7.2.13

Duas jogadas que já são da casa


Os mesmos protagonistas, a mesma estupefação de cada vez vez que as vemos. Alley-oop de Wade para LeBron e passe de Ricky Rubio pelo meio das pernas dum defensor. Quantas vezes já vimos isso antes? E, no entanto, por mais vezes que eles as façam, nunca nos cansamos de as ver:




6.2.13

No amor e no basquetebol nada é impossível?


Este vídeo não é da NBA, mas é bom demais para não partilhar! Hugh Heffner, o fundador da Playboy e homem para 86 anos, casou-se recentemente com a playmate Crystal Harris, jovem para 26 anos. São 60 anos de diferença entre os dois, mas os jogadores do Asefa Estudiantes, da liga espanhola, acreditam que é amor e enviam os seus desejos ao recém casal:


5.2.13

Not in my House!


Um anúncio que nos deixa mais felizes do que o Dikembe Mutombo a abafar um lançamento:


(só à segunda ou terceira é que consegui perceber o que dizem no fim, por isso, se alguém não apanhou, aqui fica:
"- Jimmy, quão felizes ficam as pessoas por poupar cenenas de dólares com a Geico?
- Mais felizes do que o Dikembe Mutombo a abafar lançamentos!")

4.2.13

"Take Your Time, Bro"


Vamos lá tentar de novo: da primeira vez não correu muito bem, mas hoje abrimos de novo este espaço à opinião dum leitor. Depois da desilusão com o outro texto e por considerar que a sua equipa merecia umas linhas, um outro leitor, o Victor Peres, enviou-nos outro texto sobre a temporada acima das expectativas destes Bulls e a resiliência que este grupo está a demonstrar. Fiquem então com as palavras do Victor:


É verdade que esta época da NBA nos tem trazido boas surpresas (as temporadas dos Clippers, Warriors, Nuggets ou Spurs) e outras que nem por isso (como a decepcionante época dos Lakers ou a descida dos Celtics, que vão ter que dar o litro para chegar aos playoff’s - para mais agora, sem o desafortunado Rondo -, o menor rendimento de Anthony Davis, que todos esperavam que fosse a next big thing da NBA - em oposição ao excelente Lillard). Mas hoje queria referir em especial os Chicago Bulls.

Pouco gente acreditava, antes do início da época, que os Bulls estivessem onde agora estão e eu, confesso, mesmo sendo deles adepto, estava algo céptico. Afinal, não havia Rose, Deng estava em dúvida, Boozer continuava a não render o que o seu contrato milionário merecia, e da desmembrada Bench Mob só restava Taj e Buttler, este só utilizado residualmente por Thibs na época passada. E de entre os que foram contratados no defeso, também não havia um nome que entusiasmasse muito.
Portanto, previsivelmente, por esta altura, os Bulls estariam a disputar arduamente o acesso aos playoffs, na esperança das rápidas melhoras e regresso do seu D. Sebastião (Rose).

Previsão totalmente falhada. Apesar de alguns desaires inesperados (especialmente no United Center) frente a equipas com recordes muito negativos, os Bulls estão no 3º lugar na conferência, surpreendentemente à frente de uns fortíssimos Pacers. É que ninguém contava que a alma guerreira daquela equipa atingisse os níveis a que se tem alcandorado: o pulso de Deng afinal sarou sem necessidade de intervenção cirúrgica e o seu motor parece não ter limites, tal como o coração de Noah, hoje por hoje, talvez o mais “feroz” defensor da NBA. E dá a sensação que Boozer passa por uma fase de redenção pelo menor rendimento nas épocas anteriores, com uma temporada quase ao seu melhor nível, com a mais valia de estar a defender como nunca. Gibson continua a evoluir, e na posição de poste bate-se sem complexos com adversários de maior envergadura (física, que não mental) e Buttler está finalmente a despontar e quase surpreendemente a tornar-se um jogador capaz de desempenhar com eficiência qualquer posição na equipa, exceptuando a de pivot.Mesmo Nate, apesar das limitações que se lhe conhecem (especialmente a deficiente selecção de lançamentos), está a fazer bons jogos e é provavelmente o base da equipa que, neste momento, apresenta melhor rendimento. Digamos que é precisamente no backcourt que têm residido as maiores dificuldades da equipa: Hinrich tem feito jogos decepcionantes a nível ofensivo, Rip também pouco ajuda nessa vertente, e mesmo Bellineli tem tido uma época bastante irregular. Do restante plantel, para ser curto e grosso, parece que não reza a história.

É óbvio que nisto tudo há a mão daquele que será neste momento muito possivelmente o melhor treinador da NBA e que, se tudo continuar como até aqui, terá em Maio na sua mão o troféu de treinador do ano pela 2ª vez.Mas esta 1ª parte da época dos Bulls pode vir a ter os seus custos: os muitos minutos jogados noite após noite sobretudo por Deng e Noah (e mesmo Boozer), poderão vir a ser pagos a nível físico: Luol já “encostou” durante uma série de 4 jogos,  Boozer, Noah e Hinrich ainda permanecem no estaleiro, logo por “sorte”, numa altura em que iniciavam uma série de 10 jogos fora de Chicago (pelo meio recebem os Spurs e os Heat no United Center), de momento com um resultado de 2-1, a provar que não é por acaso que têm o melhor recorde em jogos fora, de toda a liga.

Surpreendentemente, com mais de meia equipa titular impossibilitada de dar o seu contributo, vão a Atlanta e dizimam completamente uma equipa com muitas pretensões e de assinalável superioridade em relação à envergadura dos seus jogadores (Gibson jogou a pivot e Buttler a power forward e tiveram que jogar contra um dos mais possantes frontcourts da liga), apesar de Thibs se ver forçado a fazer alinhar 3 dos seus jogadores mais de 45 minutos e outro um pouco mais de 40. Isto, menos de 24 horas depois de terem jogado em Broklyn e perdido por escassa margem e com alguma falta de sorte à mistura.

Ninguém sabe o que a partir de agora se vai passar, ninguém consegue prever o futuro. Mas também ninguém consegue apagar o passado e a saga dos Bulls, até agora, tem sido qualquer coisa de fantástico e só ao alcance de uma equipa possuidora de uma força interior indómita. Uma equipa que, todas as noites que joga, parece querer mandar ao seu líder, ausente há 9 meses, uma mensagem: “Don’t hurry, bro, take your time. We’ll keep it running till you return.”

3.2.13

Paletes de gifs e mais NBA em português


Hoje deixamos-vos aqui duas sugestões para o que resta do fim de semana:

Para quem ainda não conhece, a página NBA Fans - Portugal, página no Facebook gerida pelo Filipe Pinto da Costa e dirigida, como o nome indica, a todos os fãs portugueses da NBA. Memes, fotos, vídeos e mais um espaço para discutir a NBA em português.





E para quem gostar e/ou procurar gifs da NBA, o the-best-nba-gifs, um blogue no Tumblr, com dezenas e dezenas deles:





1.2.13

Os coloridos anos 90


Momento nostálgico do dia para o pessoal da minha geração a quem parece que a NBA dos anos 90 foi ontem: fogo, os equipamentos dos anos 90 já são vintage? Devemos estar a ficar velhos...

Como já se tornou hábito (e é já uma das iniciativas mais populares da liga), a NBA selecciona todos os anos meia dúzia de equipas para usarem versões antigas dos equipamentos em alguns jogos. Estas são as de 2012-13. Qual é a vossa preferida? E há algum outro equipamento dos anos 90 que gostassem de ver nesta selecção?

31.1.13

O fim chegou mais cedo


Depois da troca com os Cavs que lhes poupou 6 milhões em ordenado e mais 4 milhões em luxury tax, parecia que o cinco inicial dos Grizzlies ia continuar junto até ao fim da temporada. Como escrevemos na altura, enviar Marreese Speights, Wayne Ellington, Josh Selby e uma 1ª ronda para Cleveland em troca de Jon Leuer parecia uma alternativa a trocar Rudy Gay ou Zach Randolph e parecia significar que Conley-Allen-Gay-Randolph-Gasol iam ter uma (última) oportunidade de tentar chegar ao lugar mais alto da NBA.

Mas afinal o fim desse núcleo chegou bem mais cedo do que esperavam. Depois dessa troca com os Cavs, em vez do esperado passo seguinte de reforçar o jogo exterior com contratos mínimos (os falados Delonte West, Bill Walker ou Sasha Vujacic), decidiram continuar com o plano de cortar salários e, como foi ontem anunciado, enviaram Rudy Gay e Hamed Haddadi para os Raptors em troca de Jose Calderon e Ed Davis. E enviaram depois Calderon para Detroit em troca de Tayshaun Prince e Austin Daye. Resumindo:

Grizzlies recebem: Ed Davis, Tayshaun Prince e Austin Daye
Raptors recebem: Rudy Gay e Hamed Haddadi
Pistons recebem: Jose Calderon


Foi uma troca surpreendente, não só por ter acontecido tão cedo, como também pelo que receberam em troca. Mesmo que quisessem trocar Gay, ninguém esperaria que o fizessem tão longe da data limite. O normal seria esperarem pelo melhor negócio possível e que esgotassem todas as possibilidades (e quando a data limite se aproxima abrem-se sempre mais oportunidades de negócio). Podia-se também compreender a troca tão cedo se fosse um negócio irrecusável. Mas este não é.

Não quer isso dizer que este tenha sido um mau negócio, apenas que podiam ter procurado um melhor. Do ponto de vista financeiro, foi bom, claro. Gay tem 16 milhões de dólares a receber esta temporada e mais 37 nas duas seguintes. Com esta troca e com a de Speights, vão poupar cerca de 40 milhões nos próximos 3 anos. Mas desportivamente, onde os deixam estas trocas? 

Ed Davis estava a fazer uma boa temporada em Toronto (9.7 pts e 6.7 res em 24 mins/jogo; 14.5 pts e 10 res por cada 36 mins) e não só será um bom suplente para Randolph, como lhes dá um jogador promissor e que pode ser uma opção para o futuro na posição de power forward. Austin Daye tem sido uma desilusão e é o tiro-no-escuro desta troca. Se jogar ao nível do que prometeu na temporada rookie pode ser um jogador útil para o futuro, mas é uma grande incógnita como se vai portar em Memphis. E Tayshaun Prince é um veterano já longe do auge, que vai ser o small forward titular e pode compensar uma grande parte da produção de Rudy Gay, mas não vai render o mesmo. 

Prince vai ajudar tanto como (ou mais que) Gay na metade defensiva, mas não tem a mesma capacidade ofensiva. Prince é capaz de lançar de fora e fazer uns triplos, mas não tem a mesma capacidade de Gay para jogar 1x1 e penetrar em drible. O que significa que o ataque de Memphis fica (ainda) mais dependente do seu jogo interior e que Randolph e Gasol terão ainda de produzir mais. A maior lacuna da equipa (o jogo no perímetro e o lançamento exterior) não melhora.

A competitividade no presente podia sair-lhes cara no futuro e, aparentemente, era insustentável manter todas as estrelas da equipa, por isso sacrificaram alguma da produção no presente. Em troca duma certeza cara de mais (Gay) ficaram com uma certeza mais barata, mas menos produtiva e para menos anos (Prince), um bom suplente no presente e um projecto de futuro (Davis) e um tiro-no-escuro (Daye).

Se calhar estas movimentações não os deixam muito piores do que antes e em termos financeiros ficam em muito melhor posição para o futuro. Continuam com uma equipa para lutar pelos primeiros lugares esta temporada e em melhor posição de continuarem nesses lugares no futuro. Fica a sensação que por Rudy Gay podiam ter conseguido melhor, mas não é um negócio de todo mau. Se calhar foi o negócio possível. O que é certo é que o fim do núcleo que tinham chegou. Vamos ver como corre este plano daqui para a frente.


(quanto às outras equipas envolvidas, os Raptors tiveram de se desfazer do promissor Ed Davis, mas levam o jogador que queriam, um com talento All Star, melhor que Davis e que será uma das peças à volta das quais vão reconstruir. Isso em troca de Davis e dum base em final de contrato é bem bom.

Os Pistons ficam com o apetecível contrato-a-expirar de Calderon, que podem - e pode ser esse o seu plano - usar para outra troca. Austin Daye tem sido uma desilusão e o veterano Prince não é uma peça para o futuro, por isso, para uma equipa em reconstrução, é um bom negócio.)