Parece que o Air Dunk está na moda este ano:
8.11.13
7.11.13
Mantenham estes debaixo de olho
Anthony Davis é um dos jogadores que começou a época com o pé direito e um dos jogadores a manter debaixo de olho este ano. Mas há outros que estão a ter grandes começos de temporada e que não devemos perder de vista em 2013-14. Por isso, não pestanejem porque podem perder uma grande temporada de:
Saído da sombra de Chris Paul e com o comando de uma equipa entregue a si, está a libertar todo o seu potencial e a ter um dos começos de temporada mais tórridos deste ano. Passou de suplente nos Clippers a titular nos Suns, de 20 mins/jogo para 33 e de 8.5 pts, 3.1 ast e 3 res para 21 pts, 7.2 ast e 5 res. Já sabíamos que o Pequeno LeBron ia subir a sua produção e os seus números, mas está a superar todas as expectativas. E sem piorar a eficácia. Podia estar a marcar mais por estar a ter muito mais bola e muitos mais lançamentos, mas está até com melhor percentagem que antes (50%) e com um PER muito melhor (um PER de elite mesmo: 25.1! - a média da liga é 15 e Bledsoe teve no ano passado 17.5). Está a afirmar-se como um dos pilares para o futuro da equipa de Phoenix e vamos ouvir falar bastante nele este ano.
Thompson é o Joe Dumars dos Warriors. Naqueles Pistons, Isiah Thomas era a estrela maior, Bill Laimbeer o bully no interior e Rodman o atleta e defensor incansável. E Dumars era o assassino silencioso de mão certeira que, sem alarido, produzia de forma consistente e regular. Como Thompson.
Numa equipa com muitos bons jogadores, Thompson é, jogo após jogo e sem alaridos, um dos melhores. Curry é a estrela maior, Iguodala o homem da defesa e das jogadas atléticas espectaculares, David Lee uma máquina de 20-10 e Bogut o músculo no interior. E Thompson, de fininho, é o homem que leva já dois jogos de 30 pontos, que está com uns assombrosos 55% de 3pts e que é o melhor da equipa até agora (24 pts/jogo). Pode não estar entre os nomes mais falados e mais mediáticos dos Warriors, mas é um dos que mais vale a pena seguir este ano.
Numa equipa com muitos bons jogadores, Thompson é, jogo após jogo e sem alaridos, um dos melhores. Curry é a estrela maior, Iguodala o homem da defesa e das jogadas atléticas espectaculares, David Lee uma máquina de 20-10 e Bogut o músculo no interior. E Thompson, de fininho, é o homem que leva já dois jogos de 30 pontos, que está com uns assombrosos 55% de 3pts e que é o melhor da equipa até agora (24 pts/jogo). Pode não estar entre os nomes mais falados e mais mediáticos dos Warriors, mas é um dos que mais vale a pena seguir este ano.
Este não é uma cara nova, nem um jogador que passe debaixo do radar. Mas este ano está a surpreender no aspecto do jogo onde sempre foi acusado (com justiça, diga-se) de ser fraco: a selecção de lançamento. Ellis está a escolher melhor que nunca quando e de onde lançar e está a aproveitar muito bem (e de forma mais eficaz que nunca) os espaços e os momentos no ataque. E está a entender-se muito bem com Nowitzki. O pick and roll entre os dois já se tornou uma das armas de eleição no ataque destes Mavs e Ellis pode fazer este ano a melhor temporada da sua carreira (até agora está a fazer e está com o melhor PER da sua carreira).
Gary Neal
Outro que, com um papel maior na equipa, está a aproveitar as oportunidades e a fazer a melhor época da sua carreira. O tempo de jogo não subiu assim tanto (em três anos nos Spurs fazia 21 mins/jogo e este ano está com 28), mas os números sim. Passou de 9 pts para 15.3 (é o segundo melhor marcador da equipa, atrás de OJ Mayo; e o primeiro em pts por 36 minutos, com 19.3) e está a acertar de três quase ao nível assombroso de Klay Thompson (53.3%). Com a bola mais vezes na sua mão e com luz verde para atacar (subiu de 8 lançamentos/jogo para 13), Neal vai ser um jogador divertido de ver.
Outro que, com um papel maior na equipa, está a aproveitar as oportunidades e a fazer a melhor época da sua carreira. O tempo de jogo não subiu assim tanto (em três anos nos Spurs fazia 21 mins/jogo e este ano está com 28), mas os números sim. Passou de 9 pts para 15.3 (é o segundo melhor marcador da equipa, atrás de OJ Mayo; e o primeiro em pts por 36 minutos, com 19.3) e está a acertar de três quase ao nível assombroso de Klay Thompson (53.3%). Com a bola mais vezes na sua mão e com luz verde para atacar (subiu de 8 lançamentos/jogo para 13), Neal vai ser um jogador divertido de ver.
Nikola Vucevic
O poste montenegrino dos Magic chamou a atenção na última temporada com alguns jogos monstruosos de mais de 20 pontos e 20 ressaltos, mas não foi o jogador mais regular e, na primeira metade da época, alternava entre um jogo em que fazia números desses e outro em que não chegava a um duplo-duplo. Foi melhorando ao longo da época e nos últimos vinte jogos da temporada regular, os duplos-duplos tornaram-se uma constante.
Este ano está a confirmar essa evolução, está com números de poste de topo (17.8 pts e 13.2 res) e, se mantiver a regularidade, entrará no lote dos melhores postes da conferência (e será um candidato a Most Improved). É manter o olho nele.
O poste montenegrino dos Magic chamou a atenção na última temporada com alguns jogos monstruosos de mais de 20 pontos e 20 ressaltos, mas não foi o jogador mais regular e, na primeira metade da época, alternava entre um jogo em que fazia números desses e outro em que não chegava a um duplo-duplo. Foi melhorando ao longo da época e nos últimos vinte jogos da temporada regular, os duplos-duplos tornaram-se uma constante.
Este ano está a confirmar essa evolução, está com números de poste de topo (17.8 pts e 13.2 res) e, se mantiver a regularidade, entrará no lote dos melhores postes da conferência (e será um candidato a Most Improved). É manter o olho nele.
5.11.13
O passe do ano
Andre Iguodala teve vários momentos altos no seu regresso a Philadelphia. 27 pontos na 1ª parte (32 no final do jogo, mas, com os Warriors a ganhar por mais de 20, não jogou grande parte da segunda metade), sete triplos (um recorde de carreira), um par de afundanços e um alley oop espectacular a passe de Stephen Curry. Mas o momento mais alto de todos foi este:
4.11.13
O sucessor de Tim Duncan
Alto, atlético, com braços longos, um monstro na defesa e nos ressaltos, com bons fundamentos ofensivos, bons movimentos a poste baixo e um bom lançamento de frente para o cesto (aqueles 45º à tabela!). Uma máquina de "20-10"s (e quase 3 desarmes de lançamento) e um jogador que dominava nos dois lados do campo. Assim era Tim Duncan no auge da sua carreira.
E assim está a ficar Anthony Davis. Na temporada passada, no seu ano de rookie, começou lesionado e depois o desempenho de Damian Lillard tornou-se uma das maiores histórias do ano e ofuscou todos os rookies. Para além disso, os Hornets andaram pelo fundo da tabela e fora da luta pelos playoffs, o que também não ajudou à atenção dada aos seus jogadores. E passou um pouco despercebida a boa temporada do rookie de New Orleans.
Apesar do início discreto (e de alguns percalços pelo meio), Davis foi melhorando ao longo da temporada e acabou com uns bons 13.5 pts, 8.2 res e 1.8 dl em apenas 28 minutos/jogo. E com um óptimo PER de 22.3. Foi um jogador eficaz, que precisou apenas de 10 lançamentos de média para aqueles 13.5 pts e mostrou sinais do jogador que podia ser (23% na percentagem de ressaltos defensivos, 5% na percentagem de lançamentos desarmados, números timdunquianos).
Este ano, embora a amostra estatística seja ainda pequena, está a ser esse jogador. Até agora vai com médias de 23.7 pts, 12.3 res e 2,7 dl. Ao nível dos melhores números timdunquianos. E, tão ou mais importante que os números (como dissemos, Davis ainda só jogou 3 jogos e a amostra ainda é pequena), este ano está a mostrar um bom lançamento de meia distância, o que irá variar o seu jogo e elevar a produção ofensiva para outro nível (já não é só um jogador para terminar perto do cesto e é capaz de desfazer de um bloqueio para fora e lançar de meia distância).
Davis tem uma constituição fisica semelhante a Duncan e já é uma besta nos ressaltos e na defesa. E está a caminho de desenvolver um arsenal completo como o de The Big Fundamental. E é ainda mais atlético e rápido que este era. Some-se a tudo isto que quando Duncan entrou para a NBA já tinha 21 anos. Davis, que entrou com 19, só na próxima temporada terá a idade que Duncan tinha na sua época de rookie. E por essa altura é bem provável que faça números ao nível dos deste.
Apesar do início discreto (e de alguns percalços pelo meio), Davis foi melhorando ao longo da temporada e acabou com uns bons 13.5 pts, 8.2 res e 1.8 dl em apenas 28 minutos/jogo. E com um óptimo PER de 22.3. Foi um jogador eficaz, que precisou apenas de 10 lançamentos de média para aqueles 13.5 pts e mostrou sinais do jogador que podia ser (23% na percentagem de ressaltos defensivos, 5% na percentagem de lançamentos desarmados, números timdunquianos).
Este ano, embora a amostra estatística seja ainda pequena, está a ser esse jogador. Até agora vai com médias de 23.7 pts, 12.3 res e 2,7 dl. Ao nível dos melhores números timdunquianos. E, tão ou mais importante que os números (como dissemos, Davis ainda só jogou 3 jogos e a amostra ainda é pequena), este ano está a mostrar um bom lançamento de meia distância, o que irá variar o seu jogo e elevar a produção ofensiva para outro nível (já não é só um jogador para terminar perto do cesto e é capaz de desfazer de um bloqueio para fora e lançar de meia distância).
Davis tem uma constituição fisica semelhante a Duncan e já é uma besta nos ressaltos e na defesa. E está a caminho de desenvolver um arsenal completo como o de The Big Fundamental. E é ainda mais atlético e rápido que este era. Some-se a tudo isto que quando Duncan entrou para a NBA já tinha 21 anos. Davis, que entrou com 19, só na próxima temporada terá a idade que Duncan tinha na sua época de rookie. E por essa altura é bem provável que faça números ao nível dos deste.
A comparação Davis-Duncan foi feita desde o momento que entrou para a liga e este ano Davis está a confirmá-la. Parece que temos sucessor de Tim Duncan.
3.11.13
Bater Bolas
Vamos bater umas bolas? Como já dissemos muitas vezes, isto sem a vossa participação não tem a mesma piada. Por isso, no fim de semana em que ultrapassámos os 2000 seguidores no Facebook, lançamos uma nova coluna no SeteVinteCinco.
Uma coluna onde vamos responder às vossas questões e discutir os temas que vocês quiserem. Sobre equipas, jogadores, treinadores, jogadas, regras, curiosidades, história da liga, o que quiserem. Mandem as vossas perguntas, levantem o tema que quiserem e aos domingos respondemos na nova coluna, Bater Bolas.
Enviem as perguntas por mail (setevintecinco@gmail.com) ou por mensagem no Facebook e, todos os domingos, escolhemos algumas para responder e discutirmos aqui. Mandem vir e vamos bater umas bolas.
1.11.13
O futuro da NBA
O que nos reserva 2013-14? Os Thunder campeões? James Harden, MVP da temporada? Phil Jackson nos Knicks? Derrick Rose marca 70 pontos? Kobe retira-se? LeBron no concurso de afundanços? Clippers, Heat, Bulls ou Warriors campeões? Qual destas (ou alguma destas) "previsões" da TNT se tornará realidade?
Boletim de Avaliação - Sacramento Kings
E chegamos hoje ao fim da nossa avaliação da offseason das 30 equipas da liga. Para encerrar a Pacific Division, depois de Warriors, Clippers, Lakers e Suns, vamos até Sacramento, ver o que a equipa de DeMarcus Cousins (que começou a época em grande, com 30 pontos e 14 ressaltos na vitória sobre os Nuggets!) fez para deixar para trás o drama do último ano e o fundo da tabela por onde tem andado nos últimos anos:
BOLETIM DE AVALIAÇÃO - SACRAMENTO KINGS
Saídas: Tyreke Evans, Toney Douglas
Entradas: Greivis Vasquez, Carl Landry, Luc Mbah a Moute, Ben McLemore (7ª escolha no draft), Ray McCallum (36ª escolha no draft)
Cinco Inicial: Greivis Vasquez - Marcus Thornton - John Salmons - Patrick Patterson - DeMarcus Cousins
Banco: Isaiah Thomas - Jimmer Fredette - Ben McLemore - Luc Mbah a Moute - Travis Outlaw - Carl Landry - Jason Thompson - Chucky Hayes
Treinador: saiu Keith Smart, entrou Mike Malone
Balanço: Para começar, não mudaram de cidade. Depois duma guerra entre milionários pela posse da equipa e depois de estarem com um pé fora de Sacramento (o primeiro comprador, Chris Hansen, queria levá-los para Seattle), os Maloof venderam a equipa a um grupo de investidores locais liderado por Vivek Ranadive e os Kings continuaram a ser os Kings.
A partir daqui foram só mudanças: mudaram de dono, trocaram o general manager (saiu Geoff Petrie, entrou Pete D'Alessandro) e trocaram de treinador. Mudaram, portanto, todos os responsáveis pela equipa.
No plantel, pelo contrário, não mudaram muito. Mas fizeram algumas boas adições:
Trocaram Tyreke Evans por Greivis Vasquez (não igualaram a oferta dos Pelicans a Evans, que era agente livre com restrições - 44 milhões por 4 anos). Podiam ter igualado ou então deixá-lo sair sem receber nada em troca. Assim, decidiram não gastar esse dinheiro em Evans, mas conseguiram chegar a acordo para um sign and trade. Conseguem um bom jogador para outra posição e dão também mais espaço a McLemore para se desenvolver (na prática, McLemore é um jogador para substituir Evans e ainda reforçaram outra posição).
Sacaram mais dois bons suplentes na free agency: Carl Landry e Mbah a Moute. A contratação de Landry deixa um engarrafamento na posição de power forward (têm Landry, Thompson e Patterson), mas ficam com mais um bom jogador e podem sempre tentar trocar algum dos três no futuro. Mbah a Moute é um excelente defensor e ficam com uma opção defensiva que não tinham na posição de small foward.
E escolheram um dos jogadores mais talentosos deste draft, Ben McLemore. É claro que o shooting guard rookie terá de aprender a fazer mais do que apenas lançar ao cesto, mas é um dos jogadores com mais potencial desta classe de 2013.
Mais do que um verão para fazer grandes mudanças no plantel, foi uma offseason para arrumar a casa e encontrar estabilidade. Para uma equipa há muitos anos disfuncional e sem rumo (e depois de toda a confiusão das últimas épocas), começar de novo a nível organizativo era imperativo. Ainda não será esta temporada que chegam aos playoffs, mas agora estão firmes em Sacramento e têm uma nova equipa a gerir a organização. Agora é continuar esse trabalho (no campo e fora dele).
Nota: 11
Estão analisadas todas as equipas da liga, os jogos já começaram e agora é basquetebol até Junho! Big is on!
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