9.10.13

Boletim de Avaliação - Houston Rockets


Desculpem a ausência nos últimos dias (já tinham saudades minhas?), mas, como disse no post anterior, o trabalho apertou e não sobrou tempo nenhum para escrever mais Boletins de Avaliação. Mas cá estamos de novo e, depois dos Mavs, continuamos pelo Texas e pela equipa que teve uma das melhores offseasons do ano:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - HOUSTON ROCKETS

Saídas: Thomas Robinson, Carlos Delfino, Royce White, Tim Ohlbrecht
Entradas: Dwight Howard, Ronnie Brewer, Omri Casspi, Marcus Camby, Reggie Williams, Isaiah Canaan (34ª escolha no draft), Robert Covington (undrafted) 
Cinco Inicial: Jeremy Lin - James Harden - Chandler Parsons - Omer Asik - Dwight Howard
Banco: Patrick Beverley - Aaron Brooks - Francisco Garcia - Ronnie Brewer - Omri Casspi - Donatas Motiejunas - Marcus Camby
Treinador: Kevin McHale

Balanço: Escusado será dizer que foi um excelente verão para os lados de Houston. Como normalmente é o caso quando se consegue contratar o jogador mais desejado do ano e um dos melhores jogadores da NBA. Dwight Howard era, de longe, o melhor free agent deste ano e os Rockets, só com essa contratação, são os maiores vencedores desta offseason (como afirmámos logo na altura que Howard anunciou a sua decisão).

Howard é o melhor poste da NBA, um jogador do top 5 (top 3?) da liga e um daqueles (poucos) jogadores capazes de mudar o destino duma equipa. Num ano mau nos Lakers (um ano em que, primeiro a recuperar da cirurgia às costas e depois com um músculo do ombro rasgado, nunca esteve a 100% e nunca esteve confortável e motivado a jogar ao lado de Kobe Bryant e sob as ordens de Mike D'Antoni), liderou a liga em ressaltos e terminou a temporada com uns muito bons 17.1 pts, 12.4 res e 2.4 dl!

E contratar Howard era o plano A, B e C dos Rockets. Desde que contrataram James Harden que o plano do general manager Daryl Morey era conseguir outra estrela para fazer parelha com o barbudo shooting guard. E Howard era o alvo desde então (e já o tinham tentado quando ele saiu dos Magic).

Arranjaram o espaço salarial que precisavam (durante a temporada, trocaram Marcus Morris e Patrick Patterson e, já na offseason, trocaram Robinson e dispensaram Delfino para arranjar mais espaço; Aaron Brooks também foi cortado para o efeito e depois recontratado por menos) e conseguiram convencer Howard a juntar-se a eles. E tudo isto sem perder nenhum dos jogadores principais.

Ficam com um núcleo jovem e para ser candidato no Oeste nos próximos anos. E para complementar esse núcleo de Lin - Harden - Parsons - Howard contrataram (e/ou renovaram) uns quantos veteranos com contratos baratos. Contrataram Marcus Camby, Ronnie Brewer e Omri Casspi e renovaram com Aaron Brooks e Francisco Garcia.

A única dor de cabeça que esta offseason lhes trouxe é o que fazer com Asik. Para já, fizeram bem  em mantê-lo (até aparecer um bom negócio, para usar como suplente ou mesmo para jogar ao lado de Howard), mas encaixar Asik e Howard na mesma equipa não só será dificil, como é um desperdício dos talentos de Asik e de dinheiro do Rockets (agora com Howard não precisam de outro poste tão caro).

Asik poderá ser o "power forward" titular, mas não veremos os dois juntos em campo muito tempo. Donatas Motiejunas deverá fazer mais minutos como power forward aberto, para deixar o meio livre para Howard e para as penetrações de Harden. Asik poderá começar os jogos e ser o power forward no papel (e será, em último caso, um fantástico poste suplente), mas isso, como já dissemos é um desperdicio de talento e dinheiro.

Por isso, Asik é um dos principais candidatos a uma troca durante a temporada. E embora o seu contrato grande não torne a troca fácil, os Rockets podem conseguir mais alguma boa peça para juntar à equipa (e uma que encaixe melhor neste puzzle).

Apesar desse pequeno problema para resolver (e ter opções pode não ser uma má dor de cabeça), os fãs e dirigentes dos Rockets não podiam estar mais contentes por esta offseason. E com razão.

Nota: 18

7.10.13

A luta continua


Enquanto os jogadores da NBA regressam à luta, eu ando numa luta de trabalho (aka noitadas seguidas) e não tenho conseguido escrever mais Boletins de Avaliação. Mas amanhã ou depois voltamos a essa luta. Até já!


5.10.13

Boletim de Avaliação - Dallas Mavericks


Uma conferência já está, vamos à outra. E começamos a avaliação das equipas do Oeste pela Southwest Division e pelos Mavs, que voltaram a fazer uma revolução no plantel:




BOLETIM DE AVALIAÇÃO - DALLAS MAVERICKS

Saídas: OJ Mayo, Darren Collison, Chris Kaman, Elton Brand, Jared Cunningham, Mike James, Anthony Morrow, Rodrigue Beaubois
Entradas: Jose Calderon, Monta Ellis, Samuel Dalembert, Devin Harris, DeJuan Blair, Wayne Ellington, Shane Larkin (18ª escolha no draft), Ricky Ledo (43ª escolha no draft), Gal Mekel
Cinco Inicial: Jose Calderon - Monta Ellis - Shawn Marion - Dirk Nowitzki - Samuel Dalembert
Banco: Devin Harris - Wayne Ellington - Vince Carter - Brandan Wright - DeJuan Blair - Bernard James
Treinador: Rick Carlisle

Balanço: Depois de duas temporadas com equipas provisórias e contratos de um ano para manter o máximo de espaço salarial e tentar contratar uma estrela na free agency, os Mavs mudaram de plano.

Mark Cuban desmantelou a equipa campeã em 2011 para tentar pescar um peixe grande e, depois de não apanhar nenhum dois anos seguidos (em 2012, tentaram - e falharam - Deron Williams; e este ano tentaram - e voltaram a falhar - Chris Paul e Dwight Howard), decidiu começar a montar uma equipa com mais prazo de validade.

É claro que esse plano só entrou em cena depois do plano A falhar. O grande objectivo da offseason era contratar Dwight Howard, mas como Howard escolheu outra equipa do Texas, os Mavs foram para o plano B. Um plano B mais a longo prazo que os planos B dos anos anteriores.

Deixaram sair quase todos os seus free agents e remodelaram completamente a equipa. Um novo backcourt: Monta Ellis (3 anos/25 milhões) e Jose Calderon (4 anos/28 milhões). E um novo poste: Samuel Dalembert (2 anos/7,5 milhões).

Um backcourt novo e melhor que o anterior: Calderon comandará e organizará o ataque muito melhor que Collison e Ellis é uma arma ofensiva para complementar Nowitzki. Com Calderon a bola chegará as mãos de Nowitzki mais e melhor. Na defesa é que pode ser um problema, pois nenhum daqueles dois é propriamente um especialista defensivo. Mas também não deverão ser piores (ou muito piores) que Collison e Mayo e no ataque deverão ser bastante melhores.

Para além disso, ainda contrataram Devin Harris (1 ano/ 1,3 milhões) e Wayne Ellington (2 anos/5 milhões) e ficam com um bom backcourt suplente e uma boa rotação de bases (onde ainda têm os rookies Gal Mekel e Shane Larkin).

Depois, como defesa e ressaltos eram dois dos pontos fracos da equipa, escolheram um poste que é especialista nas duas coisas. E, para a rotação interior, renovaram com Brandan Wright e Bernard James e contrataram DeJuan Blair (que deverá ter um papel maior que nos Spurs).

Esta mudança de planos e a opção por comprometerem-se com contratos mais longos (embora não muito longos, a 2 e 3 anos) também aconteceu porque os 20 milhões de Nowitzki e os 9 milhões de Marion saem da folha salarial no fim desta temporada. Nowitzki acaba o contrato este ano e deve renovar por muito menos. Vince Carter e Shawn Marion também terminam os contratos e se renovarem será também por bastante menos (ou entao saem e os Mavs vão buscar outros jogadores).

Por isso, têm muito espaço salarial na próxima free agency. E foi por isso que Mark Cuban avançou para uma equipa mais definitiva. Porque ficaram com uma base mais estável e ainda com flexibilidade para a reforçar mais tarde. Ficam com um núcleo de equipa por mais anos sem comprometer o espaço salarial e sem perder a flexibilidade no futuro. E para o ano vão ter espaço para, mais uma vez, ir atrás de um free agent de topo.

Os Mavs voltaram a falhar no plano A, mas desta vez o plano B foi melhor. E embora esta não seja equipa para lutar pelo título, ficaram com melhor equipa que no ano passado. E pro ano voltam a atacar a free agency. Ficaram melhores no presente e em melhor posição para o futuro. 

Nota: 12

Quem sabe nunca esquece


Chris Mullin, que fez 50 anos em Julho (e é quinto na nossa lista dos melhores canhotos de sempre) mostra aos jovens Kings como se faz:


4.10.13

Vencedores PASSATEMPO 3+1



Já temos os nomes dos vencedores do Passatempo 3+1. E eles são:

- bola autografada por Sam Perkins: FRANCISCO SOUSA

- bola autografada por Terry Porter: JOANA BELEZA

- Boné autografado por Nate Robinson: TIAGO SILVA


Obrigado a todos pela participação e Parabéns aos vencedores!


3.10.13

Boletim de Avaliação - Washington Wizards


Retomando os Boletins de Avaliação, chegamos hoje ao fim da Southeast Division e da conferência Este. Depois de Hawks, Bobcats, Heat e Magic, para terminar a volta pelo leste da liga, vamos até à capital dos Estados Unidos, onde os Wizards tentam regressar a melhores dias:


BOLETIM DE AVALIAÇÃO - WASHINGTON WIZARDS

Saídas: AJ Price, Cartier Martin 
Entradas: Eric Maynor, Al Harrington, Otto Porter (3ª escolha no draft), Glen Rice Jr. (35ª escolha no draft)
Cinco Inicial: John Wall - Bradley Beal - Trevor Ariza - Nene - Emeka Okafor
Banco: Eric Maynor - Martell Webster - Otto Porter - Jan Vesely - Al Harrington - Trevor Booker - Kevin Seraphin
Treinador: Randy Wittman

Balanço: Em 2012-13, os Wizards tiveram duas metades de temporada distintas. A primeira, de Outubro a Janeiro, sem John Wall, onde foram o pior ataque da liga e uma equipa péssima (5-28 nos primeiros 33 jogos). A segunda, a partir de Janeiro, com John Wall, onde melhoraram bastante no ataque e tiveram quase um recorde positivo (24-25).

Com a lesão prolongada de Wall e lesões (menos prolongadas, mas que os obrigaram a perder vários jogos ao longo da temporada) de Nene, Ariza e Beal, os Wizards nunca tiveram a equipa toda disponível. Por isso, este ano não mexeram muito na equipa e decidiram dar uma hipótese a um plantel que não teve uma temporada completa para mostrar do que era capaz.

Bem, na verdade, também não tinham grande escolha. Trevor Ariza e Emeka Okafor tinham player options no seu último ano de contrato e activaram-nas. Por isso, esses dois veteranos com contratos chorudos escolheram ficar na equipa e os Wizards têm de esperar mais um ano, pelo menos, para ter muito espaço salarial e atacar a free agency.

Para já, enquanto esperam por esse passo, renovaram com um dos jovens pilares para o futuro, John Wall (5 anos/80 milhões), e com dois bons (e ainda jovens) role players, Martell Webster e Garrett Temple.

As únicas saídas foram dois jogadores pouco (AJ Price) ou nada (Cartier Martin) utilizados e fizeram duas boas contratações para o banco. Para render John Wall, contrataram Eric Maynor (num óptimo negócio de 4 milhões por 2 anos) e para a profundidade e versatilidade do jogo interior, Al Harrington.

No draft, seleccionaram Otto Porter, que, se correr como esperado, é mais uma peça para o núcleo e o small forward da equipa para o futuro, e Glen Rice Jr, que pode ser um bom role player (um atirador). Duas boas adições ao grupo de jovens da equipa.

Por isso, por vontade deles ou não (e enquanto esperam que os contratos de Ariza e Okafor expirem), o plano é retirar o melhor desta equipa enquanto desenvolvem (e também para desenvolver) os jovens. Para já, é continuar a desenvolver esse núcleo (Wall, Beal, Porter, Seraphin) com bons veteranos ao seu lado para os ajudar nesse desenvolvimento e levar a equipa um patamar acima (o que também é necessário para a evolução dos jovens). E sem lesões, o patamar dos playoffs pode estar ao seu alcance.

Nota: 10

2.10.13

Mais equipamentos que gostávamos de ver


Falávamos no último post da ideia de fazer equipamentos com as alcunhas dos jogadores e de algumas das camisolas que gostávamos de ver. Pois a ideia podia não ficar por aí e podiam também estendê-la a jogadores do passado. Estas eram algumas das que gostávamos de ver: