30.9.13

Equipamentos que gostávamos de ver


Como já devem ter ouvido, a NBA está a ponderar equipamentos com as alcunhas dos jogadores.
É claro que o potencial para o desastre é grande e vamos ter camisolas que não lembra ao diabo. Porque nem todos os jogadores têm alcunhas e há outros que têm alcunhas pessoais, que não são utilizadas pelo público e apenas pelos amigos e/ou família (ou por eles próprios). Podemos ter camisolas com coisas como "Swaggy P" (Nick Young) ou "Shaneo" (a escolha de Shane Battier, um daqueles que não é conhecido por alcunha nenhuma).

Mas, apesar disso, o potencial para umas camisolas memoráveis também é grande. Parece-nos, por isso, uma excelente ideia e só esperamos que não fique apenas pelos Heat e Nets e que todas as equipas tenham a oportunidade de fazer um jogo com equipamentos desses. Porque podemos ter umas muito boas. Estas são algumas das que mais queremos ver:





Eu sei que falta um H no fim, mas o personalizador da NBA Store tem um limite de 12 caracteres, por isso, imaginem com o H. 




29.9.13

Boletim de Avaliação - Orlando Magic


Depois de Hawks, Bobcats e Heat, mantemo-nos pela Florida para ver como correu o segundo verão da era pós-Dwight em Orlando:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - ORLANDO MAGIC

Saídas: Al Harrington, Beno Udrih, DeQuan Jones
Entradas: Jason Maxiell, Ronnie Price, Victor Oladipo (2ª escolha no draft), Romero Osby (51ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Jameer Nelson - Arron Afflalo - Tobias Harris - Glen Davis - Nikola Vucevic
Banco: E'Twaun Moore - Victor Oladipo - Maurice Harkless - Hedo Turkoglu - Andrew Nicholson - Jason Maxiell - Kyle O'Quinn
Treinador: Jacque Vaughn

Balanço: Os Magic estão em modo de reconstrução total. E ainda a dar os primeiros passos dessa reconstrução. E como a maioria de equipas nessa fase precoce de reconstrução, estão em modo de acumulação de peças. Têm muitos jogadores jovens (e alguns promissores, como Harris, Vucevic, Nicholson e Harkless), muitas peças para experimentar e ver quais vale a pena guardar e estão ainda a montar um núcleo à volta do qual construir. E neste verão foi isso que continuaram a fazer: juntar mais peças para esse puzzle. 

E levaram uma das mais promissoras, senão mesmo a mais promissora, deste draft. Victor Oladipo tem todos os sinais de alguém que pode tornar-se uma estrela: tem o atleticismo para isso e parece ter a vontade de trabalhar e melhorar que os melhores têm. Quando acabou o liceu, Oladipo nem sequer estava no top 100 dos jogadores desse ano e três anos depois, era o melhor shooting guard do país e candidato aos primeiros lugares do draft.

Oladipo melhorou a percentagem de lançamento em cada uma das três temporadas na Universidade de Indiana e ficou melhor jogador de ano para ano. Tem todas as ferramentas físicas para jogar ao mais alto nível e parece ter as ferramentas mentais para chegar lá. É o melhor defensor e o melhor atleta deste draft e parece ser dos mais trabalhadores e determinados. Os Magic podem ter aqui uma peça nuclear para o futuro.

Uma peça que querem transformar no futuro base da equipa. Já com Arron Afflalo para shooting guard (e com Jameer Nelson fora dos planos a longo prazo), os Magic querem adaptar Oladipo a point guard, à semelhança, por exemplo, do que fizeram os Thunder com Russell Westbrook. Se correr bem, têm backcourt para muitos anos.

Na free agency, deixaram sair dois dos jogadores mais caros do plantel (Udrih e Harrington) e foram buscar outros dois veteranos baratos para preencher o banco: Jason Maxiell e Ronnie Price. Libertam espaço salarial e ficam com duas peças para orientar os jovens e dar uns minutos de qualidade se for necessário (a prioridade é meter os jovens a jogar; Maxiell poderá jogar um pouco mais e Price é o 3º base e só deverá jogar se a experiência "Oladipo-a-base" correr mal.)

E é isso. Um verão tranquilo e de espera. Levam o jogador mais promissor do draft, a free agency não aqueceu nem arrefeceu (libertaram mais espaço salarial, mas ainda não é hora de gastar) e esperam para ver (e desenvolver) o que têm. Foi mais um pequeno passo no caminho da reconstrução.

Nota: 10

28.9.13

Boletim de Avaliação - Miami Heat


Prosseguindo com os nossos Boletins de Avaliação, depois de Hawks e Bobcats, vamos até à Florida ver o que os bi-campeões fizeram para atacar o threepeat:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - MIAMI HEAT

Saídas: Mike Miller, Juwan Howard, Josh Harrelson, Dexter Pittman, Terrel Harris
Entradas: Greg Oden, Michael Beasley, Roger Mason
Cinco Inicial: Mario Chalmers - Dwyane Wade - LeBron James - Udonis Haslem - Chris Bosh
Banco: Norris Cole - Ray Allen - Shane Battier - Michael Beasley - Rashard Lewis - Chris Andersen - Joel Anthony - Greg Oden
Treinador: Erik Spoelstra

Balanço: Os Heat não precisavam de fazer muita coisa nesta offseason. Afinal, já eram a melhor equipa da liga e podiam não fazer nada que continuavam a ser a equipa a abater. Têm o melhor jogador do mundo, dois All Stars ao seu lado e atiradores e role players à volta desse trio. Uma receita que lhes deu o título nas duas últimas temporadas.

É claro que nunca é demais tentar melhorar e, com muitos dos seus concorrentes a reforçarem-se, os Heat  podiam e deviam tentar fazer os retoques e melhorias que conseguissem. Não tinham, no entanto, muita margem de manobra para o fazer. O núcleo da equipa está mais que estabelecido e, com uma folha de vencimentos acima do tecto salarial, só tinham contratos mínimos para tentar reforçar a equipa.

Por isso, a primeira mudança que fizeram foi amnistiar Mike Miller para poupar na luxury tax e ganhar algum espaço para outros jogadores. Miller foi uma peça importante nas duas Finais que venceram, mas com Battier e Allen a poderem fazer o seu papel, acharam que o preço para o manter era elevado demais.

Deixaram-no então sair e concentraram as suas atenções em reforçar o ponto mais fraco da equipa: o jogo interior. Para tal, renovaram com Chris Andersen e contrataram Greg Oden.

A renovação de Andersen era uma decisão esperada e que faz todo o sentido. Como vimos na última temporada, Andersen dá uma ajuda importante nas tabelas (ressaltos e defesa) e dá-lhes um finalizador nas zonas perto do cesto. No ano passado, quando LeBron e Wade penetravam, vimos muitas Andersen a cortar para o cesto, nas costas dos seus defensores e a receber assistências daqueles dois, e os Heat não têm mais outro jogador que faça isso tão bem.

E depois rolaram os dados em Greg Oden, outro jogador que pode dar um contributo muito importante no interior. Oden é um risco ambulante, mas pelo custo da aposta (um salário mínimo) e pela potencial recompensa, é uma aposta que vale  totalmente a pena e é uma decisão com tudo a ganhar para ambas as partes.

Como dissemos quando Oden anunciou que tinha escolhido os Heat para tentar o regresso à competição, "estar numa equipa onde vai ter um papel muito bem definido (essencialmente, ressaltar e proteger o cesto, com a possibilidade de dar também uma perninha no ataque interior; um papel semelhante ao de Chris Andersen) e onde poderá regressar aos poucos é a escolha mais acertada. 

Nos Heat, como lhe disse Erik Spoelstra, não precisarão tanto dele na temporada regular e é nos playoffs (quando tiverem séries inteiras contra frontcourts mais poderosos como o dos Pacers e Nets) que precisarão da ajuda dele. Por isso, vai ter tempo para se adaptar e regressar lentamente à forma e ao ritmo de competição. Poderá começar a jogar 10-15 minutos por jogo no início da temporada, passar depois para uns 20 minutos e chegar aos playoffs pronto para jogar uns 25 minutos (se tal fôr necessário). E com a necessidade clara que os Heat têm de um jogador para a defesa interior, Oden tem a possibilidade de se concentrar naquilo que é melhor e dar um contributo importante numa equipa que luta pelo título.

E a questão que se falava de escolher uma equipa menos mediática ou com objectivos mais modestos onde existisse menos pressão neste seu regresso, é uma falsa questão. Oden iria ser escrutinado e iria ter todas as atenções em cima de si e da sua tentativa de voltar a jogar, independentemente da equipa que escolhesse. Todos os olhos iam (e vão) estar postos nele de qualquer maneira, por isso, mais valia escolher a melhor equipa possível.

Para os Heat, contratá-lo pelo salário mínimo é uma aposta de baixo ou nenhum risco. Se Oden não regressar à forma ou se os seus joelhos não aguentarem, o dinheiro investido foi mínimo e ficam com a mesma equipa que têm agora (que já é muito boa). Se Oden jogar um terço daquilo que era capaz, será um grande reforço para o ponto menos forte da equipa e um jogador capaz de equilibrar a luta no interior com os referidos frontcourts de Nets, Pacers e afins. Portanto, tudo a ganhar para a equipa de Miami."


Para terminar, rolaram ainda os dados noutro jogador de risco: Michael Beasley. Beasley teve os melhores anos da sua carreira em Miami e tem uma nova (uma última?) oportunidade para mostrar que pode ser um jogador fiável. E numa equipa veterana e estabelecida como esta é um bom lugar para o tentar. Se não conseguir aqui, não vai conseguir em mais lado nenhum. Para além disso, com um contrato não-garantido, a aposta do lado dos Heat não tem qualquer risco.

Não fizeram muita coisa, mas também não precisavam. Só precisavam de manter a equipa que tinham (ou não piorá-la) e se conseguissem melhorar alguma coisa, melhor ainda. Oden e Beasley não são apostas seguras para tornar a equipa melhor, mas ambos podem dar um grande contributo. E é isso que os Heat levam desta offseason: a possibilidade de serem ainda melhores. Se nenhum daqueles dois resultar, não perdem nada e ficam na mesma. E na mesma é "muito bons".

Nota: 12

26.9.13

Hoje é dia de festa!


"SeteVinteCinco... for three... got it!!!"
Hoje é dia de festa! O SeteVinteCinco faz 3 anos! 



25.9.13

Boletim de Avaliação - Charlotte Bobcats


Falávamos das botas de Jordan no último post e continuando pela Southeast Division, depois dos Hawks, vamos até à equipa do melhor de todos os tempos. Uma equipa que, ao contrário do seu dono, tem sido a pior da liga nos últimos anos. Mas este ano parece que finalmente se vai despedir desse lugar:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - CHARLOTTE BOBCATS

Saídas: Tyrus Thomas, Byron Mullens, Reggie Williams, DeSagana Diop, Matt Carroll, Hakim Warrick
Entradas: Al Jefferson, Anthony Tolliver, Cody Zeller (4ª escolha no draft), James Southerland (undrafted)
Cinco Inicial: Kemba Walker - Gerald Henderson - Michael Kidd-Gilchrist - Cody Zeller - Al Jefferson
Banco: Ramon Sessions - Ben Gordon - Jeffery Taylor - Anthony Tolliver - Josh McRoberts -  Bismack Byombo
Treinador: saiu Mike Dunlap, entrou Steve Clifford

Balanço: Os Bobcats têm sido um caso de mediocridade nos últimos anos e um exemplo de como a estratégia de fazer tanking e reconstruir apenas pelo draft pode correr mal. Apesar de ter escolhas altas no draft ano após ano, a equipa de Charlotte tem acertado sempre ao lado e não foi capaz de transformar essas escolhas em estrelas (Adam Morrison, Sean May, Brandan Wright, DJ Augustin são alguns dos nomes que escolheram; à excepção de May, 13ª, sempre no top 10).

Só nos últimos dois anos é que começaram a acertar em jogadores para fazer um núcleo decente de jovens para desenvolver (Kemba Walker, Bismack Byombo, Michael Kidd-Gilchrist). Este ano vamos ver se voltaram a acertar. Apesar das dúvidas que pendem sobre a defesa e a (falta de) agressividade para lutar nas tabelas da NBA, Cody Zeller é um dos power forwards/postes mais inteligentes desta colheita de 2013, é coordenado, tem uma boa técnica, um bom lançamento de meia distância e bons movimentos a poste baixo. Se tudo correr bem e ganhar músculo, pode ser que justifique as comparaçoes com LaMarcus Aldridge. As perspectivas são boas e os Bobcats podem ter mais um jovem para o núcleo da equipa.

Com esse núcleo, decidiram que era tempo de se deixarem de tanking e fazer alguma coisa para sair do fundo da tabela. Livraram-se dos contratos pouco amigáveis de DeSagana Diop (expirou) e Tyrus Thomas (aministiado) e libertaram bastante espaço salarial para acrescentar peças mais veteranas a esse núcleo.

Renovaram com Gerald Henderson (num óptimo contrato de 18 milhões por 3 anos) e contrataram um dos melhores jogadores interiores disponíveis na free agency, Al Jefferson (num contrato nem de perto nem de longe tão bom - 41 milhões por 3 anos -, mas é esse o preço a pagar para convencer um free agent de topo a assinar por eles). Para a rotação, renovaram com Josh McRoberts e contrataram também Anthony Tolliver.

E para variar, no que já é uma tradição anual em Charlotte, contrataram um novo treinador. Será que é desta que ficam com um treinador mais que uma temporada? Essa é a maior dúvida desta offseason e vamos ver como corre a aposta no rookie Steve Clifford.

Mas, para variar, foi uma offseason positiva para os Bobcats, que fizeram boas adições a um núcleo jovem e com potencial.

Já era hora de se deixarem de tanking e fazerem alguma coisa para sair do buraco. E este ano vão sair. Ainda é o primeiro passo e os playoffs ainda devem estar fora do alcance, mas vão ser bem melhores que nas temporadas passadas. Já é qualquer coisa. E qualquer coisa é melhor do que antes.

Nota: 12

24.9.13

It's gotta be the shoes


Se não têm pais ricos (e acho que falar com o BES não vos vai servir de muito), têm até Dezembro para tentar a sorte no Euromilhões e ver se conseguem dinheiro para comprar as botas que Michael Jordan usou no imortal Flu Game.


No final desse inesquecível jogo, Jordan assinou e ofereceu as botas a um dos apanha-bolas dos Jazz e o rapaz (agora já crescido) decidiu descobrir quanto é que elas valem 15 anos depois. E assim, as botas vão ser leiloadas em Dezembro pela Grey Flannel. Querem fazer uma vaquinha?

23.9.13

Fantasy League SeteVinteCinco 2013-14


A nossa Fantasy League tem sido um sucesso de participação. Depois de três ligas e 60 inscrições no primeiro ano, tivemos 200 participações e 10 ligas no ano passado. Mas devido a esse sucesso o trabalho de gestão da Fantasy League também aumentou proporcionalmente.


Sei como muitos de vocês gostam de participar em jogos de fantasy e gostava muito de manter o nosso.  Mas quero manter (e vocês merecem) uma competição de qualidade. E isso exige mais tempo do que aquele que tenho disponível. Entre o meu trabalho e o trabalho de escrita aqui no blogue não me sobra disponibilidade para administrar a liga a "tempo inteiro". 

O tamanho da liga exige a dedicação "exclusiva" de alguém a essa tarefa, por isso, alguém quer ajudar? Há algum voluntário para administrar a nossa Fantasy League?