Podem adorar ou detestar os Heat, podem ou não ter ficado contentes com o seu título, mas numa coisa penso que todos concordam: estas imagens das Finais do ano passado (e daqueles momentos dramáticos do jogo 6 e 7) projetadas no próprio piso de jogo foi um momento espectacular na cerimónia de entrega dos anéis de ontem à noite:
30.10.13
29.10.13
Boletim de Avaliação - Phoenix Suns
Enquanto esperamos pela bola ao ar na temporada, continuamos com as nossas avaliações (já só faltam duas!) e depois de Warriors, Clippers e Lakers, seguimos para o Arizona, para ver como corre a reconstrução em Phoenix:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - PHOENIX SUNS
Saídas: Luis Scola, Marcin Gortat, Jared Dudley, Michael Beasley, Wesley Johnson, Jermaine O'Neal, Shannon Beown, Kendall Marshall, Malcolm Lee, Hammed Haddadi
Entradas: Eric Bledsoe, Emeka Okafor, Gerald Green, Miles Plumlee, Ish Smith, Viacheslav Kravtsov, Alex Len (5ª escolha no draft), Archie Goodwin (29ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Goran Dragic - Eric Bledsoe - PJ Tucker - Markieff Morris - Alex Len
Banco: Ish Smith - Archie Goodwin - Dionte Christmas - Gerald Green - Marcus Morris - Channing Frye - Miles Plumlee - Emeka Okafor
Treinador: saiu Lindsey Hunter, entrou Jeff Jornacek
Balanço: Este foi o verão da mudança em Phoenix. Mudaram o general manager (saiu Lance Banks, entrou Tim McDonough), mudaram o treinador (saiu o interino Lindsey Hunter, entrou Jeff Hornacek) e mudaram o plano.
E juntem os Suns à lista de equipas (como os Sixers e os Jazz) que decidiram implodir o seu plantel e recomeçar do zero.
Verdade seja dita, estava na hora de mudar de plano. No ano passado, tentaram reconstruir pela free agency e gastaram bastante dinheiro em jogadores medianos (Michael Beasley, Wesley Johnson). Pagaram demais para ficar apenas com uma equipa mediana e com a qual não iam a lado nenhum nos tempos mais próximos.
Este ano, foram capazes de reconhecer isso e começar de novo. Mandaram embora (ou deixaram sair) quase uma equipa inteira e livraram-se de todos os contratos duvidosos que tinham feito. Conseguiram em Eric Bledsoe uma peça promissora para começar a reconstrução e, no draft, arriscaram em Alex Len.
O poste ucraniano tem potencial, é um jogador com bons fundamentos, mas ainda em bruto (e com duas lesões recentes nos tornozelos). Como a própria equipa dos Suns, é um projecto. Dependendo de como se desenvolva, pode ser uma aposta ganha ou perdida. Mas o potencial está lá.
E podem ter sacado uma pérola em Archie Goodwin. O shooting guard mostrou na Summer League que pode ser um bom marcador de pontos, é ainda muito novo (19 anos) e, se desenvolver os outros aspectos do seu jogo, pode ser um diamante em bruto.
Ao contrário, por exemplo, dos Jazz, que partem já com uma boa base para desenvolver, os Suns ainda têm de construir essa base. Para já, têm uma boa peça para começar (Bledsoe), duas peças que podem ser boas (Len e Goodwin), alguns jogadores jovens com potencial (não de jogadores principais, mas de bons role players e jogadores úteis, pelo menos) e, como todas as equipas na sua situação desejam, muito espaço salarial e muitas escolhas no draft. Mas o trabalho está (quase) todo por fazer. Esta offseason foi apenas a primeira pedra.
Este ano, foram capazes de reconhecer isso e começar de novo. Mandaram embora (ou deixaram sair) quase uma equipa inteira e livraram-se de todos os contratos duvidosos que tinham feito. Conseguiram em Eric Bledsoe uma peça promissora para começar a reconstrução e, no draft, arriscaram em Alex Len.
O poste ucraniano tem potencial, é um jogador com bons fundamentos, mas ainda em bruto (e com duas lesões recentes nos tornozelos). Como a própria equipa dos Suns, é um projecto. Dependendo de como se desenvolva, pode ser uma aposta ganha ou perdida. Mas o potencial está lá.
E podem ter sacado uma pérola em Archie Goodwin. O shooting guard mostrou na Summer League que pode ser um bom marcador de pontos, é ainda muito novo (19 anos) e, se desenvolver os outros aspectos do seu jogo, pode ser um diamante em bruto.
Ao contrário, por exemplo, dos Jazz, que partem já com uma boa base para desenvolver, os Suns ainda têm de construir essa base. Para já, têm uma boa peça para começar (Bledsoe), duas peças que podem ser boas (Len e Goodwin), alguns jogadores jovens com potencial (não de jogadores principais, mas de bons role players e jogadores úteis, pelo menos) e, como todas as equipas na sua situação desejam, muito espaço salarial e muitas escolhas no draft. Mas o trabalho está (quase) todo por fazer. Esta offseason foi apenas a primeira pedra.
Esta temporada vão rivalizar com os Sixers pelo título de pior equipa. Vão ser muito maus. Vamos ver se para ser bons no futuro. Por Bledsoe e pelas possibilidades com que ficam no futuro, levam uma nota positiva. Para o resto, vamos ter de esperar para ver.
Nota: 10
NBA à borla
Hoje temos bola ao ar na temporada. E como habitualmente, o League Pass é gratuito na primeira semana. Por isso, até dia 5, é aproveitar!
27.10.13
Boletim de Avaliação - Los Angeles Lakers
Depois da Doc City dos Clippers, passamos para os fraternais e conterrâneos rivais, que viveram um verão inédito na história da equipa:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - LOS ANGELES LAKERS
Saídas: Dwight Howard, Metta World Peace (amnistiado), Antawn Jamison, Earl Clark, Chris Duhon, Andrew Goudelock, Devin Ebanks
Entradas: Chris Kaman, Nick Young, Wesley Johnson, Jordan Farmar, Xavier Henry, Elias Harris, Ryan Kelly (48ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Steve Nash - Kobe Bryant - Nick Young - Pau Gasol - Chris Kaman
Banco: Jordan Farmar - Steve Blake - Jodie Meeks - Xavier Henry - Wesley Johnson - Jordan Hill - Robert Sacre
Treinador: Mike D'Antoni
Balanço: Nunca os Lakers tinham tido de pedir a um free agent para ficar e nunca um free agent no auge da carreira tinha escolhido sair de Los Angeles. Normalmente acontece o inverso, mas isso mostra a dimensão do desastre que foi a última temporada.
E nem precisamos de passar ao resto da lista das saídas. Basta esse primeiro nome para o verão ter sido mau. Quando se perde um jogador do top 5 da liga normalmente é.
Como escrevemos em Julho, "Dwight Howard era o plano dos Lakers para o presente e para o futuro." E o que escrevemos nessa altura não se alterou e resume a offseason dos Lakers:
"A equipa de Los Angeles só tinha um plano: renovar com Dwight Howard. O prestes-a-tornar-se-Rocket era uma solução dupla e o plano dos Lakers para o presente e para o futuro: com ele, tinham equipa para, no imediato, fazer uma última tentativa de ganhar o título com este grupo e, ao mesmo tempo, tinham um jogador para, depois de 2013-14 (quando os contratos de Gasol e Kobe expiram), construir uma nova equipa à sua volta.
E no futuro, não têm escolhas na 1ª ronda do draft até 2017 (trocaram-nas todas e 2014 é o único dos próximos anos em que mantém uma escolha) e a reconstrução por essa via é impossível. Resta-lhes a free agency e depositar as suas esperanças no próximo Verão, quando LeBron James e Carmelo Anthony (e Wade e Bosh) podem ser free agents. Mas é um grande "se" (Carmelo e LeBron têm um ano de opção e podem tornar-se free agents, mas também podem escolher não activar e continuar nos contratos em que estão. E se no caso de Carmelo até é possível que queira testar o mercado, no de LeBron parece-nos muito difícil que ele tenha alguma razão para sair da situação em que está em Miami). E o resto da lista de free agents desse ano (Luol Deng, Ray Allen, Nowitzki, Paul Pierce, Bogut, Granger) não são jogadores para o futuro.
Como escrevemos em Julho, "Dwight Howard era o plano dos Lakers para o presente e para o futuro." E o que escrevemos nessa altura não se alterou e resume a offseason dos Lakers:
"A equipa de Los Angeles só tinha um plano: renovar com Dwight Howard. O prestes-a-tornar-se-Rocket era uma solução dupla e o plano dos Lakers para o presente e para o futuro: com ele, tinham equipa para, no imediato, fazer uma última tentativa de ganhar o título com este grupo e, ao mesmo tempo, tinham um jogador para, depois de 2013-14 (quando os contratos de Gasol e Kobe expiram), construir uma nova equipa à sua volta.
Agora não têm nem uma coisa nem outra. No presente, estão condenados ao meio da tabela e a um limbo que não lhes dá grandes chances de ganhar uma das primeiras escolhas no draft (ou ficam num dos últimos lugares de acesso aos playoffs - e não entram na lotaria do draft - ou falham-nos por pouco - e só conseguem uma das primeiras escolhas se lhes sair mesmo a lotaria!). E também não têm equipa para lutar pelo título. Nem vão ser tão maus para ficar no fundo e ter uma daquelas escolhas, nem são bons o suficiente para lutar pelo título.
(...)
Muitos sugeriram que os Lakers deviam rebentar com a equipa, trocar Gasol e Nash e pensar no draft de 2014. Mas os Lakers decidiram reforçar este grupo o melhor possível (e fazer uma última tentativa com o mesmo).
Amnistiram Metta World Peace e contrataram Nick Young, Wesley Johnson e Jordan Farmar. Ficam com uma equipa melhor, mas não tão melhor que os faça sair daquele limbo da mediania. Para uma equipa no limbo do meio da tabela, três jogadores medianos não os vão tirar de lá. Podem ir aos playoffs, mas não vão muito mais longe.
Podem ser um pouco menos derrotados do que há uma semana, mas a offseason dos Lakers ficou perdida quando perderam Howard e resta-lhes fazer o melhor possível este ano e esperar pela próxima free agency."
Uma temporada de tanking no último ano de contrato de Kobe e Gasol seria difícil de acontecer. Era o melhor que faziam, mas sabemos que seria impossível fazerem isso. Assim, vão ter uma época de mediania e depois é atacar a free agency (os únicos jogadores com contratos para além desta temporada são Steve Nash e Robert Sacre, pelo que terão muitoooo espaço salarial para usar). Mas já vimos os problemas que esse plano pode ter.
Desperdiçar uma temporada nos últimos anos de Bryant, Nash e Gasol era mau. Mas vai ser uma temporada para o lixo de qualquer maneira. E podiam chegar a 2014 com o mesmo espaço salarial e uma escolha alta. O que seria melhor. Assim, vão perder na mesma uma temporada e chegar lá com o mesmo espaço e uma escolha mais baixa.
Mas isso é o que acontece quando só se tem plano A. Os Lakers não estão habituados a precisar de plano B e desta vez saiu-lhes o tiro pela culatra. A sua offseason estava dependente da decisão de Howard e ficou condenada quando ele escolheu os Rockets. Foi um verão mauzinho para estes lados de Los Angeles e os Lakers foram uns dos maiores derrotados da offseason.
Nota: 9
26.10.13
Boletim de Avaliação - Los Angeles Clippers
Antes de continuarmos com a avaliação das equipas da Pacific Division, fazemos rewind até à Southeast Division para rever a nota dos Wizards. Porque a troca da noite passada (Emeka Okafor e uma 1ª ronda por Marcin Gortat, Shannon Brown, Kendall Marshall e Malcolm Lee) coloca-os ainda mais na luta pelos playoffs.
Trocam um poste mais velho, muito mais caro e que não fazia parte dos planos da equipa para lá desta temporada por um poste mais novo, mais barato (metade dos 14 milhões de Okafor) e muito melhor ofensivamente (defensivamente não é tão bom, mas com Okafor com dificuldades para manter-se saudável, o seu impacto na defesa tem sido menor e não perdem tanto nesse lado). Um bom poste no auge da carreira (tem 29 anos), que é um upgrade na posição para os Wizards. É um bom passo no presente, para atacar os playoffs esta temporada.
Não é um passo seguro para o futuro (o contrato do polaco também termina esta época), pelo que Gortat pode ou não continuar na equipa depois deste ano. Se o renovarem, podem ter um poste titular para vários anos. Se não, ficam na mesma (como estariam com Okafor - ou sem Okafor - no fim da temporada). Mas é um bom passo passo no curto prazo e que não muda o plano que tinham no médio/longo prazo. Para além disso, levam um bom shooting guard para sair do banco, Shannon Brown (os outros dois, se ficarem na equipa, não vão ter impacto na rotação).
Por isso, o 10 que lhes demos antes passa a 11.
E agora, continuando com a Pacific Division, vamos até à Lob City, que se tornou na Doc City este verão:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - LOS ANGELES CLIPPERS
Saídas: Eric Bledsoe, Caron Butler, Chauncey Billups, Lamar Odom, Ronny Turiaf, Grant Hill (retirado)
Entradas: JJ Redick, Jared Dudley, Darren Collison, Byron Mullens, Louis Amundson, Reggie Bullock (25ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Chris Paul - JJ Redick - Jared Dudley - Blake Griffin - DeAndre Jordan
Banco: Darren Collison - Jamal Crawford - Matt Barnes - Antawn Jamison - Byron Mullens - Ryan Hollins
Treinador: saiu Vinnie Del Negro, entrou Doc Rivers
Balanço: O primeiro objectivo da offseason era contratar outro treinador. Um objectivo para conseguir o segundo e principal objectivo do verão: renovar com Chris Paul. Contrataram Doc Rivers (um treinador com experiência de título, bom na motivação e gestão de grupos, com uma boa relação e com o respeito das estrelas da equipa). E com isso, renovaram tranquilamente com Chris Paul (e este foi, apesar da rapidez e tranquilidade do processo, um dos maiores sucessos da offseason).
Depois, tinham de tentar reforçar o cinco, com peças que encaixassem melhor na equipa. Precisavam de atiradores para rodear Paul e o frontcourt de Griffin e Jordan. E conseguiram-nos. Com Redick e Dudley, ficam com duas peças mais novas e que encaixam melhor que Butler e Billups e que vão libertar espaço para Paul penetrar e manobrar o ataque e para Griffin operar no interior.
A seguir, tentar reforçar o banco ou, pelo menos, mantê-lo tão bom como antes. Para isso, renovaram com Matt Barnes e Ryan Hollins. E acrescentaram Darren Collison, Antawn Jamison, Byron Mullens, Louis Amundson e Reggie Bullock (mais um atirador). Collison não é tão bom como Bledsoe, mas é um óptimo base suplente. E Mullens, Jamison e Amundson cobrem perfeitamente as saídas de Turiaf e Odom. E continuam a ter um dos melhores bancos da liga.
(Actualização: Entretanto, os Clippers dispensaram Lou Amundson e diz-se que estão à procura de um poste defensivo para o banco; um nome que se fala é Jason Collins)
Renovaram com o seu melhor jogador (e um jogador do top 5 da NBA). O perímetro ficou mais novo e melhor. O frontcourt ficou tão bom como antes, pelo menos. E têm um treinador capaz de os levar um patamar acima. Todos os objectivos conseguidos, portanto, e mais uma offseason bem conseguida para os Clippers. E mais uma temporada em que vão estar na luta pelo topo do Oeste.
Nota: 14
24.10.13
Boletim de Avaliação - Golden State Warriors
Já só faltam cinco dias para começar a temporada e já só faltam cinco equipas para terminar os nossos Boletins de Avaliação. Para começar a sexta e última divisão da liga, a Pacific Division, vamos até Oakland ver o que uma das equipas sensação da última temporada fez para tentar continuar a subir na hierarquia do Oeste:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - GOLDEN STATE WARRIORS
Saídas: Jarrett Jack, Carl Landry, Andris Biedrins, Richard Jefferson, Brandon Rush
Entradas: Andre Iguodala, Marreese Speights, Jermaine O'Neal, Toney Douglas, Nemanja Nedovic (30ª escolha no draft), Ognjen Kuzmic
Cinco Inicial: Stephen Curry - Klay Thompson - Andre Iguodala - David Lee - Andrew Bogut
Banco: Toney Douglas - Kent Bazemore - Harrison Barnes - Draymond Green - Marreese Speights - Jermaine O'Neal - Festus Ezeli
Treinador: Mark Jackson
Balanço: Os Warriors começaram a offseason sem qualquer espaço salarial abaixo da luxury tax e com poucas hipóteses de (mantendo os principais jogadores e sem recorrer a trocas) fazer melhorias significativas na equipa. Só a tarefa de manter a mesma equipa junta já seria difícil, pois os dois melhores suplentes, Jarrett Jack e Carl Landry, eram free agents e depois da boa época que fizeram iriam de certeza receber boas ofertas, o que obrigaria os Warriors a ultrapassar o limite da luxury tax para os manter.
E foi então que os Warriors foram criativos. Conseguiram transformar Richard Jefferson, Andris Biedrins e Brandon Rush (e os gigantescos contratos dos dois primeiros - 11 milhões e 9 milhões, respectivamente; 24 milhões no total dos três contratos) em Andre Iguodala. Chegaram a acordo com os Jazz (uma das poucas equipas da liga que podia receber esses contratos e uma equipa que queria fazer uma limpeza total no balneário e entrar em modo de reconstrução total) e, duma assentada, conseguiram arranjar espaço para contratar Iguodala (12 milhões/ano; assinou por 4 anos e 48 milhões) e para entrar na corrida por Dwigh Howard.
Foi uma manobra engenhosa e um excelente plano para os Warriors. Na melhor das hipóteses, ficavam com Iggy e Howard e na pior das hipóteses ficavam com Iggy. Howard acabou por preferir os Rockets, mas foi um grande sucesso na mesma.
Tiveram também de dar duas 1ªs rondas no draft (mas vão ser, previsivelmente, escolhas baixas) e abdicar de Jack e Landry, mas a oportunidade era irrecusável. E por muito duro que tenha sido perder Jack e Landry (e relembremos que a possiblidade de os manter já era pequena), a possibilidade de ter Iguodala (e talvez Howard) era boa demais para perder.
Como escrevemos na altura, "Iguodala é um grande upgrade e que lhes dá um cinco inicial mais forte (Curry, Thompson, Iguodala, Lee e Bogut). E com a passagem de Barnes para o banco, este também não fica assim tão fraco (Barnes, Ezeli, Draymond Green). Ok, é um banco curto e precisam de um bom base suplente e mais um ou dois jogadores mais experientes. Mas desses há mais e são mais fáceis de arranjar do que All Stars como Iguodala."
Portanto, o desafio seguinte era melhorar o banco. E assim fizeram. Encontraram um base suplente, Toney Douglas, dois jogadores para a rotação interior, Marreese Speights e Jermaine O'Neal, e ficaram com um banco completo.
Para Landry encontraram substituto (dois jogadores que podem fazer o seu papel); para Jack não têm nenhum à altura na mesma posição, mas Iguodala também pode jogar no backcourt e fazer um dos papéis de Jack (iniciar o ataque e jogar com a bola na mão, como point forward, para Curry jogar sem bola e libertar-se para lançamentos)
Sairam os dois melhores suplentes, mas conseguiram um All Star, ficaram com um suplente muito bom em Barnes e mais três bons jogadores para completar o banco. No final de contas, é um saldo bastante positivo.
Foram engenhosos e conseguiram melhorar a equipa, algo que parecia difícil de fazer em Maio. Com as possibilidades que tinham e com o cenário que se apresentava nessa altura, fizeram bastante e foram uns dos maiores vencedores desta offseason. E, saudáveis e se não tiverem azar com lesões, vão ser das equipas mais excitantes de seguir este ano.
Nota: 15
22.10.13
Boletim de Avaliação - Utah Jazz
Depois de Nuggets, Wolves, Blazers e Thunder, terminamos a Northwest Division em Salt Lake City, onde os Jazz decidiram mudar de música:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - UTAH JAZZ
Saídas: Al Jefferson, Paul Milsap, Mo Williams, Randy Foye, Earl Watson, DeMarre Carroll
Entradas: Richard Jefferson, Andris Biedrins, Brandon Rush, John Lucas, Ian Clark, Trey Burke (9ª escolha no draft), Rudy Gobert (26ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Trey Burke - Alec Burks - Gordon Hayward - Derrick Favors - Enes Kanter
Banco: John Lucas - Brandon Rush - Jeremy Evans - Marvin Williams - Richard Jefferson - Andris Biedrins - Rudy Gobert
Treinador: Tyrone Corbin
Balanço: Os Jazz estavam num limbo entre um núcleo de veteranos e um núcleo de jovens para desenvolver. Estavam algures entre ser uma equipa competitiva, boa para 40 e tal vitórias e lutar pela ida aos playoffs (ou ficar ali à beira dos mesmos) ou ser uma equipa em reconstrução.
Pois nesta offseason decidiram-se, finalmente, por um dos lados. E, quando se decidiram, decidiram-se mesmo. Foi uma limpeza total de balneário. Deixaram sair Al Jefferson, Paul Milsap, Mo Williams, Randy Foye, DeMarre Carroll e Earl Watson. E nem pensaram em contratar alguém para os seus lugares (os únicos jogadores que contrataram foram John Lucas e Ian Clark, para completar o banco).
Receberam também dos Warriors (que precisavam do espaço salarial para contratar Iguodala) Biedrins, Jefferson (e os 20 milhões dos contratos dos dois, que expiram este ano) e Brandon Rush, mais duas 1ªs rondas (2014 e 2017) e três 2ªs rondas (2016, 2017 e 2018). Basicamente, aceitaram ficar com aqueles contratos para ganhar todas essas escolhas no draft.
O plano é desenvolver o núcleo de Burke-Burks-Hayward-Favors-Kanter, meter os jovens a jogar e dar-lhes todo o tempo e espaço para errar e aprender (nada têm a perder; desenvolvem os jovens e ainda se habilitam a melhores hipóteses no draft).
Para já, serão bastante piores. Mas têm um cinco de jogadores com 23 anos ou menos. Um cinco com mais potencial e com o qual deverão ter um tecto mais alto do que tinham com a outra equipa. E como vão ser maus este ano, ficam também com a possibilidade de juntar mais um grande talento (e já sabemos como o próximo draft tem vários) a este grupo. E ainda vão ter muito, muito espaço salarial em 2014 (mais de 30 milhões em contratos que expiram este ano!).
É um caso típico de ficar-pior-para-ser-melhor. Mas com boas perspectivas a curto prazo. Ser-melhor pode não demorar tanto tempo como habitualmente e os Jazz podem não ter de esperar tantos anos para sair do fundo da tabela.
O único senão é que, se era para fazer isto, podiam ter conseguido alguma coisa em troca de Milsap e Jefferson (ficar ainda com mais escolhas no draft e/ou peças para o futuro). Se era para limpar o balneário, podiam ter trocado Jefferson e Milsap mais cedo (durante a temporada) e ter conseguido alguma coisa em troca. Podiam ter tomado essa decisão mais cedo, mas agora já não havia nada a fazer e o melhor era deixá-los sair.
Como em qualquer plano de reconstrução, é sempre difícil de prever se vai correr bem (e isso também depende do que fizerem a seguir), por isso não lhes podemos dar uma nota alta pelo que poderá acontecer no futuro. Mas levam uma nota positiva porque deram um bom primeiro passo. Ficam com muitas opções em aberto e muitas possibilidades para reconstruir. Para já, colocaram-se em boa posição para começar e em boa posição para correr bem.
Nota: 10
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