Qual será o próximo momento (e de quem) a entrar para a História?
5.6.13
4.6.13
E agora: Spurs x Heat
Depois do jogo 6, dissemos aqui que se os Heat queriam ganhar a negra e ir às Finais pela terceira vez consecutiva precisavam de:
"... fazer muito mais. Vão ter de reencontrar o ataque versátil e eficaz que tiveram ao longo da temporada, os atiradores vão ter de reencontrar a pontaria, vão ter de ser muito melhores nos bloqueios defensivos e não dar tantas segundas oportunidades e vão ter de defender como fizeram no jogo 5.
E, claro, Bosh e Wade não podem jogar como se fossem uns role players do fundo do banco (como dizia Sam Vincent na NBA TV, há outras formas de ajudar a equipa para além de marcar pontos. Se estão com dificuldades nos lançamentos, ajudem a equipa com ressaltos, defesa, assistências, trabalho sujo, qualquer coisa)."
E, claro, Bosh e Wade não podem jogar como se fossem uns role players do fundo do banco (como dizia Sam Vincent na NBA TV, há outras formas de ajudar a equipa para além de marcar pontos. Se estão com dificuldades nos lançamentos, ajudem a equipa com ressaltos, defesa, assistências, trabalho sujo, qualquer coisa)."
E foi isso mesmo que fizeram. LeBron fez mais um grande jogo e desta vez foi acompanhado por Wade, Bosh e companhia. Saltaram em cima dos Pacers desde o início, foram muito mais versáteis no ataque, rodaram a bola, os jogadores sem bola mantiveram-se sempre em movimento, a cortar e a abrir linhas de passe, defenderam bem o pick and roll na maioria do tempo (com agressividade e timing certo como no jogo 5), foram muito activos na defesa, fecharam as linhas de passe, fizeram 2x1 sempre que a bola entrava no interior, ajudaram, recuperaram. Os defesas dos Heat estavam em todo o lado e os Pacers nunca conseguiram manter qualquer regularidade no ataque.
Até fizeram mais. Se precisavam de equilibrar a luta nas tabelas para vencer, fizeram mais que isso e dominaram essa luta (43-36 em ressaltos, a favor dos Heat, com 15-8 em ressaltos ofensivos!). Wade atacou a tabela como nunca o tínhamos visto fazer nesta série (só ele teve quase tantos ressaltos ofensivos - 6! - como toda a equipa dos Pacers) e não só não deram muitas segundas oportunidades aos Pacers, como conseguiram muitas segundas oportunidades para si.
E não foram só Lebron e Wade. Na defesa foi um esforço colectivo e no ataque, tiveram contributos importantes de Allen (10 pts), Cole (8), Chalmers (7) e Andersen (7).
E foi essa a história do jogo. Uma história muito desequilibrada para o lado de Miami. Foi mesmo, depois de uma série tão renhida, um final anti-climático. Ao intervalo já pendia muito para o lado dos Heat; no fim do 3º período, os Pacers já estavam praticamente KO; e no 4º período foi apenas esperar pelo fim do jogo.
E agora, Spurs x Heat no duelo final pelo título:
E não foram só Lebron e Wade. Na defesa foi um esforço colectivo e no ataque, tiveram contributos importantes de Allen (10 pts), Cole (8), Chalmers (7) e Andersen (7).
E foi essa a história do jogo. Uma história muito desequilibrada para o lado de Miami. Foi mesmo, depois de uma série tão renhida, um final anti-climático. Ao intervalo já pendia muito para o lado dos Heat; no fim do 3º período, os Pacers já estavam praticamente KO; e no 4º período foi apenas esperar pelo fim do jogo.
E agora, Spurs x Heat no duelo final pelo título:
Quem ganha? E em quantos? Deixem aí as vossas previsões, que as nossas vêm já a seguir.
Top of the East
Já tínhamos o Best of the West. E agora já temos também o Top of the East:
E bem lá ao top foi LeBron James neste alley-oop, que até teve de encolher a cabeça para não bater com ela no cesto (minha mãe do céu!!!):
3.6.13
CONTRA-ATAQUE - Miami Cavaliers
Hoje todos os olhos estão postos em South Beach. Depois dos nossos bitaites sobre a série Heat x Pacers e o imperdível jogo 7 de mais logo, é a vez do Pedro Silva contra-atacar com a sua opinião sobre os mesmos:
Os Miami Cavaliers?
Os humanos (e os jornalistas, também) mudam de opinião como quem muda de fraldas, às vezes com razão, outras nem por isso. Em meia dúzia de dias, os Heat passaram de imbatíveis robôs numa marcha imparável a caminho do título para uma versão pós-moderna dos Cleveland Cavaliers de 2007, quando Lebron carregou sozinho uma equipa cujo segundo melhor jogador era um destes cavalheiros Ilgauskas/Varejão/Larry Hughes até às finais, antes de ser sweepado pelos... San Antonio Spurs, que esperam agora por oponente na final!
Se é verdade que estes Heat são infinitamente mais talentosos que aqueles Cavs (e têm o bónus importante de não serem treinados por Mike Brown), convém também que Wade e Bosh recuperem os seus poderes dos vilões do Space Jam, que parecem ter atacado sobretudo o veterano shooting guard, que ofensivamente está a contribuir menos que um cone laranja de treino.
Logo temos jogo 7, que é, afinal, aquilo que se quer numa série. Win or go home. O regresso após suspensão de Chris Andersen pode ser importante, já que um dos problemas mais complicados para Miami tem sido o potentíssimo jogo interior dos Pacers, quer a marcar pontos quer a ganhar ressaltos. Os Heat durante toda a época regular foram atrozes na luta das tabelas, sendo mesmo os últimos classificados na média de ressaltos por jogo em toda a liga (38.6 por jogo, enquanto os Pacers foram mesmo a melhor da NBA nesse aspecto, conquistando 45.9 a cada partida).
Miami já desafiava um pouco as leis do jogo com isto, visto que há muito que se estabeleceu, com lógica, que ressaltos são de grande importância no sucesso de uma equipa - ressaltos defensivos significam recuperações de bola, ressaltos ofensivos são novas oportunidades de atacar o cesto e marcar. As razões para os Heat sobreviverem terem o sucesso que têm apesar de serem a pior equipa em média de ressaltos são diversas - a equipa é eficiente no ataque (logo, menos oportunidades de ressalto) e consegue gerar muitos turnovers na sua defesa (logo, jogadas que não resultam em lançamento adversário e ainda dão contra-ataques para os próprios). O facto de a equipa jogar muitas vezes em small-ball, com Chris Bosh a poste e Lebron na posição quatro contribui também naturalmente para esta escassez de ressaltos.
Não é com certeza só pelos ressaltos que se explica a excelente prestação dos Pacers nesta série, mas para terem hipótese de vencer hoje em arena alheia, a equipa terá de se apoiar no seu jogo interior e "punir" os Heat, tirando-os da sua zona de conforto, sobretudo com Hibbert e David West a fazer a festa, sobretudo quando defendidos por Bosh.
Sou da opinião, possivelmente errada, como tantas outras na minha vida, que este match-up é especialmente incómodo (e perigoso) para Miami e em caso de sobreviveram a esta série, os Spurs, ainda que fortes, experientes e super-inteligentes, encaixam melhor no estilo dos Heat.
Até lá, bom jogo 7!
Pedro Silva
Autor do Na Desportiva
Escreve aqui às segundas
Heat x Pacers - A Negra
Hoje temos a segunda negra destes playoffs. Depois da série Bulls x Nets ter ido até ao sétimo jogo, Pacers e Heat decidem a passagem às Finais num escaldante e imperdível jogo 7 (à 1:30 em Portugal):
E escaldante é como toda a série tem sido. Jogos renhidos, boas exibições individuais, boas exibições colectivas (ora de uma equipa, ora de outra), algumas picardias dos dois lados (faz parte!), jogo muito físico e uma série do mais emocionante que temos tido nestes playoffs. Infelizmente, a discussão tem-se centrado na arbitragem.
Depois do jogo 6, todas as discussões centraram-se na jogada entre Hibbert e LeBron, onde foi marcada falta ofensiva ao jogador dos Heat. Podemos falar desse lance e podemos, com razão, dizer que a falta de James foi mal assinalada. Não era, de forma alguma, falta ofensiva de LeBron. Também não era falta de Hibbert. Ambos os jogadores saltaram na vertical e sim, há contacto, mas o melhor naquela situação era não assinalar falta a nenhum dos jogadores. No call was the best call.
Mas, independendentemente da falta mal assinalada a LeBron, não foi por isso que os Heat perderam esse jogo (perdiam por 9 pontos antes desse lance e, mesmo sem os lances livres das técnicas que se seguiram, continuariam atrás pelos mesmos 9, a 4 minutos do fim). Perderem por 20 a luta nas tabelas (53-33 em ressaltos, com 15-9 en ressaltos ofensivos), a defesa dos Pacers a limitá-los a 16 pontos no 3º período, LeBron a não ter ajuda do resto da equipa, Bosh e Wade a marcarem, juntos, 15 pontos (10 pts para Wade com 3-11 em lançamentos e 5 pontos para Bosh, com 1-8 em lançaments!), Haslem a não marcar qualquer ponto e nenhum jogador dos Heat, para além de Lebron, a marcar mais de 10 pontos, essas sim foram as razões pelas quais os Heat perderam.
A equipa de Miami foi um one man show e isso não chega para ganhar aos Pacers (como os Knicks aprenderam na série anterior). Se querem ganhar hoje, vão ter de fazer muito mais. Vão ter de reencontrar o ataque versátil e eficaz que tiveram ao longo da temporada, os atiradores vão ter de reencontrar a pontaria, vão ter de ser muito melhores nos bloqueios defensivos e não dar tantas segundas oportunidades e vão ter de defender como fizeram no jogo 5.
E, claro, Bosh e Wade não podem jogar como se fossem uns role players do fundo do banco (como dizia Sam Vincent na NBA TV, há outras formas de ajudar a equipa para além de marcar pontos. Se estão com dificuldades nos lançamentos, ajudem a equipa com ressaltos, defesa, assistências, trabalho sujo, qualquer coisa).
E, claro, Bosh e Wade não podem jogar como se fossem uns role players do fundo do banco (como dizia Sam Vincent na NBA TV, há outras formas de ajudar a equipa para além de marcar pontos. Se estão com dificuldades nos lançamentos, ajudem a equipa com ressaltos, defesa, assistências, trabalho sujo, qualquer coisa).
Más decisões da equipa de arbitragem tem havido para os dois lados e não é isso que tem decidido o resultado desta série. A produção das equipas (ou falta dela, dependendo dos jogos) tem decidido a série. E se os Heat querem marcar presença nas Finais pelo terceiro ano consecutivo vão ter de fazer muito melhor do que aquilo que fizeram no último jogo.
2.6.13
A despedida de Grant Hill
Um dos bons (e que, não fossem as lesões, podia ter sido um dos maiores) anunciou ontem em directo a sua retirada, ao fim de 19 anos de carreira:
Co-Rookie do Ano em 95; 22 pts, 8 res e 6 ast de média nas primeiras 6 temporadas (em Detroit); e depois, em 2000 (quando se mudou para Orlando, aos 28 anos e a atingir o auge da sua carreira), uma lesão muito grave no tornozelo que quase acabou com a sua carreira.
Os médicos disseram-lhe que poderia não voltar a jogar, mas Hill voltou (depois de três anos praticamente perdidos, em que jogou apenas 4, 14 e 29 jogos) e jogou ainda mais 10 anos (até aos 40 anos!), embora nunca mais fosse o mesmo jogador. Como diz ali o primeiro comentário no youtube, é pena que um vídeo a recordar a carreira de Grant Hill tenha apenas 2 minutos. Nunca vamos saber o que poderia ter sido. Foi um dos bons, podia ter sido um dos melhores:
(não me esqueci da emocionante e a escaldar série dos Heat e Pacers. Ontem tivemos mais um jogo picadinho, vamos para um jogo 7 completamente imperdível - o segundo ano consecutivo em que a Final do Este vai a jogo 7 - e há muito para falar sobre o jogo de ontem. Lá iremos no próximo post.)
1.6.13
Basketball Without Borders - NBA Youth Camp 2013
Parece que a NBA gostou de Portugal. Depois do NBA3X Tour ter passado por Lisboa nos dias 25 e 26 de Maio, em Agosto vamos ter o Basketball Without Borders no nosso cantinho à beira mar plantado.
Incluída na programação do evento, está a realização do NBA Youth Camp, um campo de treinos para rapazes e raparigas entre os 10 e os 18 anos, nos dias 16, 17 e 18 de Agosto, na Costa da Caparica.
Ainda não foram anunciados os nomes que nos vão visitar e que vão estar no campo, mas podemos adiantar que vamos ter a presença de quatro jogadores e quatro treinadores da NBA.
Quem quiser mais informações ou quiser inscrever-se e aproveitar a oportunidade de aprender uns moves com jogadores e treinadores da NBA, pode fazê-lo através dos números 964 021 881 - 961 062 525 - 916 294 275 ou pelo email carlosbarroca61@gmail.com
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