23.8.13

Fechados para balanço


E por "para balanço" entenda-se "deitado numa rede a baloiçar"! :) Porque estamos fechados para férias até ao final do mês.


Em Setembro regressamos com os nossos (já habituais) Boletins de Avaliação das 30 equipas e com uma surpresa.

Boas férias para quem estiver de férias (e bom trabalho para quem estiver a trabalhar!) e até já!

22.8.13

E a melhor equipa de sempre é...


Depois dos 4 dias de NBA no nosso país, é hora de regressarmos ao outro lado do Atlântico. Mas antes de irmos ao que tem acontecido por lá nos últimos tempos (não tem acontecido muito), vamos só terminar a recordação da História da liga. 

Depois de na semana passada termos percorrido, década a década, os (já mais de) 60 anos de existência da liga profissional americana na nossa série Era Uma Vez a NBA, fechamos hoje com a discussão sobre qual, de todas as que pisaram os campos da NBA nesses mais de 60 anos, foi a melhor equipa que a liga já conheceu:


E a melhor de sempre é...


Os Celtics dos anos 60? Os Sixers de 67? Os Lakers de 72? Os Celtics de 86? Os Lakers de 87? Os Bulls de 96? Qual foi afinal a melhor equipa de sempre? Todas elas foram dominadoras e excepcionais nas suas respectivas épocas e os números de cada uma delas dão argumentos para defender as suas candidaturas. 

Os Celtics dos anos 60, liderados por Bill Russel, ganharam 8 títulos consecutivos e foram dominadores como nenhuma equipa alguma vez foi. Os Sixers de 67, de Wilt Chamberlain, tiveram a segunda melhor marca de sempre na temporada regular (69-13) e foram a única equipa que bateu os Celtics nessa década. Os Lakers de 72 (Jerry West, Gail Goodrich e Wilt Chamberlain) detêm o recorde de mais vitórias consecutivas (33) numa temporada. Os Celtics de 86 ganharam 67 jogos e tinham 5 Hall of Famers (Bird, McHale, Parish, Dennis Johnson e Bill Walton). Os Lakers de 87 ganharam 65 jogos, tinham, para além de 3 Hall of Famers (Magic, Kareem e Worthy), um dos plantéis mais profundos de sempre (7 jogadores com mais de 10 pts de média) e em 100 jogos (incluindo os playoffs) só não chegaram aos 100 pontos em 7 deles (e em 3 desses marcaram 99). E os Bulls de 96 dominaram completamente aquele ano e são a única equipa que atingiu a marca das 70 vitórias (72-10). 

É sempre difícil comparar equipas de diferentes épocas e diferentes eras. Os números são a medida mais exacta e objectiva que temos para o fazer, mas será sempre uma medida imperfeita. Porque os números carecem sempre de interpretação e contextualização. 

As 70 vitórias dos Bulls, por exemplo, foram conseguidas numa era em que a NBA se expandiu e teve 6 novas equipas em 8 anos. Seria uma época em o talento estava mais disperso e a concorrência mais fraca? Os títulos dos Celtics nos anos 60 foram numa era em que a NBA tinha apenas 10 equipas e o talento estava mais concentrado. Mas também havia menos talento e o jogo estava ainda menos desenvolvido (em todos os desportos temos exemplos de recordes inatingíveis e resultados desnivelados em fases embrionárias da respectiva modalidade, i.e, quando todos ainda são mais ou menos basta ser bom para dominar). 

Por esta última razão, os Celtics e os Sixers dos anos 60 ficam de fora da corrida pelo primeiro lugar. Foram duas equipas excepcionais e vamos eternamente interrogar-nos como seriam se jogassem agora, mas o facto é que jogaram num tempo em que o basquetebol estava ainda a tornar-se no que é hoje.

Os Lakers de 72 já competiram numa era em que o basquetebol estava bastante desenvolvido e conseguir ganhar 33 jogos seguidos é um feito que lhes reserva um lugar na história. Mas foi ainda antes da fusão NBA-ABA e os maiores talentos do mundo estavam divididos pelas duas ligas.

Os Celtics e os Lakers dos anos 80 jogaram já na era moderna da NBA e numa liga onde estavam todos os melhores jogadores americanos (e logo, do mundo, pois os europeus e estrangeiros estavam a melhorar, mas ainda não eram do mesmo nível). E o facto de terem sido  contemporâneas foi o que impediu qualquer uma delas de dominar toda a década. Se os Lakers dos anos 80 não tivessem a concorrência dos Celtics (e vice-versa), quem sabe quantos títulos teriam ganho.

Os Celtics de 86 foram segundos na %Lançamento, primeiros na %Lançamentos sofridos, melhor equipa em ressaltos e segunda melhor nas assistências. E os Lakers de 87, depois do 65-17 na temporada regular, venceram os adversários nos playoffs por uma média de 11.4 pts. Duas equipas excepcionais na mesma era e duas equipas que ficam, respectivamente, com o terceiro e o segundo lugar no pódio das melhores de sempre. 


Mas o lugar mais alto do pódio terá de ir para os Bulls de 96. Com Harper, Jordan, Pippen, Rodman e Longley no cinco e Kukoc como sexto homem, dominaram nos dois lados do campo. Nessa temporada, tiveram a melhor defesa e o melhor ataque (primeiros em Off Rtg e Def Rtg), tiveram a melhor % Lançamento (50.8%), ganharam os jogos por uma média de 12.2 pts, ganharam a luta nas tabelas por uma média de 6.6 res, tiveram mais 5.4 ast e forçaram mais 2.8 to por jogo que os adversários. E claro, ganharam 72 jogos. E foram campeões. Foi uma época inigualável em termos estatísticos e memorável em qualquer termo.

A interpretação e contextualização dos números é a parte subjectiva que vai sempre dar horas e horas de discussão (o que é bom!). Mas é difícil argumentar contra estes números.

20.8.13

Muito prazer!



Nestes quatro dias de Basketball Without Borders tivemos também a oportunidade de conhecer alguns leitores do SeteVinteCinco, como o Jorge Duarte, o vencedor do nosso passatempo NBA Playoffs 2013, que posou para a foto comigo e com o seu prémio, o The Undisputed Guide to Pro Basketball History:


Parabéns mais uma vez, Jorge, e prazer em conhecer-te! E prazer em conhecer todos os seguidores do SeteVinteCinco com quem me cruzei nestes dias!

19.8.13

Basketball Without Borders - 4 dias totais de Basquetebol e de NBA


A nossa viagem aos Estados Unidos em Abril, na sequência da vitória no passatempo da Sport TV, e a oportunidade de assistir ao vivo a três jogos da NBA foi vivida como fã.
Como escrevemos na altura, "o jogador, o treinador e o comentador ficaram em casa e em Nova Iorque esteve o fã. Não estava a ver vídeo, não estava a parar o jogo à procura de como um jogador se libertou para um lançamento, não estava a pensar no sistema que a equipa x estava a usar no ataque ou como a equipa y estava a defender, não estava a dissecar a movimentação de um jogador, não estava a analisar o jogo (pronto, o máximo que é possível desligar isso e não pensar nisso quando vemos um jogo), estava apenas a desfrutar de cada momento passado naqueles pavilhões."


Aqui, nestes quatro dias de NBA em Portugal, foi diferente. Esteve o fã, claro, mas esteve também o profissional, o comentador e o treinador. Foram quatro dias de basquetebol vividos a todos os níveis. Esteve o profissional, porque estavámos lá com um trabalho para fazer e foram quatro dias de filmagens e entrevistas:



Esteve também o treinador, a assistir ao clinic de Jim Boylen e Patrick Hunt (que teve uma assistência extraordinária, com mais de 100 treinadores portugueses presentes! E não tenho fotos do dito porque estava a assistir, atento a todas as palavras e a tomar notas; estava numa aula e não tive tempo - nem preocupação - para fotos) e a aproveitar ao máximo a oportunidade de observar de perto, ao longo de todos estes dias, os treinadores (e jogadores) da NBA a dirigir treinos e a ensinar estes jovens jogadores:

(Fotos de Pedro Quedas)




(podem ver mais vídeos na minha página no YouTube)

E esteve também o comentador/repórter/blogger, que foi tentando partilhar com vocês a acção destes dias e tentando mostrar um bocadinho de como foi a quem não pôde estar presente. Para esses, aqui ficam mais algumas imagens dos dois últimos dias de BWB (podem algumas imagens dos dois primeiros dias aqui e aqui).

Depois do Sábado ter sido preenchido com jogos entre as equipas e com o clinic de treinadores ao final da tarde (como dissemos, não temos fotos, mas a nossa incansável equipa de reportagem - o André Simões e o Pedro Quedas - filmou e podem depois ver imagens do dito na reportagem do evento), o Domingo arrancou com jogos de 3x3 e com as eliminatórias do concurso de lançamentos de três pontos:


(foto Pedro Quedas)


E depois duma visita de Nate Robinson ao Youth Camp, ...




... tivemos, à tarde, o All Star Game, com os 20 melhores entre os 49 participantes no campo (e com uma bancada com bastante público):
(foto pedro Quedas)
E a final do concurso de três pontos, entre o italiano Federico Mussini e o macedónio Andrej Magdevski:

(foto pedro Quedas)
Final que foi ganha pelo italiano Federico Mussini, que com uma ronda quase perfeita de 10 em 12:


O dia terminou com a entrega de prémios, com o poste turco Akif Guven (16 anos e 2,11m!) a vencer o prémio de MVP do All Star Game e o base italiano a ganhar a distinção de MVP do campo:


E é claro que nestes quatro dias esteve também o fã, pois não só tive a oportunidade de conhecer os jogadores e trocar umas palavras com eles (alguns ídolos de infância, alguns jogadores que cresci a ver jogar e outros que têm feito as delícias dos fãs nos tempos recentes), ...



... como passei quatro dias a ver de perto todos estes treinadores e jogadores e ainda tive o privilégio de estar um bocado à conversa com Sam Perkins no barbecue de despedida e recordar com ele as Finais de 91 entre os seus (nossos) Lakers e os Bulls de Michael Jordan. Foram quatro dias inesquecíveis de basquetebol e de NBA, quatro dias de aprendizagem para este treinador e comentador e quatro dias de sonho para este fã incondicional!



(depois poderão ver o vídeo de todo o evento e todas as entrevistas que realizámos. Temos algumas horas de filmagens para seleccionar e editar, mas colocaremos tudo isso online brevemente)

16.8.13

Basketball Without Borders - dia 2


Mais algumas imagens do segundo dia de BWB em Almada:

na verdade, antes das imagens deste segundo dia, começamos pelo fim do primeiro, com umas imagens do draft. Depois do treino de observação durante o dia, os treinadores - os da NBA e os treinadores portugueses que também estão a participar no evento - juntaram-se no hotel ao final do dia de ontem para realizar um draft e escolher, entre os 50 jovens sub-18 de toda a Europa, as suas equipas (com  nomes de equipas da NBA, claro):

(o senhor a conduzir o draft é o director do campo, Marin Sedlacek, e podem ver, entre os presentes, Nate Robinson, Jack Sikma e Terry Porter, entre outros)


E agora sim, umas imagens do segundo dia:

O dia começou com palestra de Nate Robinson, a partilhar um pouco da sua experiência e dar alguns conselhos aos miúdos.



Nate falou-lhes da importância da liderança (seja pelas palavras, seja pelo exemplo) e da confiança entre colegas de equipa. E não se ficou só pelas palavras e participou na demonstração dum exercício de confiança:

(Nate, vendado, a ser guiado através dos obstáculos por um dos miúdos russos, enquanto todos os outros os tentam distrair)

Enquanto no pavilhão de Almada começavam os jogos entre as equipas formadas no draft do dia anterior, Nate e Boozer fizeram uma surpresa às meninas portuguesas e visitaram, ao final da manhã, o campo feminino:



E durante a tarde, enquanto continuavam os jogos entre Cavs, Bulls, Spurs e Wolves, tivemos a oportunidade de entrevistar o grande Sam Perkins:



E o senhor Carlos Boozer:


(vão poder ver depois as entrevistas na reportagem que estamos fazer de todo o evento)

No fim do dia, e quando todos abandonaram o pavilhão, Nate Robinson e Carlos Boozer ficaram lá, a treinar (no days off!):

(desculpem lá, só conseguimos filmar este bocadinho, mas o segurança já estava a correr com toda a gente, como podem ver)

E amanhã há mais! :)

15.8.13

Basketball Without Borders - dia 1


Algumas imagens do primeiro dia de BWB:

Dia que começou com Sam Perkins a partilhar a sua experiência de 17 anos na NBA e a dar conselhos aos 50 jovens de toda a Europa


E hoje foi dia para os meios de comunicação social, primeiro com a sessão de apresentação do evento...
... depois com entrevistas aos jogadores e treinadores. O grande canhoto dos Lakers, Mavs, Supersonics e Pacers, Sam Perkins, mais uma vez (a falar para A BolaTV).
E o pequeno grande Nate Robinson, a dar uma entrevista para O Jogo.
E a nossa equipa de reportagem, o Pedro Quedas e o André Simões, a entrevistar a vice-presidente da NBA,  Kim Bohuny.
Ainda houve tempo para terminar a manhã com jogos para observação dos 50 jogadores...

... e para Nate Robinson treinar o seu lançamento (com as duas mãos) antes de ir almoçar:


14.8.13

Ready, set, go!


Entre a preparação da reportagem do Basketball Without Borders e o meu trabalho (o oficial e que me paga as contas), não sobrou ontem tempo (nem hoje também) para o prometido artigo sobre os melhores canhotos de sempre na NBA. Não fica esquecido, mas vai ter de ficar para depois da visita das estrelas da NBA ao nosso país.

Porque a partir de hoje, e até Domingo, estamos em Almada, onde já está tudo pronto para os quatro dias de treino com os jogadores e treinadores da NBA:



Já sabem, até Domingo, podem acompanhar a acção diária do Basketball Without Borders aqui e na nossa página no Facebook