetite para logo à noite, fiquem com este documentário da TNT sobre esses Afundanços Perdidos:


1.2.13

Os coloridos anos 90


Momento nostálgico do dia para o pessoal da minha geração a quem parece que a NBA dos anos 90 foi ontem: fogo, os equipamentos dos anos 90 já são vintage? Devemos estar a ficar velhos...

Como já se tornou hábito (e é já uma das iniciativas mais populares da liga), a NBA selecciona todos os anos meia dúzia de equipas para usarem versões antigas dos equipamentos em alguns jogos. Estas são as de 2012-13. Qual é a vossa preferida? E há algum outro equipamento dos anos 90 que gostassem de ver nesta selecção?

21.12.12

100 jogadas para ver antes do mundo acabar


Pelo adiantado do dia parece que estamos safos, mas até à meia noite ainda pode acontecer, não é? Por isso, só para prevenir, se por acaso os extraterrestres estiverem à espera da noite para atacar ou se o asteróide estiver neste momento pros lados de Marte, aqui têm as jogadas que não podem deixar de ver antes do mundo acabar. São, de 10 em 10 (os 10 melhores desarmes, os 10 melhores afundanços, as 10 melhores assistências e por aí fora), as 100 melhores jogadas da história da NBA. Para ver aqui


(e se o mundo não acabar, são imperdíveis à mesma, por isso, divirtam-se)

26.11.12

Air Jordan I


E a propósito de Air Jordans, aqui fica o anúncio da Nike para o primeiro (e banido pela NBA) modelo de todos:


(as Air Jordan I foram censuradas pela liga porque, na altura, era obrigatório as botas serem brancas ou, pelo menos, terem branco em alguma parte. A Nike - na altura, uma marca ainda pouco conhecida e longe do gigante que conhecemos hoje -, é claro, virou isso a seu favor e usou-o como forma de promoção. Assim, Michael Jordan usou-as à mesma durante a sua temporada de rookie, pagando 500 dólares de multa sempre que jogava com elas.)

17.9.12

Mais do que um aniversário


E hoje faz anos o Mestre do Zen, o Guerreiro do Parquet, o treinador com mais títulos (11) e com a melhor percentagem de vitórias (70.4) na história da NBA e, escusado será dizer, um dos melhores treinadores de sempre:



21.8.12

Um dos maiores de sempre


E a propósito da linhagem de grandes postes na história dos Lakers, hoje faz(ia) anos este senhor:



(e podem dar uma vista de olhos - arregalados - pelas estatísticas sobre-humanas do Big Dipper aqui)

24.7.12

Happy Birthday, Mailman!


Hoje faz anos este senhor, Hall of Famer, membro do Dream Team original, um dos melhores power forwards de sempre, segundo na lista dos melhores marcadores na história da NBA e autor de 36928 pontos em 19 ilustríssimos anos de carreira: